terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Amo-te Teresa (2000)

por Paulo Neto

Até ao fenómeno Big Brother, o grande acontecimento no panorama televisivo em Portugal no ano 2000 foi um conjunto de telefilmes produzidos e emitidos pela SIC. A iniciativa, denominada SIC Filmes, foi anunciada com pompa e circunstância e consistiu na produção de doze telefilmes, cada um exibido em cada mês do ano. Ainda longe de se pensar que em Setembro desse ano, a TVI daria os primeiros passos para alcançar o ceptro da liderança que a SIC orgulhosamente ostentava, a estação de Queluz ainda reinava indiscutivelmente e esta iniciativa foi aguardada com muita expectativa, até porque o telefilme era até então um produto televisivo algo raro e pouco explorado em Portugal.
Entre os telefilmes resultantes da SIC Filmes, contam-se títulos como "Monsanto", "Facas e Anjos", "Mustang", "O Lampião da Estrela", "Aniversário" e "A Noiva". Mas o mais famoso e recordado de todos foi sem dúvida o primeiro deles todos, "Amo-te Teresa" que Portugal parou para ver no dia 11 de Janeiro de 2000.



Realizado por Ricardo Espírito Santo e Cristina Boavida (jornalista da SIC e autora do argumento), "Amo-te Teresa" narrava a história do amor proibido entre uma mulher adulta e um adolescente, interpretados por Ana Padrão e Diogo Morgado.     

Teresa (Ana Padrão) é uma médica que, após o fim de uma relação, decide trocar Lisboa pela vila alentejana onde nasceu para trabalhar no Centro de Saúde local. Apesar de guardar ressentimento sobre a reacção local a um escândalo que envolveu os seus pais, acaba por adaptar-se à vida local.
Teresa retoma a amizade de infância com Paula (Maria João Abreu) e muda-se para a casa em frente dela. Entretanto descobre que Miguel (Diogo Morgado), o rapaz que conheceu no dia da sua chegada à vila quando o avião telecomandado dele chocou contra o carro dela, é o filho mais velho de Paula. Miguel é um adolescente 15 anos, bonito e sensível, que para além da paixão pelo aeromodelismo, adora desenhar. 


Apesar da diferença de idades e dos riscos que isso implica, Teresa e Miguel desenvolvem uma forte cumplicidade e uma atracção à qual são incapazes de resistir. Os dois chegam mesmo a ter momentos de ciúmes, Teresa em relação a Sandra (Margarida Vila-Nova), uma colega de Miguel, e este face a Vítor (José Wallenstein), um amigo de Teresa que vem de Lisboa visitá-la. 

Tudo se complica quando Cândida (Isabel de Castro), a avó de Miguel que nunca gostou de Teresa, descobre desenhos de Teresa nua feito pelo neto e Paula surpreende os dois abraçados na casa dele. Escorraçada pela população, Teresa regressa a Lisboa mas Miguel não desiste da relação entre ambos, só que está tudo contra eles. Só depois de pagarem um duro preço é que Teresa e Miguel poderão ficar finalmente juntos.

Com todos os ingrediente típicos de uma telenovela condensados em 90 minutos, "Amo-te Teresa" foi um sucesso de audiência. Do elenco fizeram também parte nomes como Marcantónio Del Carlo, Sinde Filipe, Maria Emília Correia, Afonso Pimentel e Sílvia Alberto. Como não podia deixar de ser, Herman José fez uma paródia ao filme intitulada"Babo-te Teresa", onde Herman recuperava a mítica Maximiana e Maria Rueff fazia de uma mulher de 35 anos que vivia um amor proibido com um idoso de 95 anos.


Embora Diogo Morgado já fosse conhecido de outros trabalhos como a telenovela "Terra Mãe", foi sem dúvida com "Amo-te Teresa" que lançou a carreira daquele que agora é mundialmente conhecido como o "Hot Jesus". Morgado entraria também noutro telefilme da SIC, "A Noiva", onde confirmou aos 19 anos a sua versatilidade fazendo de uma personagem de trinta anos, ao invés de ter feito de adolescente em "Amo-te Teresa".

Capa da novelização do filme

"Amo-te Teresa", bem com outros telefilmes que se seguiram, tiveram direito a edição em VHS e a uma novelização em livro. A iniciativa SIC Filmes foi prolongada em 2001, mas com menor sucesso. Segundo o IMDB, o telefilme foi exibido em 2005 na Hungria.

