Clique sobre a imagem acima para ler os componentes do Cabaz de Natal 1985, em duas variedades, a 8 e a 9 contos. Podia ser pago em várias prestações, e por mais 80 escudos, recebia a revista "Ela". Por 6 contos havia também o cabaz direccionado aos mais pequenos: "Natal dos Meus Filhos", um cabaz de brinquedos, chocolates, jogos, banda desenhada, etc. O Cabaz de Natal incluia desde bebidas, a bolos, lata de ervilhas, champô, brinquedos a latas de Tody. Algum dos nossos leitores recebeu este cabaz em casa?
Publicidade retirada da revista Crónica Feminina nº 1482, de 18 de Abril de 1985. Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"
Mais um anúncio a uma das charlatanice que infestavam ( e infestam!) as revistas. Desta vez, um suposto "mago africano": Igor Rampa, que tem no currículo as habilidades de cartomante, quirólogo e astrólogo (quase que aposto que também desentope retretes). Para cúmulo, com "garantia de resultados"!
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por Paulo Neto dedicado a Ana José da Cunha (1920-2002)
Graças a uma das várias ideias peregrinas do actual governo, o passado dia de Todos Os Santos será o último como feriado nacional, pelo menos até 2018. Isso levou-me a uma reflexão sobre os meus anos de petiz em que o dia 1 de Novembro era um dos dias mais ansiados por mim em cada ano. O simples facto de ser feriado e não haver escola já seria motivo suficiente para júbilo, mas no meu caso, havia uma maior aliciante. Para mim, a quadra de Todos Os Santos significava encher o bandulho com deliciosas Broas de Todos Os Santos.
Este ilustre manjar da doçaria nacional fabrica-se um pouco por todo o país nas mais diversas variações. Mas na minha região, ainda que se fabriquem e se vendam em várias variedades, quando se chega as alturas dos Todos Os Santos, a preferência vai para estes broas feitas com canela, café, erva doce, miolo de noz, açúcar amarelo e tudo o mais, por vezes com uma amêndoa no topo e obscenamente polvilhadas de açúcar. (Há aqui uma receita neste site, se bem que é a diferente da que é usada na nossa família). Também há quem chame esta variedade de brindeiras.
Ora, os meus Todos Os Santos eram particularmente afortunados pois a minha Avó Ana era o Stradivarius das broas de Todos Os Santos. Por esta altura, quando chegava a casa da minha avó, geralmente encontrava-a na cozinha de volta de um panelão cheio de massa de broas e com a mesa com várias pirâmides de broas em travessas. Claro está, era uma questão de segundos até eu começar a comer pelo menos uma. E não se pense que era só a petizada da família que se empanturrava com este manjar divino, pois os adultos da família raramente conseguiam a resistir a comer só uma.
Como a minha avó confeccionava broas essencialmente para a nossa extensa família e só as fazia para fora em casos pontuais e restritos, não há provas certificadas que evidenciem que as broas da minha Avó Ana eram as melhores de Torres Novas, quiçá do mundo. Mas digo sem dúvidas, que tal como nunca mais ninguém conseguiu reproduzir a arte de Antonio Stradivari em fazer violinos, mais ninguém conseguiu igualar a arte da minha avó em fazer broas de Todos Os Santos. Embora haja quem se aproxime razoavelmente, como a minha mãe.
Esta fotografia é uma das minhas preferidas da minha infância, pois é da doce matéria de que são feitas as memórias de infância. Tenho aqui para aí uns cinco anos e estou a ajudar a minha avó a dar forma às broas antes de irem ao forno. E atrás de nós: um quadro preto para escrever a giz com o Rato Mickey. Um verdadeiro tesourinho em todos os aspectos!
Uma confissão embaraçosa. Como facilmente fico impressionado com imagens mais violentas, eu não consigo ver filmes de terror. Sim, eu sei que sou um menino, tenrinho, medricas, mas é assim que eu sou. E como tal, foram muito poucos os filmes de terror que vi (e isso se se considerar os dois filmes dos "Gremlins" como legítimos filmes de terror). Apesar disso, concordo que o cinema de terror seja um género tão necessário como qualquer outro e sei reconhecer os seus méritos. Por isso, não há como negar a importância de "Scream-Gritos", um dos poucos filmes do género que me atrevi a ver, e foi porque deu na televisão uma vez (e fiz zapping em algumas das cenas mais puxadas).
