sábado, 29 de agosto de 2015

TOP 10 Carros Fixes dos anos cromos - Volume 1


Podem existir outros mais pitorescos e caricatos, mas estes são "fixes", estilosos ou carismáticos, no sentido que eu não hesitaria em ir tirar a carta para conduzir algum deles (quase). A maior parte deles são dos Anos 80, portanto o termo "fixes" é bastante apropriado.
Claro que este é o meu TOP pessoal, queremos saber os vossos, por isso, toca a comentar!
Deixo também a informação que estou a trabalhar já no Volume 2!

Se estiverem com preguiça, podem apenas ver o vídeo com os 10 escolhidos:
"Carros Fixes dos anos cromos - Volume 1":


E podem depois ler o resto do texto, com mais alguns detalhes e links, que decerto vão trazer-vos de volta algumas memórias deliciosas, de quando nos sentávamos no cinema ou em frente ao televisor para acompanhar as aventuras dos nossos heróis e os seus carros espectaculares!


"Thunder Hawk" | "M.A.S.K." (1985-86)
Recentemente o Paulo Neto recordou esta série que era um mix de Transformers e G.I.Joe, com as forças do Bem e do Mal a servirem-se de viaturas semi-transformáveis para traver uma guerra "onde a ilusão é a arma final". O meu favorito, do pouco que recordo da série, era este Chevrolet Camaro, um primo vermelho do DeLorean.


"The Pursuit Special" | Filmes da série "Mad Max" (1979, 1981 e 2015)
Também apelidado de "V8 Interceptor", o icónico carro de Max Rockatansky (Mel Gibson), rugiu o motor - e despachou muita bandidagem - ao longo da saga - com excepção do terceiro filme, aquele com a Tina Turner e o seu penteado pós-apocalíptico [Videoclip: "We Don't Need Another Hero"].  

"The Mean Machine" | "Wacky Races" (1968-69)
O vilão da lista tinha o carro/foguetão mais estiloso da série de desenhos animados. Pilotado por Dick Dastardly e o ajudante Muttley (com o seu riso inesquecível), o "Duplo Zero" era sempre derrotado, apesar de ser o carro mais veloz.

"Auto Car" | "Automan" (1983/84)
Célebre pelas curvas em 90º, anteriormente só possíveis em videojogos, este carro que desafiava as leis da física era a principal criação do holográfico herói desta série dos mesmos criadores da contemporânea "Manimal".



"Party Wagon" | "Teenage Mutant Ninja Turtles" (1987-96)
Uma das séries mais famosas dos anos 80 e 90, que viveu novas encarnações até à actualidade. Mas a primeira "Party Wagon" era magnifica. E fora do pequeno ecrã foi um dos brinquedos mais desejados. Pelo menos por mim. Como não havia dinheiro para devaneios desta categoria, na época construí a minha própria "PartyWagon" em cartão, conduzida pelas Tartarugas de plástico e com passageiros e inimigos construidos em papelão. Há pouco tempo, tive a felicidade de encontrar uma "real" quase completa, à venda numa feira de velharias!



"Citröen 2CV" | "Duarte & Companhia" (1985-89)
Finalmente, um veículo nacional, provavelmente o mais famoso: o "2 cavalos" vermelho. Não é glamouroso, nem possui armamento ou voz própria, mas ficou nos corações dos espectadores portugueses. Além de transportar os detectives mais incompetentes da história, pelo menos num episódio resgatou sozinho Duarte e Tó do covil dos vilões (como visto no vídeo acima).



"GMC Vandura" | "The A-Team" (1983-87)
A carrinha dos "Soldados da Fortuna", com a sua abertura de tecto "mágica" (presente nalguns episódios e ausente noutros) e conduzida pelo carismático B. A. Baracus (Mr. T) foi provavelmente o antepassado para "Party Wagon" das Tartarugas. O volume e peso não era impedimento para a carrinha atravessar obstáculos como se fossem feitos de gesso e esferovite!


"DeLorean" | "Back To The Future" 
Na trilogia "Regresso Ao Futuro", além de um visual magnifico, o carro dos heróis é a máquina do tempo mais fixe de sempre ( e pensar que o plano original era usar um frigorífico para viajar no tempo!). E no final do primeiro filme ainda ganha o upgrade de poder voar! Foi um choque - SPOILER - vê-lo destruído no encerrar da trilogia...



