quarta-feira, 17 de Setembro de 2014

Livros Escolares - 4ª Classe (Anos 80)


No final do artigo podem encontrar as ligações para os artigos anteriores sobre este tema dos livros escolares dos anos cromos, todos cortesia da Ana Trindade. Como bónus, a maioria dos manuais deste ano estão forrados com plástico transparente de padrões com linhas, lembram-se?

"Aos Quatro Ventos" - Leituras e Fichas de Trabalho

"A Minha Gramática" - Até agora foi este o único manual escolar que reconheci sem sombra de dúvida, lembro-me bem desta ilustração na capa:

"Novo Quadrado Mágico 4"

"Matemática Individualizada"

 Duas páginas interiores de "Matemática Individualizada" com as Fichas de Verificação:

"Borboleta Azul 4" - Meio Físico e Social

"Colecção Natureza" - Fichas de Avaliação Final

E novamente, uma Tabuada, muito bem ilustrada (pelo menos na capa):


Leia ou releia:

Mais cromos da Ana Trindade: "Enciclopédia de Cromos - Ana Trindade".

Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos". Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".

terça-feira, 16 de Setembro de 2014

Livros Escolares - 3ª Classe (Anos 80)


Caros leitores, hoje passámos para o terceiro ano de escolaridade, ou 3ª Classe, como se dizia no meu tempo. No fundo do post encontra as ligações para os artigos anteriores sobre o tema dos livros escolares. Novamente, os meus agradecimentos à Ana Trindade, por ter disponibilizado estes tesourinhos para todos recordarmos ou compararmos com os nossos manuais dos primeiros anos de escola, e da nossa formação.

"O Prazer e Ler"

"O Prazer e Ler - Fichas"

"Aprender Gramática"

"Novo Quadrado Mágico 3"

"João do Mar" - Fichas de Avaliação de Matemática

"Conhecer Portugal" - Meio Físico e Social

"O Que Eu Já Sei 3" - Fichas de Avaliação Global

"Tabuada" - Este não será específico da 3ª Classe, mas resolvi inclui-lo na lista, visto estar marcado como tal.


Leia ou releia:

Mais cromos da Ana Trindade: "Enciclopédia de Cromos - Ana Trindade".

Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos". Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".

segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

Clueless (1995)

por Paulo Neto

O recente sucesso do tema "Fancy", interpretado pela rapper australiana Iggy Azalea e pela britânica Charli XCX, certamente deveu-se em boa parte ao seu videoclip que reproduzia diversas cenas e estilos do filme "Clueless", confirmando o estatuto de culto desta comédia juvenil de 1995.




"Clueless" (prefiro não utilizar o título português "As Meninas de Beverly Hills") foi realizado por Amy Heckerling, que famosamente também dirigiu "Olha Quem Fala", e protagonizado pela loiríssima Alicia Silverstone, que tinha-se notabilizado nos anos anteriores como a estrela de três videoclips dos Aerosmith: "Cryin'", "Amazing" e "Crazy".


O filme é uma adaptação moderna mas relativamente fiel da obra "Emma" de Jane Austen. Cher Horowitz (Silverstone) é uma jovem que frequenta um liceu de Beverly Hills tão estiloso que faz o liceu da série "90210" parecer suburbano. Ao ter conseguido fazer um arranjinho entre dois professores que acabaram por se casar, Cher acredita que talento para casamenteira e empenha-se em arranjar o par ideal aos seus colegas. Orfã de mãe, que morreu durante uma cirurgia plástica, Cher é filha de um importante advogado (Dan Hedaya) e a sua melhor amiga é Dionne (Stacey Dash), igualmente popular e cheia de estilo que namora com Murray (Donald Faison). Ela tem também uma rival em Amber (Elisa Donovan), que tenta sempre ultrapassá-la (em vão) nos rankings de popularidade e estilo. 


