quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

Tulicreme Bicicletas (1985)

Durante anos, ser dono de uma bicicleta BMX era o que separava os homens das crianças. Bem, talvez esteja a exagerar, mas era um objecto muito cobiçado pela míudagem. Já que não podiamos ter o KITT para viajarmos a alta velocidade pela vizinhança, estas bicicletas eram o melhor a seguir. Pessoalmente, tive uma, mas nunca me aventurei muito longe, portanto tinha uma quilometragem baixa. E quem não recebeu a sua BMX pelo aniversário, Natal ou partindo o porquinho-mealheiro; em 1985 podia tentar ganhar uma das dezenas oferecidas neste concurso "Tulicreme". Para se habilitar, bastava fazer um desenho, juntar dois recortes das tampas de Tulicreme e enviar tudo pelo correio.
Algúm dos nossos leitores ganhou uma?

Anúncio retirado da revista "Almanaque do Patinhas e do Mickey" Nº 20, de 23 de Julho de 1985. Imagem editada por Enciclopédia de Cromos. Créditos ao uploader original.

Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos". Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".

quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

Concurso de Verão nas Revistas Disney Portuguesas (1985)


Nesta publicidade de dupla página são apresentados os prémios que os participantes neste "Concurso de Verão" podiam levar para casa: Motos, bicicletas, rádios, câmaras fotográficas e assinaturas da revista Disney Especial.

As instruções para concorrer:
Desenhos dos prémios:
O sorteio foi a 1 de Agosto de 1985. Algum dos nossos leitores ganhou algum prémio?

Anúncio retirado da revista "Almanaque do Patinhas e do Mickey" Nº 20, de 23 de Julho de 1985. Imagem editada por Enciclopédia de Cromos. Créditos ao uploader original.

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segunda-feira, 27 de Outubro de 2014

Muita Lôco (1994-95)

por Paulo Neto

Mais um programa incontornável dos primeiros anos da SIC. "Muita Lôco" era um programa para o público jovem marcado pela irreverência e pela transgressão de regras do que era fazer televisão em Portugal, algo que aliás era de certa forma o apanágio da SIC nos anos 90. Pode-se dizer que foi com este programa que se iniciou o conceito de "TV em movimento", ou não fosse produzido e realizado por Ediberto Lima, o homem que mais tarde estaria por detrás de programas como "Big Show SIC" e o "Buéréré" da era Ana Malhoa. Já se podia verificar em "Muita Lôco" vários elementos que seriam expandidos nesses programas subsequentes.  




O programa foi exibido aos sábados à tarde entre 1994 e 1995 (1) , apresentado por José Figueiras. A assistência era inteiramente formada por jovens, que se mostravam constantemente eufóricos (para não dizer histéricos!). Em cada programa, discutia-se um assunto que preocupava os jovens como a droga, a saúde, os preconceitos, os ciúmes e os métodos anticonceptivos, sendo que para essa discussão marcavam presenças vários convidados, que podiam ir desde pessoas cuja profissão tinha a ver com o assunto a celebridades que iam dar a sua opinião. Por exemplo, lembro-me de Marina Mota e Rogério Samora num dos programas, ou ainda de Paula Marcelo (mulher de Camilo Oliveira) e José Mussuaili (jornalista da TVI, o primeiro pivot de informação em Portugal de raça negra) no programa sobre os preconceitos. Recordo-me ainda que o primeiro programa era sobre a identidade dos géneros e entre os convidados estavam dois travestis: um que apesar de se vestir como mulher não deixava de se identificar como homem e outro que apesar de ter nascido homem, identificava-se mais com o género feminino. Os jovens presente na assistência podiam também fazer perguntas aos convidados e dar as suas opiniões sobre os temas abordados.


Mas falar do "Muita Lôco" implica forçosamente falar da mítica assistente, simplesmente conhecida como Paulina, que ao contrário do que era habitual, era uma moça que se orgulhava das suas formas redondas e dos seus quilos a mais. Paulina surgia em cada programa com um disfarce diferente e com o tempo, foi-se tornando cada vez mais interventiva no programa.


Presença habitual no programa era banda residente, obviamente denominada Banda Muita Lôco, liderada por Rodrigo Leal, filho de Roberto Leal. A banda chegou a editar dois CD, na maioria constituídos por covers rock de temas conhecidas e por faixas onde José Figueiras demonstrava os seus famosos de dote de canto tirolês. Mas além da banda residente, várias bandas nacionais actuaram no programa. 

