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sábado, 22 de fevereiro de 2020

Caçadores no Espaço (1983)





Numa galáxia muito próxima, nos anos 80, continuava a vontade de ordenhar o filão da Guerra das Estrelas, ou pelo menos de aventuras espaciais. Este "Spacehunter: Adventures in the Forbidden Zone" foi mais um a tentar a sorte, com resultados mistos.



"Spacehunter: Adventures in the Forbidden Zone" é de 1983 e estreou como "Caçadores no Espaço" em Portugal (em 16 de Março de 1984), enquanto no Brasil se manteve o subtítulo: "Caçador do Espaço: Aventura na Zona Proibida". Foi realizado por Lamont Johnson e produzido por Ivan Reitman (o realizador dos "Caça-Fantasmas"), com a banda sonora a cargo de Elmer Bernstein ("Os 10 Mandamentos", "Os 7 Magníficos"). O filme foi originalmente exibido com algumas sequências naquela tecnologia do futuro, o 3-D!

Fiquei com vontade de ver o filme quando há uns anos encontrei o poster num anúncio nos arquivos do extinto jornal "Diário de Lisboa". E até no ano anterior à estreia em Portugal, o suplemento "Sábado" do Diário de Lisboa dedicou uma página ao filme, com base na expectativa pelo regresso dos filmes em 3-D, o "renascer da Fénix" nos anos 80.

 Como ainda faltava para a estreia portuguesa, é usado a semi-tradução literal do filme como "Spacehunter: Aventuras na Zona Proibida".



O plot é simples, uma nave é destruída por um incidente astronómico, e três mulheres aterram no planeta mais próximo. Imediatamente encontram estranhos nativos sobreviventes da epidemia que devastou a colónia de humanos. Tudo foi para o raio que o parta e o planeta está cheio de rejeitados do Mad Max, mais algumas criaturas bizarras que incluem uma espécie de anões que cantam em coro e atiram cocktails Molotov, vampiros obesos ("vestidos" como vieram ao mundo ) a descer os tubos do Aquaparque, mini-dragões... 
Equivalentes do Han Solo e Lando Calrissian vão competir para encontrar as miúdas e devolvê-las para receber a recompensa. Vão ser ajudados pelo trapalhão Jar Jar Binks, que depois de um banho forçado numa poça imunda se "transforma" na futura namoradinha dos anos 80: Molly Ringwald pré-"Sixteen Candles" e "Breakfast Club". Quer dizer, acho que foi mais ou menos isto, já era tarde quando comecei a ver a fita. Obviamente, o overlord do planeta é o Overdog (Michael Ironside), um gajo muito mau, que está sempre a mandar fazer experiências genéticas e químicas nos sobreviventes, quando não está ocupado com atirar pessoas para labirintos mortais. Aliás, é das sequências que conseguiu melhor criar alguma tensão, quando a Molly, perdão, Niki tenta sobreviver no labirinto cheio de armadilhas. Imagino as lágrimas que o Michael Ironside verteu no interior da sua máscara de latex, enquanto gesticulava e exclamava "Ha" de dentro da fatiota que parece o resultado de uma noite de amor do Barão Harkonnen com um Go-Bot (os primos pobres dos Transformers). Provavelmente ele depois limpou as lágrimas com o cheque. Melhor momento dramático do filme: o Overdog é apresentado ás novas cativas, e ordena a um dos capangas: "Despe-a!" para surpreender todos quando segundos depois acrescenta, vigorosamente: "Devagar...". Um Óscar retro-activo para o modo pervertido mas sensível como um homem envolto em latex e maquinaria com braços de robot industrial conseguiu actuar assim. A espécie de Han Solo, Wolff (tipo, "lobo solitário", cappice?) foi interpretado por Peter Strauss, que levei o filme todo a pensar que era uma cara conhecida, mas não me recordava de onde. Continuo na mesma. O seu mercenário rival e mas amigo da malta foi desempenhado pelo Caça-Fantasma que ninguém se lembra o nome (racistas!), Ernie Hudson.

Em suma, não envelheceu graciosamente, mas para o que é, vê-se bem.



sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Aventuras Fora de Horas (1987)

por Paulo Neto


Voltando a abrir o baú dos filmes que eu vi na "Sessão Da Noite", o espaço da cinema da RTP1 nas noites de sexta-feira no início dos anos 90, recordamos hoje "Aventuras Fora de Horas" (no original "Adventures In Babysitting") filme de 1987 que marcou a estreia na realização de Chris Colombus, então mais conhecido como argumentista ("Gremlins", "Goonies") e que uns anos mais tarde entraria para a história do cinema ao realizar "Sozinho Em Casa". Consta que Colombus recebeu mais de cem guiões para o seu primeiro filme como realizador e escolheu este porque queria começar com um filme mais simples.



