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sábado, 27 de dezembro de 2025

Os 4 Jovens Tarta-Heróis Turtles Aventuras (1991)


"os tarta-heróis"?
1991?

No auge da "Tartaruga-Mania", a edição portuguesa das Teenage Mutant Ninja Turles Adventures, da editora Archie. Os primeiros números adaptaram os primeiros episódios da série animada, mas depois o rumo das histórias mudou, com novos personagens, e plots preocupados com a defesa dos animais e ambiente. Tal como as tartarugas da série animada, estes heróis são uma versão muito suavizada e mais "familiar" das violentas Tartarugas originais (...)

Segundo a base de dados do Mistério Juvenil,  foram publicado 54 números, entre Maio de 1991 e Setembro 1992, pela TV Guia Editora. Não me recordo se completei a colecção ( que nos EUA teve XXXXXX números), mas tive umas boas dezenas destas revistas, que tinham um formato e tamanho pouco vulgar: 19,5 cm largura e 30 cm de altura, segundo o BD Portugal.info. A minha colecção foi infleizmente danificada por água, e creio que foi toda para o lixo.

Fonte: Leilões.pt
Mais capas portuguesas:


OS 4 JOVENS TARTA-HEROIS TELE BD

http://tmnt.wikia.com/wiki/Teenage_Mutant_Ninja_Turtles_Adventures

http://en.wikipedia.org/wiki/Teenage_Mutant_Ninja_Turtles_Adventures

http://aveiro.coisas.com/para_venda/livros_e_revistas/os-4-jovens-tarta-herois-47-fasciculos-turtles/4198342/

http://www.bdportugal.info/Comics/Col/extra/TVGuia_Turtles/col.html

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

A Minha Agenda RTP 1988






"Olá! Cá estou eu de novo, a tua inseparável amiga nos 365 dias do ano. Aqui me tens para sugerir brincadeiras, recordar datas, ensinar truques e, acima de tudo, para ouvir, sempre calada, os segredos mais importantes que quiseres confiar-me. Quando os anos passarem e um dia te lembrares de me abrir outra vez, aqui irás encontrar, fielmente guardadas, as tuas melhores recordações deste ano de 1988. E, como sabes, recordar é viver."

Era assim que "A Minha Agenda RTP" de 1988 se apresentava ao sortudo petiz que a segurava nas mãos, depois de a desembrulhar na Véspera ou na manhã do Dia de Natal, e folhear nas páginas anteriores o clássico "Esta Agenda Pertence A:" (com campos para a morada e o nome dos pais!), o calendário dos a nos 1988 e 1989 e o Horário Escolar. Para mim "A Minha Agenda" parecia tão inacessível como o Castelo de Grayskull, nunca me foi colocada no sapatinho, não sei se seria assim tão cara ou se nunca expressei interesse  em ter uma... Em 2015 o Paulo Neto já tinha recordado esta mítica agenda, da Editorial O Livro e  licenciada pela RTC (o braço comercial da RTP).
Boa sorte para tirarem o jingle da cabeça!

Na primeira página da Agenda propriamente dita, o padrão que se repete pela totalidade dos 12 meses: 9 pequenos rectângulos, 8 deles com seis linhas cada, para as anotações diárias, e outro em branco para as "Notas" semanais. Depois em destaque nas duas páginas, a área com a sugestão de brincadeiras, receitas, etc. Neste caso, na primeira semana de Janeiro o destaque é "Dia Mundial da Paz" e as instruções para a construção de uma pomba da Paz em papel de lustro e cartolina.

Como um electrodoméstico ou gadget "A Minha Agenda RTP" incluía sugestões para a utilização da própria, como se vê na página da semana seguinte: 
"Começa por copiar, para esta agenda, o teu horário escolar, bem como as actividades em que habitualmente participas fora da escola: ginástica, natação, dança, música,... Regista depois os vários períodos de férias e o que planeias fazer em cada um deles: os locais onde pensas ir, os livros que tencionas ler, os amigos que pretendes encontrar, etc. Copia igualmente os números dos telefones dos teus familiares e amigos, bem como as datas dos seus aniversários"



Além do rectângulo para cada dia do ano, a Agenda incluía secções para fazer isso mesmo, o horário escolar, a lista telefónica, que veremos mais à frente.
Avançando, uma saudável receita de salame de chocolate:


Espaço ainda para a etiqueta, com o "comportamento à mesa", o que seria do agrado dos pais, visto que ninguém desejava criar um pequeno selvagem que não sabe em que lado do prato ficam os talheres ou levantar da mesa sem pedir licença. 

