terça-feira, 28 de julho de 2015

Os Flintstones (1994)

por Paulo Neto

No Verão de 1994, um dos filmes mais aguardados da temporada foi a adaptação para filme da mítica série animada "Os Flintstones" que há mais de trinta anos divertia várias gerações. A ideia da criação de carne, osso e pedra a todo o universo pré-histórico de Bedrock e às suas inesquecíveis personagens suscitou curiosidade junto do público e quando finalmente o filme estreou, miúdos e graúdos acorreram para ver. Foi o que aconteceu no meu caso em que a ida ao cinema para ver "Os Flintstones" foi toda uma experiência familiar: fomos eu, a minha mãe, duas tias e dois primos. Para o meu irmão e os meus primos, então entre os cinco e os seis anos, foi a primeira ida ao cinema a sério. 



O filme foi dirigido por Brian Levant e tinha John Goodman no papel de Fred, Elizabeth Perkins como Wilma, Rick Moranis como Barney e Rosie O'Donnell. Ao contrário da série, a Pebbles (Elaine e Melanie Silver) já era mais crescidinha e o Bam-Bam (Hlynur e Marinó Sigurdsson) é um rapaz selvagem criado por mastodontes que é adoptado pelos Rubbles no início do filme. 



Na história do filme, Fred Flintstone vê-se a subir na vida ao ser promovido na pedreira onde trabalha. Mal sabe ele que é tudo uma maquinação do maquiavélico Cliff Vandercave (Kyle MacLachlan) e da sua bela cúmplice Sharon Stone (Halle Berry) que pretendem dar um desfalque na empresa, incriminando-o por isso. Além disso, devido à promoção de Fred e despedimento de Barney, a amizade entre os Flintstones e os Rubbles fica seriamente ameaçada. Mas claro que no fim, tudo acaba em bem.




O filme foi também o último trabalho cinematográfico de Elizabeth Taylor, no papel de Pearl Slaghoople, a antipática sogra de Fred e contou com cameos de nomes como Michael Richards, Jean Vander Pyl (a voz original de Wilma), Jay Leno, Sam Raimi, Chris Rock e os criadores da série William Hanna e Joe Barbera. Os B-52's (para a ocasião renomeados BC-52) também actuaram no filme além de terem interpretado uma versão do conhecido tema da série.

A promoção do filme foi rodeada de várias manobras de marketing. Por exemplo em Portugal, os espectadores foram convidados a irem vestidos de forma pré-histórica para a estreia do filme em Lisboa e a TVI promoveu um concurso telefónico (com o famoso indicativo 0670) em que o prémio principal era uma réplica do Flintmobil usado no filme.




A adaptação cinematográfica de "Os Flintstones" foi um sucesso de bilheteira, mas o certo é que o filme valia essencialmente por toda a espectacular recriação do universo animado original (que até chegou ao ponto de reproduzir o genérico inicial e final) e pelo desempenho de John Goodman como Fred, já que foi arrasado pela crítica pela história que lidava com temas pouco familiares a crianças como branqueamento de dinheiro e intrigas empresariais e por algumas interpretações, sobretudo a de Rosie O'Donnell para o papel de Betty. Aliás O'Donnell ganharia o Razzie de Pior Atriz Secundária, tendo também sido atribuído ao filme o prémio de Pior Argumento que foi creditado às 34 (!) pessoas que estiveram envolvidas em todas as versões do guião.

Em 2000, foi lançada a prequela "Os Flintstones: Viva Rock Vegas", mas não repetiu o sucesso do filme antecessor.  

Trailer:


BC-52 "Meet The Flintstones"

 
  
  

sábado, 25 de julho de 2015

Lena D'Água "Dou-te Um Doce" (1986)

por Paulo Neto

Já falei aqui anteriormente de Lena D'Água, a propósito do seu single de 1981 "Vígaro Cá, Vígaro Lá" que fazia parte da colecção de discos dos meus pais. Hoje como estamos em plena época estival, proponho recuar até ao Verão de 1986, onde uma das canções que fizeram a banda sonora desse período foi "Dou-Te Um Doce" de Lena D'Água, que ainda hoje permanece como um dos maiores êxitos da cantora (creio que apenas "Sempre Que O Amor Me Quiser" será tão celebrado) bem como uma das mais perfeitas canções veraneantes feitas em Portugal.



