quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Os Donos do Jogo (1994-97)


Numa das coincidências da vida, há cerca de um ano eu descobri que era colega de trabalho de um leitor/seguidor de longa data da Enciclopédia de Cromos. E pouco depois, esse meu colega, o Cláudio Assunção, também somou dois mais dois e percebeu que é que era o Paulo Neto dos textos que ele lia no blogue. Escusado será dizer que desde então o Cláudio segue os nossos passos com redobrada atenção. E foi  ele que me sugeriu um texto sobre este programa.

Jorge Gabriel Costa Mendes Fialho, conhecido apenas pelos seus dois nomes próprios, é uma das poucas personalidades televisivas que já tive a oportunidade de encontrar pessoalmente pois foi ele o meu padrinho das minhas duas aparições televisivas, enquanto apresentador dos dois concursos em que participei na RTP: "O Cofre" (2006) e "Sabe Mais Que Um Miúdo de Dez Anos (2007). (Se alguém tiver algum registo gravado das minhas passagens por esses concursos, por favor contacte-me!). Mas se hoje é uma das caras de longa data da RTP, foi na SIC que Jorge Gabriel deu os primeiros passos na televisão, como apresentador do magazine desportivo "Os Donos da Bola" em 1993 (além de passagens ocasionais pelo "Praça Pública"). E em 1994, ainda no âmbito no desporto, experimentou pela primeira vez o entretenimento com o concurso "Os Donos do Jogo".



Uma vez mais, a informação encontrada na internet foi muito escassa e incompleta. Sei apenas que o programa estreou a 24 de Agosto de 1994 e terá durado até 1997 e dava de segunda a sexta-feira a seguira ao Primeiro Jornal. A partir de 1995, com Jorge Gabriel a transitar para o horário nobre onde apresentaria programas como "Sim Ou Não" e sobretudo "Agora Ou Nunca", foi alternando na apresentação com Nuno Santos


Da autoria de Paulo Bordalo Pinheiro, "Os Donos do Jogo" tinha uma dinâmica simples. Em cada sessão, dois concorrentes respondiam a perguntas relacionadas com futebol e no ecrã via-se um campo de futebol com várias camisolas (geralmente representando o clube de que cada um dos concorrentes era adepto). Cada concorrente escolhia a sua táctica, por exemplo 4-3-3 ou 4-4-2, tendo em conta que o grau dificuldade de cada pergunta (as perguntas de grau 4 eram as mais fáceis, as de grau 1 ou 2 as mais difíceis). Sempre que um concorrente acertava, via-se uma das camisolas do ecrã a transformar-se num boneco a chutar uma bola. Caso o concorrente errasse a pergunta, o adversário ficava com a posse da bola e era ele a responder à pergunta seguinte. O objectivo era portanto responder o maior número de perguntas até conseguir marcar golo, ganhando o concorrente que tinha "marcado mais golos" (isto é, acertado mais perguntas sucessivas).     




Apesar da simplicidade do jogo e dos gráficos, sem dúvida que era um programa que fazia as delícias dos telespectadores apaixonados por futebol, que em casa também testavam os seus conhecimentos futebolísticos. Aliás, os telespectadores também podiam ganhar prémios com esses conhecimentos já que por vezes quando um concorrente errava uma pergunta, essa pergunta poderia ser utilizada para o jogo de casa para ser respondida pelos espectadores através de chamada telefónica. 


O blogue "Ainda Sou Do Tempo" refere que chegou a haver uma versão caseira deste jogo (de tabuleiro ou para computador?) que não teve grande sucesso.  

1.º programa


2.º programa



Programa do 1.º aniversário




Em 2008, no programa "Zé Carlos" dos Gato Fedorento, foi revelado que um dos concorrentes deste programa foi um muito jovem Ricardo Araújo Pereira (com um ainda mais jovem Tiago Dores na assistência)!






quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Mulherzinhas (1994)

por Paulo Neto

Publicado pela primeira vez em 1868, "Mulherzinhas" de Louisa May Alcott tornou-se um clássico da literatura juvenil e já há várias gerações que leitores em todo o mundo se encantaram com a história de quatro irmãs adolescentes que vão passando pelas diversas dores de crescimento enquanto o pai de ambas está ausente na Guerra Civil Americana (a história é baseada em experiências reais da autora). Este livro tem um lugar especial na minha vida como leitor pois foi o primeiro livro não-lá-muito infantil que eu li, tinha para aí uns oito ou nove anos, numa edição da Série Azul do Círculo Leitores, famosa por editar os livros da Condessa de Ségur mas também outros clássicos da literatura juvenil, da autores como Júlio Verne, Anne Bronte ou Charles Dickens.