Instruções para a construção do "Cubo Mágico" em cartão. Mas não o Cubo Mágico que estão a pensar...

Depois da magia, não esperava encontrar dicas de coleccionismo, como este dedicado à colecção de caricas (lembram-se quando as caricas traziam no interior jogadores de futebol, o Tintin do Sumol ou o Homem-Aranha do Fruto Real?) quando ainda tinham fundo de cortiça?

Mais algumas dezenas de fotos depois deste link:

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Sport Goofy no Mundo do Desporto - Os Jogos Olímpicos (1983)

por Paulo Neto

O Pateta pode não ser a mais atlética das personagens Disney mas nos anos 80, esteve associado ao desporto de várias maneiras, através da designação de Sport Goofy. Nos anos 40 e 50, a Disney produzira várias curtas metragens de temática desportivo em estilo paródio-documentário sobre vários desportos com o Pateta a ilustrar as regras e as práticas de cada modalidade em toda a sua habilidade (ou falta dela), muitas delas exibidas por cá no "Clube Amigos Disney", e em 1987 essa ideia foi recuperada num mini-filme de 20 minutos, "Sport Goofy in Soccermania". Além disso havia também na altura toda um merchandising ilustrado com imagens do Pateta vestido de forma desportiva, desde roupa e têxteis-lar a material escolar e livros educativos, e até um jogo para o Atari. O sucesso deste alter-ego desportivo do Pateta até inspirou uma loja de artigos de desporto no Entroncamento a denominar-se "Goofy Sport".  

Há dias, o David Martins, ao saber do meu interesse por tudo o que é relacionado com os Jogos Olímpicos, deu-me a conhecer um livro de 1983 sobre a história dos Jogos Olímpicos até aquele momento. Tratava-se de um volume da série de livros "Sport Goofy no Mundo do Desporto", editada por Círculo de Leitores.


De entre as imagens da capa, quero destacar a maior delas, ao centro, com dois adolescentes canadianos, Stéphane Préfontaine e Sandra Henderson, ele francófono, ela anglófona, escolhidos para acender a pira olímpica nos Jogos Olímpicos de 1976 em Montreal, representando a juventude canadiana e mundial. A Wikipédia conta que durante anos houve uma lenda urbana de que Stéphane e Sandra ter-se-iam casado. 

No livro são explicados os significados dos símbolos olímpicos, como os anéis entrelaçados, o percurso da tocha olímpica, o juramento olímpico dos atletas e a cerimónias protocolares de entrega de medalhas.

 


No livro são ainda descritos os desportos que na altura faziam parte do programa olímpico, quer nos Jogos de Verão, quer nos de Inverno, com recurso a imagens de cenas desportivas de edições passadas dos Jogos Olímpicos (sobretudo as três mais recentes em Munique 1972, Montreal 1976 e Moscovo 1980, e dos Jogos Olímpicos de Inverno de 1976 em Innsbruck, na Áustria) e, como não podia deixar de ser, a divertidas ilustrações do Pateta em plena acção desportiva.




Nesta página existe mesmo uma participação especial do BFF do Pateta, o Rato Mickey, na ilustração de cima, sobre uma fotografia da atleta alemã (da então República Federal da Alemanha) Heide Rosendahl, campeã olímpica do salto em comprimento em 1972. 


Em jeito de antevisão, existe também um menção a dois desportos que se estreariam no programa daquela que seria à data a próxima edição dos Jogos Olímpicos: a ginástica rítmica e a natação sincronizada. O livro termina com uns quadros com factos e dados sobre as edições passadas dos Jogos Olímpicos. Por exemplo, há a menção ao facto de Eddie Eagan ser (ainda hoje) o único atleta a ganhar medalhas de ouro tanto em Jogos Olímpicos de Verão (boxe, 1920) e de Inverno (bobsled, 1932). 



