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segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

Publicidade de Natal na RTP (1987)

Artigo reciclado de um artigo anterior de 2012





Analisando três blocos publicitários da RTP 1 do dia 23 de Dezembro de 1987, durante a transmissão do filme "Os Salteadores Da Arca Perdida". (Vídeos do canal Máquina Do Tempo, a partir do acervo de Afonso Gageiro.)


Um dos nomes incontornáveis da publicidade dos anos 80, o televisor Sony Black Trinitron, que de tanto aparecer na televisão, fazia-me parecer o Rolls Royce dos televisores. E claro está, no final lá vinha a famosa voz masculina a dizer "It's a Sony!". A marca japonesa era tão credenciada nos anos 80 e 90, que por exemplo, quando pude comprar o meu primeiro walkman, só havia uma marca possível a considerar.
Uma das diversas marcas que elevavam a fasquia da virilidade e elegância masculina. As camisas Victor Emanuel! (não, não é o actor de "Os melhores anos" e que fazia a voz do burro Pavarotti na "Quinta das Celebridades").
Um dos clássicos presentes de Natal para as mães: o mini-aspirador portátil Black & Decker. Este anúncio não é o que contem o famoso jingle "Não tem fio e não tem pilhas", relatando em vez disso o afã de uma dona de casa a limpar a sala antes da iminente visita da sogra.  
Célebres marcas nacionais que (julgo eu) já foram à vida #1: os pneus Mabor!
Carlos Cruz profere os votos de Festas Felizes do arroz Caçarola (que anos mais tarde, iria aparecer proeminente na primeira encarnação do concurso "O Preço Certo", apresentado por Cruz).
Além do esfregão Bravo tradicional, os encarregados de lavar a loiça do almoço de Natal tinha um novo: o esfregão Bravo  Inoxidável. E como miúdo tótó que se deixava levar por tudo que via na TV como eu era, lembro-me de chegar a pedir à minha mãe para comprar este esfregão só para saber se era mesmo tão fofinho como a actriz do anúncio declarava que era. (Pelo que me lembro, nem por isso.)
Uma das minhas prendas do Natal desse ano: o álbum "Muita Lôco" dos Ministars, oferecido por uns tios. Os arqui-rivais dos Onda Choc tinham surgido no início desse ano com o primeiro álbum homónimo (que tinha recebido nos meus anos em plena convalescença de papeira) e agora voltavam a ser campeões de vendas no Natal, versionado temas como "Contentores" dos Xutos & Pontapés, "I Wanna dance With Somebody" de Whitney Houston e "Lover Why" dos Century
Um curioso anúncio da gasolina Mobil de que já não me lembrava com um senhor em dificuldade em subir uma ladeira virtual até atestar com Mobil Superpower.
Uma boa prenda para os dias frios de Dezembro: o termo-ventilador Braun, portátil e "pendurável".
Uma sugestão de prenda mais cultural: o livro "Cerâmica Portuguesa e outros estudos" de José Queiroz.


- Célebres marcas nacionais que (julgo eu) já foram à vida # 2: cafés A Brasileira - Porto. Eles são (eram?) café.
- Depois do termoventilador, a Braun sugere-nos agora a força do vapor com o ferro de engomar Braun Vapor 6000 (ainda do tempo em que nenhum electrodoméstico digno do seu nome podia prescindir de ter um número - sobretudo "não sei quantos-mil" atrelado)     
- Eternos inevitáveis na publicidade natalícia eram os anúncios a perfumes. Neste vemos uma mulher tipicamente eighties a representar o perfume Quartz, "o presente que nenhuma mulher pode recusar".
- Um anúncio teaser com um estranhíssimo boneco (aqueles cornos pareciam ser braços de gente) que se dizia ser "o Bafo da Sorte" e que escrevia "6/47" num vídeo previamente "bafejado". Mais tarde vir-se-ia a saber que era uma campanha de promoção ao Totoloto, que brevemente passaria ter 47 números para escolher em vez dos iniciais 45.
Anúncio cheio de semi-megalomania eighties às baterias e pilhas Tudor.
- Outro anúncio que me ficou gravado na memória: o do espumante Raposeira onde, numa festa, um homem e uma mulher escapuliam-se para debaixo de uma mesa com uma garrafa de espumante e dois flûtes. Lembrava-me bem deste anúncio devido à parte em que ela não resiste em fazer chocar os flûtes, ao que ele responde com um "sssh" para não chamar atenções.
- Célebres marcas nacionais que (julgo eu) já foram à vida # 3: o óleo Tianica.
- Também este anúncio de Natal da Sumol com um coro infantil ficou-me na memória porque sempre que dava na televisão, a minha mãe dizia que eu era parecido com o miúdo de casaco amarelo e cachecol branco que segura uma cartolina que foram a letra O de Sumol. (Aos 5:19, o segundo a contar da direita na fila de cima).
- Interessante anúncio ao Volkswagen Golf, com um carro a ser magicamente montado peça a peça, condutor incluído. Mítico o slogan: "Não é um carro, é um Volkswagen!"
- Mais uma sugestão livreira: "África Negra" de Paula Costa e Susana Marta.


Eis que surge Madonna herself, que acabava de editar o álbum "You Can Dance" que continha remisturas de vários dos seus êxitos e um tema inédito: "Spotlight".
- Mais um livro, desta vez um clássico moderno da literatura portuguesa, "Um Amor Feliz" de David Mourão Ferreira, que já ia na quarta edição. O livro, que relata a relação amorosa entre um escultor viúvo e uma mulher espanhola casada, chegou a ser adaptado para uma mini-série que passou na RTP em 1990, com Rui Mendes no principal papel.
- Um anúncio ao espumante Freixenet Carta Nevada, em tons tão dourados que não sei como não houve retinas feridas quando dava este anúncio na televisão.
- Um grão de café fantasiado de Pai Natal dá os votos de Boas Festas em nome da Delta Cafés.
- Uma variação do anúncio da Mobil de há cinco minutos atrás, desta vez com um senhor num camião.
- Para terminar, um anúncio do Grupo Amorim, dedicado à indústria da cortiça.

