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domingo, 6 de dezembro de 2015

Duarte e Companhia - Parte 3


No dia de publicação deste artigo - o terceiro dedicado a esta série sui generis, um verdadeiro OVNI no panorama nacional - cumpre-se o 30º Aniversário da primeira exibição de "Duarte e Companhia". Altura ideal para desempoeirar os rascunhos e recortes que fui juntando nos últimos anos.
"Duarte e Companhia" entrou pelos pequenos e ecrãs e pelos corações dos portugueses como nesta épica entrada de Rocha no gabinete de Duarte, à bruta:


Os erros, limitações e exageros cartoonescos faziam - e fazem - parte do charme da série, e trinta anos depois é divertido ler um artigo da época que vaticina que as aventuras de "Duarte e Companhia" são "para esquecer"...
"Diário de Lisboa" 1986/01/24

Vídeo da rubrica "Retroescavadora" de Fernando Alvim:



"Diário de Lisboa" 1985/12/06
A primeira temporada de seis episódios foi exibida nos serões de sextas-feiras entre 06 de Dezembro de 1985 e 10 de Janeiro de 1986.
"Diário de Lisboa" 1985/12/20

Repetiu logo alguns meses mais tarde, entre 13 de Agosto e 17 de Setembro de 1986, nas quarta-feiras à tarde.

"Diário de Lisboa" 1986/10

Os novos episódios - a segunda temporada - só regressariam ao pequeno ecrã a 17 de Outubro de 1986 - novamente às sextas à noite, antes de "Hitchcock Apresenta..." - até 21 de Novembro, sendo substituída por "Xailes Negros".

"Diário de Lisboa" 1986/11/21


"Diário de Lisboa" 1987/11/14

A terceira temporada mudou para as noites de Sábado entre 14 de Novembro de 1987 e 9 de Janeiro de 1988.

"Diário de Lisboa" 1988/09/02

"Diário de Lisboa" 1988/09/20

Em relação à quarta temporada, partir de 1 de Setembro de 1988 os episódios tinham apenas 30 minutos de duração e foram exibidos durante os dias úteis da semana, até 21 de Setembro.

"Diário de Lisboa" 1989/06/24

A quinta temporada terminou a 24 de Junho de 1989, mas ainda não consegui determinar a data de exibição dos dois episódios anteriores, dos três que compõem a temporada cinco.


Em 2012 os protagonistas reuniram-se para uma ultima missão para a revista Sábado, da qual resultou o divertido vídeo "Duarte e Companhia - A Ultima Aventura":

Os actores que encarnaram Duarte, Joaninha, Lúcifer e Átila reuniram-se para uma entrevista e sessão fotográfica para a revista Sábado que terminou abruptamente, como seria de esperar. A reportagem completa só estava disponível na versão impressa da revista, mas no site é adiantado que "Rui Mendes rejeita a hipótese de um regresso" em continuações ou remakes da série.
E adianto eu, deve ser melhor manter assim, na nossa memória, DVDs e Internet; do que tentar reproduzir ou parodiar um momento tão único da nossa TV.

Os artigos anteriores na Enciclopédia de Cromos:

Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".

domingo, 18 de janeiro de 2015

Duarte & Companhia - Parte 2



Nos primórdios da Enciclopédia de Cromos, uma das primeiras séries que abordámos foi "Duarte & Companhia" ("Duarte & C.a"), obrigatório pelo seu estatuto de culto e objecto estranho mas divertidissimo do panorama televisivo nacional. Nínguém que estivesse vivo nos anos 80 - a não ser que morasse numa caverna sem televisor - esqueceu os personagens e situações desta comédia policial. Mas esses aspectos já vimos no artigo original. Alguns assuntos voltam á ribalta por motivos menos felizes, e recentemente o falecimente do Rocha [António Rocha (1944-2015)] um dos ícones da série e do imaginário português fez que eu - como muitos portugueses - recordasse as peripécias de Duarte & Companhia.
Ora, quando há coisa de três ou quatro anos revi alguns episódios das três primeiras temporadas houve algo que me causou estranhesa: o genérico da primeira temporada não era o que eu recordava. Á medida que avançava nos episódios acabei por chegar à familiar música e canção, e com isso em mente, achei interessante comparar os diversos genéricos disponíveis online. E se leram até aqui, aguentem até ao final!

O genérico da primeira temporada:
Envergando o belo do casaco de fato de treino, Duarte empunha a arma cheio de estilo em direcção da câmera. Cada disparo faz aparecer um cartão com informação, e no final o título do episódio.
A música do genérico, é pouco memóravel, com um começo que não destoaria num filme para adultos vintage. A Wikipédia indica que o responsável da música do genérico foi José Luís Tinoco, mas sem indicação se dos posteriores ou este.

Na segunda temporada, somos brindados com o tema mais associado à série, seguindo o esquema do genérico anterior, mas com Duarte e Tó recortados do fundo e Duarte com um casaco mais "elegante". Também a partir da segunda temporada, o genérico final passa a incluir fotos com os nomes dos actores principais. [ver final do post]

O genérico da segunda temporada:


Além da indicaçao do título, o espectador era informado também do número no episódio num cartão separado. Por exemplo, "A Paixão de Tó" está indicado como "7º episódio" (contado desde o inicio da série) mas é o 1º da 2º temporada.


Na terceira temporada, a abertura é mais longa e inclui a canção cantada a plenos pulmões e playback pelo trio de protagonistas a bordo do carismático Citröen "2 Cavalhos" vermelho.