Curta-metragem: "Pateta, Campeão Olímpico"



"Sport Goofy in Soccermania" (1987)


Para terminar, falta referir um produto do avatar Sport Goofy que foi exclusivo dos nossos irmãos brasileiros. Em 1983, a jovem cantora Ana Paula Aguiar gravou um single com duas versões em português do Brasil de duas canções produzidas pela Disney: "Pateta Supercampeão" ("You Can Always Be Number One") e "Cuidado Com O Pateta" ("Watch Out For Goofy", incluída no disco "Mickey Mouse Disco", do qual já se falou por aqui). E claro que se impunha que Ana Paula fosse fotografada para a capa do disco ostentando um par de perneiras, essa peça de roupa tão eighties.   


Ana Paula "Pateta Supercampeão"




Ana Paula "Cuidado Com O Pateta"









quarta-feira, 18 de maio de 2016

Faça Você Mesmo - Revista (1979)



Numa época que a Internet está inundada de vídeos e blogs de DIY (Do It Yourself - Faça Você Mesmo) é interessante ver a publicidade a uma revista dos anos 70 dedicada ao tema: "Faça Você Mesmo". Junto ás ilustrações para tentar o artesão dentro de cada leitor, o cupão de assinatura (420$ para um ano).
"A revista que o ajuda a: remodelar, pintar, decorar, construir, arranjar...e muito mais."


Publicidade retirada da revista Revista Jovem, Série 2, Nº 14, de 1979. 
Uploader original desconhecido. Imagem Editada por Enciclopédia de Cromos.

Só consegui encontrar online uma imagem da capa da revista "Faça Você Mesmo" Nº 4:



Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".

terça-feira, 29 de março de 2016

Top 5: Livros da Colecção "Uma Aventura" (Paulo Neto)

O David Martins já falou aqui sobre esta mítica colecção de livros da autoria de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada que conquista jovens leitores desde 1982. E eu não fui excepção, tendo sido proprietário de vários volumes da colecção "Uma Aventura" quer nas edições originais, quer em edição dupla com dois volumes, comercializada pelo Círculo de Leitores.



Claro está que houve uma altura em que considerava Teresa, Luísa, Pedro, Chico e João como meus grandes amigos fictícios e em que eu imaginava ser o sexto membro humano (e oitavo no geral) do grupo. E como é óbvio para aqueles que me conhecem, aquele com quem mais me identificava era com o Pedro, o cérebro do grupo, apesar de na altura eu ainda não ser caixa-de óculos.
Também li alguns livros de "Os Cinco" e "Os Sete", mas sempre achei que os livros de "Uma Aventura" que não ficavam nada a dever aos de Enid Blyton. Aliás, se esta colecção tivesse sido de um país anglo-saxónico, quase que imagino estes livros a serem vendidos à escala mundial, traduzidos em inúmeras línguas e adaptados para séries e filmes com um budget bem maior do que aquele que teve a adaptação nacional na primeira década do século XXI (que apesar das várias mudanças de elenco e outras vicissitudes, até estava bem conseguida).

Neste texto pretendo falar sobre os cinco livros da colecção "Uma Aventura" preferidos. Confesso que já há largos anos não leio nenhum livro da colecção, que já está quase no 60.º volume, mas recordo-me de muitas das histórias. Como acontece com quase todas os top 5 que faço, tenho de mencionar alguns que estiveram quase, quase para entrar na lista mas falharam por pouco: "Uma Aventura nas Férias de Natal" (n.º 2), onde o grupo lança-se numa caça ao tesouro numa aldeia de Trás-Os-Montes, "Uma Aventura Entre Douro e Minho" (n.º 6) com o grupo perseguir uma quadrilha de ladrões que efectuam vários roubos no Minho e que culmina num emocionante e hilariante final na Ilha dos Amores, "Uma Aventura no Estádio" (n.º 14) onde eles investigam o desaparecimento de um famoso futebolista, "Uma Aventura nas Férias da Páscoa" (n.º 19) que começa com um inesperado nevão em Lisboa e "Uma Aventura no Palácio da Pena" (n.º 26) onde além de se envolverem numa intriga que envolve roubos e monstros, havia uma ninfeta intrujona chamada Magda que causa tensões que ameaçam a união do grupo. Mas eis então o meu top 5:



#5: "Uma Aventura na Cidade" (n.º 1)
E começamos com o livro que começou tudo, onde se conta como se formou o grupo. E afinal tudo começou de forma não muito amistosa, já que a primeira cena era precisamente de pancadaria entre o Chico e o Pedro, que ao princípio não podiam um com o outro. Porém tudo muda quando as gémeas recorrem aos dois para investigar os acontecimentos que passam numa garagem perto do prédio onde elas vivem, que poderão estar relacionados com o roubo de automóveis. Perante a necessidade de alguém mais pequeno para entrar na garagem, acabam por ter o candidato ideal no João, que surge pela primeira vez quando o Faial segue-o até à escola e causa aflição no bar.
O clímax acontece quando os cinco armam grande alarido para apanhar a quadrilha de ladrões de automóveis em flagrante, com a ajuda dos dois cães e de um papagaio.



