sábado, 6 de dezembro de 2014

Os Quatro (1982)


"As aventuras de 4 amigos que entusiasma toda a juventude! Relato apaixonante que prende a atenção até à última página." Foi graças ao anúncio seguinte que ouvi falar deste grupo "Os Quatro" ( bem anterior ao também quarteto aventureiro "O Bando dos Quatro")!

O nome do autor/a desde o primeiro momento soou-me a pseudónimo: Damyela Rioma
E ao contrário dos anteriores livros de aventura para jovens que tivemos na Enciclopédia (Os Cinco, Os Sete),  estes aparentam ser nacionais, visto que não é citado o nome do tradutor. E investigando um pouco mais, consegui confirmar que Damyela Rioma era o pseudónimo de Mário Martins de Almeida ("Rioma" = "Mario", "Damyela"="aleymad"="almeyda"="Almeida"). No entanto, apesar de os livros serem em português, não consegui apurar se eram no português de Portugal ou (pouco provavelmente) no português do Brasil.
Encontrei espalhados pela Internet algumas capas da colecção:
Clique sobre a imagem para a aumentar.

Pelos títulos dos livros, as temáticas do fantástico e sobrenatural parecem estar bem presentes, e  pelas capas o quarteto será constituido por três rapazes e uma rapariga (a não ser que outra rapariga seja a típica "Maria-rapaz" com penteado e roupas "pouco femininas"). Só tendo na mão algum dos exemplares poderia adiantar mais informação sobre os personagens e conteúdos desta colecção da Agência Portuguesa de Revistas. Se alguém leitor souber mais detalhes, partilhe connosco!

A lista de título publicados à altura, vendidos a 40$00 cada. Além dos 4 primeiros números citados nesta revista, muitos mais foram publicados posteriormente:
  1. Os Quatro na Montanha Mágica
  2. Os Quatro na Casa Assombrada
  3. Os Quatro na Ilha de "Mister" John 
  4. Os Quatro na Neve
  5. Os Quatro, cinco cavaleiros para seis cavalos
  6. Os Quatro - A gruta não estava à vista
  7. Os Quatro na ribeira dos cabris
  8. Os Quatro na barra funda
  9. Os Quatro na  aldeia das latas
  10. Os Quatro na vila romana
  11. Os Quatro na nobilíssima comunidade
  12. Os Quatro - Naúfragos à Força
  13. Os Quatro na rota dos leões
  14. Os Quatro na rota dos elefantes
  15. Os Quatro na "festa dos loucos"
  16. Os Quatro "Abéis" no Rio Caim
  17. Os Quatro - O fabuloso "Dr. Cruz Quebrada"
  18. Os Quatro Lobos de Cabeça Bruxa
  19. Os Quatro salvaram "Pobre de Jó"
  20. Os Quatro - Zé do Telhado era "morcego"
  21. Os Quatro - A Ninfa fazia escravos
  22. Os Quatro na Mesa do Diabo       
  23. Bem escondida a cimitarra de Boabdil (vol 1)
  24. Bem escondida a cimitarra de Boabdil (vol 2)           
Na imagem seguinte, a capa do livro nº 4, "Os Quatro na Neve":
Pelo título, podia ser apenas umas inocentes férias na Serra da Estrela, mas sendo o género de literatura que é, temos que assumir que aventuras e mistérios vão abundar.
Não consegui descobrir onome do ou dos ilustradores da série, mas algumas das capas imediatamente me remeteram para clássicos estrangeiros da aventura juvenil. Por exemplo:
A capa de "Os Quatro na mesa do Diabo" comparados com "A Aventura no Vale" e "..na Montanha", ilustrados por Stuart Tresilian.

Anúncio retirado da revista "Flecha de Prata" Nº 63 (de 1982). Imagens editadas por Enciclopédia de Cromos. Créditos ao uploader original.

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O Gato das Botas (1992)


Mesmo sendo na infância e juventude um consumidor ávido de desenhos animados, esta série animada japonesa "O Gato das Botas" é das tais que não despertam qualquer recordação.

O link para o genérico inicial, que passou entre nós com a típica canção de anime - não traduzida - foi enviado pelo leitor David Lamy; e segundo informação do uploader do vídeo foi exibido na RTP  no ínicio dos anos 90.

