quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

May - Chikytas (1980)


Não me recordo da marca "May" (pastilhas elásticas, caramelos) mas creio que ainda me lembro de ver á venda estas "chupetas de leite" (ou equivalentes) com o nom de guerre "Chikytas".

Publicidade retirada da revista Almanaque do Patinhas Nº 2, de 1980.
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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Irmãos Coragem (1995)

por Paulo Neto

Em 1995, a Rede Globo comemorava trinta anos de emissões e por entre as celebrações da efeméride, contou-se um remake de "Irmãos Coragem", telenovela originalmente exibida em 1970 no Brasil. A nova versão também pretendia homenagear o 70.º aniversário do nascimento da autora da versão original, Janete Clair, a famosa teledramaturga falecida em 1983, cujos trabalhos mais conhecidos em Portugal foram as telenovelas "O Astro" e "Pai Herói". A autoria da remake esteve a cargo de Dias Gomes e teve 155 capítulos.  




Os Irmãos Coragem do título são João (Marcos Palmeira), Duda (Marcos Winter) e Jerónimo (Ilya São Paulo). Na cidade fictícia de Coroado que vive sobretudo da extracção de pedras preciosas, o cruel coronel Pedro Barros (Cláudio Marzo) governa a povoação e o negócio do garimpo com mão de ferro, sendo implacável com aqueles que o ousam desafiar. A família Coragem, que além dos três irmãos é composta pelos seus pais Sebastião (Orlando Vieira) e Sinhana (Laura Cardoso) e por Potira (Dira Paes), uma índia que foi criada com eles, também vive do mesmo negócio nas terras que são da sua propriedade, utilizando métodos menos nocivos para a Natureza. Quando João Coragem, o irmão mais velho, encontra um diamante gigante, torna-se o principal alvo de Pedro Barros, que já há muito cobiçava as terras dos Coragem, que crê serem mais ricas que as suas.

Lara Barros e João Coragem 


Apesar do seu exterior rude e casmurro, João Coragem é um homem justo e honesto. O diamante que ele encontra acaba por ser o símbolo de uma revolta popular contra a tirania do Coronel, da qual ele e os seus irmãos serão os protagonistas. Além disso, João vive um romance proibido com Lara (Letícia Sabatella), a filha do Coronel. Como se ódio deste não fosse suficiente, existe outro problema na relação de ambos: devido a traumas de infância, Lara sofre de tripla personalidade. Enquanto Lara é tímida e recatada, Diana é sensual e aguerrida e Márcia é um meio-termo entre as duas. Apesar de fascinado pelas três personalidades da rapariga (e das três se apaixonarem por ele), João prefere quando Lara é ela própria e tenta ajudá-la a descobrir os motivos e um tratamento para o seu distúrbio.  

Duda  e Ritinha 


Duda, o irmão do meio, é futebolista no Rio de Janeiro e vive os primeiros momentos de fama no Flamengo. Quando regressa a Coroado, é recebido com honras de estrela. O regresso de Duda é particularmente aguardado por Ritinha (Gabriela Duarte), que nunca esqueceu o romance que viveram na infância. Duda aceita retomar o romance, mas quando Ritinha engravida, hesita em assumir as responsabilidades, até porque ele também mantinha uma relação casual com a exuberante Paula (Rita Guedes) no Rio de Janeiro. 

Potira  e Jerónimo 

Jerónimo, o irmão mais novo, envolve-se politicamente na revolta contra Pedro Barros, integrando as forças da oposição. As suas ambições levam-no a casar com Lídia (Isabela Garcia), filha do deputado Siqueira (Jonas Bloch), mas acaba por concluir que o seu grande amor sempre foi Potira, a sua irmã de criação. 

Os principais aliados de Pedro Barros são o corrupto delegado Falcão (Jackson Antunes), que também está interessado em Lara, e Juca Cipó (Murilo Benício), o esbirro-mor do Coronel, que sofre de problemas mentais que o levam a agir ora como um animal raivoso ora quase como uma criança. Mais tarde vem-se a descobrir que Juca é um filho ilegítimo de Pedro Barros e que também ele é apaixonado por Potira, motivo principal pelo qual ele odeia os Coragem. Já outro capanga, Lourenço (Reinaldo Gonzaga), é o amante secreto de Estela (Eliane Giardini), a leviana mulher do Coronel.   

A remake teve vários piscares de olho à versão original. Cláudio Marzo tinha sido o Duda na versão original. O papel de Ritinha, interpretado por Gabriela Duarte, tinha sido originalmente interpretado pela sua mãe Regina Duarte, enquanto o do garimpeiro Braz Canoeiro, foi interpretado em 1970 por Milton Gonçalves e em 1995 pelo filho deste, Maurício Gonçalves. E alguns actores da versão original fizeram pequenos cameos no remake como foi o caso de Cláudio Cavalcanti (Jerónimo) e Lúcia Alves (Potira).