Quando Tai (Brittany Murphy), uma nova rapariga chega à escola, Cher e Dionne acolhem-na sobre a sua alçada, dando-lhe uma makeover e iniciando-a nos códigos de popularidade da sua escola. Além disso, Cher tenta juntar Tai com Elton (Jeremy Sisto), apesar de ela parecer mais interessada no skater Travis (Breckin Meyer). Cher decide também investir num arranjinho para si própria quando conhece Christian (Justin Walker). Porém ambos os planos saem furados e após uma série de situações infelizes, Cher vê o seu mundo perfeito e super-fashion todo virado do avesso. O que a leva a repensar a sua vida e a inesperadas descobertas, como a de estar apaixonada por Josh (Paul Rudd), o seu ex-meio-irmão, com quem vive em constante e divertida picardia verbal.  
         

No todo "Clueless" é um filme que entretém bastante, sobretudo devido à competência do elenco e à visão sarcástica do universo glamouroso de Beverly Hills. Alicia Silverstone tem um desempenho bastante interessante, revelando subtilmente a subtil esperteza e profundidade de uma personagem aparentemente superficial, vaidosa e mimada e Paul Rudd é igualmente interessante como o outro pólo oposto da atracção. 

O contexto em que vi o filme foi algo invulgar pois foi para a cadeira de Cultura Norte-Americana, no 3.º ano do meu curso de Estudos Franceses e Ingleses. Para o primeiro semestre, tivemos que fazer um trabalho sobre o universo dos liceus americano, tendo como base cinco filmes de high school visionados nas aulas. Além de Clueless, os outros filmes foram "Carrie", "10 Coisas Que Odeio Em Ti", "Eleições" e "Nunca Fui Beijada". 

Em 1996, "Clueless" deu também origem a uma série de televisão que passou nos primórdios da SIC Radical, com Rachel Blanchard no papel de Cher e com Stacey Dash, Donald Faison e Elisa Donovan a recuperarem os seus respectivos papéis. Também foi editada uma série de livros com as personagens do filme e da série.   

Trailer:



Livros Escolares - 2ª Classe (Anos 80)


Enquanto escrevo estas linhas, no noticiário matinal fala-se da habitual confusão do inicio das aulas, entre declarações de sindicatos, Ministério da Educação, escolas, pais e alunos. E um assunto sempre abordado é o peso excessivo nas mochilas carregadas ás costas pelos alunos, sendo que a principal carga nessas mochilas são os livros escolares. No meu tempo, eu carregava muito a minha mochila, e - não sei porquê - até levava livros de disciplinas que não tinha nesse dia; queria andar sempre preparado. Agora percebo de onde vieram as minhas hérnias discais...
E continuando com os artigos sobre os livros ou manuais escolares dos anos 80 - com fotos cortesia de Ana Trindade - hoje passámos para a 2ª Classe, ou 2º Ano de Escolaridade:

 "Falar e Escrever"
 "Fichas de Avaliação Final"

"Comunicar 1 - Comunicação e Expressão Em Língua Portuguesa"

"Comunicar 1 - Comunicação e Expressão Em Língua Portuguesa" - Testes Formativos e Sumativos

"À Nossa Volta" - Meio Físico e Social"

"Passo a Passo" - Matemática

"O Mundo da Matemática 2"



Leia ou releia:

Mais cromos da Ana Trindade: "Enciclopédia de Cromos - Ana Trindade".

Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos". Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".

sábado, 13 de Setembro de 2014

Livros Escolares - 1ª Classe (Anos 80)

Agora as coisas começam a sério para os alunos que entram no Ensino Primário. A quantidade de desenhos e diversão lúdica é reduzida, e inicia-se o martelamento de conhecimentos. Apesar do colégio onde frequentei a Pré-Primária continuar os estudos, fiz os quatro anos de Primária numa escola pública perto de casa. O edificio em si é daquelas típicas Escolas Primárias do Estado Novo, quais clones que encontramos em tantas localidades. No outro lado da rua estava uma outra escola (industrial? comercial? algo assim), com a qual recordo uma vez de uma intensa guerra de pedras de calçada. Foi uma chuva de pedras épica, e recordo-a mais ou menos assim:

