terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Big Brother Portugal 1 (2000)

por Paulo Neto

Uma vez que estamos chegados ao ano 2015 e que a passagem do milénio (já?) foi há quinze anos, este blogue já se poderá permitir a esticar ligeiramente a sua cobertura cronológica e abordar os primeiros dois ou três anos do século XXI. Apesar de todo o seu simbolismo, o ano de 2000 em Portugal decorria sem grande história, com apenas o futebol a gerar as notícias que causaram mais impacto na população: primeiro com o Sporting finalmente a quebrar o enguiço de 18 anos e vencer por fim o Campeonato, depois com a participação de Portugal no Euro 2000, realizado na Bélgica e na Holanda, com a mão na bola de Abel Xavier e consequente penalty de Zidane a terminar abruptamente o que até então tinha sido uma brilhante campanha da Selecção Nacional. Mas tudo mudaria a partir do dia 3 de Setembro.



Quando George Orwell escreveu a sua obra "1984" na qual previa nesse ano que o mundo tomaria a forma de uma sociedade distópica onde o cidadão comum era constantemente vigiado e controlado por uma entidade denominada o "Big Brother", decerto não imaginaria que de certo modo a sua visão só se adiantou em quinze anos. Pois em 1999, estreava na Holanda a edição original do reality show Big Brother, produzido pela produtora Endemol. Inspirado, entre outras influências, por "1984" e o programa da MTV "The Real World", o programa pegava numa dúzia de desconhecidos previamente escolhidos para viver em reclusão dentro de uma casa cheia de câmaras que os vigiavam ao longo das vinte e quatro horas do dia e que lutavam entre si para ficarem na casa, à medida que os concorrentes iam sendo expulso à vez via votação do público. Bart 'ter In Spring foi o primeiro vencedor da primeiríssima edição do Big Brother (e também foi parte envolvida na primeira cena de sexo numa edição do programa, juntamente com outra concorrente). Dado o sucesso do programa nos Países Baixos, a sua importação não se fez esperar, estreando no ano seguinte em países como Espanha, Alemanha, Suécia, Reino Unido, Bélgica e Estados Unidos. Em todos esses países (menos nos EUA, ultrapassado pelo sucesso do primeiro "Survivor"), o sucesso repetiu-se, dada a premissa de despertar o voyeur em cada telespectador, além da capacidade deste se identificar naqueles desconhecidos que de repente se tornavam presenças habituais da televisão.
Como tal, era apenas uma questão de tempo até o programa chegar a Portugal, e até mesmo o seu processo foi bastante badalado. Como a SIC era o cliente mais assíduo dos produtos da Endemol, foi à estação de Carnaxide que a produtora propôs o programa, tendo sido rejeitado por Emídio Rangel. Seria José Eduardo Moniz, então director da TVI, a aproveitar a oportunidade e a comprar o "Big Brother" para Portugal, num gesto que viria a ser considerado o princípio da liderança televisiva da TVI e o fim do até então fulgurante domínio da SIC, que se concretizaria definitivamente em 2003 e que perdura até hoje.

O primeiro Big Brother português estreou a 3 de Setembro de 2000, com apresentação de Teresa Guilherme e Pedro Miguel Ramos. Doze concorrentes foram escolhidos entre milhares de candidaturas para coabitarem numa casa na Venda do Pinheiro durante um período máximo de 120 dias, com o vencedor a ser determinado no último dia do ano. Eram eles: Célia, 18 anos, estudante de Vila Nova de Gaia; Marco, 24 anos, vendedor de produtos químicos e kickboxer, do Carregado; Maria João, 20 anos, estudante, de Ermesinde; Mário, 19 anos, estudante e  modelo, de São Mamede de Infesta; Marta, 23 anos, barmaid, de Loures; Ricardo A., 24 anos, músico e informático, de Oeiras; Ricardo V., 30 anos, escritor e surfista, da Parede; Maria da Conceição a.k.a. Riquita, 29 anos, professora, de Guimarães; Sónia, 24 anos, estudante, de Aveiro; Susana, 26 anos, desempregada, de Paredes; Telmo, 23 anos, serralheiro e ex-paraquedista, de Leiria; e Zé Maria, 27 anos, trolha, de Barrancos.



Além de vários blocos de informação ao longo do dia, o programa consistia de um resumo dos acontecimentos da casa no dia anterior exibido diariamente em horário nobre e as galas às terças-feiras, apresentadas por Teresa Guilherme, que alternavam entre as nomeações e as expulsões dos concorrentes. Todas as semanas, os concorrentes também tinham de cumprir uma tarefa semanal e consoante o êxito ou fracasso desta, eles viam o seu orçamento para as compras semanais aumentar ou diminuir.