O genérico da terceira temporada:



A canção com o nome "Duarte & Cª", teve a música a cargo de Carlos Alberto Moniz ("Arca de Noé"), e com letra de José Jorge Letria.
Despeço-me por hoje com a transição da letra para poderem cantar a plenos pulmões enquanto conduzem (ou se calhar não):

DUARTE:

Eu sou um aventureiro
Detective destemido
O primeiro a chegar
quando tudo está tremido

Nasci para ser amado
e não tenho culpa disso
As mulheres é que conhecem
o poder do meu feitiço

Áquilo que mete medo
respondo com um sorriso
Quando o perigo acontece
eu estou onde for preciso

TODOS (REFRÃO)

Nós somos Duarte e Companhia
Nós somos Duarte e Companhia
Nós somos Duarte e Companhia
Nós somos Duarte e Companhia

TÓ:

Permitam que me apresente
sou valente e sou audaz
E de uma ponta de medo
sou às vezes bem capaz

Sigo o chefe, diligente
vá ele pra onde for
Mas se não houver sarilho
para mim é bem melhor


TODOS (REFRÃO)

Nós somos Duarte e Companhia
Nós somos Duarte e Companhia
Nós somos Duarte e Companhia
Nós somos Duarte e Companhia


JOANINHA:
Mal me faz a timidez
que me leva a hesitar
E a pôr sempre porquês
se me querem abraçar

E se me fazem feliz
mas que posso eu fazer?
Se estrago as coisas boas
que me estão a acontecer?

TODOS (REFRÃO)

Nós somos Duarte e Companhia
Nós somos Duarte e Companhia
Nós somos Duarte e Companhia
Nós somos Duarte e Companhia

Nós somos Duarte e Companhia
Nós somos Duarte e Companhia
Nós somos Duarte e Companhia
Nós somos Duarte e Companhia

Alguns dos actores que fizeram parte do elenco principal e secundário, variando conforme o episódio:

Actualização:
Finalmente reencontrei - no  meu artigo anterior - o vídeo com  outra variação do genérico, talvez da quarta ou quinta temporada:

A diferença em relação ao da terceira temporada é que o trio canta a sua canção com os pés assentes no chão - com a ponte 25 de Abril ao fundo - e vão entrando no "2 Cavalos" que qual KITT do Justiceiro, arranca sozinho!

Recorde também: "Duarte e Companhia - Parte 1"

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domingo, 4 de março de 2012

Duarte & Companhia

Uma divertida série, que já foi cromado na "Caderneta de Cromos nº 242 "Duarte e Companhia" [Ouvir / Download do Podcast], meses antes da comemoração do 25º aniversário da série:


Para quem via televisão em Portugal nos anos 80, 6 de Dezembro de 2010 assinalou o 25º Aniversário da estreia de uma peculiar série de culto: "Duarte & Companhia". Situações saídas de cartoons, detectives e polícias incompetentes mas intrépidos (ou não), vilões ainda mais inaptos, inúmeras referências e paródias a situações de lugares comuns dos filmes e séries de gangsters e policiais. A série legou ao nosso imaginário colectivo uma série de personagens inesquecíveis, como os protagonistas Duarte (Rui Mendes) e Tó (António Assunção) [respectivamente, o inconsciente e galã chefe da equipa, e o seu fiel assistente, mais interessado nas notícias dos jornais desportivos, do que em resolver casos], a assistente/secretária com força sobre-humana Joaninha (que agredia violentamente todos os homens que lhe olhassem para os seios, interpretada por Paula Mora), a mulher (Ema Paul) e a sogra de Duarte ( Fernanda Coimbra, que mantinha na sua mala um tijolo, sempre útil para agredir bandidos e o próprio genro). E uma galeria de bandidos como o gigante Rocha (António Rocha, sósia do jogador Chalana), o Chinês (Frederico Cheong, que ficou na história da TV pela frase "eu não ser Chinês, eu ser Japonês"), o trapaceiro Lúcifer (Guilherme Filipe ) e Átila (Luís Vicente ) o auto-intitulado "Padrinho" da máfia portuguesa. E claro, uma figura importante e icónica da série: o famoso Citroën 2CV vermelho.

E a data do aniversário está a ser lembrada pelos meios de comunicação social:


"O dia 6 de Dezembro de 1985 entra para a história da televisão portuguesa por ser a data de estreia de "Duarte & Companhia" na RTP. A dupla de detectives privados, protagonizada por Rui Mendes e António Assunção, juntava miúdos e graúdos à frente do televisor e a todos arrancava arrebatadas gargalhadas, com as situações rocambolescas em que se viam envolvidos.
"Talvez não seja a única (série de culto), mas para a geração que cresceu nos anos 80 é, sem dúvida algo muito especial. (...) tinha um tipo diferente de arrojo", explica o humorista Nuno Markl, fã assumido da série.
(...)
Vinte e cinco anos depois, "Duarte e Companhia" não podia estar mais actual. Senão vejamos, viviam-se os efeitos da crise de 1983 que levou à intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI) no país. Poucos eram os que tinham dinheiro, os criminosos chegavam ao ponto de não ter dinheiro para comer.


Mais informações sobre as cinco temporadas com um total de 39 episódios, exibidos originalmente entre 1985 e 1989, na Wikipédia: "Duarte & C.a".

Uma série realizada com poucos meios, mas com alma, e que passadas duas décadas e meia, continua a ser lembrada com carinho por milhares de portugueses. Parabéns aos envolvidos no projecto, e claro aos fãs!

Pode ler a continuação do artigo aqui: "Duarte& Companhia - Parte 2".


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