Eu via o programa de forma mais ou menos regular e embora a premissa fosse interessante e o conceito fosse bastante inovador para o Portugal de então, por vezes achava-o cansativo, com as câmaras que não pareciam estar quietas e o público quase sempre a roçar a histeria, mesmo em momentos em que não havia grande motivo para tal. Como ficou exemplificado no Tesourinho dos Gato Fedorento, o mesmo onde se verifica, sem sombra de dúvida, que o Jorge Rocha tinha TANTO ESTILOOO!


(1) Em vários sítios da internet, existe a informação que o Muita Lôco durou de 1994 a 2000, o que não é correcto. O programa tal como é lembrado neste cromo foi exibido entre 1994 e 1995, sendo depois substituído pelo "Top SIC". Em 2000, houve uma breve reciclagem do programa, usando o título e a mascote do programa antigo e também com a apresentação de José Figueiras, mas pelo que me recordo era essencialmente um programa musical, sem o espaço de debate.        

Início do primeiro programa:

           

Excertos do programa:


domingo, 26 de Outubro de 2014

Ambar - Artigo Escolar (1989)

Um colorido anúncio á portuguesa "Ambar" (em actividade desde 1939), que forneceu boa parte do material escolar durante os anos cromos. A acompanhar o rapaz e rapariga que caminham num descampado em direcção á escola estão personagens de diferentes companhias, num raro crossover: da Disney, o Pato Donald e o Rato Mickey; junto aos gauleses mais famosos criados por Goscinny e Uderzo, Asterix e Obelix. A representar os Looney Tunes da Warner Bros, Piu-Piu, Silvestre e Speedy Gonzales. E a compor o desfile, a inconfundivel Pantera Cor-de-Rosa.

Anúncio retirado da revista "Almanaque do Patinhas e do Mickey" Nº 20, de 23 de Julho de 1985. Imagem editada por Enciclopédia de Cromos. Créditos ao uploader original.

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sábado, 25 de Outubro de 2014

Última Sessão: Ata-me! (1991)


Reclame de 1991 ao filme de 1989 do polémico Pedro Almodóvar: "Ata-me!". A película passou na rúbrica "Última Sessão", no Sábado á noite, a 19 de Outubro de 1991.
Nunca vi o filme, portanto vou limitar-me a mostrar este trailer televisivo:


Presente no reclame está porventura a cena mais reconhecida do filme (foto no topo), mesmo para quem não o viu: o mergulhador semelhante aos brinquedos cobiçados por muitos jovens da altura, em missão de... "exploração" numa banheira.
Creio que na casa de um familiar meu havia almofadas parecidas a esta da foto...

Video recuperado de uma videocassete VHS, gravada na RTP-1 no dia 18 de Outubro de 1991. 

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Transformers - Autocolantes Recortados Panrico (1989)


Estes cromos autocolantes recortados foram durante muito tempo os únicos Transformers oficiais que pude segurar nas mãos, visto que os brinquedos eram muito caros para o orçamento familiar. É certo que estes não se transformavam e podiam voar com uma rajada de vento repentina, mas as ilustrações da Geração 1 que os adornam são belissimas, e hoje em dia incrivelmente nostálgicas. Não tenho nenhuns sobreviventes dos tempos de infância, mas felizmente consegui adquirir há alguns meses um conjunto que gostava de partilhar convosco.
Podem clicar na foto para a aumentar:

Para os fãs regalarem os olhos, junto algumas imagens gentilmente cedidas pelo leitor David Lamy, um sortudo que é dono destas belezas:


Esta colecção saiu em terras de nuestro hermanos em 1986, como brinde do Bollycao [recordem mais autocolantes do Bollycao], com 27 cromos diferentes. Em Portugal terá chegado em 1989 - a fazer fé na data do copyright dos próprios cromos, o mesmo ano da estreia da série animada "Transformers Em Acção" entre nós - e apesar de essa guloseima da Panrico já existir em terras lusas, tenho a impressão - corrobada pelo David Lamy - de que estes Transformers eram vendidos com aqueles bolinhos rectangulares, os pastelitos semelhantes ao Cake Bar.

