sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

"Eles Vão Ás Compras" As Compras de Natal dos Famosos (1995)


 
"Eles Vão Ás Compras". "
A curiosidade - muitas vezes mórbida - sobre a vida pessoal dos famosos não parece ter fim, e até na época natalícia, a revista Maria quis saber o que os famosos de 1995 iam comprar para oferecer à familia e amigos nesse Natal, o que "calculam gastar em prendas, o que estão a pensar oferecer e o que gostam mais de receber".
E o questionário foi o seguinte:
  1. Este ano vai oferecer muitas prendas?
  2. Quanto pensa gastar?
  3. Costuma oferecer prendas pessoas ou para a casa?
  4. Que prendas gosta mais de receber?
  5. As prendas que recebe, são sempre uma surpresa?
Vamos ver então as respostas ao inquérito:
 Mila Ferreira confessou á revista que chega "a gastar 350 mil escudos em prendas"!
 Marco Paulo afirmou gostar de "receber roupas e perfumes". Será que a peúga branca com raquetes seria do gosto do cantor? Na mesma página, Maria Vieira mostra que não é tão pequenina, ao posar ao lado de uma grande boneca que muitas meninas desejavam. E a actriz dizia adorar "prendas invulgares". Como bónus, a página inclui ainda um anúncio ao Professor Sanha...
O apresentador José Figueiras decidiu que resolveu "não andar na febre das compras" e não ceder ao materialismo. Por outro lado, Serenella Andrade dizia gastar "sempre muito dinheiro em prendas", visto que tem uma família grande.

E o caro leitor? Que tal de compras? E tiveram direito a prendas no sapatinho?

Artigo retirado da revista Maria Nº 893, da semana de 20 a 26 Dezembro de 1995.

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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Espectáculos de Natal (1995)


Dia de Natal. Enquanto uma imensidão de gente digere os doces e outros excessos da noite anterior e se preparam para mais excessos no almoço e jantar do Dia de Natal, algumas pessoas optam por actividades que implicam tirar os rabos de casa. E a revista Maria elaborou uma lista com algumas sugestões de actividades e espectáculos principalmente para familias com crianças.
"Neste Natal, a Walt Disney apostou forte com Pocahontas, filme de animação sobre a vida de uma princesa do Continente Americano, que, segundo a lenda, terá morrido muito jovem em Londres. Mas há outras sugestões para que possa divertir os seus filhos neste dia especial."

Portanto, a encabeçar a lista, uma visita aos cinemas para a mais recente - na altura - longa metragem animada da Disney: "Pocahontas" (1995) baseada livremente na vida índia Pocahontas a.k.a. Matoaka, a.k.a. Amonute a.k.a. Rebecca Rolfe.
O trailer do 33º filme animado com a marca Disney:



A lista inclui ainda outro filme "para a família"), agora em imagem real: "Santa Cláusula" ("The Santa Clause" de 1994), sobre um homem (Tim Allen) que depois de matar - acidentalmente - o Pai Natal vai ver o seu corpo deformado para se transformar no novo ... Pai Natal. Ah, é uma comédia (maiores de 12)! 
Lets look at the traila:

As outras sugestões eram todas localizadas em Lisboa:
Depois do cinema, teatro, nomeadamente "Ali-Babá e os Quarenta Ladrões", musical no Maria Matos, produzida pelo "Teatro Infantil de Lisboa e assinada por Fernando Gomes".


Outro clássico da época natalícia: Circo! O Coliseu dos Recreios de Lisboa "propõe-lhe um espectáculo com uma Companha Internacional". Se alguém se recordar qual foi a companhia de circo, diga nos comentários!


Jardim Zoológico de Lisboa
Curiosamente, na Dia e Véspera de Natal, esta actividade não estava disponível. Mas, à excepções dos dias 23 a 25, entre 18 e 29 de Dezembro, no Programa de Natal, as "crianças podiam  passar "o dia no Zoo, tomando contacto com coisas novas. A inscrição para os nove duas custa 25 mil escudos e dá direito a almoço, mais acesso ao teleférico, aos golfinhos e Aldeia dos Flintstones."

Na foto acima, a Mercearia Bicoafiado da Aldeia dos Flintstones. Reparem no pormenor do distico do Porta Moedas Multibanco. Esta exposição de "réplicas" dos peculiares edificios e ambientes imortalizados na série clássica dos "Flintstones" (1960-1966), deveu-se decerto ao filme do ano anterior em imagem real com o  mesmo  nome: "Flintstones" (1994).

