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segunda-feira, 16 de outubro de 2023
Intervalos publicitários do primeiro dia da SIC (Outubro 1992)
terça-feira, 1 de agosto de 2023
Aqua "Barbie Girl" (1997)
Seja como for, o filme está a ser um fenómeno e, talvez inevitavelmente, trouxe de volta memórias de uma canção que, embora não faça parte da banda sonora (pelo menos não na versão original), tem sido indelevelmente associada com a boneca mais famosa do mundo desde que escalou os tops pelo mundo afora nos idos de 1997. Falo obviamente de "Barbie Girl" da banda pop dinamarquesa Aqua. Goste-se ou deteste-se, não há como negar que esta é uma das canções mais icónicas da segunda metade dos anos 90 e que é um must nas festas temáticas dedicadas a esse decénio.
Aliás, a primeira vez que ouvi "Barbie Girl" foi uns meses antes do seu sucesso internacional, quando a popularidade ainda estava basicamente circunscrita ao reino da Dinamarca. Foi quando estava a ver na RTP o concurso de manequins Elite Model Look de 1997 (cuja vencedora foi uma muito jovem Soraia Chaves) e um dos convidados musicais eram precisamente os Aqua, com os apresentadores (não me recordo quem) a descreverem o seu estilo musical como "happy pop". Foi aí que ouvi pela primeira vez "Barbie Girl" onde certas partes como "I'm a Barbie girl, in a Barbie world" e "Come on, Barbie, let's go party" ficaram-me logo no ouvido. Lembro-me de achar que, apesar da combinação bizarra de um Ken careca com voz de Monstro das Bolachas e de uma Barbie bem menos comedida e angelical que a prototípica boneca (se bem que igualmente atraente) com voz de balão de hélio, ou talvez precisamente por causa disso, era uma canção extremamente divertida com o seu quê de subversiva, pelo que não fiquei surpreendido quando meses mais tarde "Barbie Girl" rodava nas rádios e na MTV e afins, rumo ao sucesso planetário.
Desde praticamente a sua criação que Barbie tem sido alvo de vários ataques desde as suas medidas corporais irrealistas ao apelo ao consumismo, passando pelo alegado feminismo performativo. Também praticamente desde a mesma altura que a sua empresa criadora e fabricante, a Mattel, tem feito o possível para desmentir ou menorizar as críticas à sua joia da coroa e conferir-lhe toda a dignidade. E com versos como "you can brush your hair, undress me everywhere" ou "I can act like a star, I can beg on my knees", dignidade não era bem o que "Barbie Girl" pretendia elevar em relação à sua boneca-musa e claro que isso enfureceu a Mattel.
A Mattel já movera no passado acções judiciais contra artistas que fizeram intepretações subversivas da Barbie (como por exemplo a cantora luso-belga Lio nos anos 80) mas o processo que moveu contra os Aqua via a sua editora nos Estados Unidos foi de longe o mais famoso, arrastando-se até 2002 com a decisão judicial a favor do grupo.
Mas se o processo acabou por refrear o sucesso dos Aqua nos Estados Unidos, no resto do mundo "Barbie Girl" foi n.º 1 dos tops de inúmeros países. Por exemplo, contando apenas vendas tradicionais, é ainda hoje o 16.º single mais vendido de sempre no Reino Unido. E na verdade, a maioria das pessoas esteve-se nas tintas para as conotações sexuais e miúdos e graúdos trauteavam, uns alegremente, outros como ironia, a canção. Uma das minhas memórias mais ternas com a "Barbie Girl" foi no baile de Carnaval da minha escola secundária: quando tocava a canção, os rapazes gritavam de um lado "Come on Barbie, let's go party!" ao que as raparigas respondiam com "Ah ah ah yeah!" e "Uh oh uh, uh oh uh!".
Em 2000, saiu o segundo álbum dos Aqua, "Aquarius", e mesmo sem o sucesso estrondoso do primeiro, também gerou alguns hits como "Cartoon Heroes", "Around The World" e "We Belong To The Sea". Em 2001, no Festival da Eurovisão desse ano em Copenhaga, os Aqua (acompanhados pelos Safri Duo) foram os convidados especiais, interpretando uma medley dos seus hits, destacando-se alguma linguagem profana por parte Lene Nystrom.