De referir ainda que a principal música do filme é "Asas (Eléctricas)" dos GNR, que também foi o primeiro single do seu álbum "Pop Less".




Trailer:



segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

My Reason - Demis Roussos (1972)

Conforme prometido no artigo publicado no dia que se soube da morte do cantor e músico Demis Roussos [aqui], fui procurar nos arquivos e na coleção cá de casa e encontrei este vinil do artista, com a grafia Démis Roussos.
A edição é francesa, como atesta a indicação "Parade Couleurs", a capa quase idêntica ás edições de outros países. Note-se que abaixo do título "My Reason" está "Ma musique", visto que o tema inclui frases em francês.

A capa frontal:


"My Reason" a faixa do lado A do disco:

"When I'm A Kid" o lado B:


O verso da capa do disco ficou mal focada, mas a informação é escassa:

Segundo o site 45cat, esta é a informação constante no próprio vinil:
  • Faixa A - "My Reason". Compositores: S. Vlavianos, Ch. Chalkitis, H .Banks, Ch. Chalkitis. Arranjos:        Harry e Steal.
  • Faixa B - "When I'm A Kid". Compositores: S. Vlavianos, Ch. Chalkitis, B. Bergman Arranjos: Harry e Steal.
Ambas as canções foram incluidas no ano seguinte no álbum "Forever And Ever" (1973), junto a outros grandes êxitos da carreira a solo de Demis Roussos. [Mais aqui: "Demis Roussos (1946-2015)"]


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Demis Roussos (1946-2015)


No dia que em a Grécia está nas bocas do Mundo pelas decisivas eleições, o país onde nasceu a democracia perdeu um dos seus artistas mais célebres: Demis Roussos (baptizado  Artemios Ventouris Roussos) com 68 anos de idade, depois de várias semanas hospitalizado. Julgava que o senhor fosse mais velho, mas como me dizem aqui ao lado, por ser gordo parecia mais envelhecido. Conheci o cantor grego - nascido no Egipto - através da colecção de discos de vinil dos meus pais, tal como provavelmente todos os da minha geração. Há uns anos depois de ouvi-lo na rádio online Nostalgie, pesquisei e fiquei fã de alguns temas da sua fase do grupo Afrodite's Child (já antes participara nos grupos The Idols, e We Five), quando partilhou palco com outro membro do panteão musical helénico: Vangelis (com quem gravou vários álbuns depois do final da banda, incluindo uma participação especial na célebre banda sonora de Blade Runner). Mas o maior sucesso global veio mais tarde na sua fase solo de cantor romântico com o seu estilo característico de voz potente e a música com inspirações mediterrânicas e árabes. Segundo a Wikipedia, vendeu mais de 60 milhões de albuns por todo o mundo. Em 1985, foi um dos reféns do voo TWA Flight 847.
Hei-de vasculhar as compilações e singles cá de casa para partilhar alguns convosco. Demis não tinha o aspecto de um galã elegante, mas decerto vários dos nossos leitores foram concebidos ao embalo de "Goodbye, my Love Goodbye", ou "Forever and Ever". 


"Goodbye, my Love Goodbye"

"Forever and Ever" (1976)

"We Shall Dance" (1971)

"It's Five O'Clock" (1970)

"Rain and Tears" (1968)

"The Four Horsemen" (1972)

"Quand Je T'Aime" (1987)

"White Sails" (1974)

"Lovely Lady Of Arcadia" (1974)

"My Only Fascination" (1974)




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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Sapataria Bambi (1980 e 1981)

Fofura em dose dupla,dois anúncios da "Sapataria Bambi" protagonizados pela estrela do filme da Disney "Bambi" (1942, a mais famosa adaptação do romance "Bambi, A Life in the Woods" publicado em 1923 pelo austríaco Felix Salten).

Inclui uma frase digna de um postal de aniversário para crianças: "Pelo muito carinho que te dedicamos fazemos votos para que cresças em amor".
Ambos os anúncios incluem créditos da Walt Disney, levando a crer que existia uma ligação oficial entre a  marca e as sapatarias Bambi ( 3 lojas em Lisboa e 2 em Algés). Uma rápida pesquisa online indica que ainda existem várias Sapataria Bambi em Lisboa, arredores e até no Algarve.
As ilustrações são duas variações da famosa cena do filme em que uma borboleta pousa na cauda de Bambi:


Publicidades retiradas das revistas Almanaque do Patinhas Nº 2 e Nº 19, de 1980 e 1981 respectivamente.