Extras: 

Mais dois intervalos do mesmo dia


Inclui a programação para o dia seguinte (Véspera de Natal)


Momento de continuidade com Helena Ramos (onde esta esclarece que não existia o 51.º capítulo da telenovela "Roque Santeiro")



segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

O Natal dos Hospitais 1985

Este blogue já dedicou diversos artigos a essa instituição de todos os Natais que é "O Natal dos Hospitais", essa clássica telemaratona presente na história da RTP desde os anos 70 e que tem decorrido todos os anos desde então sem interrupção, se bem que com umas e outras alterações (por exemplo nos anos COVID, foi no estúdio da RTP e não numa instituição hospitalar como era hábito) pelo caminho. E se actualmente o programa não tem a mesma mística de outras quadras natalícias, para quem cresceu nos anos 80 e 90, era mais um dos vários ingredientes que tornavam tão apetecível a quadra natalícia rumo à noite da Consoada.


No início deste ano, o portal de arquivos da RTP disponibilizou algumas edições de "O Natal dos Hospitais" e eu pensei em analisarmos uma delas, a saber a de 1985, que foi transmitida no dia 20 de Dezembro desse ano com o palco principal no Hospital Militar de Lisboa, mas que contou com ligações ao Porto, à Madeira e aos Açores. Como era habitual, esta iniciativa do jornal "Diário de Notícias" que contava com o apoio da Philips portuguesa, bem como o da RDP e da RTP. 
Eu não me recordo desta edição mas de certeza que o meu eu de cinco anos deve ter visto com a Dona Corina, a senhora madeirense que foi como a minha terceira avó.


Parte 1: https://arquivos.rtp.pt/conteudos/natal-dos-hospitais-parte-i/

O primeiro bloco é no arquipélago dos Açores, mais precisamente na Horta na ilha do Faial, com a participação dos artistas locais, a quem a ausência de um apresentador impediu de serem identificados: um rancho folclórico, grupos musicais com músicas de Natal e cantigas tradicionais, uma jovem a declamar um poema natalício e uma cantora cuja cara não me é estranha mas que não me vem o nome.



Parte 2: https://arquivos.rtp.pt/conteudos/natal-dos-hospitais-parte-ii-2/

Já na ligação à Madeira,  houve dois apresentadores: Rui Barreto e Arminda Abreu.
- A começar, o coro infantil do Colégio de Santa Terezinha com uma cantiga de Natal. 
- Seguiu-se João Fernandes, uma figura habitual nos palcos e casas de fado madeirenses, com a sua versão de "Os Meninos de Huambo" acompanhado pelo conjunto de guitarras de Fernando Silva.
- Dirigido pelo professor João Atanásio, o Coro do Conservatório de Música da Madeira.
- O Grupo Folclórico da Cruz de Carvalho trouxe "O Baile dos Romeiros".
- Maria Aurora declama o poema "Serenidade" de Raúl de Carvalho.
- Com instrumentos típicos madeirenses, os Algozes cantam "Da Serra Veio O Pastor". 


Parte 3: https://arquivos.rtp.pt/conteudos/natal-dos-hospitais-parte-iii/

Passa-se agora a ligação ao Hospital de São João no Porto (mais concretamente no Salão de Estudantes da Faculdade de Medicina), onde sob condução de Ivone Ferreira e Álvaro Nazaré, desfilaram artistas da Cidade Invicta.
- Para começar a cantora de origem suíça Gabriela Schaaf, famosa pelo seu hit de 1979 "Um Homem Muito Brasa", que cantou "Posta Restante".
- Depois o eterno casal Maria José e José Carlos Gorgal, que é como quem diz, os Broa De Mel, com o seu hit em que tentavam adivinhar "Será Menino? Será Menina?"
- Desde 1980 que os Raízes se dedicavam a recolher e a interpretar cantares minhotos, como este "Diabo do Belho".
- Já Fernando Pedro trazia uma canção novinha em folha, "A Nossa Melodia".
- Com 25 anos de actividade e mais de 200(!) discos gravados, o Trio Boreal com "Força de Amar".
- O Grupo de Cantares da Faculdade de Porto com um cantar transmontano, "Marião". 
- O Dr. Miguel Matos, director do Hospital de São João, deixa a sua mensagem.
- Para terminar, o Coral Ligeiro da Academia de Musical de Vilar do Paraíso canta "Petersburger Schlittenfahrt", mais conhecido como "Schöne ist in Winter" (ou como eu em petiz achava, "Felice Vita"), cuja versão de 1976 pelo coro alemão Fischer foi ubíqua nos Natais do início dos anos 80, sobretudo nas vinhetas da RTP.