"Mulherzinhas" também já foi adaptada várias vezes em cinema e televisão. Ao todo existem seis adaptações cinematográficas: duas no período do cinema mudo em 1917 e 1918, uma de 1933 protagonizada por Katharine Hepburn, uma de 1949 com umas bem jovens Elizabeth Taylor e Janet Leigh, a de 1994, da qual eu vou falar neste texto, e uma a estrear ainda este ano de 2019, realizada por Greta Gerwig e com Saoirse Ronan, Emma Watson, Timothée Chalamet e Meryl Streep. (Existe também uma versão de 2018 recontada na actualidade.) Tenho ainda de referir a adaptação em série anime de 1987 que passou na TVI nos anos 90.


Cartaz da adaptação de 1933

Elizabeth Taylor como Amy na versão de 1949


Uma cena da versão de 1949, que inspirou a capa
de uma edição do Círculo de Leitores.


Aliás o meu primeiro contacto com a história foi com a versão de 1949, que passou na RTP uns tempos antes de eu ter o livro, que aliás tinham a ilustração de uma cena desse filme na capa. No entanto ao ler constatei que essa versão fez uma alteração importante à trama ao reverter a ordem de nascimento das duas irmãs mais novas: no livro Amy é a mais nova e nesse filme, a irmã caçula é Beth, uma alteração que se deveu ao casting de Elizabeth Taylor como Amy (numa das raras vezes em que fez de loura) e a estrela infantil, Margaret O'Brien como Beth. (Meg e Jo foram respectivamente interpretadas pelas não menos célebres Janet Leigh e June Allyson.) 

Foi preciso esperar quase mais cinquenta anos para que Hollywood revisitasse a história até chegar a versão de 1994, realizada por Gillian Armstrong com Winona Ryder, Susan Sarandon, Claire Daines, Kirsten Dunst, Christian Bale, Eric Stolz, Trini Alvarado, Samantha Mathis e Gabriel Byrne. Tal como noutras adaptações, o filme condensa a história de "Mulherzinhas" e da sua sequela "Boas Esposas". (Existem ainda mais dois livros da série: "Homenzinhos", que eu também li, e "Os Rapazes de Jo".) 




No estado de Massachusetts, as quatro irmãs March tentam viver com os seus parcos recursos e o pai a combater na Guerra Civil. Margaret ou Meg (Alvarado) é a mais velha, e considerada a mais bonita, esforça-se para ser uma moça prendada mas de vez em quando deixa-se tentar pela vaidade; Josephine ou Jo (Ryder) é a maria-rapaz, de temperamento forte e decidido, que sonha em ser escritora e que desespera nas suas funções de dama de companhia à sua rabugenta tia-avó (Mary Wickes), a única pessoa endinheirada da família; Elizabeth ou Beth (Daines) é doce, tímida e frágil contentando-se em ficar em casa e em tocar piano; Amy (Dunst e mais tarde Mathis) é mimada, empertigada e apaixonada pelas artes. Por entre os altos e baixos das quatro irmãs, está o apoio firme e terno da mãe delas, Abigail (Sarandon) que as filhas tratam por Marmee bem como a da dedicada empregada Hanna (Florence Patterson). 




Por altura do Natal, Jo trava amizade com o jovem Theodore Laurence ou Laurie (Bale), o vizinho do lado, e os dois depressa se tornam grandes amigos, uma amizade que rapidamente se estende ao resto da família March. James Laurence (John Neville), o avô de Laurie, também acolhe as irmãs March como se fossem suas netas, em especial Beth, cujo talento para tocar piano lhe faz recordar uma filha falecida. Enquanto isso, Meg apaixona-se por John Brooke (Stolz), o tutor de Laurie.      
Meses mais tarde, uma série de acontecimentos infelizes se sucedem: o Sr. March (Matthew Walker) é ferido na guerra e Jo vende o seu cabelo para que Marmee possa viajar até Washington e tratar do marido. Enquanto Marmee está ausente, Beth contrai escarlatina durante uma visita a uma família pobre que era ajudada pela sua mãe e fica gravemente doente, e Amy é levada para casa da Tia March para evitar risco de contágio. O fim desses dias penosos só chega no Natal com Beth recuperada e o pai March de regresso a casa.




