quinta-feira, 18 de junho de 2015

Batman Forever - Figuras e veículos (1995)

Para assinalar a semana em que se comemora - discretamente, porque as pessoas de bem não admitem que se divertiram - o 20º Aniversário da estreia norte-americana de "Batman Forever", que só chegaria a Portugal em Agosto com o título "Batman para Sempre"; fui vasculhar no arquivo fotográfico em casa e encontrei este anúncio à linha de brinquedos lançados pela Hasbro ("Transformers", "G.I. Joe") com o filme de Joel Schumacher.
Vejamos então as figuras e veículos desta colecção de 1995, que incluía o obrigatório Batmobile, o Batplane e as versões mini de Val Kilmer e Chris O'Donnell, respectivamente Batman e Robin:


"Depois de veres o filme "Batman Forever" no cinema, as aventuras continuam em tua casa. Com esta fantástica colecção de figuras e veículos de "Batman Forever", terás tudo o que precisas para recriar o espectacular ambiente de Gotham City. "Batman Forever" é diversão para sempre. Começa já a tua aventura."

Quem teve e brincou com estes?

Publicidade fotografada e editada por Enciclopédia de Cromos, retirada da revista que adaptou o filme em banda desenhada "Batman Para Sempre" (1995), da Editora Abril.

Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".

sábado, 13 de junho de 2015

Chuva Na Areia (1985)

por Paulo Neto

Na semana passada, o actor Nuno Melo faleceu aos 55 anos, vítima de cancro. Para trás deixou mais de trinta anos de carreira no cinema, teatro e televisão. No pequeno ecrã desempenhou uma mão-cheia de personagens memoráveis como o ingénuo Joaquim em "Alentejo Sem Lei", o ambíguo porteiro Alverca em "Casino Royal", o filho Alberto em "Camilo & Filho" e até impressionou no outro lado do Atlântico como o taxista Constantino na telenovela brasileira "Senhora do Destino". Porém, a sua personagem mais marcante em televisão será porventura o Caniço da telenovela "Chuva Na Areia", sobretudo pelo seu fim trágico que chocou o país nos idos de 1985.




"Chuva Na Areia" continua a ser um caso bastante atípico de entre todas as telenovelas produzidas no nosso país. Primeiro, porque nem sequer foi definida e promovida como uma telenovela mas sim como um "teleromance", sobretudo por vontade do autor, Luís de Sttau Monteiro, já que era uma adaptação de um romance inacabado da sua autoria, de título "Agarra o Verão, Guida, Agarra o Verão!". Segundo, porque teve somente 85 episódios, exibidos na RTP entre 7 de Janeiro e 3 de Maio de 1985. Terceiro, porque foi a primeira telenovela portuguesa de época, com a sua acção a decorrer nos anos 60 (se não estou em erro, apenas a telenovela "Anjo Meu", exibida na TVI em 2011, é a única outra telenovela portuguesa em que acção passava-se essencialmente numa época anterior à actualidade) . Quarto, porque a narrativa rompia em vários aspectos com aquela existente nas outras telenovelas portuguesas até então ("Vila Faia" e "Origens"). 
"Chuva Na Areia" foi também uma das raras telenovelas produzidas integralmente pela RTP sem recurso a outra produtora, tendo mesmo construído em Tróia uma cidade cenográfica para as filmagens.





A acção da telenovela decorre num verão algures na década de 60, na fictícia aldeia piscatória de Vila Nova da Galé. Embora o Estado Novo ainda exerça toda a sua autoridade, Portugal começa a ser promovido como um atractivo destino turístico para os europeus e como tal, a população da aldeia assiste entre a apreensão e a expectativa, à chegada de turistas estrangeiros e às intenções de progresso por parte das autoridades que passará pela construção de sofisticados complexos hoteleiros. Paralelamente, existe uma trama de contrabando e os dramas pessoais de várias personagens. Não havendo um protagonista evidente, a trama focava-se sobretudo em quatro personagens: Guida (Natália Luiza), a protagonista do romance, uma jovem que estuda em Lisboa e vem passar férias à sua aldeia natal e deixa-se encantar pelos ventos de liberdade trazidos pelos turistas estrangeiros, chegando a envolver-se com um francês; Nunes (José Viana), o pai de Guida e dono da pensão local, preocupado tanto com as desventuras da filha como pela ameaça da construção de um hotel de luxo lhe arruinar o negócio; o tenente Ferreira (Rui Mendes), o pacato chefe de polícia que não se entende com a sua ambiciosa e enfastiada esposa Odete (Alina Vaz), que não suporta viver em Vila Nova de Galé e que acaba por trair o marido com Vilela (Henrique Viana), vendedor de terrenos para construção; e Caniço, rapaz pobre e desajustado que além estar envolvido nas manobras de contrabando, prostitui-se para mulheres e homens, como a americana Mabel (Maria Dulce) e o alemão neo-nazi Herr Neuber (Carlos Wallenstein), caminhando a passos largos para um cruel destino que nem o amor de Ana do Mar (Filipa Cabaço) consegue travar. 



