sábado, 31 de janeiro de 2015

Uma Aventura (1982)



Logo no ínicio da "Caderneta de Cromos" fui vasculhar as tralhas dos anos 80 e 90 que tenho cá por casa, e reencontrei uma das poucas "sobreviventes" da infância e juventude, a colecção de aventura e mistério escrita por Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, com as ilustrações de Arlindo Fagundes, publicadas pela Editorial Caminho: "Uma Aventura". Não confundir com a mais antiga série "A Aventura", de Enid Blyton, que decerto serviu de inspiração, junto a outros clássicos do género, mas adaptados á realidade portuguesa dos anos 80 até aos nossos dias.


É portanto uma das colecções que recordo com mais carinho. Quer dizer, além de recordar, ainda por vezes releio números antigos ou consigo alguns dos números novos. Já há muito que não faço parte do público-alvo, mas não posso resistir a acompanhar as novas aventuras destes amigos de juventude, que - tal como para milhares de leitores - foram meus companheiros na resolução de mistérios, e que já conhecia tão bem.


"Uma Aventura nas Férias de Natal" [8ª edição] foi o meu primeiro volume da colecção Uma Aventura, oferecido - num aniversário ou Natal - e um dos responsáveis por me consolidar como um devorador de livros. Notem nas fotos que alguns deles estão "ratados", de tanto uso. Algumas destas fotos já havia publicado em 2009 no meu blog de colecções: "Livros - Uma Aventura e Viagens no Tempo".

A capa de "Uma Aventura nas férias do Natal":

Nas primeiras páginas interiores, a lista dos volumes já publicados e a publicar:

As ilustrações no estilo inconfundivel de Arlindo Fagundes ("Viagens no Tempo", "Asa Delta"): 

 A capa traseira, que manteve o mesmo esquema de apresentação ao longo dos anos, com a indicação do próximo volume a publicar:

Além dos tradicionais retratos com o nome dos heróis da série "Uma Aventura": Teresa, Luísa e Caracol, Pedro, João e Faial, e Chico:

Teresa e Luísa:
As irmãs gémeas idênticas - em quase todos os detalhes - que pensam e agem em sincronia, quase a beirar a telepatia. Creio que ainda não foi revelado o pequeno pormenor que as distingue.

Pedro:
O cérebro do grupo, inteligente mas sem ser convencido. Eu ainda não era "caixa-de-óculos", mas desde o início que me identicava com este pacato e bom alu

Chico
Descrito pelas autoras como "abrutalhado", o mais forte fisicamente, sempre pronto a partir para a acção e aplicar uns belos sopapos na bandidagem, mas de bom coração.

João
Filho de emigrantes, vive com a avó. É o mais pequeno do grupo e tem uma afinidade especial com os animais. 

Antes do Inspector Max, dois fiéis caninos ajudavam os donos:

Faial:
Um corajoso pastor alemão, sempre pronto a agir segundo às ordens do dono, João. O Faial é muitas vezes instrumental em deter os vilões, trincando a ocasional canela.  

Caracol:
Apesar do pequeno porte do caniche das   gemeas, foi várias vezes instrumental na resolução do mistério  em que o grupo de detectives amadores se encontra envolvido.  


Comparação entre o visual clássico e o moderno das personagens principais:

Ao longo destas mais de três décadas de aventuras, os cenários para estas têm sido bem diversos, explorando os cantinhos de Portugal e também do estrangeiro. É notória, tanto na acção do livro como nos anexos, que as autoras investigam e até viajam aos locais para descobrir informação interessante, História, lendas, curiosidades e costumes, mas sem sobrecarregar ou ser "pedagógico demais". Além de roubos misteriosos, o leitor acompanha estes jovens emcaças ao tesouro, em luta contra doenças mortais, OVNIs, raptores, etc.
No meu TOP de "Uma Aventura" estão: o "Uma Aventura nas Férias do Natal", "...na Falésia", "..em Viagem", "...no Egipto", "..no Deserto", "..no Palácio da Pena", "...nas Ilhas de Cabo Verde".

