Sábado, 2 de Maio de 1981.
Domingo, 3 de Maio de 1981.
Segunda, 4 de Maio de 1981.
Terça, 5 de Maio de 1981.
Quarta, 6 de Maio de 1981.
Quinta, 7 de Maio de 1981.
Sexta, 8 de Maio de 1981.
Sábado, 2 de Maio de 1981.
Segunda, 4 de Maio de 1981.
Terça, 5 de Maio de 1981.
Quarta, 6 de Maio de 1981.
Quinta, 7 de Maio de 1981.
Sexta, 8 de Maio de 1981.
Espaço na RTP-1, parte do mítico "Tempo Dos Mais Novos" dos Domingos de manhã, "Brincadeiras" foi apresentado pela educadora infantil Conceição Lopes.
A emissão do dia 15 de Fevereiro de 1981 incluía uma história contada aos mais pequenos pelo saudoso actor António Feio.
Na secção de programação TV do dia 3 de Maio de 1981, a TV Guia descrevia assim:
"... e "Brincadeiras" hoje com uma história contada e ilustrada por José Viana.
O programa "Brincadeiras" tem, também, canções, jogos, trabalhos manuais, uma entrevista a uma professora primária, e ainda, a leitura de noticias enviadas pelos telespectadores.
Produção de Maria do Sameiro Souto. Realização de Maria de Lurdes de Carvalho."
Em 2015 numa entrevista, a Doutora Maria da Conceição Oliveira Lopes recorda:
"No inicio de 1980 apresentei uma proposta de programa para crianças, ao canal de televisão pública, a RTP, fiz provas e comecei a gravar “histórias contadas”, ao fim do dia que escrevia e apresentava. Ao domingo de manhã às 11 horas, a série de programas “brincadeiras”. A audiência era elevada e as criticas do Mário Castrim, favoráveis, um incentivo a continuar a estudar, criar e produzir."
por Paulo Neto
Em "Os Marretinhas", nós víamos o Cocas, a Miss Piggy, o Gonzo, o Fozzie, o Rowlf, o Animal e o Scooter em versão infantil, bem como Skeeter, uma personagem inédita que era a irmã gémea do Scooter. Aqui eles são crianças numa creche, ao cuidado de uma humana a quem eles se referem apenas como Nanny e da qual nunca vemos a cara (na maior parte dos episódios só se viam os sapatos e as meias às riscas).
Mas mesmo criancinhas, estes Marretinhas tinham as mesmas características dos seus equivalentes adultos: o Cocas é o líder introspectivo, a Piggy é a diva temperamental enamorada do Cocas, o Gonzo mete-se em esquemas mirabolantes, o Fozzie continua a ser um comediante incompreendido, o Rowlf é inseparável do seu piano, o Scooter gosta de engenhocas e o Animal comporta-se de forma… animalesca. Já a Skeeter, ao contrário do irmão, gosta mais de actividade física. Em alguns episódios, também apareciam versões infantis do Dr. Bunsen Honeydew e do Beaker. Outros Marretas também surgiram nas últimas temporadas como Janice e os Statler & Waldorf.
Em cada episódio, os Marretinhas deixavam-se levar pela imaginação e viviam várias aventuras sem nunca sair da série, geralmente só voltando à realidade quando a Nanny aparecia para ver como estavam as coisas. Também era comum eles recriarem filmes e histórias conhecidos como "A Guerra Das Estrelas" e o "O Feiticeiro De Oz" e a série frequentemente incluía excertos de filmes e séries e um momento musical em cada episódio.
A série teve um total de 107 episódios e em 2018 teve uma reboot com animação em CGI.
Genérico de abertura:
Excerto:
por Paulo Neto
Na virtude da primeira vitória da Noruega no ano anterior, o 31.º Festival da Eurovisão teve lugar a 3 de Maio de 1986 no Grieg Hall de Bergen, a segunda maior cidade do país. Na assistência estava o Príncipe Harald, a cinco anos de ascender ao trono norueguês, com a sua esposa e os seus filhos. Participaram vinte países, destacando-se a estreia da Islândia. Ausentes no ano anterior, Jugoslávia e Países Baixos regressaram enquanto Itália e Grécia ficaram de fora. A Grécia chegou a selecionar uma canção e chegou a ser sorteada para actuar em 18.º lugar mas acabou por não participar porque a data do Festival coincidia com a Páscoa ortodoxa.
