domingo, 29 de junho de 2014

Nintendo - Concurso Super Set (1992)

Quem imaginaria que os concursos por telefone conduziriam ao caos do panorama televisivo actual em que os telespectador é bombardeado e aliciado de dois em dois minutos a telefonar para ganhar prémios? Neste caso, o nosso anúncio faz referência não a televisão mas a um concurso para ganhar um Super Set da Nintendo. Se a iustração corresponder ao prémio, o Super Set seria uma consola Nintendo (NES), com acessórios e 4 jogos: Super Mario 2, World Cup, Tetris e Faxanadu.
Houve á venda conjuntos para 4 jogadores com o nome "Super Set", com 4 comandos e apenas 3 jogos:


Para ganhar, segundo o texto do anúncio: "só precisas de responder a uma perguntinha sobre o Mario e depois, no máximo de 15'' dizeres como foram as férias do Mario.

E para ilibar a empresa de processos em que os míudos gastassem fortunas a telefonar para o concurso: "A chamada custa 158$91 por minuto, por isso, vê lá, pede ajuda ao teu pai, e tenta acertar à primeira."

Os prémios:
"Os 3 primeiros classificados ganham 1 Super Set. Os que ficarem entre o 4º e o 9º lugar terão direito ao jogo Super Mario 2. Do 10º ao 50º lugar o prémio é uma t-shirt Nintendo."

Publicidade retirada da revista "As Melhores Histórias (escolhidas por Fernando Pereira)" nº 47, de 22 de Outubro de 1992.

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sábado, 28 de junho de 2014

Conheces a tua terra?



"Conheces a Tua Terra?". Como a minha recordação deste programa é zero, fui roubar a sinopse ao site da RTP:
"Com autoria de Santos Careto, a série juvenil "Conheces a Tua Terra?" pretende ser um trabalho que mostra as coisas boas de Portugal aos mais novos.
Assim, tomando como ideia central de cada episódio uma viagem de alguns jovens pelo país, os programas levam-nos a Alcácer do Sal, a Monchique, a Juromenha, a Sortelha, a Olhão e a Castro Marim, entre outros locais.
Estas viagens são um pretexto para que os jovens conheçam as paisagens, a culinária, as atracções turísticas, a cultura e outros aspectos característicos de cada uma das terras visitadas."

Vim dar com este programa por acaso, ao navegar pelo Facebook e deparar com uma imagem da programação juvenil (creio que da revista Maria, ou Nova Gente), marcada como sendo de Janeiro de 1984. E um dos programas previstos para as 12 horas de Sábado era "Conheces a tua terra?", com a indicação "Olhão I". 
Fonte: José Luis Proença

Fonte: Diário de Lisboa, 17 Janeiro 1986.

Ora, não podia deixar passar a oportunidade de saber mais sobre um programa dedicado à minha terra. Fui investigar, mas em  Janeiro de 1984, nenhum Sábado calhou no dia 18. Por palpite, experimentei saltar dois anos e lá estava em 18 de Janeiro de 1986. Infelizmente, sem mais indicações que o título do programa. Curiosamente o IMDB indica que este programa estreou em 1991! No entanto, fornece a informação que a actriz Isabel Simões fazia parte do elenco.
Quem souber mais detalhes, vídeos, etc, desta edição ou outra do programa, partilhem connosco!

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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Cromos da Animação - Volume 3


E voltamos aos "Cromos da Animação", com o Volume 3, mais uma compilação com as melhores séries animadas da infância dos anos cromos! E este megamix vai embalado ao som de "The Glory Of Love" de Peter Cetera, retirada da banda sonora de "Karate Kid II".

"Cromos da Animação - Volume 3"


Também disponível no Vímeo: Nostalgia - Cromos da Animação - Volume 3.