Os portões de entrada do Jardim Zoológico:



Artigo retirado da revista Maria Nº 893, da semana de 20 a 26 Dezembro de 1995.

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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Cartões de Natal Unicef (1995)

Continuando com a prática em desuso de enviar postais de boas festas. Os cartões coloridos foram trocados pelas SMS enviadas em série à lista de amigos ou fotos no Facebook....
Este anúncio recorda o outro tipo de postais ou cartões que viamos anunciados na época de Natal - além dos dos CTT - os Cartões de Natal da Unicef. Visto que são da Unicef ("United Nations Children's Fund", o "Fundo das Nações Unidas para a Infância") adquiri-los ia contribuir para defender os direitos das crianças.

Vejam em melhor detalhe estes bonitos cartões:



Publicidade retirada da revista Maria Nº 893, da semana de 20 a 26 Dezembro de 1995.

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Cartões dos Correios (1995)

 No tempo que os CTT ainda eram do Estado, e os portugueses trocavam mensagens escritas em papel.
Os cartões que ilustram este anúncio são apropriadamente alusivos à época natalícia, misturando imagens religiosas com o Pai Natal, por exemplo.
"Cartões de Boas Festas dos Correios. Levamos os seus desejos à porta de quem mais gosta."

Caros leitores, tinham o hábito de enviar postais de Natal à familia e amigos?

Publicidade retirada da revista Maria Nº 893, da semana de 20 a 26 Dezembro de 1995.

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Segredos de Cozinha Especial Natal (1995)

Já por várias vezes publicamos na Enciclopédia anúncios à revista "Segredos de Cozinha". A que nos ocupa é a de Dezembro de 1995, o Especial de Natal, que incluia "as receitas mais tradicionais; entradas, peixes e carnes; fritos e bolos; Doces sem açucar e Bebidas para brindar".
Em detalhe a capa, com umas belas fotografias de food porn:

Prévias de algumas das páginas interiores, com bolo-rei, enfeites e outros detalhes para a Consoada:

Clique na seguinte foto para a aumentar:
Outras publicidades à revista, na Enciclopédia de Cromos:

Publicidade retirada da revista Maria Nº 893, da semana de 20 a 26 Dezembro de 1995.

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Concurso Mulher Moderna Reis Magos (1995)


O que não falta na época de Natal são concursos extra para tentar o clientes. E concurso Mulher Moderna, "patrocinado" pelos Reis Magos tinha como primeiro prémio um automóvel e mais de 6.000 contos em outros prémios.
Se interpretei correctamente, o pópó a concurso era um Hyundai Pony.

Publicidade retirada da revista Maria Nº 893, da semana de 20 a 26 Dezembro de 1995.

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Pingo Doce (1995)


Estreamos na Enciclopédia um anúncio da grande superfície comercial "Pingo Doce", que  - além dos preços de alguns produtos - inclui uma receita de "Borrego à Padeira" para a ceia de Natl, com direito a ilustrações e tudo. Não como borrego, por isso salto directo para a sobremesa sugerida, o gelado Delícia Pingo doce ( a 249$00, cerca de 1, 25€ ao câmbio actual). Como sempre, clique sobre a imagem para ver em maior detalhe.

Publicidade retirada da revista Maria Nº 893, da semana de 20 a 26 Dezembro de 1995.

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O Pai Natal Chega Sempre (1990)

por Paulo Neto

A quadra natalícia sempre mexeu muito comigo em criança por toda uma panóplia de elementos aliciantes que a rodeavam. Entre esses elementos estava o facto de por esta altura haver diversos programas alusivos ao Natal na televisão. Se para alguns esta temporária pausa na grelha habitual tinha o seu quê de exasperante para alguns - que viam as séries e programas que acompanhavam serem adiadas por uma ou duas semana para ceder lugar a programas natalícios -, para mim isso era mais uma parte da mística que rodeava a época. Alguns desses programas eram recorrentes como o célebre Natal dos Hospitais ou filmes com Julie Andrews, outros houve que foram exibidos uma única vez e se os perdêssemos, dificilmente os reveríamos.