A apresentação esteve a cargo de Ase Kleveland, que representara a Noruega em 1966 na Eurovisão, conseguindo o terceiro lugar, o melhor resultado do país até à vitória das Bobbysocks em 1985. O palco foi desenhado a lembrar um palácio de gelo. No intervalo entre as actuações e as votações, foi apresentado um número baseado na música tradicional norueguesa, na voz de Sissel Kykrjebo, que viria a tornar-se uma cantora com alguma notoriedade internacional. Antes de cada actuação foi apresentado um postal ilustrado com várias paisagens da Noruega onde no fim surgia um postal com a bandeira do país e o respectivo intérprete a interagir com uma imagem. Os comentários para a RTP estiveram a cargo de Fialho Gouveia, com Margarida Mercês de Melo como porta-voz dos votos de Portugal.
Como é habitual, analisaremos as canções por ordem inversa à classificação:
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| Elpida (Chipre) |
Nesse ano, foi Chipre que teve a infelicidade do último lugar, obtendo somente quatro pontos. Elpida Karayiannopolou tinha representado o seu país natal a Grécia em 1979 com "Sokratis" e agora representava a pátria-irmã de Chipre com o tema "Tora Zo" ("agora eu vivo"). Mas apesar do ritmo animado a fazer lembrar o samba, não conseguiu convencer e foi até ao momento a única lanterna de vermelha de Chipre.
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| Moti Giladi & Sarai Tzuriel (Israel) |
Israel não é um país muito habituado ao fundo da tabela, mas nesse ano não conseguiu melhor que o 19.º lugar com sete pontos. Moti Giladi e Sarai Tzuriel cantaram em dueto "Yavo Yom" ("chegará um dia"), acompanhados em palco por duas bailarinas e dois cantores de coro, um deles Reuven Gvritz, tinha feito parte do grupo Milk & Honey, que venceu em 1979 com "Hallelujah". Giladi e Tzuriel dividiam-se ambos entre a música e a representação: ele, entre vários filmes, entrou num dos tomos da famosa saga "O Gelado De Limão" e ela integrou o elenco da versão israelita da "Rua Sésamo" e do filme "Polícia Demolidor" com Chuck Norris.
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| Timna Brauer (Áustria) |
A Áustria foi o último país a sair do zero, mas lá arrecadou doze pontos, valendo o 18.º lugar. Filha do artista plástico israelita Arik Brauer, Timna Brauer cantou "Die Zeit Ist Einsam" ("o tempo é solitário"). Se a maioria das canções guardam o melhor para o fim, esta canção guardava o melhor para o meio.
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| Cocktail Chic (França) |
Com o 17.º lugar e 13 pontos, a França obteve nesse ano o seu pior resultado até então. O quarteto feminino Cocktail Chic cantou "Européennes" ("europeias"), louvando as belezas do Velho Continente e até mencionando Boy George e a Lady Di. O grupo era composto pelas irmãs Dominique Poulain e Catherine Bonnevay e as suas primas Martine Latorre e Francine Chantereau que no final dos anos 60 gravaram vários singles sob o nome de Les Fléchettes. Francine e Martine também fizeram coros para várias actuações anteriores da Eurovisão, sobretudo em quatro canções de 1978 em Paris.
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| ICY (Islândia) |
Com a sua televisão estatal RÚV a estabelecer finalmente as suas ligações de satélite com o resto da Europa, a Islândia por fim pôde participar no Festival da Eurovisão, que transmitia o certame em directo desde 1982 (e em diferido desde 1970). A defender pela primeira vez as cores islandesas, esteve o grupo ICY, formado por Palmi Gunarsson, Helga Moller e o ruivíssimo Eirikur Hauksson com o tema "Gleðibankinn" ("banco da alegria"). Na final nacional, o tema tinha sido interpretado a solo por Gunnarsson mas para a Eurovisão optou-se por ser cantado em trio. A Islândia ficou em 16.º lugar com 19 pontos. Eirikur Hauksson regressaria à Eurovisão em 1991 pela Noruega e em 2007 de novo pela Islândia. Ao que parece, esta é uma daquelas canções que na Islândia ainda hoje é trauteada pelo povo.