O genérico:


O anime tinha o curto título original de "Fantasy Adventure: Nagagutsu wo Haita Neko no Bouken" e foi exibido no Japão em 1992. Em Portugal - segundo a Wikipédia - passou em 1993, primeiro no RTP-1/ Canal-1 e depois na RTP-2 (na altura TV2 como podem ver pelo logotipo no canto superior esquerdo).
O Gato das Botas é o famoso personagem criado pelo autor francês Charles Perrault para o conto de fadas incluido em "Contos da Mãe Ganso" ("Les contes de ma mère l'Oye"- 1697). Mas o anime, expande a história original do rapaz que herdou de seu pai apenas um gato falante com fetiche por botas, e que através de uma série de ardiz consegue fortuna e uma princesa para o dono.

Na série, a acção decorre em várias partes do Mundo, com o gato - de  nome Serafim ( voz de Jorge Sequerra) - das botas mágicas, o seu dono João (Teresa Sobral) e o rato Pedrinho (Alexandra Sedas) a intervirem em famosos contos dos Irmãos Grimm (Branca de Neve, João e Maria), de Hans Christian Andersen (A Pequena Sereia, A Menina dos Fósforos), d' As Mil e uma Noites (Aladino, Ali Babá e os quarenta ladrões) e até de autores como Mark Twain, Cervantes, Dumas ou Bram Stoker!
Saiba mais: "Wikipédia - O Gato das Botas - Episódios".
O seguinte vídeo faz um bom apanhado dos episódios:


A acompanhar os 26 episódios, o tema de abertura "8 Beat no Etude (8ビートのエチュード)" pela cantora e actriz Mika Chiba, que também cantou o genérico final: "Heart to Heart".





Pedrinho e Serafim

João e a Princesa Sara


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Pulgas Na Cama e Traga-Bolas

por Paulo Neto

No ano passado, eu falei num dos jogos mais míticos de quem cresceu nos anos 80 e 90, o "Quem é Quem?". Mas nesse período, havia dois jogos igualmente míticos (e também ambos da MB) que todos nós secretamente esperávamos receber a cada Natal pois não só a dinâmica desses jogos era por si só extremamente apelativa, como cada um deles vinha acompanhado de um anúncio publicitário de antologia que era exibido ad infinitum na televisão a cada quadra natalícia, sobretudo nos intervalos dos espaços infantis da RTP ao fim de semana. Mas ao contrário do "Quem é Quem", do qual acabei por adquirir a versão miniatura e que cheguei a jogar a versão original com amigos, não só eu nunca tive nenhum destes jogos como eu nunca joguei.

O primeiro a ser avistado nas montras das lojas e o seu anúncio na televisão (creio que em 1987) fazia do que na vida real seria uma situação nada agradável em algo completamente frenético e hilariante. O seu nome: "Pulgas Na Cama"!









Aposto que descobriram que ainda sabiam de cor a ladainha do anúncio declamada efusivamente pelo actor Canto e Castro: "Vem a pulga, morde a pulga, não há cama para ninguém! Salta a pulga, foge a pulga, anda caçá-la também!" e que ainda têm bem presente certas imagens do anúncio como a do senhor aflito com tanta pulga na sua cama que até a levam para fora do quarto e a dos miúdos do anúncio a fazerem caretas sempre que apanhavam uma pulga.

De nome original "Bed Buggs", o jogo consistia em apanhar com pinças uma quantidade de pulgas coloridas em cima de um aparelho com a forma de uma cama que emitia vibrações que faziam mexer as pulgas. Segundo a narração do anúncio, cada jogador só podia apanhar as pulgas de uma determinada cor previamente combinada. Apesar da premissa algo estapafúrdia, sem dúvida que "Pulgas na Cama" parecia ser um jogo bastante animado e apetecível para gente de várias idades. Consigo imaginar uma família a jogar a este jogo num serão e rapidamente a competição tornar-se desenfreada entre pais e filhos de pinça na mão.

Eu estou em crer que o outro jogo surgiu em Portugal no ano seguinte àquele em que apareceu o "Pulgas Na Cama" (fosse lá ele qual fosse). O seu nome original é "Hungry Hungry Hippos" mas cá no burgo é conhecido como "Traga-Bolas"!


