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sábado, 27 de dezembro de 2025
Sassaricando - Fata Morgana (1989)
Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos". Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".
Sommer Party
A capa frontal, com êxitos em destaque:
A capa traseira:
http://www.discogs.com/Various-Sommer-Party/release/4740326
- Barfuß Durch Den Sommer - [vídeo] do album homónimo, cantado por Jürgen Drews [video]
- Rock Bottom - [vídeo] a representante do Reino Unido no Festival Eurovisão da Canção de 1977, interpretada por Lynsey de Paul e Mike Moran. [video]
- What For A Rock
- Papa Trinkt Bier - [vídeo] (literalmente "O papá bebe cerveja", interpretado por Gunter Gabriel)
- Cindy- Há várias versões desta música, não sei qual está no álbum, provavelmente a dos "Peter, Sue & Marc" [video], "The Cats" [video], "Orchester Roy Robbins" ou "Anna & Kirka"[video] e "Helmut Zacharias".
- Battle For Big Band - [vídeo] - esta faixa devia dar umas danças animadas!
- Orzowei - Tema da popular série "Orzowei", na versão alemã ou italiana (cantada por "Oliver Onions", aka, os irmãos Guido e Maurizio De Angelis, também responsáveis por músicas e banda sonora de Sandokan, Dartacão, Willy Fog e outras séries)
- Esta Noche
- Knowing Me, Knowing You [vídeo]- Single dos über-famosos ABBA, que dispensam apresentações.
- Strange Emotion
- Die Süßen Trauben Hängen Hoch - [vídeo] cantado pelo alemão de origem alemã Costa Cordalis, que vinha do êxito do ano anterior "Anita" [video]. Sim, essa "Anita" do Marco Paulo [vídeo]!! Como curiosidade, Marco Paulo também cantou mais tarde "Morena, Óh! Morenita" [video], uma versão da "Morena Morenita" de Costa Cordalis, da que, curiosamente não encontrei um unico video.
- Hotel California - [vídeo] a canção deste disco que dispensa apresentações, um clássico intemporal.
- Kali Nichta [vídeo] O último grande êxito alemão de Vassiliki Papathanasiou, mais conhecida por Vicky Leandros.
- Guitar Man- Bread [vídeo] Retirado do álbum homónimo, o 5º da banda americana Bread.
- M
- Yes Sir, I Can Boogie
- Lay Back In The Arms Of Someone
- Your Lips And Mine
- Gefeuert
- Little Brown Jug
- It's A Game
- Afro Rock
- Ma Baker
- Veronique
- Die Nacht Als Christina Fortlief
- Komm Doch Heute Nacht Zu Mir
- Shenandoah
- Santa Domingo
- In Griechenland
- Las' Rosas Parati
- Blood And Honey
- Come To Me
- Bye Bye Bel Ami
- Frisco 75000
- Kiss Me Now Or Never
- Ein Ganz Normaler Tag
- My Love
- Nimm Den Nächsten Zug
- My Bonnie
- Mare
- Einen Tag Mehr Als Für Immer
- Adm
- Sir Duke
- The Best Place In My Heart
- Lost In France
- Leslie
- Don't Leave Me This Way
- Swiss Lady
sábado, 2 de agosto de 2025
Portugal Mix (1990)
No segundo volume, também editado de 1990, juntaram-se também Toy, Anabela, Ilda de Castro e, com um lado A dedicado sobretudo ao fado, fadistas como António Severino, Fernanda Maria, Lena Silva e até a icónica Cidália Moreira.
Mas apesar de todas as manhosices incluídas no produto final, creio que a grande maioria dos artistas envolvidos conseguir dar dignidade à sua interpretação, sobretudo os mais veteranos. Até porque estou em crer que o projeto não recuperou gravações anteriores e os artistas fizeram novas gravações expressamente para o efeito. Pergunto-me qual foi, por exemplo, a reação de Cidália Moreira ao ouvir a sua rendição de "Quem Me Dera Ter Outra Vez Vinte Anos" ser acompanhada daqueles efeitos sonoros a fazer lembrar os Chipmunks.
terça-feira, 1 de agosto de 2023
Aqua "Barbie Girl" (1997)
Seja como for, o filme está a ser um fenómeno e, talvez inevitavelmente, trouxe de volta memórias de uma canção que, embora não faça parte da banda sonora (pelo menos não na versão original), tem sido indelevelmente associada com a boneca mais famosa do mundo desde que escalou os tops pelo mundo afora nos idos de 1997. Falo obviamente de "Barbie Girl" da banda pop dinamarquesa Aqua. Goste-se ou deteste-se, não há como negar que esta é uma das canções mais icónicas da segunda metade dos anos 90 e que é um must nas festas temáticas dedicadas a esse decénio.