"Optimus Prime" | "The Transformers" (1984-87)
Optimus Prime, ou Optimus Supremo, o poderoso e sábio líder dos Autobots tinha como modo alternativo um camião terrestre. Na sua encarnação "Geração 1" - G1 - foi o brinquedo que mais desejei na infância, mas era coisa para custar mais de 10 contos. Foi um desejo que só concretizei recentemente, e bem mais barato!


"KITT" | "Knight Rider" (1982-86)
Acrónimo de "Knight Industries Two Thousand", a avançada Inteligência Artifical que habitava um poderoso carro, um TransAm modificado - conduzido pelo sex symbol David Hasselhoff - que deliciou as famílias ao longo de boa parte dos anos 80. O carro, não o Hoff. Quer dizer...


BÓNUS!
E o carro de bónus não podia ser outro que:


"KARR" | "Knight Rider" (1982-86)
O gémeo malvado do KITT, que o defrontou em dois épicos episódios da série clássica d'"O Justiceiro".


Gostaram do meu TOP de carros dos anos cromos? Queremos saber os vossos, comentem!


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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Raven (1992-1993)

por Paulo Neto

Depois de "Calor Tropical", cujo texto aqui na Enciclopédia avivou a memória de vários leitores do blogue, tempo para recordar outra série semi-esquecida de acção passada num local paradisíaco. "Raven" passou em Portugal nos primórdios da SIC entre 1992 e 1993, creio que aos sábados à tarde e era uma série que conjugava acção, mistério, artes marciais e humor.




Jeffrey Meek desempenhava a personagem-título, Jonathan Raven, cujos pais foram assassinados por uma temível sociedade criminosa secreta japonesa, os Dragões Negros. Movido pela vingança, Raven infiltrou-se nessa sociedade onde aprendeu as suas implacáveis artes marciais para poder eventualmente derrotá-los. Porém quando os Dragões Negros descobrem os seus planos, encetam uma perseguição a Raven para matar a ele e eventuais descendentes. Por causa disso, Aki, o amor da vida de Raven, antes de morrer ao dar à luz decide esconder o filho de ambos tanto do pai como dos Dragões a fim de proteger o recém-nascido. Depois de servir nos serviços secretos americanos sob o nome de Nick Henderson, Raven reforma-se e muda-se para o Havai após receber uma pista de que o seu filho poderá estar aí. 
A série acompanhava as aventuras de Raven no Havai à procura do seu filho ao mesmo tempo que tenta fugir aos ataques dos Dragões Negros e ajuda o seu velho amigo Herman "Ski" Jablonski (Lee Majors), um detective privado, a resolver os seus casos com a ajuda da sua experiência em artes marciais.




A série teve duas temporadas, exibidas nos Estados Unidos entre 1992 e 1993. A primeira temporada teve sete episódios e a segunda treze. Entre as aparições especiais contam-se a das actrizes de "Donas de Casa Deseperadas" Marcia Cross e Felicity Huffman bem como Terri Garber ("Norte & Sul") , Elizabeth Berkley ("Já Tocou", "Showgirls") e Kelly Hu ("O Rei Escorpião"). Só me lembro em concreto de dois momentos da série: um episódio onde Kelly Hu encarnava a deusa havaiana Pele para alertar Raven de situações perigosas e um divertido final de episódio onde Raven relaxava numa banheira quando de repente surge uma romaria de gente para agradecê-lo pelos seus serviços e só quando um garoto diz que Raven já está a ficar como uma ameixa enrugada é que se apercebem que o herói estava mortinho para sair da banheira sem que lhe observassem a nudez.

Em 1997, Jeffrey Meek recuperou a personagem para um telefilme "Raven and the Return of the Black Dragons". Meek continua a trabalhar activamente no teatro e na televisão (fez de Rayden na adaptação para série televisiva de "Mortal Kombat"). 