Parte 4: https://arquivos.rtp.pt/conteudos/natal-dos-hospitais-parte-iv/

E eis-nos por fim no palco principal em Lisboa, mais concretamente no anexo de artilharia do Hospital Militar Principal. Eládio Clímaco e a saudosa Alice Cruz são os apresentadores principais que nos dão as boas-vindas. Após a mensagem do Diário de Notícias lida por Eládio, iniciou-se o desfile dos artistas:
- Para começar, o Coro Juvenil do Clube TAP dirigido por Teresa Paula Ferreira, com "Arco-Íris". uma canção que assim que eu ouvi, lembrei-me vagamente dela ("espuma de luz, íris de sabão, olha as sete cores que lindas que são").
- Após a mensagem da RDP lida pela lendária apresentadora Maria Leonor, uma actuação do violinista Vasco Barbosa acompanhado ao piano por Grazi Barbosa, seguindo-se a actriz Carmen Dolores com dois poemas natalícios: "Natal" de Fernando Pessoa e "Canto de Natal" de Manuel Bandeira e dos bailarinos da Companhia de Bailado de Lisboa, Sílvia Nevjinsky e Benvindo Fonseca, no pas de deux de "Cinco Cantos do Mar". No final deste bloco, Maria Leonor chama ao palco todos os artistas que acabaram de actuar.
- Outro elemento habitual era o sorteio de televisores Philips para vários hospitais e estabelecimentos de saúde pelo país fora. Para uma distribuição mais igualitária de televisores pelo país, cada um dos doze potes continham subscritos com instituições de dois ou três distritos. Neste ano, com alguns dos pacientes do Hospital que estavam presentes no anexo em pleno palco, estes participaram nos sorteios, como foi o caso de Armando, 39 anos, natural de Moçambique e o de António, 23 anos, da Ponte de Sôr, que sortearam televisores respectivamente para o Lar de Terceira Idade de Monção e para o Hospital de Chaves. Artur Agostinho apresentou o bloco seguinte. 
- A Banda Tribo cantou "Andas Loquinha Por Mim". Este grupo é sobretudo conhecido pela sua participação no Festival da Canção de 1984 com o tema "A Padeirinha de Aljubarrota", acompanhados por Ana Sofia Cid, filha de José Cid. O vocalista Gonçalo Tavares, ele próprio sobrinho de José Cid, enveredaria mais tarde por uma carreira a solo que dura até hoje. 
- Os então muito jovens irmãos Nuno e Henrique Feist com "Tão, Tão, Tão". Nesse ano, eles tinham ficado em terceiro lugar no Festival da Canção com "Meia de Conversa". 
- Eles ainda estavam a três anos da sua mais célebre obra conjunta, o filho Bernardo que viria a ser conhecido como Agir, mas aqui Paulo de Carvalho e Helena Isabel uniram vozes para cantar "Já Pode Ser Tarde", canção que participou no Festival da Canção de 1984, sob a designação de "Quinteto Paulo de Carvalho" num agrupamento que além deles os dois tinha também André Sarbib, Carlos Araújo e Miguel Braga.  
- Mas claro, 1985 foi o ano em que Paulo de Carvalho teve um dos maiores picos da sua carreira com o álbum "Desculpem Qualquer Coisinha", sobretudo com o hit "Os Meninos do Huambo" (mais conhecido como "Os meninos à volta da fogueira"), pelo que não podia faltar Paulo de Carvalho levar também esta canção, acompanhado por Alcino Frazão e Mário Pacheco. 
- Vitorino levou a "Leitaria Garrett", faixa-título do seu álbum de 1984. Precisamente nesse mês de Dezembro de 1985, saía o álbum seguinte "Sul".
- Hoje são conhecidos pelo grande hit "Yolanda", um dos hinos do boom do kizomba por estas bandas nos anos 2000, mas nesta encarnação de 1985 os Irmãos Verdade alinhavam mais numa onda pop-r&b a fazer lembrar os Jacksons ou os Five Star com este "Eu Aposto No Amor". 
- Rui Veloso cantou a "Balada da Fiandeira" do álbum "Fora de Moda" de 1982.
- Após novo recap dos artistas que actuaram, Carlos Pinto Coelho deixa a sua mensagem de Natal. Segue-se novo sorteio conduzido por Alice Cruz de um televisor a cores (sim, ainda estávamos no tempo em que importava referir que era "a cores") Philips, com um paciente natural de Vila Nova de Gaia (com sotaque a condizer) a sortear um dito aparelho para o Hospital de Arganil e outro oriundo de Viseu para...o Hospital de Vila Nova de Gaia. 
- Actuação da pequena Sara Margarida, acompanhada pelo Coro Saltitão, que cantam sobre "o David que caiu e rasgou o seu calção"
- Após um plano da então Primeira Dama Manuela Eanes presente na assistência, uma rábula de humor com os actores Vítor Rosado e um bem jovem José Raposo. O primeiro afirma que o segundo andava a falar dele por aí e quer dar-lhe a oportunidade de lhe dizer tudo na cara, mas na verdade nem sequer lhe dá a chance de lhe abrir a boca, interrompendo-o a todo o momento (e até se queixa que o outro é que não para de falar)!
- Ainda faltavam uns bons anos até ter sido eleita por Jesus Cristo para lhe ditar mensagens e livros, e nem sequer ainda esteva no seu primeiro momento de fama televisiva como apresentadora dos programas "Jaquitá" e "Estude-O", mas Alexandra Solnado marcou presença cantando "Odeon" (referido aqui como "O Chourinho"), tema interpretado por Nara Leão para a abertura da telenovela brasileira "A Sucessora", que passara na RTP2 nesse ano.
- Ainda vivendo o auge da carreira com o grande hit "Uma Árvore, Um Amigo" em 1984, Joel Branco trazia "São Quase Dois Mil Anos". 
- Antes de actuar, António Sala também quis deixar a sua mensagem de Natal  e fazer um momento de stand up comedy, ou pelo menos o mais parecido isso em 1985.
- E depois, sim é a vez de António Sala cantar acompanhado da esposa Elisabete Sala, o "Aleluia" que não só foi um hit de quando ambos integraram o grupo Maranata como, claro, é uma versão em português da canção vencedora do Festival da Eurovisão de 1979 por Israel, interpretado pelo grupo Milk & Honey.
- Após o agradecimento de Eládio Clímaco ao Hospital Miltar e a figuras de proa das Forças Armadas pela organização do evento, tempo para a música africana com Hilário Bioce, ele próprio um ex-paciente do Hospital Militar, e "Gri Gri", acompanhado pelo grupo de dançarinas As Cumbucas. 
- António Calvário, essa lenda do mundo artístico nacional, interpreta "Amanhã Saberás",
- Alexandra foi uma das cantoras portuguesas mais proeminentes nos anos 80 (e só há pouco tempo descobri que tal como eu, ela também festeja o seu aniversário a 25 de Abril). A este "Natal dos Hospitais", levou o seu então mais recente single "Só Para Mim". 
- A fechar este bloco e esta parte da transmissão, mais um momento de dança folclórica com o "Pregão do Baile" do Grupo Cultural e Desportivo do Banco Pinto & Sotto Mayor