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| Os Aqua em 2016 |
"Turn Back Time"
"Cartoon Heroes"
"Around The World"
"Back To The 80's"
Lene "It's Your Duty"
terça-feira, 18 de julho de 2023
Despedida De Solteiro (1992-93)
O algoritmo do Facebook tem-me sugerido páginas e imagens dedicadas à teledramaturgia brasileira e há uns tempos, dei com um post dedicado a esta telenovela, que eu não acompanhei mas que lembro da minha mãe ver.
No início dos anos 90, para além da habitual faixa para as telenovelas da noite de segunda a sexta-feira, a RTP também exibiu algumas telenovelas ao fim-de-semana, começando com "Kananga Do Japão", seguindo-se "Araponga" e "Felicidade". "Despedida De Solteiro" ocupou depois o lugar desta última aos fins-de-semana, porém com a ascensão da SIC, que tinha na sua pareceria com a Rede Globo um dos seus principais trunfos, sensivelmente a meio da trama passou também a dar durante a semana. Aliás foi a antepenúltima telenovela da Globo a passar na RTP (depois só "Mandala" e "Fera Ferida").
Da autoria de Walter Negrão, "Despedida De Solteiro" foi originalmente exibida no Brasil entre 1992 e 1993 na faixa das 18 horas, e em Portugal entre 1993 e 1994. Foi um projecto que avançou às pressas, uma vez que a produção de "Mulheres De Areia", prevista para ocupar a faixa horária, foi adiada devido à gravidez de Glória Pires. Aliás, a cidade cenográfica inicialmente concebida para "Mulheres De Areia" acabou por ser utilizada em "Despedida De Solteiro".
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| Pasqual Papagaio. Xampu, Pedro e João Marcos |
A trama era sobre quatro amigos em busca de justiça após terem sido condenados por um crime que não cometeram e que abalou toda a cidade de Remanso. Prestes a casar-se com Lenita (Tássia Camargo), o amor da sua vida, João Marcos (Felipe Camargo) prepara-se para uma festa de despedida de solteiro de arromba com os seus três melhores amigos: Pedro (Paulo Gorgulho), o líder do grupo, Pasqual (Eduardo Galvão), conhecido como Papagaio e Matheus (João Vitti), alcunhado de Xampu devido aos cuidados com a sua longa melena loura. Mas após uma noite de borga regada a álcool que culminou com um banho de cascata, a tragédia acontece: Salete (Gabriela Alves), uma prostituta que acompanhava os amigos, é encontrada morta junto à cascata e João Marcos é preso com os outros três durante a cerimónia do casamento. Com todos os indícios contra eles, João. Pedro, Pascoal e Xampu são condenados a 21 anos de prisão.
Porém, sete anos mais tarde, os quatro saem em liberdade condicional, decididos a limpar o seu nome a provar a sua inocência. Ao saírem, encontram uma cidade ainda muito abalada pelo acontecimento e dividida entre aqueles que os desprezam e aqueles que acreditam neles. Mas infelizmente, pouco depois, Xampu, que contraiu Hepatite B na prisão, acaba por morrer, mas antes ainda casa-se com Bianca (Rita Guedes), com quem namorava informalmente antes de ser preso.
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| Flávia |
Endurecido pelo tempo na prisão, além de limpar o seu nome, Pedro também está determinado a lutar pelo amor de Flávia (Lúcia Veríssimo), a irmã de Xampu, que assumiu a direção das empresas da família e que também sempre gostou dele. Mas a mãe dela, Emília (Lolita Rodrigues), culpando Pedro por tudo o que aconteceu ao filho, tenta por tudo para impedir o romance.
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| Vitório e Léo |
Pasqual trabalhava no armazém do seu pai mas depois de ter sido preso, a sua irmã Marta (Lucinha Lins) regressou do Rio de Janeiro e transformou o negócio da família num restaurante self-service. Marta acaba por ser revelar a chave de um dos mistérios da trama: é ela a mãe de Léo (Patrick de Oliveira), o menino órfão acolhido pelo velho excêntrico Vitório Da Vinci (Elias Gleizer), o pai adoptivo de Pedro.