O tema fazia parte do álbum de 1986 "Terra Prometida", o primeiro longa-duração de Lena D'Água como artista a solo de facto após um álbum com os Salada de Frutas e dois com a banda Atlântida. O álbum foi produzido pelo renomeado produtor inglês Robin Geoffrey Campbell (que trabalhou com os Queen, Elton John, Chris De Burgh, Carly Simon e Leonard Cohen, entre outros) e Luís Pedro Fonseca. O álbum abria com "Tudo Bem", um dos meus temas preferidos de sempre de Lena D'Água e incluía "Estou Contigo" e o lúgubre "Beco", cujo videoclip a preto e branco foi utilizado na RTP para uma campanha anti-droga.



Mas sem dúvida que o grande sucesso de "Terra Prometida" foi a faixa que iniciava o Lado B, "Dou-Te Um Doce". Com a voz de Lena a soar etérea sobre os ritmos tropicais e a letra a fazer sonhar com praia e romance, o tema parecia ser feito para ouvir na praia ou no refúgio de uma sombra. E logo Portugal trauteava:

Do côco faço uma batida
Da areia faço a minha cama
Gosto de me dar à vida
Sempre que o Sol me chama

Adoro estar ao pé do mar
Quando te tenho ao meu lado
Dou-te um doce
Em troca de um beijo salgado
(Na na na na na na...)
Dou-te um doce
Em troca de um beijo salgado
(Na na na na na na...)

Vou na onda que me enrola
Como um manto de água fresca
Ouço ao longe uma viola
Bebo o dia que me resta

Fica mais quente o Verão
Quando te tenho ao meu lado
Dou-te um doce
Em troca de um beijo salgado
(Na na na na na na...)
Dou-te um doce
Em troca de um beijo salgado
(Na na na na na na...)


Para a história ficou também o videoclip filmado nas Azenhas Do Mar, com Lena D'Água a cantar à volta de uma piscina, com os músicos da banda a rondá-la, vestidos como não podia deixar de ser com camisas havaianas e chapéus de palha. Havia ainda a aparição do irmão de Lena, Rui Águas, um dos futebolistas nacionais mais populares dos anos 80 que obviamente surgia dando toques numa bola. O videoclip também fez história ao ser o primeiro de um artista nacional a ser exibido no programa "Countdown" da Europa TV.

Actuação no programa "Deixem Passar A Música"



Actuação no "Não Se Esqueça Da Escova De Dentes":




Versão gravada com os Rock & Roll Station (2013):


Recomendo também a audição desta emissão da série de podcast "Brandos Costumes" onde Lena D'Água conversa sobre a sua carreira e como é a sua vida hoje em dia, vivendo numa aldeia perto do Bombarral.    


    

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Joi Laranja (1981)


Nesta publicidade ao Joi Laranja (Schweppes) uma interrogação me vem à mente: O puto a beber o copinho de sumo Joi é o jovem Marco Paulo, ou, o Tom Sawyer (que já tinha visto várias adaptações antes do famoso anime de 1980, que só chegou a Portugal anos depois) acompanhado da pequena Becky num stand de sumos de fruta? Ou então a agência publicitária quis fazer recordar os bons velhos tempos que se usavam suspensórios e chapéus de palha.

Publicidade retirada da revista Pato Donald Nº 2, de 1981. 


Uploader original desconhecido. Imagem Editada e Recuperada por Enciclopédia de Cromos.

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quarta-feira, 22 de julho de 2015

Régua com Calculadora Nestlé (1988)





Não há nada que um aluno de Matemática preguiçoso adore mais (excepto talvez quando o professor faltava) do que uma calculadora. E se calculadora estivesse embutida numa régua seria a primeira calculadora que dava para brincar aos Mosqueteiros nos corredores da escola. Como diz a publicidade a esta promoção do Cereais Nestlé: "Agora a Matemática vai ser um gozo!", e não perdem a oportunidade de fazer o trocadilho: "vais ser um "barra" em Matemática".