Na imprensa nacional, destaque para o inicio da colecção:
No Diário de Lisboa [24 Dezembro 1982] '"Uma aventura" para jovens dos nove aos treze anos':
"Sob o título genérico de «Uma Aventura», duas professoras de História e Português de uma escola preparatória de Lisboa decidiram produzir uma série de pequenos romances destinados a leitores dos 9 aos 13 anos."
"Proporcionar um estímulo ao exercido da leitura e ao conhe- cimento do país que é Portugal, é a preocupação fundamental das duas professoras-autoras, Isabel Alçada e Ana Maria Magalhães. Nós escrevemos a pensar no nossos alunos — diz-nos Isabel Alçada. Sentimos a necessidade de os estimular, para além da leitura que fazem nas aulas (...)  a leitura desses pequenos romances de aventuras rápidas, não complicadas, «vividas» por gente da idade deles. E, sobretudo, com princípio, meio e fim."
"Escrever aventuras para jovens dos 9 aos 13 anos começou quando as duas professoras (...) decidiram criar os seus próprios textos para tratamento de certos aspectos do programa escolar.(...) prossegue Isabel Alçada (..) Então começámos as duas, em conjunto, a escrever pequenos contos com essa finalidade. Os nossos alunos gostaram tanto que nos pediam para ler mais contos do mesmo autor, que nem sabiam quem era." "Nós tivemos a preocupação de ir ao encontro dos termos e das expressões em que os jovens desta idade se exprimem. O discurso directo torna a acção extremamente viva e permite que os leitores se projectem mais facilmente no texto."  "Foi nossa intenção transmitir a realidade portuguesa sem os agredir, mas também náo escamotear quando ela é agressiva. Assim. por exemplo. aparece urna personagem. o Chico, que é filho de um desempregado (situação que infelizmente não vai sendo invulgar)."

E sobre os lançamentos dos números 9 e 10, no "Diário de Lisboa" (9 Novembro 1984):

"Não é o prémio literário que elas buscam. É sobretudo o desejo de comunicar, de despertar no interlocutor
o prazer de ler, que anima as autoras. É esse o seu segredo."
"De salientar ainda as ilustrações de Arlindo Fagundes, cheias de imaginação, pormenor e movimento, harmoniosamente certas neste género de obra."

Mas a colecção não ficou confinada ás páginas dos livros. Recordo-me de passar na TV um telefilme, "Uma Aventura em Lisboa" (de 1989, realizado por Eduardo Geada e produzido por António da Cunha Telles). Mas as gerações mais recentes devem recordar bem a série da SIC "Uma Aventura" (2000-2007), que ao longo de 5 temporadas, três elencos e 46 episódios adaptou bastantes dos livros. Em 2009, o filme "Uma Aventura na Casa Asombrada" foi lançado nos cinemas, e adaptação - muito livre - foi decepcionante a vários níveis [podem ler a crítica: "Cine31 - Uma Aventura na Casa Assombrada (2009)" ].

A "Caderneta de Cromos" de Nuno Markl abordou em 2011 a colecção de "'Os Cinco' à portuguesa", na "Caderneta de Cromos Nº 668" [ "Uma Aventura" - Ouvir/Download do Mp3].

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Pepsi (1980)

Esta dinâmica imagem estava bastante danificada e teve que passar por extensiva recuperação digital, como deve ser visivel. Não ficou perfeito, mas estou satisfeito com esta colorida recordação do inicio da década de oitenta. Nunca fui grande consumir de "Pepsi" e outras colas, mas fazem parte da memória visual da nossa civilização.

"Vem com Pepsi, vem". Essa frase, com pronúncia brasileira e tom meloso já soaria a outra coisa... ("me liga, vai?")

Publicidade retirada da revista Almanaque do Patinhas Nº 10 , de 1980.

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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Amo-te Teresa (2000)

por Paulo Neto

Até ao fenómeno Big Brother, o grande acontecimento no panorama televisivo em Portugal no ano 2000 foi um conjunto de telefilmes produzidos e emitidos pela SIC. A iniciativa, denominada SIC Filmes, foi anunciada com pompa e circunstância e consistiu na produção de doze telefilmes, cada um exibido em cada mês do ano. Ainda longe de se pensar que em Setembro desse ano, a TVI daria os primeiros passos para alcançar o ceptro da liderança que a SIC orgulhosamente ostentava, a estação de Queluz ainda reinava indiscutivelmente e esta iniciativa foi aguardada com muita expectativa, até porque o telefilme era até então um produto televisivo algo raro e pouco explorado em Portugal.
Entre os telefilmes resultantes da SIC Filmes, contam-se títulos como "Monsanto", "Facas e Anjos", "Mustang", "O Lampião da Estrela", "Aniversário" e "A Noiva". Mas o mais famoso e recordado de todos foi sem dúvida o primeiro deles todos, "Amo-te Teresa" que Portugal parou para ver no dia 11 de Janeiro de 2000.