Foi o caso de um especial infanto-juvenil que a RTP exibiu na manhã do dia Natal de 1990. "O Pai Natal Chega Sempre" tinha a autoria e apresentação de Júlio Isidro e era inspirado no livro "O Boneco de Neve" de Raymond Briggs. Esse livro teve uma adaptação para uma curta-metragem animada em 1982, que foi nomeada para um Óscar e popularizou o tema "Walking In The Air". Essa curta-metragem foi exibida antes do final do programa.  Como tal ao longo do programa havia a presença das duas personagens do filme: o rapazinho e o Boneco de Neve (que como se verificará nos vídeos seguintes, revelar-se-ia muito hiperactivo).


Além de Júlio Isidro, outros rostos da programação infantil da altura também marcaram presença: José Jorge Duarte, o eterno Lecas que então conduzia o programa "Lecas Mais Certo Que Sem Dúvida"; Manuel Luís Goucha que no ano seguinte apresentaria "Mais Olhos Que Barriga" (que tentou recuperar o imaginário de "Sebastião Come Tudo" com um novo boneco, o Zé Copas) e o concurso "Sim ou Sopas"; José Mariño, na altura um dos apresentadores do "Caderno Diário", com uma reportagem na aldeia do Pai Natal; e a actriz Paula Fonseca (anteriormente conhecida como a Dalola, a namorada do Lecas) que na altura protagonizava com o robô Mimix o espaço de animação das tardes de segunda à sexta (ela enfiava dentro do robô as cassetes contendo supostamente as séries animadas que seriam exibida).
José Jorge Duarte "Lecas"
Manuel Luís Goucha
Paula Fonseca e Mimix
José Mariño

Além disso, o programa também contou com uma reportagem da visita da estrela da Hanna-Barbera, o Yogi Bear a.k.a. Zé Colmeia por Lisboa e actuações de artistas de circo, dos alunos da Escola Americana em Lisboa fazendo música com sinos e claro dos Onda Choc, Ministars, a Turma Perlimpimpim e do Coro de Santo Amaro de Oeiras.

Coro de Sinos da Escola Americana
Turma do Perlimpimpim
Contorcionista Mary Linda

Visita de Yogi Bear a Lisboa:



As Onda Choc (neste caso pode-se dizer mesmo "as" pois nesta actuação não se viu nenhum membro masculino do grupo) cantando "Canções da Chuva", uma versão de "Rhythm of The Rain" de Jason Donovan.

  
Os Ministars trouxeram a sua versão de "Não Há Estrelas No Céu" de Rui Veloso. O rapaz que lidera as vozes é nada menos que Pedro Moutinho, que hoje é um conhecido fadista, tal como os seus irmãos Hélder Moutinho e Camané.
    


O número final com todos os convidados a juntarem-se ao Coro de Santo Amaro de Oeiras para cantar "Prenda de Natal" (e levar com montes de neve artificial em cima).


Peter Auty "Walking In The Air" da curta-metragem "O Boneco de Neve"


Podem ver o filme na íntegra aqui.

Na altura, eu não vi o programa todo, acho que só a partir da actuação das Onda Choc. Como de costume, tinha sido um serão de Consoada cheio de emoções em casa da minha Avó entre as brincadeiras com os primos e o abrir das prendas, pelo que só acordei já quase no fim da manhã seguinte, como aliás acontecia frequentemente. Porém, revi o programa no ano passado quando foi reexibido na RTP Memória e recuei a esse tempo em que, com ingredientes tão simples como música, uns quantos bonecos e caras conhecidas da TV se fazia um programa de encher o olho aos petizes que nós éramos. Outros tempos...

Para terminar, quero deixar os votos de um Feliz Natal a todos os leitores e amigos da Enciclopédia de Cromos.  

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

CEAC (1995)

Nos primeiros tempos da Enciclopédia de Cromos, já tinhamos visto um destes anúncios saturados de informação da CEAC e os seus cursos de ensino à distância: CEAC (1992). Desta feita, as novidades eram os cursos de Estilismo (Desenho de moda), Cabeleireira, Canalização, Chefe de venfas, Vendedor profissional  e Electrónica Digital.

Publicidade retirada da revista Maria Nº 893, da semana de 20 a 26 Dezembro de 1995.