1.º disco da banda sonora com Marcos Winter na capa
2.º disco da banda sonora com Ilya São Paulo na capa

Se a nova versão de "Irmãos Coragem" teve apenas um sucesso moderado no Brasil, onde foi exibido no horário das seis horas e sofreu com as comparações com o original, o êxito foi maior em Portugal, sobretudo por ter sido exibida no horário nobre da SIC e porque o nosso país desconhecia a versão original. Foram também elogiados o desempenho do elenco e a trama cheia de acção, por vezes assemelhando-se à de um western americano. A SIC não se poupou a esforços para promover a telenovela: na semana de estreia em Portugal, enviou a sua maior estrela da altura, Catarina Furtado, para fazer reportagens sobre os bastidores da telenovela e dois dos actores, Gabriela Duarte e Murilo Benício (que na altura eram namorados) vieram a Portugal participar em vários programas da SIC.

Genérico:




Excerto de um capítulo:


Chamada de elenco






 

UCAL (1980)


Da marca UCAL, sinceramente não me recordava de iogurtes (para mim, UCAL é sinónimo de leite com chocolate) mas já os tinha visto anteriormente numa publicidade do inicio dos anos 90 [aqui], mas diferentes dos que hoje nos ocupa, naquele que é provavelmente o anúncio mais didáctico que já encontrei. Para compensar a avalanche de texto "Pequena história do iogurte" sobre a origem do dito produto lácteo, a prosa é acompanhada de cinco ilustrações das montanhas e camponeses halterofilistas da Bulgária, uma farmácia e sala de aula.


Detalhe da embalagem de iogurte com frutas:

Slogan: "Quem exige qualidade...compra UCAL."

Publicidade retirada da revista Almanaque do Patinhas Nº 2, de 1980.
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Corn Flakes Nacional (1980)

Reclame aos cereais de pequeno almoço "Corn Flakes", que trocou a foto em grupo da familia em redor da mesa do ano anterior ["Corn Flakes Nacional" (1979)] por um míudo a engolir colheradas dos Corn Flakes envergando uma t-shirt da marca (elemento presente já na publicidade do ano anterior).



Publicidade retirada da revista Almanaque do Patinhas Nº 6, de 1980.
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Stôra, como é que se diz Sumol em inglês? (1984)

A pedido de muitas famílias, depois dos anúncios dos "cães chamado Alex" dissecados (os reclames, não os canídeos) pelo Paulo Neto, vamos recordar um anúncio que muitos dos nossos leitores guardam na memória: "Stôra, como é que se diz Sumol em inglês?", um esforço da Sumol nos anos 80 para conquistar o público mais jovem, capitalizando nas paixonetas dos alunos por professores.

E a professora (de inglês) em questão é uma beldade loura como podem ver abaixo, ao som de uma romântica versão de As Time Goes By:

Vídeo oriundo do espólio do "Mistério Juvenil":




É portanto um clássico anúncio da Sumol, recordado com carinho por muitos espectadores décadas depois de ter passado nos ecrãs nacionais. Hoje em dia a professora provavelmente seria presa, apesar de ser só a fantasia do aluno, que levou a professora aos copos. Copos de Sumol, é claro. Haja respeito!
Mas, passado tanto tempo o mistério não foi resolvido: como se  diz Sumol em inglês? ;) 


Actualização:
Esta campanha publicitária não se limitou à televisão, como atesta este anúncio retirado de uma das revistas de banda desenhada da Ana Trindade:




Mais cromos da Ana Trindade: "Enciclopédia de Cromos - Ana Trindade".



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domingo, 18 de janeiro de 2015

Duarte & Companhia - Parte 2



Nos primórdios da Enciclopédia de Cromos, uma das primeiras séries que abordámos foi "Duarte & Companhia" ("Duarte & C.a"), obrigatório pelo seu estatuto de culto e objecto estranho mas divertidissimo do panorama televisivo nacional. Nínguém que estivesse vivo nos anos 80 - a não ser que morasse numa caverna sem televisor - esqueceu os personagens e situações desta comédia policial. Mas esses aspectos já vimos no artigo original. Alguns assuntos voltam á ribalta por motivos menos felizes, e recentemente o falecimente do Rocha [António Rocha (1944-2015)] um dos ícones da série e do imaginário português fez que eu - como muitos portugueses - recordasse as peripécias de Duarte & Companhia.
Ora, quando há coisa de três ou quatro anos revi alguns episódios das três primeiras temporadas houve algo que me causou estranhesa: o genérico da primeira temporada não era o que eu recordava. Á medida que avançava nos episódios acabei por chegar à familiar música e canção, e com isso em mente, achei interessante comparar os diversos genéricos disponíveis online. E se leram até aqui, aguentem até ao final!