Aliás, a primeira vez que ouvi "Barbie Girl" foi uns meses antes do seu sucesso internacional, quando a popularidade ainda estava basicamente circunscrita ao reino da Dinamarca. Foi quando estava a ver na RTP o concurso de manequins Elite Model Look de 1997 (cuja vencedora foi uma muito jovem Soraia Chaves) e um dos convidados musicais eram precisamente os Aqua, com os apresentadores (não me recordo quem) a descreverem o seu estilo musical como "happy pop". Foi aí que ouvi pela primeira vez "Barbie Girl" onde certas partes como "I'm a Barbie girl, in a Barbie world" e "Come on, Barbie, let's go party" ficaram-me logo no ouvido. Lembro-me de achar que, apesar da combinação bizarra de um Ken careca com voz de Monstro das Bolachas e de uma Barbie bem menos comedida e angelical que a prototípica boneca (se bem que igualmente atraente) com voz de balão de hélio, ou talvez precisamente por causa disso, era uma canção extremamente divertida com o seu quê de subversiva, pelo que não fiquei surpreendido quando meses mais tarde "Barbie Girl" rodava nas rádios e na MTV e afins, rumo ao sucesso planetário.
Desde praticamente a sua criação que Barbie tem sido alvo de vários ataques desde as suas medidas corporais irrealistas ao apelo ao consumismo, passando pelo alegado feminismo performativo. Também praticamente desde a mesma altura que a sua empresa criadora e fabricante, a Mattel, tem feito o possível para desmentir ou menorizar as críticas à sua joia da coroa e conferir-lhe toda a dignidade. E com versos como "you can brush your hair, undress me everywhere" ou "I can act like a star, I can beg on my knees", dignidade não era bem o que "Barbie Girl" pretendia elevar em relação à sua boneca-musa e claro que isso enfureceu a Mattel.
A Mattel já movera no passado acções judiciais contra artistas que fizeram intepretações subversivas da Barbie (como por exemplo a cantora luso-belga Lio nos anos 80) mas o processo que moveu contra os Aqua via a sua editora nos Estados Unidos foi de longe o mais famoso, arrastando-se até 2002 com a decisão judicial a favor do grupo.
Mas se o processo acabou por refrear o sucesso dos Aqua nos Estados Unidos, no resto do mundo "Barbie Girl" foi n.º 1 dos tops de inúmeros países. Por exemplo, contando apenas vendas tradicionais, é ainda hoje o 16.º single mais vendido de sempre no Reino Unido. E na verdade, a maioria das pessoas esteve-se nas tintas para as conotações sexuais e miúdos e graúdos trauteavam, uns alegremente, outros como ironia, a canção. Uma das minhas memórias mais ternas com a "Barbie Girl" foi no baile de Carnaval da minha escola secundária: quando tocava a canção, os rapazes gritavam de um lado "Come on Barbie, let's go party!" ao que as raparigas respondiam com "Ah ah ah yeah!" e "Uh oh uh, uh oh uh!".
Em 2000, saiu o segundo álbum dos Aqua, "Aquarius", e mesmo sem o sucesso estrondoso do primeiro, também gerou alguns hits como "Cartoon Heroes", "Around The World" e "We Belong To The Sea". Em 2001, no Festival da Eurovisão desse ano em Copenhaga, os Aqua (acompanhados pelos Safri Duo) foram os convidados especiais, interpretando uma medley dos seus hits, destacando-se alguma linguagem profana por parte Lene Nystrom.
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| Os Aqua em 2016 |
"Turn Back Time"
"Cartoon Heroes"
"Around The World"
"Back To The 80's"
Lene "It's Your Duty"
segunda-feira, 16 de janeiro de 2023
White Town "Your Woman" (1996)
Existem canções que surgem à frente do seu tempo. Existem canções que teimam em não envelhecer uma ruga. E existem canções que conseguem inesperadamente conjugar o passado, o presente e o futuro em si. É o caso de "Your Woman" de White Town, que encapsulava tão bem os três que subiu ao primeiro lugar do top britânico no início de 1997 e é um dos mais inconvencionais hits clássicos da década. Por exemplo, em 2010 a revista Pitchfork considerou-a uma das 200 melhores canções dos anos 90 (em 158.º lugar).