Realizado por Ricardo Espírito Santo e Cristina Boavida (jornalista da SIC e autora do argumento), "Amo-te Teresa" narrava a história do amor proibido entre uma mulher adulta e um adolescente, interpretados por Ana Padrão e Diogo Morgado.     

Teresa (Ana Padrão) é uma médica que, após o fim de uma relação, decide trocar Lisboa pela vila alentejana onde nasceu para trabalhar no Centro de Saúde local. Apesar de guardar ressentimento sobre a reacção local a um escândalo que envolveu os seus pais, acaba por adaptar-se à vida local.
Teresa retoma a amizade de infância com Paula (Maria João Abreu) e muda-se para a casa em frente dela. Entretanto descobre que Miguel (Diogo Morgado), o rapaz que conheceu no dia da sua chegada à vila quando o avião telecomandado dele chocou contra o carro dela, é o filho mais velho de Paula. Miguel é um adolescente 15 anos, bonito e sensível, que para além da paixão pelo aeromodelismo, adora desenhar. 


Apesar da diferença de idades e dos riscos que isso implica, Teresa e Miguel desenvolvem uma forte cumplicidade e uma atracção à qual são incapazes de resistir. Os dois chegam mesmo a ter momentos de ciúmes, Teresa em relação a Sandra (Margarida Vila-Nova), uma colega de Miguel, e este face a Vítor (José Wallenstein), um amigo de Teresa que vem de Lisboa visitá-la. 

Tudo se complica quando Cândida (Isabel de Castro), a avó de Miguel que nunca gostou de Teresa, descobre desenhos de Teresa nua feito pelo neto e Paula surpreende os dois abraçados na casa dele. Escorraçada pela população, Teresa regressa a Lisboa mas Miguel não desiste da relação entre ambos, só que está tudo contra eles. Só depois de pagarem um duro preço é que Teresa e Miguel poderão ficar finalmente juntos.

Com todos os ingrediente típicos de uma telenovela condensados em 90 minutos, "Amo-te Teresa" foi um sucesso de audiência. Do elenco fizeram também parte nomes como Marcantónio Del Carlo, Sinde Filipe, Maria Emília Correia, Afonso Pimental e Sílvia Alberto. Como não podia deixar de ser, Herman José fez uma paródia ao filme intitulada "Babo-te Teresa", onde Herman recuperava a mítica Maximiana e Maria Rueff fazia de uma mulher de 35 anos que vivia um amor proibido com um idoso de 95 anos.


Embora Diogo Morgado já fosse conhecido de outros trabalhos como a telenovela "Terra Mãe", foi sem dúvida com "Amo-te Teresa" que lançou a carreira daquele que agora é mundialmente conhecido como o "Hot Jesus". Morgado entraria também noutro telefilme da SIC, "A Noiva", onde confirmou aos 19 anos a sua versatilidade fazendo de uma personagem de trinta anos, ao invés de ter feito de adolescente em "Amo-te Teresa".

Capa da novelização em livro

"Amo-te Teresa", bem com outros telefilmes que se seguiram, tiveram direito a edição em VHS e a uma novelização em livro. A iniciativa SIC Filmes foi prolongada em 2001, mas com menor sucesso. Segundo o IMDB, o telefilme foi exibido em 2005 na Hungria.

De referir ainda que a principal música do filme é "Asas (Eléctricas)" dos GNR, que também foi o primeiro single do seu álbum "Pop Less".


Trailer:


Promo de reposição em 2008:





Paródia "Babo-te Teresa" (Herman SIC):

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

My Reason - Demis Roussos (1972)

Conforme prometido no artigo publicado no dia que se soube da morte do cantor e músico Demis Roussos [aqui], fui procurar nos arquivos e na coleção cá de casa e encontrei este vinil do artista, com a grafia Démis Roussos.
A edição é francesa, como atesta a indicação "Parade Couleurs", a capa quase idêntica ás edições de outros países. Note-se que abaixo do título "My Reason" está "Ma musique", visto que o tema inclui frases em francês.

