sábado, 25 de Outubro de 2014

Última Sessão: Ata-me! (1991)


Reclame de 1991 ao filme de 1989 do polémico Pedro Almodóvar: "Ata-me!". A película passou na rúbrica "Última Sessão", no Sábado á noite, a 19 de Outubro de 1991.
Nunca vi o filme, portanto vou limitar-me a mostrar este trailer televisivo:


Presente no reclame está porventura a cena mais reconhecida do filme (foto no topo), mesmo para quem não o viu: o mergulhador semelhante aos brinquedos cobiçados por muitos jovens da altura, em missão de... "exploração" numa banheira.
Creio que na casa de um familiar meu havia almofadas parecidas a esta da foto...

Video recuperado de uma videocassete VHS, gravada na RTP-1 no dia 18 de Outubro de 1991. 

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Transformers - Autocolantes Recortados Panrico (1989)


Estes cromos autocolantes recortados foram durante muito tempo os únicos Transformers oficiais que pude segurar nas mãos, visto que os brinquedos eram muito caros para o orçamento familiar. É certo que estes não se transformavam e podiam voar com uma rajada de vento repentina, mas as ilustrações da Geração 1 que os adornam são belissimas, e hoje em dia incrivelmente nostálgicas. Não tenho nenhuns sobreviventes dos tempos de infância, mas felizmente consegui adquirir há alguns meses um conjunto que gostava de partilhar convosco.
Podem clicar na foto para a aumentar:

Para os fãs regalarem os olhos, junto algumas imagens gentilmente cedidas pelo leitor David Lamy, um sortudo que é dono destas belezas:


Esta colecção saiu em terras de nuestro hermanos em 1986, como brinde do Bollycao [recordem mais autocolantes do Bollycao], com 27 cromos diferentes. Em Portugal terá chegado em 1989 - a fazer fé na data do copyright dos próprios cromos, o mesmo ano da estreia da série animada "Transformers Em Acção" entre nós - e apesar de essa guloseima da Panrico já existir em terras lusas, tenho a impressão - corrobada pelo David Lamy - de que estes Transformers eram vendidos com aqueles bolinhos rectangulares, os pastelitos semelhantes ao Cake Bar.

Blitzwing - Cromo português (1989)
Blitzwing - Cromo espanhol (1986)
Se a informação se confirmar, a versão portuguesa destes cromos era de dimensão menor: 62x42mm contra os 75x52mm da versão espanhola. No entanto, ambos eram ideias para forrar capas de cadernos, dossiers, frigorificos, etc!

Uma colecção paralela a esta, também da Panrico, foi chamada na Espanha de "Visioramas", e consistiam em autocolantes que podiam alternar a imagem  entre o modo robot e o modo veículo do Transformer. Creio que tive alguns, mas não tenho a certeza se os adquiri em Portugal ou em Espanha, onde estes autocolantes Panrico foram colocados à venda alguns anos antes. 

Foto: "Por El Poder de Grayskull"
O blog "Por El Poder de Grayskull" fala em mais detalhe sobre as duas colecções: " Los Visioramas de Bollycao ".

Um vídeo no Youtube exibe uma colecção desses visioramas:

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sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

O Príncipe de Bel-Air (1990-1996)

por Paulo Neto

No final dos anos 80, Will Smith começava a dar os seus passos rumo ao estrelato como parte da dupla rap Jazzy Jeff & The Fresh Prince, graças a hits como "Summertime" e "Parents Just Don't Understand". O seu carisma já se começava a notar ao ponto da cadeia televisiva NBC o abordar para protagonizar uma sitcom. O resultado foi "O Príncipe de Bel Air" que viria a ser uma das sitcoms que marcariam a década. A série teve seis temporadas entre 1990 e 1996, num total de 148 episódios. Em Portugal, estreou em 1992 no advento da SIC. 



Tal como Jerry Seinfeld em "Seinfeld", Will Smith interpretava uma versão ficcionada dele próprio em "O Príncipe de Bel Air". O genérico explicava a história: depois de se meter em algumas alhadas na sua Filadélfia natal, Will é mandado pela sua mãe para ir viver para Los Angeles com os seus tios, que habitam uma luxuosa mansão em Bel Air. 




