"Laranjina C" ( com a grafia Laranjina "C" ) é um dos nomes incontornáveis quando a conversa é sobre refrigerantes dos anos cromos. No anos de 1982 e 1983 (pelo menos), era possível encontrar várias publicidades semelhantes da marca, mas com diferentes mascotes, que podiam ser coleccionadas na forma de autocolantes.
"Sport Billy N º7" [08 Outubro 1982]
"Dó", um velhote de cartola?
"Sport Billy N º2" [30 Julho 1982]
"Ré" ou o "estereótipo mexicano".
"Pato Donald Nº 58" [1983]
Até ao momento "coleccionei" estes três. Visto que têm nomes de notas musicais (Dó, Ré, Mi), stand to reason que andam por ai as restantes notas Fá, Sól, Lá e Si. Se olharem bem á figura do "Mi" podem reparar que é uma criatura antropomórfica, uma mulher idosa com "enormes seios" nas palavras de Nuno Markl. Obrigado e bom dia!
Anúncios retirado das revistas "Sport Billy" Nº 2 e 7 (de 1982). Imagens editadas por Enciclopédia de Cromos. Créditos ao uploader original.
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Como se pôde verificar neste texto do David, uma manhã de sábado de televisão em 1991 significava uma extensa e diversificada oferta de desenhos animados que iam desde clássicos de animação leste-europeia, séries britânicas em stop motion, clássicos da Hanna Barbera e êxitos da altura como "G.I. Joe", o "Inspector Gadget" e as "Tartarugas Ninja". E por entre essa parada, deparei-me com um programa que se destacava para mim na altura. Trata-se sem dúvida de um dos programas mais deliciosamente bizarros e psicadélicos da produção infantil nacional. O seu nome: Vitaminas.
Tratava-se de um programa multifacetado que nos transportava para um universo psicadélico (ou como o David Martins aptamente define, "futurístico-embaraçoso") criado por António Avelar Pinho, Pedro Freitas Branco e António Cordeiro e realizado por Henrique de Oliveira. A apresentação esteve a cargo de uma ainda pouco conhecida Sofia Sá da Bandeira e Carlos Vidal, naquele que será o seu mais reconhecido trabalho fora do seu avatar Avô Cantigas. Os dois surgiam vestidos como duas personagens de banda desenhada. O programa era produzido pela produtora Miragem, conhecida sobretudo pela mítica série "Claxon". Ao todo foram produzidos 39 programas, exibidos na RTP entre 1991 e 1992 aos sábados de manhã.
As várias rubricas do programa eram as seguintes:
"Saber ou não saber, elas aqui estão": Esta rubrica era um concurso de cultura geral. Em cada programa havia duas séries com quatro pequenos participantes que iam respondendo às perguntas colocadas pelos apresentadores. Os concorrentes vencedores de cada uma das séries apurava-se para uma ronda final onde ganhavam uma magnífico prémio...(e daí talvez não).
"Espaço Zoo - No tempo em que os animais falavam": Em cada semana, os apresentadores entrevistavam uma conhecida personalidade do mundo animal como foi o caso da lagosta pianista Carmen Zita Cruz Táceo, a santola Sofia Lola, o gafanhoto ciclista Francisco "Chico" Lista, a girafa Gigi Raffa, a raposa tenista Marta Raquette, a cegonha japonesa Yoko Naxituro, o pinguim Samuel Iceberg, o tigre Sandokan da Silva ou o caracol Nicos Touaosolapoulos. As personagens eram alternadamente interpretadas pelos actores Júlio Martín e Custódia Gallego.
"Zoo Disco": o momento musical onde Carlos Vidal cantava uma canção sobre a personagem entrevistada no "Espaço Zoo" nessa semana. As músicas eram do próprio Carlos Vidal e as letras de António Avelar Pinho e Pedro Freitas Branco. Algumas das canções foram mais tarde editadas em disco.
Carlos Vidal viria a integrar algumas dessas canções nos seus espectáculos como Avô Cantigas. Existem duas que se tornaram uns semi-hits. Alguém se lembra destes refrões?
"Samuel Iceberg, Samuel Iceberg, é um grande pinguim violinista, Samuel Iceberg, Samuel Iceberg, é modesto mas é grande concertista?"
"O gafanhoto Chico Lista não gosta nada de voar, prefere ser como dever ser um bom ciclista e passar o dia a pedalar."