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| A actual foto de perfil de Jyoti Mishra no Twitter |
Aos poucos, "Your Woman" foi chamando a atenção das rádios britânicas, que foram tocando até que a EMI ofereceu um contrato a Mishra e o tema foi reeditado como single no início de 1997, tendo chegado ao n.º1 do top do Reino Unido e mais tarde de Espanha, Islândia e Israel, e até chegou ao n.º 23 do top americano, numa altura em que não eram muitos os artistas britânicos singravam nos States.
Para além do infecioso sample, outros dois factores chamaram a atenção do público. O videoclip filmado em Derby a preto e branco que era uma homenagem (com uma pitada de paródia) aos filmes do cinema mudo, que contava a competição (por vezes literal) entre a heroína ingénua e andrajosa e a vamp vilã pelo afecto de um homem algo empertigado e onde Jyoti Mishra aparecia em ecrãs de televisão. A outra foi a própria letra, pois tratava-se de um homem a cantar que nunca poderia ser a mulher de alguém. Surgiram muitas interpretações (Um homem apaixonado por uma lésbica? Um gay apaixonado por um heterossexual?) com Mishra a afirmar que podia haver muitas válidas. Mas a interpretação mais consensual é a que a letra é do ponto de vista de uma mulher que está a aperceber-se de que o seu amado não passa de um escroque pretensioso (e possivelmente um marxista performativo). Mishra terá sido inspirado por conhecidas suas nessa situação e por ele achar que a composição musical do ponto de vista masculino é enviesado pela dualidade santa/meretriz pela qual os homens costumam ver as mulheres.
O álbum "Women In Technology" saiu em 1997, mas a recusa de Jyoti Mishra em fazer as típicas promoções como actuações em programas de televisão (por exemplo o "Top Of The Pops") e entrevistas para revistas generalistas, aliada à incapacidade da editora em conseguir promover um material que não se encaixava num género específico, levou a um desempenho modesto em termos de vendas, apesar de críticas positivas. O single "Undressed" ainda chegou ao n.º 57 do top britânico, mas "Wanted", uma das três faixas cantadas por Ann Pearson, passou completamente ao lado.
Sem qualquer surpresa, Mishra rescindiu com a EMI e desde então lançou mais cinco álbuns independentemente (o mais recente em 2021), continuando a imprimir à sua obra um cunho experimentalista e o activismo político. Por exemplo, no seu álbum de 2006, "Don't Mention The War", existe uma faixa, "These Are The MPs", que é uma lista dos nomes dos deputados do parlamento britânico que aprovaram a participação do Reino Unido na invasão ao Iraque em 2003.
E mesmo se não guarda muitas saudades do seu breve momento na ribalta, Jyoti Mishra continua orgulhoso do impacto que "Your Woman" teve no público. Não só ainda canta regularmente o tema ao vivo como por vezes comenta no YouTube a agradecer em vídeos que falam sobre a canção, como aquele de um dos meus YouTubers preferidos, Todd In The Shadows. Em 2017, houve uma nova versão chamada "Your Woman 1917" com instrumentos comuns em 1917.
E o legado de "Your Woman" estendeu-se a outras obras: não só inúmeras covers em variadíssimos géneros, como o sample foi utilizado por exemplo em "Power Woman" pela dupla alemã Mark Van Dale & Enrico em 1998, por Naught Boy com Wiley e Emeli Sandé em "Never Be Your Woman" de 2010 e em "Love Again" de Dua Lipa em 2020. Em 2007, uma comédia romântica com Michelle Pfeiffer e Paul Rudd recebeu o título de "I Could Never Be Your Woman" (curiosamente em Portugal, o título para o filme nestas bandas, "Nem Contigo Nem Sem Ti" foi escolhido por entre sugestões do público!).