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| Kari Kuivalainen (Finlândia) |
A Finlândia ficou em 15.º lugar com 22 pontos. Kari Kuivalainen interpretou uma canção da sua autoria, originalmente intitulada "Päivä Kahden Ihmisen" ("o dia de duas pessoas") mas que para a Eurovisão optou-se por utilizar um título em inglês "Never The End", embora as únicas palavras em inglês da letra fossem só "the end".
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| Dora (Portugal) |
Nesse ano, Portugal foi o último país a actuar, algo que até agora só aconteceu duas vezes, (a outra em 1984) e para fechar o desfile com chave de ouro, tivemos a nossa Dora a cantar o "Não Sejas Mau Para Mim" com um look que ficaria para a história com a saia verde-alface e umas botas Doc Martens. (No seu comentário para a RTP, Fialho Gouveia fez questão de dizer que não gostou.) Escrita por Guilherme Inês, Luís Oliveira e Zé da Ponte e orquestrada em Bergen pelo inglês Colin Frechter, a canção vencera uma edição sui generis do Festival da Canção, que nesse ano foi intitulado "Uma Canção Para A Noruega". Em vez do modelo habitual de actuações ao vivo num único local, os quatro centros de produção da RTP (Lisboa, Porto, Açores e Madeira) concorreram cada um com três canções e apresentaram actuações gravadas. Ainda assim, participaram nomes sonantes como Carlos Alberto Moniz, Luís Filipe, Sérgio Borges (vencedor de 1970), Os Trabalhadores Do Comércio, Gabriela Schaaf, Né Ladeiras (que cantou "Dessas Juras Que Se Fazem" que viria a ser mais conhecida como "Jura" nas versões de Lara Li e Rui Veloso), Lara Li e a ex-Doce Fá Padinha. Perante uma escolha interna de 43 funcionários da RTP, sabe-se apenas que os três finalistas foram "O Vapor Da Madrugada" do grupo Rimanço (Açores), "Os Tigres da Bengala" dos Trabalhadores Do Comércio (Porto) e "Não Sejas Mau P'ra Mim" (Lisboa), com a escolha final a recair sobre esta.
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| Frizzle Sizzle (Países Baixos) |
Tal como a França, os Países Baixos também se fizeram representar por um quarteto feminino, mas este teve uma classificação melhor, o 13.º lugar com 40 pontos. O grupo Frizzle Sizzle era composto por Mandy Huydts, Marjon Keller e as irmãs Karin e Laura Vlasblom, com idades entre os 15 e os 18 anos. As quatro cantaram "Alles Heeft Ritme" ("tudo tem ritmo"). As Frizzle Sizzle continuaram a gravar música até 1990, com cada uma a dedicar-se a projectos diferentes. Laura Vlasblom tornou-se sobretudo conhecida por ser a voz neerlandesa de personagens animadas como Ariel de "A Pequena Sereia", a Princesa Jasmine de "Aladino", a Gloria de "Madagáscar" e a "Polegarzinha".
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| Ketil Stokkan (Noruega) |
Com 44 pontos, a Noruega, o país anfitrião, ficou em 12.º lugar. Ketil Stokkan cantou "Romeo", acompanhado em palco por um Romeu e uma Julieta trajados a rigor, encarnados por dois membros de uma trupe de drag queens, com os três a fazerem uma coreografia sincronizada. (Comentou Fialho Gouveia: "Como vão ver, a Julieta é colega da Lídia Barloff.") Ketil Stokkan voltaria à Eurovisão quatro anos mais tarde.
