terça-feira, 22 de julho de 2025

A Princesa Insensível (1983)

Eis uma série animada dos anos 80 que nunca esqueci. "A Princesa Insensível" é uma série animada francesa de treze episódios de quatro minutos cada, criada por Michel Ocelot, tendo estreado na televisão francesa em 1983. 




Em Portugal, foi exibida duas vezes: em Fevereiro de 1987 diariamente no "Brinca Brincando" e depois em 1990, no espaço "A Hora Do Lecas" às segundas-feiras.




A história é bastante simples: a titular princesa insensível parece ser totalmente indiferente a tudo, apresentando sempre a mesma cara impávida. Como tal, foi lançado o repto de que o príncipe que lhe conseguir impressionar de alguma forma casará com ela. Treze pretendentes aceitam o desafio, mostrando os seus talentos, esperando assim alcançar a admiração e a mão da princesa. 




Nos doze primeiros episódios, a narrativa era sempre a mesma: a princesa chegava ao teatro para assistir à apresentação do episódio, um arauto (voz de Eládio Clímaco) anuncia: "O príncipe X, que tentará agradar à nossa amada princesa!". Cada príncipe fazia o seu número, que invariavelmente falhava em obter qualquer reação da princesa. E um após um, cada príncipe saía de palco frustrado. Por fim, o arauto advertia: "Mas outro príncipe se seguirá, para agradar à nossa amada princesa!" (No final do penúltimo episódio, ouve-se o arauto a acrescentar: "Talvez...") Essas falas do arauto eram as únicas falas dos doze primeiros episódios, que não tinham mais nenhum diálogo.  




Por ordem de episódios, os príncipes que se apresentaram foram: o Príncipe Domador, o Príncipe Jardineiro, o Príncipe Metamorfoseador, o Príncipe Vedor, o Príncipe Mimo, o Príncipe Meteorologista, o Príncipe Submarino, o Príncipe Voador, o Príncipe Decorador, o Príncipe Mágico, o Príncipe Pinto e o Príncipe Pirotécnico. 

Lembro-me que no episódio do Príncipe Pintor, este desenhou um retrato gigante da Princesa. Mas perante a apatia deste, ele, furioso, desmanchou o retrato, começando por lhe pintar um bigode na cara. 

Por fim, no último episódio, o Príncipe Estudante resolve o mistério: aproximando-se da Princesa, verifica que afinal ela via mal (provavelmente sofria de astigmatismo) e por isso não podia admirar as maravilhas à sua volta. Ele oferece-lhe então um par de óculos e a Princesa pode por fim se maravilhar com as atuações dos outros príncipes. A Princesa outrora Insensível e o Príncipe Estudante ficam então noivos. 




Segundo o site "Brinca Brincando" (mais um agradecimento), o aspeto bem particular da animação devia-se ao facto do autor Michel Ocelet ter usado um misto de celuloide e papel recortado. Em 2008, a série foi incluída num DVD que reunia os melhores trabalhos de Ocelet. 

A série está disponível na íntegra no YouTube, mas creio que com uma nova dobragem de Eládio Clímaco.

1.º episódio


6.º episódio


 Último episódio



terça-feira, 15 de julho de 2025

Homem-Aranha 2 (2004)



O "Império Contra-Ataca" da saga Spider-Man, (a seguinte entrega é definitivamente o "Regresso de Jedi") "Spider-Man 2" constrói, desenvolve e melhora sobre o estabelecido no primeiro capitulo de Toby Maguire como o Cabeça de Teia: "Spider-Man" (2002). A premiere na América aconteceu em 22 de Junho de 2004, com grande sucesso e aceitação da crítica e do público, que quase unanimemente considera o filme uma melhoria em relação ao capítulo original, com  mais emoção e personagens interessantes. O elenco principal regressou, mas sem o Green Goblin, surge outro grande da galeria de vilões do Homem Aranha: o icónico Doctor Octopus aka o brilhante cientista Octo Octavius, humanizado e desempenhado com gosto por Alfred Molina ("Species", "Boogie Nights", etc). Regressaram também o realizador, Sam Raimi ("Darkman"), o compositor Danny Elfman, e John Dykstra que foi galardoado com o Oscar pelos efeitos especiais nesta sequela do êxito de 2002. Deste vez, a cinematografia ficou á responsabilidade de Bill Pope ("The Matrix", "Scott Pilgrim vs The World" e muito mais). O plot gira em redor do choque entre a vida de superherói e a vida profissional e amorosa de Peter Parker que gera um crescente distanciamento entre Peter e Mary Jane (Kirsten Dunst); a busca de Harry Osborn (James Franco) para vingar a morte do pai;  e a transformação do benevolente cientista Octo Octavius num amoral o e obcecado super criminoso, controlado pela sua própria criação. 

Em 2004, por altura da estreia na Lusitânia descrevi essa chegada com grande entusiasmo:

"Finalmente chegou aos nossos écrans a aguardadíssima sequela de Spiderman. Confesso que quando vi o primeiro no cinema fiquei um pouco desiludido, devido ao excesso de publicidade e antecipação(tal como X-Men1), mas depois já em formato caseiro tornou-se um dos meus filmes de acção favoritos (também como X-Men1).
Relativamente ao recém estreado, é mais divertido e tem mais acção do que o primeiro, um excelente filme, com actores bem dirigidos. Momento cómico: A sequência no elevador é hilariante.  Pouco mais me resta dizer a não ser: vaiam ver o filme, já!"

A "analise" foi curta, mas no essencial continuo a aconselhar o visionamento. É um belo e equilibrado capítulo da história das adaptações de super-heróis ao grande écran, concentrado nas relações pessoais mas sem fugir das batalhas épicas, que parecem saltar das páginas dos comics, com arte, coração e visuais coloridos sem vergonha do que é.





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