Trata-se de uma comédia com laivos de acção protagonizada por Elisabeth Shue, no papel de uma adolescente para quem uma simples noite de trabalho de babysitter acaba por se tornar numa grande aventura. Aparentemente, muitas actrizes conhecidas fizeram audição ou foram consideradas para o papel principal incluindo Michelle Pfeiffer, Jodie Foster, Julia Louis-Dreyfus, Sharon Stone, Andie McDowell, Justine Bateman, Tatum O'Neal, ou Molly Ringwald. Além de Shue, a outra finalista para ser a protagonista foi Valerie Bertinelli.  



Chris Parker (Shue) é uma jovem de dezassete anos dos arredores de Chicago que fica desapontada quando o seu namorado Mike (Bradley Whitford) cancela o encontro de aniversário de namoro. Ela decide então chamar a sua amiga Brenda (Penelope Ann Miller) para passar a noite com ela, mas entretanto ela aceita tomar conta de Sara Anderson (Maia Brewton), uma miúda de oito anos obcecada com o Thor, usando sempre o capacete com asas semelhante ao herói da Marvel. Brad (Keith Coogan), o irmão de Sara, tem um fraquinho por Chris e preparava-se para passar a noite em casa do seu amigo Daryl (Anthony Rapp), quando muda de ideias. É então que Chris recebe um telefonema de Brenda que foi parar a uma parte pouco recomendável de Chicago e que lhe pede para a ir buscar. Perante a insistência deles, Sara, Brad e Daryl vão acompanhá-la e esse é o início de uma noite louca em Chicago para os quatro. Chris fura o pneu do carro da mãe, o rebocador (John Ford Noonan) desata aos tiros ao descobrir que a mulher o trai, eles são perseguidos por três criminosos (John Chandler, Ron Canada e Calvin Levels), cantam os blues para uma plateia, vão parar a uma festa universitária onde um estudante, Dan (George Newbern), os ajuda e encontram um garagista muito parecido com o Thor (Vincent D'Onofrio). Pelo meio, descobrem que Mike está com outra rapariga no restaurante em que tinha combinado levar Chris, Brad leva com uma faca no pé quando se metem no meio de uma luta entre gangs e dois sem-abrigos reclamam cada qual que a cabine telefónica em que Brenda se refugiou é a casa deles.



Mas no fim, o grupo consegue buscar Brenda, voltar a casa e limpar toda a confusão antes dos pais de Sarah e Brad chegarem. Brad admite que compreende que Chris não corresponda aos sentimentos e encoraja o seu romance com Dan.

Em 1989, um episódio-piloto de uma adaptação do filme para televisão chegou a ser gravado mas o projecto acabou não ser comprado. Curiosamente, o papel de Chris nesse piloto foi interpretado por Jennifer Guthrie, que viria a contracenar com Maia Brewton na série "Parker Lewis Can't Lose" e os papéis de Brad e Daryl foram interpretados por dois actores que viriam a ter mais sucesso nas suas séries seguintes: Joey Lawrence ("Blossom") e Brian Austin Green ("Beverly Hill 90210").
Em 2016, o Disney Channel produziu um remake de "Aventuras Fora de Horas" com Sabrina Carpenter e Sofia Carson.

Trailer:


     

Sequência inicial:


"Babysitting Blues"


quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Mulherzinhas (1994)

por Paulo Neto

Publicado pela primeira vez em 1868, "Mulherzinhas" de Louisa May Alcott tornou-se um clássico da literatura juvenil e já há várias gerações que leitores em todo o mundo se encantaram com a história de quatro irmãs adolescentes que vão passando pelas diversas dores de crescimento enquanto o pai de ambas está ausente na Guerra Civil Americana (a história é baseada em experiências reais da autora). Este livro tem um lugar especial na minha vida como leitor pois foi o primeiro livro não-lá-muito infantil que eu li, tinha para aí uns oito ou nove anos, numa edição da Série Azul do Círculo Leitores, famosa por editar os livros da Condessa de Ségur mas também outros clássicos da literatura juvenil, da autores como Júlio Verne, Anne Bronte ou Charles Dickens.



"Mulherzinhas" também já foi adaptada várias vezes em cinema e televisão. Ao todo existem seis adaptações cinematográficas: duas no período do cinema mudo em 1917 e 1981, uma de 1933 protagonizada por Katharine Hepburn, uma de 1949 com umas bem jovens Elizabeth Taylor e Janet Leigh, a de 1994, da qual eu vou falar neste texto, e uma a estrear ainda este ano de 2019, realizada por Greta Gerwig e com Saoirse Ronan, Emma Watson, Timothée Chalamet e Meryl Streep. (Existe também uma versão de 2018 recontada na actualidade.) Tenho ainda de referir a adaptação em série anime de 1987 que passou na TVI nos anos 90.