"Patati Patata": Como se já não houvesse bizarria suficiente, nos episódios mais posteriores do programa, Carlos Vidal e Sofia Sá da Bandeira protagonizavam também uns sketches ainda mais bizarros e abstractos assumindo as duas personagens do título.
"Félix Fracasso": A interromper inadvertidamente o programa estava Félix Fracasso que aproveitava essas intromissões para apresentar um sketch humorístico sem palavras. Numa fase inicial, Carlos e Sofia mostravam-se indignados com as interrupções de Félix Fracasso e pelas constantes trocas do suposto prémio do vencedor do jogo das perguntas por uma T-shirt com a sua ilustração (se bem que os pequenos vencedores exprimissem a sua algeria por tal prémio) mas com o tempo, não só passaram a acolhê-lo no programa como também se tornaram fãs dele. A personagem Félix Fracasso era interpretada por António Cordeiro. Sim, o mesmo actor que nesse ano ficara imortalizado como o soturno detective Claxon desempenhava aqui uma personagem tresloucada de cabelo vermelho!
Tratava-se sem dúvida de um programa à frente do seu tempo, equilibrando uma vertente didática e outra de humor nonsense. Por isso, não é de estranhar que se tenha destacado para mim, e certamente para outros, por entre a programação infantil do inícios dos anos 90.
Novamente um capa bela capa ilustrada não por uma foto, mas por um divertido cartoon de Edmundo Tenreiro, com os portugueses em férias de Verão, mas com a sua televisão sempre a reboque. O destaque (eheh) vai para um destacável com a Programação de Verão; e para a "Equipa da RTP nos Jogos Sem Fronteiras".
Uma capa ocupada com o representante de uma práctica que pessoalmente abomino, a tourada, ainda para mais patrocinada com dinheiros públicos. O torturador de animais da foto é um jovem "João Ribeiro Telles, na XV Corrida TV". Segundo a RTP, em 1978 José Hermano Saraivaregressou á TV pós-25 de Abril com o programa "Gente de Paz" (vídeo do episódio "Sebastianismo"), também mencionado na capa como sendo "o correio de José Hermano Saraiva".
Foto de capa inteira para o sex symbol Sónia Braga "em corpo inteiro". Além da actriz brasileira, nova chamada de atenção para os "Jogos Sem Fronteiras", assinalando o sucesso das equipas lusitanas, apesar de - como indica o leitor Rui Craveiro - 3 dias antes da data da revista, a equipa de Aveiro ter ficado em penúltimo lugar.
Numa capa dominada pela figura de José Hermano Saraiva, que "assina Gente de Paz", a "TV Guia" informa sobre um concurso que organizaram: "Você na TV". Destaque ainda para a série "Serpico" (1976, 14 episódios), adaptada a partir do filme homónimo de 1973 e da vida do policia real Frank Serpico.
Hoje em dia, num mundo de revistas e jornais coloridos, ecrãs de alta definição pode parecer um pouco anedótico o anúncio da capa desta "TV Guia": "As fotos (a cores) dos principais personagens de "O Astro"". Outros tempos! E para ilustrar a capa, precisamente uma dessas fotos coloridas da novela, além do destaque para uma revelação dessa novela: "Felipe e Henry mataram Salomão", sendo "Felipe" o actor Edwin Luisi, "Henry" José Luiz Rodi e "Salomão Hayalla" Dionísio Azevedo.
Destaque para Fernando Balsinha e o "Jornal RTP1": "alteramos para melhorar". Além da série de "Bergmam" na RTp-2, "Relax Guia" com Teresa Cruz. A foto é pequena, mas calculo que seja a mesma Teresa Cruz que agraciou a capa da primeira "TV Guia" (aqui). Ainda a interrogação "250 mil aparelhos de TV a cores em 6 anos?".
Dina Sfat ("Amanda" de "O Astro") adorna a capa deste número, que desta vez conta com Fátima Medina e José Galvão no "Relax Guia". E no topo da capa, uma chamada de atenção para as 8 mil cartas recebidas pela "TV Guia" para "O Astro", destacando um pedido de um grupo de alunas do 7º ano do Liceu no Porto: "ajudem-nos a salvar o grande amor de Amanda e Herculano". para saber mais sobre essas cartas e outras curiosidades recomendo a leitura do artigo dedicado á novela no excelente site "Brinca Brincando": inclui um homicidio real, fuga de uma menor e mais.