Em meados dos anos 90, era seguro dizer que o cinema de terror estava moribundo. Perdido entre fórmulas gastas (que geralmente seguiam directamente para o mercado de vídeo) e enésimas e estafadas sequelas de clássicos como "Halloween", "Sexta-Feira 13" e "Pesadelo em Elm Street", o género precisava de sangue novo (salvo seja!). Por isso, quando um argumento com o título "Scary Movie", escrito por Kevin Williamson, até então um actor da terceira divisão distrital, que conjugava o necessário suspense e carnificina com uma boa dose de humor, auto-crítica e subversão começou a ser disputado pelos diversos estúdios de Hollywood, ficou logo a ideia de que se estava diante de algo inovador.
Depois de várias atribulações, como a relutância do lendário Wes Craven para realizar o projecto, a recusa de uma comunidade, ainda abalada por um caso de assassinatos em série, em filmar na escola local e várias alterações na montagem para alterar a classificação etária e até a incerteza da estreia na semana do Natal de 1996, o filme acabaria por fazer história, prosperando nas bilheteiras, ganhando prémios como o de Melhor Filme nos prémios MTV e revitalizando o cinema de terror.
E afinal o que tinha o filme que viria a ter o título de definitivo de "Scream"?
- Uma terrífica sequência inicial onde, ao estilo de "Psico", aniquila-se logo o nome mais famoso do elenco, Drew Barrymore, não sem antes fazer-se referência a clássicos do cinema de terror. (Foi a própria Drew que teve a ideia de ser a primeira vítima, quando inicialmente estava destacada para protagonista.)
- Uma heroína vulnerável mas corajosa, Sydney Prescott, interpretada por Neve Campbell, que já conhecíamos da série "Adultos à Força".
- Um pateta adorável na personagem de Dewey, o polícia aparentemente desparafusado, encarnado por David Arquette. (Que viria a encontrar o amor na vida real com Courteney Cox, que aqui desempenha a típica jornalista metediça).
- Henry Winkler, o eterno Fonz, como o enfastiado director do liceu, que também acaba eliminado.
- Várias e sangrentas mortes, como aquela em que Rose MacGowan acaba trucidada numa porta automática de garagem. (Rose teve que ser presa à portinhola, pois ela conseguia passar por ela).
- Uma máscara inspirada pelo famoso quadro "O Grito" de Edward Munch, que se tornou um must para disfarces de Halloween.
- Muitas referências à cultura pop e ao cinema, de terror e não só, nomeadamente a enumeração das várias regras de ouro dos filmes de terror. E uma delas é quebrada quando Sydney tem sexo e sobrevive.
- Um final que é ao mesmo tempo cliché e surpreendente.
- Um cameo de Wes Craven como o contínuo Fred, com um chapéu e camisola bastante parecidos com os de Freddy Kruger.
O resto é história. A saga já vai no quarto tomo, Kevin Williamson passou de actor terceira divisão distrital a argumentista de primeira liga, Wes Craven reestabeleceu-se como o mestre do terror e a maioria do elenco tem construído sólidas carreiras. E claro está, a partir de então o cinema de terror voltou a ser um género de topo. Afinal de contas, toda a gente precisa de soltar um bom grito de vez em quando.
Não foi só agora que apareceram os negócios duvidosos, que anunciam publicamente o muito dinheiro que se poderá ganhar com pouco esforço. Este misterioso anúncio não revela o esquema com o qual os interessados poderiam ganhar entre 15 a 35 contos. O preço do "Gold" - o quer que isso fosse - era 1000$ além dos 200$ enviados para portes de correio e embalagem. Algum dos nossos leitores sabe mais sobre este negócio?
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A mesma marca, Armazéns de Móveis do Norte em Lisboa, com reclames em duas partes diferentes da revista.
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Agora que terminei os anúncios de mais uma revista das Selecções do Reader's Digest, decidi trocar de publicação, e postar material mais antigo, proveniente de uma Crónica Feminina, de 1985, que encontrei em casa há umas semanas, e que conto publicar integralmente aqui no blog.
O primeiro anúncio desta nova fornada (trocadilho!) é aos fogões Philips, que em 1985 tinham 7 novos modelos: "Novos Fogões Philips. qualidade e harmonia em toda a linha!". No canto inferior direito da página destaca-se a oferta - na compra de um fogão - de uma panela de pressão esmaltada, em cor no valor de 3,5 contos .
Publicidade retirada da revista Crónica Feminina nº 1482, de 18 de Abril de 1985.
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Este número da Crónica Feminina trazia vários anúncios a chás "Bekunis", para diversos fins.
"Chá 0" para emagrecer:
Noutra página encontrávamos - a cores - o "Chá 4 Fígado e Vesícula":
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