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Top 5 canções de Marco Paulo

por Paulo Neto




Nasceu no coração do Alentejo a 21 de Janeiro de 1945 com o nome de João Simão da Silva e setenta anos mais tarde, ele pode olhar para trás e rever uma carreira musical longa e próspera como poucos cantores em Portugal se podem gabar. Falo obviamente de Marco Paulo que acaba de apagar setenta velas. Quer se goste ou não do seu género, não há como negar que a sua carreira atravessa várias gerações e tem sido fértil em temas que para sempre ficam gravados no disco rígido do povo deste pequeno rectângulo à beira-mar.  
Em nome da "Enciclopédia de Cromos", pretendo prestar a devida homenagem a Marco Paulo, recordando os que são para mim os seus cinco hits mais marcantes.

Mas primeiro uma pequena retrospectiva: 
- Editou o primeiro disco em 1966.
- Participou nos Festivais da Canção de 1967 com "Sou Tão Feliz" e de 1982 com "É O Fim Do Mundo"
- Gravou com Simone de Oliveira uma versão em português de "Somethin' Stupid".
- Apresentou dois programas na RTP, misto de talk-show e variedades, "Eu Tenho Dois Amores" (1994-1995) e "Marco Paulo Com Música No Coração" (1996).
- Um cancro em 1997 fez com que perdesse a cascata de caracóis que era sua imagem de marca, mas provou que não era nenhum Sansão, vencendo a doença e retomando a carreira.
- Marco Paulo vendeu quatro milhões de disco e ganhou mais de 140 galardões entre discos de ouro, prata e platina.

São tantos os hits de Marco Paulo que reduzi-los para apenas uma lista de cinco foi complicado. Como tal, convém recordar duas menções honrosas que falharam por muito pouco esta lista: "Ninguém, Ninguém" (1978), onde mostrou que dominava a arte de cantar de prego a fundo, sendo percursor dos Toranja; e "Anita" (1982) e o famoso videoclip onde Marco Paulo mostra os seus dotes de nadador a uma Anita que gosta muito de morder em limões.   

#5 "Sempre Que Brilha O Sol" (1988)



Como é sabido, o repertório de Marco Paulo é maioritária e assumidamente composto de várias covers de canções estrangeiras, algumas bem conhecidas como por exemplo "Só Falei Para Dizer Que Te Amo" (aportuguesando o "I Just Called To Say I Love You" de Stevie Wonder), outras nem por isso. "Cuando Calienta El Sol" foi originalmente gravada em 1961 pelos Hermanos Rigual e, por entre covers e adaptações em outras línguas, já foi versionada por nomes como The Ray Charles Singers, Bing Crosby, Nancy Sinatra, Petula Clarka e Agnetha Faltskog dos Abba.
A versão que Marco Paulo gravou para o seu álbum homónimo de 1988 adaptava a versão actualizada ao estilo eighties de 1987 do mexicano Luis Miguel. Como não podia deixar de ser, o tema foi acompanhado por um videoclip bem veraneante com beldades à beira da piscina. A minha parte preferida é quando algumas moças tomam banho no chuveiro mas existem duas delas mais preguiçosas ou púdicas que preferem tomar banho de rega, todas vestidas.   

#4 "Joana" (1988)


Mas o grande hit do álbum "Marco Paulo" de 1988 foi mesmo "Joana", cujo original é em alemão. Outro padrão recorrente no repertório de Marco Paulo são canções com nomes de mulher. Inclusivamente, o álbum "Beijinhos Doces" de 1995 só tinha canções deste tipo. Entre os nomes granjeados em canções gravadas por Marco Paulo, além de Joana e da já referida Anita, constam Susana, Isabel, Dalila, Milena e Amália.
Tal como em "O Anel de Noivado" do Trio Odemira, também Marco Paulo encarna um antigo amado da tal Joana que de longe a vê casar com outro, restando-lhe apenas as recordações do idílio.
E claro está, quem é que nunca resistiu em trautear este refrão a uma Joana? "Ó Joana, pensar que estivemos tão perto, dos sonhos agora desperto, só não quero ouvir o sim que dirás, ah ah ah ah..."

