segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Cristal Color - Garnier (1988)

Reclame a tinta para o cabelo "Cristal Color" dos laboratórios Garnier, que incluía um "teste" para identificar o seu "lado sedutor". Podem clicar sobre a imagem abaixo para ler todo o texto:




Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 207 (Tomo XXXV) de Julho de 1988.

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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Caneta-Carimbo (1988)

 Na primeira imagem, o detalhe desta curiosa caneta-carimbo, da marca Heri, que permitia carimbar sem almofada, aparentemente uma grande inovação tecnológica. Não sou especialista no mundo dos carimbos, mas não me recordo de ver destes por ai...
Abaixo, o anúncio completo:
"O carimbo do futuro, sempre no seu bolso".


Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 207 (Tomo XXXV) de Julho de 1988.

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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Titanic (1997)

por Paulo Neto

O passar do tempo parece não ter sido muito benévolo para "Titanic", ao ponto de agora parecer ser um pet hate de muitos cinéfilos e de poucos admitirem que gostam do filme. Eu próprio tenho o receio de que se voltar a rever o filme, vou ficar muito desiludido e prefiro guardar a magia de quando o vi no cinema. 
Mas quando o épico filme de James Cameron estreou nos cinemas em 1997, deu-se provavelmente o maior ataque de histeria colectiva por um filme, pelo menos que eu assisti (o fenómeno de "Avatar" passou-me um pouco ao lado). Lembro-me de que não se falava outra coisa na escola, ouvia relatos de gente que ia ver repetidas vezes ao cinema e tudo o que fosse relacionado com o filme e com o barco itself era amplamente dissecado e capitalizado.     

Uma ideia da loucura que foi, só na minha cidade. Só havia então uma única sala de cinema e era bastante raro que um filme ficasse mais de uma semana em cartaz, e já tinha sido um grande feito quando o "Jurassic Park" ficou três semanas. Pois bem, "Titanic" ficou em cartaz no Estúdio Alfa de Torres Novas sete semanas, seis delas consecutivas. Até a minha ida para ver o filme foi épica: cheguei ao cinema no domingo da primeira semana de exibição duas horas antes das bilheteiras abrirem e dei com um papel a dizer que já não havia bilhetes para aquele dia e só havia quatro bilhetes da primeira fila para segunda-feira e para quatro filas na terça. Depois de eu chegar, não tardou a formar-se uma grande fila na bilheteira, e quando já estava convencido que só iria ver o filme dali a dois dias, a senhora da bilheteira diz que havia uma desistência para a matiné de domingo! Claro que essa vaga foi logo para mim.


A história toda a gente conhece: em 1996, uma equipa de investigadores busca um precioso diamante, o "Heart of the Ocean", nos destroços do Titanic e descobre um quadro de uma jovem nua com a jóia. Rose Dawson (Gloria Stuart), uma idosa centenária, afirma ser a jovem do retrato e relata em flashback a sua história de como sobreviveu ao naufrágio do Titanic em 1912.   




Nesse tempo, era Rose Dewitt-Bukater (Kate Winslet), uma jovem aristocrata inglesa que estava noiva de Cal Hockley (Billy Zane), um abastado herdeiro americano. Desagradada com a arrogância e tacanhez do noivo e pressionada pela sua mãe Ruth (Frances Fisher), que pretende manter a todo o custo o estatuto social, pois o seu falecido marido deixou-as à beira da penúria, Rose lamenta a sua sorte e considera atirar-se do navio, sendo salva por Jack Dawson (Leonardo Di Caprio), um jovem à deriva na vida que conseguiu a passagem para o Titanic num jogo de póquer. Mesmo contra a forte oposição de Cal e Ruth, Jack e Rose apaixonam-se e pretendem desembarcar juntos até que o barco é atingido por um iceberg e os dois vêem-se numa frenética luta pela sobrevivência perante o iminente naufrágio.




Várias cenas ficaram para a história: Jack na proa a gritar "I'm the king of the world!", a desenhar Rose nua, Rose de braços estendidos na proa, a consumação do amor entre o casal no banco de trás de um carro, Rose de machado na mão a libertar um Jack algemado pelo vil capanga de Cal de irónico nome Lovejoy (David Warner), um Jack já morto de hipotermia a sumir nas profundezas do mar e a Rose velhinha a atirar o famigerado diamante, que esteve sempre na sua posse, ao mar.





Lembro-me também de ter criado empatia com duas outras personagens: Molly Brown (Kathy Bates) uma divertida e desbocada nova rica que é apenas tolerada pelos outros passageiros da primeira classe pelo seu dinheiro e Fabrizio Rossi (Danny Nucci), o comparsa italiano de Jack, de quem tive imensa pena de não ter sobrevivido. Não, não chorei a ver o filme, mas vontade não me faltou. E a julgar pela quantidade de fungos e assoos que ouvia e olhos vermelhos que vi à saída, devo ter sido dos poucos que não choraram. Aliás, foi  o primeiro filme que muitos homens de barba rija não tiveram vergonha admitir que os fez chorar!