A capa frontal:


"My Reason" a faixa do lado A do disco:

"When I'm A Kid" o lado B:


O verso da capa do disco ficou mal focada, mas a informação é escassa:

Segundo o site 45cat, esta é a informação constante no próprio vinil:
  • Faixa A - "My Reason". Compositores: S. Vlavianos, Ch. Chalkitis, H .Banks, Ch. Chalkitis. Arranjos:        Harry e Steal.
  • Faixa B - "When I'm A Kid". Compositores: S. Vlavianos, Ch. Chalkitis, B. Bergman Arranjos: Harry e Steal.
Ambas as canções foram incluidas no ano seguinte no álbum "Forever And Ever" (1973), junto a outros grandes êxitos da carreira a solo de Demis Roussos. [Mais aqui: "Demis Roussos (1946-2015)"]


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Demis Roussos (1946-2015)


No dia que em a Grécia está nas bocas do Mundo pelas decisivas eleições, o país onde nasceu a democracia perdeu um dos seus artistas mais célebres: Demis Roussos (baptizado  Artemios Ventouris Roussos) com 68 anos de idade, depois de várias semanas hospitalizado. Julgava que o senhor fosse mais velho, mas como me dizem aqui ao lado, por ser gordo parecia mais envelhecido. Conheci o cantor grego - nascido no Egipto - através da colecção de discos de vinil dos meus pais, tal como provavelmente todos os da minha geração. Há uns anos depois de ouvi-lo na rádio online Nostalgie, pesquisei e fiquei fã de alguns temas da sua fase do grupo Afrodite's Child (já antes participara nos grupos The Idols, e We Five), quando partilhou palco com outro membro do panteão musical helénico: Vangelis (com quem gravou vários álbuns depois do final da banda, incluindo uma participação especial na célebre banda sonora de Blade Runner). Mas o maior sucesso global veio mais tarde na sua fase solo de cantor romântico com o seu estilo característico de voz potente e a música com inspirações mediterrânicas e árabes. Segundo a Wikipedia, vendeu mais de 60 milhões de albuns por todo o mundo. Em 1985, foi um dos reféns do voo TWA Flight 847.
Hei-de vasculhar as compilações e singles cá de casa para partilhar alguns convosco. Demis não tinha o aspecto de um galã elegante, mas decerto vários dos nossos leitores foram concebidos ao embalo de "Goodbye, my Love Goodbye", ou "Forever and Ever". 


"Goodbye, my Love Goodbye"

"Forever and Ever" (1976)

"We Shall Dance" (1971)

"It's Five O'Clock" (1970)

"Rain and Tears" (1968)

"The Four Horsemen" (1972)

"Quand Je T'Aime" (1987)

"White Sails" (1974)

"Lovely Lady Of Arcadia" (1974)

"My Only Fascination" (1974)




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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Sapataria Bambi (1980 e 1981)

Fofura em dose dupla,dois anúncios da "Sapataria Bambi" protagonizados pela estrela do filme da Disney "Bambi" (1942, a mais famosa adaptação do romance "Bambi, A Life in the Woods" publicado em 1923 pelo austríaco Felix Salten).

Inclui uma frase digna de um postal de aniversário para crianças: "Pelo muito carinho que te dedicamos fazemos votos para que cresças em amor".
Ambos os anúncios incluem créditos da Walt Disney, levando a crer que existia uma ligação oficial entre a  marca e as sapatarias Bambi ( 3 lojas em Lisboa e 2 em Algés). Uma rápida pesquisa online indica que ainda existem várias Sapataria Bambi em Lisboa, arredores e até no Algarve.
As ilustrações são duas variações da famosa cena do filme em que uma borboleta pousa na cauda de Bambi:


Publicidades retiradas das revistas Almanaque do Patinhas Nº 2 e Nº 19, de 1980 e 1981 respectivamente.

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Top 5 canções de Marco Paulo

por Paulo Neto




Nasceu no coração do Alentejo a 21 de Janeiro de 1945 com o nome de João Simão da Silva e setenta anos mais tarde, ele pode olhar para trás e rever uma carreira musical longa e próspera como poucos cantores em Portugal se podem gabar. Falo obviamente de Marco Paulo que acaba de apagar setenta velas. Quer se goste ou não do seu género, não há como negar que a sua carreira atravessa várias gerações e tem sido fértil em temas que para sempre ficam gravados no disco rígido do povo deste pequeno rectângulo à beira-mar.  
Em nome da "Enciclopédia de Cromos", pretendo prestar a devida homenagem a Marco Paulo, recordando os que são para mim os seus cinco hits mais marcantes.

Mas primeiro uma pequena retrospectiva: 
- Editou o primeiro disco em 1966.
- Participou nos Festivais da Canção de 1967 com "Sou Tão Feliz" e de 1982 com "É O Fim Do Mundo"
- Gravou com Simone de Oliveira uma versão em português de "Somethin' Stupid".
- Apresentou dois programas na RTP, misto de talk-show e variedades, "Eu Tenho Dois Amores" (1994-1995) e "Marco Paulo Com Música No Coração" (1996).
- Um cancro em 1997 fez com que perdesse a cascata de caracóis que era sua imagem de marca, mas provou que não era nenhum Sansão, vencendo a doença e retomando a carreira.
- Marco Paulo vendeu quatro milhões de disco e ganhou mais de 140 galardões entre discos de ouro, prata e platina.