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| Bibi, Sérgio e Lenita |
Mas é João Marcos que apanha o maior choque quando descobre que Lenita casou-se com Sérgio Santarém (Marcos Paulo), o advogado de defesa dos quatro amigos no seu julgamento, do qual teve uma filha, Bibi (Fernanda Nobre). No entanto, ela é infeliz no casamento devido à brutalidade e ao vício de cocaína do marido. Além disso, Lenita nunca deixou de amar João Marcos e os dois lutam para ficar juntos, sofrendo com as maldades de Sérgio, o grande vilão da história, que fará tudo para que João e os amigos voltem para a prisão. Aliás, vem-se a saber que, apesar de supostamente os defender no julgamento, foi ele quem se certificou que os quatro amigos seriam condenados.
João, Pedro e Pascoal acabam por ganhar um grande aliado em Mike (Jayme Periard). um misterioso viajante que chega à cidade e que vem-se a descobrir ser advogado. Investigando em conjunto, descobrem que Sérgio Santarém e até mesmo que ele esteve envolvido da morte de Salete. Além disso, vem-se a saber que isso era uma etapa no seu plano contra a família de Xampu e Flávia, pois é na verdade um filho bastardo do pai deles.
No final, Sérgio é condenado pelo rapto de Bibi e Léo, e acaba por morrer envenenado pela sua amante Glória (Cinira Camargo), deixando João Marcos e Lenita finalmente livres para iniciar uma vida a dois, assim como Pedro e Flávia. Já Pasqual, dividido entre Socorro (Cristina Mullins), a irmã de João Marcos, e Carol (Leila Lopes), a dona do ginásio da cidade, decide-se por esta.
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| Bianca e Soraya |
Outro núcleo marcante é o da família de Bianca. A sua mãe Soraya (Ana Rosa) sempre teve sonhos de grandeza mas nunca perdeu a pacovice, pelo que instiga a filha a subir na vida a todo o custo. Já o pai Sirineu (Mauro Mendonça) e a sua irmã Nina (Helena Ranaldi), que gerem uma oficina automóvel que sustenta a família, acreditam no trabalho honesto. Bianca namorava com Xampu com olho na fortuna da família do rapaz e depois de se casar com ele, revela-se uma verdadeira vilã disposta a tudo para levar a sua avante, chegando a aliar-se a Sérgio Santarém.
| Nina e Sirineu |
Além de ser a primeira telenpovela de Rita Guedes, Helena Ranaldi e João Vitti, "Despedida De Solteira" marcou a estreia em telenovelas Letícia Spiller, no papel de Debbie, personagem do núcleo jovem da trama.
Mas aquilo que me lembro melhor da telenovela é o genérico de abertura, imitando um jogo de vídeo de 8 bits, sendo que também é das raras telenovelas da Globo com um tema estrangeiro na abertura, neste caso uma versão euro-dance de "Sugar Sugar" dos The Archies.
domingo, 25 de junho de 2023
As Lições Do Tonecas (1996-99)
terça-feira, 6 de junho de 2023
As Aventuras do Pequeno Koala (1984)
"As Aventuras do Pequeno Koala" foi uma série japonesa de animação produzida em 1984 pelo estúdio Tohokushinsha Films e exibida em Portugal na RTP1 em 1991 às segundas-feiras no espaço "Brinca, Brincando" em 26 episódios, cada um com duas histórias.
A série foi produzida no mesmo ano em que a Austrália doou alguns koalas ao Japão, o que levou a um interesse do público japonês por estes animais. Por coincidência, em 1991, o ano em que a série foi exibida na RTP, o Jardim Zoológico de Lisboa recebeu uma família de koalas vinda da Austrália. (Foi também nesse ano de 1991 que eu visitei o Jardim Zoológico pela primeira vez.)
A dobragem portuguesa foi dirigida por Jorge Melo e o tema do genérico foi interpretado por Rosa Quiroga (que também era a voz da Menina Luísa):
Apesar do alto dos onze anos que tinha na altura, eu já achar a série um bocado infantil demais para mim, os bonecos era tão engraçados, sobretudo os pinguins, que eu costumava ficar a ver.
quarta-feira, 24 de maio de 2023
Festival da Eurovisão 2003
A edição deste ano em Liverpool ainda está bem presente, mas sugiro que recuemos vinte anos no tempo e recordemos uma edição passada do Festival da Eurovisão, que viria a ter um papel determinante no rumo que o certame viria a tomar nos anos seguintes.