Com um então nunca visto orçamento de 200 milhões de dólares, era o filme mais caro até então e ao longo de todo o processo, pairou sempre a sombra de um possível desastre de proporções titâncas. Titânico foi sim o sucesso, tornando-se o maior êxito de bilheteira até então, apenas suplantado em 2009 pelo seguinte opus de James Cameron, "Avatar". Leonardo Di Caprio e Kate Winslet  foram elevados a superestrelas e voltariam a formar par romântico em "Revolutionary Road". O filme igualou o recorde de Óscares (onze) e nomeações (catorze, onde faltou estranhamente a de melhor actor para DiCaprio). E a banda sonora de James Horner também foi campeã de vendas, apesar de ser quase instrumental, excepção feita ao célebre tema "My Heart Will Go On" interpretado por Celine Dion. Apesar de já recheada de hits, tornou-se o maior sucesso da canadiana.






Tenho receio de me desapontar se voltar a ver o "Titanic", afinal o mundo mudou tanto desde então e já há muito que a minha inocência de então se diluiu. Mas seja como for, nada me tirará as memórias da magia de que foi ter ido vê-lo ao cinema em princípios de 1998, um dos anos mais marcantes da minha vida, e como o filme evoca um período feliz da minha existência. 

Trailer (1997):


Trailer da versão 3D (2012):






Nivea Body Lotion e Body Milk (1988)


Anúncio que se estende por duas páginas: Nivea Body Lotion e Nivea Body Milk, clique sobre a imagem para  a aumentar.

Detalhes das embalagens:



Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 207 (Tomo XXXV) de Julho de 1988.

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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Sagres (1988)

Um dos anúncios de aparência mais refrescante de todos os tempos: "Sagres", felizmente sem o cheiro a urina cerveja.


Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 207 (Tomo XXXV) de Julho de 1988.

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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Olivetti - Secretárias pessoais (1988)

Secretárias pessoais para secretárias, da marca Olivetti.


Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 207 (Tomo XXXV) de Julho de 1988.

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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

TVI - Mais de 20 Anos do Quarto Canal


Dia 20 de Fevereiro de 1993, mais um dia histórico na TV portuguesa. O famoso "Canal da Igreja", "Quatro", oficialmente "TVI" - a.k.a. Televisão Independente - começou a transmitir, meros meses depois do recém estreado terceiro canal, a SIC, e ambas salvaram os espectadores portugueses do castigo de ter apenas 2 canais por onde escolher...


Não é o meu canal favorito, longe disso. Mas já foi em tempos, quando em finais dos anos 90, passava no pequeno ecrã séries e filmes a horas decentes. Material como os míticos Ficheiros Secretos, Pretender, ... Mas esse ciclo chegou ao final com a explosão dos reality shows e telenovelas, que dura até hoje. Começou como um canal de inspiração cristã direccionado às famílias e agora exibe programação capaz de fazer um santo girar na tumba. Sim, estou a falar da Casa dos Segredos. Mas isso sou eu, visto que nesta última década tem mantido a liderança nas audiências...

Alguns dos cromos da TVI na Enciclopédia:

Muitos mais programas podiam - e irão ser - mencionados na Enciclopédia - como a Amiga Olga, o tema destruidor de tímpanos dos "Olhos de Água", o Batatoon, Xica da Silva, Super Pai, Telhados de Vidro, "Lauro António apresenta", etc, mas o texto já vai longo, ficarão para outra altura...


Wikipédia tem uma boa lista dos principais acontecimentos da TVI, da fundação até à actualidade, mas destaco a primeira década:


  • 1993 - Início das emissões no dia 20 de Fevereiro, como a segunda estação de televisão privada em Portugal.
  • 1997 - O grupo Media Capital entra no capital social da TVI, ao comprar 30 por cento da estação, tendo Miguel Paes do Amaral assumido a presidência do grupo.
  • 1997 - A estação instala-se em Queluz de Baixo, unindo programação e informação. Até então, a primeira funcionava no edifício Altejo e a redacção no antigo cinema Berna, ambos em Lisboa.
  • 1998 - José Eduardo Moniz torna-se director geral da TVI. A Igreja Católica deixa a TVI.
  • (...) Lista completa na  Wikipédia

Um video de 2003, a recordar a primeira década da TVI:


Como curiosidade, um folheto distribuído antes do inicio das transmissões com instruções para sintonizar o canal:




terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Sabia que..? (1991)



Entre curiosidades cientificas e cultura geral, este foi um dos livros favoritos da minha juventude. "Sabia que...?", a versão portuguesa de "Did You Know?" foi editado pelas Selecções do Reader's Digest. O exemplar das fotos, é a primeira edição, datada de 1991, e faz parte da minha biblioteca caseira. Neste tempo não havia Wikipédia nem Google, caçávamos com "gato", ou seja, enciclopédias ou compêndios deste género.
A famosa imagem das bobines de Tesla em funcionamento.

Ficha Técnica.
 Algumas páginas do calhamaço:


Costumes:

Política:

Um exemplo dos quadros com curiosidades rápidas:

A descoberta dos raios X:

Astronomia:

Uma visão de futuro possível:

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