Entre outras personagens destacam-se o casal Helena (Mariana Ruy Monteiro) e António Fontes (Virgílio Teixeira), veraneantes de longa data em Vila Nova da Galé; Leopoldo (Rui Luís) o dono da taberna onde se reúne a quadrilha contrabandista liderada por Peralta (Mário Segredas) que, farto dos constante desrespeito dos clientes, finalmente impõe-se à força; Mimoso (Rogério Paulo), cujo filho é perseguido pela PIDE; Malaquias (Luís Pinhão) que desespera com o pacto de silêncio com que a mulher Tiazinha (Maria Cristina) lhe vota após uma discussão e que durará até à morte desta; Augusta (Manuela Maria), esposa de Nunes e mãe de Guida; e Esteves (Armando Cortez) que não permite que a sua mulher Amélia (Mariana Vilar) saia à rua mas que não esconde o seu affair com a espanhola Paloma (Manuela Carona), que lhe vai trazer consequências dolorosas. Do elenco também fizeram parte nomes como Adelaide João, António Lopes Ribeiro, António Rama, Carlos Daniel, Carlos César, Curado Ribeiro, Eduardo Viana, Filomena Gonçalves, Laura Soveral, Luísa Barbosa e Manuel Cavaco.



Claro está que a cena pela qual "Chuva Na Areia" ficou na memória foi aquela em que Caniço deambulava desvairado e ensanguentado pela praia rumo à sua morte depois de ter cortado o seu próprio sexo, num acesso de vergonha pelos seus comportamentos. Na altura eu só tinha cinco anos e não tinha idade para perceber bem a trama da novela, mas recordo-me bem dessa cena ainda que só mais tarde é que percebi o motivo daquele sangue todo. E foi daqueles casos em que no dia seguinte, não se falava de outra coisa. Além das alusões à mutilação genital e a ligações homossexuais, "Chuva Na Areia" também teve outras particularidade muito à frente para época como cenas em topless na praia e o recurso a palavrões. Por exemplo, Odete referia-se a Vila Nova de Galé como "esta merda de terra" e Peralta comparava o vinho da taberna de Leopoldo a "mijo de burra".

A telenovela terminava fazendo jus ao título com Guida a correr para a praia enquanto começa a chover na areia, assinalando o fim do Verão. 



"Chuva Na Areia" foi reposta pela RTP em 1989 no horário da tarde e já foi reexibida diversas vezes na RTP Memória. Na altura da sua primeira exibição, foi publicada uma revista sobre a telenovela e o disco da sua banda sonora, com temas instrumentais e canções interpretadas por Carlos do Carmo, Teresa Silva Carvalho, Lena D'Água, Fernando Girão e Vicente da Câmara.




Genérico(1):



Excerto:


1.º episódio




Agradecimento ao site Brinca Brincando por muita da informação reunida para este texto. Gostaria também de sugerir este excelente artigo sobre a personagem do Caniço da autoria de Ricardo Martins Pereira para o site NewInTown.

NOTA:
(1) - Genérico realizado por Carlos Barradas ("Arco Íris", "Jáquitá", "Histórias Fantásticas") que também deu à geração croma o assustador genérico do "Tempo dos Mais Novos".

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Bem-Vindos Ao Jurassic Park - Livro Ilustrado (1993)


Como forma de assinalar o dia 11 de Junho (de 1993) como o 22º Aniversário do lançamento de um dos meus filmes favoritos, "Parque Jurássico" ("Jurassic Park"), resolvi digitalizar e editar este livro ilustrado que condensou em 24 páginas os pontos mais importantes do argumento do filme para os leitores mais jovens, e a acompanhar o texto em letras grandes, fotos de cenas do filme.

Todas as páginas:


Foi editado em Portugal pela Editorial Notícias em 1993 e foi traduzido do original da autoria de Mike Teitelbaum, que por sua vez adaptou o "argumento para o filme, de Michael Crichton e David Koepp. Baseado no romance de Michael Crichton.". A tradução do original "Welcome to Jurassic Park" esteve a cargo de Maria Isabel Ogeia.