O humor da série resultava naturalmente do factor "peixe fora de água" pois a exuberância, boa disposição e apetência para a confusão de Will contrastava fortemente com a etiqueta e o snobbismo da família Banks. O seu tio Phil (James Avery), um advogado bem sucedido, é aquele que costumava ficar mais de cabeça em água com as brincadeiras de Will. Conservador e rigoroso, Phil é casado com a desembaraçada Viv (Janet Hubert-Whitten nas três primeiras séries, Daphne Maxwell-Reid na outras três), uma das irmãs da mãe de Will. Os dois têm três filhos: a vaidosa Hilary (Karyn Parsons), o betinho Carlton (Alfonso Ribeiro) e a rebelde Ashley (Tatyana Ali). Também sempre presente na casa estava Geoffrey (Joseph Marcell), o mordomo inglês que apesar de dedicado aos Banks, tinha sempre um comentário mordaz na ponta da língua. Apesar de todas as peripécias e confusões, aos poucos os Banks acabam por acolher completamente Will como parte essencial da família e Will acaba por ter em Phil a figura paterna que sempre lhe faltou na vida. 


Outra personagem marcante é Jazz (Jazzy Jeff) um rapaz de Compton com quem Will trava amizade. Desastrado e sem tacto, Jazz tem o dom de irritar os Banks, sobretudo Phil e Hilary, por quem tem uma paixoneta, e em vários episódios, ele acabava por ser literalmente atirado para fora da mansão.
Entre as aparições especiais, contam-se Nia Long e Tyra Banks como dois interesses amorosos de Will, Chris Rock, Whoopi Goldberg, Evander Holyfield, Donald Trump, Oprah Winfrey, Pam Grier, BB King, Naomi Campbell, Richard Dean Anderson e Jay Leno.

O sucesso de "O Príncipe de Bel-Air" foi exibido um pouco por todo o mundo (foi uma das poucas séries americanas a serem exibidas no Paquistão). No Brasil, o título da série era "O Maluco no Pedaço". Na sequência do sucesso da série, Will Smith passou a ser uma estrela de topo tanto na música como sobretudo no cinema, graças a blockbusters como "Bad Boys", "Homens de Negro" e "O Dia da Independência". Foi também na série que ele conheceu a sua actual esposa. Jada Pinkett-Smith, quando esta fez uma audição para o papel que seria atribuído a Nia Long.

Genérico:


Excertos dos melhores momentos:










                

segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

Roberto Carlos "As Baleias" (1981)

por Paulo Neto

Apesar do Brasil ser um país enorme e repleto de grandes nomes musicais, existe um relativo consenso em se considerar Roberto Carlos como o rei da música brasileira. Pelo menos em termos de produtividade, bem que merece esse epíteto pois em mais cinquenta anos de carreira, Roberto Carlos editou mais de sessenta discos (41 deles de originais) e vendeu mais 120 milhões de álbuns em todo o mundo. Analisando a sua discografia é curioso notar que a grande maioria dos seus álbuns são homónimos ou seja são intitulados "Roberto Carlos", pelo que para se distinguirem uns dos outros são designados ou pelo ano de edição ou pelo primeiro single do disco. Por exemplo, o álbum "Roberto Carlos" de 1985 também é conhecido como "Verde e Amarelo", o grande hit desse disco.

Portugal é obviamente um dos países onde Roberto Carlos tem mantido um enorme sucesso e como tal, são muitos os lares portugueses que por entre a sua colecção de discos, sobretudo nos anos 70 e 80, incluíam um álbum de Roberto Carlos. A minha casa não era excepção e por entre os vinis cá de casa, existe um álbum "Roberto Carlos" de 1981, o qual eu bem me lembro de ouvir tocar em petiz no nosso velho gira-discos. 



Para já, é destacar o facto de Roberto Carlos aparecer vestido de preto na capa, quando é sobejamente conhecida a sua predilecção em se vestir de branco. Contudo, mesmo com todo o cabedal e ganga, parecia mais um padre motard do que um badboy, até porque sempre cultivou a imagem de bom rapaz.