As embalagens dos Cereais Nestlé da época: os tradicionais Corn Flakes, Crépitas, Estrelitas (com uma prima da Abelha Maia) e o Chocapic. Descobri hoje que existe um alegado "Movimento pelo Regresso dos Cereais Crépitas". Podia jurar que isto ainda andava pelas lojas. Mas, cá em casa nunca fomos grandes consumidores de cereais de pequeno-almoço.

Uma olhada de mais perto à régua com calculadora:



Publicidade retirada da revista Pato Donald Nº 184, de 1988. 


Uploader original desconhecido. Imagem Editada e Recuperada por Enciclopédia de Cromos.

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terça-feira, 21 de julho de 2015

Top 15 Genéricos de Desenhos Animados - Parte 2


Como prometido cá está o segundo TOP dos melhores genéricos de desenhos animados, os melhores segundo a minha opinião é claro! Por coincidência - ou não, porque são os que conheço melhor - estas listas quase que podiam ser a minha lista de séries animadas favoritas. Mas vou tentar ser imparcial e escolher as aberturas mais interessantes, há séries boas com genéricos maus, que também estou a agrupar num futuro TOP.

(Nos títulos das séries, acima dos vídeos, um link para o respectivo cromo na Enciclopédia de Cromos).

Top 15 Genéricos de Desenhos Animados - Parte 2


As Misteriosas Cidades de Ouro
No topo das minhas séries favoritas sempre estarão as "Les Mystérieuses Cités D'Or", que tinha este fabuloso genérico, iniciado por uma narração:



Ana dos Cabelos Ruivos
Eu não fazia parte do publico alvo, mas gostava bastante deste genérico onírico.


Duck Tales
Aventuras, tesouros, foguetes! O que não havia para amar nesta introdução?


Tom Sawyer
Os genéricos japoneses optam muito por animações exclusivas para os genéricos em vez de fazer uma colagem de cenas dos episódios, e criam pequenas animações épicas como esta:


X-Men
Para quem- como eu -  estava no inicio dos 90s mergulhado na Banda Desenhada de super-heróis, ver os X-Men trazidos à vida - em animação - era magnifico, ainda para mais com esta excitante sequência para abrir o apetite para os episódios:


Bionic Six
O Fantástico Quarteto Sexteto Biónico, com uma bonita canção sobre família, ilustrado a gigantescas explosões.



The Real Ghostbusters
Os Caça-Fantasmas saltaram do cinema para o pequeno ecrã e trouxeram com eles a música de êxito! "Who you gonna call?" Estes Caça Fantasmas, não os da Filmation, que não eram tão fixes.

Denver, O Último Dinossauro
Quem diria que os dinossauros eram tão bons com guitarras eléctricas?


The New Adventures of Zorro
Adorava a música que acompanha a abertura da série da Filmation.


Conan The Adventurer
Para compensar a falta de sangue, tripas e sexo,a versão "amiga das crianças" de Conan tinha uma abertura épica.


Dartacão e os Três Moscãoteiros
O genérico por si é apenas um mix de cenas da série, mas tem uma canção mítica da nossa infância:


Teddy Ruxpin
O aspecto "ursinho fofinho" era compensado pela promessa de aventuras, tesouros e um BARCO VOADOR!


Zorro
Sempre achei piada como a intro tratava coisas banais como o Zorro trocar de roupa e colocar a máscara quase como as transformações da Sailor Moon ou Power Rangers.


Willy Fog: A Volta ao Mundo de Willy Fog
Por cá os mais velhos foram brindados com a versão cantada em espanhol:

Era uma vez ... a vida
Mais um dos belos genéricos em francês que consumimos nos anos cromos, aqui na voz da piquena Sandra Kim.



A Parte 3 brevemente!

Recorde o primeiro: "Top 15 Genéricos de Desenhos Animados - Parte 1"


Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".






M.A.S.K. (1985-1986)

por Paulo Neto

Por acaso, ao contrário do David, nunca me deu para fazer uma lista dos meus genéricos de séries de desenhos animados preferidos, mas se o fizesse, o da série "M.A.S.K." provavelmente faria parte da lista.