Parte 5https://arquivos.rtp.pt/conteudos/natal-dos-hospitais-parte-v/

Antes de analisar esta parte, achei curioso que nesta edição "Natal dos Hospitais" haver tanta proximidade entre os artistas e os doentes hospitalizados, com alguns destes colocados à volta do palco, ao contrário do que era costume eu ver noutras edições, com um palco elevado onde actuavam os artistas e os pacientes em baixo na assistência. E também fiquei meio sentido com os relatos de alguns pacientes que estavam já há anos internados e com os apresentadores visivelmente divididos, querendo  lhes desejar rápidas melhoras mas também percebendo que a condição daqueles pacientes deveria ser bastante séria. 
- Júlio Isidro conduz o próximo sorteio de televisores Philips, fazendo referência ao Live Aid, um dos acontecimentos mais marcantes desse ano de 1985. Um 1.º Sargento do staff do Hospital Militar e um paciente chamado Amadeu (internado no hospital há cinco anos!) tiraram os envelopes correspondentes às Santas Casas da Misericórdia de Cabeço de Vide e Pinhel. 
- Será eternamente recordada como um dos mais célebres rostos de apresentação e locução de continuidade da RTP nos anos 80, mas na altura Ana Paula Reis também teve uma breve incursão como cantora, sobretudo com o single "Utopia" de 1984. Mas aqui, levou outro tema, "Espelho Meu" acompanhada por três bailarinos.
- Seguiu-se o cantor madeirense Luís Filipe  com "O Mundo". 
- Tempo agora para o fado, com Luz Sá Bandeira (aparentemente não usa o "da" no nome artístico) a cantar "A Balada do Encantamento". Apesar de então já ter 48 anos e de cantar fado há vários anos, só no ano anterior é que a fadista (que é tia da actriz Sofia Sá da Bandeira) tinha gravado o seu primeiro disco. À guitarra estava o célebre virtuoso Fernando Alvim (o músico, não o apresentador da "Prova Oral").  
- Ainda no fado, seguiu-se Nuno da Câmara Pereira com "Pode Ser Saudade". Ao contrário de Luz Sá Bandeira, Nuno da Câmara Pereira já tinha então alguma considerável discografia, em especial o álbum homónimo editado nesse ano. Mas o seu maior auge comercial viria no ano seguinte com o álbum "Mar Português" que incluía os hits "Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo" e "Estou Velho". 
- Já na altura era uma presença imprescindível em cada "Natal Dos Hospitais" e como tal, Marco Paulo veio ao palco com "Se Deus Quiser", tema do seu álbum "Romance" de 1984.
- Infelizmente foi nesse ano de 1985 que faleceu Milo MacMahon do Duo Ouro Negro, pelo que Raúl Indipwo (aqui apresentado como Raúl Ouro Negro) se apresentou sozinho para cantar "À Beira Mar". 
- Depois foi tempo de aquecer com as Doce e o seu último grande hit "Quente, Quente, Quente". Com Fátima Padinha a deixar o grupo nesse ano, em seu lugar esteve Fernanda de Sousa, ou seja, a artista futuramente conhecida como Ágata. Mas o destaque foi para Laura Diogo a sensualizar para uma câmera. 
- Fernando Pereira num número musical que incluiu uma versão de "Feelings" que a certa altura resvala para referências gastronómicas.
- Depois de Eládio Clímaco chamar de novo ao palco todos os artistas que actuaram neste bloco, tempo para mais um sorteio de televisores Philips, desta vez conduzido por Carlos Cruz, que foram para a Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras, o Lar de Idosos de Alhos Vedros e a Fundação Dr. Francisco Cruz da Praia do Ribatejo.  
- Regresso às actuações, agora com um grupo de bailarinos da Oficina Coreográfica na "Suite das Castanholas". 
- Os Trio Odemira perguntaram cantando "Quem É O Louco?"
- É mais conhecido como actor, mas Carlos Quintas sempre também teve um pé nas cantigas. Aqui cantou "Ó Ai O Linda", acompanhado ao piano por Jorge Machado.
- Maria Armanda (a fadista, não a jovem cantora de "Eu Vi Um Sapo" do mesmo nome) cantou "Violeta Do Chiado".
- Acompanhado por um grupo de crianças, Carlos Paião levou o seu então mais recente single "Arco-Íris". (Quem diria que infelizmente ele estava então a menos de três anos de deixar este mundo!)
- Cândida Branca-Flor não trouxe nenhum tema do seu aclamado disco "Cantigas Da Minha Escola", lançado nesse ano, mas sim "A Nossa Serenata", com dois bailarinos clássicos no fundo.
- Outra dupla de bailarinos, Adriana e Pedro Palma do grupo de bailado Olissipo, dançaram um salero ao som da célebre medley de El Chato. 
- Por fim, outro sketch humorístico onde Nicolau Breyner está ao telefone para enviar um telegrama apaixonado mas esbarra nas inúmeras questões da telefonista (voz de Isabel Mota) e uma chamada dos artistas ao palco.



