Embora a televisão ainda seja um meio crucial para se publicitar um determinado produto e suscitar cobiça nos telespectadores, nem sempre a publicidade televisiva é primordial e existem vários produtos que nunca recorreram a anúncios televisivos para terem vendas expressivas (por exemplo, não me recordo de algumas vez ter visto um anúncio na TV das drageias PEZ e os seus míticos doseadores) ou que já não têm anúncios na televisão desde os anos 80/90 mas que continuam a ser vistos em qualquer supermercado, café ou quiosque de jornais. É o caso por exemplo das pastilhas Orbit ou dos achocolatados Suchard Express ou Coqui.
É também o caso dos bombons Allegro, que ainda se vendem por aí. Lembro-me que precisamente no dia em que ouvi o cromo de Caderneta de Cromos sobre eles nos idos de 2011, nessa mesma tarde eu desloquei-me até ao Terminal de Expressos de Sete Rios para apanhar um autocarro de Lisboa e Torres Novas e lá no quiosque onde se vendem os jornais, reparei que nos escaparates das guloseimas estavam embalagens de bombons Allegro. Claro que comprei uns e recordei o seu sabor assaz delicioso que eu já não deglutia desde mil novecentos e oitenta e trócópasso.
Estes bombons de macio toffee de caramelo envolvido em chocolate de leite são produzidos pela Imperial (a mesma das lendárias "Fantasias de Natal") desde 1980, e o seu auge foi sem dúvida nos anos 80 graças a um célebre anúncio com uma certa dose de marotice.
Nele, um rapaz toca violino enquanto a jovem e atraente professora vai acompanhando com uma batuta, sentada numa cadeira. A câmara vai então alternando planos dos olhos do miúdo e do peito (não obstante totalmente coberto por uma camisa branca) e da boca da professora. De repente, para surpresa da professora, o petiz pára de tocar e retira de bolso um pacote de bombons Allegro, oferecendo um à professora que aceita com um sorriso. O rapaz também come um, mantendo o olhar focado e subtilmente cobiçoso com que observava a mestra, com o ar de vontade de querer dar largas as outras gulas, se -obviamente- fosse mais crescido. Claro que tudo isto pode ser tudo especulação badalhoca de adulto e que a narrativa do anúncio pode ser simplesmente um carinhoso e inocente "gesto de amor", como se ouve no anúncio, entre aluno e professora, mas que o anúncio dá azo a essas especulações, lá isso dá!
Ao que parece, este não foi o único anúncio aos bombons Allegro, terão havido pelo menos mais dois: no YouTube, existe um comentário de Mafalda de Barros que afirma ter feito um desses outros anúncios como bailarina, mas até ao momento, não há sinal deles na internet. O que existe é uma outra reedição do anúncio do rapaz do violino, mas com uma narração off diferente e que soa mais actual.
Lembro-me ainda que ouve outra reedição do anúncio para divulgar a nova variedade com sabor a menta (que se não estou em erro, também ainda existe à venda).
Dada a temática musical deste anúncio (e aparentemente dos outros), a inspiração para o nome "Allegro" terá certamente vindo do andamento musical do mesmo nome. (Outro andamento musical, o Adágio, serviria mais tarde para baptizar uma marca de iogurtes.) Mas não foram apenas estes bombons que foram baptizados de Allegro nos anos 80, pois esse foi o nome dado a um programa da RTP de 1983, que foi uma espécie de sequela do "Sabadabadú", de novo com Camilo de Oliveira e com Luísa Barbosa a fazer as vezes de Ivone Silva.
Em 1993 as Tartarugas Ninja ainda estavam em grande, a série de TV ainda a 3 anos de terminar, com um filme novo e toneladas de merchandising empurrados para a pequenada. A Imperial foi uma das marcas mais reconhecidas pelos portugueses, e apesar dos favoritos Pintarolas, Fantasias (de Natal) não era uma marca associada a "fixe", com os seus chocolates mais clássicos. Mas em 1993 a Imperial lançou uma promoção com as quatro tartarugas mais fixes do planeta.
Para ganhar os milhares de prémios bastava juntar "8 Pratinhas das Rodelas de Chocolate TARTARUGAS NINJA" e enviar pelo correio.
Como não tinha sorteio, alegadamente, os primeiros envelopes a chegar (até 31 de Dezembro de 1993) ganhavam os melhores prémios e os últimos um porta-chaves de compensação.