São tantos os hits de Marco Paulo que reduzi-los para apenas uma lista de cinco foi complicado. Como tal, convém recordar duas menções honrosas que falharam por muito pouco esta lista: "Ninguém, Ninguém" (1978), onde mostrou que dominava a arte de cantar de prego a fundo, sendo percursor dos Toranja; e "Anita" (1982) e o famoso videoclip onde Marco Paulo mostra os seus dotes de nadador a uma Anita que gosta muito de morder em limões.   

#5 "Sempre Que Brilha O Sol" (1988)



Como é sabido, o repertório de Marco Paulo é maioritária e assumidamente composto de várias covers de canções estrangeiras, algumas bem conhecidas como por exemplo "Só Falei Para Dizer Que Te Amo" (aportuguesando o "I Just Called To Say I Love You" de Stevie Wonder), outras nem por isso. "Cuando Calienta El Sol" foi originalmente gravada em 1961 pelos Hermanos Rigual e, por entre covers e adaptações em outras línguas, já foi versionada por nomes como The Ray Charles Singers, Bing Crosby, Nancy Sinatra, Petula Clarka e Agnetha Faltskog dos Abba.
A versão que Marco Paulo gravou para o seu álbum homónimo de 1988 adaptava a versão actualizada ao estilo eighties de 1987 do mexicano Luis Miguel. Como não podia deixar de ser, o tema foi acompanhado por um videoclip bem veraneante com beldades à beira da piscina. A minha parte preferida é quando algumas moças tomam banho no chuveiro mas existem duas delas mais preguiçosas ou púdicas que preferem tomar banho de rega, todas vestidas.   

#4 "Joana" (1988)


Mas o grande hit do álbum "Marco Paulo" de 1988 foi mesmo "Joana", cujo original é em alemão. Outro padrão recorrente no repertório de Marco Paulo são canções com nomes de mulher. Inclusivamente, o álbum "Beijinhos Doces" de 1995 só tinha canções deste tipo. Entre os nomes granjeados em canções gravadas por Marco Paulo, além de Joana e da já referida Anita, constam Susana, Isabel, Dalila, Milena e Amália.
Tal como em "O Anel de Noivado" do Trio Odemira, também Marco Paulo encarna um antigo amado da tal Joana que de longe a vê casar com outro, restando-lhe apenas as recordações do idílio.
E claro está, quem é que nunca resistiu em trautear este refrão a uma Joana? "Ó Joana, pensar que estivemos tão perto, dos sonhos agora desperto, só não quero ouvir o sim que dirás, ah ah ah ah..."

#3 "Taras e Manias" (1991)



Tal como se adivinha logo ao primeiro verso: "Quando você vem com essa cara de menina levada para a brincadeira", a versão original foi gravada por um brasileiro, mais concretamente Elymar Santos. A faixa, um dos temas inéditos do álbum best of de 1990, imortalizou por cá a expressão "uma lady na mesa, uma louca na cama". Deste modo, cantando as taras e manias da amásia, Marco Paulo vivia, pelo menos musicalmente, o sonho de muitos homens. E venha de lá o refrão sado-maso: "E mexe, remexe, se encosta, se enrosca, se abre, se mostra p'ra mim. Me agarra, me morde, me arranha, não mude que eu quero você sempre assim."


#2 "Maravilhoso Coração" (1991)


Em 1991, Marco Paulo celebrou 25 anos de carreira com o álbum best of que reunia os seus maiores êxitos até então bem como alguns inéditos como o já referido "Taras e Manias" e a faixa que deu título ao disco. "Maravilhoso Coração" tornou-se igualmente um dos temas incontornáveis do repertório de Marco Paulo, sendo de tal forma épico e retrospectivo que até pode considerar-se o seu "My Way", se bem que ao contrário deste último, a letra também deixa claro que ainda havia muito para se viver.
Até à mega-ascensão de Tony Carreira, e juntamente com a de Herman José, a actuação de Marco Paulo costumava ser a mais aguardada do "Natal dos Hospitais" de cada ano, e durante largos anos, "Maravilhoso Coração" era o tema de eleição para o evento. (Actualmente é "Nossa Senhora")  

#1 "Eu Tenho Dois Amores" (1980)


