domingo, 4 de março de 2012

Duarte & Companhia

Uma divertida série, que já foi cromado na "Caderneta de Cromos nº 242 "Duarte e Companhia" [Ouvir / Download do Podcast], meses antes da comemoração do 25º aniversário da série:


Para quem via televisão em Portugal nos anos 80, 6 de Dezembro de 2010 assinalou o 25º Aniversário da estreia de uma peculiar série de culto: "Duarte & Companhia". Situações saídas de cartoons, detectives e polícias incompetentes mas intrépidos (ou não), vilões ainda mais inaptos, inúmeras referências e paródias a situações de lugares comuns dos filmes e séries de gangsters e policiais. A série legou ao nosso imaginário colectivo uma série de personagens inesquecíveis, como os protagonistas Duarte (Rui Mendes) e Tó (António Assunção) [respectivamente, o inconsciente e galã chefe da equipa, e o seu fiel assistente, mais interessado nas notícias dos jornais desportivos, do que em resolver casos], a assistente/secretária com força sobre-humana Joaninha (que agredia violentamente todos os homens que lhe olhassem para os seios, interpretada por Paula Mora), a mulher (Ema Paul) e a sogra de Duarte ( Fernanda Coimbra, que mantinha na sua mala um tijolo, sempre útil para agredir bandidos e o próprio genro). E uma galeria de bandidos como o gigante Rocha (António Rocha, sósia do jogador Chalana), o Chinês (Frederico Cheong, que ficou na história da TV pela frase "eu não ser Chinês, eu ser Japonês"), o trapaceiro Lúcifer (Guilherme Filipe ) e Átila (Luís Vicente ) o auto-intitulado "Padrinho" da máfia portuguesa. E claro, uma figura importante e icónica da série: o famoso Citroën 2CV vermelho.

E a data do aniversário está a ser lembrada pelos meios de comunicação social:


"O dia 6 de Dezembro de 1985 entra para a história da televisão portuguesa por ser a data de estreia de "Duarte & Companhia" na RTP. A dupla de detectives privados, protagonizada por Rui Mendes e António Assunção, juntava miúdos e graúdos à frente do televisor e a todos arrancava arrebatadas gargalhadas, com as situações rocambolescas em que se viam envolvidos.
"Talvez não seja a única (série de culto), mas para a geração que cresceu nos anos 80 é, sem dúvida algo muito especial. (...) tinha um tipo diferente de arrojo", explica o humorista Nuno Markl, fã assumido da série.
(...)
Vinte e cinco anos depois, "Duarte e Companhia" não podia estar mais actual. Senão vejamos, viviam-se os efeitos da crise de 1983 que levou à intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI) no país. Poucos eram os que tinham dinheiro, os criminosos chegavam ao ponto de não ter dinheiro para comer.


Mais informações sobre as cinco temporadas com um total de 39 episódios, exibidos originalmente entre 1985 e 1989, na Wikipédia: "Duarte & C.a".

Uma série realizada com poucos meios, mas com alma, e que passadas duas décadas e meia, continua a ser lembrada com carinho por milhares de portugueses. Parabéns aos envolvidos no projecto, e claro aos fãs!

Pode ler a continuação do artigo aqui: "Duarte& Companhia - Parte 2".


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