Podem apreciar as imagens de todos esses produtos de sonho neste adorável desdobrável que adquiri recentemente para a minha colecção:
A partir do envelope nº 10211 já não tinha direito a prémio, temos pena. Algum dos nossos leitores participou nesta promoção e ganhou alguma coisa? Contem nos comentários!
Lembro-me vagamente destas Rodelas de Chocolate Tartarugas Ninja, mas nesta época tínhamos os jovens Tarta-Heróis estampados em practicamente tudo o que possam imaginar...
Na década de 90, Fido Dido, a mascote da "7Up" (licenciada em 1987 para a PepsiCo, apesar de criada em 1985) teve a sua figura estampada um pouco por todo o lado, desde as colectâneas em vinil e CD "Número 1", autocolantes, T-shirts, e claro nas publicidades ao próprio 7Up, neste caso com o famoso slogan: "Claro numa "nice"!". Muita gente não deve ter ficado contente com a divulgação de mais um anglicanismo na língua portuguesa. Ainda uso "nice" ocasionalmente, mas nunca serei tão cool como o Fido Dido no skate a rasgar literalmente as páginas da revista.
O curioso é que nesta revista exactamente o mesmo anúncio foi imprimido em 3 páginas: no verso da capa, no interior e no verso da contracapa. Esta campanha deve ter saído barata, deve...
Tenho em alguma das minhas cassetes um reclame com o Fido Dido desta época, espero brevemente colocá-lo online. Imagem Digitalizada da revista "Pateta & Companhia" Nº 162 (10 Abril 1990) e Editada por Enciclopédia de Cromos.
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Três dos autocolantes brindes das pastilhas elásticas Dutlim "Masters do Universo".
No invólucro, como nos autocolantes da data de copyright é 1983, "Mattel. Inc/JA". Olhando ao resto das informações, o peso líquido da pastilha era 6 gramas. "Fabricado por Dutlim, Leião - 2780 Oeiras - Portugal". Os ingredientes: açúcar, glucose, goma base, glicerina, aromas naturais e artificiais e corante orgânico sintético (E-124).
Infelizmente não encontrei indicação do preço de venda ao público.
Se algum dos nossos leitores tiver algum dos outros autocolantes ou memórias de colecções relacionadas deixe comentários abaixo!
Desde que o ser humano utiliza embalagens, várias surpreendem pelo formato ou material invulgar. Algumas resistem ao teste do tempo, como a bolsa metálica dos sumos Capri-Sonne, e outros nunca mais são vistos como esta embalagem assimétrica dos iogurtes UCAL nos anos 80, com produção Tetra Pak. Em material aparentado ao esferovite apresentava uma forma quase cilíndrica, mas com uma face plana.
Não tenho a certeza se eram estes que traziam colada uma colher de plástico, mas apesar do pequeno tamanho da imagem parece que distingo um alto na face plana do copo de iogurte. Quem tiver melhor memória do que eu, comente abaixo ou lá no Facebook!
Actualização: No magnifico espólio de embalagens de "A Primorosa Colecção" consta esta bela foto, mais detalhada, da caixa destes iogurtes. Reparem no pormenor delicioso do texto abaixo da linha tracejada "Carregue aqui e levante". Realmente tenho memória de ter destruido alguns copos com iogurte ao carregar com muita força! Obrigado ao Primoroso Coleccionador por ter partilhado a foto no nosso Facebook.
NOTA: Entretanto, consegui um exemplar desse calendário de bolso. Digitalizei e coloquei no topo do artigo.
"O Boca Doce é bom, é bom, é; diz o avô e diz o bebé; o Boca Doce é bom, é bom, é!"
Já há tempo que ouvia falar de várias versões do famoso reclame dos Pudins Boca Doce, mas eis que o Mistério Juvenil coloca no Youtube uma compilação esses anúncios, tão míticos como os das Fantasias de Natal ou das Bom-Bokas:
O primeiro, a preto-e-branco, provavelmente é de antes do meu tempo, com a netinha a roubar o pudim ao avô. Na versão seguinte, a que recordo melhor, invertem-se os papéis, e é o idoso a papar o pudim. Na seguinte, não há "ladrões de guloseimas", mas sim o avôzinho a trazer à neta um pudim.
Se não conhecem o Canal de Youtube do Mistério Juvenil, é uma boa altura para o subscrever e receber sempre as novidades: "Mistério Juvenil TV".