E cantemos agora todos:

Traga, traga-bolas, hipopótamos comilões
Tens vontade de jogar as bolas
Vais agarrar e papar com o hipopótamo!
Traga. traga-bolas...



Além do jingle, no anúncio há ainda para recordar a mini-animação e o slogan "o jogo onde ganha quem mais bolas papa". Tal como o "Pulgas na Cama", era um jogo com uma premissa chanfrada mas que oferecia muita acção e emoção. Cada jogar manipulava uma alavanca que fazia uma cabeça de hipopótamo colorida abrir para "comer" as diversas bolinhas brancas. Também "Traga-Bolas" prometia muita diversão e competição desenfreada entre os membros da família, cada um na ânsia que fosse o seu hipopótamos aquele mais deglutia mais bolas brancas.

E já agora, recordo-me também deste jogo, não tão conhecido como o "Traga-Bolas" ou o "Pulgas Na Cama", mas que lembro de também ter desejado como prenda no Natal de 1991. Nunca soube ao certo como é que se jogava ao "Pop Ball" mas parecia ser tão colorido e dinâmico como os outros e tinha também um anúncio de encher o olho, e isso eram motivos suficientes para atiçar a minha cobiça.



    

     


 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Publicidade Sumol - Parte 1 (1965 - 1996)


Depois dos míticos anúncios da Sumol com os cães chamado Alex e do "Stôra, como se diz Sumol em inglês?", a Enciclopédia de Cromos olha novamente à publicidade televisiva deste refrigerante:



Um cão é um cão (1965)



Afinal a dupla Sumol/canídeos já vem de longe, como demonstra este anúncio dos anos 60, o primeiro com o slogan "Um cão é um cão. Sumol é aquilo que os outros não são"
Na Wikipédia é alegado que a "Sumol foi a primeira bebida não alcoólica portuguesa a adotar uma estratégia de marketing moderna. Numa época em que apenas se fazia propaganda em jornais, letreiros ou nos toldos dos locais de venda, a Sumol espalhou cartazes com slogans por todo o país e em 1965 lança um anúncio de televisão que se mostra diferenciador", que podem ver no vídeo acima.

Sumol é outra música (1969)


Música é o tema deste reclame que alterna imagem real com animação. O tema em questão é daqueles clássicos famosos que de momento de escapa...

A Fruta de todo o Ano (1976)

Literalmente a brincar aos médicos, o menino doutor faz o diagnóstico e a menina enfermeira administra o tratamento. Afinal a cura de todos os males da petizada já foi descoberta hà decadas: Sumol de maçã e de laranja. Indicado no tratamento de falta de vitamina C e sede crónica.

Deputados Sumol / Peço Sumol (1978)

Herman José preside á sessão do Parlamento mais jovem e provavelmente menos corrupto da história, apesar de ser visível algúm lobby da marca Sumol. Segundo a Wikipédia a primeira vez que foi escolhida "uma figura mediática para a apresentação da marca".


Sumol é aquilo que os outros não são (1983)

Anterior ao referido "Stôra...", o foco ainda é um publico mais infantil, mas já se insinua que o consumo de Sumol pode aumentar as possibilidades de sucesso com o sexo oposto. "Sumol é mais gostoso" diz a menina para a câmara, antes de piscar o olho. Imagino as torrentes de míudos a correrem ás lojas para comprar as garrafinhas para levar ás amiguinhas. Ou pelo menos foi o que imaginou a equipa de marketing.

Sumol (1986)

Actualização: O Paulo Neto descobriu recentemente no baú da LusitaniaTV esta preciosidade do final dos anos 80:

Sinal Verde para ti (1991)

No inicio dos anos 90, um anúncio em estilo mais "moderno", em sintonia com a juventude da altura. Para mim, o ponto alto é uma velhota a abanar a cabeça [aos 0:57] em desaprovação da 'improvisada' Miss T-Shirt molhada e pelos jovens que se divertem com garrafas e latas de Sumol na mão. Alías, parece-me que este reclame em particular antecipa a futura praga de anúncios longos com estilo documental muito usado para publicitar cervejas, sem diálogos, ao som de uma música a acompanhar supostas cenas de diversão quotidiana, com a bebida ominpresente, é claro.