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| Doris Dragovic (Jugoslávia) |
A Jugoslávia ficou em 11.º lugar com 49 pontos (incluindo um 12 de Chipre). Depois de ter integrado o grupo More, a croata Doris Dragovic iniciava a sua carreira a solo. Em Bergen cantou "Zeljo Moja" ("meu desejo"). Doris continuou a ter bastante sucesso nos anos seguintes e em 1999, regressou à Eurovisão, desta vez pela Croácia independente.
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| Cadillac (Espanha) |
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| Klips ve Onlar (Turquia) |
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| Ingrid Peters (Alemanha) |
Ingrid Peters foi a representante da Alemanha com o tema "Uber die Brücke geh'n" ("atravessando a ponte"). Peters vinha tendo algum sucesso no seu país, onde dividia a sua carreira musical com a profissão de professora de Educação Física, e algumas das suas canções até tiveram versões portuguesas como "Viva La Mamma" ("Viva A Vida" por Suzy Paula) e "Tango" (por Manuela Bravo). A Alemanha ficou em oitavo lugar com 62 pontos, com um 12 do Reino Unido.
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| Ryder (Reino Unido) |
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| Lise Haavik (Dinamarca) |
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| Monica Törnell & Lasse Holm (Suécia) |
Um lugar acima, com mais um ponto ficou a Suécia, com Lasse Holm e Monica Törnell a cantar "E De' Det Här Du Kaller Kärlek?" ("é isto que tu chamas de amor?"). Lasse Holm tinha sido o compositor das canções suecas de 1982, 1983 e 1985 mas desta feita também quis ser um dos intérpretes. Mas Lasse e Monica foram um pouco eclipsados durante a actuação pelos três membros do coro, todos trajados a rigor: um senhor com um fato, gravata e chapéu de coco, a senhora com fato de empregada e o outro senhor com um maiô amarelo e fita na cabeça, que a dada altura desatou aos pulos pelo palco. E durante o solo de guitarra, surgiu em palco um quarto elemento de peito nu e de guitarra em riste à volta do qual todos se juntaram.
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| Luv Bug (Irlanda) |
O grupo Luv Bug representou a Irlanda com o tema "You Can Count On Me", obtendo 96 pontos e o quarto lugar. Oriunda da Irlanda do Norte, a banda (da qual três dos cinco membros eram irmãos: Max, Hugh e a vocalista June Cunningham) vinha tendo alguns singles de sucesso na República da Irlanda. Aparentemente a banda ainda existe, tocando covers em eventos particulares.
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| Sherisse Laurence (Luxemburgo) |
O grão-ducado do Luxemburgo recorreu uma vez mais à importação de cantores e nesse ano foi representado pela cantora canadiana Sherisse Laurence, que apesar de ser da província anglófona de Manitoba, cantou em francês "L'Amour De Ma Vie". Aliás, foi a canção luxemburguesa a primeira a actuar, ficando em terceiro lugar com 117 pontos. Sherisse Laurence ainda continua no activo, agora sob o nome de casada Sherisse Stevens.
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| Daniela Simmons (Suíça) |
Trinta anos depois de ter vencido a primeira edição, a Suíça esperava conseguir a segunda vitória mas ficou em segundo lugar com 140 pontos. Sentada ao piano, Daniela Simmons cantou "Pas Pour Moi", uma balada sofisticada. O compositor da canção era Attila Sereftug, com quem Simmons veio a casar e que também comporia a canção que dois anos mais tarde finalmente traria o segundo triunfo na Eurovisão para as cores helvéticas.
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| Sandra Kim (Bélgica) |
por Paulo Neto
Depois das categorias principais (Filme, Realizador e as quatro categorias de representação), creio que a categoria dos Óscares que suscita mais interesse é o de Melhor Canção Original. E como os anos 80 foram a década onde a música teve um papel determinante no cinema como nunca o tivera até então, tive a ideia de analisar os vencedores e os nomeados de cada ano dessa década.