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| Os apresentadores saudando Helena Ramos, porta-voz dos votos de Portugal |
Segundo consta, a organização da televisão letã LTV foi bastante atribulada, com um jornal dinamarquês a reportar planeamentos deficientes, incumprimento de prazos e má gestão financeira, ao ponto da EBU ter até chegado ameaçar atribuir a organização a outro país, levando ao despedimento do produtor executivo da LTV. A EBU também reprovou o conceito inicial para os postcards, e dava para ver que aqueles que se viram foram feitos à pressa. A maioria dos postcards mostrou os representantes de cada país a visitar um ponto da cidade de Riga ou das suas imediações (no caso de Portugal, um farol), mas outros como os da Croácia e da Rússia eram imagens dos ensaios dos artistas na arena, o da Islândia foi com imagens da chegada da cantora ao aeroporto de Riga, e o do Reino Unido parecia que foi feito durante as gravações do "Letónia Radical" lá do sítio.
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| O quadro da classificação após os votos de Portugal |
Como é habitual, analisaremos as canções por ordem inversa de classificação:
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| Jemini (Reino Unido) |
O Reino Unido foi uma das maiores potências do Festival ao longo do século XX, mas nesse ano provou pela primeira vez o sabor amargo dos zero pontos (e não seria a última!). O duo Jemini (não confundir com os nossos Gemini de "Dai-Li-Dou") era composto por Chris Cromby e Gemma Abbey, ambos naturais de Liverpool, e cantou "Cry Baby". Na Velha Albion, não faltou quem, como o comentador da BBC Terry Wogan, justificasse o descalabro com a participação britânica na invasão do Iraque no início desse ano que teve duras críticas de vários países europeus, mas para a maioria a razão principal foi basicamente uma canção medíocre com uma actuação fraca. Ainda assim, o single chegou ao n.º 15 do top britânico e os Jemini têm actuado esporadicamente desde então. Em 2016, Gemma Abbey teve problemas com a lei devido a fraudes na segurança social, sendo condenada a um ano de prisão com pena suspensa.
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| Lynn Chricop (Malta) |
Malta ficou em 25.º lugar com 4 pontos (3 da Irlanda e 1 de Portugal). Lynn Chircop cantou "To Dream Again". Segundo a Wikipedia em inglês, além da música, Lynn é advogada especializada em Direitos Humanos.
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| F.L.Y. (Letónia) |
A Letónia, o país anfitrião, ficou-se pelo 24.º e antepenúltimo lugar com 5 pontos (vindos da Estónia). A representá-lo esteve o trio F.L.Y. e a canção "Hello From Mars". O nome deste grupo era composto pelas iniciais dos três membros: (Martins) Freimanis, Lauris (Reiniks) e Yana (Kay), que depois tiveram carreiras em separado. Infelizmente, Martins Freimanis faleceu em 2011 com apenas 33 anos quando uma gripe prejudicou gravemente os seus problemas de fígado.
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| Karmen Stavec (Eslovénia) |
A Eslovénia foi o último país a actuar mas não foi além do 23.º lugar com 7 pontos. Esta edição do Festival foi das poucas sem nenhum artista que já tinha participado antes como intérprete principal, mas a representante eslovena Karmen Stavec tinha feito coro na canção da Eslovénia de 1998. Karmen nasceu em Berlim Ocidental, filha de pais eslovenos. No pré-selecção eslovena do ano anterior, a sua canção "Se In Se" tinha sido a vencedora destacada do televoto mas devido ao voto do júri, quem venceu foi o trio de drag queens Sestre, pelo que a sua vitória em 2003 com o tema "Nanana" foi uma espécie de compensação. Karmen ainda está activa na música, tendo voltado a participar na pré-selecção eslovena de 2008, mas o seu último álbum ainda data de 2003.
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| Rita Guerra (Portugal) |
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| Stellios Constantas (Chipre) |
Chipre ficou em 20.º lugar com 15 pontos, incluindo os inevitáveis 12 pontos da Grécia. O seu representante foi Stellios Constantas com o solarengo tema "Feeling Alive".