Bebendo inspiração tanto aos "Transformers" como a "G.I. Joe", a série narrava as aventuras de uma organização de combate ao crime, a M.A.S.K. (Mobile Armored Strike Kommander) munida de veículos tecnologicamente avançados e de máscaras com super poderes usadas pelos seus membros.
A organização foi fundada pelo milionário filantropo Matt Trakker, o seu irmão Andy e o amigo de ambos Miles Mayhem, que se revelou um amigo da onça, atraiçoando os sócios, assassinando Andy e roubando metade dos veículos e das máscaras da organização para fundar a sua própria organização, a V.E.N.O.M. (Vicious Evil Network Of Mayhem). Ao contrário do que é hábito nas organizações vilãs em séries de desenhos animados, a V.E.N.O.M. não tinha planos para dominar o mundo, preferindo dedicar-se a actividades ilegais e mercenárias ou a sabotar os planos da M.A.S.K.



Além de Matt "Hunter" Trakker, a M.A.S.K. é composta por Bruce Sato ("Magic", génio da electrónica de ascendência japonesa), Alex Sector ("Megabyte", veterinário perito em zoologia e informática), Dusty Hayes ("Powderkeg", especialista em munições, duplo de cinema e mestre em fazer pizzas), Gloria Baker (lutadora de kung-fu e campeã de corridas automóveis), Brad Turner ("Chopper", alpinista, piloto de helicópteros e guitarrista rock), Hondo McLean ("Striker" especialista em armamento e professor de história), Calhoun Burns ("Clutch", mecânico e mestre do disfarce), Calhoun Burns (arquitecto e especialista em demolições), Jacques Lefleur ("Traiblazer", lenhador do Quebec, especialista em artes marciais e desastre naturais), Julio Lopez ("Doc" médico e mestre em criptografia), Ace Rider ("Falcon", antigo piloto de testes da NASA), Boris Bushkin ("Czar", que deixa a V.E.N.O.M. para se juntar à M.A.S.K.) Nevada Rushmore ("Chief", índio amigo de infância de Matt Trekker) e Ali Bombay ("Lightning" oriundo da Índia). Um dos segmentos recorrentes em cada episódio é quando os membros da M.A.S.K. designados por Trakker para a missão recebiam o sinal de convocatória, eles deixavam imediatamente aquilo que estavam a fazer na sua vida normal para partirem imediatamente, muitas vezes com resultados cómicos. O principal alívio cómico da série estava a cargo de Scott Trekker, o filho adoptivo de Trakker, também ele um génio da mecânica e o seu robot medroso T-Bob, que se transformava numa mota.  

Do lado dos malvados V.E.N.O.M. temos, além do líder Miles "Wolf" Mayhem, a sub-líder Vanessa Warfield (especialista em espionagem), Sly Red ("Wrecker", especialista em armas), Cliff Dagger ("Blaster", perito em demolições), Bruno Sheppard ("Mad Dog", ex-raptor profissional), Nash Gorey ("Goon" que começa por ser um agente infiltrado no seio da M.A.S.K.), Lester "Lizard" Sludge, Floyd Malloy ("Birdman" perito em falsificações e combates de rua) e Maximus Mayhem, o irmão gémeo de Miles Mayhem. 

Uma co-produção franco-americana-canadiana, a série teve ao todo, houve um total de 75 episódios: uma série inicial de 65 episódios e uma segunda série de dez episódios onde a M.A.S.K. e a V.E.N.O.M. estão envolvidas num circuito de corridas automóveis. Na segunda série, explora-se também uma possível atracção mútua entre dois elementos de facções rivais: Brad Turner e Vanessa Warfield. As vozes originais da série estiveram a cargo de Doug Stone, Brendan McKane, Brennan Thicke, Graeme McKenna, Mark Halloran, Sharon Noble e Brian George. A série foi exibida pela primeira vez nos EUA entre 1985 e 1986.

Eu já conhecia a série anteriormente de um dos canais do período em que a minha família teve antena parabólica, mas a série estreou em Portugal em 1994 na SIC quando o Buéréré também passou a ser transmitido durante a semana, como se afirma neste spot publicitário com Ana Marques:


Além da série animada, também foi criada uma linha de brinquedos e uma colecção de livros de banda desenhada. 








  

sábado, 18 de julho de 2015

Tropicaliente (1994)

por Paulo Neto



As belíssimas praias do Ceará foram o cenário da telenovela "Tropicaliente" da autoria de Walther Negrão e estreada no Brasil e em Portugal em 1994. Se não estou em erro, foi a primeira telenovela a ser exibida na SIC à hora de almoço. A trama falava de várias histórias de amor cruzadas e das diferenças sociais.