#3 "Taras e Manias" (1991)



Tal como se adivinha logo ao primeiro verso: "Quando você vem com essa cara de menina levada para a brincadeira", a versão original foi gravada por um brasileiro, mais concretamente Elymar Santos. A faixa, um dos temas inéditos do álbum best of de 1990, imortalizou por cá a expressão "uma lady na mesa, uma louca na cama". Deste modo, cantando as taras e manias da amásia, Marco Paulo vivia, pelo menos musicalmente, o sonho de muitos homens. E venha de lá o refrão sado-maso: "E mexe, remexe, se encosta, se enrosca, se abre, se mostra p'ra mim. Me agarra, me morde, me arranha, não mude que eu quero você sempre assim."


#2 "Maravilhoso Coração" (1991)


Em 1991, Marco Paulo celebrou 25 anos de carreira com o álbum best of que reunia os seus maiores êxitos até então bem como alguns inéditos como o já referido "Taras e Manias" e a faixa que deu título ao disco. "Maravilhoso Coração" tornou-se igualmente um dos temas incontornáveis do repertório de Marco Paulo, sendo de tal forma épico e retrospectivo que até pode considerar-se o seu "My Way", se bem que ao contrário deste último, a letra também deixa claro que ainda havia muito para se viver.
Até à mega-ascensão de Tony Carreira, e juntamente com a de Herman José, a actuação de Marco Paulo costumava ser a mais aguardada do "Natal dos Hospitais" de cada ano, e durante largos anos, "Maravilhoso Coração" era o tema de eleição para o evento. (Actualmente é "Nossa Senhora")  

#1 "Eu Tenho Dois Amores" (1980)


Mas claro está, mesmo de entre um repertório tão rico em sucessos, não há como colocar em 1.º lugar esse lendário hino ao poliamor que é "Eu Tenho Dois Amores", editado em 1980. Segundo o seguidor do blogue Rui Craveiro, ao qual agradecemos a informação, a versão original chama-se "I Love, I Love, I Love You" e foi gravada em 1977 pelo quarteto Pascalis, Marianna, Robert & Bessy, que foram os representantes da Grécia no Festival da Eurovisão desse ano com o tema "Mathema Solfege".
"Eu Tenho Dois Amores" é toda uma pérola, a começar na batida mastigada de disco-sound e a culminar na interpretação de Marco Paulo, exprimindo a sua indecisão entre uma loura e uma morena. Porém não há como achar que a letra é demasiado optimista, com Marco Paulo a concluir que a solução para a sua indecisão é "amar das duas, sem uma da outra saber". Os mais certo era a loura e a morena descobrirem tudo e mandarem-no à fava. E daí talvez não, talvez Marco Paulo conseguisse convencê-las a alinharem numa de "sister-wives".

Com tudo o isto, resta desejar ao recém-septuagenário muitas felicidades. E oxalá eu chegue aos 70 com vitalidade de Marco Paulo.

  
  

Tico e Teco Comando Salvador / Chip ‘n Dale Rescue Rangers (1989-1990)


"Tico e Teco Comando Salvador", é o nome tuga da animação norte-americana "Chip ‘n Dale Recue Rangers" que esteve no ar entre 1989 e 1990. No Brasil ficou conhecida por "Tico e Teco e os Defensores da Lei". Apesar da estreia em 1989, no ano anterior foi exibido um episódio especial para promoção. E a estreia oficial foi feita na forma de um filme de duas horas - "Rescue Rangers: To The Rescue", que mais tarde foi repartido em cinco episódios.


Nunca fui grande fã dos filmes Disney, mas as séries animadas orientadas para a aventura já se me apresentavam mais interessantes. No meu top estão os “Duck Tales”, e a seguir este “Chip ‘n Dale Recue Rangers”.

Os já conhecidos esquilos Tico e Teco, que durante décadas se passearam em pelota pelos ecrãs e páginas Disney, passam a vestir-se de Indiana Jones e Thomas Magnum (Magnum P.I.), respectivamente (como podem ver nas fotos acima) e abrem uma agência de detectives para combater o crime.