E um aviso que no próximo número "oferta de uma carteira com 3 cromos" de que desconheço o assunto.
No número 24, o único assunto é o documentário "All You Need Is Love", dedicado á história de "toda a música ligeira do século XX", que pegou emprestado o título de um dos êxitos dos The Beatles, que também ilustram a capa, incluindo a mítica capa do álbum "Abbey Road".
Espero que tenham gostado de recordar todos estes programas e pessoas!
Ainda mais capas da TV Guia brevemente! De novo, os agradecimentos da Enciclopédia ao leitor Miguel Meira, que gentilmente nos enviou o seu espólio de capas desta revista.
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Aqui nas minhas bandas nunca usei nada da marca de vestuário infantil e juvenil "Cenoura",
não era o meu estilo. E eram peças mais caras. Nem me recordo se
haveria alguma loja perto que vendesse, mas era uma marca sempre
presente na publicidade e eventos direccionados aos mais novos.
Aproveitando a onda "radical" dos anos 80, a mascote da "Cenoura" pratica Windsurf:
"Sport Billy Nº 1" (16 Julho 1982)
E neste anúncio encarna o super-herói mais conhecido: O Super-Homem. Ou Super-Cenoura?
"Sport Billy Nº 2" (30 Julho 1982)
De super-herói passamos para uma pose mais descontraída, antecipando a famosa cena de "Rose" (Kate Winslet) a posar (também em pelota) para Jack (Leonardo DiCaprio) no Titanic (1997):
"Sport Billy Nº 3" (13 Agosto 1982)
De novo, o radical skate para anunciar a época "voltamos p'rá escola". O uso do "p'ra" ainda dá um ar mais radical à coisa!
"Sport Billy Nº 4" (28 Agosto 1982)
De novo o Super-Homem-Cenoura:
"Sport Billy Nº 7" (08 Outubro 1982)
Mais uma voltinha de skate, rumo aos fatos de treino:
"Sport Billy Nº 8" (Outubro 1982)
É um par de ténis? Um fato de banho? Não, é o... Super-Cenoura, outra vez:
"Sport Billy Nº 9" (Outubro 1982)
E os nossos leitores? Vestiam "Cenoura" dos pés à cabeça, ou nem por isso?
Anúncios retirado das revistas
"Sport Billy" Nº 1, 2, 3, 4, 7,8 e 9 (de 1982).
Imagens editadas por Enciclopédia de Cromos. Créditos ao uploader
original.
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Os nossos leitores da zona da capital, ou os visitantes de Lisboa no Verão de 1982 poderão recordar-se destes "Passeios no Tejo", organizados pela CML (no mandato de Krus Abecasis). Todos os Domingos até final de Setembro, das 15 às 18 horas decorriam estes passeios, que incluiam animação a bordo pelo conjunto "Os Tricanos", pelo preço de 70$00 para adultos e metade para crianças. A ilustrar o reclame, uma foto com as silhuetas de barcos á vela e o Padrão dos Descobrimentos ao fundo.
Anúncio retirado da revista
"Sport Billy" Nº 1, de 16 de Julho de 1982.
Imagem editada por Enciclopédia de Cromos. Créditos ao uploader
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É por demais evidente dizer que os Pink Floyd são uma das maiores e mais influentes bandas rock de todos os tempos e que quase toda a sua discografia deixou o seu marco na história da música moderna. Ainda assim, mesmo por entre um repertório tão fértil e celebrado, quando se pede a alguém para referir uma canção dos Pink Floyd, a resposta mais provável será certamente "aquela canção que tem um coro de miúdos", isto é, "Another Brick In The Wall", mais concretamente a segunda parte. Sim, porque são três as partes de "Another Brick In The Wall" contidas no álbum "The Wall", editado em a 30 de Novembro de 1979.
O álbum é essencialmente uma ópera-rock centrada na personagem de Pink, alegadamente inspirada em Roger Waters e no anterior líder da banda Syd Barrett, cujos trágicos acontecimentos ao longo da sua vida levam-no a isolar da sociedade, representado por um muro. Essa metáfora do muro também alude a alguns problemas que a banda teve com os fãs durante uns concertos de uma digressão de 1977, que levou a Roger Waters a imaginar um muro entre a assistência e o palco.