Mas, trocando as pedras por outros instrumentos educativos, vamos dar uma olhada nos manuais ou livros escolares da 1ª Classe ou 1º Ano de Escolaridade, mais uma vez, cortesia de Ana Trindade:


"Para a vida" - Actividades Iniciais - Ensino Primário/1º Ano de Escolaridade

"O Vapor" - Iniciação da Leitura e Escrita

"Novos Amigos" - Iniciação à Leitura e à Escrita - 1º Ano - 1ª Fase

"Papu 1" - Livro de Leitura para a Iniciação e Aprendizagem da Leitura e Escrita. Contém Fichas de Trabalho.
 "Toto Fichas" - Matemática, Actividades teórico-práticas de Recuperação e Verificação. Propedêutica, Iniciação matemática, Dominós, Jogos.

"Rectângulo Dourado 1" - 1º Ano - 1ª Fase

"Do número, do cálculo" - Iniciação à Matemática
Caros leitores, o 1º Ano está concluído. Agora queremos saber se tiveram estes manuais ou outros diferentes!


Os artigos com os manuais dos outros anos de escolaridade:

Mais cromos da Ana Trindade: "Enciclopédia de Cromos - Ana Trindade".

Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos". Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".

sexta-feira, 12 de Setembro de 2014

Jogos Sem Fronteiras (1965-1999)

por Paulo Neto



Já mencionei aqui que quando chegava o Verão, nenhum programa era mais aguardado por mim do que os Jogos Sem Fronteiras, que prometiam sempre um serão bem passado frente ao pequeno ecrã. Era só soar o hino da Eurovisão e a seguir este não menos mítico tema para eu ficar em pulgas:


O conceito do programa partiu de ninguém menos que o General Charles De Gaulle para celebrar a amizade entre os povos dos diversos países europeus e ajudar a sarar as feridas que ainda resistiam derivadas da Segunda Guerra Mundial. A primeira emissão teve lugar em 1965 e opunha apenas equipas francesas e alemãs. Com o tempo, mais países foram-se juntando ao programa como Itália, Holanda, Grã-Bretanha, Suíça, Bélgica, Jugoslávia e, em 1979, Portugal. Tradicionalmente, as diversas sessões tinham lugar em países diferentes e a primeira emissão portuguesa foi na Praça de Touros de Cascais, com apresentação de Eládio Clímaco e Fialho Gouveia e com Herman José no papel de padrinho da corrida. Foi também uma das primeiras transmissões da RTP a cores, mas só para estrangeiro ver pois a cor só chegaria aos ecrãs portugueses em 1980. Nesse ano, os Jogos passaram por Vilamoura e mal-grado o esforço para promover o sol do Algarve (3179 horas de sol por ano), disputaram-se debaixo de forte chuva.

Herman José na emissão na Praça de Touros de Cascais (1979)

  
A chuva frustrando a promessa de sol algarvio em Vilamoura (1980)


A partir de 1982, deu-se um interregno de seis anos. Mas em 1988, os Jogos Sem Fronteiras regressavam para um novo ciclo que durou até 1999, com a participação de Portugal em todos os anos menos no último. Como era demasiado novo, não tenho quaisquer memórias do primeiro ciclo dos JSF, que só vi através da RTP Memória, pelo que as minhas memórias do programa residem todas neste segundo ciclo. E embora o juiz-árbitro Guido Pancaldi ainda tenha presidido às regulações do programa em 1988, o juiz de quem me recordo era Denis Pettiaux, sempre com um ar formal mas afável, com o seu bigode e as suas palavras de partida antes de cada jogo: "Attention! Prêts?" seguidas do apito.



Além de Portugal, os primeiros países que participaram no retomar dos Jogos Sem Fronteiras foram Bélgica, Espanha, França e Itália. A cada semana, num país diferente, equipas oriundas de uma cidade de cada um dos cinco países (cada um representado por uma cor) disputavam a vitória ao longo de uma mão cheia de jogos, muitos deles envolvendo piscinas e rampas acidentadas. As equipas de cada país que ao longo das emissões tivessem obtido o melhor resultado nacional disputariam uma finalíssima. E logo nessa época de 1988, Portugal afirmou-se como uma das maiores potências vencendo três emissões e com a equipa da Madeira a ganhar a finalíssima.