Pinta a tua lata (1996)

Um anúncio mais curto, a veícular a promoção "Pinta a tua lata", do meio dos anos 90. General D, Bárbara Elias, Marcos Anastácio, Carla Sacramento, Dominguez, as diversas celebridades nacionais da música, moda e desporto que inspiraram as diferentes ilustrações das latas de Sumol.

O canal oficial Sumol no Youtube, tem outros anúncios mais recentes, incluindo alguns mesmo do finalzinho dos anos 90, mas esses, são outra história ;)

Vale ainda relembrar este anúncio do Sumol no Natal de 1987, que o Paulo Neto já explicou aqui.

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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Susy (1982)


Esta "nova colecção juvenil da Editorial Notícias a sair em breve!" - em 182 - tinha o nome geral "Susy", e consistia originalmente em 20 livros para a juventude, escritos por Gretha Stevns, o pseudónimo feminino do autor dinamarquês Daniel Jacob Eilif Mortensen. Publicados na Dinamarca entre 1943 e 1964. O tema da colecção são as aventuras vividas pela jovem ruiva Susy, impaciente mas desejosa de ajudar. Em Portugal, os títulos editados provavelmente foram traduzidos das edições francesas (1957-1977. Aliás, a Wiki em francês tem bastante informação sobre a colecção: "Susy - romans" (e menciona igualmetne uma colecção de banda desenhada da personagem).  O mesmo autor também é o responsável pelos livros de aventura e mistério "Carlota" ("Pernille" 1949-1957).


Graças aos sites "Alfarrabista" e "Good Reads", temos mais informação sobre as edições portuguesas, que possuem títulos auto-explicativos:
  1.  "Susy prepara uma surpresa"
  2. "Susy salva a vida de Tânia"
  3. "Susy e o fantasma da floresta"
  4. "Susy no colégio interno"
  5. "Susy e os ladrões"
  6. "Susy Detective"
  7. "Susy e a filho do pescador"
  8. "Susy e os rapazes das motorizadas"
  9. "Susy na pista dos ladrões"
  10. "Susy e o fugitivo da floresta"
  11. "Susy e o roubo no castelo"
  12. "Susy faz das suas"
  13. "Susy em aventuras na neve"
  14. "Susy e os caçadores"
  15. "Susy e Sónia"
  16. "Susy e os ciganos"
  17. "Susy está em forma"
  18. "Susy em perigo"

Capas de frente e verso do nº 6 "Susy Detective", encontradas na Internet:

Não me recordo de alguma vez ter lido desta colecção, mas creio já ter visto algumas das capas em feiras de velharias. E os nossos leitores, fãs?

Anúncios retirado das revistas "Sport Billy" Nº 9 e 7 (de 1982). Imagens editadas por Enciclopédia de Cromos. Créditos ao uploader original.

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

What's Love Got To With It (a canção: 1984, o filme: 1993)

por Paulo Neto

No passado dia 26 de Novembro, Tina Turner completou três quartos de século de vida, cimentando a sua reputação como a mais sexy septuagenária do mundo. Apesar da sua longa carreira, quando se fala no repertório de Tina Turner, é inevitável não mencionar "What's Love Got To Do With It", que em 1984 ressuscitou a sua carreira, elevando-a de glória do passado a superestrela da década de 80. 


"What's Love Got To Do With It" é uma daquelas canções que andaram de mão em mão a serem atribuídas a vários artistas e editoras até finalmente serem gravadas e espalharem a sua magia. Foi inicialmente entregue a Cliff Richard, depois a Phyllis Heyman e Donna Summer. Os britânicos Bucks Fizz chegaram a gravar uma versão mas entretanto, Roger Davies convenceu Tina Turner a gravá-la, embora esta inicialmente não tivesse acreditado muito no tema. O resto foi história, com a canção a ser um êxito mundial (n.º 1 nos Estados Unidos, Canadá, Austrália) e a catapultar aos 44 anos carreira de Tina Turner para alturas nunca antes atingidas. Em 1985, "What's Love Got To Do With It" ganhou o Grammy para Disco do Ano e Tina não hesitou em chamar Roger Davies para receber o prémio com ela, visto que foi ele que a convencera a gravar o tema. 
Na altura, como eu nada sabia de inglês, vá-se lá saber porquê (talvez por causa do gato que aparecia na capa do disco), eu julgava que ela estava a cantar sobre um gato, e eu cantava algo como "What's love, Gato du, Gato du miau..."   
Além disso, o respectivo videoclip, na sua simplicidade de ter apenas Tina a saracotear por Nova Iorque, também se tornou lendário. 