Undressed
domingo, 18 de dezembro de 2022
Compilação Número Um (1992)
Por esta altura, gostamos de analisar os alinhamentos colectâneas de êxitos e esta é sem dúvida que merece uma análise. Após o lançamento do primeiro volume em finais do ano anterior, em 1992 a série de colectâneas "Número Um" teve mais dois volumes, um CD/LP editado no Verão e um duplo volume pensado para o mercado natalício. Eu na altura ainda não tinha aparelhagem, nem sequer um rádio com cassetes, senão provavelmente queria ter este volume da série, já que está recheado dos maiores sucessos do ano de 1992.
O terceiro volume da série "Número 1" foi editado pela EMI - Valentim de Carvalho e na versão CD continha trinta e uma faixas. E o anúncio televisivo já aguçava o apetite:
segunda-feira, 18 de julho de 2022
Bobby McFerrin "Don't Worry Be Happy" (1988)
Existem canções que logo à primeira audição dá para ver que são tão intemporais que parece que tanto podiam ter sido recentes como antigas. É o caso desta canção que é de 1988, mas que eu na altura julgava que era dos anos 60, ou pelo menos, uma cover actualizada. Mas não, é mesmo dos anos 80 e foi um enorme hit, chegando ao n.º 1 de vários tops, incluindo Estados Unidos, Austrália e Alemanha e utilizado em vários meios, desde o filme "Cocktail" com Tom Cruise aos anúncios dos pensos higiénicos Evax.
Reza a lenda que foi o guru indiano Meher Baba (1894-1969) que criou o slogan "Don't Worry Be Happy" de forma a angariar seguidores ocidentais. Ao longo dos anos 60, foram surgindo vários posters e cartões com essa frase e foi precisamente um desses posters que viu em casa de uns amigos em São Francisco que Bobby McFerrin teve a ideia para compor a canção que seria o seu único grande momento de sucesso mainstream. Canção essa que não utilizava mais do que a voz e alguns estalidos de dedos e percussões corporais do próprio McFerrin.
Robert Keith McFerrin Jr. nasceu a 11 de Março de 1950 em Manhattan. O seu pai, Robert McFerrin sénior, foi um dos primeiros cantores líricos negros a cantar em grandes palcos nos Estados Unidos. Já o McFerrin filho herdou os talentos vocais, sendo capaz de cantar em registo multifónico (ou seja em diversos tons, tipo uns Tetvocal de um homem só), fazendo carreira no jazz. O seu segundo álbum, "The Voice" (1984) fez história por ser o primeiro álbum jazz gravado sem qualquer acompanhamento instrumental (uma das faixas desse álbum chama-se "I'm My Own Walkman"!) mas seria o seu quarto álbum, "Simple Pleasures", que conteria o seu grande hit "Don't Worry Be Happy".
| Bobby McFerrin em 2021 |
Embora "Don't Worry Be Happy" tenha ajudado ao sucesso do álbum "Simple Pleasures", os singles seguintes passaram despercebidos e McFerrin calmamente saiu dos holofotes do mainstream e prosseguiu os projectos que bem entendeu. Além de continuar a editar discos de jazz (o mais recente em 2013), foi professor universitário, investigador de musicologia, maestro da Orquestra de São Francisco e maestro convidado em várias orquestras em todo o mundo. Quanto à sua relação com o hit que o tornou num nome conhecido, ela tem variado ao longo dos anos: em 2002, num programa da VH1 sobre one hit wonders, Bobby McFerrin disse que chegara um nível de tal saturação que já nem mais a conseguia cantar, mas desde então têm havido alguns registos de McFerrin a cantar "Don't Worry Be Happy" ao vivo. Não sei se a cantou quando ele veio cá em 2018 ao Festival EDP Cool Jazz, mas adivinhem qual foi a canção usada nas promos?
segunda-feira, 25 de abril de 2022
Lou Bega "Mambo N.º 5 (A Little Bit Of...)" (1999)
Seja como for, David Lubega lá se aperaltou com o fato às riscas, o chapéu Fedora e o bigodinho para se metamorfosear em Lou Bega e a persona do latin lover. E em Abril de 1999, o seu primeiro single "Mambo N.º 5 (A Little Bit Of...)" foi editado na Alemanha. A canção era trabalhada à volta de "Mambo N.º 5" de Perez Prado, com Bega a enumerar as suas conquistas amorosas na letra. No refrão havia a Monica, a Erica, a Rita, a Tina, a Sandra, a Mary e a Jessica, e na primeira estrofe ainda havia mais a Angela e a Pamela. Na altura, Bega afirmava que estas mulheres eram todas reais, mas acho que até então o consenso foi de que era apenas ele a viver a personagem.