Mas claro está, mesmo de entre um repertório tão rico em sucessos, não há como colocar em 1.º lugar esse lendário hino ao poliamor que é "Eu Tenho Dois Amores", editado em 1980. Segundo o seguidor do blogue Rui Craveiro, ao qual agradecemos a informação, a versão original chama-se "I Love, I Love, I Love You" e foi gravada em 1977 pelo quarteto Pascalis, Marianna, Robert & Bessy, que foram os representantes da Grécia no Festival da Eurovisão desse ano com o tema "Mathema Solfege".
"Eu Tenho Dois Amores" é toda uma pérola, a começar na batida mastigada de disco-sound e a culminar na interpretação de Marco Paulo, exprimindo a sua indecisão entre uma loura e uma morena. Porém não há como achar que a letra é demasiado optimista, com Marco Paulo a concluir que a solução para a sua indecisão é "amar das duas, sem uma da outra saber". Os mais certo era a loura e a morena descobrirem tudo e mandarem-no à fava. E daí talvez não, talvez Marco Paulo conseguisse convencê-las a alinharem numa de "sister-wives".

Com tudo o isto, resta desejar ao recém-septuagenário muitas felicidades. E oxalá eu chegue aos 70 com vitalidade de Marco Paulo.

  
  

Tico e Teco Comando Salvador / Chip ‘n Dale Rescue Rangers (1989-1990)


"Tico e Teco Comando Salvador", é o nome tuga da animação norte-americana "Chip ‘n Dale Recue Rangers" que esteve no ar entre 1989 e 1990. No Brasil ficou conhecida por "Tico e Teco e os Defensores da Lei". Apesar da estreia em 1989, no ano anterior foi exibido um episódio especial para promoção. E a estreia oficial foi feita na forma de um filme de duas horas - "Rescue Rangers: To The Rescue", que mais tarde foi repartido em cinco episódios.


Nunca fui grande fã dos filmes Disney, mas as séries animadas orientadas para a aventura já se me apresentavam mais interessantes. No meu top estão os “Duck Tales”, e a seguir este “Chip ‘n Dale Recue Rangers”.

Os já conhecidos esquilos Tico e Teco, que durante décadas se passearam em pelota pelos ecrãs e páginas Disney, passam a vestir-se de Indiana Jones e Thomas Magnum (Magnum P.I.), respectivamente (como podem ver nas fotos acima) e abrem uma agência de detectives para combater o crime.

O principal vilão é o mafioso Fat Cat (foto acima), porém outros gangsters e até um inventor maléfico vão dificultar a vida a Tico (Chip, o elemento sério e responsável do grupo - com a voz da actriz Tress MacNeille, a responsável de muitas vozes nos Simpsons, Futurama, etc) e Teco (Dale, o irmão irresponsável, divertido e louco por doces - com a voz de Corey Burton, que podem reconhecer como Spike Witwicky na série dos Transformers Em Acção, entre outros).

Mas os dois manos têm ajuda: o rato amante de queijo Monterey Jack (nas primeiras 3 temporadas teve a voz do eterno Optimus Prime: Peter Cullen; e nas restantes de Jim Cummings), a mosca Zipper (novamente Corey Burton, a voz de Dale) e a genial inventora Gadget Hackwrench (Tress MacNeille, a mesma voz de Chip), uma ratinha que vai ser disputada pelos dois irmãos ao longo das três temporadas e um total de 65 episódios. Além dessas relações inter-espécies, apenas pelo visionamento do genérico inicial constatamos a ocorrência de violência doméstica entre os dois irmãos, além do ocasional travestismo.



O Genérico inicial:


Não é uma série tão reconhecida pelo grande público, no entanto, uma das personagens - Gadget Hackwrench - até gerou um culto, sim, um culto religioso, na Rússia. Não consigo confirmar a veracidade da notícia, mas, porque não? Decidam por vós próprios:  "Russian Nerds have started a cult arround Gadget Hackwrench Decidam por vós próp""Гаечка is love" .





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May - Crackies (1981)

Como vimos anteriormente, a marca de guloseimas "May", além de caramelos e chupetas, vendia também pastilhas elásticas, como estas "Crack Mint" apelidadas de "Crackies". A mascote permanece a criança sardenta de cabelos encaracolados e um olho fechado.