Depois vários hits se seguiram, cimentando-a como uma das grandes divas da música. E em 1993, surgiu o filme sobre a sua vida, intitulado (como era óbvio) "What's Love Got To Do With It" (um dos poucos filmes que em Portugal mantiveram o título original sem nenhuma achega em português) que se tornou um dos êxitos-surpresa desse ano, com realização de Brian Gibson e com Angela Bassett no papel de Tina.



O filme começa quando Tina Turner era a pequena Anna Mae Bullock (Rae'ven Larrymore Kelly) numa pequena cidade do Tennessee, onde desde logo se destaca pela sua voz no coro de igreja. Criada pela avó devida ao abandono de ambos os pais, Anna Mae reúne-se anos mais tardes com a mãe e a irmã em Saint Louis. Durante uma actuação aberta num concerto, ela capta a atenção de Ike Turner (Laurence Fishburne), o carismático líder da banda Kings Of Rhythm e depressa a relação profissional se transforma em romântica, acabando a banda por mudar o nome para Ike & Tina Turner Review.



À medida que o sucesso da banda aumenta, Ike, com ciúmes do talento da esposa e um crescente vício em cocaína, torna-se cada vez mais abusivo e violento com Tina, que recorre ao budismo como escape para o seu sofrimento. Após mais uma briga feia a bordo de um avião, Tina consegue fugir do controlo de Ike. Após um complicado divórcio, onde apenas fica com o direito de manter o seu nome artístico, Tina ganha a vida a cantar em hotéis e bares até um encontro com Roger Davies muda de novo a sua vida, tornando-se seu agente e ajudando-a a concretizar os seus sonhos de se tornar estrela do rock. 


Apesar de algumas alterações aos factos verídicos (como o facto de Craig, o primeiro filho de Tina, não ser na verdade filho de Ike mas de outro músico da banda) e de uma personagem fictícia, Jackie, (interpretada por Vanessa Bell Calloway, que curiosamente também entrara no videoclip de "What's Love Got To Do With It"), uma amiga que apoia Tina nos seus piores momentos e que a inicia no budismo, o filme foi um êxito e introduziu a história da vida de Tina Turner aos seus fãs mais jovens que não conheciam a fase inicial da sua carreira. Angela Bassett e Laurence Fishburne (que recusou cinco vezes o papel de Ike até saber que Bassett ficara com papel de Tina) foram nomeados para os Óscares e as suas carreiras ganharam um enorme fôlego. 

O álbum da banda sonora foi igualmente um sucesso, com Tina Turner a regravar os seus êxitos antigos, juntamente com temas inéditos incluindo "I Don't Wanna Fight" que se tornou mais um êxito mundial.

Trailer:


"I Don't Wanna Fight":


              

sábado, 29 de novembro de 2014

Publicidade da Sumol com cães chamados Alex (1993-1997)

por Paulo Neto



Confesso que nunca fui grande apreciador de Sumol. Embora apreciasse várias bebidas gaseificadas em petiz (não tanto agora) como as colas (nunca tomei partido na rivalidade Coca-Cola/Pepsi), as bebidas de lima-limão (idem aspas Sprite/7Up) e até mesmo a gasosa Rical, quanto a sumos de fruta sempre preferi aqueles sem gás como TriNaranjus ou Sucol aos gaseificados como Sumol e Frisumo. No entanto, a Sumol é daquelas marcas que fazem parte do nosso crescimento, quer pelo consumo propriamente dito. quer pelas várias campanhas de publicidade que apareciam na televisão ao longo dos anos. Já falei aqui em como a minha mãe reparou num doppelganger meu num anúncio da Sumol no Natal de 1987 e o David já relembrou o magnífico brinquedo que podíamos adquirir com três caricas de Sumol e cinquenta escudos.

Já nos anos 90, os dois anúncios mais marcantes da marca dessa década tinham como protagonistas dois cães, ambos chamados Alex.