Antes de começar, há que referir duas coisas: primeiro, o ano que vou usar no texto é referente ao ano em que os filmes foram estreados e não o do ano em que cerimónia se realizou (por exemplo, a cerimónia referente de 1980 teve lugar a 31 de Março de 1981); segundo, o galardão nesta categoria é entregue aos autores e compositores da canção e o intérprete só o recebe se fez parte da sua composição. É por isso que por exemplo, Madonna e Céline Dion nunca ganharam um Óscar nesta categoria apesar de ambas terem interpretado cada uma duas canções que venceram o prémio.
1980 "Fame" (Fama)
Outra canção de "Fama", também interpretada por Irene Cara, "Out Here On My Own", também esteve nomeada, assim como "9 To 5" (do filme Das Nove Às Cinco), uma das canções mais emblemáticas de Dolly Parton, "On The Road Again" do filme "Honey Suckle Road - Música Pelo Caminho" com Willie Nelson e "People Alone" de "A Competição" com Richard Dreyfuss e Amy Irving, composta por Lalo Schiffrin, famoso pelo tema de "Missão:Impossível"
1981 "Arthur's Theme (The Best You Can Do)" (Arthur - O Alegre Conquistador)
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| Christopher Cross, Burt Bacharach e Carol Bayer Sager |
Os outros nomeados foram: "Endless Love" de Lionel Richie e Diana Ross (do filme "Um Amor Infinito" com Brooke Shields), "For Your Eyes Only", na voz de Sheena Easton, foi o segundo tema de um filme da saga 007 ("Missão Ultra Secreta") a ser nomeado para o Óscar, quatro anos depois de "Nobody Does It Better", o lendário Randy Newman foi nomeado para "One More Hour" do filme "Ragtime" e Joe Raposo, o luso descendente autor do tema da "Rua Sésamo", foi nomeado por "The First Time It Happens" de "Os Marretas Contra-Atacam".
1982 "Up Where We Belong" (Oficial E Cavalheiro)
Os outros nomeados foram: "How Do You Keep The Music Playing" ("Loucuras De Um Casal"), "Eye Of The Tiger" ("Rocky III"), "It Might Be You" ("Tootsie") e "If We Were In Love" ("Yes, Giorgio" onde Luciano Pavarotti tentou dar uma de actor.)
1983 "What A Feeling" (Flashdance)
Um daqueles filmes que definiram a década de 80, "Flashdance" é tido como o primeiro filme (não baseado numa peça musical) pensado para uma banda sonora em vez do contrário. De entre as várias cenas de antologia, a mais emblemática é aquela em que a protagonista, interpretada por Jennifer Beals, faz a sua audição para entrar numa escola de dança ao som de "What A Feeling". Uma cena em que além de Beals, foram utilizados três duplos: Marine Jahan, que a substituiu em todas as sequências de dança do filme, a ginasta Sharon Shapiro para o plano de voo com cambalhota e Crazy Legs para o movimento de breakdance. "What A Feeling" era excepcionalmente interpretado por Irene Cara que assim cantava uma segunda canção oscarizada. E desta vez, co-creditada como autora da letra, Irene Cara recebeu a estatueta em conjunto com Keith Forsey e Giorgio Moroder.
O outro grande hit de "Flashdance", "Maniac" de Michael Sembello também foi nomeado, assim como duas canções do filme "Yentl", "Papa Can You Hear Me" e "The Way He Makes Me Feel" interpretadas por Barbra Streisand, que protagonizou e realizou o filme. A quinta nomeada foi "Over You" do filme "Amor E Compaixão"
1984 "I Just Called To Say I Love You" (A Mulher De Vermelho)
A meu ver, 1984 é um dos anos mais lendários da cultura pop, com uma extensa quantidade filmes e canções icónicas que saíram nesse ano. Como tal, não é de admirar que as cinco canções fossem grandes hits desse ano, vindas da banda sonora de quatro filmes que fizeram sucesso. Mas a vitória foi indiscutivelmente para "I Just Called To Say I Love You" do filme "A Mulher De Vermelho". Mesmo para alguém que já tinha uma carreira tão gloriosa como Stevie Wonder, o tema foi todo um sucesso estrondoso, chegando ao primeiro lugar de tudo o que era top.