Cartaz da adaptação de 1933

Elizabeth Taylor como Amy na versão de 1949


Uma cena da versão de 1949, que inspirou a capa
de uma edição do Círculo de Leitores.


Aliás o meu primeiro contacto com a história foi com a versão de 1949, que passou na RTP uns tempos antes de eu ter o livro, que aliás tinham a ilustração de uma cena desse filme na capa. No entanto ao ler constatei que essa versão fez uma alteração importante à trama ao reverter a ordem de nascimento das duas irmãs mais novas: no livro Amy é a mais nova e nesse filme, a irmã caçula é Beth, uma alteração que se deveu ao casting de Elizabeth Taylor como Amy (numa das raras vezes em que fez de loura) e a estrela infantil, Margaret O'Brien como Beth. (Meg e Jo foram respectivamente interpretadas pelas não menos célebres Janet Leigh e June Allyson.) 

Foi preciso esperar quase mais cinquenta anos para que Hollywood revisitasse a história até chegar a versão de 1994, realizada por Gillian Armstrong com Winona Ryder, Susan Sarandon, Claire Daines, Kirsten Dunst, Christian Bale, Eric Stolz, Trini Alvarado, Samantha Mathis e Gabriel Byrne. Tal como noutras adaptações, o filme condensa a história de "Mulherzinhas" e a sua sequela "Boas Esposas". (Existem ainda mais dois livros da série: "Homenzinhos", que eu também li, e "Os Rapazes de Jo").




No estado de Massachusetts, as quatro irmãs March tentam viver a vida com os seus parcos recursos e o pai a combater na Guerra Civil. Margaret ou Meg (Alvarado) é a mais velha, e considerada a mais bonita, esforça-se para ser uma moça prendada mas de vez em quando deixa-se tentar pela vaidade; Josephine ou Jo (Ryder) é a maria-rapaz, de temperamento forte e decidido, que sonha em ser escritora e que desespera nas suas funções de dama de companhia à sua rabugenta tia-avó (Mary Wickes), a única pessoa endinheirada da família; Elizabeth ou Beth (Daines) é doce, tímida e frágil contentando-se em ficar em casa e em tocar piano; Amy (Dunst e mais tarde Mathis) é mimada, empertigada e apaixonada pelas artes. Por entre os altos e baixos das quatro irmãs, está o apoio firme e terno da mãe delas, Abigail (Sarandon) que as filhas tratam por Marmee bem como a da dedicada empregada Hanna (Florence Patterson). 




Por altura do Natal, Jo trava amizade com o jovem Theodore Laurence ou Laurie (Bale), o vizinho do lado, e os dois depressa se tornam grandes amigos, uma amizade que rapidamente se estende ao resto da família March. James Laurence, o avô de Laurie (John Neville) também acolhe as irmãs March como se fossem suas netas, em especial Beth, cujo talento para tocar piano lhe faz recordar uma filha falecida. Enquanto isso, Meg apaixona-se por John Brooke (Stolz), o tutor de Laurie.      
Meses mais tarde, uma série de acontecimentos infelizes se sucedem: o Sr. March (Matthew Walker) é ferido na guerra e Jo vende o seu cabelo para que Marmee possa viajar até Washington e tratar do marido. Enquanto Marmee está ausente, Beth contrai escarlatina durante uma visita a uma família pobre que era ajudada pela sua mãe e fica gravemente doente e Amy é levada para casa da Tia March para evitar risco de contágio. O fim desses dias penosos só chega no Natal com Beth recuperada e o pai de regresso a casa.





Quatro anos depois, Meg e John casam-se (é aqui começa a história do livro seguinte "Boas Esposas") e pouco depois têm um casal de gémeos, Demi e Daisy. Laurie declara-se a Jo mas esta recusa, sentindo que só gosta dele como amigo, para grande frustração do rapaz. Jo fica ainda mais destroçada quando descobre que a Tia March decidiu levar Amy numa viagem pela Europa, que era o grande sonho de Jo. Esta então muda-se para Nova Iorque para tentar ganhar a vida como escritora e lá encontra Friedrich Bhaer (Byrne), um professor alemão que a introduz à ópera e à filosofia e a encoraja a melhorar a sua escrita. 
Entretanto, Beth, cuja saúde ficou irremediavelmente deteriorada, sente que tem pouco tempo de vida e aguarda serenamente pela morte. Jo regressa a casa para velar Beth nos seus últimos dias e decide escrever sobre a vida dela e das irmãs. Na Europa, Laurie e Amy encontram-se e acabam por se apaixonar, regressando à América já casados.  
Após a morte da Tia March, Jo herda a sua propriedade que ela decide transformar numa escola, vê o seu livro publicado, e após alguns mal-entendidos, ela e Bhaer descobrem que estão apaixonados e ela aceita casar-se com ele.  