Quatro anos depois, Meg e John casam-se (é aqui começa a história do livro seguinte "Boas Esposas") e pouco depois têm um casal de gémeos, Demi e Daisy. Laurie declara-se a Jo mas esta recusa, sentindo que só gosta dele como amigo, para grande frustração do rapaz. Jo fica ainda mais destroçada quando descobre que a Tia March decidiu levar Amy numa viagem pela Europa, que era o grande sonho de Jo. Esta então muda-se para Nova Iorque para tentar ganhar a vida como escritora e lá encontra Friedrich Bhaer (Byrne), um professor alemão que a introduz à ópera e à filosofia e a encoraja a melhorar a sua escrita. 
Entretanto, Beth, cuja saúde ficou irremediavelmente deteriorada, sente que tem pouco tempo de vida e aguarda serenamente pela morte. Jo regressa a casa para velar Beth nos seus últimos dias e decide escrever sobre a vida dela e das irmãs. Na Europa, Laurie e Amy encontram-se e acabam por se apaixonar, regressando à América já casados.  
Após a morte da Tia March, Jo herda a sua propriedade que ela decide transformar numa escola, vê o seu livro publicado, e após alguns mal-entendidos, ela e Bhaer descobrem que estão apaixonados e ela aceita casar-se com ele.  

Esta adaptação de "Mulherzinhas" foi extremamente competente, apresentando a obra a toda uma nova geração e recebendo elogios do público e da crítica. Todavia, quem tenha lido o livro como eu não pôde deixar de achar que ficaram de fora várias cenas marcantes da obra (como a cena do piquenique ou aquela em que Meg enfrenta a Tia que se opõe ao seu noivado com John). Todo o elenco está muito bem mas sem dúvida que Winona Ryder é quem brilha mais como Jo, ao ponto de ter sido nomeada para o Óscar de Melhor Actriz (curiosamente, Susan Sarandon foi nomeada nesse ano por outro filme, "O Cliente"). O filme foi também nomeado para Melhor Guarda-Roupa e Melhor Banda Sonora Original da autoria de Thomas Newman.  

Trailer:




   

domingo, 3 de novembro de 2019

Roque Santeiro (1985-86)

por Paulo Neto

Já falámos aqui no blogue de muitas telenovelas, mas surpreendentemente ainda não falámos desta que é sem dúvida uma das telenovelas mais lendárias de sempre e que foi um estrondoso sucesso tanto no Brasil como em Portugal.




Da autoria de Dias Gomes, o autor de "O Bem Amado", a história de "Roque Santeiro" começou com uma peça sua, "O Berço do Herói", escrita nos anos 60 e que foi proibida pela censura da ditadura militar brasileira. Em 1975, uma primeira versão da telenovela esteve quase a ser transmitida pela Globo, já com alguns capítulos gravados mas foi suspensa. Os censores federais terão escutado uma chamada telefónica do autor em que este admitia que a telenovela era uma nova versão da peça censurada, com algumas alterações. A telenovela só viria a se concretizar em 1985, precisamente no ano de transição da ditadura para a democracia no país-irmão. Em Portugal, "Roque Santeiro" foi exibido pela RTP entre 12 de Outubro de 1987 e 3 de Agosto de 1988.

Nesta nova versão, Dias Gomes contou com a ajuda de Aguinaldo Silva para concretizar o guião. Lima Duarte assumiu o mesmo papel que teria tido na primeira versão enquanto Regina Duarte e José Wilker assumiram os papéis do trio protagonista, que seriam interpretados na versão suspensa por Betty Faria e Francisco Cuoco.


Sinhôzinho Malta (Lima Duarte), Porcina (Regina Duarte)
e Roque Santeiro (José Wilker)