O primeiro era de 1993 e era um de uma série de anúncios protagonizados pelo mesmo actor (cujo nome não me recordo). Lembro-me que no primeiro deles, o actor fazia de conta que estava a fazer surf mas no fim vinha-se a saber que estava num cenário com uma prancha de surf suspensa. Mas o mais lendário dos anúncios dessa campanha foi sem dúvida aquele em que o actor apresenta um cão chamado Alex que ficava num pé de vento diante da simples visão de latas de Sumol. Porém, o clímax surgia no final quando o actor perguntava-lhe "Certo, Alex?" para depois se ouvir um "Certo!" supostamente vindo da boca do canídeo. Devido a esse anúncio, os rapazes de nome Alexandre decerto tiveram que aturar centenas de vezes gente que lhes vinha dizer: "Certo, Alex?"


Quatro anos, foi a vez de outro cão chamado Alex protagonizar outro anúncio. Na praia, depois de um rapaz (um então desconhecido Diogo Morgado) atirar um pau para que o cão dele o possa trazer de volta, o outro rapaz mostra uma lata de Sumol ao seu próprio cão e diz-lhe: "Alex, busca!" Então o animal lança-se num percurso desenfreado de regressa a casa do rapaz, apanhando diversos transportes públicos no caminho, regressando à praia com duas latas de Sumol só para que o dono lhe aponte uma máquina onde se vendem latas do dita bebida, deixando o pobre Alex desmaiado com o choque e o esforço.

 

E uma vez mais, os Alexandres da altura foram forçados a ouvir "Alex, busca!" milhentas vezes.



  

Capas TV Guia - Parte 4


A Enciclopédia de Cromos volta à carga com mais uma dose de capas vintage da revista "TV Guia"! Nesta quarta entrega, vamos ver as capas dos Nº 25 a 32.

"TV Guia" Nº 25 [28 de Julho a 3 de Agosto 1979]
Uma espectacular capa com destaque para o filme "Moonraker" (em Portugal "007 - Aventura No Espaço") o quarto filme protagonizado por Roger Moore no papel do espião mais famoso de todos os tempos. Moore ainda voltaria a encarnar James Bond mais 3 vezes. Nota de "Ultima Hora" para a decisão do Governo de utilizar o sistema PAL (Phase Alternating Line) para a TV a Cores em Portugal. [Mais detalhes.] Ainda menção á "nova série das 4ªs feiras na RTP 1", "Serpico" que já abordamos na Parte 3. E na RTP 2 "a série policial de Outubro", a mítica "Zé Gato" (melhor que o título previsto: "Um Gato no Caixote do Lixo") protagonizada por Orlando Costa, Zé Gato himself. Segundo a Wikipedia, foi dos primeiros programas destinados a promover a RTP 2 como uma canal autónomo e não apenas um canal de repetições.
"TV Guia" Nº 26 [ 4 a 10 de Agosto 1979]
As emissões regulares a cores só começaram no ano seguinte (com o Festival da Canção de 1980 ) mas anuncia-se "RTP com cor e melhor equipamento" nas emissões experimentais que avançariam no mês seguinte com os Jogos Sem Fronteiras a cores ( apresentados por Eládio Clímaco e Fialho Gouveia, na Praça de Touros de Cascais). Sobre os Jogos sem Fronteiras dessa semana: "Funchal <> para Bona". E a pergunta no topo: "Teledramáticos: O  que são?". Apesar de ser um termo (geralmetne pejorativo) muito utilizado para classificar desde sitcoms a telenovelas, apurei que podemos definir "teledramáticos" como "telefilmes" ou melhor, um tipo de série de telefilmes "reagrupando os episódios sob um mesmo tema". Maria Elisa, na RTP desde 1973, onde entrou como locutora, fixando-se depois na área da informação, nomeadamente em entrevistas. A capa desta revista "do Lumiar para S. Bento", faz referência à jornalista ter sido nesse ano a porta-voz do Governo de curta-duração encabeçado por Maria de Lourdes Pintasilgo
"TV Guia" Nº 27 [ 11 a 17 de Agosto 1979]
Quando publiquei esta capa no Facebook da Enciclopédia, tivemos direito a um comentário da própria retratada: Fátima Medina, uma das caras mais famosas da TV nacional, tendo a apresentadora dedicado quase três décadas a trabalhar na RTP, onde entrou no concurso de locutores de 1978 (Margarida Mercês de Melo, Fernanda Bizarro, Helena Ramos, Manuela Moura Guedes, Teresa Cruz, Isabel Bahia,...). Veja um vídeo recente da SIC que recorda a carreira: "Fátima Medina, uma cara da televisão".   
"TV Guia" Nº 28 [ 18 a 24 de Agosto 1979]
Dominando a capa duas figuras sorridentes: Herman José e Sandra Barsotti, juntos em "Música e Mergulhos". Até ao momento não encontrei informação sobre esse programa (?). Se algúm leitor de boa memória quiser partilhar, agradecemos! Herman José dispensa apresentações, e  Sandra Barsotti é uma actriz brasileira  famosa nos anos 70 pelas participações no género cinematográfico de "pornochanchada" (filmes eróticos ou pornográficos geralmente com grande dose de comédia) e que em Portugal era conhecida do pequeno ecrã como uma das protagonistas da telenovela de sucesso "O Casarão".
Na foto mais pequena "Will Shakespeare" (Life of Shakespeare / William Shakespeare: His Life & Times) mini-série de 1978, co-produzida entre o Reino Unido e a Itália, e protagonizada por Tim Curry. Cada episódio era uma dramatização do processo de criação de uma das famosas peças do bardo. Assinala-se também o sétimo aniversário da RTP Madeira.
"TV Guia" Nº 29 [ 25 a 31 de Agosto 1979]
Grande destaque para a locutora da RTP Isabel Bahia (foi uma das figuras públicas que em 1984 recordou o seu melhor Natal na revista Maria). O famoso escritor brasileiro Jorge Amado, que nas ultimas décadas viu tantos trabalhos seus adaptados à televisão, cinema e teatro, falou em 1979 com a TV Guia sobre telenovelas, sem dúvida abordando o ainda recente êxito de "Gabriela". Dez anos depois desta entrevista outro grande sucesso foi adaptado na novela "Tieta".
Num canto: "Jogos de Verão" (não confundir com o concurso homónimo de 1989)
"TV Guia" Nº 30 [ 1 a 7 de Setembro 1979]
Uma personalidade incontornável da TV nacional: Fialho Gouveia "o impulsionador dos 'Jogos' de Cascais", que - indica o leitor Rui Craveiro, se refere à "8ª e última emissão dos Jogos Sem Fronteiras 1979 realizada em Cascais - antes da finalíssima em Bordéus, França". Na foto pequena "a última revelação do 'Écran Mágico', o concurso sobre cinema que já falámos antes.