Blitzwing - Cromo português (1989)
Blitzwing - Cromo espanhol (1986)
Se a informação se confirmar, a versão portuguesa destes cromos era de dimensão menor: 62x42mm contra os 75x52mm da versão espanhola. No entanto, ambos eram ideias para forrar capas de cadernos, dossiers, frigorificos, etc!

Uma colecção paralela a esta, também da Panrico, foi chamada na Espanha de "Visioramas", e consistiam em autocolantes que podiam alternar a imagem  entre o modo robot e o modo veículo do Transformer. Creio que tive alguns, mas não tenho a certeza se os adquiri em Portugal ou em Espanha, onde estes autocolantes Panrico foram colocados à venda alguns anos antes. 

Foto: "Por El Poder de Grayskull"
O blog "Por El Poder de Grayskull" fala em mais detalhe sobre as duas colecções: " Los Visioramas de Bollycao ".

Um vídeo no Youtube exibe uma colecção desses visioramas:

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sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

O Príncipe de Bel-Air (1990-1996)

por Paulo Neto

No final dos anos 80, Will Smith começava a dar os seus passos rumo ao estrelato como parte da dupla rap Jazzy Jeff & The Fresh Prince, graças a hits como "Summertime" e "Parents Just Don't Understand". O seu carisma já se começava a notar ao ponto da cadeia televisiva NBC o abordar para protagonizar uma sitcom. O resultado foi "O Príncipe de Bel Air" que viria a ser uma das sitcoms que marcariam a década. A série teve seis temporadas entre 1990 e 1996, num total de 148 episódios. Em Portugal, estreou em 1992 no advento da SIC. 



Tal como Jerry Seinfeld em "Seinfeld", Will Smith interpretava uma versão ficcionada dele próprio em "O Príncipe de Bel Air". O genérico explicava a história: depois de se meter em algumas alhadas na sua Filadélfia natal, Will é mandado pela sua mãe para ir viver para Los Angeles com os seus tios, que habitam uma luxuosa mansão em Bel Air. 




O humor da série resultava naturalmente do factor "peixe fora de água" pois a exuberância, boa disposição e apetência para a confusão de Will contrastava fortemente com a etiqueta e o snobbismo da família Banks. O seu tio Phil (James Avery), um advogado bem sucedido, é aquele que costumava ficar mais de cabeça em água com as brincadeiras de Will. Conservador e rigoroso, Phil é casado com a desembaraçada Viv (Janet Hubert-Whitten nas três primeiras séries, Daphne Maxwell-Reid na outras três), uma das irmãs da mãe de Will. Os dois têm três filhos: a vaidosa Hilary (Karyn Parsons), o betinho Carlton (Alfonso Ribeiro) e a rebelde Ashley (Tatyana Ali). Também sempre presente na casa estava Geoffrey (Joseph Marcell), o mordomo inglês que apesar de dedicado aos Banks, tinha sempre um comentário mordaz na ponta da língua. Apesar de todas as peripécias e confusões, aos poucos os Banks acabam por acolher completamente Will como parte essencial da família e Will acaba por ter em Phil a figura paterna que sempre lhe faltou na vida. 


Outra personagem marcante é Jazz (Jazzy Jeff) um rapaz de Compton com quem Will trava amizade. Desastrado e sem tacto, Jazz tem o dom de irritar os Banks, sobretudo Phil e Hilary, por quem tem uma paixoneta, e em vários episódios, ele acabava por ser literalmente atirado para fora da mansão.
Entre as aparições especiais, contam-se Nia Long e Tyra Banks como dois interesses amorosos de Will, Chris Rock, Whoopi Goldberg, Evander Holyfield, Donald Trump, Oprah Winfrey, Pam Grier, BB King, Naomi Campbell, Richard Dean Anderson e Jay Leno.

O sucesso de "O Príncipe de Bel-Air" foi exibido um pouco por todo o mundo (foi uma das poucas séries americanas a serem exibidas no Paquistão). No Brasil, o título da série era "O Maluco no Pedaço". Na sequência do sucesso da série, Will Smith passou a ser uma estrela de topo tanto na música como sobretudo no cinema, graças a blockbusters como "Bad Boys", "Homens de Negro" e "O Dia da Independência". Foi também na série que ele conheceu a sua actual esposa. Jada Pinkett-Smith, quando esta fez uma audição para o papel que seria atribuído a Nia Long.

Genérico:


Excertos dos melhores momentos:










                
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