Nem todas as nossas memórias de infância, sobretudo a nível alimentar, desapareceram. Muitas das guloseimas que tanto nos adoçaram a vida continuam à venda: chocolates, gelados, pastilhas, caramelos, etc. Só que tal como nós, e como tudo na vida, também essas coisas evoluíram com os tempos.
Por exemplo, há dias e ao fim de vários anos, comprei uma embalagem de Sugus. O sabor desses famosos caramelos quadrados continuava assaz delicioso mas havia diferenças em relação aos meus tempos de petiz alegre consumidor de Sugus e isso levou-me a diversas reflexões:
Reflexão 1: A começar pela dita embalagem que trazia Sugus de vários sabores. O que eu daria em petiz para uma embalagem rectangular contendo vários sabores de Sugus pois nesse tempo, eu e os demais garotos estavam limitados às embalagens de Sugus que continham dez caramelos de um único sabor (embalagens essas que continuam a existir actualmente). Havia de facto embalagens de Sugus com vários sabores mas vinham numa embalagem tipo saco de plástico e só me recordo de os meus pais comprarem-me essa embalagem maiorzinha muito esporadicamente e devido a uma ocasião especial, como um aniversário meu ou do meu irmão.
Reflexão 2: Porém a principal diferença que notei na embalagem actual de Sugus face às da antigamente é que os Sugus actuais já não têm a envolvência extra de um papel branco, bastando desembrulhar o típico papel de colorido. Quando é que os Sugus terão deixado de serem envolvidos no famoso papel branco? E por que razão? Terá sido um motivo de cariz ecológico, numa altura em que a redução e a reciclagem do papel passaram a estar na ordem do dia?
Sim, porque o papel extra branco que envolvia os Sugus era em si mesmo uma instituição, recordando ao petiz que o seu consumo não devia ser feito de forma leviana. Com um pouco de sorte, calhava-nos uma embalagem onde o papel branco era facilmente removido e o caramelo era prontamente degustado. Com bastante frequência porém, a remoção do papel branco requeria mais atenção, a fim de evitar que restos do papel branco continuassem colados ao caramelo, sobretudo quando este estava todo melado e peganhento do calor. E quem nunca, no meio da frustração, ingeriu um Sugu(?) com um restinho do papel branco que atire a primeira pedra.
Reflexão 3: O singular de Sugus é mesmo Sugu (com U no fim, é bom de ver) ou será daquelas palavras cujo singular e plural são os mesmos, tal como por exemplo pires? Recordo-me de dizer "Dá-me um Sugu" com a sensação que estava a incorrer em algum incumprimento gramatical.
Reflexão 4: No episódio da Caderneta de Cromos consagrado aos Sugus, o Nuno Markl afirmava que o sabor mais popular dos ditos eram os de hortelã-pimenta. Ora sucede que eu nunca me lembro de em criança ter visto Sugus de tal sabor, pelo que a ter existido o sabor de hortelã-pimenta, terá certamente sido esporadicamente algures nos anos 70.
Nos meus tempos de criança dos anos 80, havia somente seis sabores de Sugus: morango (invólucro vermelho), laranja (cor-de-laranja), limão (azul), banana (amarelo), pêssego (cor-de-laranja claro) e ananás (verde). Por vezes, certas embalagens tinham invólucros brancos com as letras do logótipo da cor correspondente ao sabor.
O meu ranking de sabores de Sugus era o seguinte: 1.º Limão, 2.º Morango, 3.º Banana, 4.º Laranja, 5.º Pêssego, 6.º Ananás. Os Sugus de limão eram os meus preferidos mas infelizmente eram os que eram mais raros de se encontrar à vendas nas lojas e cafés, pelo que na maioria das vezes, tinha de optar pelo second best sabor a morango. Já os de ananás (e o Markl também referiu isto) eram os menos favoritos para mim e para quase toda a gente. Numa festa em que houvesse vários sabores de Sugus à disposição, era certo e sabido que os Sugus de ananás seriam os últimos a serem comidos. E ao contrário dos de limão, as embalagens de Sugus de ananás eram das mais recorrentes nas lojas e cafés.
Só foi já em adulto que eu passei a ver embalagens de Sugus com sabor a menta, bem como outros novos sabores que eventualmente sugiram como melão, framboesa ou cereja.