De entre as dez faixas do disco, recordo-me de três delas: uma delas é "Cama e Mesa" que começa com Roberto Carlos a dizer "Eu quero ser sua canção, eu quero ser seu tom/ Me esfregar na sua boca, ser o seu batom" e depois "O sabonete que te alisa embaixo do chuveiro/A toalha que desliza pelo seu corpo inteiro". (Felizmente que ele não chega aos níveis do Príncipe Carlos que já afirmou desejar ser um peça ainda mais íntima da higiene feminina de Camilla Parker-Bowles...).
Outra faixa é um dos clássicos do repertório de Roberto Carlos, "Emoções" com o seu lendário verso inicial: "Quando eu estou aqui, eu vivo esse momento lindo..." E no fim de contas, que melhor verso para resumir o que é viver esta vida do que "Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi!"?

Porém a faixa mais mítica do álbum "Roberto Carlos - 1981" é sem dúvida "As Baleias". Numa altura em que as causas ecológicas e de protecção dos animais ainda não tinham a atenção devida, já Roberto Carlos denunciava as atrocidades da caça à baleia num refrão simplesmente demolidor (da autoria do seu eterno parceiro de composição Erasmo Carlos):

Seus netos vão lhe perguntar em poucos anos
Pelas baleias que cruzavam os oceanos
Que eles viram em velhos livros,
Ou nos filmes dos arquivos
Dos programas vespertinos da televisão!

O gosto amargo do silêncio em sua boca
Vai te levar de volta ao mar e à fúria louca
De uma cauda exposta aos ventos
Em seus últimos momentos
Relembrada num troféu em forma de arpão

Apesar de toda a sua carga emotiva e acusadora, tratava-se sem dúvida de uma refrão bastante sing-along pelo que quando esta música tocava, eu cantava em coro. E como não podia deixar de ser, esta música também continha um outro histórico mondegreen da minha infância, pois eu não sabia o que queria dizer "vespertinos", então eu cantava "nos programas desportivos da televisão!" embora tivesse noção suficiente que a caça à baleia não era nenhum desporto e que seria inconcebível mostrar cenas dessas num programa como o "Domingo Desportivo". Por essas razões e outras mais, "As Baleias" é a canção que me vem logo à cabeça dentro do vastíssimo repertório do Rei Roberto e decerto que, tal como eu, foi a primeira canção ecologista que muita gente ouviu na vida.

Além disso, foi a única faixa do álbum "Roberto Carlos - 1981" com direito a videoclip com Roberto Carlos a cantar a bordo de um veleiro:

    

       


  
  

domingo, 19 de Outubro de 2014

Pedigree Pal (1991)


Em casa sempre houve animais de companhia, por isso recordo este reclame como se o tivesse visto ontem. O slogan na época desta marca de alimentação canina era: "recomendado pelos principais criadores". Mas a punchline é "Restos? Nunca!".



Comparem com esta publicidade, mas com cães de caça: " Pedigree Pal Dog Food Portugal TV Commercial". Com outros, quase decalcados, não sei qual é mais recente ou se eram contemporâneos.

Video recuperado de uma videocassete VHS, gravada na RTP-1 no dia 18 de Outubro de 1991. 

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sábado, 18 de Outubro de 2014

Portugal Radical (1992-2002)


Decerto não sou a pessoa mais indicada para falar deste tema, visto que os meus momentos "radicais" envolvem uma prancha de skate e uma BMX. Esta segunda experiência, digamos que não funcionou como previsto....Felizmente, experiência não é requisito para escrever, senão apenas 12 homens (8 vivos, actualmente) podiam escrever sobre caminhar na Lua. Voltando ao tema, o programa da SIC, exibido entre 1992 (1) e 2002 tinha um título auto-explicativo: "Portugal Radical".