Parte 6https://arquivos.rtp.pt/conteudos/natal-dos-hospitais-parte-vi/

E chegamos por fim à última parte.
- Melo Pereira, que era então chefe do Departamento de Programas Recreativos da RTP e, como referiu Alice Cruz, responsável pela produção do Natal dos Hospitais, foi convidado a sortear televisores Philips para o Hospital do Concelho da Povoação na Ilha de São Miguel nos Açores e o Hospital Cruz de Carvalho na Madeira. O último televisor sorteado com a ajuda de Fernando Pessa foi para o Hospital da Lagoa no Algarve. 
- Fernando Pessa deixa a sua "carta ao Pai Natal" e apresenta os artistas do bloco final. (E não, não terminou com o lendário "E esta, hein?")
- Já se viu antes dois dos seus bailarinos, mas agora o grupo de bailado Olissipo actuou todo junto, dançando ao som de Carlos Paredes e Amália Rodrigues. 
- O artista nascido com o nome João Maria Gorjão Jorge mas sobejamente conhecido como Rão Kyao pegou na flauta para actuar com o tema "Dança Da Folia" do seu álbum "Oásis", que sucedeu ao êxito de "Estrada Da Luz". 
- "Nesta Festa Portuguesa" foi a canção trazida pela sempre jovem Tonicha.
- A cantora e atriz Maria Da Graça ficou eternizada pelo seu papel homónimo da filha da Dona Rosa no filme "O Pátio Das Cantigas". Mas se na altura do filme, ela ainda não tinha ido ao Brasil, em 1946 acabaria por reviver a história da sua personagem ao ir fazer um espectáculo no país-irmão e por lá fazer larga carreira. Em 1985, estava a ter um pequeno comeback em Portugal ao estrelar numa revista à portuguesa onde cantava o tema que levou a este Natal dos Hospitais, "Giestas". 
- Outra lenda da música nacional, Tony de Matos, que de boina na cabeça foi "À Procura do Amor". 
- E agora outro ponto alto dos "Natais dos Hospitais" da minha infância e juventude: a chegada de Herman José com um sketch humorístico e uma cantiga do seu repertório. Desta vez, veio acompanhado do habitual comparsa Vítor de Sousa que, apesar dos esforços de Herman para o mandar embora, insiste em exercitar os seus talentos de diseur recitando um poema de Natal de Miguel Torga. Por fim, Herman cantou um dos temas de Serafim Saudade, "Mentirosa", com direito até um momento de patinagem no gelo como nunca antes se viu!
- Em 1985 como em todos os anos anteriores e seguintes, não poderia haver outra forma de terminar o "Natal dos Hospitais" que não com o Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras, sob direcção do maestro César Batalha, a cantar "A Todos Um Bom Natal". Eu pessoalmente sempre gostei muito mais desta versão mais ritmada dos anos 80 do que aquela actual versão, instituída em 1996, e é pena que a primeira esteja praticamente desaparecida das internets. Em 1985, os pequenos membros do coro ainda não tinham as míticas fardas azuis e brancas e a meio da canção distribuíram flores pelos pacientes presentes em palco, ficando apenas as cinco meninas que cantavam as estrofes a solo. (Daí a poucos anos, alguns destes pequenos cantores iriam ser os membros inaugurais dos Ministars.)

Embora não me lembre desta edição do "Natal dos Hospitais" (a primeira da que terei algumas memórias terá sido a do ano seguinte), o seu visionamento trouxe-me muita nostalgia por memórias dos meus Natais de infância com sabor a coscorões e de alguns artistas que já não estão entre nós.

Outros artigos no blogue sobre "O Natal dos Hospitais"
Parte 1: https://enciclopediadecromos.blogspot.com/2012/12/o-natal-dos-hospitais.html
Parte 3: https://enciclopediadecromos.blogspot.com/2014/12/natal-dos-hospitais-parte-3.html
Parte 5: https://enciclopediadecromos.blogspot.com/2017/12/natal-dos-hospitais-parte-5.html
Partes 2, 4 e 6 (redux): https://enciclopediadecromos.blogspot.com/2021/12/natal-dos-hospitais-partes-2-4-e-6-redux.html

Outras edições de "O Natal dos Hospitais" disponíveis na RTP Arquivos
1988: Parte 1 Parte 2 Parte 3 Parte 4
1990: Parte 1 (Porto) Parte 2 (Açores e Madeira) Parte 3 Parte 4 Parte 5 Parte 6 Parte 7


segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

A Minha Agenda RTP 1988






"Olá! Cá estou eu de novo, a tua inseparável amiga nos 365 dias do ano. Aqui me tens para sugerir brincadeiras, recordar datas, ensinar truques e, acima de tudo, para ouvir, sempre calada, os segredos mais importantes que quiseres confiar-me. Quando os anos passarem e um dia te lembrares de me abrir outra vez, aqui irás encontrar, fielmente guardadas, as tuas melhores recordações deste ano de 1988. E, como sabes, recordar é viver."