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| Lior Narkis (Israel) |
Lior Narkis representou Israel com a canção "Words For Love", obtendo 17 pontos e o 19.º lugar. Narkis iniciou a sua carreira ainda em criança e lançou o seu primeiro álbum em 1992 com 16 anos. Porém as grandes estrelas da actuação foram as cinco bailarinas que o acompanharam em palco, que pelo meio da coreografia foram fazendo várias mudanças de vestuário, revelando a frase "amo-te" escrita em russo, francês, espanhol, grego e hebraico nos seus tops e no fim formando a frase "LOVE U".
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| Louisa (França) |
A França foi representada por Louisa Baileche, que tal como a nossa Rita Guerra, surgiu em palco com um vestido de Fátima Lopes. Nascida na região parisiense e com ascendências italianas e argelinas, Louisa Balileche tinha vasta experiência como cantora e bailarina em vários palcos de Paris. Em Riga, cantou "Monts Et Merveilles", ficando em 19.º lugar com 18 pontos.
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| Mando (Grécia) |
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| Mija Martina (Bósnia-Herzegovina) |
Em 16.º lugar com 27 pontos (12 da Turquia) ficou a Bósnia-Herzegovina. Mija Martina Barbaric cantou em croata e inglês "Ne brini" ("não te preocupes"). Além da música, Mija Martina também trabalhou para o Ministério do Turismo e Ambiente do seu país.
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| Claudia Beni (Croácia) |
A Croácia ficou em 15.º lugar com 29 pontos. A seis dias de completar 17 anos, Claudia Beni era a mais nova dos intérpretes que competiram este ano, interpretando numa vibe muito Britney Spears, o tema "Vise nisma tvoja" ("já não sou tua"). Esta foi a primeira de seis canções com música do compositor croata Andrej Babic que competiram no Festival entre 2003 e 2012 em representação de quatro países, com óbvio destaque para as canções portuguesas de 2008 e 2012.
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| Oleksandr Ponomaryov (Ucrânia) |
Como já foi referido, este ano foi a primeira participação da Ucrânia. Para este estreia, foi escolhido um dos cantores mais populares do país, distinguido sete vezes como cantor do ano, Oleksandr Ponomaryov que cantou "Hasta La Vista". Em palco, foi acompanhado por dois cantores de coro, duas bailarinas e uma contorcionista. A Ucrânia ficou no 14.º lugar com 30 pontos, mas logo no ano seguinte obteria um resultado bem melhor…
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| Esther Hart (Países Baixos) |
Esther Hart foi a representante dos Países Baixos com o tema "One More Night", que ficou em 13.º lugar com 45 pontos. Mas Hart também poderia ter representado outro país nesse ano, já que tinha também concorrido com outra canção "Wait For The Moment" na pré-seleção do Reino Unido, tendo eventualmente desistido para apostar em representar o seu próprio país. Segundo mais uma vez a Wikipedia, em 2008 Esther Hart passou uma noite na cadeia para chamar a atenção para a causa da reintegração de ex-reclusos na sociedade.
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| Mickey Harte (Irlanda) |
A Irlanda e a Alemanha ficaram em 11.º lugar com 53 pontos cada. Pelas cores irlandesas, esteve Mickey Harte, que ganhou o direito de representar o país após vencer o programa "You're A Star", semelhante a um "Ídolos". Em Riga, cantou "We've Got The World", que apesar do resultado a meio da tabela foi o single mais vendido na Irlanda em 2003.
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| Lou (Alemanha) |
Já pela Alemanha, esteve Louise Hoffner, ou Lou, que com 39 anos era a intérprete mais velha em competição, que cantou "Let's Get Happy", tema escrito por Ralph Siegel e Bernd Meinunger, a mesma dupla que escreveu "Ein Bisschen Frieden", a canção que deu a vitória à Alemanha em 1982. Entre os cinco bailarinos/cantores de coro que a acompanharam em palco esteve uma brasileira, Claudete de Moura.