A Capa:


Exemplos de outras páginas:



Podem fazer download gratuito no link seguinte, e lê-lo num computador ou tablet com um vulgar programa para ler banda desenhada:




Relacionado com o "Jurassic Park" na Enciclopédia de Cromos:

Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".

segunda-feira, 8 de junho de 2015

True Lies - A Verdade da Mentira (1994)

por Paulo Neto

Depois de terem trabalhado juntos nos dois primeiros tomos da saga "O Extreminador Implacável", Arnold Schwarzenegger e o realizador James Cameron voltaram a unir esforços em 1994, desta vez para um blockbuster de acção com uns toques de comédia, "True Lies - A Verdade da Mentira", uma adaptação livre do filme francês de 1991 "La Totale!". Esta reunião entre os dois trazia água no bico: Schwarzie vinha do flop (para os padrões "schwarzeneggerianos" de então) "O Último Grande Herói" e pretendia voltar ao seu estatuto de rei do box office, enquanto Cameron contava com o sucesso do filme para a aprovação e financiamento do seu projecto seguinte, um modesto filme que dava pelo nome de "Titanic". O certo é que esta reunião entre os dois resultou, mas em grande parte devido a um inesperado trunfo, na pessoa de Jamie Lee Curtis.



Harry Tasker (Schwarzenegger) é um agente secreto que trabalha para uma unidade anti-terrorista conhecida como Omega Sector. Juntamente com os seus colegas Gib (Tom Arnold) e Faisal (Grant Heslov), Harry investiga uma nova e perigosa organização terrorista palestiniana liderada por Salim Abu Aziz (Art Malik), suspeita de ter adquirido armas nucleares. Para tal, ele aproxima-se de Juno Skinner (Tia Carrere), uma atraente marchande de arte de quem a Omega desconfia estar ligada a Aziz.





Porém, Harry esconde esta sua vida de agente de secreto da sua esposa Helen (Jamie Lee Curtis) e da sua filha Dana (Eliza Dushku), que julgam que ele trabalha para uma empresa de informática (que funciona como fachada para o Omega Sector) e ressentem-se das suas constantes ausências devido ao trabalho. Farta das ausências do marido e ansiosa por mais emoção na sua vida, Helen começa a ir na conversa de um homem misterioso, Simon (Bill Paxton), que na verdade é apenas um vendedor de automóveis que costuma fingir que é um agente secreto para engatar mulheres. Ao saber disso, Harry usa os recursos da Omega num plano para afastar Simon e conferir um pouco de aventura à vida de Helen e assim revigorar o casamento de ambos. Como tal, ele e os colegas organizam uma falsa missão para Helen em que ela terá de seduzir um negociante de armas num quarto de hotel. Mas é então que Helen e Harry, que esperava por ela no quarto, são capturados pelos homens de Aziz. 




Ao mesmo tempo que se vê obrigado a esclarecer a sua vida dupla diante de Helen, Harry confirma a ligação entre Aziz e Juno na compra de armas nucleares e entra numa corrida contra o tempo para evitar um ataque terrorista em Miami, sobretudo quando descobre Aziz raptou Dana…



O êxito de "True Lies" reforçou o estatuto de Schwarzenegger como o rei dos blockbusters, mas o desempenho de Jamie Lee Curtis acabou por ser o mais marcante do filme, com a actriz a receber o Globo de Ouro para Melhor Actriz em Comédia ou Musical. Por exemplo, para mim a cena mais marcante é a da dança sexy de Jamie Lee Curtis durante a falsa missão da sua personagem, não apenas porque demonstrava que Curtis estava em excelente forma na altura mas sobretudo por um inesperado acontecimento que fez salas de cinema inteiras romper de riso.



Desde a sua estreia, tem-se falado volta e meia numa possível sequela do filme ou numa adaptação televisiva, mas por diversos motivos (como a eleição de Schwarzenegger como governador da Califórnia e o facto de que os ataques do 11 de Setembro tornaram o tema do terrorismo num assunto muito mais sensível), as intenções não têm saído do papel. 


quinta-feira, 4 de junho de 2015

Anúncios a tintas (1986-1992)

por Paulo Neto

Uma vez que algures por este país haverá sempre a necessidade de alguém pegar num pincel, rolo ou trincha e aplicar uma demão de tinta numa parede, num soalho ou noutra coisa qualquer, faz todo o sentido que a publicidade a marcas de tinta continue a existir em toda a força. No entanto, parece-me que pelo menos em televisão, a publicidade a tintas já não é tão proeminente, nem tão criativa como o foi entre a segunda metade dos anos 80 e o início dos anos 90, período que nos deixou uma mão cheia de anúncios memoráveis, dos quais vou analisar cinco. Será porque foi por neste período que se iniciou a maior renovação de sempre do parque habitacional em Portugal? Seja como for, vamos lá analisar.