#4: "Uma Aventura no Ribatejo" (n.º 9)
Este volume destaca-se para mim por dois motivos: passava-se na minha região, o Ribatejo, (embora não haja referência à minha cidade) e algures no meu 4.º ano, a professora tinha o hábito todos os dias antes das aulas de ler um capítulo deste volume. Mais uma vez a trama é emocionante: o grupo vai passar uns dias ao Ribatejo onde têm sido noticiadas alegadas aparições de OVNIs e eles esperam secretamente ter um desses encontros imediatos. Mas a Tia Estefânia, uma tia das gémeas que vive em Santarém, acredita que isso não passa de um engodo para distrair a população de ocorrências de roubo de gado. Intrigados, os cinco amigos decidem investigar essa história, seguidos por um misterioso homem de sobretudo que não sabem se é aliado ou inimigo. Onde também se fala dos bolos celestes da pastelaria Abidis, dos anões da Branca de Neve e onde a Luísa quase vai desta para melhor ao tentar montar um cavalo. Além disso, também há uma participação especial na trama dos actores Tareka e Tozé Martinho, mãe e irmão na vida real da co-autora Ana Maria Magalhães.



#3: "Uma Aventura no Algarve" (n.º 12)
De um livro que se passa na minha região, para um que decorre na região natural do David, ainda que numa praia fictícia. Os cinco amigos e os dois cães vão passar o início das férias grandes à pensão do tia do Chico e o que parecia serem umas férias sossegadas numa praia de sonho algures num recanto algarvio ainda pouco explorado pelo capitalismo turístico acaba por se complicar quando suspeitam que a zona seja o centro de uma rede de contrabando. Pelo meio, há uma excêntrica actriz americana, um misterioso jardineiro contador de histórias, um enorme incêndio e um mordomo com aparente dupla personalidade. 
Mas a minha parte preferida é a descrição da primeira ida à praia dos amigos, que dava-me sempre vontade de entrar no livro e juntar-me a eles. Mas é claro que em 1985 (ano da 1.ª edição deste volume) ainda era possível imaginar o Algarve sem exploração turística desenfreada.



#2: "Uma Aventura nas Ilhas de Cabo Verde" (n.º 25)
Um dos livros mais épicos da colecção, com a aventura ser um grande périplo por quase todo o arquipélago cabo-verdiano. Como prémio por terem vencido um concurso de televisão, os cinco amigos ganham uma viagem a Cabo Verde. Só que mais uma vez, aquilo que seriam umas férias pacíficas de dolce far niente acabam por se tornar mais uma grande aventura logo no voo de partida quando o grupo suspeita que Mário, um rapaz cabo-verdiano, foi raptado por dois italianos mal encarados que o acompanham. Mais tarde descobrem que os indivíduos andam atrás de um tesouro escondido algures numa das ilhas e os cinco amigos seguem no seu encalço, esperando antecipá-los na descoberta do tesouro e libertar Mário do domínio dos italianos. Pelo caminho, há um concerto rock na Baía das Gatas, um ciclone na ilha de São Nicolau e um inesperado aliado na pessoa de um pescador de lagostas surdo-mudo.  