Recordando os vídeos anteriores:




E se a vossa memória está enferrujada e não recordam todas as séries que surgem no vídeo, deixo aqui a lista delas:
Simbad, Ana dos Cabelos Ruivos, Bana e Flapi, Bananaman, Calimero, Danger Mouse, Doctor Snuggles, Duck Tales, Fábulas da Floresta Verde, Harlem Globetrotters, Jacky o urso de Tallac, Nils Holgersson, Noeli, Tao Tao, Plume Délan, Superfriends, Teddy Ruxpin, Alvin e os Esquilos, Motoratos de Marte, Robin Hood, Spider-man, The Jetsons, Tom and Jerry, X-Men TAS, Gulliver, Alice no País das Maravilhas, Belfy Lillibit, Dome, Inspector Gadget, As Aventuras de Marco Polo, Lucky Luke, Mrs Pepperpot/Srª. Pimentinha, Peter Pan no Bouken, Pinochio, Pollyanna, Treasure Island. Esqueci-me de alguma? ;)


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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Top Disney (1992)

"Na maior!": é assim que este anúncio destaca mais uma publicação da Disney, a mensal "TOP Disney". Na capa incluida na ilustração, Pateta e Mickey preparam-se para um jogo de ténis...

Publicidade retirada da revista "As Melhores Histórias (escolhidas por Fernando Pereira)" nº 47, de 22 de Outubro de 1992.

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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Anúncios da Prevenção Rodoviária Portuguesa (Anos 80)

por Paulo Neto


Infelizmente, o nosso país é conhecido pelos seus elevados índices de sinistralidade rodoviária. E se hoje em dia os números não são favoráveis, nos anos 80, quando havia bem menos regulação, registavam-se níveis verdadeiramente preocupantes. Foi nessa década que a Prevenção Rodoviária Portuguesa lançou diversas campanhas institucionais com anúncios que ficaram na memória de todos. 



Quem não se recorda nos idos de 1988 do Pepito equilibrista da campanha "Vamos & Vivos"? Num desenho animado algo tosco, uma voz circense anuncia o número do equilibrista que no percurso de volta, emborca uma caneca de cerveja (um cópito para ganhar córagem!) e estatela-se no chão, como uma metáfora para os efeitos do álcool durante a condução automóvel. 


Outro anúncio lendário tinha como slogan "dê mais tempo a quem precisa" e tinha como protagonista um simpático casal de idosos. Um senhor de bengala vê-se em palpos de aranha para atravessar uma rua e ir ter com a senhora que o espera do outro lado. Esta assiste com ar assustado ao esforço do companheiro a avançar lentamente no meio dos carros que não abrandam nem sequer parecem dar conta que ele está ali a tentar atravessar. Finalmente um carro pára para que o idoso atravesse sem mais problemas e se reúna com a senhora. Uma vez juntos, ambos agradecem o gesto.



Regressando aos malefícios do álcool, este anúncio de 1986 com um lápis a percorrer uma maqueta de estrada com árvores e tudo até ao inevitável partir do bico (isto é, despiste na estrada) é um dos mais míticos que se fizeram sob a premissa do ainda mais mítico slogan "Se conduzir não beba!"


Por entre as campanhas de prevenções, os peões também não foram esquecidos. Depois de anos antes terem dado cara a uma campanha contra a droga, em 1989 os Ministars abraçaram a causa de prevenção rodoviária dos pedestres sob a forma do tema "Só Se Vive Uma Vez", que depressa se tornou tema original mais popular do grupo e um videoclip onde eles surgiam dentro de sinais de trânsito e que me lembro de passar várias vezes ao dia, por exemplo antes da "Rua Sésamo", pelo que eu e os meus colegas de escola tínhamos bem presente o refrão: "Todos somos iguais/de vez em quando/ somos peões neste xadrez/ e só vivemos uma vez".   

Show Disney (1992)

Anúncio ao calhamaço bimestral "Show Disney", com 384 páginas e capa dura, ao preço de 700$00. A ilustração escolhida foi a capa do "Show Disney" Nº 18, com a Maga Patalógica a preparar um feitiço (ou a sopa para o jantar) no seu caldeirão.
"Tão irresistível que parece bruxedo!...Tão fantástico que parece magia!..."

Publicidade retirada da revista "As Melhores Histórias (escolhidas por Fernando Pereira)" nº 47, de 22 de Outubro de 1992.