Reflexão 5: Quando foram criados os Sugus? Uma pesquisa pela internet revelou que foram criados pela companhia chocolateira suíça Suchard (sim, a do Suchard Express) em 1931, pertencendo desde 2005 ao grupo Wrigley. O nome vem da palavra "suge" que nas línguas escandinavas quer dizer "chupar" (ou, melhor dizendo, "sugar"). Terão chegado a Portugal em finais dos anos 60 e são actualmente distribuídos no nosso país pelo grupo Mars Portugal. Continuam também a ser comercializados com sucesso em vários países da Europa, América Latina e Ásia. Desde 2008 que os Sugus são considerado património culinário suíço.
Ou este de 1987, promovendo um passatempo onde se podia ganhar um robot que falava!
Quanto a anúncios de televisão, recordo-me sobretudo deste de 1990, envolvendo uma simpática menina de óculos, uma árvore muito especial...e a lei da gravidade.
Apesar de gostar de publicidade desde tenra idade, só há poucos anos comecei a coleccionar os ditos anúncios. E um recorrente nas revistas Disney dos anos 80 é os reclames aos sumos de fruta sem gás "Joi". Existem vários no mesmo estilo com algumas pequenas variações, conforme o sabor do sumo em destaque.
Sobre o fundo vermelho, uma palhinha divide a página em duas secções, numa o logotipo "Joi" e os sabores disponíveis: laranja, maça e maracujá. A outra metade inclui reproduções das garrafas e pacotes de cartão. Por baixo um aviso pouco legível: "Nova embalagem".
Imagem Digitalizada da revista "Mickey" Nº 114 (Dezembro 1987 ou Janeiro 1988) e Editada por Enciclopédia de Cromos.
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Alguns anos antes do concurso que dava apartamentos em Massamá como prémio ("Nesquik: Grande Concurso Anos 90") a marca de achocolatados da Nestlé, já o Nesquik, na época representada pelo canguru português Cangurik (antes deste ser reformado e substituido pelo coelho saltitão Quicky, que já existia no estrangeiro e que foi redesenhado no inicio dos 90 pelo cartoonista Ramon Maria Casanyes), oferecia neste "Grande Concurso Nesquik" 30.000 contos em prémios acumulados, em que seriam sorteados alternadamente durante 6 semanas: 1 andar no valor de 4000 contos (em local à escolha) e 5 barras de ouro no valor de 100 contos cada.
Note-se na pacote de leite agarrada e a beijar a lata de Nesquik. Relações inter-alimentares? Muito á frente!
No verso da página, além do cupão especial de participação (onde era necessário colar um "selo" com 2 ou 4 pontos, retirado de rótulos Nesquik e inventar uma frase sobre o Leite) para se habilitar a esses prémios que descrevi atrás, e cujo sorteios aconteceriam no Clube Amigos Disney; o leitor era logo informado de outro concurso a realizar em Maio de 1986, também no Clube Amigos Disney: "Grande Prémio de Colagem Leite e Nesquik". É apenas um teaser, porque nem os prémios e condições são ainda anunciados.
Imagem Digitalizada da revista "Mickey" Nº 68 (Fevereiro 1986) e Editada por Enciclopédia de Cromos.
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Mais um concurso para recortar letras para formar a palavra da marca. O concurso era "O Circo - Grande Concurso do Leite Chocolatado Gresso". A primeira página do anúncio tem o cupão e explica os detalhes, e a segunda página expõe os prémios: computadores, bicicletas, relógios digitais e jogos.
Além da quantia de "200.000$00 a dividir pelas mães dos 5 primeiros contemplados". Se os meus olhos não me falham os prémios eram "ZX Spectrum 48K" e bicicletas BMX. Os outros premiados levavam jogos de tabuleiro e relógios digitais de que não consigo reconhecer marca ou modelo, mas fazem lembrar aqueles Cásio com calculadora. A senhora do reclame também me parece familiar...
As 6 embalagens de temática circense do leite achocolatado Gresso, e a a parte frontal da embalagem com a vaquinha de flor na boca:
Imagem Digitalizada da revista "As Melhores Histórias" Nº 7 (9 Agosto 1985) e Editada por Enciclopédia de Cromos.