#1: "Uma Aventura no Deserto" (n.º 21)
Mas o número 1 vai precisamente para o primeiro livro da colecção que eu li, emprestado pela minha prima. Segundo as autoras, a ideia para uma aventura no deserto do Sahara foi sugerida por uma leitora de São Tomé e Príncipe. Se nos outros livros, os cinco amigos lutavam contra ladrões, bandidos e traficantes, aqui eles lutam contra a própria Natureza numa das suas formas mais hostis.
Tudo começa quando o Chico, desejoso de reviver alguns momentos vividos em "Uma Aventura na Terra e no Mar", desafia os amigos a viajarem a bordo de um barco pesqueiro ao largo da costa marroquina. Mas a tragédia acontece quando o navio naufraga e os cinco mais o Faial vêem-se abandonados à sua própria sorte no Sahara, numa terra agreste e totalmente diferente de tudo o que eles conhecem. Após algumas aflições, são acolhidos por uma tribo de tuaregues onde travam novas amizades, em especial com Mahmoun, um rapaz que fala português, e aprendem os seus costumes. Mas antes de chegarem ao oásis mais próximo, o Chico e a Teresa são raptados e aprisionados numa kasbah por uma tribo rival, que talvez também tenha matado o Faial. Apanhados no meio da contenda entre as duas tribos, Pedro, João e Luísa lançam-se numa luta contra o tempo para resgatar os amigos. Mas é claro, tudo acaba bem e a aventura não podia terminar de melhor forma com um mergulho numa piscina de um hotel no oásis de Tamegroute.

Como vêem através deste livros, eu e muitos outros jovens leitores pudemos viajar para imensos sítios e viver todo o tipo de emoções. E é bom ver que ainda hoje as novas gerações se deixem encantar por estas aventuras imaginadas por Magalhães e Alçada, e com isso descobrem o prazer de ler.

   

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Vitinho conta ... a História dos Cereais [1987]

Como forma de assinalar o 30º Aniversário da criação do Vitinho [2 de Fevereiro de 1986] publico estas imagens para os nossos leitores se regalarem com este livrinho da querida personagem presente nos nossos ecrãs durante mais de uma década, tanto a enviar os mais novos para a cama como a publicitar o Miluvit da Milupa Portuguesa, que foi afinal a génese do Vitinho pela mão de José Maria Pimentel.

Segundo a indicação no interior da "Vitinho conta ... a História dos Cereais" tem texto de Maria Alberta Meneres e ilustrações de Artur Correia (cineasta, ilustrador que podem reconhecer de "O Romance da Raposa" ou muitos trabalhos em livros e publicidade).
O livro em si começa até na Pré-História, na Idade da Pedra com a descoberta das sementes pela Humanidade.
Note-se ao fundo da primeira página um dinossauro. Parece historicamente correcto.
Logo na segunda página, a embalagem de Miluvit. De seguida a os diferentes cereais discutem a sua importância na alimentação.
E o ciclo do grão até ao Miluvit no prato dos pequenos:
Note-se como esse ciclo serve como metáfora da vida dos seres humanos:




Pode fazer download do livrinho com maior qualidade de imagem no link: "Vitinho conta ... a História dos Cereais [1987]" [Download Ficheiro CBR] .

Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Bem-Vindos Ao Jurassic Park - Livro Ilustrado (1993)


Como forma de assinalar o dia 11 de Junho (de 1993) como o 22º Aniversário do lançamento de um dos meus filmes favoritos, "Parque Jurássico" ("Jurassic Park"), resolvi digitalizar e editar este livro ilustrado que condensou em 24 páginas os pontos mais importantes do argumento do filme para os leitores mais jovens, e a acompanhar o texto em letras grandes, fotos de cenas do filme.

Todas as páginas:


Foi editado em Portugal pela Editorial Notícias em 1993 e foi traduzido do original da autoria de Mike Teitelbaum, que por sua vez adaptou o "argumento para o filme, de Michael Crichton e David Koepp. Baseado no romance de Michael Crichton.". A tradução do original "Welcome to Jurassic Park" esteve a cargo de Maria Isabel Ogeia.

A Capa:


Exemplos de outras páginas:



Podem fazer download gratuito no link seguinte, e lê-lo num computador ou tablet com um vulgar programa para ler banda desenhada:




Relacionado com o "Jurassic Park" na Enciclopédia de Cromos:

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quinta-feira, 14 de maio de 2015

Os Livros da Anita


Costuma-se dizer que só se aprecia algo quando o perdemos. Não que seja uma questão existencial, e apesar de eu não pertencer ao público alvo, os livros da Anita fazem parte da minha infância, na estante aqui de casa ou na das amigas da minha irmã.( Não tenho vergonha de dizer que li um ou outro - apesar de já ser um pouco velho na altura - mas fartava-me de ler colecções de mistério e aventura mais "cor de rosa". Ler é um vício, e quando já não havia mais livros do "Hitchcock" (na realidade o escritor foi Robert Arthur)  na biblioteca Gulbenkian cá da terra, marchavam a Filipa (a "Lili" de Marguerite Thiébold) ou a Nancy ("Os Inquéritos de Nancy", a famosa Nancy Drew de Carolyn Keene ).