Herson Capri (Ramiro) e Sílvia Pfeiffer (Letícia)
Herson Capri (Ramiro) e Regina Dourado (Serena)

No passado, Ramiro Soares (Herson Capri), uma humilde pescador, e Letícia Velasquez (Sílvia Pfeiffer), a filha de um rico industrial, viveram uma paixão avassaladora, ao ponto de ela ter deixado a sua vida de luxo para viver na cabana dele. Porém devido a um problema numa pescaria que leva Ramiro a ficar três meses no alto mar, Letícia pensa que ele a abandonou e decide voltar para os pais e estudar no estrangeiro, ao passo que Ramiro quando volta conclui que a história de ambos não passou de um capricho de uma menina rica e mimada.

Márcio Garcia (Cassiano), Herson Capri (Ramiro) e Stênio Garcia (Samuel)
Carla Marins (Dalila) e Márcio Garcia (Cassiano)

Anos mais tarde, Letícia regressa ao Brasil para herdar os negócios do seu pai Gaspar (Francisco Cuoco) que pretende gozar a reforma. Letícia enviuvou de um americano de quem teve dois filhos: a aguerrida Amanda (Paloma Duarte) e o perturbado Victor (Selton Mello) que culpabiliza a mãe pela morte do pai.
Já Ramiro, que entretanto se tornou líder de uma cooperativa de pescadores, tem um casamento feliz com Serena (Regina Dourado) com quem teve dois filhos: Cassiano (Márcio Garcia) e Açucena (Carolina Dieckman). Mas apesar disso, o reencontro com Letícia desperta as paixões do passado e Ramiro fica dividido entre o retomar de uma paixão antiga e a lealdade para com Serena. 

Carolina Dieckman (Açucena)
Paloma Duarte (Amanda) e Selton Mello (Victor)

Cassiano herdou a força e coragem do pai, mas ao contrário deste é machista e ciumento. A sua namorada desde infância é Dalila (Carla Marins), tão orgulhosa como ele, pelo que os dois passam a vida ora apaixonados nos braços um do outro ora às turras um com o outro e são felizes assim. Cassiano também é extremamente protector da irmã e não deixa que nenhum homem se aproxime dela. Porém a doce e ingénua Açucena aproxima-se de Victor que desenvolve uma obsessão por ela.
Dalila é filha do melhor amigo de Ramiro, Samuel (Stênio Garcia) e da sua esposa Ester (Ana Rosa) e irmã de Davi (Delano Avelar). Ao contrário da irmã, Davi renega as suas origens pretendendo subir na vida e casar com Olívia (Leila Lopes), filha de Bonfim (Ednei Giovenazzi), o braço-direito de Letícia e Gaspar nos seus negócios. 
Uma dupla divertida é aquela formada por Pessoa (Guga Coelho), irmão de Olívia mas que não liga nada aos predicados da família, e Adrenalina (Natália Lage) uma jovem errante muito enérgica. Os dois metem-se em várias aventuras com resultados cómicos.

Victor Fasano (François) e Cássio Gabus Mendes (Franchico)

No final da novela, entre muitos avanços e recuos, Ramiro decide ficar com Serena, a sua companheira de uma vida. Já Letícia acaba por dar uma oportunidade a François (Victor Fasano), um interesseiro que se aproxima dela com olho na fortuna, mas que acaba mesmo apaixonado por Letícia. O mesmo sucede ao seu cúmplice Franchico (Cássio Gabus Mendes), um trambiqueiro que vive de pequenos golpes, que acaba por mostrar ter bom fundo e conquistar Açucena, afastando-a da relação tóxica com Victor.

"Tropicaliente" também marcou a estreia em telenovelas das actrizes Daniela Escobar e Giovanna Antonelli, que interpretaram as irmãs Berenice e Benvinda, duas irmãs tão unidas que terminam as frases uma da outra. 

Com uma trama leve e despretensiosa, caras bonitas e magníficas paisagens, "Tropicaliente" foi uma telenovela perfeita para a hora de almoço. Além de Brasil e Portugal, foi exibida em diversos países, tendo tido particular êxito na Rússia.  

Genérico:


         
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