Segue-se então uma lista semi-aleatória de mais coisas que a dissertar sobre o programa:

Classificação final de uma emissão em 1992

Países participantes entre 1988 e 1999


- Ao longo do segundo ciclo dos JSF, além dos cinco países já referidos, participaram a pequeníssima república de São Marino, a Jugoslávia pré-guerra, o País de Gales, a Checoslováquia (posteriormente a República Checa), a Suíça, a Hungria, a Eslovénia, a Grécia, Malta e Holanda, além de que na época 1992, os Jogos tornaram-se intercontinentais com a participação da Tunísia.
Para alegria nacional, era bastante frequente que Portugal ganhasse várias sessões e até finalíssimas, o que também apelava bastante aos telespectadores portugueses pois nós sempre ganhámos em tão poucas coisas, que qualquer vitória até nos JSF era um bálsamo para o ego nacional. Lembro-me que ao início, Itália e Bélgica eram usualmente os nossos adversários mais directos, e a partir de meados de 90, Hungria e República Checa foram também conquistando várias vitórias. No extremo oposto estavam Tunísia e Malta que raramente escapavam ao último lugar. Ao princípio, a Grécia também costumava ficar na cauda da tabela, mas com o passar do tempo também foi vencendo de vez em quando.      

Eládio Clímaco com Cristina Lebre (1994), Anabela Mota Ribeiro e Luís de Matos (1995) e Ana do Carmo (1997)

- Além de ser o Senhor Festival da Canção, Eládio Clímaco também era o Senhor Jogos Sem Fronteiras, sendo o apresentador mais regular ao longo das várias edições. Às vezes eu sentia-o quase como um familiar que me visitava a casa todas as semanas, para falar sobre "o espírito de amizade e fraternidade dos Jogos Sem Fronteiras" e exclamando com doses equilibradas de elegância e exaltação: "Força, Amadora!", "Força, Felgueiras!" e por aí fora. (E já agora, não sei como o nome Eládio se tornou mais popular em Portugal, mas acho que um apresentador tão singular como Eládio Clímaco requeria um nome igualmente singular.) Mas além dele, também exerceram funções de apresentadores ao longo do segundo ciclo dos JSF: Fialho Gouveia, Ivone Ferreira, Ana do Carmo (que pelos mesmos motivos de Eládio, também adquiriu o estatuto de nossa quase-parente), Cristina Lebre, Ana Zanatti, Anabela Mota Ribeiro, Luís de Matos e Maria João Silveira (que tinha uma propensão para dizer várias vezes a palavra "extremamente").


Os apresentadores italianos Ettore Andenna e Maria Teresa Ruta (1993)

Dorottya Geszler (apresentadora da Hungria entre 1993 e 1995)

- E claro, também ao facto de os encontrarmos todos os Verões, também ficávamos devidamente familiarizados com alguns apresentadores estrangeiros como o italiano Ettore Andena, a grega Daphne Bokota, os galeses Iestyn Garlick e Nia Chiswell, a checa Marcela Augustová e as beldades Silvia Batazza de São Marino e Dorottya Geszler da Hungria.

Tomar, Convento de Cristo (1989)