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Anúncio em formato de um jornal dos sumos de frutos "Fresky", variedades laranja e ananás, com chancela Agros. O jornal tinha conselhos para acampar, brincar e esperar três horas para terminar a digestão antes de mergulhar. A linguagem do primeiro "artigo" é suspeitamente semelhante à que podíamos encontrar nas revistas brasileiras: "Hum! com aquele gostinho de que Você tanto gosta. E pode escolher, aquela gostosura boa da laranja ou o gostinho óptimo do ananás. ai é só colocar bastante gelo e curtir aquele saborzinho bem geladinho. Mas para transar esta delícia, use sempre os sumos de frutos FRESKY, naturalmente." Transar? Se as novelas brasileiras me ensinaram bem, transar tem pouco que ver com sumos de fruta! ..."que delícia!".
Imagem Digitalizada da revista "As Melhores Histórias" Nº 7 (9 Agosto 1985) e Editada por Enciclopédia de Cromos.
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Publicidade ao "Concurso Sumos Compal" de 1985.
O próprio anúncio já incluía uma das letras a recortar - também das embalagens dos sumos - para participar no Concurso.
Os prémios, além dos milhares de puzzles, incluíam "dezenas de computadores e bicicletas", mais concretamente 50 computadores "Timex Spectrum 48K" e 50 Bicicletas "Órbita". Tinha impressão que os computadores pessoais da Timex eram clones dos Spectrum da Sinclair, foi olhar na Wikipedia que a Timex e a Sinclair fizeram uma parceria para lançarem juntos novas máquinas baseadas nos anteriores da Sinclair que já eram produzidos pela Timex, incluindo a Timex Portugal, mas talvez algum leitor mais conhecedor possa esclarecer, porque na ilustração realmente parece um ZX Spectrum tradicional...
E claro não podia faltar o slogan: "Compal é mesmo natural".
Imagem Digitalizada da revista "As Melhores Histórias" Nº 7 (9 Agosto 1985) e Editada por Enciclopédia de Cromos.
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Não era apenas o Rato Mickey que tinha um Clube para a criançada (o "Clube Amigos Disney"), a Mimosa tinha o "Clube Mimosa Zoo". Este clube também tinha cartão de sócio, e o sortudo consumidor do leite com chocolate "Mimosa Zoo" podia habilitar-se a "prémios fabulosos" conforme o seu talento para desenhar e habilidade para colar numa folha 4 animais que recortou das embalagens de "Mimosa Zoo". O "Grande Sorteio" tinha como prémio uma aparelhagem "Sony Hi-Fi Midi com CD"! Os outros prémios consistiam em vários Rádio Walkman Sony, Máquinas Fotográficas, Livros de Animais e Bolsas de Cintura Mimosa Zoo.
Aspecto das embalagens do Leite com Chocolate "Mimosa Zoo", um sortido de animais selvagens que incluia elefantes, pandas, leões, golfinhos, etc.
Imagem Digitalizada da revista "Detective Mickey" Nº 23 (24/09/1991) e Editada por Enciclopédia de Cromos.
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"O Dedo". Este mítico gelado em forma de um punho com o dedo indicador esticado surgiu nos pontos de venda de gelados Olá no inicio dos anos 80, mais concretamente em 1981, como demonstra este cartaz do site da própria Olá.
Ao lado do “O Dedo” podem ver a indicação “Novo”. Não dá para ver bem, mas creio que o preço de venda era 15 escudos.
Enquanto durou fez as delícias de pequenos e decerto muitos graúdos que não tivessem pudor de chupar dedos - com sabor a morango - em público. Esta peculiar delícia gelada já não consta no cartaz para a época balnear de 1983. (Estou naturalmente a assumir que assim que saem de cartaz saem também de circulação. excluindo é claro aqueles em stock nas arcas de restaurantes e cafés pelo país fora.) Por exemplo, na Espanha - a Frigo (o nome que a marca adopta no país dos nuestros hermanos) lançou o “Frigo Dedo” em 1980 (até 91, pelo menos), e entre 1988 e 1990 o gelado existiu em 3 sabores diferentes! Na França, era “Le Doigt” vendido pela Motta [anúncio], e no Reino Unido “The Finger”, obviamente. No Brasil a Gelato deu-lhe o pitoresco nome de “Fura Bolo”.
A vaga de gelado em forma de extremidades do corpo humano foi preenchida em 1987 com a chegada do “Pé”, que se aguentou até 1990. Mas isso é uma história para outro cromo...