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terça-feira, 24 de junho de 2014

Don e Gran Don - Cuétara (1992)

Voltámos à publicidade de outros tempos, hoje recuamos ao inicio dos anos 90 para apreciar as bolachas "Don" e "Gran Don". As primeiras com recheio de chocolate, e as segundas com recheio de morango, chocolate ou baunilha. Repare-se na jovialidade e modernidade da expressão "uma dupla p'ra reinar contigo".
Detalhe dos pacotes de bolachas. Parecem apetitosas, não parecem? Raio da dieta!!


Publicidade retirada da revista "As Melhores Histórias (escolhidas por Fernando Pereira)" nº 47, de 22 de Outubro de 1992.

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segunda-feira, 23 de junho de 2014

Batman - A Estreia em Portugal (1989)



Para a grande maioria da população mundial, se lhes perguntarem, creio que irão responder que este é o primeiro filme do Homem-Morcego. Ora, já quase ninguém recorda os filmes serials dos anos 40, e alguns ainda recordam com um sorriso a colorida série (e filme) dos anos 60. Mas este reboot de 1989, pela invulgar  mão de Tim Burton (que antes tinha realizado as longas "A Grande Aventura de Pee Wee", e "Os Fantasmas Divertem-se") tornou a franquia - da Warner Bros. - num fenómeno global e o sinónimo do Homem-Morcego até à fatal overdose neon de Joel Schumacher e ressureição da saga pela mão de Christopher Nolan já em pleno século XXI. Gosto do filme, principalmente do look gótico de toda a produção. E claro, a excelente banda sonora. Mas a minha crítica ao filme fica para outra altura, hoje [um quarto de século depois da estreia norte-americana] quero apenas ver o que escreveu por altura da estreia de "Batman" em território nacional, com indicação de "Maiores de 12 anos", a 29 de Setembro de 1989.
E no dia seguinte, a estreia ganhou honras de capa no "Diário de Lisboa", com a ilustração retirada da mítica "A Piada Mortal" [ler aqui]! Clique sobre as fotos para as aumentar e ler melhor!


in "Diário de Lisboa" (1989/09/30)
O texto "Mais <<bat>> que <<mécahnt>>" de Michel Beaudeau fala sobre a evolução do personagem na BD e nos audiovisuais, e até menciona como consumado o filme dos "Watchmen" realizado por Terry Gilliam, que nunca aconteceu. E em "As noites vingadoras" Thierry Groensteen avalia o filme, destacando o carismático Joker de Jack Nicholson por oposição ao sem graça Batman interpretado por Michael Keaton. O resto, aconselho a lerem.

Curiosamente, seguia-se um texto - "Carta de Robin a Batman renegando o seu amor" -  que tenta mais uma variação do persistente mito da homosexualidade de Batman e Robin. O texto da autoria de Rui Eduardo Paes faz referência á morte de Robin, que aconteceu numa história recente (na altura) que influenciou durante anos todo o universo de banda desenhada da DC Comics. Na BD "Uma morte em família", o Joker assassina o segundo Robin, o problemático Jason Todd. Peculiarmente, a morte do personagem foi decidida pelos leitores das revistas. Segundo Rui Paes, o Robin não morreu, apenas fez as malas e foi embora...
in "Diário de Lisboa" (1989/09/30)
Na semana seguinte, Rodrigues da Silva tinha a dizer sobre a película o seguinte:
in "Diário de Lisboa" (1989/10/06)
"A estrutura dramática é cem por cento americana: trata-se da luta entre o bem e o mal (...)"
"(...) mas a grande criação do filme é <<Joker>> (...) como uma espécie de anjo do mal que transgride todos os códigos morais."

Como "bónus", um anúncio de quando o filme chegou aos videoclubes em 1990:


O Trailer de "Batman" (1989):


E queremos saber, quem o foi ver ao cinema? E quantas vezes já o reviram?

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sexta-feira, 20 de junho de 2014

Estação de Serviço Galp

Como é frequentemente referido até à exaustão nos circuitos nostálgicos, a suprema prenda desejada entre os filhos dos anos 80 era o playset do Castelo Grayskull, do He-Man e os Masters do Universo. No entanto, tal não retira o mérito a outros playsets que também povoavam os sonhos da petizada. Outro muito referido com carinho e saudade é precisamente a Estação de Serviço da Galp.