Mas os single seguintes "Tricky Tricky" e "Mambo Mambo" passaram mais despercebidos bem como o segundo álbum de Lou Bega, "Ladies And Gentlemen", de 2001, onde há a destacar uma versão de "Just A Gigolo".
Após um breve hiato, Lou Bega voltou ao activo em 2005 e desde então que tem editado discos e actuado com regularidade, agora sobretudo nos circuitos de nostalgia dos anos 90 (aliás o seu mais recente álbum é de versões de temas dos anos 90). Em 2010, teve um hit assinalável na Alemanha com "Sweet Like Cola". E em 2019, num verdadeiro recontro de hits titãs dos anos 90, saiu o single "Scatman vs. Hatman".
A par de isso "Mambo N.º 5 (A Little Bit Of)" continuou o seu legado. Não só Lou Bega fez novas versões para certas ocasiões (como concerto de André Rieu) e anúncios publicitários (lembro-me de ter sido usado por exemplo num anúncios das Pringles), como regressou ao n.º 1 do top britânico numa versão de… Bob O Construtor em 2001 (aliás, era o single que estava em n.º 1 no Reino Unido aquando do 11 de Setembro) e a BBC usou o tema na sua cobertura de jogos de críquete. É caso para afirmar que um bocadinho de mambo chegou muito longe.
Selecção de temas:
"I Got A Girl"
"Mambo Mambo"
quarta-feira, 1 de setembro de 2021
Canções da Rua Sésamo - Cassete (1990)
O Paulo Neto já escreveu na enciclopédia sobre a icónica versão portuguesa da "Rua Sésamo (1989-96)" e em mais detalhe sobre as "Canções da Rua Sésamo". Eu 1989, do alto dos meus 10 anos de idade eu já achava a Rua Sésamo muito infantil, e acabei por assistir mais vezes ás repetições, geralmente na parte da tarde, enquanto aguardava por outras séries e desenhos animados. E apesar de não ser fã hardcore havia lá muito material de qualidade, como a Alexandra Lencastre e os sketches e canções de que ainda recordo excertos tantos anos depois.
E claro, que não ia deixar passar a oportunidade de agarrar numa feira de velharias a cassete áudio que nos ocupa hoje:
"Canções da Rua Sésamo". Em som Estéreo.
Na capa frontal, os icónicos Poupas e Ferrão num recanto da rua mais famosa do planeta. E na dobra traseira, a listagem dos 31 temas que foram espremidos na cassete. Lançado em 1990, já enverga o logotipo com as cores da segunda temporada.
Os arranjos foram da autoria do histórico Ramon Galarza, que também tratou de compor a maioria das canções do álbum.
A lista das faixas:
FACE A:
- Tema "Rua Sesamo".
- Passear a pé.
- Formas de escrever.
- O Telefone.
- O Hospital.
- Lá vão eles.
- Atravessar a rua.
- Paragens.
- Luminárias.
- Mar, Maré e Poesia.
- Esta Rua é divertida.
- Ferrão Fadista 1ª Parte.
- Ferrão Fadista 2ª Parte.
- Só eu.
- Parabéns.
- Os cinco.
FACE B:
- Quando eu.
- O zangão 1ª Parte.
- O zangão 2ª Parte.
- Teatro de Janela - O cinco.
- De fio a pavio.
- O passeio.
- O combóio dos R's.
- Rádio Disparate 1ª Parte.
- Rádio Disparate 2ª Parte.
- Canção do Zé Maria.
- Notas só.
- Dez-Zero.
- Os gatos lavam os dentes.
- Indo eu.
- Os gatos lavam os dentes (reprise).
Vindo de uma marca tão grande, se vendeu o álbum em cassete, naturalmente vendeu o disco de vinil homónimo, com o mesmo número de faixas da versão em fita (ou melhor dito, a cassete consegui ter o mesmo número de faixas do vinil). A Wikipédia afirma que um total de 4 volumes de "Canções da Rua Sésamo" foram publicados em CD, Vinil e cassete.