Esta adaptação de "Mulherzinhas" foi extremamente competente, apresentando a obra a toda uma nova geração e recebendo elogios do público e da crítica. Todavia, quem tenha lida o livro como eu não pôde deixar de achar que ficaram de fora várias cenas marcantes da obra (como a cena do piquenique ou aquela em que Meg enfrenta a Tia que se opõe ao seu noivado com John). Todo o elenco está muito bem mas sem dúvida que Winona Ryder é quem brilha mais como Jo, ao ponto de ter sido nomeada para o Óscar de Melhor Actriz (curiosamente, Susan Sarandon foi nomeada nesse ano por outro filme, "O Cliente"). O filme foi também nomeado para Melhor Guarda-Roupa e Melhor Banda Sonora Original da autoria de Thomas Newman.  

Trailer:





   

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Forrest Gump (1994)

por Paulo Neto

Existem filmes que tenho algum receio de rever pois tenho receio que o revisionamento estrague as boas memórias quando os vi pela primeira vez, especialmente no cinema. "Forrest Gump" é um desses filmes: eu adorei quando fui vê-lo no cinema e lembro-me de considerá-lo durante uns bons anos como o meu filme preferido de sempre. Mas entretanto, foi daqueles filmes que sofreu um backlash e foi etiquetado como "sobrevalorizado" e desde então nunca mais o revi, pelo menos na íntegra, e tenho medo de já não gostar tanto, embora creia que não tenha envelhecido assim tão mal.



Adaptado do livro de Winston Gordon, "Forrest Gump" foi realizado por Robert Zemeckis e protagonizado por Tom Hanks com Robin Wright, Gary Sinise, Sally Field, Mykleti Williamson e Michael Connor Humphreys nos principais papéis.



No estado do Alabama no início dos anos 50, Forrest Gump (Humphreys) é um rapazinho que parece não seria grande coisa na vida. Além de um Q.I. abaixo da média e sem poder andar direito devido aos ferros nas pernas usados para corrigir um defeito na espinha, Forrest só conta com o amor incondicional da sua mãe (Field), a dona de uma estalagem, para o proteger do desprezo e da chacota dos outros. Porém quando ele conhece Jenny Curran (Hanna R. Hall), uma menina que sofre maus-tratos por parte do pai, os dois se tornam grandes amigos. Um dia, ao fugir de uns bullies, ante o grito de Jenny para ele correr e a queda dos seus ferros nas pernas, Forrest revela-se um excelente corredor.




Esse talento leva um Forrest mais crescido (Hanks) a entrar na Universidade onde se destaca como jogador de futebol americano e mais tarde alista-se no exército onde faz um novo amigo em Bubba Buford (Williamson). Os dois são destacados para combater no Vietname, sob a liderança do Tenente Dan Taylor (Sinise). Durante um emboscada dos Vietcong, Forrest salva vários soldados, incluindo o Tenente (que fica sem pernas) mas não consegue evitar a morte de Bubba. 
Após a guerra, Forrest descobre mais um talento no ping-pong que o leva até à China e mais tarde abre o negócio de pesca de camarão que pretendia abrir com Bubba, sendo ajudado pelo Tenente Dan que aí recupera dos traumas da guerra e das mágoas de ter sido amputado.





Entretanto, Forrest encontra-se algumas vezes com Jenny, que tinha adoptado o estilo de vida hippie para depois cair numa espiral de dependência a drogas. Após a morte da mãe e a rejeição de Jenny ao seu pedido de casamento, Forrest enceta uma maratona pelo país inteiro ao longo de três anos.
Até que de volta ao início no filme, na paragem de autocarro onde Forrest vai contando a sua história às pessoas que lá estão. É então que descobre que tem um filho da noite que passou com Jenny e que esta tem pouco tempo de vida, devido a um vírus incurável. Os dois finalmente casam-se mas Jenny morre um ano depois, deixando-o a criar sozinho o filho Forrest Jr. (Haley Joel Osment).

Ao longo destes anos todos, Forrest conheceu três Presidentes americanos (Kennedy, Johnson e Nixon), auxiliou Vivian Malone, uma estudante negra que o Governador George Wallace tentou impedir que entrasse na Universidade do Alabama, foi entrevistado junto a John Lennon, acidentalmente causou o escândalo Watergate, criou as T-shirts com smiley e ficou rico devido aos investimentos do Tenente Dan na Apple (que Forrest pensava ser um negócio de frutaria!).