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Quando Eles Descobriram Que o Pai Natal Não Existia (1995)


Parafraseando Baptista Bastos: "Onde é que estava, quando descobriu que o Pai Natal não existe?". Inevitável como a morte e os impostos, descobrir a verdade sobre o simpático senhor de barbas pode ser um trauma que acompanha uma pessoa para sempre ou apenas mais uma lição de vida: "os adultos mentem". Interrogando-se sobre essa dúvida existencial, em 1995 a revista Maria decidiu perguntar ao famosos nacionais como tudo se passou. Não sou famoso, mas no meu caso, as primeiras dúvidas aconteceram por volta dos três ou quatro anos, quando vi num armário o tradicional fato vermelho. Também achei suspeito o Pai Natal chegar não pela chaminé, mas pela porta de um quarto na casa da minha avó paterna. 
Mas, vamos ao que interessa. Como sabem, basta clicar sobre as fotos para as ver em maior detalhe e mais fáceis de ler:
 
"Quando Eles Descobriram Que o Pai Natal Não Existia":
"Simpático e bondoso, o Pai Natal povoa a imaginação de todas as crianças, fazendo as suas delícias na época do Natal. Mas como qualquer outra fantasia, também esta acaba por se perder. Saiba como é que as figuras públicas descobriram que o Pai Natal era apenas fruto da sua imaginação."

Texto do inquérito: Sandra Silva, Daniela Oliveira e Teixeira Lopes.

Vamos ver em mais pormenor:
A primeira figura a ser inquirida foi Manuel Luís Goucha - na sua versão bigode farfalhudo, que nesse ano apresentou na RTP os concursos "A Grande Pirâmide" [video], e "Efe-Erre-A" (isso mesmo, competições entre tunas académicas). Segundo Goucha, descobriu com oito anos que o Pai Natal não existia por um "descuido" da mãe. Descuido é maneira de dizer, porque ele é que foi vasculhar debaixo da cama. Mas depois da desilusão garante que "o Natal foi ganhando outra magia". Ao lado do artigo, uma foto a preto e branco do jovem Goucha junto á árvore de Natal e presentes.
 A modelo, apresentadora e Miss Portugal 1990, Carla Caldeira - actualmente afastada da vida pública - diz que "foi um pouco traumático" descobrir, mas defende que "se deve transmitir aos filhos" essa fantasia.
 O futuro "tio careca" Nuno Graciano, (em 1995, apresentou com Julie Sargeant o "Televisto", na TVI) afirma que quando o pai "tirou as barbas e mostrou-me que era ele, o que eu já desconfiava" e ainda que "fiquei contente por (...) aquela figura simpática, ser o meu pai".
 A bela Sofia Alves, na altura com 22 aninhos, participava na novela da RTP "Desencontros". E conta que a desilusão aconteceu no colégio, onde "viu por acaso a educadora a tirar o fato e as barbas de Pai Natal". Em seguida, uma figura desconhecida do panorama artistico português: Herman José - na época á frente do talk-show "Parabéns" (1993-96) - descobriu na primária, através de colegas "menos sonhadores". No seu estilo afirma que "foi um choque do qual ainda não recuperou".
Pedro Abrunhosa, que no ano anterior lançou o album de êxito "Viagens" (1994) estava na ribalta com a sua voz e figura invulgares. E a sua resposta não podia deixar de ser irónica, referindo o caso da oferta de electrodomésticos na campanha eleitoral do major Valentim Loureiro, que em 1993 venceu a Câmara de Gondomar. Tal como no caso de Herman José, foram coleguinhas da escola que contaram a verdade a Anabela Mota Ribeiro, que em 1995 apresentava a "Praça da Alegria" (1995-2014) com Manuel Luís Goucha, e os "Jogos Sem Fronteiras". "Uma tristeza" recorda a apresentadora.

E vocês, caros leitores? Como e quando descobriram que o Pai Natal não existia?

Artigo retirado da revista Maria Nº 893, da semana de 20 a 26 Dezembro de 1995.

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domingo, 21 de dezembro de 2014

Filmes de Natal na TV - Anos 80 e 90


Ao ouvir a expressão "filme de natal" os nossos leitores (portugueses) devem imediatamente pensar em  pelo menos um ou todos desta pequena lista: "Sozinho em Casa", "E.T. O Extraterrestre" e "Música no Coração", os filmes aparentemente mais vezes exibidos no dia de Natal ou pelo menos durante a semana natalícia. Precisamente enquanto escrevo estas linhas anunciou na RTP-1 o "Música no coração", que curiosamente, apesar do número de vezes que foi exibido na televisão, apenas vi uma vez do inicio ao fim.
Mas, antes de serem exibidos na TV o "Sozinho em Casa" (de 1990), "E.T. O Extraterrestre" (de 1982) que filmes passavam na nossa TV nesta época? Fui investigar. Sinceramente, esperava mais repetições.