Não se poderá dizer que o "Big Brother" tenha sido um sucesso instantâneo, o cepticismo era notório por parte do público e a crítica da especialidade expressou prontamente em coro o seu desagrado pelo programa. Mas gradualmente, o interesse e a audiência foram aumentando e quando deu por si, Portugal inteiro parava todos os dias depois do Jornal das Oito da TVI (que aliás passara a incluir amiúde algumas ocorrências do programa no seu bloco de notícias) para saber dos últimos acontecimentos na casa e todas as acções e declarações dos concorrentes eram analisadas e debatidas à exaustão nos lares, nas escolas, nos cafés e na internet.







O momento mais marcante ocorreu ao 34.º dia, com a agressão de Marco a Sónia na sequência de uma discussão entre os dois durante um ensaio para a tarefa dessa semana, representar uma cena dramatizada de "A Relíquia" de Eça de Queiroz. A expulsão de Marco do programa devido a esse incidente acabaria por ter mais destaque nesse dia no Jornal da TVI e em alguma imprensa escrita do que o anúncio da recandidatura de Jorge Sampaio à Presidência da República.

 
 
 



Sem desprimor para os quatro primeiros concorrentes eliminados - Riquita (expulsa pelo público logo ao terceiro dia, provavelmente por ser a única que era casada e mãe), os dois Ricardos e Maria João - bem para os dois que entraram na casa em substituição de Marco - Paulo, 31 anos, electricista e funcionário no Casino de Monte Gordo e Carla, 29 anos, cabeleirerira e ex-stripper - mas a primeira edição portuguesa do "Big Brother" e o sucesso desta, foi feito essencialmente das personalidades e desventuras de um núcleo duro de oito concorrentes.



- Ainda que no primeiro dia tenha protagonizado um momento de súbito acanhamento que a levou a mudar de roupa na casa-de-banho, Sónia revelar-se-ia uma concorrente bem desinibida, afirmando que falar de sexo era como comer um iogurte e revelando sem rodeios que já tivera experiências sexuais com mulheres. Sónia viria a participar no primeiro Big Brother Famosos, mas desde então tem estado longe dos olhares dos media.
- Apesar de ser o rapaz mais passível de agradar ao público feminino, Mário acabou por ser como que o vilão do programa, pela sua tendência em semear intrigas entre os concorrentes. Também foi criticado por ser demasiado preguiçoso e ser raramente visto a fazer as tarefas da lida de casa. Mário voltaria anos mais tarde a ser notícia pelos piores motivos, ao ser detido devido ao seu alegado envolvimento em negócios ilícitos.



- Telmo e Célia acabariam por formar um dos casais da casa. Apesar de não serem concorrentes muito apreciados pelo público, ela pela sua imaturidade, ele pelas, digamos, particularidades do seu discurso e vocabulário, o certo é que protagonizaram momentos divertidos entre discussões e reconciliações e os dois figuravam entre os quatro últimos concorrentes, tendo Célia mesmo resistido até ao último dia e ganho o prémio de terceira classificada. 
Ficou na história o episódio em que após uma sessão marmelada onde aparentemente teria havido sexo, Telmo perguntou: "Gostastes?" ao que ela responde "Gostei", e a reacção de Célia quando confrontada com Teresa Guilherme sobre isso, exclamando a viva voz: "Mãe, não aconteceu nada, o forte está guardado!". Contra as expectativas, Célia e Telmo continuam casados até hoje e têm um filho. Telmo ganhou uma edição do programa "Primeira Companhia" e figurou na lista do PS do distrito de Leiria para as eleições legislativas de 2011.



- Mas o principal casal foi aquele formado por Marco e Marta, que chegaram ao ponto de serem o primeiro casal a assumidamente ter sexo num programa de televisão em Portugal. Marco foi sempre um concorrente controverso, que desde o início se impôs como o líder da casa e que alternava entre momentos de extrema agressividade, que culminaram no momento que lhe valeu a sua expulsão, e diversos momentos cómicos. Marta era vista como a concorrente com mais maturidade e era sempre ela que chamava os outros concorrentes à razão nos momentos mais tensos. Contra todas as expectativas, Marco soube contornar os efeitos de um gesto sempre condenável e que podia ter suscitado o ódio de Portugal inteiro, expiando a sua culpa tanto diante de Manuela Moura Guedes no Jornal das Oito como de Teresa Guilherme na gala seguinte à sua expulsão e multiplicando-se em diversas declarações de amor a Marta, inclusive a gravação de um single. Marco e Marta continuariam a sua relação, com o respectivo noivado e casamento transmitidos em directo e tiveram um filho, mas a união terminou em 2005. Além de algumas esporádicas aparições na televisão, como quando ele se auto-parodiou em programas como "Gato Fedorento" e "O Último A Sair", Marco também foi notícia por treinar soldados chineses em Israel seguindo os duríssimos parâmetros do exército israelita. Marta Cardoso formou-se em jornalismo e desde 2009 que tem colaborado em vários programas da TVI, como reportagens para "A Casa dos Segredos" e a condução dos programas das extracções dos números do Euromilhões.