"Forrest Gump" foi o maior sucesso de bilheteira de 1994 nos Estados Unidos e segundo no mundo e obteve seis Óscares incluindo Melhor Filme, Melhor Realizador e Melhor Actor, com Tom Hanks a ser dos poucos actores a ganhar uma estatueta em dois anos consecutivos, após ter sido galardoado no ano anterior por "Filadélfia". Recebeu ainda três Globos de Ouro, dois prémios Saturn e foi indicado na lista de American Film Institute como um dos melhores cem filmes americanos de sempre. E claro, deixou bordões lendários como "Run, Forrest, run!" e "Life is like a box of chocolates."
A banda sonora do filme, recheada de clássicos dos anos 50, 60 e 70, também foi um grande êxito. Um videoclip de "Turn Turn Turn (To Everything There Is A Season)" dos The Byrds (1965) com cenas do filme foi feito para promover o disco.

Para mim, além do vibrante relato da história da América dos anos 50, 60 e 70, o que mais me impressionou no filme foi a história de auto-superação da personagem-título, mostrando que mesmo aqueles que à partida parecem ter todo o tipo de desvantagens podem ser capazes de fazer grandes coisas na vida. E como afinal, os conceitos contraditórios de karma e destino muitas vezes andam de mãos dadas.



E para terminar eis algumas curiosidades:
- As cenas do ping-pong foram filmadas sem bolas.
- Tom Hanks não recebeu cachet pelo filme, ficando antes com uma percentagem dos lucros. O seu irmão Jim fez de duplo em algumas cenas de corrida.
- A pena que surge a flutuar no início e no fim do filme foi criada em computador a partir de uma pena real manobrada por uma cana de pesca.
- Bill Murray, Chevy Chase e John Travolta recusaram o papel principal, com o último a admitir que cometeu um grande erro. Jodie Foster, Nicole Kidman e Demi Moore recusaram o papel de Jenny e Ice Cube e Dave Chapelle o papel de Bubba.
- Nas cenas em que a sua personagem tem as pernas amputadas, Gary Sinise tinha as pernas enfaixadas em tecido azul para depois ser apagadas digitalmente.
- Embora o actor Peter Dobson fizesse no filme de Elvis Presley, a voz que se ouve é a de Kurt Russell.
- Na cena em que o jovem Forrest entra no autocarro da escola e os miúdos não o deixam sentar ao lado deles, dois desses miúdos são a filha de Tom Hanks, Elizabeth, e o filho do realizador Robert Zemeckis, Alexander. 
- Existem 33 restaurantes chamados "Bubba Gump" no mundo inteiro.
- O banco da paragem de autocarro da cidade de Savannah, no estado da Geórgia, onde o protagonista está sentado ao longo do filme está agora no museu municipal da cidade.

Trailer:


 "Turn Turn Turn (To Everything There Is A Season)" The Byrds




terça-feira, 13 de agosto de 2019

American Pie - A Primeira Vez (1999)

por Paulo Neto

O final dos anos 90 viu nascer uma nova vaga de filmes sobre adolescentes, uma temática que esteve em alta nos 80 mas que foi esmorecendo no início da década seguinte. Mas a partir de "Scream" - que por si só trouxe sangue novo, salvo seja, ao cinema de terror - houve um renascer da temática do cosmos do high school americano em vários géneros, sobretudo no terror mas também no melodrama e na comédia. E em 1999, ano em que estrearam outros títulos como "Nunca Fui Beijada", "10 Coisas Que Odeio Em Ti", "Mistério Na Faculdade", "As Virgens Suicidas", "Mitos Urbanos" (e uma sequela de "Carrie" que ninguém tinha pedido), um filme recuperou um subgénero esquecido dos anos 80, a comédia sexual adolescente.
Falo, é claro, de "American Pie - A Primeira Vez", escrito por Adam Herz e realizado pelos irmãos Chris e Paul Weitz.




Jim Lavenstein (Jason Biggs), Kevin Myers (Thomas Ian Nicholas), Chris "Oz" Ostreicher (Chris Klein) e Paul Finch (Eddie Kay Thomas) são quatro amigos do estado de Michigan que fazem um juramento em perder a virgindade antes de terminarem o liceu, uma demanda que os levará por caminhos ora emotivos ora hilariantes. Além de encararem a perda da virgindade como um passo essencial rumo à idade adulta, os quatro amigos pretendem também acabar com as troças do fanfarrão Steven Stifler (Seann William Scott), que apregoa aos quatro ventos a sua experiência, e a quem eles e todos na escola toleram por causa das festas que costuma dar sempre que os pais costumam estar fora de casa. Para piorar, corre a notícia de que até o irritante Chuck Sherman (Chris Owen) já perdeu os três numa dessas festas. 



Aparentemente, Oz e Kevin são quem tem a tarefa mais facilitada: o primeiro é uma das estrelas da equipa de lacrosse e atenções femininas não lhe faltam enquanto o segundo tem um namoro de longa data com a bonita Vicky Lathum (Tara Reid). Mas as coisas não são assim tão simples: a pressão que Kevin e Vicky sentem para terem sexo leva-os a questionar seriamente a relação e, após uma desastrosa tentativa de engatar uma universitária, Oz conclui que precisa de ser mais sensível e de entender o sexo feminino, o que o leva a juntar-se ao coro da escola onde conhece a angelical Heather Gardner (Mena Suvari), interessando-se por ela. A rapariga até lhe corresponde mas conhece bem a reputação dele e como tal, recusa os seus avanços.   