Os outros nomeados foram dois temas de "Footloose", o tema-título de Kenny Loggins e "Let's Hear For The Boy" na voz de Deniece Williams, "Against All Odds (Take A Look At Me Now)" (de "Vidas Em Jogo") um marco no repertório baladeiro de Phil Collins e o tema de "Os Caça Fantasmas" interpretado por Ray Parker Jr. "Who you gonna call? Ghostbusters!"
1985 "Say You, Say Me" (O Sol Da Meia-Noite)
Abordando temas como a dança, a Guerra Fria e espionagem política, "O Sol Da Meia-Noite" era protagonizado por Mikhail Baryshnikov, Gregory Hines, Helen Mirren e Isabella Rossellini. Algumas cenas do filme foram filmadas em Lisboa. A sua banda sonora produziu dois temas que foram n.º1 nos Estados Unidos e ambos nomeados para o Óscar, tendo a vitória ido para "Say You, Say Me", escrito e interpretado por Lionel Richie, que toca nos créditos finais do filme. O outro nomeado de "O Sol Da Meia-Noite foi "Separate Lives", um dueto entre Phil Collins e Marilyn Martin.
Os outros três nomeados foram "The Power Of Love" de Huey Lewis & The News ("Regresso Ao Futuro"), "Miss Celie's Blues (Sister)" ("A Cor Púrpura" que celebremente não ganhou nenhum dos onze Óscares para que foi nomeado) e "Surprise Surprise" da adaptação cinematográfica do musical "A Chorus Line".
1986 Take My Breath Away (Top Gun - Ases Indomáveis)
Contactado pelo produtor Jerry Bruckheimer para contribuir com uma canção para um tal filme chamado "Top Gun", Giorgio Moroder escreveu "The Danger Zone" para ser interpretado por Kenny Loggins e, sendo-lhe proposto também criar um canção para uma cena romântica. Essa canção seria "Take My Breath Away" que Moroder escreveu em parceria com letrista Tom Whitlock (que Moroder conheceu quando Whitlock, que trabalhava também como mecânico, arranjou os travões do seu Ferrari). A banda rock Berlin gravou a canção que foi um sucesso global e que se tornou um clássico da baladaria dos anos 80. Infelizmente, o seu sucesso ditaria o fim da banda, já que só a vocalista Terri Nunn gostava da canção e os outros membros achavam que não tinha nada a ver com o resto do seu repertório nem com o som da banda.
As outras canções nomeadas foram "Somewhere Out There" ("Fievel - Um Conto Americano"), "Glory Of Love" ("O Momento Da Verdade 2"), "Mean Green Mother From Outer Space" ("A Lojinha Dos Horrores") e "Life In A Looking Glass" ("A Vida É Assim")
1987 "(I've Had) The Time Of My Life" (Dirty Dancing - Dança Comigo)
Apesar da acção do filme se passar em 1963 e de incluir várias canções dos anos 60, a banda sonora de "Dirty Dancing" também tinha algumas canções que soavam claramente a anos 80. Mas mesmo com esses anacronismos, ou se calhar por causa deles, essa fusão resultou, sobretudo na apoteótica sequência na final ao som de "(I've Had) The Time Of My Life", interpretado por Bill Medley (a metade mais grave dos Righteous Brothers, em contraponto com a metade aguda de Bobbie Hatfield que cantou "Unchained Melody") e Jennifer Warnes (que assim cantava mais uma canção oscarizada). A estatueta foi entregue aos três compositores da canção: Frank Previte (que também assinou a letra), John De Nicola e Donald Markowitz.
Os outros nomeados foram "Shakedown" ("O Caça-Polícias 2"), "Cry Freedom" ("Grita Liberdade"), "Nothing's Gonna Stop Us Now" ("Manequim") e "Storybook Love ("A Princesa Prometida").