Despeço-me com este anúncio da época, que decerto vai deixar muitos de vós com água na boca:
O reclame era apenas a versão do mesmo anúncio já usado em vários países, mas a melodia parece-me estranhamente semelhante à "Formiga, Formiguinha" de Tó Maria Vinhas. Tô certo, ou tô errado?
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Com presença em Portugal há mais de meio século, os produtos Tulicreme foram uma constante em publicidade em revistas, principalmente dirigidas aos mais novos. Este é mais um anúncio a juntar à colecção Tulicreme aqui na Enciclopédia. Desta vez não há concurso, a ocasião era dar a conhecer o novo sabor Caramelo e o tradicional Cacau com mais sabor. Podem recordar as embalagens em mais detalhe abaixo, junto a uma foto de um piquenique. Ai se as formigas descobriam aquelas fatias de pão com "creme para barrar vitaminado". Tulicreme!
E para ajudar na engorda, as embalagens agora tinham 250g, com 10% grátis.
O corpo do anúncio reproduzia em estilo banda desenhada o anúncio animado do Tulicreme. Comparem abaixo com outros vídeos posteriores.
"É-Tão-Bom-Tu-Li, Tu-Li-Tu_Li-Cre-Me"
Tulicreme (1989)
Oferta de um jogo "3 em linha":
Tulicreme (1991)
Oferta de um escantilhão:
Imagens digitalizadas da revista "Disney Extra" Nº 4 (29/11/1985) e editadas por Enciclopédia de Cromos.
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Eu acho que a maioria de nós passámos na infância por um período em que beber leite tal como ele vinha no pacote sem acrescentar mais nada é das coisas menos apetecíveis de ingerir. Pelo menos eu recordo-me de que entre os quatro e os nove anos, era-me inconcebível beber leite branco sem pelo menos deitar um pouco de açúcar. Ocasiões houve onde também os meus pais deitavam um pouco do café que faziam de manhã ao pequeno-almoço no meu leite. Mas claro que durante esse período, a minha forma preferencial de consumir leite era dissolvendo nele umas boas colheradas de um qualquer achocolatado solúvel. E felizmente, vivia-se então numa época onde a oferta de marcas de achocolatados era maior que nunca, se bem que fui praticamente fiel a duas marcas.
Entretanto, à medida que me aproximava dos dez anos, devo ter pensado para comigo que era altura de deixar de ser menino e passar a beber o leite tal como ele veio do pacote para o copo sem juntar nada, como qualquer garoto com idade de dois dígitos que se preze. E embora tenha continuado até hoje a apreciar muito beber ocasionalmente leite com chocolate, foi o fim do período da minha mais intensa relação com os achocolatados.
Neste texto, pretendo recordar algumas das marcas mais populares de achocolatados solúveis dos anos 80. Qual destas era a vossa preferida?
Coqui: É curioso como praticamente todas as marcas de achocolatados da minha infância continuam disponíveis nas prateleiras dos supermercados, prontas a deliciar as novas gerações. É o caso do Coqui que se manteve firme no mercados apesar de há já várias décadas não se lhe conhecerem campanhas ou anúncios televisivos. O único anúncio que me recordo é ainda da primeira metade dos anos 80 que terminava em freeze frame com uma rapariga de cabelo encaracolado a erguer bem alto um copo de leite com Coqui enquanto se ouvia o jingle: "Leite só com Coqui!"
Produzido pela empresa Disfala na Amadora, mesmo sem grandes campanhas, o Coqui pode não ter tantos adeptos quanto outras marcas, mas sem dúvida que os que tem são fidelíssimos. Aconselho uma visita ao site ofical da marca. Tal é a constância do Coqui que a embalagem de lata com losangos pouco mudou desde 1969. Não me lembro de ter provado alguma vez leite com Coqui, mas recordo-me de ver em casa de algumas pessoas. Há também quem recorde que por vezes traziam copos de vidro como oferta.
Ovomaltine: Esta marca de origem suíça continua bastante popular em todo o mundo. Eu só me recordo ter provado uma ou duas vezes em casa de familiares. O que mais me recordo era de um jingle radiofónico: "Ovomaltine é sabor, Ovomaltine é vigor!". Porque sim, era uma das marcas de achocolatados que eram publicitadas com os benefícios de dar energia em actividades específicas. E aparentemente a principal particularidade do Ovomaltine era conter extractos de ovo na sua composição. Embora a embalagem de Ovomaltine tenha passado por várias alterações desde a sua primeira produção em 1904, o fundo laranja tem sido uma constante.