Genérico (versão alemã):


Cena de pancadaria entre Jeffrey Meek e Felicity Huffman:



sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Dilogia trágico-amorosa de Mónica Sintra (1998-99)

por Paulo Neto 

Mónica Alexandra Correia Cachopo nasceu a 10 de Junho de 1978 em Lisboa, tendo adoptado como stagename o nome da cidade onde cresceu, Sintra. Embora inserida na gaveta da música pimba, muito por culpa da temática dos dois temas que analisamos hoje, Mónica Sintra foi sempre um caso atípico dentro do género, já que raramente foi vista a usar roupas demasiado reveladoras ou em bamboleios frenéticos em palco, preferindo fazer-se notar pelas suas interpretações vocais e pelo seu repertório. E ainda bem porque, para ser sincero, até acho que Mónica Sintra não é de todo má cantora. No entanto, o momento mais decisivo da sua carreira e que a tornou um nome conhecido junto do grande público é indubitavelmente também o mais cromo. Se como já vimos, ainda hoje o repertório de Ágata é sobretudo lembrado através da sua histórica trilogia trágico-conjugal, os dois grandes hits de Mónica Sintra compõem uma dilogia trágico-amorosa: "Afinal Havia Outra" e "Na Minha Cama Com Ela", as faixas-título dos seus álbuns de 1998 e 1999 respectivamente. Isto apesar de ter outros êxitos ao longo de uma carreira que se mantém solida até aos dias de hoje.    



Além de ter integrado em 1992 o grupo Jovens Cantores de Lisboa dirigido por Ana Faria e de já ter dois álbuns em nome próprio - "Tu És O Meu Herói" de 1995 e "Bola de Cristal" de 1997 - a afirmação de Mónica Sintra deu-se em 1998 com o seu terceiro álbum e a faixa que dava nome ao disco, "Afinal Havia Outra". Mas cá para mim, a canção devia chamar-se "Afinal Eu Era A Outra", pois nela Mónica Sintra cantava a sua desilusão ao descobrir, ao fim de ignorar os vários alertas que a preveniram de tal, que o seu amado era um aparentemente respeitável marido e pai de família e que a relação entre ambos era um part-time afectivo extra-conjugal.


Não consegui encontrar o videoclip no YouTube mas recordo-me de uma cena em que Mónica observava escondida o seu amásio a sair do carro com a sua legítima a dar-lhe o braço e duas crianças a brincarem com uma bola. O povo logo trauteava o refrão: "Afinal havia outra/ E eu sem nada saber, sorria/ E por ele andava louca/ P'ra ser sua mulher um dia/ Afinal havia outra/ Uma família, um lar, uma casa/ E eu era no fim de contas/O amor das horas vagas." e o disco vendeu-se que nem pãezinhos quentes, chegando à dupla platina. Eu até me lembro de ouvir uma personagem a cantar esse refrão na dobragem portuguesa da série animada "Life With Louie" que passava na altura na SIC.  



Em 2006, o tema voltou a ganhar destaque no programa dos Gato Fedorento "Diz Que É Uma Espécie de Magazine", quando David Fonseca cantou uma versão com tradução literal em inglês, provando como cantavam os Clã, "a língua inglesa fica sempre bem". Meses mais tarde, num concerto do David Fonseca na minha cidade, este confessou que teve um sonho em que ao cantar num concerto essa versão,  Mónica Sintra surgia de surpresa em palco e os dois terminavam a canção em dueto - pelo que tinha evitado fazê-lo desde então.


Tal sonho nunca se materializou, mas em 2009, no programa "5 Para A Meia-Noite", Mónica Sintra devolveu o favor a David Fonseca cantando-lhe uma versão em português de um dos seus temas. 



Após o sucesso de "Afinal Havia Outra", o disco seguinte não se fez esperar e em 1999 o dito foi editado de seu título "Na Minha Cama Com Ela". Lembro-me de pensar, antes de ouvir a canção e julgando apenas pelo título, que seria sobre alguma experiência de Mónica Sintra nos prazeres sáficos, quiçá derivada da desilusão narrada no anterior opus musical. Mas na verdade, tratava-se de mais outro devastador conto de traição e desilusão amorosa, onde ela se via agora do outro lado da barricada: desta vez ela era a mulher legítima que se deparava com o seu cônjuge no leito conjugal com outra flausina, apanhando um trauma para toda a vida.