Para Finch e Jim, as coisas são ainda mais complicadas. A aura intelectual e sofisticada de Finch não surte grande sucesso entre as raparigas e o rapaz acaba por pagar a Jessica (Natasha Lyonne), a melhor amiga de Vicky, para espalhar rumores sobre as suas proezas sexuais. A princípio o plano parece resultar, mas quando uma rapariga dá tampa a Stifler por estar de olho em Finch, Stifler vinga-se pondo laxante no café de Finch, fazendo-o passar por uma enorme humilhação escatológica. 




Como se não bastasse a sua falta de sucesso com as raparigas, Jim também tem de lidar com o seu compreensivo mas inconveniente pai Noah (Eugene Levy), que parece aparecer sempre nas piores ocasiões, incluindo na famosa cena em que o rapaz decide "explorar" uma apetitosa tarte de maçã. As coisas parecem melhorar quando Nadia (Shannon Elizabeth), uma bela estudante de intercâmbio da República Checa (ou será da Eslováquia?), parece interessar-se por Jim. Mas uma tentativa de sexo entre ambos, acidentalmente transmitida pela internet, que termina em dupla ejaculação precoce, deita tudo a perder. Por desespero, Jim acaba por convidar a aparentemente inocente flautista Michelle Flaherty (Alyson Hannigan) para o baile de finalistas. 

"This one time, at band camp..."

Jim, Kevin, Oz e Finch chegam ao baile de finalistas não só ainda virgens mas desolados. Mas quando, questionada por Vicky, a rapariga que alegadamente teria dormido com Sherman esclarece diante de toda a escola que isso era mentira, deixando-o humilhado (e molhado), as coisas acabam por correr inesperadamente pelo melhor durante a festa em casa de Stifler após o baile. Michelle revela-se sexualmente agressiva (e que não usa a sua flauta só para música) e o sexo entre ambos é altamente desastrado, mas Jim fica longe de se importar com isso. Kevin e Vicky, apesar de concluírem que é melhor iniciar uma nova etapa na universidade sem estarem presos um ao outro, têm uma última noite apaixonada. Oz revela a Heather que renunciou ao pacto de perder a virgindade porque se apaixonou mesmo por ela, mas os dois acabam por fazer amor junto ao lago. E Finch acaba nos braços da maduramente atraente mãe de Stifler (Jennifer Coolidge), para choque deste. 
Na manhã seguinte, no café do costume, os quatro amigos brindam ao próximo passo. 





Eu tenho um fraquinho por filmes com a temática do high school americano, até porque os liceus dos States servem muitas vezes como uma placa de Petri da sociedade americana e desde que o vi no cinema, "American Pie" é um dos meus preferidos do género. Gosto de como o filme não tem falsos puritanismos nem medo de pisar a linha do badalhoco - e ainda assim quase todos os gags terem piada. E lembro-me de ter ido ver o filme pensando que ia ser uma comédia desempoeirada e desmiolada, e surpreendi-me pela forma como o argumento e a realização conseguiu conferir alguma sensibilidade sob este manto de piada adolescente-badalhoca e como, apesar de alguma excessiva caricatura, o espectador podia-se facilmente identificar com as personagens. (Apesar de nunca me ter envolvido com a mãe de um colega, identifiquei-me sobretudo com o Finch). 
"American Pie" foi um dos grandes êxitos de bilheteira de 1999 e deixou para a história da cultura pop vários bordões ("Say my name, b*tch!", "This one time, at bad camp...", "S*** me, beautiful!") bem como o enraizamento do termo MILF - referido no filme pelas personagens de John Cho e Justin Isfeld. O filme gerou três sequelas oficiais: "American Pie 2 - O Ano Seguinte" (2001), "American Pie - O Casamento" (2005) e "American Pie - A Reunião" (2012) bem como quatro sequelas spin-off produzidas directamente para o mercado de vídeo. Um quinto filme chegou a ser anunciado em 2012, mas a produção nunca mais arrancou. 