- Tanto no primeiro ciclo como nas duas primeiras edições do segundo, Portugal era representado pelo cor-de-laranja, mas a partir de 1990 e até ao final do seu historial de participações, a nossa cor passou a ser o verde. Ao longo das várias temporadas, Portugal esteve representado de Norte ao Sul, incluindo as Regiões Autónomas e durante aquelas horas, eu tal como todos os portugueses, torcíamos pela cidade que competia como se fosse a nossa, fosse Lisboa, Porto, Amadora, Figueira da Foz, Moura, Olhão, Águeda, Peniche ou Mateus/Vila Real. Com tantas cidades portuguesas que passaram pelos JSF, tive sempre muita pena que nunca tenha lá estado a minha (Torres Novas). O mais perto foi Tomar, onde em 1989 até foi a sede das duas emissões portuguesas no Convento de Cristo.
- Pelo menos dois concorrentes portugueses dos Jogos Sem Fronteiras tornaram-se posteriormente mais conhecidos por outras andanças televisivas: Nuno Graciano, que fez parte da equipa de Lisboa em 1992, sede das emissões portuguesas nesse ano, e Verónica Moreira, concorrente do Big Brother 2, que integrou a equipa de Paços de Ferreira em 1994 numa emissão em Itália. 

Eládio com a apresentadora da televisão de Macau (1990)

- Em 1990 e 1994, houve duas emissões especiais de Natal: a primeira em Macau, na única vez em que os JSF se realizaram noutro continente e segunda em Cardiff, onde cada equipa continha uma "celebridade" do país (no caso de Portugal foi a fadista/apresentadora Diamantina Rodrigues, que na altura era conhecida apenas como Tina e que tinha lançado um disco de cariz mais popular) e onde as provas não tinham qualquer pontuação.
- Ao longo dos anos, os regulamentos dos Jogos Sem Fronteiras passaram por várias dinâmicas para criar mais emoção às provas e aos telespectadores: jogos onde um país não participava mas apostava em outro obtendo assim os mesmos pontos do país apostado; o Joker em que cada país apostava no jogo que julgava ser o seu mais forte para duplicar a pontuação; ou jogos em que concorrentes de diferentes países tinham que colaborar em equipa sem saber para qual país é que iria beneficiar do seu desempenho. Também era costume haver jogos onde os apresentadores participavam geralmente em funções não demasiado físicas, como por exemplo guiar concorrentes de olhos vendados. 
- Recordo também os jogos finais entre em 1988 e 1990 que tinham sempre uma premissa comum fosse onde fosse a emissão: em 1988, os concorrentes tinham de ser os primeiros a chegar para agarrar o sinal aritmético (somar, subtrair, multiplicar, dividir) que mais conviesse para as contas entre números aleatoriamente sorteados; em 1989 e 1990 os concorrentes atravessavam obstáculos enquanto uma música soava e tinham que adivinhar o título, o intérprete, o compositor ou o filme dessa música. Como se pode observar sobre neste excerto de 1990. 



Concorrentes portugueses durante um jogo em Budapeste (1997)

- A partir de 1996, todas as emissões passaram a ser na mesma cidade: Turim em 1996, Budapeste em 1997 (finalíssima em Lisboa), Trentino em 1998 e Castello Aragonese em 1999.

Desde 2004 que se ouve falar ocasionalmente de hipotéticas pretensão da Eurovisão em restabelecer os Jogos Sem Fronteiras, mas para além de todas as questões financeiras, a verdade é que o mundo já mudou bastante desde então e possivelmente um conceito dos Jogos Sem Fronteiras, nesta era da internet e de novas formas de comunicação, já parece um algo demodé. Talvez seja então preferível deixar os JSF no lugar de honra de memórias televisivas estivais de vários telespectadores europeus ao longo das últimas décadas do século XX. 

Para quem souber francês, recomendo vivamente este site repleto de informação detalhada sobre os Jogos Sem Fronteiras. Também existe um site em inglês, mas não tão completo.

Compilação de Eládio Clímaco nos JSF:


Compilação de todos os genéricos:



Emissão de 1992 na Checoslováquia com a equipa de Moura:


Excerto da emissão de 1993 em Coimbra:


Para terminar, convém ainda mencionar que os Jogos Sem Fronteiras inspiraram um dos primeiros grandes sucessos de Peter Gabriel a solo, "Games Without Frontiers" de 1980, cujo título é a tradução literal do título do programa (embora o título com que este era transmitido no Reino Unido era "It's A Knockout"). O tema inclui uma participação especial de Kate Bush a cantar "jeux sans frontières", o título francês.



    

    


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...