Era assim que "A Minha Agenda RTP" de 1988 se apresentava ao sortudo petiz que a segurava nas mãos, depois de a desembrulhar na Véspera ou na manhã do Dia de Natal, e folhear nas páginas anteriores o clássico "Esta Agenda Pertence A:" (com campos para a morada e o nome dos pais!), o calendário dos a nos 1988 e 1989 e o Horário Escolar. Para mim "A Minha Agenda" parecia tão inacessível como o Castelo de Grayskull, nunca me foi colocada no sapatinho, não sei se seria assim tão cara ou se nunca expressei interesse  em ter uma... Em 2015 o Paulo Neto já tinha recordado esta mítica agenda, da Editorial O Livro e  licenciada pela RTC (o braço comercial da RTP).
Boa sorte para tirarem o jingle da cabeça!

Na primeira página da Agenda propriamente dita, o padrão que se repete pela totalidade dos 12 meses: 9 pequenos rectângulos, 8 deles com seis linhas cada, para as anotações diárias, e outro em branco para as "Notas" semanais. Depois em destaque nas duas páginas, a área com a sugestão de brincadeiras, receitas, etc. Neste caso, na primeira semana de Janeiro o destaque é "Dia Mundial da Paz" e as instruções para a construção de uma pomba da Paz em papel de lustro e cartolina.

Como um electrodoméstico ou gadget "A Minha Agenda RTP" incluía sugestões para a utilização da própria, como se vê na página da semana seguinte: 
"Começa por copiar, para esta agenda, o teu horário escolar, bem como as actividades em que habitualmente participas fora da escola: ginástica, natação, dança, música,... Regista depois os vários períodos de férias e o que planeias fazer em cada um deles: os locais onde pensas ir, os livros que tencionas ler, os amigos que pretendes encontrar, etc. Copia igualmente os números dos telefones dos teus familiares e amigos, bem como as datas dos seus aniversários"



Além do rectângulo para cada dia do ano, a Agenda incluía secções para fazer isso mesmo, o horário escolar, a lista telefónica, que veremos mais à frente.
Avançando, uma saudável receita de salame de chocolate:


Espaço ainda para a etiqueta, com o "comportamento à mesa", o que seria do agrado dos pais, visto que ninguém desejava criar um pequeno selvagem que não sabe em que lado do prato ficam os talheres ou levantar da mesa sem pedir licença. 

Instruções para a construção do "Cubo Mágico" em cartão. Mas não o Cubo Mágico que estão a pensar...

Depois da magia, não esperava encontrar dicas de coleccionismo, como este dedicado à colecção de caricas (lembram-se quando as caricas traziam no interior jogadores de futebol, o Tintin do Sumol ou o Homem-Aranha do Fruto Real?) quando ainda tinham fundo de cortiça?

Mais algumas dezenas de fotos depois deste link:

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Sabias que vem aí o Pai Natal? (1986)


"Sabias que vem aí o Pai Natal?" foi emitido no dia 22 Dezembro de 1986, no mítico espaço "Brinca, Brincando", ás 18:07:


O site da RTP tem uma curta sinopse deste "programa infantil de Natal com muita alegria e diversão": "Um programa infantil de Natal, com bonitas músicas. Aprender a fazer decorações de Natal e a companhia simpática dos palhaços são uma motivação forte para o interesse da pequenada." Para quem gostar de palhaços, é claro.

Consegui encontrar um excerto no Youtube com um número de palhaços, protagonizado pela dupla Batatinha e Soneca (sim, aquele que está a dormir, como adivinharam?):


A realização este a cargo de Manuel Varella, a produção de Manuel Pires, com autoria de Fernanda Carvalho, Nunes ForteNatália Miranda. A duração indicada pelo site da RTP é de 57 minutos.

Fonte: Brinca Brincando.
O site "Brinca Brincando" tem um excelente artigo - como hábito - sobre este especial de Natal: "Sabias que vem aí o Pai Natal? - Brinca Brincando", incluindo um resumo do programa, que além dos palhaços mencionados acima, inclui a artes de fazer postais, cartões e decorações de Natal, flautas de bambú, fritas de abóbora, intercalados com momentos de dança e música. Claro que ainda há tempo para o Pai Natal fazer a distribuição de prendas pela criançada presente. Podem ver tudo em detalhe no "Brinca Brincando - Sabias que vem aí o Pai Natal?".

A Grande Viagem do Pai Natal (1986)


"A Grande Viagem do Pai Natal". Esta peça de teatro infantil foi exibida no primeiro canal no dia 24 de Dezembro de 1986, ás 14:30.
"Diário de Lisboa" [24-12-1986]

Aliás, a peça fez parte de uma tarde totalmente dedicada á quadra natalícia, com programas como "O Inverno Mágico de Roland", "Um Sonho de Natal", "Ilusionismo Especial de Natal", "A Flor" (uma história de Natal de Maria Natália Miranda), "Estrelas da Terra", "Viva o Gordo - Especial Natal", "Natal Sem Neve" e "Espirituais Negros na Terra Santa".

O site da RTP tem uma curta sinopse da peça:
"A história de uma criança e de um velho palhaço, que todos os anos no Natal se veste de Pai Natal e distribui presentes pela pequenada."
Acrescenta ainda: 
"Esta peça de teatro musical infantil conta com a participação dos atores Pedro Pinheiro, Rui Filipe, Ana de Sá, Cristina Barra e muitos outros. Participam na banda sonora, a banda Ferro e Fogo."

Segundo o site da RTP "A Grande Viagem do Pai Natal" contou com realização de Maria de Lourdes Carvalho ("O Jardim do Celestino", "Feira dos Bonecos"), produção de Couceiro Netto ("Histórias Fantásticas", "Palavras Ditas"), autoria de Pedro Pinheiro e música de Pedro Pinheiro com acompanhamento da banda rock "Ferro e Fogo". Está listada ainda com uma duração de 47 minutos.