Asa Branca seria mais uma pequena cidade como tantas outras no Brasil profundo, não fosse um acontecimento de há dezassete anos que desencadeou o mito de Roque Santeiro. Luís Roque Duarte (José Wilker) era um simples artesão de arte sacra quando reza a lenda que terá salvado a cidade, sacrificando a sua vida para defendê-la do gangue do terrível bandido Navalhada (Oswaldo Loureiro). A partir daí, surgiram vários relatos de milagres relacionados com Roque Santeiro, como o de pessoas curadas de doença graças à lama do local onde teria sido encontrado o seu corpo. Com o passar dos anos, o suposto mártir ganhou um estatuto de divindade e a cidade passou a viver da exploração da sua imagem e das romarias de peregrinos vindos de todo o Brasil.
Os que mais lucraram com tudo disso foram o Sinhôzinho Francisco Malta (Lima Duarte), que embora deteste ser chamado de coronel, é o todo-poderoso da região, famoso pelo seu bordão "Tô certo ou tô errado?"; Porcina (Regina Duarte), a alegada viúva de Roque Santeiro, com quem afirma ter casado em segredo pouco antes da sua morte, que vive um estilo de vida opulento e exuberante bem como uma ligação amorosa e (pouco) secreta com Malta; Zé das Medalhas (Armando Bogus) o principal comerciante do merchandising relacionado com o santo, um homem pérfido e agressivo que mantém a sua esposa Lulu (Cássia Kiss), uma das pessoas curadas pelos ditos milagres, num regime de quase prisão dentro de casa; o Padre Hipólito (Paulo Gracindo), um pároco conservador que viu a sua paróquia ganhar riqueza e prestígio com as peregrinações; e o prefeito da cidade, Florindo Abelha (Ary Fontoura) que dentro de casa é mandado e desmandado pela sua esposa Pombinha (Eloísa Mafalda), uma beata retrógrada. Os Abelha têm uma filha, Mocinha (Lucinha Lins), que era a verdadeira amada de Roque e que manteve a sua devoção depois da morte dele, fazendo voto de castidade.

Mocinha (Lucinha Lins), Pombinha (Eloísa Mafalda) e Florindo Abelha (Ary Fontoura)

Zé das Medalhas (Armando Bógus)
e Lulu (Cássia Kiss)

Na actualidade e no auge da sua prosperidade, Asa Branca é agitada por vários acontecimentos. Um deles, é a inauguração da boîte Sexus, propriedade de Matilde (Yoná Magalhães), uma carioca protegida de Sinhôzinho Malta, que também explora a pousada local e que traz à cidade um grupo de vistosas bailarinas vindas do Rio de Janeiro, em especial a loura Rosaly (Ísis de Oliveira) e a morena Ninon (Cláudia Raia), para fúria de Pombinha Abelha, do Padre Hipólito e das outras beatas.

Rosaly (Ísis de Oliveira), Matilde (Yoná Magalhães)
e Ninon (Cláudia Raia)

Outro é o activismo de Albano (Cláudio Cavalcanti), o outro padre da cidade a quem chamam de padre comunista, que vive em conflito com o Padre Hipólito, devido às suas ideias progressistas e por acreditar que o mito de Roque Santeiro não passa de uma farsa, preferindo dedicar-se a ajudar os mais pobres. A sua causa ao pouco vai tendo mais adeptos, sobretudo Tânia (Lídia Brondi), a rebelde filha de Sinhôzinho Malta, com quem vive em tensão desde a morte da sua mãe. Albano e Tânia chegam a viver um romance, mas no fim ele decide renunciar ao amor e continuar no sacerdócio.

Padre Albano (Cláudio Cavalcanti) e Tânia Malta (Lídia Brondi)

Por fim, existe a chegada de uma equipa de filmagem para rodar um filme sobre a lenda de Roque Santeiro, que o realizador Gerson do Valle (Ewerton de Castro) espera que lhe dê prestígio, com os actores Roberto Mathias (Fábio Júnior) e Linda Bastos (Patrícia Pillar) nos papéis de Roque e Porcina. Roberto é preguiçoso e indisciplinado como profissional, mas tem um charme eficaz que vai fazer efeito em várias mulheres como Tânia, Lulu e até a própria Porcina.

Roberto Mathias (Fábio Júnior)

É neste cenário que chega a cidade um homem misterioso e sofisticado. Trata-se do verdadeiro Roque que afinal está bem vivo: na verdade, em vez de se sacrificar para salvar a cidade de Navalhada, viu na invasão a oportunidade para concretizar de fugir da cidade e ver o mundo, roubando o ostensório da igreja. Depois de ter enriquecido no estrangeiro, Roque regressou para devolver o valor do artefacto ao Padre Hipólito e para ajustar contas com o passado. À medida que Roque vai permanecendo na cidade e algumas personagens vão descobrindo a sua identidade, Sinhôzinho Malta e os seus aliados ficam cada vez mais alarmados pois se a verdade for descoberta, a cidade irá à falência. Após mandar tentar eliminar Roque, este ameaça Malta dizendo ter um dossier que denuncia toda a verdade e será publicado caso algo lhe aconteça. 
Para maior de desespero do "coronel", Roque e Porcina, que afinal nem sequer se conheciam antes, apaixonam-se um pelo outro. Antes disso, Roque ainda aceita que Mocinha finalmente se entregue a ele, mas isso só contribuirá mais para o desequilíbrio mental dela.