- A loura Susana, que se definiu certa vez como "o Sol da Casa" e cujos colegas lhe tratavam por "cabeça amarela" foi uma das concorrentes mais populares. Após algumas dificuldades iniciais de se integrar a casa, Susana acabou por se afirmar quer pelas suas variações de humor, quer pelas interacções com aquele que parecia ser o único candidato à vitória. Houve uma certa altura, já na recta final, em que a vitória de Susana chegou a ser provável mas ela acabaria no segundo lugar. Foi ela que ficou com Big, a cadela que se tornou a nova residente da casa a meio do programa. Desiludida com a fama inesperada, há muito que Susana se remeteu de novo anonimato.
- O vencedor da edição foi Zé Maria, que desde cedo foi visto como o grande candidato. O esquálido alentejano que por diversos motivos, como ser o único proveniente de um meio rural e por encarar o desafio com um inocência quase infantil, foi semi-ostracizado ao princípio, parecendo dar-se melhor com as galinhas residentes no quintal da casa do que com os outros concorrentes. Mas gradualmente ele foi-se integrando no grupo e cativando os telespectadores, que viram nele o underdog ideal para a narrativa do programa, pois até mesmo as suas tiradas menos felizes eram divertidas. Zé Maria também foi aquele que conseguiu criar mais empatia com Teresa Guilherme durante as conversas no confessionário às terças-feiras. Eram habituais as suas queixas de falta de audição ("Ai, não estou a ouvir Teresa!"). A consagração de Zé Maria no réveillon 2000/2001 foi apoteótica assim como o seu regresso a Barrancos, mas como foi amplamente documentado, a fama súbita acabou por lhe causar diversos problemas, sobretudo de foro mental, pelo que já há alguns anos que ele vive resguardado das atenções mediáticas.     



Além disso, outra peça fundamental no sucesso do primeiro Big Brother nacional foi sem dúvida Teresa Guilherme. Se hoje a sua condução de "A Casa dos Segredos" parece dominada por diversos tiques, trocadilhos e pavios curtos, na altura TG soube ser o elo perfeito de ligação entre os concorrentes, os familiares destes e os telespectadores, aliando humor, sensatez e sensibilidade. Pelo confessionário, estabelecia relações com os concorrentes, provocando-lhes o riso diante dos seus episódios mais divertidos e puxando-lhe as orelhas por algumas atitudes menos correctas. Pedro Miguel Ramos também foi um co-apresentador irrepreensível, quer nas suas reportagens de exteriores, quer quando acompanhava os concorrentes no caminho ao estúdio após a sua expulsão. 
E já que falámos em familiares dos concorrentes, até estes também tiveram a sua dose de notoriedade, nomeadamente o irmão gémeo de Marco, o namorado de Susana (alcunhado de "Bolinha de Pelo"), a mãe de Célia, o pai e a irmã de Marta e a "Cegonha", a alegada amiga colorida de Zé Maria.



Quando o primeiro Big Brother terminou, parecia que Portugal estava viciado no programa como uma droga. Daí que a segunda edição tenha arrancado somente três semanas depois e entretanto, a TVI tenha fornecido a devida metadona com "Big Estrelas" que seguia os concorrentes nas suas várias actividades após a saída do programa. Enquanto isso, a SIC apercebeu-se que cometera um enorme erro em recusar o programa e contra-atacou, sem grande sucesso, com programas similares como "Acorrentados" e "O Bar da TV". 

Em Portugal, o "Big Brother" teve quatro edições com anónimos e três com famosos, mas sem dúvida que foi a primeira delas todas foi a que mais impacto causou e que mais nostalgia provoca ainda hoje. Primeiro, porque era todo um território inexplorado e depois, em todos as edições e outros reality shows que se seguiram, já se notava um perda de inocência por parte dos concorrentes, mais conscientes das câmaras e das consequências que poderiam obter com a sua participação. Depois, porque se hoje em dia na "Casa dos Segredos" os concorrentes parecem ser escolhidos pelo índice de músculos, tatuagens, silicone, acefalia e/ou apetência para a peixeirada, no "Big Brother" houve uma preocupação de escolher concorrentes semelhantes ao jovem português comum, pessoas que podiam ser nossos parentes, colegas, amigos e gente que encontraríamos casualmente na rua. E foi precisamente essa a revolução do Big Brother no panorama audiovisual português, a forma como quebrou a barreira mística entre o português comum e as pessoas ligadas ao mundo da televisão, que até aí pareciam envoltas numa aura de inacessibilidade. Mais do que nunca, os Zés Marias, as Susanas, os Telmos e as Martas desta vida podiam também ser estrelas no pequeno ecrã. E partir daí, a televisão em Portugal nunca mais foi a mesma.  