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| Nicola (Roménia) |
Inaugurando o top 10, a Roménia ficou em 10.º lugar com 73 pontos. Nicoleta Alexandru, ou simplesmente Nicola, cantou "Don't Break My Heart", um tema de inspiração drum & bass (com algumas parecenças com "Freestyler" dos Bomfunk MCs) composto pelo seu então marido Mihai. A acompanhar Nicola em palco esteve um DJ e três bailarinos cuja coreografia incluiu várias mudanças de vestuário. O videoclip da canção encenava uma possível vitória mas um segundo top 10 consecutivo não foi mau resultado para a Roménia.
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| Birgitta (Islândia) |
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| Beth (Espanha) |
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| Ich Troje (Polónia) |
Com 90 pontos, a Polónia subiu ao sétimo lugar, o melhor resultado deste país desde o segundo lugar na sua estreia em 1994. O grupo Ich Troje, composto por Michal Wisniewski, Justyna Majkowska e Jacek Lagwa, levou o tema "Keine Grenzen / Zadnych granic", uma balada dramática cantada em três idiomas: alemão, polaco e russo. A presença da língua alemã deve ter agradado aos espectadores da Alemanha que lhe deram 12 pontos. Os Ich Troje regressariam à Eurovisão em 2006.
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| Alf Poier (Áustria) |
A Áustria trouxe a proposta mais bizarra da noite com "Weil der Mensch zählt" ("porque a raça humana é que conta"), interpretado por Alf Poier no dialecto da região da Estíria. Poier era na altura dos comediantes mais populares da altura no seu país e a sua participação no Festival foi feita sob o signo da paródia. Apesar disso, a Áustria conseguiu o seu melhor resultado desde 1989, com o sexto lugar e 101 pontos (nem acredito que Portugal deu 10 pontos!).
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| Fame (Suécia) |
Vários nomes de peso estiveram presentes na pré-seleção sueca de 2003, conhecida como Melodifestivalen, como os grupos euro-dance Alcazar (do hit internacional de 2001 "Crying At The Discotheque) e Da Buzz, cantores que já tinha representado o país antes como Jan Johansen (1995), Nanne Grönvall (1996) e Jill Johnson (1998), e Afro-Dite e Sahlene, que representaram respectivamente a Suécia e a Estónia em 2002. (O tema de Sahlene, "We're Unbreakable", obteve algum sucesso em Portugal ao ter sido usado nos "Morangos Com Açúcar"). Mas quem ganhou o direito a representar as cores da Suécia em Riga foi o duo Fame, composto por Magnus Backlund e Jessica Andersson que tinham participado no programa "Fame Factory" (um formato semelhante ao de "Academia de Estrelas" que passou na TVI), e o tema "Give Me Your Love" que ficou em 5.º lugar com 107 pontos. O duo ainda tentou representar a Suécia no ano seguinte mas desde então Backlund e Andersson seguiram carreiras a solo.
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| Jostein Hasselgard (Noruega) |
Em quarto lugar ficou a Noruega com 123 pontos, um resultado surpreendente já que não figurava entre os principais favoritos. Sentado ao piano, Jostein Hasselgard cantou "I'm Not Afraid To Move On". Mais uma vez segundo a Wikipedia, antes de fazer carreira na música, Hasselgard trabalhou como educador de infância.
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| tATu (Rússia) |
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| Urban Trad (Bélgica) |
Com 165 pontos, a Bélgica ficou em segundo lugar, o melhor resultado deste país desde aquele que é ainda a sua única vitória em 1986. O grupo folk Urban Trad primou pela originalidade ao levar um tema cantado numa língua imaginária, "Sanomi" e com inspirações celtas e da música galega, tendo aliás na sua banda uma vocalista natural da Galiza, Veronica Codesal. (Segundo consta, uma outra vocalista tinha sido afastada sob advertência dos serviços secretos belgas por alegadas simpatias com a extrema-direita, o que mais tarde se revelou infundado.) Apesar de não lançarem álbuns desde 2007, os Urban Trad continuam no activo com a maioria dos membros que integravam a formação em 2003.
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| Sertab Erener (Turquia) |
I want to give a special thank you to John a.k.a. Mr. JDS, the author of a website about the Eurovision Song Contest scoreboards throughout the years, not only for the images of Portugal's votes and spokesperson that were used to illustrate the article on the 2003 contest, but also for the information on the said article, especially the one about whether a semifinal/preliminary round had been considered already for this year.





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