Nos EUA, um tradicional - a acreditar em filmes e séries americanas - é o "Do Céu Caiu Uma Estrela", e da recolha de dados que fiz da década de 80 e até meio dos 90, é precisamente  "Do Céu Caiu Uma Estrela" em 1982 e 1995.

O título original é "It's a Wonderful Life" (literalmente "É uma vida maravilhosa"; "A felicidade não se compra" no Brasil), de 1946, baseado no conto "The Greastest Gift", com realização de Frank Capra ("Peço a palavra", ) e James Stewart ("O Homem Que Sabia Demais", "Janela Indiscreta") no papel principal de um homem prestes a suicidar-se na véspera de Natal. Mas a intervenção do seu anjo da guarda, pode contemplar como seria a sua familia e comunidade de ele nunca tivesse nascido.

Trailer de "Do Céu Caiu Uma Estrela":





Temos também o "Música no Coração" em 1988 e 1995. Este musical de 1965, "The Sound Of Music" ("A Noviça Rebelde" no Brasil), realizado por Robert Wise ("West Side Story", "O Caminho das estrelas: O Filme") dispensa apresentações. Mas, para os mais novos: saibam que foi adaptado do homónimo musical da Broadway, que por sua vez é baseado no filme "Die Trapp-Familie" (1956) e no livro "The Story of the Trapp Family Singers", as memórias de Maria von Trap - e a sua familia de cantores - encarnada no grande ecrã por Julie Andrews ("Mary Poppins"), e imortalizada décadas depois num dos mais famosos memes da Internet que canibaliza a mais famosa cena do filme, Maria a dançar e cantar nas verdejantes montanhas austríacas.

Não sou fã de musicais e este foi dos poucos que tolerei ver de inicio ao fim.

Trailer de "Música no Coração":

Vamos então ver que filmes se viam na década de 80 e 90 entre fatias douradas e bolo-rei:

1980:
Descalços no Parque
1981:
Chapéu Alto
Ritmo Louco
Vamos Dançar?
Tristezas não pagam dívidas
Os Contos de Beatrix Potter
O Inimigo Público
1982:
Milagre por Um Dia
Muito Obrigado Sr. Scrooge
Do Céu Caiu Uma Estrela
1983:
A Taberna do Irlandês
Natal Roubado
Feliz Natal Sr. Krueger
1984:
Trapézio
1985:
As Noites Loucas do Dr. Jerry
Sansão e Dalila
1986:
Serenata à Chuva
1987:
Os Salteadores da Arca Perdida
O Leito Conjugal
Amor Proíbido
O Inquilino
1988:
Cântico de Natal
Natal - Tempo de recordar
O Homem Vestido de Pai Natal
O Feiticeiro de Oz
Música no Coração
Cammina, Cammina
Nostalgia
1989:
Prenda de Natal
Escuro no Cimo das Escadas
O Despertar
A Ourivesaria
Oliver!
Hello, Dolly
Police
Indiana Jones e o Templo Perdido
1990:
Viagens alucinantes
Os Piratas
O Grande Combate
O Homem Tranquilo
Há lodo no caís
O fascínio dos deuses
E o Sol também brilha
1991:
Estes Gloriosos Dias
As noivas de Cristo
A loucura do ritmo
Sombras no Paraíso
Fruto Proíbido
Cinema Paraíso
1995*:
Pestinhas ao ataque
Balada ao Luar
Do Céu Caiu Uma Estrela
Música no Coração
Libertem Willy
Dias de Tempestade
Três Homens e uma Menina
Que Paródia de Natal
SOS Fantasmas
A Maravilhosa História de Charlie
As Novas Aventuras de Heidi
Que Bem se Está no Campo
Os Túneis de Nova Iorque
A Bela Memphis
Samantha, uma Rapariga Endiabrada
Coração Americano
A Loja das Curiosidades
A Revolta do Aprendiz
Joseph
Querida Lili

Uma lista bem eclética, desde Indiana Jones a Tarkovski!

* Obviamente, a partir do inicio dos anos 90, a oferta de filmes aumentou, com a chegada dos canais privados. Pelo menos, até serem substuidos por novelas e reality shows já no século XXI.

Em alguns destes anos os filmes foram preteridos a favor de programas religiosos, musicais, dança ou teatro.