Imagens do primeiro bloco diário:



A chegada da cadela Big:



Best of na piscina:


Tema oficial do Big Brother 1: "Vive" Delfins



A vitória do Zé Maria e os últimos momentos:




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5 comentários:

  1. O célebre "Bico-Broche", como diz a Maria Malcriada, vendedeira de camarão da minha cidade, Alcácer do Sal.
    Um programa verdadeiramente emblemático da TVI, que iniciaria a avalanche dos "reality-shows" que se seguiu, e ainda acontece no mesmo canal, actualmente com "A Quinta".
    E raros são os "reality-shows" que conseguem cativar-me, pois para mim, um "reality-show" tem de ter concorrentes animados, célebres, e que consigam cativar os telespectadores pela positiva, e pela qualidade do mesmo.
    Até agora, os melhores, e mais bem-sucedidos "reality-shows" foram este, a "Casa dos Segredos No. 2", o "Big Brother VIP" e actualmente esta "Quinta", segundo a minha perspectiva, pois podem haver pessoas que odeiam este estilo de programa, e lá terão as suas razões.
    Escusado será dizer que, apesar do "lixo" televisivo que pode representar para quem espera mais da TV, os "reality-shows" são uma marca emblemática que caracteriza o prestígio actual da TVI, para o bem e para o mal.
    E ao fim e ao cabo, é interessante ver estes programas, só para ver certas celebridades que fazem certos figurões, e para ver como é que eles conseguem viver o seu dia-a-dia. E só lá vai quem quer, ninguém é obrigado, graças a Deus.
    Um verdadeiro programa histórico, que marcou a minha infância, pois lembro-me muito bem de ver este programa, aliás, foi a partir daí que comecei a cansar-me destes programas, pelo que hoje vejo alguns "reality-shows" quando nada está a dar noutros canais, para passar o tempo.
    É destes momentos, e doutros, que se faz a história da nossa TV.

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    1. Depois deste BB1 nunca mais consegui ver um com o mesmo gosto. E os bocados que vejo hoje em dia é só porque só temos uma TV cá em casa :D
      Espero que as audiências baixas da "A Quinta" representem um intervalo de reality shows...

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    2. És de Alcácer do Sal, Miguel? Para mim essa terra será sempre a terra do Marinho, o restaurante onde a minha família almoçava no regresso das férias do Algarve. Ainda existe esse restaurante?

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    3. Oh meu caro amigo Paulo, nem sabia que conhecia o Café do Marinho!
      Por acaso, moro mesmo ao lado de onde era o café, nas actuais Escadinhas das Douradas, as escadinhas que ficam ao lado da Rua Marquês de Pombal. Actualmente, chamam agora as escadinhas da Lena, que é a minha mãe. Para mim, a melhor do Mundo,
      O café existe, mas já com novo proprietário e com outro nome, pois o seu proprietário antigo, o Marinho, que a minha mãe frequentava regularmente, já faleceu. Existe ainda, à sua frente, a mercearia "Frescos", onde ficava o "Mini-Grula", onde está actualmente o filho do Marinho, o merceeiro Miguel, seu proprietário.
      É nessa mercearia que eu e a minha mãe nos abastecemos todos os dias, no que respeita ao essencial.
      Ainda existe a Farmácia Alcacerense, que fica ao lado do café, e a Barbearia do Pio Augusto, que fica ao lado da mercearia. Já não existe é o café da Fernanda, que ficava ao lado da Rua das Douradas, que deu lugar a um cabeleireiro, cuja proprietária tentou maltratar os cães da minha mãe, pois odeia-a não sei porquê.
      E já não existe o "Cine-Campino", pois o proprietário morreu, e o Freitas, que era o "barman", agora está no Café do Partido Comunista. O prédio agora é um dos atractivos negativos da cidade, pois está à venda e em estado de total degradação, o que considero vergonhoso, devido ao que representou este cinema na minha cidade.
      Estas são as notícias que tenho de Alcácer do Sal.

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    4. Por acaso, caro amigo CINE31, já tem havido temporários intervalos nos reality-shows. Talvez aconteça, e talvez regressem à TVI programas de variedades de grande qualidade, como "Dança com as Estrelas", ou outros mais, pois os domingos à noite, na minha opinião, foram feitos realmente para os programas de variedades, com entrevistas, música, humor e divertimento.
      Já desde os anos 70 que passou a haver esse costume, pois em 1973, a RTP/1 tinha um programa chamado "Domingo à Noite", apresentado por Glória de Matos e Henrique Mendes, que era precisamente desse género.
      Mal acabe a "Quinta", talvez comece um programa assim, pois tenho visto que os "reality-shows" tem perdido popularidade, e dez anos disto já devem bastar pra tal. Aguardemos.

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