Sinceramente, apesar de brincar - e muito - com miniaturas de carrinhos não me recordo de desejar este brinquedo - ao contrário do Castelo do He-Man - mas decerto não o ia desdenhar se me fosse oferecido. Aliás, só prestei atenção ao playset quando ouvi o programa a ele dedicado na "Caderneta de Cromos" de Nuno Markl.
Além da bomba de gasolina para "abastecer" as miniaturas, a Estação de Serviço da Galp incluia um prédio de estacionamento com cinco pisos e lotação para 10 viaturas. Na caixa ainda é mencionado "lubrificação e lavagem com elevador". Exacto, ainda estava incluido um elevador (a manivela) para levar os carrinhos até ao piso desejado! Imagino as horas de diversão que deve ter proporcionado ao seus donos. Não consegui descobrir se o brinquedo do inicio dos anos 80 é 100% português, mas quero acreditar que é produto nacional. Gostava também de saber quantas pessoas, inspirados por este brinquedo, foram trabalhar para uma bomba de gasolina, e a provável desilusão que se seguiu...


O programa da "Caderneta de Cromos" de 28 de Novembro de 2011 sobre a "lendária Estação de Serviço da Galp":
Aliás, como podem ouvir na emissão, a causa do programa foi precisamente estas fotos, que fazem parte da grande colecção croma que a Ana Trindade tem em exposição no Facebook.

Mais cromos da Ana Trindade: "Enciclopédia de Cromos - Ana Trindade".

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terça-feira, 17 de junho de 2014

México 86 - Calendários de bolso do Mundial (1986)


O "México 86", a 13ª edição da "FIFA World Cup", o Campeonato do Mundo de Futebol da FIFA de 1986 (ou Copa do Mundo de 1986, como dizem no outro lado do Atlântico) foi o primeiro grande evento futebolistico de que tenho algumas lembranças; no de 82 tinha ai uns 3 anos, só me elmbro do Naranjito. Quer dizer, do México de 86 praticamente só me lembro de alguns produtos de merchandising que andaram cá por caasa, na altura já não ligava muito a futebol. E na década de 80, um produto inevitável, que surgiam como cogumelos, eram os famosos calendários de bolso dedicados ao acontecimento futebolistico do ano.
Escrevo isto em pleno Mundial de 2014 no Brasil, e pareceu-me a altura ideal para ir aos arquivos recordar alguns destes exemplares:

Este primeiro é decorado frontalmente por uma foto de um boneco do simpático masquote do México 86, a pimenta Pique:
 No verso do calendário, um logo que não é o oficial (desconheço se havia outros logotipos oficiais).
O mesmo logotipo surge no verso destes calendários, dedicados às selecções dos países participantes, neste caso a Bélgica, Brasil e Uruguai. Notem que os nomes dos países estão em francês, o que indicia que estes calendários tenham sido adaptados de alguma colecção do país do Asterix.
 De certeza que os nossos leitores mais fanáticos  fãs da bola, reconhecem todos estes individuos nas fotos!


Finalmente um calendário com o logo oficial, com a fonte de letra corecta e o símbolo da bola de futebol e os dois globos terrestres,a companhados de uma ilustração do Pique e o nome de três jogadores da selecção da Coreia (do Sul): Byung-Duk, Joo-Sung e Soon-Ho.
 No entanto, por ausência de créditos, não consegui identificar se este era oficial ou não.
 Um que decerto não é oficial, tanto a nível de ilustração como tipo de letra:
 As camisas "Califa" incluiram no calendário um útil guia das transmissões televisivas do Mundial.
No verso, um clássico dos calendários: uma régua, em centímentros e outra em polegadas!

E finalmente, um calendário oficial, que ao mesmo tempo é um crossover com outra marca famosa: "Sport-Billy", aqui o nº 30 da colecção de 104 da Impala. O "Sport-Billy" - originário da banda desenhada europeia e popularizado pela série animada da Filmation - foi a mascote de fair play dos Campeonatos do Mundo.