Muitas raparigas os receberam, e recebem, nos aniversários ou Natal. Mas em mais um efeito da normalização global, o portuguesíssimo "Anita" foi substituído pelo internacional "Martine", aliás o nome original da jovem rapariga a que tudo acontecia, desde festas de anos a ir ás compras, a ser mamã ou dona de casa prematuramente.

É estranho que tantas décadas depois, esta nova editora (Zero a Oito) decida mudar um nome tão enraizado em várias gerações de portugueses; como aconteceu recentemente aos pobres Estrumpfes que passaram a Smurfs para a nova geração de fãs, à boleia do filme em live action. Provavelmente decisão da corporação internacional...
Além do nome aportuguesado, muitos outros países baptizaram a jovem Martine: por exemplo, a Anita para os nuestros hermanos é "Martita", "Debbie" nos EUA, "Cristina" na Itália, ou "Mimmi" na Suécia, entre outros.  
Mas independentemente dos títulos, é de esperar que daqui a algumas décadas os volumes da colecção continuem a preencher as prateleiras de jovenzinhas, talvez quem sabe novamente com o nome português tradicional.
A personagem título dos livros foi criada em 1954, pela dupla belga Marcel Marlier (1930-2011) - o ilustrador - e Gilbert Delahaye (1923-1997), o escritor. A saga das aventuras quotidianas de Anita e amigos, acompanhados pelo cão Pantufa (Patapouf) começou com o "Martine à la ferme" (Anita na Quinta) (1954) e terminou (por agora?) com o 60º livro em 2010: "Martine et le prince mystérieux" (Anita e o Príncipe Misterioso - nada a ver com as bruxarias do Harry Potter, imagino). Desde 1997, devido ao falecimento de Delahaye a escrita esteve a cargo de Jean-Louis Marlier - filho de Marcel Marlier, até à morte deste último no ano 2010. As peripécias de Anita chegaram a Portugal em 1966, publicadas pela Editorial Verbo.
Para minha surpresa, descobri hoje que em 2012 foi lançada uma série animada em computador ("Martine") e dois videojogos.
Algumas imagens do volume que encontrei aqui em casa, "Anita na Escola de Vela" ("Martine fait de la voile" de 1979) edição portuguesa de 1989, tinha a minha irmã 7 aninhos:




Como disse antes, passei os olhos em alguns exemplares dos livros há muitos anos, e a impressão com que fiquei é que boa parte do encanto da colecção, alem das deliciosas e características pinturas que ilustram a prosa, é o seu didactismo tão tradicional e antiquado, que imagino cause repulsão nos extremistas do politicamente correcto, com os argumentos de uma visão limitada do papel de uma criança, futura mulher, na sociedade. Ou talvez esteja a exagerar, sobre um livro infantil, porque até não encontrei online as habituais críticas anacrónicas de que são alvo por exemplo os livros de Enid Blyton.
Gostava de destacar algumas paródias que de tempo a tempo surgem na Internet, capazes de destruir infâncias, como...Anita embebeda-se, etc... E só vou por aqui os mais suaves:




Existe há quase uma década uma série de sites estilo "Martine Cover Generator", gostava de saber se existe versão automática portuguesa. Pensando melhor, com a mudança de nome, os portugueses também podem usá-los. Sugestões para quem perceber francês: "Top 30 des détournements de « Martine », la parodie qui ne vieillit pas".
Destas frases de fãs que pervertem hilariantemente o sentido das inocentes ilustrações, esta é a minha favorita: "Martine cache un cadavre" (Martine esconde um cadáver).

Ainda sobre a mudança de nome, em 2015:
Na Imprensa nacional: 
Como seria de esperar, os nossos leitores no Facebook não aprovaram a mudança [aqui e aqui].
Para os nostálgicos, a Anita vai ser sempre a Anita.


Brevemente, conto ainda colar na Enciclopédia os cromos das outras Anitas dos anos cromos, a de Marco Paulo e José Cid.


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