Como já foi referido, três faixas do álbum tem o título "Another Brick In The Wall". A parte 2, subtitulada "Education", refere-se a uma fantasia de Pink em que os alunos das sua escola revoltam-se contra a opressão dos professores, que foram mais um tijolo no seu muro de isolamento. Desde a linha de baixo ao início, o grito "Hey, Teacher! Leave them kids alone!", o segundo verso com um coro de crianças, terminando o solo final da guitarra de David Gilmour, cada segundo da faixa acabaria por ficar gravado no disco rígido de cada habitante do mundo ocidental desde então.
Para tal combinação histórica desses ingredientes, o mérito é atribuído ao produtor de Bob Ezrin. Como na altura o disco-sound ainda vivia a sua glória, Ezrin sugeriu à banda ouvir alguns temas do género para reproduzir uma batida semelhante, algo que a banda relutantemente aceitou mas que acabaria por concordar que resultou. Foi também a ideia de Bob Ezrin de recrutar o coro de alunos de uma escola perto do estúdios de gravação, certo de que tal daria mais ao impacto ao tema de protesto estudantil (ou não tivesse Ezrin também produzido outro lendário hino estudantil, "School's Out" de Alice Cooper).
Depois foi o êxito que se sabe. "Another Brick In The Wall - Part II" foi n.º 1 dos tops em vários países, incluindo o Reino Unido e os Estados Unidos e o single vendeu quatro milhões de cópias. E claro está, tornou-se desde então o maior hino protesto estudantil. A canção, bem como todo o álbum foi banido na África do Sul em 1980 depois de ter sido utilizada como símbolo de uma acção de boicote nacional contra as desigualdades da educação sob o regime do apartheid. Em 1982, o álbum foi adaptado ao cinema num filme realizado por Alan Parker com BobGeldoff no papel principal.
Mas claro está, na altura era impossível não falar em muros sem lembrar o Muro de Berlim que entre 1961 e 1989 dividiu não só a cidade mas toda a Alemanha e se tornou um dos maiores símbolos da guerra fria, pelo que a canção também tem sido utilizada para ilustrar o Muro de Berlim e toda a sua simbologia. E a 21 de Julho de 1990, oito meses após a queda do Muro de Berlim, os universos de The Wall e do Muro de Berlim encontraram-se num concerto onde Roger Waters reproduziu o álbum. O concerto, visto por 350 mil espectadores, teve a participação de nomes como Bryan Adams, Sinead O'Connor, Scorpions, Joni Mitchell, Marianna Faithful, Van Morrison e Cyndi Lauper que cantou a parte 2 de "Another Brick In The Wall".
E já pensaram numa coisa? Os miúdos que cantaram no disco bem como aqueles que aparecem no videoclip já devem ter entre quarenta e cinquenta anos!
Videoclip:
"Another Brick In The Wall - Part 2" no filme "The Wall" (1982):
Roger Waters & Cyndi Lauper "Another Brick In The Wall - Part 2", ao vivo em Berlim (1990):
Uma marca de refrigerantes, com bastante varidade de sabores, mas da qual não me recordo de ter consumido. Porém, depois de receber esta foto enviada pelo leitor Luis Filipe Ramos, decidi pesquisar mais um pouco:
A imagem do topo do artigo retirei de um calendário da minha colecção pessoal: Calendário Rical (1989).
Nele podemos ver as variedades dos sabores do refrigerante: gasosa, pêssego, ananás e laranja.
Este anúncio acrescenta á lista o sabor a tangerina.
Segundo o blog Garrafas Pirogravadas, o nome original da empresa era Frutidor, e nos anos 60, ao fundir-se com várias empresas da zona de Santarém mudou a designação para "RICAL - Empresa Produtora de Refrigerantes Rodrigues, Irmão e Cª Lda". Dois anos depois mudou o nome para "Rical - Empresa Produtora de Refrigerantes e Águas" e em 1989 foi adquirida pela Unicer, que actualmente comercializa a gasosa Rical.
Mais algumas garrafas Rical que encontrei em sites de vendas-online:
E até uma arca portátil:
Decerto muitos dos nossos leitores foram consumidores destes refrigenrantes!
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Uma capa em cores escuras, talvez de luto pela não-vitória de Portugal no Festival da Eurovisão 1979, que foi ganho por Gali Atari e o seu "Aleluia", como discutimos em post anterior. Nota para a participação de Roy Rogers, o "Rei dos Cowboys" no "The Muppet Show" ("Os Marretas"), mais concretamente o episódio 22 da 3ª série. Vejam o video:The Muppet Sow S03E22.