 Detalhe da embalagem, com sabor clássico peppermint.
O blog Santa Nostalgia recorda que décadas antes as pastilhas elásticas, ou chicletes/chicles "May" eram acompanhadas de colecções de cromos, da Agência Portuguesa de Revistas. ["Chicles MAY: O chicle da juventude"]


Publicidade retirada da revista Almanaque do Patinhas Nº 20, de 1981.
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Saturday Night - Whigfield (1994)



Devia publicar isto num sábado à noite, mas, what the hell, o blog é intemporal! Portanto aqui está mais uma música que foi um sucesso quando eu e o leitor eramos mais novos, num ano que "A Lista de Schindler" ganhou 7 Óscares, Kurt Cobain foi "encontrado morto", Mandela ganhou as eleições e acabou o Apartheid , e o cometa Comet Shoemaker–Levy 9 chocou com Jupíter.

Capa do single na Europa.

A canção, com o "original" nome de "Saturday Night" foi o maior hit da dinamarquesa Whigfield (aka Sannie Charlotte Carlson, ‘antiga’ modelo). Como habitual no género, a letra retrata com profundidade "Dee Dee na na na". Ok, é sobre festa e sexo casual. 


O que interessa: um video sugestivo com a própria Whigfield recém saída do banho envolta numa toalha a preparar-se para a saída nocturna, uma batida saltitante, mais um êxito dos anos 90, este tema de Eurodance não é dos meus favoritos, mas faz parte da memória musical da década, e vale a pena escutar outra vez!





Nota:
O atento leitor Peter Gunn fez-me notar que não mencionei um aspecto interessante: as acusações de lipsyncing, isto é, a loura Whigfield estaria apenas a fazer playback das músicas gravadas por outra cantora; como disse o Markl, uma "Milli Vanilada". A teoria mais popular é que a voz na realidade pertence a Annerley Gordon,  aka, Ann Lee que podem reconhecer do êxito "2 Times" [video]. As dúvidas continuam até aos dias de hoje, mas a minha pesquisa indica que esse fenómeno era muito comum em certas produtoras musicais, com o mesmo artista a produzir com diversas identidades e quando necessário representado por um modelo mais esteticamente agradável. 
Ao rever (re-ouvir?) recentemente o cromo reparei que Nuno Markl também menciona o tema que em 1999 juntou Whigfield aos portugueses Santa Maria "Happy Maravilha (feat. Whigfield)".

Como sempre, recomendo a audição da Caderneta de Cromos correspondente:



Texto original: "Enciclopédia de Cromos - Minicromo - Saturday Night".

Capa do single na Alemanha.


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May - Chikytas (1980)


Não me recordo da marca "May" (pastilhas elásticas, caramelos) mas creio que ainda me lembro de ver á venda estas "chupetas de leite" (ou equivalentes) com o nom de guerre "Chikytas".

Publicidade retirada da revista Almanaque do Patinhas Nº 2, de 1980.
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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Irmãos Coragem (1995)

por Paulo Neto

Em 1995, a Rede Globo comemorava trinta anos de emissões e por entre as celebrações da efeméride, contou-se um remake de "Irmãos Coragem", telenovela originalmente exibida em 1970 no Brasil. A nova versão também pretendia homenagear o 70.º aniversário do nascimento da autora da versão original, Janete Clair, a famosa teledramaturga falecida em 1983, cujos trabalhos mais conhecidos em Portugal foram as telenovelas "O Astro" e "Pai Herói". A autoria da remake esteve a cargo de Dias Gomes e teve 155 capítulos.  


Os Irmãos Coragem do título são João (Marcos Palmeira), Duda (Marcos Winter) e Jerónimo (Ilya São Paulo). Na cidade fictícia de Coroado que vive sobretudo da extracção de pedras preciosas, o cruel coronel Pedro Barros (Cláudio Marzo) governa a povoação e o negócio do garimpo com mão de ferro, sendo implacável com aqueles que o ousam desafiar. A família Coragem, que além dos três irmãos é composta pelos seus pais Sebastião (Orlando Vieira) e Sinhana (Laura Cardoso) e por Potira (Dira Paes), uma índia que foi criada com eles, também vive do mesmo negócio nas terras que são da sua propriedade, utilizando métodos menos nocivos para a Natureza. Quando João Coragem, o irmão mais velho, encontra um diamante gigante, torna-se o principal alvo de Pedro Barros, que já há muito cobiçava as terras dos Coragem, que crê serem mais ricas que as suas.