Alsa Chocdrink: Já falámos aqui do momento em que a Alsa, por excelência a grande marca das mousses de chocolate, aventurou-se também no mercado dos achocolatados com o Chocdrink, durante uma análise a um bloco publicitário de 1991, que continha um anúncio onde um grupo de miúdos se reúne em casa de um deles para beber esse divino néctar achocolatado (um desse miúdos era um Kapinha pré-adolescente). Não sei se o Chocdrink continua à venda ou se Alsa voltou a dedicar-se somente às sobremesas instantâneas, mas recordo-me que o sabor era assaz delicioso e que tinha uns grãos semelhantes ao do Nescafé.
Milo: Creio que nunca provei Milo, mas lembro-me bastante bem de ver nas mercearias as embalagens de lata de cor verde com a imagem de um atleta. Como aliás se pode ver neste anúncio de 1983, era outra marca de achocolatados que promovia como uma fonte de energia para a actividade física, sublinhando que era um produto "vitaminado". (Embora hoje em dia seja algo discutível como um produto rico em açúcar ocupe um lugar de destaque numa alimentação saudável).
O Milo andou vários anos desaparecido das prateleiras dos supermercados nacionais, mas desde há alguns anos (creio que desde que a "Caderneta de Cromos" lamentou a sua ausência cá em Portugal), regressou aos nossos estabelecimentos comerciais.
Toddy: Criado em 1930 pelo porto-riquenho Pedro Santiago, Toddy permanece como o mais popular achocolatado da América Latina, tendo o seu sucesso chegado também à Península Ibérica. Embora também houvesse a vertente de leite em chocolate numa garrafa (tipo UCAL), o achocolatado em pó teve mais sucesso em Portugal, sobretudo quando oferecia o famoso Toddy-cóptero, uma traquitana colorida que entreteve muito petiz nos anos 80. Eu lembro-me de ter tido pelo menos dois Toddy-cópteros.
Recordo-me também de um anúncio televisivo sobre um miúdo que está à baliza num jogo de futebol e não consegue defender os remates da equipa adversária. Perante a frustração do garoto, o treinador aproxima-se dele e canta-lhe em playback o jingle brasileiro: "Já tomou o seu Toddy hoje?". Outra coisa que recordo do Toddy é que foi o único a também ter um pó solúvel com sabor a morango.
Nesquik: Revelação chocante: nunca gostei de Nesquik! Gostava muito das mascotes; primeiro o Cangurik e depois o coelho Quicky, mas das vezes que bebi achei o sabor algo sofrível. Mas não há como negar que foi sempre talvez a marca líder, ou não viesse do gigante Nestlé.
No entanto, sempre fui muito fã dos Cereais Nesquik com aquelas deliciosas bolas de chocolate.
Em mais um caso de um anúncio que não está no YouTube mas de que me recordo, havia aquele em que um adulto em voz-off perguntava a um miúdo: "Gostas de leite?" ao que o garoto fazia uma cara feia. De novo o adulto "E com Nesquik?", e então o miúdo exclamava: "Haha!". O que confirmava que eu estava longe de ser o único a torcer o nariz ao leite branco não adoçado.
Cola Cao: E chegámos às minhas marcas de eleição. O Cola Cao foi sem dúvida um dos meus achocolatados preferidos de sempre. Não só por ser dos mais icónicos, com a sua eterna embalagem de plástico amarela e tampa vermelha mas também porque era dos que tinham um sabor a chocolate mais apurado.
Tal como outras marcas também o Cola Cao, a mais popular criação do grupo alimentar espanhol Nutrexpa, apostava forte numa ligação às actividades de desporto. Por exemplo, lembro-me de uma campanha de anúncios anos 80 em que vários petizes viam os seus treinadores e/ou ídolos desportivos em acção até que estes se dirigiam para eles e diziam "agora tu, campeão" se fosse um rapaz ou "vamos, agora tu" se fosse uma rapariga ao que os garotos, após emborcarem um copo de leite com Cola Cao, se lançavam com afinco na ginástica, nos remates de futebol ou qualquer que fosse o desporto, terminando com o mítico jingle: "Cola Cao, ajuda com força, Cola Cao". Também encontrei este anúncio de 1986 com vários petizes em actividade física.