Reunião de alguns dos actores em 2019
Trailer:


Cena da tarte:




domingo, 19 de maio de 2019

Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma (1999)


Há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante...
Mais especificamente em 19 de Maio de 1999, e numa galáxia no outro lado do Atlântico que a Guerra das Estrelas (Star Wars) voltou ao grande ecrã com "Star Wars: Episode I - The Phantom Menace". Este primeiro capítulo (cronologicamente o primeiro, mas o quarto a ser produzido) ou episódio, foi um fenómeno global, antecipado e presente em todo o tipo de mídias e produtos. Aqui pelo estaminé, o Paulo Neto já o tinha listado nas "20 coisas que aconteceram há 20 anos (1999)" e eu  já tinha abordado nos cromos sobre as minhas cassetes VHS da Guerra das Estrelas, na Colecção de Cromos Pepsi e o site oficial da época. Espero ainda fazer um cromo dedicado à fabulosa banda sonora, mas mais sobre isso abaixo. Em Portugal estreou em 1 de Outubro de 1999 - segundo o IMBD - com o título "Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma" que substitui o velhinho "A Guerra das Estrelas" pelo inglês "Star Wars" como forma de homogeneizar a marca.
Fonte: The Making of Episode I The Phantom Menace (1999)

Os fãs estavam à mingua de Star Wars nos cinemas desde 1983 (Episódio VI: O Regresso de Jedi), um fome que não era morta mas multiplicada pelos imensos desenvolvimentos no Universo Expandido (agora Lendas, desde a compra pela Disney) em livros, banda desenhada, jogos, etc e todo o tipo de merchandising possível e imaginário. Li há tempo sobre um artigo de 1977 que despertou a ira de Gorge Lucas, e como ele proibiu a continuação da fabricação dos baratuchos "cintos de utilidades" que pouco tinham a ver com os acessórios mostrado nos filme. Mas o dólar (ou milhões de dólares) falam mais alto e ainda hoje é possível encontrar a marca Star Wars associada a todo o tipo de produto, de qualidade mais ou menos duvidosa.
Como qualquer produção famosa que se preze, a mera existência desta continuação - que foi o primeiro capitulo da trilogia para contar como se chegou na trilogia original - despertou a ira dos supostos verdadeiros fãs. Actores perseguidos e humilhados, caíram na depressão e até em pensamentos suicidas. Algo que desde a multiplicação do acesso à Internet e da aceitação da cultura geek só piorou para todo o tipo de filmes, séries, banda desenhada, etc.
No ano que estreou o "Regresso de Jedi" tinha apenas 4 anos, mas na altura em que os cinemas nacionais exibiram as Edições Especiais não assisti a nenhum. Não me lembro, mas talvez simplesmente não tenham passado na pequena sala local. Portanto, o Episódio I foi a primeira vez que vi um filme da Guerra das Estrelas no grande ecrã. Nos meses que antecederam devorava e coleccionava todo e qualquer artigo de jornais, revistas - até alemãs - relacionado com o tema. Vi e revi até gastar a cassete onde gravei - creio que do TOP+ - o videoclip (que dobra como making-of) do fabuloso e operático tema principal, "Duel Of The Fates". Confesso sem vergonha que ainda circula por todos os meus leitores de Mp3.

Boatos e noticiários davam contam de imensos espectadores que compram bilhetes para os filmes que tinham sido seleccionados para passar antes o primeiro trailer do Episódio 1, e que depois de visto, imediatamente abandonaram a sala sem ver o filme. Creio que o vi pela primeira vez no noticiário. Graças à Internet não precisam de comprar bilhete para assistir:

E falando nisso, em 1998, a Internet já permitiu a mais de 10 milhões assistir a esse trailer, estabelecendo um recorde. Recorde batido pelo trailer seguinte:

O criador do universo "Star Wars", George Lucas, várias vezes declarou que o primeiro "Star Wars" - que mais tarde ganhou os subtítulos "Episode IV: A New Hope" ("Episódio 4: Uma Nova Esperança") - era apenas uma parte da história da saga "planeada" para 9 filmes.