Letícia Sabatella (Lara) e Marcos Palmeira (João Coragem)

Apesar do seu exterior rude e casmurro, João Coragem é um homem justo e honesto. O diamante que ele encontra acaba por ser o símbolo de uma revolta popular contra a tirania do Coronel, da qual ele e os seus irmãos serão os protagonistas. Além disso, João vive um romance proibido com Lara (Letícia Sabatella), a filha do Coronel. Como se ódio deste não fosse suficiente, existe outro problema na relação de ambos: devido a traumas de infância, Lara sofre de tripla personalidade. Enquanto Lara é tímida e recatada, Diana é sensual e aguerrida e Márcia é um meio-termo entre as duas. Apesar de fascinado pelas três personalidades da rapariga (e das três se apaixonarem por ele), João prefere quando Lara é ela própria e tenta ajudá-la a descobrir os motivos e um tratamento para o seu distúrbio.   
Marcos Winter (Duda)
Gabriela Duarte (Ritinha)


Duda, o irmão do meio, é futebolista no Rio de Janeiro e vive os primeiros momentos de fama no Flamengo. Quando regressa a Coroado, é recebido com honras de estrela. O regresso de Duda é particularmente aguardado por Ritinha (Gabriela Duarte), que nunca esqueceu o romance que viveram na infância. Duda aceita retomar o romance, mas quando Ritinha engravida, hesita em assumir as responsabilidades, até porque ele também mantinha uma relação casual com a exuberante Paula (Rita Guedes) no Rio de Janeiro. 

Dira Paes (Potira) e Ilya São Paulo (Jerónimo)

Jerónimo, o irmão mais novo, envolve-se na politicamente revolta contra Pedro Barros, integrando as forças da oposição. As suas ambições levam-no a casar com Lídia (Isabela Garcia), filha do deputado Siqueira (Jonas Bloch), mas acaba por concluir que o seu grande amor sempre foi Potira, a sua irmã de criação. 
Murilo Benício (Juca Cipó)
Os principais aliados de Pedro Barros são o corrupto delegado Falcão (Jackson Antunes) que também está interessado em Lara e Juca Cipó (Murilo Benício), o esbirro-mor do Coronel, que sofre de problemas mentais que o levam a agir ora como um animal raivoso ora quase como uma criança. Mais tarde vem-se a descobrir que Juca é um filho ilegítimo de Pedro Barros e que também ele é apaixonado por Potira, motivo principal pelo qual ele odeia os Coragem. Já outro capanga, Lourenço (Reinaldo Gonzaga), é o amante secreto de Estela (Eliane Giardini), a leviana mulher do Coronel.   

A remake teve vários piscares de olho à versão original. Cláudio Marzo tinha sido Duda na versão original. O papel de Ritinha, interpretado por Gabriela Duarte, tinha sido originalmente interpretado pela sua mãe Regina Duarte, enquanto o do garimpeiro Braz Canoeiro, foi interpretado em 1970 por Milton Gonçalves e em 1995 pelo filho deste, Maurício Gonçalves. E alguns actores da versão original fizeram pequenos cameos no remake como foi o caso de Cláudio Cavalcanti (Jerónimo) e Lúcia Alves (Potira).

1.º disco da banda sonora com Marcos Winter na capa
2.º disco da banda sonora com Ilya São Paulo na capa

Se a nova versão de "Irmãos Coragem" teve apenas um sucesso moderado no Brasil, onde foi exibido no horário das seis horas e sofreu com as comparações com o original, o êxito foi maior em Portugal, sobretudo por ter sido exibida no horário nobre da SIC e porque o nosso país desconhecia a versão original. Foram também elogiados o desempenho do elenco e a trama cheia de acção, por vezes assemelhando-se à de um western americano. A SIC não se poupou a esforços para promover a telenovela: na semana de estreia em Portugal, enviou a sua maior estrela da altura, Catarina Furtado, para fazer reportagens sobre os bastidores da telenovela e dois dos actores, Gabriela Duarte e Murilo Benício (que na altura eram namorados) vieram a Portugal participar em vários programas da SIC.

Genérico:


Excerto de um capítulo:




 

UCAL (1980)


Da marca UCAL, sinceramente não me recordava de iogurtes (para mim, UCAL é sinónimo de leite com chocolate) mas já os tinha visto anteriormente numa publicidade do inicio dos anos 90 [aqui], mas diferentes dos que hoje nos ocupa, naquele que é provavelmente o anúncio mais didáctico que já encontrei. Para compensar a avalanche de texto "Pequena história do iogurte" sobre a origem do dito produto lácteo, a prosa é acompanhada de cinco ilustrações das montanhas e camponeses halterofilistas da Bulgária, uma farmácia e sala de aula.


Detalhe da embalagem de iogurte com frutas:

Slogan: "Quem exige qualidade...compra UCAL."

Publicidade retirada da revista Almanaque do Patinhas Nº 2, de 1980.
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