ACTUALIZAÇÃO: O canal do YouTube Máquina Do Tempo postou um vídeo com todas as canções deste disco.
segunda-feira, 19 de julho de 2021
5 canções subvalorizadas das Doce
por Paulo Neto
Há anos, já fiz aqui um artigo com o meu top 5 das canções da Doce. Mas agora com a recente estreia da biopic da nossa lendária girlband, resolvi ir mais ao fundo na discografia das Doce e revelar algumas das suas canções menos conhecidas mas que, a meu ver, não ficam atrás dos seus grandes hits e que merecem ser mais divulgadas. Quem quiser descobrir mais repertório das Doce para além da imortal trindade "Bem Bom", "Amanhã De Manhã" e "Ali Babá" e de hits como "OK, KO" ou "É Demais", estas canções são um bom ponto de partida.
Desta vez, não fiz um ranking, optando antes por apresentar estas cinco canções por ordem cronológica.
"Doce Caseiro" (1980): Embora as Doce tivessem o seu tema epónimo com o qual concorreram ao Festival da Canção de 1980, esta faixa do primeiro álbum "OK/KO" será porventura o tema mais meta da Doce, com a letra a explicar, por entre metáforas de doçaria, a essência do grupo: o de quatro mulheres confiantes, sem medo de assumir uma postura de desafio às convenções da altura e dispostas a trazer mais cor a um Portugal ainda bem cinzentão, espelhada em versos como "Não temos qualquer segredo nem medo/ Ai nunca é tarde nem cedo/Sacode as ancas e dança" ou "Somos o doce da casa na brasa/Prova um pedaço de graça/Do nosso doce agressivo", sem esquecer o refrão "Doce caseiro, doce caseiro/Quem entra na dança?/Quem é o primeiro?". As Doce infelizmente pagariam o preço dessa ousadia mas o primeiro pontapé na porta estava dado e não haveria volta atrás. "Doce Caseiro" foi o lado B do single "OK, KO" e uma das suas raras performances em televisão é esta do programa "Eu Show Nico".
"Desatino" (1981): Como já referi, no álbum "É Demais", cada uma das Doce tinha o seu tema a solo. Além do já referido "Eu Sou" para Laura Diogo, houve também "Dói Dói" para Fátima Padinha (que ouvi pela primeira vez no telefilme da SIC "O Lampião Da Estrela") e "Uau!" para Lena Coelho (versionado em 2000 por nada menos que o brasileiro Netinho). Mas dos quatro temas, o meu preferido é aquele interpretado por Teresa Miguel, "Desatino". Aqui a ruiva das Doce imprime um registo rock, a fazer lembrar Pat Benatar, cantando a sua determinação em esquecer um ex-amado. "Não vou morrer, só para te perder/ Nem parar para te esperar/Vou-me esquecer de ti/Ficas a saber/ Que já não és o meu desatino."
"Perfumada" (1982): Será consensual afirmar que o maior auge das Doce foi a vitória no Festival da Canção de 1982 com "Bem Bom" e a subsequente participação no Festival da Eurovisão desse ano na cidade inglesa de Harrogate. Quem teve o single de "Bem Bom", decerto que conhecerá o lado B, este "Perfumada", onde as Doce são a voz de uma mulher que se alinda e se perfuma toda para acolher o seu amado até que descobre que não é a única mulher que espera toda linda e perfumada por esse homem. No YouTube existem duas actuações desta canção: uma em que as quatro Doce surgem em coloridos vestidos de tule (uma das várias indumentárias que usaram no videoclip de "Bem Bom") e outra em 1986 no programa "Faz De Conta", já com Fá Padinha fora do grupo.
"Choose Again" (1982): Após a participação no Festival da Eurovisão, as Doce editaram dois singles com canções em inglês, talvez numa tentativa de internacionalização. É o caso daquela que é pessoalmente a minha canção preferida das Doce, "Starlight", editado em 1983 e cujo lado B "Stepping Stone" também merece uma audição. Antes disso houve o single "For The Love Of Conchita" com sonoridades latinas, cujo lado B é este "Choose Again", mais uma pérola de synth-pop que, tal como "Starlight", viesse de um outro país europeu, teria sido um hit internacional. Existem duas actuações em televisão de "Choose Again" com uma das melhores coreografias do grupo: uma no programa "Já Cá Canta" e outra, em que as Doce se apresentam num visual bem 80's futurista, no concurso "Toma Lá, Dá Cá".






