A caderneta de cromos - que podem ver mais abaixo - descreve o programa dos sábados de manhã assim: "O Portugal Radical levou os desportos de acção para a televisão. Deu-lhes vida e um espaço para que toda a gente os pudesse conhecer". O novo canal SIC estava a cultivar esta imagem de radical, inovador e atrevido por oposição ao novo canal mais "púdico" e tradicional da Igreja, a  TVI; e aos velhinhos canais RTP.

Genérico de Abertura:


Portanto apesar de não ser grande apreciador de desportos radicais em terra, no mar e no ar, era espectador ocasional, talvez enquanto esperava por outro programa do canal começar, e também não me importava de ver as apresentadoras: Rita Mendes ("O Templo dos Jogos", "Curto Circuito") que o IMDB indica como tendo ocupado o cargo entre 2001 e 2002. Tinha impressão que ela tinha começado mais cedo, mas o IMDB é que sabe... Durante boa parte das emissões que me recordo a apresentadora principal foi a Raquel Prates ("Dá-lhe Gás"), e as reportagens eram asseguradas (eh!) pela Rita Seguro ("Top+"). Esta última estreou-se logo no inicio do programa, junto à apresentadora Maria Borges (que segundo o "Perdidos e Achados" permaneceu 3 anos nesse cargo).

Alguns excertos de 1996, incluindo o "Portugal Radical Diário":

A SIC fez uma emissão do "Perdidos e Achados" dedicada aos 22 anos da estreia do canal, e dizia no site o seguinte sobre o "Portugal Radical":
"Um programa inovador, pioneiro na divulgação de desportos radicais com uma linguagem irreverente e ousada. O programa conseguiu mudar a imagem que a sociedade portuguesa tinha dos surfistas, skaters e outros desportistas. Pela primeira vez, o surf aparecia em grande destaque na televisão, bem como o bodyboard, skate, bmx e muitos outros desportos."
Mais detalhes aqui.

No "Perdidos e Achados", um dos autores do PR,  Henrique Balsemão, recordou as origens, ainda antes da SIC, na revista Surf Portugal, com a rubrica "Portugal Radical". Na altura sentiu a necessidade de um programa do género no panorama televisivo. Assim sendo - ainda na RTP - foi apresentada uma maquete que "foi aprovada e começou a passar no Caderno Diário, que era um Telejornal para jovens, e depois mais tarde apareceu a SIC, nós apresentámos uma maquete,(..), que foi bem aceite, já estava com uns efeitos melhores, já tinhamos rodado prai uns seis meses também na estrada e nos campeonatos e já tinhamos uns arquivos melhores, e decidiram por na grelha de arranque da emissão, que foi em 92".

O sucesso do programa deu origem ao obrigatório merchandising, como CDs de música, revistas e até caderneta de cromos.

A caderneta de cromos, com 216 cromos autocolantes "super radicais". É possivel encontrar na Internet imagens da caderneta publicadas pelo cameraman do programa, Paulo Soccol: "Eu fui Cromo no álbum do PR". e claro em sites de venda online.

A capa da caderneta:
Fonte:"Eu fui Cromo no álbum do PR".

No recheio da caderneta, imagens seleccionadas das 23 modalidades apresentadas ao longo das emissões: surf, bodyboard, windsurf, skimming, hovercraft, jet ski, ski aquático, canoagem, cannyoning, hidrospeed, snowboard, skate, BMX, BTT Mountain Bike, Bike Trial, Patins, carrinhos de rolamentos, escalada, bunjee jump, pêndulo, queda livre, asa delta e parapente.


O verso de um dos cromos autocolantes:



Para promover a colecção de cromos, foram lançados alguns calendários alusivos. Estes fazem parte da minha colecção pessoal:
"Bué Radical!..." - Enciclopédia de Cromos - Calendário 1995.
"Este pessoal é muita louco!..."

Capa do CD:
As músicas ideais para acompanhar as manobras radicais, temas de grupos como os Oasis, The Cult, Radiohead, Smashing Pumpkins, Body Count, etc. Mais informação: "Discogs - Portugal Radical".

Outro CD musical, mais recente, do ano 2000:

 Esta compilação inclui nomes como Muse, Fu Manchu, Goo Goo Dolls, Fastball e Suicide Machines.