O genérico da primeira temporada:
Envergando o belo do casaco de fato de treino, Duarte empunha a arma cheio de estilo em direcção da câmera. Cada disparo faz aparecer um cartão com informação, e no final o título do episódio.
A música do genérico, é pouco memóravel, com um começo que não destoaria num filme para adultos vintage. A Wikipédia indica que o responsável da música do genérico foi José Luís Tinoco, mas sem indicação se dos posteriores ou este.

Na segunda temporada, somos brindados com o tema mais associado à série, seguindo o esquema do genérico anterior, mas com Duarte e Tó recortados do fundo e Duarte com um casaco mais "elegante". Também a partir da segunda temporada, o genérico final passa a incluir fotos com os nomes dos actores principais. [ver final do post]

O genérico da segunda temporada:


Além da indicaçao do título, o espectador era informado também do número no episódio num cartão separado. Por exemplo, "A Paixão de Tó" está indicado como "7º episódio" (contado desde o inicio da série) mas é o 1º da 2º temporada.


Na terceira temporada, a abertura é mais longa e inclui a canção cantada a plenos pulmões e playback pelo trio de protagonistas a bordo do carismático Citröen "2 Cavalhos" vermelho.

O genérico da terceira temporada:



A canção com o nome "Duarte & Cª", teve a música a cargo de Carlos Alberto Moniz ("Arca de Noé"), e com letra de José Jorge Letria.
Despeço-me por hoje com a transição da letra para poderem cantar a plenos pulmões enquanto conduzem (ou se calhar não):

DUARTE:

Eu sou um aventureiro
Detective destemido
O primeiro a chegar
quando tudo está tremido

Nasci para ser amado
e não tenho culpa disso
As mulheres é que conhecem
o poder do meu feitiço

Áquilo que mete medo
respondo com um sorriso
Quando o perigo acontece
eu estou onde for preciso

TODOS (REFRÃO)

Nós somos Duarte e Companhia
Nós somos Duarte e Companhia
Nós somos Duarte e Companhia
Nós somos Duarte e Companhia

TÓ:

Permitam que me apresente
sou valente e sou audaz
E de uma ponta de medo
sou às vezes bem capaz

Sigo o chefe, diligente
vá ele pra onde for
Mas se não houver sarilho
para mim é bem melhor


TODOS (REFRÃO)

Nós somos Duarte e Companhia
Nós somos Duarte e Companhia
Nós somos Duarte e Companhia
Nós somos Duarte e Companhia


JOANINHA:
Mal me faz a timidez
que me leva a hesitar
E a pôr sempre porquês
se me querem abraçar

E se me fazem feliz
mas que posso eu fazer?
Se estrago as coisas boas
que me estão a acontecer?

TODOS (REFRÃO)

Nós somos Duarte e Companhia
Nós somos Duarte e Companhia
Nós somos Duarte e Companhia
Nós somos Duarte e Companhia

Nós somos Duarte e Companhia
Nós somos Duarte e Companhia
Nós somos Duarte e Companhia
Nós somos Duarte e Companhia

Alguns dos actores que fizeram parte do elenco principal e secundário, variando conforme o episódio:

Actualização:
Finalmente reencontrei - no  meu artigo anterior - o vídeo com  outra variação do genérico, talvez da quarta ou quinta temporada:

A diferença em relação ao da terceira temporada é que o trio canta a sua canção com os pés assentes no chão - com a ponte 25 de Abril ao fundo - e vão entrando no "2 Cavalos" que qual KITT do Justiceiro, arranca sozinho!

Recorde também: "Duarte e Companhia - Parte 1"

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sábado, 17 de janeiro de 2015

Os Moto-Ratos de Marte (1993-96)

por Paulo Neto

Quando se é petiz, papa-se tudo o quanto é desenho animado, sem pensar demasiado no que as histórias encerram. Mas quando se chega uma certa idade e se olha em retrospectiva, chegamos à conclusão que a criação de certas séries animadas deve ter sido produto de efeitos psicotrópicos, tais as premissas mirabolantes que elas encerram. Não que isso seja obstáculo (às vezes bem pelo contrário) para a sua genialidade, mas de facto, mesmo num reino onde a imaginação e a transgressão não conhecem limites como o da animação, existem séries verdadeiramente mirabolantes.



