quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Picket Fences (1992-1996)

por Paulo Neto

Bem-vindos a Rome, uma pequena cidade do estado de Wisconsin. Aparentemente parece ser apenas uma pacata cidadezinha americana, mas na verdade por lá podem acontecer todos os tipos de crimes e disputas legais (para além de um ou outro acontecimento bizarro). É a cidade onde se desenrolava a série "Picket Fences" vencedora de dois Emmys para Melhor Série Dramática e que passou na TVI nos anos 90.



O xerife Jimmy Brock (Tom Skerritt) é o xerife de Rome, e dadas todas as incidências inusitadas que ocorrem na cidade, nunca tem mãos a medir. Brock é casado em segundas núpcias com a médica Jill (Kathy Baker) de quem tem dois filhos: Matt (Justin Shenkarow) e Zach (Adam Wiley). Kimberly (Holly Marie Combes), filha do seu primeiro casamento, também vive com eles.
Os agentes que ajudam o Xerife Brock, Maxine Stewart (Lauren Holly) e Kenny Lacos (Costas Mandylor) protagonizaram ao longo da série a típica história de atracção mútua com avanços e recuos. Carter Pike (Kelly Connell) é o médico legista que sonha em também ser agente. Douglas Wambaugh (Fyvush Finkel) é o advogado arrogante e intrometido e Henry Bone (Ray Waltson) é o juíz a quem pertence  sempre a última palavra em tudo o que se passava na cidade e que toma as suas decisões mais pela sua conduta moral do que propriamente pela lei.



A cidade Rome também se destacava por estar sempre a mudar de mayors pelos mais diversos motivos: vítima de combustão espontâneo, ter entrado em filmes pornográficos, assassinados por familiares e até Jill Brock perdeu a sua oportunidade de passar presidente interina a oficiosa ao ser presa por um caso de eutanásia a um paciente. O cargo foi finalmente ocupado por Laurie Bey (Marlee Matlin), uma assaltante que roubava bancos para dar aos pobres, a quem foi oferecido o cargo de mayor como parte da sua sentença de 3000 horas de serviço comunitário.

Ao longo das quatro temporadas da série foram abordados temas como o racismo, transsexualidade, poligamia, adopção homossexual, pedofilia, date rape, ética médica, aborto, criogenia e religião. Lembro-me também de um episódio em que Pike declara morte uma cantora que tinha tropeçado e engolido o microfone, mas afinal ela estava viva (e os dois têm sexo!). Numa altura onde as crossovers entre séries ainda eram pouco vistos, Picket Fences teve um episódio crossover com a série "Chicago Hope - Médicos Sem Fronteiras". Também havia planos para haver outro episódio crossover com os "Ficheiros Secretos", mas como os respectivo canais não deram o aval, cada série limitou-se a criar um episódio com a mesma plotline: experiências genéticas em vacas.


A primeira temporada da série ainda teve o título português de "Farda e Coração" mas a partir da segunda temporada, optou-se por manter o título original. Na segunda temporada, a TVI promovia um espaço de debate, intitulado "Picket Fences - Casos Em Directo" e moderado por Rita Stock, onde se debatia um tema abordado no episódio que acabava de ser transmitido. Recordo-me particularmente que após o episódio onde uma mulher bastante obesa era suspeita de ter assassinado o marido, entre os convidados para o respectivo debate eram duas conhecidas estrelas televisivas XXL da altura: Heloísa Miranda e a Paulina do "Muita Lôco".

Apesar da sua trama por vezes bem bizarra, "Picket Fences" era uma série bem elaborada, com boas interpretações de todo o elenco e que instigava à reflexão de vários temas fracturantes da sociedade, quer na América quer em Portugal.      

Trailer (2.ª temporada):



       

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