Algumas das revistas: 

Portugal Radical Nº 1 - Março 1996

Portugal Radical Nº 3 - Maio 1996
O Lusitania TV tem também online uma emissão completa, de 29 de Dezembro de 1996:
Portugal Radical 29/12/1996 - Parte 1 e Parte 2. Uma página de fãs no Facebook refere que o "Portugal Radical" foi vencedor de dois prémios Nova Gente para melhor programa infanto-juvenil do ano.

Como outros programas do inicio da SIC não me recordo bem quando o vi pela primeira vez, visto que ainda deve ter demorado uns meses a chegar o sinal do canal à minha zona; e creio que aqui em casa houve um pouco de resistência a adoptar os canais novos.
Confesso que tinha inveja do pessoal que pratica asa delta. Se eu não sofresse de vertigens....quem sabe? Podia ser campeão da modalidade!

Até ao próximo cromo, ou como diriam as meninas no fim da emissão "até lá, muach!".

(1) - Durante a pesquisa, encontrei várias contradições das datas de estreia, por isso primeiro optei pela mais consensual, 1996, como está no IMDB.
No entanto, os cromos têm copyright de 1994, os calendários indicam 1995,  e sites da própria SIC apontam para 1992.  Vários dos nossos caros leitores também recordam vêr o programa no inicio do canal. Até ao momento não consegui confirmar nenhuma a 100%, mas vou continuar a investigar. E depois do visionamento do "Perdidos e Achados" dedicado ao PR, não restam dúvidas que o "Portugal Radical" arrancou em 1992.


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sexta-feira, 17 de Outubro de 2014

TransBot (1986)


Ok, robots que se transformam? Não podia resistir a publicar esta sugestão do leitor Tomás Simões, "TransBot".
Creio que nunca joguei, mas  a ilustração da capa (abaixo) não me é estranha, talvez o tenha visto nalgum catálogo de consolas...  Obviamente inspirado pela franquia do meu coração - Transformers - este jogo tenta capitalizar no sucesso global da série animada e das action figures. 

No entanto, não convem esquecer que antes do sucesso dos Transformers, no Japão já existiam vários exemplos de robots que se transformam. No pais do Sol Nascente, o jogo "TransBot" foi intitulado "Astro Flash" ( e publicado em 1985).
Foto: Retro Video Gaming
Gosto bastante da ilustração do jogo japonês, na sua versão em cartão (acima). O jogo em si é um shoot'em up de scroll lateral (Gradius, R-Type, etc). Basicamente, consiste em destruir naves inimigas que surgem no lado do ecrã.

A versão portuguesa do jogo para a consola Master System:

A caixa nacional tem uma boa sinopse da história e objectivos a alcançar:
"Tu estavas num abrigo subterrâneo quando a guerra nuclear começou, no ano solar de 2XXX, e por isso sobreviveste!
Agora, tu e os outros sobreviventes sonham em reconstruir a Terra, mas o pesadelo ainda não acabou...

Um terrível monstro, produto da antiga sociedade tecnológica, está a criar um império com uma ambição: dominar o planeta! Este ditador é, nada mais, nada menos, que um computador com inteligência artificial chamada Daluas.

Mas nem tudo está perdido. Acabou de ser desenvolvida a CA-214, uma arma muito poderosa e o único meio de enfrentar Daluas. Porém, só há uma pessoa capaz de a usar: Tu! O que esperas? A terra precisa de ser salva, custe o que custar!"

Capa e texto portugueses estão no site SMS Power, onde podem ver as capas de outras versões do jogo: Transbot/Astro Flash - também conhecido como Nuclear Creature: "SMS Power - Scans".

Um vídeo com o decorrer do jogo. É possivel encontrar outros no Youtube:




 E parece que os Transformers não foi a única franquia que forneceu "inspiração":
Não é um AT-ST da Guerra das Estrelas?

E cá está a nave transformada em robot:


Podem jogar online no site Game Oldies: "TransBot - Sega Master System". Obrigado novamente ao Tomás Simões pelo link!


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