1988 "Let The River Run" (Uma Mulher De Sucesso)
Um olhar feminino sobre Wall Street, "Uma Mulher De Sucesso" foi nomeado para seis Óscares mas só venceria o de Melhor Canção, com "Let The River Run", escrita e interpretada por Carly Simon, que se ouve na belíssima sequência inicial que mostra vários trabalhadores na sua comuta diária para os seus diversos empregos em Nova Iorque.
1989 "Under The Sea" (A Pequena Sereia)
Depois de anos de tensões internas, flops de bilheteira e crises financeiras, "A Pequena Sereia" deu início àquela que seria conhecida como a Era do Renascimento da Disney, que se prolongaria pelos anos seguintes. Marcou também o início do domínio dos filmes da Disney nesta categoria do Óscar. "Under The Sea" a canção com a qual o caranguejo Sebastião tenta convencer a Ariel a deixar de lado o seu fascínio pelos humanos e apreciar a vida no fundo do mar foi a vencedora neste ano. Aqueles que cresceram com a versão dobrada em português do Brasil já estão a trautear: "Aqui no mar, aqui no mar, até a sardinha entra na minha e vem cantar…"
Outra canção de "A Pequena Sereia", "Kiss The Girl" foi nomeada, assim como "After All" ("Como O Céu Se Enganou"), "I Love To See You Smile" ("Lar Doce Lar... Às Vezes"), "The Girl That Used To Be Me" ("Shirley Valentine")
Há dias lembrei-me desta série que não parece ser muito recordada hoje em dia, mas que eu me lembro de achar piada. "Os Smoggies" era uma série animada de 52 episódios de produção franco-canadiana e o seu tema principal era a protecção do ambiente. Em Portugal, passou na RTP entre 1991 e 1992 no espaço "A Hora Do Lecas".
Apesar de darem título à série, os Smoggies eram os vilões, um grupo de gananciosos caçadores de tesouros em confronto com os Suntots, os pequenos e simpáticos habitantes da Ilha do Coral, que utilizam energias não poluentes no seu dia-a-dia e que defendem a ilha dos constantes ataques poluidores dos Smoggies. (Talvez para se evidenciar o facto que, apesar do título, os Smoggies serem os vilões e que não se devia torcer por eles, nos Estados Unidos, a série foi exibida com o título "Stop The Smoggies!")
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| Emma, Clarence e Polluto |
Os Smoggies, que vivem no altamente poluidor barco movido a carvão, o SS Stinky Poo são três: Emma, a vaidosa e malvada líder obcecada com o seu aspecto e com medo de envelhecer; Clarence, o capitão do barco e marido pau-mandado de Emma por quem é totalmente embeiçado; e Polluto, que apesar de pouco inteligente (e de sabe-se lá como, comer carvão e petróleo) bem lá no fundo até nem é mau tipo. Polluto tem um pássaro de estimação, Ralph Robin, que anda sempre em cima da cabeça dele e cujos piares só ele entende.
De entre os Suntots, dois têm principal destaque: a Princesa Lila que costuma liderar os seus súbditos nas acções para neutralizar os ataques poluidores dos Smoggies, e Speed (na legendagem portuguesa teve o nome de Rápido), um corajoso Suntot de cabelo azul, com a capacidade de nadar com rapidez, que é o principal aliado da Princesa. Outros Suntots incluem Chip, o engenhocas da ilha, Little, o mais pequeno dos Suntots, Miss Doctor, a médica/veterinária da ilha e Uncle Boom, o mais velho dos Suntots e autoproclamado presidente da Câmara de Suntot Town, que adora fazer discursos formais.
| Speed e a Princesa Lila |
Um dos principais motivos do confronto entre os Suntots e os Smoggies é devido ao Coral Mágico, que Emma acredita ter o poder de a tornar eternamente jovem e que quer encontrar a todo o custo, embora a Princesa Lila tente em vão convencer-lhe que tal não existe e não passa de uma lenda.
Como já referi, em Portugal a série passou na versão em inglês com legendas em português. O tema da série na versão anglófona era da autoria de Joe Raposo (1937-1989), compositor americano lusodescendente, sobretudo conhecido por ter composto o tema da "Rua Sésamo".
Alguns episódios:
por Paulo Neto