O principal vilão é o mafioso Fat Cat (foto acima), porém outros gangsters e até um inventor maléfico vão dificultar a vida a Tico (Chip, o elemento sério e responsável do grupo - com a voz da actriz Tress MacNeille, a responsável de muitas vozes nos Simpsons, Futurama, etc) e Teco (Dale, o irmão irresponsável, divertido e louco por doces - com a voz de Corey Burton, que podem reconhecer como Spike Witwicky na série dos Transformers Em Acção, entre outros).

Mas os dois manos têm ajuda: o rato amante de queijo Monterey Jack (nas primeiras 3 temporadas teve a voz do eterno Optimus Prime: Peter Cullen; e nas restantes de Jim Cummings), a mosca Zipper (novamente Corey Burton, a voz de Dale) e a genial inventora Gadget Hackwrench (Tress MacNeille, a mesma voz de Chip), uma ratinha que vai ser disputada pelos dois irmãos ao longo das três temporadas e um total de 65 episódios. Além dessas relações inter-espécies, apenas pelo visionamento do genérico inicial constatamos a ocorrência de violência doméstica entre os dois irmãos, além do ocasional travestismo.



O Genérico inicial:


Não é uma série tão reconhecida pelo grande público, no entanto, uma das personagens - Gadget Hackwrench - até gerou um culto, sim, um culto religioso, na Rússia. Não consigo confirmar a veracidade da notícia, mas, porque não? Decidam por vós próprios:  "Russian Nerds have started a cult arround Gadget Hackwrench Decidam por vós próp""Гаечка is love" .





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May - Crackies (1981)

Como vimos anteriormente, a marca de guloseimas "May", além de caramelos e chupetas, vendia também pastilhas elásticas, como estas "Crack Mint" apelidadas de "Crackies". A mascote permanece a criança sardenta de cabelos encaracolados e um olho fechado.

 Detalhe da embalagem, com sabor clássico peppermint.
O blog Santa Nostalgia recorda que décadas antes as pastilhas elásticas, ou chicletes/chicles "May" eram acompanhadas de colecções de cromos, da Agência Portuguesa de Revistas. ["Chicles MAY: O chicle da juventude"]


Publicidade retirada da revista Almanaque do Patinhas Nº 20, de 1981.
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Saturday Night - Whigfield (1994)



Devia publicar isto num sábado à noite, mas, what the hell, o blog é intemporal! Portanto aqui está mais uma música que foi um sucesso quando eu e o leitor eramos mais novos, num ano que "A Lista de Schindler" ganhou 7 Óscares, Kurt Cobain foi "encontrado morto", Mandela ganhou as eleições e acabou o Apartheid , e o cometa Comet Shoemaker–Levy 9 chocou com Jupíter.

Capa do single na Europa.

A canção, com o "original" nome de "Saturday Night" foi o maior hit da dinamarquesa Whigfield (aka Sannie Charlotte Carlson, ‘antiga’ modelo). Como habitual no género, a letra retrata com profundidade "Dee Dee na na na". Ok, é sobre festa e sexo casual. 


O que interessa: um video sugestivo com a própria Whigfield recém saída do banho envolta numa toalha a preparar-se para a saída nocturna, uma batida saltitante, mais um êxito dos anos 90, este tema de Eurodance não é dos meus favoritos, mas faz parte da memória musical da década, e vale a pena escutar outra vez!





Nota:
O atento leitor Peter Gunn fez-me notar que não mencionei um aspecto interessante: as acusações de lipsyncing, isto é, a loura Whigfield estaria apenas a fazer playback das músicas gravadas por outra cantora; como disse o Markl, uma "Milli Vanilada". A teoria mais popular é que a voz na realidade pertence a Annerley Gordon,  aka, Ann Lee que podem reconhecer do êxito "2 Times" [video]. As dúvidas continuam até aos dias de hoje, mas a minha pesquisa indica que esse fenómeno era muito comum em certas produtoras musicais, com o mesmo artista a produzir com diversas identidades e quando necessário representado por um modelo mais esteticamente agradável. 
Ao rever (re-ouvir?) recentemente o cromo reparei que Nuno Markl também menciona o tema que em 1999 juntou Whigfield aos portugueses Santa Maria "Happy Maravilha (feat. Whigfield)".

Como sempre, recomendo a audição da Caderneta de Cromos correspondente:



Texto original: "Enciclopédia de Cromos - Minicromo - Saturday Night".

Capa do single na Alemanha.


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