  
E começamos logo com um dos anúncios mais míticos, datado de 1986. A Robbialac seria porventura a marca mais atenta ao poder da publicidade televisiva, pelo que foi aquela que deixou mais anúncios para a memória colectiva. Como por exemplo este  da gama Tartaruga. Ao som de uma musiquinha tipo filme western, um homem de viola contava a história do amigo Costa que, surdo às recomendações, pinta a casa com uma qualquer ranhosice de tinta. Até que por fim, o Costa aceita o conselho cantado do amigo cantadeiro "Amigo, Tartaruga é a tinta!" e no final os dois juntam-se para cantar em uníssono e darem um passinhos de dança.



Também de 1986 e com chancela da Robbialac, o anúncio Stucomat deixou a sua marca não apenas na música como também visualmente. Liderados pelo capitão de macacão branco, um exército de pintores vestidos com macacões azuis, vermelhos e amarelos dirigem-se em passo militar para a missão de pintarem um prédio enquanto entoam a cantilena "Stucomat é uma grande tinta/ Stucomat é Robbialac/É tinta muito em conta para qualquer um/ É tinta com a qualidade Robbialac/Toda a gente pinta com Stucomat/ Stucomat é Robbialac" até terminarem todos a acenar com os rolos nas janelas do prédio.



Mas pensando bem, este regime militarizado dos pintores deste anúncio teria a sua razão de ser. Até porque neste anúncio de 1990, para a gama Rep da Robbialac, o protagonista é um pintor que se revela um verdadeiro ás do combate ao crime ao defender-se somente com a ajuda das suas tintas e dos seus utensílios de um bando de gangsters (daqueles mesmo saídos de um filme dos anos 40) armados até aos dentes. Foi neste anúncio que eu ouvi pela primeira vez a palavra "opaca".


No ano de 1987, a marca Dyrup comemorava 40 anos em Portugal. Para a efeméride, foi feito um anúncio minimalista mas nem por isso menos marcante, com um colorido arlequim a rodopiar por entre latas de tintas e no fim ouvindo-se uma voz operática a trautear "Dyrup, dyrup, dyru-dyru-pee".


De entre os anúncios das tintas CIN, recordo sobretudo este de 1992, referente à gama Colormix. Um anúncio bem colorido em estilo cena de filme musical enaltecia a variedade cromática desta gama. E quem não se lembra do início do jingle? "Só lilases, são quarenta/De amarelos outro tanto/Eu cá prefiro os azuis/Eu vou bem mais pelo branco!" (Ou seria "blanco" como parece que se ouve?)

Existe mais algum anúncio a tintas dos anos 80 e 90 que vos tenha ficado na memória? Se sim, é só dizê-lo nos comentários ou na página do Facebook.

Um agradecimento especial aos canais do YouTube LustaniaTV, Mistério Juvenilmaterdnaxela, Memórias em VHS e 1980s90stv pelo upload destes anúncios.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Desenhos Animados dos anos 70 e 80 regressam em novas séries



Nos últimos anos muitos dos nossos desenhos animados favoritos dos anos 70 e 80 foram ressuscitados em novas séries, que re-imaginam ou continuam a história original, muitas delas em animação por computador (CGI). 
Este novo vídeo da EnciclopédiaTV fez um apanhado das estreias em TV mais recentes. (As séries animadas e de imagem real adaptadas ao cinema ficam para outro vídeo)
Reparem como as animações em CGI com humanos ainda parecem...bizarros. O uncanny valey ainda não foi ultrapassado!

Actualização:
Entretanto, num assunto relacionado, foi anunciado um filme a partir das séries de 1981 e 1990 do "Dartacão e os Três Moscãoteiros". Detalhes: Annecy: BRB, Mili Unsheath ‘Dogtanian’.


Deixem nos comentários, no vídeo ou no Facebook a vossa opinião. Que séries esqueci de incluir no vídeo? Talvez se faça uma parte 2!

Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".

sábado, 30 de maio de 2015

Kung Fury - O filme mais anos 80 do que os anos 80


Nada como quebrar as regras de vez em quando. Não se preocupem, não atravessei a estrada foram da passadeira. Vim, qual membro de uma seita trazer a boa nova ás vossas portas - virtuais: a pequena maravilha dos anos 80 que é o filme de 2015 "Kung Fury". Toda a gente menos eu cresceu nos anos 80 a devorar filmes de porrada e tiros em VHS e no cinema e a gastar os polegares nas máquinas de jogos: para vós, esta curta-metragem será o verdadeiro Cálice Sagrado. E para quem é fã da extravagância dessa década também. Fiquem agora com o texto que publiquei no meu blog de cinema: CINE31 - Kung Fury (2015)

Durante uns tempos foi a coisa mais antecipada por este que escreve. Naturalmente depois foi abafado no vórtice de trailers e boatos costumeiros das novidades de cinema. Até que já perto da data de estreia voltou às atenções - não do público em massa, mais entretidos com car porn e super-heróis - em grande estilo, um videoclip cantado e protagonizado por uma das criaturas que é a incorporação dos anos 80: David "Michael Knight" Hasselhoff (para os menos velhos, o Mitch das Marés Vivas. Para os putos, o júri do "America's Got Talent"). E só depois da estreia os sites mainstream descobriram esta tresloucada aventura, que recorda a bizarrice dos filmes e jogos de acção dos anos 80, mas elevando o nível até à   estratosfera, não cometendo o erro de reverenciar tanto a fonte como alguns filmes que não passam de cópias aguadas com melhores efeitos. Neste pot-pourri há doses generosas de artes marciais - mais próximas dos clássicos jogos de luta das arcadas - clichés de filmes policiais e buddy movies, vikings com pouca roupa (Barbarianna merecia mais screentime), deuses nórdicos gigantescos, dinossauros, viagens no tempo e o alemåo mais odiado de toda a eternidade: não a Angela Merkl, mas o próprio Kung Fhürer: Adolf Hitler e a sua horda de nazis. Mas  O que mais se pode querer? Um plot sem buracos, desenvolvimento de personagens? Mas se procuram diversão este é o vosso filme. Onde mais vão ver uma longa sequência a que só falta as barras de energia para sair directamente de um beat'em up como o Double Dragon?
Em suma, os anos 80, como nunca foram. 




O meu maior receio era que apesar do conceito de paródia em anabolizantes ser atraente, que meia dúzia de moneyshots não fossem o suficiente para manter a coerência e interesse numa curta de 30 minutos. Mas não há motivo para preocupações. Sem sequências de encher chouriço, indo directo ao assunto  o filme cumpre com distinção o objectivo a que se propôs.

Só nos primeiros 5 minutos já ri feito parvo mais vezes que em muitos filmes inteiros, a inventividade e sentido de humor desta comédia de acção insana - over-the-top é pouco - faz desejar uma versão mais longa.

De poucos em poucos segundas tinha vontade de voltar atrás e tirar um screenshot ou criar um gif animado do que via no ecrã em toda a sua glória chunga e épica. David Sandberg,  o sueco dos sete instrumentos ao leme do projecto - financiado por fãs - que realizou, escreveu e protagonizou está de parabéns. Atirem-lhe dinheiro para ele fazer a versão longa-metragem para inevitavelmente nos podermos queixar que afinal a curta era muito melhor. 



Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Insectos e Monstros de Goma


Se nos anos 80 houve uma overdose de fofura em desenhos animados como os Ursinhos Carinhosos ou folhinhas de cheirinho do Docinho de Morango, etc, o que depois ficou na moda foi qualquer coisa que gritasse "nojento". Estas gomas gelatinosas em forma de insectos e todo o tipo de criaturas - as "primas" comestíveis dos "Pega Monstros" -  certamente estavam incluídas nessa categoria de coisas a que os pais deviam torcer o nariz, mas que estavam facilmente acessíveis a toda a juventude em mercearias, supermercados e naqueles carrinhos que vendiam doces junto ás entradas das escolas. Na minha zona corria o boato que a velhota do carrinho - ou outras colegas que vendiam noutros sítios - punha uns "aditivos" nas guloseimas para viciar os jovens clientes. Meus senhores das teorias da conspiração, doces não precisam de mais droga que o próprio açúcar...


Estava a navegar calmamente pelo Instagram quando fui confrontado com uma imagem dessas gomas (acima), e num imediato flashback recordei a sensação de abrir a fina película traseira das embalagens e sorver a gelatina que com o calor ficava embutida no plástico transparente em relevo. Depois de encontrar estas "Creepy Gummi", fui pesquisar por coisas semelhantes na Internet. Parece que ainda há muito disto à venda.

Jelly Monsters:
 Creepy Gummi:


Slime Slurps:

Estes Slime Slurps parecem-me dos mais parecidos aos que recordo, que segundo o anúncio acima também haveria na variedade Tartarugas Ninja ou Ghostbusters.

Espero que tenham ficado com saudades do tempo que comiam mãos cheias de minhocas e escorpiões, de goma claro!

Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".




Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...