O videoclip era bem ilustrativo mostrando Mónica Sintra numa sessão de psicoterapia recordando em flashback imagens desse fatídico momento e de ela a conduzir desnorteada sem destino. No papel do macho adúltero estava João Lourenço, que viria mais tarde a participar na terceira edição do Big Brother. E uma vez mais, repetiu-se o sucesso de vendas e o refrão que ficaria na memória: "Na minha cama com ela/ Tu e ela no meu quarto/ Perdido nos braços dela/ Mesmo em frente ao meu retrato/Na minha cama com ela/ Tu e ela na loucura/ Perdido nos braços dela/ E muito mais que uma aventura/O teu corpo junto ao dela/Na minha cama com ela".






De entre as versões do tema, há que destacar a paródia "Na Minha Marquesa Com Ela", interpretado por Maria Rueff no sketch "Carnaval dos Hospitais" do "Herman SIC" e uma versão de Bruno Nogueira para o seu aclamado projecto musical "Deixem O Pimba Em Paz" (que recomendo vivamente ser visto em concerto). 

Embora sem repetir tais picos de sucesso, a carreira de Mónica Sintra continua bem activa. A cantora tem também dado a cara para apoiar algumas causas como a dos bombeiros, ocupação que exerceu paralelamente aos inícios da sua carreira musical, e a luta contra os distúrbios alimentares, tendo assumido ter sofrido de episódios de anorexia e bulimia desde a adolescência, que relatou no livro "A Um Passo Do Abismo".    


quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Sugus (1981)

A figura de destaque neste anúncio impresso em 1981 imediatamente me fez recordar o genérico de abertura de "Os Amigos do Gaspar (1986)" [vídeo], com a banda a tocar e desfilar. Mas, esta publicidade é bem mais antiga, de 1981 e o tema são os famosos "Sugus".


A letra da canção: "...Sugus de fruta são os melhores...".
"SUGUS é caramelo natural, produzido segundo fórmula e processo original da Suchard - a conhecida marca Suíça."


Publicidade retirada da revista Pato Donald Nº 24, de 1981. 

Uploader original desconhecido. Imagem Editada e Recuperada por Enciclopédia de Cromos.

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terça-feira, 18 de agosto de 2015

Mortal Kombat (1995)


A sinopse é simples, como seria de esperar da adaptação ao cinema de um videojogo de luta:
Grupo de humanos praticantes de artes-marciais tem que ultrapassar as suas diferenças e trabalhar em equipa para sobrevir ao terrível torneio interdimensional em que o  destino do planeta Terra está em jogo.
Recordo bem a alegria de quando soube da existência do filme ao ver este poster, numa revista*:

Fui ver este filme no cinema aos  17 anos recém feitos, na época perfeita: nos anos antes tinha jogado até fartar o primeiro Mortal Kombat para Master System e depois o MK3 para Mega Drive (provavelmente na mesma época da estreia). Nunca fui um grande jogador de videojogos, se fiz alguma fatality** foi por acaso, mas além de jogar comprava revistas da especialidade (essas não, videojogos mesmo) e sabia bem as potencialidades ( e alguns truques) da saga, famosa pela violência dos combates. Foi portanto uma alegria rever tantos movimentos, cenários, personagens e frases mas no grande ecrã. Sinceramente, com todos os defeitos (algumas actuações e personagens desnecessários, e menos violência do que seria de esperar, tendo em conta o polémico material de origem), é a melhor adaptação de um jogo que assisti até hoje (principalmente depois das desilusões dos anteriores “Super Mario Bros” (1993) e “Street Fighter” (1994) e nem vamos recordar o aborto que foi a sequela, ou as séries de TV), que conseguiu casar bem os conceitos mais fantasistas do jogo com a realidade quotidiana, sem perder o sentido de diversão e piscadelas de olho aos fãs e uma realização dinâmica (de Paul W. S. Anderson, que veio a especializar-se em adaptar videojogos à sétima arte).
Tenho o filme aqui na prateleira de DVDs….e sempre que o apanho na TV sento-me a ver. É um filme honesto, entrega o que promete. 

O Trailer:


E aquele tema da banda sonora!!!
Das poucas músicas do género que aprecio: "Techno Syndrome (Mortal Kombat", do grupo belga "The Immortals".