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sábado, 20 de dezembro de 2014

Band Aid "Do They Know It's Christmas" (1984)

por Paulo Neto

Hoje em dia, temas musicais gravados por um colectivo de conhecidos nomes da música em nome de uma nobre causa é algo que já se tornou lugar-comum. Esse conceito foi de certa forma criado e posto em prática pela primeira vez em 1984 quando tudo o que era estrela da música britânica se reuniu sob o nome Band Aid para gravar "Do They Know It's Christmas" e fazer história.


Reza a lenda que Bob Geldoff, movido por um documentário da BBC sobre a terrível vaga de fome que assolava a Etiópia, teve a ideia de angariar dinheiro para ajudar aqueles atingidos pelo flagelo através da música. Juntamente com Midge Ure dos Ultravox, Geldoff compôs o tema e aproveitando um espaço na BBC Radio originalmente destinado para promover um novo disco da sua banda Boomtown Rats, anunciou a gravação da canção por alguns dos maiores artistas britânicos e irlandeses da altura, o que rapidamente suscitou a atenção dos media. 


Foi portanto sob o intenso olhar da comunicação social que as estrelas se reuniram no dia 25 de Novembro de 1984 no estúdios Sarm West em Londres para gravar o tema. Os versos foram cantados por esta ordem: Paul Young, Boy George, George Michael, Simon Le Bon (Duran Duran), Sting, Tony Hadley (Spandau Ballet), Bono Vox, Paul Weller, Glenn Gregory (Heaven 17) e Marilyn (um artista andrógino em voga na altura que apareceu ser convidado). Entre as vozes do coro final, contam-se nomes como Holly Johnson (Frankie Goes To Hollywood), Bananarama, Francis Rossi (Status Quo), Jody Watley (Shalamar), Kool & The Gang e Phil Collins (que também toca bateria).


Ainda hoje, o tema mantém-se como um clássico de Natal e dos anos 80 com dois momentos que para mim são deveras arrepiantes: Bono Vox a cantar emotivamente "Well tonight thank God is them, instead of you!" e o solo de sintetizador que precede o apotéotico coro final.

O sucesso não se fez esperar e o single entrou directamente para o primeiro lugar do top britânico e tornou-se no single mais vendido de sempre no Reino Unido até então (apenas ultrapassado em 1997 com a famosa regravação de "Candle In The Wind" de Elton John dedicada à Princesa Diana). Aliás o top 3 britânico do Natal de 1984 é o mais histórico de sempre com "Last Christmas" dos Wham! no n.º 2 (ainda hoje a canção mais vendida de sempre no Reino Unido que não chegou ao n.º 1) e "We All Stand Together" de Paul McCartney. Além disso, no Natal do ano seguinte houve uma re-edição do tema que fez aumentar as vendas por 3 milhões no Reino Unido e 12 milhões em todo o mundo.

O sucesso da Band Aid originou não só o mítico megaconcerto Live Aid em Londres e Filadélfia a 13 de Julho de 1985 mas também uma vaga de temas all star. Praticamente cada país do mundo ocidental teve o seu Band Aid, destacando-se o igualmente célebre "We Are The World" dos USA 4 Africa e o nosso "Abraço a Moçambique". Outros exemplos são "Tears Are Not Enough" (Canadá), "Cantaré, Cantarás" (Espanha e América Latina), "Ethiopie" (França), "Sammen For Livet" (Noruega) e "Za Million Godina" (Jugoslávia). 

"Do They Know It's Christmas" teve até ao momento mais três regravações. A primeira aconteceu em 1989, sob o nome Band Aid II, produzida pela mítica troika de produtores Stock, Aitken & Waterman integrando nomes como Kylie Minogue, Jason Donovan, Cliff Richard, Chris Rea, Bros., Lisa Stansfield, Wet Wet Wet e (novamente) Bananarama. 


Já no século XXI, o tema foi regravado em 2004 para apoio a refugiados da guerra do Darfur no Sudão e em 2014 no apoio ao combate do vírus Ébola na Guiné, Libéria e Serra Leoa.