"TV Guia" Nº 31 [ 8 a 14 de Setembro 1979]
Outra figura incontornável do espectaculo português, desta feita na área musical: a lendária Simone de Oliveira. "Uma mulher chamada Simone". Sobre este  programa apenas encontrei menção numa biografia do escritor António Gomes D'Almeida: Guião de 12 programas para a RTP, de parceria com Varela Silva e Rogério Bracinha: “Uma Mulher chamada Simone". Varela Silva era actor e marido de Simone. Em sites como o IMDB, e a Wikipédia, no ano de 1979, o único programa atribuído a Simone é "O Espelho dos Acácios" (comédia com nomes como Nicolau Breyner, Camilo de Oliveira, etc). Curiosamente, em 2003 foi lançada uma biografia da cantora: "Um País Chamado Simone". "Santo Antero - Vida e Obra de Antero de Quental" prevista estrear em Outubro de 1979 (Ver recorte).
"TV Guia" Nº 32 [ 15 a 21 de Setembro 1979]
Duas lendas do pequeno ecrán, uma do Brasil outra de Portugal: Jô Soares e Vasco Granja. O primeiro regressa com "Planeta dos Homens" e Vasco Granja é descrito como "animador" de crianças e adultos. Num canto da revista pode-se ler a interrogação: "Nova telenovela a cores já em Outubro?", que era o futuro êxito "Dancin' Days" (1978-79). Podem ler algumas curiosidades sobre a emissão da novela aqui, cortesia do leitor Rui Craveiro.




Para breve, mais capas da TV Guia! Novamente, agradecimentos ao leitor Miguel Meira, que gentilmente nos enviou o seu espólio de capas desta revista, e claro, aos outros leitores que forneceram detalhes importantes sobre os assuntos em discussão!

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