Nos EUA o filme estreou em plena temporada de blockbusters de Verão, a 18 de Agosto de 1995; mas  o trio de heróis Liu Kang (Robin Shou, de "O Ninja de Beverly Hills"), Sonya (Bridgette Wilson, que se estreou no "O Último Grande Herói"), Johnny Cage (Linden Ashby, de "Melrose Place") e companhia só desembarcaram em Portugal no inicio do ano seguinte: 9 de Fevereiro de 1996, com o título "Combate Mortal". O meu personagem favorito da saga Mortal Combat sempre foi o Sub-Zero, e no filme, bem, podia ter sido pior... Na fita, o meu preferido foi o Raiden como foi interpretado pelo imortal Christopher Lambert (Highlander, Renault 19). Lembro-me que perto do final da fita, o clímax da luta de Liu Kang contra o metamorfo Shang Tsung (Cary-Hiroyuki Tagawa, que se especializou em... vilão asiático) foi ao mesmo tempo competente e frustrante. Queria ter visto uma maior demonstração do golpe especial de Liu Kang. Mas, a cena final - a remeter para a sequela - fez-me sair do cinema com um sorriso parvo que só foi esmagado em 1997 (1998 em Portugal) pela chegada da sequela "Mortal Kombat: Annihilation", que destruiu tudo o que o primeiro filme tinha acertado. Que desilusão... ao menos acho que só a vi numa cassete do clube de vídeo...

*Uma revista de cinema ou videojogos provavelmente.
** Os golpes de execução do adversário derrotado, nesse tempo, de uma brutalidade sem ímpar.




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domingo, 16 de agosto de 2015

Sega Activator (1993)



"Activator" foi o nome do invulgar periférico da Sega que pretendia substituir os comandos com botões - utilizando emissores e detectores de luz infravermelha (como os comandos de TV) - uma espécie de avô dos modernos jogos comandados por movimentos do corpo através de aparelhos como o Kinect ou Wiimote. O Sega Activator fracassou nas vendas, devido à combinação de imprecisão na utilização dos comandos e o preço elevado. Apesar de ser publicitado como um aparelho revolucionário que libertava os movimentos, funcionava melhor no papel que na realidade, porque apenas se limitava a reproduzir as acções pré-definidas pelo jogador, associadas a cada botão do comando. Segundo o site GiantBomb, apenas 3 jogos foram concebidos para aproveitar ao máximo o Activator: Eternal Champions, Mortal Kombat, e Comix Zone (estes dois últimos são dos meus favoritos de todos os tempos). O aparelhómetro foi desenvolvido a partir do Light Harp [vídeo], basicamente um órgão sem botões, criado por Assaf Gurner.

Foto: Revista "MegaForce #1" (Junho 1993).
Digitalização por Quaddamage. Editada por Enciclopédia de Cromos.
A revista portuguesa de videojogos, "MegaForce", na sua edição Nº 1 (de Junho de 1993) na reportagem  sobre o Salão de Los Angeles (C.E.S. Los Angeles; o Consumer Electronics Show) descreve de forma bastante entusiasmada o novo periférico, como podem verificar nestes recortes:

Foto: Revista "MegaForce #1" (Junho 1993). Digitalização por Quaddamage. Editada por Enciclopédia de Cromos.
 Também um programa americano da ABC se deliciava com esta novidade:


Uma das "comentadeiras" de serviço diz que prefere ver os míudos libertarem assim a violência, do que a baterem uns sobre os outros, ao que a apresentadora acrescenta que pode ser uma ferramenta melhor que conselheiros matrimoniais.

Mais interessante é este vídeo sobre como configurar e utilizar o Sega activator:

Se não me engano, cheguei a ver um em acção em casa de um amigo, lá nos finais dos 90/inicio do século XXI, quando ele já tinha dado o salto para a Playstation (e eu já me tinha desfeito da minha Mega Drive II), e não me impressionou por ai além, visto que a "bruxaria" da tecnologia dos fios já não era tão espantosa tão perto do "futurístico" ano 2000. Como ponto positivo, o jogador dentro do hexágono parecia um  bizarro praticante de dança moderna.

Vejam bem o tamanho da caixa:

Nota: "Genesis" era  adesignação norte-americana da Mega Drive.

Existiu também uma versão para as arcadas, com sensores extra e mais precisa, para ser usada com o jogo "Dragon Ball Z R.V.S.".

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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Mickey Mouse Disco (1981)



Conforme atestado pela publicidade acima, chegou a Portugal em 1981, mas este álbum foi lançado "lá fora" em 1979. Segundo a Wikipédia, o álbum incluía dois tipos de temas: Versões disco de temas clássicos da Disney, e versões "disneyficadas" de temas clássicos do género disco.