Mais calendários aqui no blog: "Enciclopédia de Cromos: Calendários" e no Tumblr: "Calendários".

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segunda-feira, 16 de junho de 2014

Doutora Quinn (1993-1998)

por Paulo Neto

Depois de "Uma Casa Na Pradaria" (ou "na padaria" como eu dizia em petiz), não houve muitas mais séries passadas no faroeste americano e a mais bem-sucedida delas foi "Doutora Quinn" que foi exibida na América em seis temporadas ("Doctor Quinn, Medicine Woman") e que acabou por se tornar o papel mais mítico da carreira de Jane Seymour. Em Portugal, a série foi exibida na SIC.


Em 1867, Michaela Quinn é uma das primeiras mulheres americanas com um curso de medicina, mas o preconceito quanto à condição feminina impede-a de ter o seu negócio e por isso trabalhava com o seu pai no consultório em Boston até à morte deste. Numa sucessão de eventos, acaba por ser contratada para médica residente da cidade de Colorado Springs, que pensavam que se tratava de um homem. Como é óbvio, a princípio a população não aceita bem o facto de ter uma mulher a praticar medicina. Mas com a sua persistência, aos poucos acabam por aceitá-la e Quinn torna-se mesmo uma das figuras mais importantes da cidade. Muitas vezes, os pensamentos progressistas de Quinn sobre a condição feminina, de anti-racismo contra negros e índios e até sobre o Darwinismo entravam em conflito com as mentes mais conservadoras de Colorado Springs.




A primeira amiga que a Dra. Quinn faz na cidade é Charlotte Cooper (Diane Ladd), a parteira local. Mas logo no primeiro episódio, esta morria envenenada por uma cascavel e Quinn vê-se como mãe adoptiva dos três filhos de Charlotte: Matthew (Chad Allen), Colleen (Erika Flores, e depois Jessica Bowman) e Brian (Shawn Toovey). Quinn torna-se também bastante próxima de Byron Sully (Joe Lando), o semi-selvagem e atraente rancheiro que mantém boas relações com os índios Cheyenne e a amizade não tarda a ser algo mais, com os dois casarem-se na terceira temporada e terem uma filha, Katie, na quarta temporada.

Entre as aparições especiais na séries contam-se Kenny Rogers, David Carradine, Willie Nelson e June Carter Cash. 

Quando a série foi cancelada em 1998, causou uma tal onda de indignação que dois telefilmes foram feitos em 1999 e 2001 para prolongar a história.

Genérico (1.ª temporada):





   

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Entrevista a António Variações (1983)


AntónioVariações (03/12/1944 - 13/06/1984), nascido António Joaquim Rodrigues Ribeiro. Figura singular do panorama musical português, António Variações viveu uma breve mas intensa carreira musical. A sua excentricidade e inovação garantiu a atenção do público, e deve ser raro o artista famoso que se consegue esquivar a entrevistas. E o texto que trago hoje para a Enciclopédia é uma entrevista que António Variações cedeu à revista feminina "Coquete", apontada ao público adolescente, como é visivel no tom das perguntas.
O título do texto é "Não Sou Oportunista", ao contrário deste post, publicado no dia em que se assinalam três décadas desde o falecimento de António Variações.

Clique sobre a imagem para a aumentar.
"A minha intenção é essa: provocar. Quero que as pessoas digam qualquer coisa. que tenham atitudes, sejam elas boas ou más. (...) fazê-las reflectir, ajudá-las a libertarem-se de coisas ridículas, mesquinhas, fachadas idiotas e tirar-lhes uma máscara que não é possível manter nos tempo que correm."
António Variações ainda falou sobre a sua preferência entre os espectáculos ao vivo e os discos, a admiração por Amália Rodrigues, e projectos futuros.

Páginas retiradas da revista Coquete 21, de 27 de Outubro a 2 de Novembro de 1983.