Fonte: The Making of Episode I The Phantom Menace (1999)
E apesar do sucesso das continuações nos Episódios V e VI creio que muito poucos seres humanos teriam certeza que veriam novos Star Wars no grande ecrã, muito menos que a segunda trilogia fosse uma prequela da trilogia original. Depois dos trailers, que não entregaram muitos detalhes, a reacções foram geralmente positivas. Belos designs, acção épica e um título ao estilo dos serials e pulps do antigamente que estiveram na origem da saga. Depois da estreia o resultado desiludiu muita gente. Um plot mais complexo, que conjuga ao mesmo tempo elementos políticos e mais subtis, com elementos mais infantis e escatológicos, além de várias referências aos filmes futuros. O universalmente odiado Jar Jar Binks cumpre a sua função de comic relief, e é um triunfo da tecnologia da altura, e até de racista a personagem foi acusada, devido ao seu sotaque. Foi visível que deslumbrado pelas possibilidades do digital, Lucas começou a trocar os efeitos práticos por green screen, e pessoalmente, apesar de lamentar o progressivo uso dos computadores em detrimento de efeitos práticos que poderiam funcionar melhor, considero injustas as acusações que os efeitos digitais eram frios. Neste capítulo, houve um grande esforço em conjugar o melhor dos dois mundos, analógico e digital, e mesmo através das animações CGI sente-se a artesania de uma grande casa de efeitos como é a ILM. A nível de design e estilo, se a imagem de marca da trilogia original era o "espaço usado" (o oposto de Star Trek e Espaço 1999 por exemplo) nesta nova trilogia optou-se por mostrar novos planetas, localizações e tipos de naves mais polidos de "tempos mais civilizados" antes da queda dos Jedi e da decadência corrupta do Império. Obviamente que as zonas mais pobres e corruptas já existiam - e foram desenvolvidas nas séries animadas como "Clone Wars" - mas nesta nova trilogia o público foi apresentado a locais e situações quase impossíveis de recriar com os efeitos dos anos 70 e 80. E muito importante, até as lutas de lightsabers foram coreografadas de formas mais dinâmicas, num constraste com a trilogia original onde as lutas eram mais decalcadas dos samurais adorados por Lucas, e protagonizadas por velhos, aleijados e jovens sem treino formal. Na época do Episódio 1 a organização dos Jedi, embora já em decadência, ainda era forte e com muitos membros pela galáxia. E de bónus, regressam - além do jovem Obi-Wan - os dróides favoritos dos fãs: C-3PO e R2-D2.
Sinopse:
Décadas antes dos eventos de "A Nova Esperança", somos reapresentados a Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor), nesta época ainda um jovem aprendiz, e o seu Mestre, Qui-Gon Jinn (Liam Neeson). São os enviados Jedi para tentar resolver uma disputa comercial no planeta Naboo, que está a ser bloqueado pela Federação do Comércio. A hospitalidade da Federação depressa se revela enganadora e ambos Jedi conseguem escapar para a superfície do planeta a bordo de uma das naves invasoras.

Fonte: The Making of Episode I The Phantom Menace (1999)
No terreno são auxiliados por uma das criaturas mais desastradas e irritantes do cinema, o mestre do slapstick Jar Jar Binks (Ahmed Best), que Qui-gon salvou do exército robótico a caminho da capital de Naboo.

Fonte: The Making of Episode I The Phantom Menace (1999)
Depois de uma rápida passagem pelo reino subaquático dos compatriotas de Jar Jar, os Jedi conseguem resgatar a Rainha Amidala e a sua entourage de que se destaca uma jovem aia, Padmé (Natalie Portman). Obrigados a parar em Tatooine para reparar a nave, localizam as peças numa sucata onde travam amizade com o jovem escravo Anakin Skywalker (Jake Lloyd), o futuro Darth Vader. O Mestre Jedi rapidamente percebe o poder de Anakin na manipulação da Força e faz uma aposta com o dono deste para o libertar. Anakin vence a corrida de podracers (a reencarnação espacial das quadrigas de "Ben-Hur") e Qui-Gon a aposta.

Fonte: The Making of Episode I The Phantom Menace (1999)

Fonte: The Making of Episode I The Phantom Menace (1999)
De regresso à nave são atacados por um misterioso inimigo, Darth Maul (Ray Park). Conseguem escapar para a capital da República, o impressionante planeta-cidade Coruscant. Anakin é apresentado ao Conselho Jedi que pressente o perigo, e proíbe Qui-Gon de lhe ensinar os caminhos da Força. Também frustrada fica a Rainha Amídala que vê o Senado ignorar os pedidos de ajuda ao seu planeta, e resolve regressar a Naboo, acompanhada por Obi-Wan e Qui-Gon para lhe garantirem a segurança e descobrir mais sobre o Sith que os atacou. Com a ajuda de Jar Jar, os Gungan unem forças com os combatentes de Amídala e graças à intervenção de Anakin aos comandos de uma nave, conseguem vencer o exército de robots da Federação de Comércio. E apesar de o filme acabar em festa, nem tudo termina bem: Darth Maul consegue mata Qui-Gon em duelo de lightsabers. E apesar de Obi-Wan vingar o seu Mestre, e de o Conselho Jedi o promover a Cavaleiro, o espectador sabe que o seu novo aprendiz Anakin e a sombra do futuro Imperador mancham a celebração final...Mas isso, é outra história...
Fonte: The Making of Episode I The Phantom Menace (1999)

Fonte: The Making of Episode I The Phantom Menace (1999)
Fonte: The Making of Episode I The Phantom Menace (1999)

Fonte: The Making of Episode I The Phantom Menace (1999)

Fonte: The Making of Episode I The Phantom Menace (1999)

Fonte: The Making of Episode I The Phantom Menace (1999)
Foi um evento global, e apesar de não ser de bom tom admitir tal em público, o "Episódio I" é dos meus favoritos da saga e abriu a porta a todos os filmes, séries e etc que se seguiram. No ano em que escrevo, faltam meses para a estreia do Episódio IX, o encerramento da Saga dos Skywalkers nos cinemas, prometido por George Lucas tantos anos atrás.

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