A capa frontal do disco de disco:

Um ano depois foi exibido na TV e nos cinemas o videoclip de promoção:

Pode ouvir os nove temas nesta lista do Youtube "Mickey Mouse Disco" (1979):



Publicidade retirada da revista Pato Donald Nº 18, de 1981. 

Uploader original desconhecido. Imagem Editada e Recuperada por Enciclopédia de Cromos.

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terça-feira, 11 de agosto de 2015

Calor Tropical (1991-93)

por Paulo Neto

E eis que estamos em mais um verão português com tudo o que de bom e de mau (sobretudo os malditos incêndios) acontece em cada Verão em neste país. Em tempos idos, a época estival também significava uma alteração nas grelhas das estações televisivos, exibindo séries que pareciam ser feitas para serem transmitidas naquela altura. Uma delas foi a série canadiana "Calor Tropical" que foi transmitida na RTP algures na primeira metade dos anos 90. Recordo-me que houve um ano que deu à noite à razão de um episódio por semana e outro em que deu de segunda a sexta-feira à tarde, sempre no Verão.



No original "Tropical Heat" (nos Estados Unidos teve o bizarro título de "Sweating Bullets"), a série era uma agradável mescla de acção, humor e alguma sensualidade num cenário paradisíaco. O protagonista da série era Nick Slaughter (Rob Stewart), um antigo agente da brigada de anti-narcotráfico que assenta arraiais na fictícia Key Mariah na Florida onde estabelece a sua agência de detectives. Com a ajuda do Tenente Carrillo (Pedro Armendariz jr.), da polícia local e da elegante Sylvie Girard (Carolyn Dunn), uma ex-agente turística que se torna o seu braço-direito nas investigações, Slaughter dedica-se a investigar os casos dos seus clientes e outros mistérios que se escondem sob tão idílica localidade, e pelo caminho vai fazendo os seus engates com o charme da sua lábia, das suas camisolas floridas e do seu rabo de cavalo. Nick e Sylvie mantêm a relação estritamente profissional e amistosa mas o espectador notava que não eram totalmente indiferentes aos encantos um do outro. Para os momentos de engate e de relax, Nick conta com a cumplicidade dos donos do bar da praia, Ian Stewart (John David Bland) e a partir de meio da segunda temporada, Spider Garvin (Ian Treacy). 



A série teve 66 episódios repartidos por três temporadas, curiosamente cada qual filmada em sítios diferentes: a primeira no México (onde Rob Stewart conheceu a sua esposa), a segunda em Israel e a terceira na África do Sul e nas Ilhas Maurícias. Recordo-me desta série até hoje essencialmente por dois motivos: o tema reggae que alegrava o genérico e uma certa vez em que estava muita gente da minha família reunida em minha casa quando na televisão começou um episódio da série que começava justamente com uma tórrida cena de sexo, algo que foi tratado com galhofa e descontração por toda a gente  mas mesmo assim eu não pude deixar de sentir um certo embaraço.



Um dos países onde a série fez mais sucesso foi a actual Sérvia, na altura ainda sob a denominação de Jugoslávia. Num período conturbadíssimo, com a guerra nos Balcãs e o embargo das Nações Unidas, as aventuras numa atmosfera tropical proporcionadas pela série eram um dos poucos escapes para os sérvios se abstraírem do cenário deprimente em que viviam. Deste modo, Nick Slaughter tornou-se um herói televisivo tão venerado no país como MacGyver ou Michael Knight. Por exemplo, um graffiti em Zarkovo, um subúrbio de Belgrado, em honra da personagem tornou-se um ponto turístico, vários bares e esplanadas no país adoptaram nomes relacionados com a série e Nick Slaughter foi mesmo utilizado em frases de propaganda em 1996-97 quando a população se revoltou contra uma fraude eleitoral promovida pelo regime de Slobodan Milosevic. 
Quando Rob Stewart descobriu a sua popularidade na Sérvia, visitou o país em 2009 onde foi recebido com todas as honras. O périplo foi tema de um documentário estreado em 2013.

Stewart continua a fazer trabalhos ocasionais em televisão. O seu último trabalho mais notório foi na série "Nikita". 

Genérico (1.ª temporada):




             
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