Uma dessas séries é sem dúvida "Os Moto Ratos de Marte", co-produzida pela Marvel, estreada nos Estados Unidos em 1993 e em Portugal no ano seguinte, aos sábados no "Buéréré" da SIC. Recordemos a história: Marte foi outrora um planeta pacificamente habitado por ratos antropomórficos, adeptos da deslocação em duas rodas, quando foi invadido pelos Plutarquianos, uma raça extra-terrestre de seres gordos, pestilentos e com cara de peixe, que se dedica a invadir planetas e a esbanjar os seus recursos. Apesar dos esforços dos roedores locais que lutaram contra os invasores, estes foram dizimados pelos plutarquianos. Os únicos três sobreviventes conseguiram fugir numa nave até à Terra: Bugias, Modo e Vinnie. Bugias é o líder do trio e o mais racional, cuja visão foi danificada durante a guerra contra os invasores. Tem como armas uma luva especial e uma pistola laser. Modo é o mais forte, mas por detrás da sua aparência agressiva, na verdade é o mais sensível e bondoso dos três. Tendo perdido um olho e um braço no conflito, o seu braço robótico tornou-se a sua principal arma. Vinnie, que ficou sem metade da cara na guerra e por isso usa máscara, é o namoradeiro e gabarola e o que mais aprecia situações de risco, mas por detrás da sua presunção, até é bom tipo e é o mais talentoso motoqueiro dos três - daí que a sua mota seja a mais artilhada com armas.


Os três acabam por aterrar em Chicago, onde são acolhidos por Charley Davidson, uma aguerrida dona de uma oficina, que se torna a sua principal amiga humana. Eles rapidamente descobrem que o principal magnata industrial da cidade, Lawrence Limburger, é na verdade um plutarquiano disfarçado que pretende apoderar-se dos recursos naturais da Terra tal como os seus conterrâneos fizeram com outros planetas. Os seus aliados são o Dr. Karbunkle, um perverso cientista, Gordo, o inepto e grosseirão braço direito de Limburger sempre com gasolina a escorrer das mãos e Fred, um mutante masoquista e cobaia preferida de Karbunkle. Em cada episódio, os Moto Ratos dedicam-se a humilhar e dar cabo dos planos de Limburger. Outros vilões ocasionais são Lord Camembert, o chefe dos plutarquianos, e Napoleon Brie, o doppleganger rival de Limburger que domina Detroit. 




Como se tudo isto não fosse já suficientemente louco, há que dizer que a dobragem em Portugal esteve a cargo da Novaga, que famosamente se ocupou da dobragem de séries míticas dos anos 90 como "Dragon Ball Z" e "A Navegante da Lua" e contava com nomes sonantes: Rogério Samora (vozes de Vinnie e Limburger), Joaquim Monchique (Bugias e Karbunkle) e António Semedo (Modo e Gordo). E tal como nessas outras séries, era comum haver referências a acontecimentos e personalidade da actualidade em Portugal na altura. Três exemplos:
- Vinnie: "Este plano cheira pior que a incineradora de Estarreja" (Na altura havia uma controvérsia sobre a edificação de uma incineradora de lixos tóxicos, tendo Estarreja sido escolhida como o local para a sua construção).
- Charley: "Que chatos, parecem os Irmãos Coragem." (Referência à telenovela que dava na altura no horário nobre da SIC).
- Gordo: "Eu tinha uma namorada, era a Catarina Portas, mas ela deu-me com uma porta em cima." (Catarina Portas era uma das apresentadoras do programa "Fru-Fru" então exibido na RTP)



A série teve um total de 65 episódios ao longo de três temporadas. Além disso, gerou toda uma linha de merchandising: vídeos, jogos para consola, têxteis, material escolar e brinquedos, etc. O meu irmão tinha um boneco do Bugias. Em 2006, a série foi renovada para mais 28 episódios.


Genérico:


1.º episódio:




                
     

António Rocha (1944-2015)


O actor e produtor António Rocha faleceu a 15 de Janeiro. O grande público poderá não reconhecer o nome, a não ser que recordemos o papel televisivo que lhe valeu alguma notoriedade, o gigante Rocha, um dos ineptos bandidos que faziam frente aos - um pouco menos ineptos - detectives de "Duarte & Companhia". O Rocha e o seu bigode à Chalana é uma das personagens mais recordadas com carinho pelos espetadores dessa série de comédia dos anos 80 (que já abordámos aqui na Enciclopédia por altura do 25º aniversário). Tive conhecimento da triste notícia por intermédio de um post do Miguel Meira no Facebook. Depois do sucesso de "Duarte e Companhia", António Rocha fez várias participações como actor na TV até recentemente como 2011 (segundo artigo do site 'Zapping' - "Morreu o eterno Rocha de Duarte e Companhia"'), mas a maioria da sua actividade profissional desenvolveu-se atrás das cameras, na função de  produtor ("Gente fina é outra coisa", "Vila Faia", "Tudo ao Molho e Fé em Deus", etc), como atesta a sua página no IMDB, aliás,  uma das excepções à quase nula informação disponível online sobre António Rocha. Segundo a edição de 17 de Janeiro do Correio da Manhã, o actor faleceu aos 70 anos de idade.


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