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quarta-feira, 11 de junho de 2014

E.T. - O Extra-Terrestre - A estreia em Portugal (1982)


Um título incontornável do cinema dos anos 80, que conquistou crianças e adultos por todo o mundo: "E.T. - O Extra-Terrestre" ("E.T. - The Extra-Terrestrial") e sobre o qual já muito foi escrito. Estreou nos EUA no dia 12 de Junho 1982, e ajudou a tornar essa altura do ano a época dos blockbusters. Curiosamente, em Portugal, associamos o "E.T." com a época natalícia - pela programação das TVs - e a data de estreia em cinemas portugueses foi precisamente a 17 de Dezembro de 1982, ideal para uma ida em família ao cinema.

No topo do artigo podem apreciar o poster nacional, publicado no "Diário de Lisboa" ( e certamente outras publicações) no dia de estreia. Abaixo do poster, uma pequena lembrança que era possível também comprar a banda sonora original (discos Polygram) e a novelização (Publicações Europa-América) de "E.T. - O Extra-Terrestre".
E uma semana depois da estreia, o mesmo jornal dedicou o suplemento "Sete Ponto Sete" ao filme do extraterrestre mais amigável de sempre.
A capa do suplemento "Sete Ponto Sete" de 24 de Dezembro de 1982.


 A crítica e pontuação do filme, a que foi atríbuido o máximo, as 4 estrelas: "Excepcional".
 Ainda antes da estreia, uma entrevista ao realizador Steven Spielberg:
in "Diário de Lisboa" [20 Novembro 1982]
Recorde o Trailer:

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segunda-feira, 9 de junho de 2014

As Viagens de Gulliver (1996)

por Paulo Neto

Eu ainda sou do tempo em que os serões televisivos não consistiam de telenovela atrás de telenovela...Por exemplo, no Verão de 1996 na SIC, lembro-me de serões de terça-feira em cheio com o "Ai, Os Homens" e depois a mini-série "As Viagens de Gulliver".


A mini-série não só apresentou a obra de Jonathan Swift a uma nova geração, como transformou Lisboa em Liliput. (O Palácio de Queluz também foi utilizado para as cenas em Brobdingnag). Além do excelente elenco: Ted Dansen, Mary Steenburgen, Alfre Woodward, Omar Shariff, Geraldine Chaplin, John Gielgud, Kristin Scott-Thomas e Peter O'Toole.



Lemuel Gulliver (Ted Dansen) regressa a casa após nove anos e começa a contar em flashback a história das suas viagens após ter sofrido um naufrágio quando partira para exercer medicina no Novo Mundo ao mesmo tempo que luta para provar a sua sanidade, pois todos na sua terra pensam que Gulliver enlouqueceu durante a prolongada ausência. A sua mulher Mary (Mary Steenburgen) pede ajuda ao Dr. Bates (James Fox), mas este na verdade quer livrar-se de Gulliver, internando-o num manicómio. 



Por entre toda esta atribulação, Gulliver vai narrando o seu périplo por Lilliput, uma terra de seres pequeninos onde ele é um autêntico gigante e por Brobdingnag, uma terra de gigantes onde Gulliver se sente um verdadeiro liliputiano. Segue-se a ilha suspensa de Laputa, Luggnagg, a terra dos seres imortais e a ilha dos Houyhnhnm. Gulliver fica fascinado por estes seres inteligentes e utópicos que assumem a forma de cavalo e sente desprezo pelos Yahoo (sim, como o motor de busca da internet), uma criaturas semi-humanas, bárbaras e anárquicas. 



Gulliver só consegue provar que não está louco quando o seu filho Tom (Tom Sturridge) descobre uma ovelha liliputiana que o seu pai trazia entre os seus pertences e apresenta-o ao tribunal. Mesmo assim, passa por um período difícil de adaptação à sua vida antiga pois Gulliver continua fascinado pela utopia dos Houyhnhnm e desgostoso com as semelhanças entre os humanos e os Yahoo. No livro, Gulliver acabava por deixar a família e ir viver isolado para as montanhas mas na série optou-se compreensivelmente pelo happy ending da reintegração de Gulliver na felicidade familiar.

A série passou nos Estados Unidos em dois episódios mas em Portugal foi dividida em quatro episódios, exibidos entre Julho e Agosto de 1996. 

Trailer:





  

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