A foto que ilustra o topo do artigo é de Pedro Pinheiro [1939-2008], caracterizado como um palhaço, e que nesta produção foi o actor principal, além do autor e músico de serviço. Com um vasto trabalho em teatro, Pedro Pinheiro era uma cara conhecida do grande público, entre novelas, participações em séries e sucessos como "Os Malucos do Riso", bem como uma voz reconhecida através dos muitos desenhos animados que dobrou. Como curiosidade, a Wikipedia atribui a Pedro Pinheiro a autoria de milhares das anedotas filmadas n'"Os Malucos do Riso" [1995-2008].
A criança da sinopse deve ter sido o papel de "Rui Filipe" que tem apenas mais três créditos como actor no IMBD entre 1986 e 1988: "Estrela Dourada", "Topaze" e "Histórias de Outros Tempos", sendo que nesta última surge cotado como "neto". Nessa mesma série, a actriz Cristina Barra também surge creditada como "menina", portanto n'"A Grande Viagem do Pai Natal" era uma criança ainda mais nova. A actriz Ana de Sá já tem uma carreira mais longa, com actividade registada no IMDB entre 1967 e 1989.
A banda rock "Ferro e Fogo" está em actividade desde 1978, e desde o inicio que são uma banda de covers, apesar de nos anos 80 lançarem originais e criarem a banda sonora de "várias peça de teatro infantil" segundo a Wikipédia.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Uma Noite de Natal (1988)



Na noite da véspera de Natal de 1988, encaixado entre a "Mensagem de Sua Eminência o Cardeal Patriarca de Lisboa D. António Ribeiro" e a "Missa do Galo", o primeiro canal da RTP emitiu um programa de variedades com a duração de cerca de 3 horas: "Uma Noite De Natal". Na página de programação do dia 24 de Dezembro de 1988, o jornal "Diário de Lisboa" incluiu uma foto de arquivo do Circo Chen, um dos grupos participantes,e  precisamente uma listagem dos nomes sonantes que abrilhantaram esse show de variedades:
A Companhia de Dança de Lisboa, Circo Chen, Coro BahDat, o lendário Paulo de Carvalho, Pedro Osório, Teresa Pinto Coelho, Rancho Folclórico da Camacha, o cantor romântico Luís Filipe, Paco Bandeira, Lena d'Água, o pianista Mário Laginha, José Ferreira, Carlos Alberto Moniz, Xutos e Pontapés, Lara Li, o fadista José da Câmara, o compositor e executante de guitarra portuguesa Pedro Caldeira Cabral, a soprano Elsa Saque, António Sala, José Fanha e Carlos Mendes."


Além de alguns nomes que não me são imediatamente familiares, foi realmente um programa com variedades variadas: dança, circo, rock, pop, fado, piano, rancho folclórico! Na época desta emissão eu tinha quase 10 anos, nunca apreciei ver dança, ouvir fado ou pianadas também não era para mim. Deste conjunto o que me terá interessado mais foram provavelmente os equilibristas do circo, o Carlos Alberto Moniz e a Lena D'Água. 

É possível ver bastantes fotos e ver uma descrição detalhada do show no site "Brinca Brincando - Uma Noite de Natal".

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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Natal dos Hospitais (parte 5)


Uma das imagens da época natalícia é o evento televisivo "Natal dos Hospitais". Já muito foi escrito, também aqui na Enciclopédia pelo Paulo Neto: "Natal dos Hospitais - Enciclopédia de Cromos". Actualmente, não tem o impacto de outros tempos, mas continua a ser uma tradição da televisão pública.

Consegui deitar a mão - literalmente - a umas gravações de uma emissão do final dos anos 80, mais concretamente o "Natal dos Hospitais 1987", uma gravação infelizmente incompleta e com vários problemas sonoros. Os apresentadores desta edição foram Alice Cruz e Eládio Clímaco, emitida numa  Terça-Feira, 22 de Dezembro de 1987, entre as 14:30 e 19:20, no "1º Programa", a RTP-1:
"Diário de Lisboa" Programação da Semana [18-12-1987]
Lembro-me bem de nesta época ter a TV ligada toda a tarde, na sala da casa de uma tia, com presépio, árvore de Natal e guloseimas em redor e aquela sensação de que já faltavam poucos dias para a abertura das prendas!

Este excertos da recta final da edição de 1987 do "Natal dos Hospitais" começam com a actuação de Paulo de Carvalho e o seu êxito "Mãe Negra".


Prelúdio (Mãe Negra) - Paulo de Carvalho - Natal dos Hospitais 1987:

Falo por mim e por muitos quando digo que o momento mais aguardado - para os mais novos também, além dos Onda Choc e Ministars - da maratona televisiva do Natal dos Hospitais era a actuação de Herman José. Neste ano Herman fez a sua entrada a cavalo, na boa tradição dos Monty Python, e depois da vénia à "realeza" da altura, na primeira fila, incluindo Amália Rodrigues e Maria Cavaco Silva; dispara as piadas, incluindo palavras pouco ouvidas na TV para referir o anús e encerra de forma dinâmica a cantar o super êxito "Bamos lá, cambada!", de 1986. Quando abordou essa canção na Enciclopédia, o artigo do Paulo Neto incluia um video da actuação no Natal dos Hospitais de 1990.



Herman José - Anedotas e Bamos Lá, Cambada - Natal dos Hospitais 1987:






"E finalmente" - anúncia Irene Cruz, pelo Coro de Santo Amaro de Oeiras, o hino "Gloria in excelsis Deo" (Glória a Deus nas alturas), dirigido pela maestro César Batalha. No Youtube também está a versão do ano anterior.