Mas o destaque da capa vai para um trio de protagonistas de "O Astro": Francisco Cuoco (Herculano Quintanilha), a falecida Dina Sfat (Amanda) e Stepan Nercessian
(Alan). Este último, que na foto tem ar de mafioso italiano, actualmente é político na vida real. Só quis dizer...
Neste número, nova nota a recordar a emissão da mini-série "Holocausto" agora no 1º Canal, depois da estreia em Fevereiro no 2º Canal. Noticia da adaptação televisiva da obra (depois do filme de 1963) do escritor Fernando Namora "Retalhos da vida de um médico", que estrearia na RTP em 1980, protagonizada por José Peixoto. [ver episódio]. Esta capa sobressai das restantes pela utilização de um auto-retrato e não uma foto como habitual. A figura em questão é Rui Guedes, "um profissional da comunicação portuguesa. Dedicou-se à literatura como historiador e coordenador de biografias." Ainda segundo a Wikipédia: "Em 1979 começou a apresentar o programa de Topo Gigio na RTP. É o autor das canções do programa conjuntamente com José Cid".
A "mulher de Tony Curtis", isto é, a personagem Mercedes - casada com o vilão Fernand Mondego (Tony Curtis) - foi interpretada por Kate Nelligan, na adaptação de 1975do "O Conde de Monte Cristo". Ainda neste número, informação sobre a "super produção da RTP", o filme "Bárbara" de Alredo Tropa. [vídeo] A 2º série de "Raízes" refere-se decerto á sequela da mini-série "Roots" (1977), a série em sete capitulos "Roots: The Next Generations" (1979). E no mini-poster, Rubens de Falco, o Samir Hayalla da novela "O Astro".
Nesta edição, uma entrevista a Joaquim Letria, que nesta altura apresentava o programa "Directíssimo" (produzido pelo próprio e por Thilo Krassman), que precisamente nesta semana recebeu os vencedores da Festival Eurovisão 1979. "Mata e Esfola", uma mini-série musical com Ana Zanatti ("O Lugar do Morto", "Nico d'Obra") e Zita Duarte ("O Rei das Berlengas", "Crónica dos Bons Malandros"). Obrigado ao leitor Rui Craveiro pelas informações.
TV Guia Nº 13 - 5 a 11 de Maio de 1979
Com direito a foto na capa, "Eu Cláudio" (1976 - "I Claudius") série da BBC que adaptou as novelas "Eu, Claudius, Imperador" (1934) e "Cláudio, o Deus" (1935) do escritor Robert Graves. Ente os actores, Derek Jacobi e George Baker (na foto). A revista trazia ainda informação sobre os filmes portugueses presentes no MIP 79 em Cannes, o Mercado Internacional de Programas de Televisão. Quase no rodapé, a "Eleição de Miss Portugal 1979". A vencedora foi Marta Mendonça Gouvêia, que foi uma das misses que caiu no buraco do palco que colapsou no final da emissão da Miss Universo 1979, na Austrália.
Esta mini-série "Os Maias" já tinha tido destaque de capa na TV Guia Nº 7. Neste número, o realizador da mini-série, Ferrão Katsenstein "escreve sobre Os Maias". O muito jovem Camané "é superstar", visto que venceu a Grande Noite do Fado desse ano (a vencedora feminina foi uma Marina Mota de 16 aninhos de idade). Anunciava-se também um novo concurso para a RTP-2: "Écran Mágico", centrado no mundo do cinema e apresentado por Rui Mendes (o futuro protagonista de Duarte & Companhia), que também participou em "Os Maias".
A beldade que ilustra a capa, é nada mais que Marta Mendonça Gouvêia, a Miss Portugal 1979, visto que neste número estava incluido o artigo "Como se faz uma Miss". A outra foto não tem uma beldade, mas o humorista Agildo Ribeiro, encarnando a personagem "Andorinha" que - como recorda Rui Craveiro - "era uma das personagens que (...) seria mais tarde
resgatada em outras sitcoms e séries de comédia da Globo como "A
escolinha do Prof. Raimundo"".
Além disso, anuncia-se ainda a primeira participação portuguesa nos "Jogos Sem Fronteiras", pela equipa de Braga.
Ainda mais capas da TV Guia brevemente! Novamente, os nossos agradecimentos ao leitor Miguel Meira, que gentilmente forneceu o seu espólio de capas desta revista.
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