Na recta final da telenovela, Navalhada regressa a Asa Branca para um ajuste final de contas com Roque Santeiro. Embora seja Sinhôzinho Malta quem, escondido, atinge de morte o bandido, Roque Santeiro convence-se que foi ele quem o matou  e decide fugir de helicóptero, pedindo a Porcina que venha com ele. Mas no último momento, Porcina decide antes ficar com Malta. E com a descoberta do corpo de Navalhada, o mito de Roque Santeiro continuará… Quanto a Zé das Medalhas, cada vez mais louco e com Lulu finalmente ganhando coragem para o abandonar, põe uma máquina a funcionar sem parar e morre afogado nas medalhas que a máquina vai fabricando.

Professor Astromar Junqueira (Rui Resende)


É também no último episódio que é revelado outro mistério, o de um lobisomem que dizem que vagueia pela cidade todas as noites de lua cheia, confirmando-se o principal suspeito: o sinistro Professor Astromar Junqueira (Rui Resende). Habitual frequentador da casa dos Abelha, em parte devido à sua paixoneta por Mocinha, o professor tinha como hábito perguntar antes de entrar: "Posso penetrar?"

Jeremias (Arnaud Rodrigues) e Jiló (João Carlos Cardoso)
Mina (Ilva Niño)

Outras personagens inesquecíveis são Jiló (João Carlos Cardoso), um ex-peão que se torna o guia turístico oficial dos peregrinos; João Ligeiro (Maurício Mattar), meio-irmão de Roque e vaqueiro nas propriedades de Sinhôzinho Malta que vive um romance com a criada Dondinha (Cristina Galvão); Luizão (Alexandre Frota), o operador de câmara do filme que se envolve com Matilde; Marilda (Elizângela) a tumultuosa esposa de Roberto Mathias que tem um breve affair com Sinhôzinho Malta; Marcelina (Wanda Kosmo) sogra de Malta e principal apoio da neta Tânia; Tito França (Luiz Armando Queiroz), o ciumento marido e agente de Linda; o Delegado Feijó (Maurício do Valle) cujo pequeno papel que consegue no filme alimenta o seu sonho de ser actor e que se disfarça de lobisomem para seduzir Ninon, sabendo do fascínio desta pela criatura; o cego Jeremias (Arnaud Rodrigues) que vive de cantar na rua para os turistas; e sobretudo Mina (Ilva Niño), a sofredora mas fiel criada de Porcina, a qual chama por ela sempre aos gritos: "MINAAAAAAAA!".

Com um enredo com doses equilibradas de humor, drama e fantasia, e uma mordaz sátira à exploração política e comercial da fé popular (não faltou quem em Portugal comparasse Asa Branca a Fátima), "Roque Santeiro" foi um sucesso em toda a linha e para a maioria do elenco, foi o auge ou pelo menos um pico das suas carreiras. 


Entre os produtos de merchandising da novela, destaque para uma colecção de calendários, uma caderneta de cromos e dois álbuns com canções da banda sonora. Aliás foram muitas as canções da telenovela que fizeram sucesso por cá durante a exibição da telenovela como o tema de abertura "Santa Fé" de Moraes Moreira, "De Volta Para O Aconchego" de Elba Ramalho, "Sem Pecado e Sem Juízo" de Baby Consuelo, "Dona" dos Roupa Nova, "Roque Santeiro" de Sá & Guarabyra, "Chora Coração" de Wando, "Coração Aprendiz" de Fáfá de Belém, "Indecente" de Anne Duá e o arrepiante "Mistérios da Meia-Noite" de Zé Ramalho que ilustrava as cenas do lobisomem.
No Brasil, é das poucas telenovelas a terem sido editadas em DVD, numa edição de 2010 com 16 discos.

Regina Duarte e Lima Duarte de novo como Porcina e Malta
no programa "Com Pés E Cabeça" 

Por alturas do Carnaval de 1988, Lima Duarte e Regina Duarte deslocaram-se a Portugal onde além de participarem nos festejos do Entrudo na Mealhada, estiveram em Lisboa e no Porto. Os dois chegaram a vestir as suas personagens de Porcina e Sinhôzinho Malta para um sketch inédito no programa "Com Pés e Cabeça".
Em 1993, a SIC repôs a telenovela na rubrica "Vale A Pena Ver De Novo".

Genérico de abertura:



Comparação do elenco entre a novela de 1985 e a versão censurada de 1975:


Cena divertida entre Porcina e Malta:


O final alternativo em que Porcina parte com Roque:


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