Mas depois da tradicional actuação do coro mais famoso de Portugal, chega Fernando Pereira e sua imitação de "We Are The World", o hit global de 1985 do colectivo USA For Africa, criado por Michael Jackson e Lionel Ritchie e gravado com 45 artistas da cena musical norte-americana para angariar dinheiro para ajudar a combater a fome no continente africano. O Coro de Santo Amaro de Oeiras acompanha o ritmo. O som desta gravação está péssimo, foi o melhor que consegui gravar a partir de uma velha cassete VHS. 


Recorde todos os artigos do blog sobre este tema: "Natal dos Hospitais - Enciclopédia de Cromos".

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

"Last Christmas" Wham! (1984)



Tenho há algum tempo na minha colecção pessoal o single de 45 rotações de 1984, na edição limitada portuguesa de "Last Christmas" (EPC A 4949) dos ingleses Wham! (George Michael e Andrew Ridgeley). Na capa, a dupla encarna o Pai Natal e a rena Rodolfo.
Lado A: "Last Christmas" [4:24]

Lado B: "Everything She Wants" [5:07]



Com letra, música, arranjos e produção de George Michael, "Last Christmas" só não teve um maior êxito imediato porque na época teve que competir com "Do they know it's Christmas?" (Band Aid, com participação dos "Wham!") e "We All Stand Together" (Paul McCartney).



Apesar de ser um dos temas natalícios tradicionalmente mais ouvidos no final do ano, provavelmente 2016 será o ano que mais rolará nas ondas das rádios e nos leitores de mp3; consequência do falecimento de metade - a mais famosa - do duo "Wham!" (com ponto de exclamação, sim!), George Michael [25 de Junho 1963 - 25 de Dezembro de 2016]. Além dos "Wham!" (1981-86), George Michael (Georgios Kyriacos Panayiotou) coleccionou variados êxitos a solo ("Careless Whisper", "Freedom 90") , e escândalos.

O famoso vídeo:


No vídeoclip - realizado por Andy Morahan ("Duelo Imortal III" e muitos videoclips) - um grupo de amigos passa o Natal num resort de ski. Os personagens de George Michael e Andrew Ridgeley estão acompanhados das respectivas namoradas. Mas a respectiva de Ridgeley - Kathy Hill -  já foi a de George Michael - com direito a flashback e tudo - que no Natal anterior lhe ofereceu o coração, mas no dia seguinte lhe deu com os pés. Uma situação ainda não bem resolvida, portanto...



O tema teve - além de vários covers ( de Whigfield ao maldito Crazy Frog) - uma série de versões e mixes, detalhados na Wikipédia.



O Pai Natal chora junto ao cadáver da rena Rodolfo, morta por um huskey raivoso, informa a legenda.



Podem acompanhar a letra:





Um pormenor interessante desta edição portuguesa, é o vale destacável incluso no single: um Vale de 100$00 na compra do LP ou cassete "Make It Big", dos "Wham!"- obviamente - à venda em Janeiro de 1985. Já não consegui aproveitar o Vale porque o prazo terminava em Fevereiro do mesmo ano...



O álbum "Make It Big" incluía o outro grande hit da banda: "Wake Me Up Before You Go-Go".



A "Caderneta de Cromos Nº 463 - Last Christmas" [Download/Ouvir Mp3] foi-lhe dedicada.

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sábado, 24 de dezembro de 2016

Bolinhos apetitosos para o Natal (1984)


"Se quiser oferecer às suas amigas um presente especial, aqui tem a resposta para o seu problema. A nossa colecção de doces, inclui deste estrelas de Natal comestíveis, até pequenos pacotinhos de oferta, com bolinhos e bolachas de massapão." Na primeira página (acima) os ingredientes e receitas para "Grandes Estrelas de Natal", "Cajadinhos" e "Bolas de Pipocas".

De seguida, umas fotos de fazer salivar:

E as receitas e ingredientes para "Rebuçados-pendentes", "Pacotinhos de massapão" e "Comboio Doce".
Imagino que este último seria um êxito entre a criançada, um comboio que se podia comer!

Algum dos nossos leitores ou familiares tentou reproduzir com êxito estas receitas da revista Maria?

Boas Festas, Feliz Natal e Próspero Ano Novo!


Páginas retiradas da revista Maria 318, de Dezembro de 1984. 
Imagem Digitalizada e Editada por Enciclopédia de Cromos.


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Faça você mesma as suas lembranças de Natal (1984)


"Faça você mesma as suas lembranças de Natal", mais um artigo da Maria de Dezembro de 1984, com dicas úteis para dona de casa que queira experimentar com as suas habilidades para trabalhos manuais, para fazer um Pai Natal pintado em tecido de linho e "seguindo as técnicas de pintura em acetato, poderá embelezar toalhetes de mesa, tabuleiros, almofadas - o que quer que seja - com o tradicional "Pai Natal" impresso nos mais variados objectos."



Páginas retiradas da revista Maria 318, de Dezembro de 1984. 
Imagem Digitalizada e Editada por Enciclopédia de Cromos.


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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Fichas de Cozinha da revista Maria - Receitas de Natal (1984)

Provavelmente as receitas mais tradicionais não se modificaram muito, mas quem quiser cozinhar uma autêntica receita dos anos 80 para uma Ceia de Natal, basta imprimir estas úteis fichas de cozinha da revista Maria, para recortar e coleccionar.
As sugestões de receitas para a consoada de 1984 eram Bolo de Passas e Filetes de Polvo à Portuguesa.
Bom Apetite!



Imagino que "1 embalagem de flora" fosse a margarina Flora, apesar das fichas serem patrocinadas pelos óleos Pima.

Páginas retiradas da revista Maria 318, de Dezembro de 1984. 
Imagem Digitalizada e Editada por Enciclopédia de Cromos.


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