Como se essa ligação com o desporto não fosse suficiente, a Cola Cao também associou-se aos Jogos Olímpicos. Muitos recordam que por altura dos Jogos Olímpicos de 1984 em Los Angeles, vinham também com as embalagens uns bonecos semelhantes aos da Playmobil que seriam os atletas que entrariam a acção num estádio olímpico feito de cartão que acho que era preciso encomendar, enviando os rótulos das embalagens e nos Jogos Olímpicos de Seul em 1988, ofereciam t-shirts e sweatshirts oficiais do evento.
Suchard Express: Não obstante, o meu achocolatado de eleição era o Suchard Express (ou como dizia a minha mãe, o Chuchar Express). Primeiro, era o que na minha opinião tinha o melhor sabor. Segundo, era o que era mais delicioso nessa outra instituição de infância que é comer achocolatados em pó à colherada, até ter os dentes e os lábios todos castanhos. Terceiro, era o que se dissolvia melhor no leite. E quarto, tinha o mais mítico anúncio a achocolatados de sempre, do começo em estilo banda desenhada, ao cão São Bernardo com a embalagem de Suchard Express na coleira, passando pelo inevitável torcer de nariz do rapaz ao ver um copo de leite ("Leite? Salvo!") aos pais a entrarem sorrateiramente no quarto, culminando com o pai a beber o copo de leite e Suchard Express, copo esse onde parece que o São Bernardo andou previamente a meter as fuças.
E agora, caros leitores da Enciclopédia de Cromos, digam qual era o vosso achocolatado preferido? Será um destes, ou outro que porventura foi esquecido neste texto?
Segundo o site da PepsiCo Portugal, as batatas fritas Pála-Pála fazem as delícias dos portugueses desde 1972 - um ano antes desta publicidade - na época produzidas pela modesta empresa "Laprovar", Sociedade de Produtos Aliementares, Lda, adquirida em 1987 pela PepsiCo.
A descrição das batatas fritas e dos processo de fabrico é bastante humorado, com as primeiras frases a parecer promoção a alguma revista ou filme para adultos:
"Louras, lourinhas, gostosas! Enxutas! Apetitosas! Cresquilíssimas! São batatas Laprovar. São de provar e chorar por mais, e mais, e mais! Batatas fritas Pála-Pála são de inteira confiança! Enquanto são preparadas...mãos ao alto!...ninguém toca nas Pála-Pá-la! O "automático" é que manda! Descasque, corte, secagem e fritura - em óleo especial para melhor paladar. Por isso as Pála-Pála resultam sempre...cresquilíssimas! Um pacote de Pála-Pála, marcha sempre a qualquer hora, um gosto que afugenta o tal "rato". Uma "tara" de sabor!"
Detalhe da mascote, um miúdo sardento, fisga enfiada nos calções e um boné de pala gigante:
Hoje em dia as Pála-Pála ainda estão no mercado, com o símbolo actualizado, mas apelando à nostalgia:
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O leitor Luís Filipe Ramos fez-me recordar este brinde que vinha nos veteranos flocos de cereais Nestum (em Portugal desde 1958, com o favorito Nestum Mel a chegar só em 1971) e a nostalgia fez-me imediatamente começar a procurar material para este cromo. Que afinal é muito escasso.
Além de serem colecções bonitas e educativas, estas bandeiras - com poste e base em plástico - sempre podiam ser usadas para complementar os exércitos de Masters do Universo, dos soldadinhos de plástico ou quem sabe até ornamentar o quintal de alguma Barbie mais nacionalista.
Ainda tenho uma dessas bandeiras, que sobreviveu mais ou menos incólume ao passar do tempo, mas infelizmente não a fotografei antes de a desterrar novamente para as profundezas de alguma caixa na arrecadação.
Foto: Ana Trindade. Edição: Enciclopédia de Cromos.
Este brindes que saíram nos anos 80 ( e creio que ainda nos anos 90) existiram sobre várias temáticas: Futebol, sinais de transito, mas lembro-me melhor das bandeiras dos países.
Além da bandeira do país, um autocolante no verso da bandeira incluía informação de cada nação, como o nome, a superfície, população, capital, moeda e claro, as línguas oficiais. Podem carregar sobre as imagens para as aumentar:
Nota: Fotos encontradas na Internet, editadas pela Enciclopédia de Cromos.
Vários vídeos a publicidades antigas do Nestum desapareceram da Internet, sobrando ainda este resistentes:
Como bónus, despeço-me com um video sobre "Como Se Faz - Nestum":
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