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Triunfo - Sortido Tradição (1995)

O Natal aproxima-se a passos largos, e o que não falta nas mesas festivas - pelo menos para as minhas bandas - são este género de caixas de um sortido de bolachas e/ou chocolates; tanto na Véspera de Natal àdisposição dos convivas, como no dia seguinte, porque também é um presente agradável de receber. E convém partilhar o conteúdo, não se vá arruinar a dieta! O reclame refere-se ao "Sortido Tradição", da marca de bolachas "Triunfo". As minhas favoritas são as de chocolate, quanto mais, melhor! O anjinho do anúncio, guarda a sua caixa e com ar pensativo, inquere: "Bolachas ou bombons?"
"As mais deliciosas bolachas com imenso chocolate.
Tantas e tão variadas delícias numa nova embalagem ainda mais requintada que, será no mínimo egoísta, não as oferecer neste Natal"

Um close-up da caixa:

O logo da "Triunfo" com o slogan "Devore este nome".


Publicidade retirada da revista Maria Nº 893, da semana de 20 a 26 Dezembro de 1995.

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Bom-Bokas



Existe ainda nos nossos dias, em várias marcas, tamanhos e sabores, mas parece que nenhuma se compara a este clássico doce da Imperial dos anos 80: "Bom-Bokas".


Uma simples capinha de chocolate, numa base de bolacha e recheio fofinho, as "Bom-Bokas" foram colocadas no mercado em 1978 - mais antigas que ootros êxitos da Imperial como as Pintarolas (1980) e as Fantasias de Natal (1981) - e um sucesso junto do público, até ao desaparecimento pelo declínio das vendas.


Recordem este lendário anúncio, via Youtube do Mistério Juvenil, mais um dos sinais da proximidade - não do Apocalipse, mas - do Natal, aqui, ou no Daily Motion da EnciclopédiaTV:

Encontramos o Pai Natal a ler as tradicionais cartas escritas pelos meninos que se portaram bem. No entanto, todos parecem pedir o mesmo presente: Bom-Bokas. O prazo para a Noite de Natal é curto, e São Nicolau  apressa-se a ir à mercearia mais perto. Encontra a porta fechada, mas o dono ainda está no estabelecimento. Batendo na janela, o Pai Natal pede Bom-Bokas, ao que o senhor de bigode responde, apontando um par de caixas da cobiçada guloseima: "Só há estas. São para mim!", deixando o Pai Natal desolado (e que provavelmente se vingou desse senhor deixando-lhe um presente desagradável na chaminé...) e milhares de crianças que não receberam as suas caixas de Bom-Bokas.


Moral da história: "Não deixe para o fim os seus presentes Bom-Bokas".
Como bónus, uma reclame de 1997 da Citröen que parodia este clássico:




Outro anúncio do doce:

Este recorre a umas rimas, entoadas por uma senhora no cabeleireiro, um senhor com mais pêlo no bigode que na cabeça e ainda um rapaz e uma rapariga:
"Por cima chocolate
Por baixo bolachinha
Por dentro é um recheio
Huuum! Que coisa doce tão fofinha!
"


O cenário do próximo reclame é um concurso de danças de salão:


O par com o número 1 faz várias aproximações á mesa com Bom-Bokas, até que o dançarino consegue agarrar uma que, acto contínuo, esborracha na cara da avantajada parceira.


Os jurados acharam graça e exibem as tabuletas com "Bom-Bokas" em vez de pontuação.
Momento ainda para uma agressão gratuíta a um dos jurados.



O seguinte será provavelmente - além do do Pai Natal - o mais recordado, uma invasão de um café por uma avalanche de clientes que correm ao som de uma versão cómica da abertura do Guilherme Tell de Rossini: "Bom-Bokas de morango... é bestial!"




 Não confundir com a girlsband "Bombocas". Encontrei online uma petição a exibir o regresso das "Bom-bokas" originais: "Queremos as bombokas de volta". De momento, conseguiu 2 assinaturas.
Além das versões "genéricas" não sei se ainda é possível* conseguir a versão da "Dan Cake", os "Yô-Yôs", que provavelmente foi a que mais consumi na infância, em caixas de plástico transparente. Não me recordo destas caixas de cartão da Imperial. Online encontramos muitos internautas com saudades das bombocas da Imperial e da Dan Cake, e enojados com as de outras marcas. Será o efeito da nostalgia ou seriam mesmo assim tão boas como nos lembramos?

* Encontrei relatos de pessoas que em 2006 ainda alegavam comprar as da Dan Cake. Irei proceder a mais investigações.

O blog "Brinquedos de Infância" tem um curioso autocolante das Bom-Bokas de morango:





Naturalmente, o Nuno Markl dedicou-lhes um programa em 2009:

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