segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Gold (1985)


Não foi só agora que apareceram os negócios duvidosos, que anunciam publicamente o muito dinheiro que se poderá ganhar com pouco esforço. Este misterioso anúncio não revela o esquema com o qual os interessados poderiam ganhar entre 15 a 35 contos. O preço do "Gold" - o quer que isso fosse - era 1000$ além dos 200$ enviados para portes de correio e embalagem. Algum dos nossos leitores sabe mais sobre este negócio?

Publicidade retirada da revista Crónica Feminina nº 1482, de 18 de Abril de 1985.

Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"

domingo, 4 de novembro de 2012

Armazéns de Móveis do Norte em Lisboa (1985)



A mesma marca, Armazéns de Móveis do Norte em Lisboa, com reclames em duas partes diferentes da revista.

Publicidade retirada da revista Crónica Feminina nº 1482, de 18 de Abril de 1985.

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Fogões Philips (1985)


Agora que terminei os anúncios de mais uma revista das Selecções do Reader's Digest, decidi trocar de publicação, e postar material mais antigo, proveniente de uma Crónica Feminina, de 1985, que encontrei em casa há umas semanas, e que conto publicar integralmente aqui no blog.

O primeiro anúncio desta nova fornada (trocadilho!) é aos fogões Philips, que em 1985 tinham 7 novos modelos: "Novos Fogões Philips. qualidade e harmonia em toda a linha!". No canto inferior direito da página destaca-se a oferta - na compra de um fogão - de uma panela de pressão esmaltada, em cor no valor de 3,5 contos .

Publicidade retirada da revista Crónica Feminina nº 1482, de 18 de Abril de 1985.

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Bekunis - Chá 0 e 4 (1985)

 Este número da  Crónica Feminina trazia vários anúncios a chás "Bekunis", para diversos fins.
"Chá 0" para emagrecer:
 Noutra página encontrávamos - a cores - o "Chá 4 Fígado e Vesícula":


Publicidade retirada da revista Crónica Feminina nº 1482, de 18 de Abril de 1985.

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Aspro (1985)


Anúncio ao analgésico "Aspro". O slogan: "Dores? ASPRO faz bem e depressa!".

Publicidade retirada da revista Crónica Feminina nº 1482, de 18 de Abril de 1985.

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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Sinbad Jr.


Sinbad Jr. (Sinbad Jr. and his magic belt)
Pelo título é óbvio que o protagonista é filho do famoso marinheiro e aventureiro Sinbad. Além do papagaio Salty, Sinbad Jr. tinha um cinto mágico que lhe dava poderes, muito útil nas aventuras ao longo de 86 episódios de 5 minutos cada. 

Quando o jovem Sinbad Jr. apertava o cinto, ganhava musculatura e a força de 50 homens. Logo nos primeiros segundos do genérico dá para identificar o estilo dos desenhos animados made in Hanna-Barbera, mas ironicamente, a série começou por ser intitulada “The Adventures of Sinbad, Jr”. e produzida pela American International Television, mas para melhorar a qualidade da animação, foi entregue à Hanna-Barbera. Esta série dos anos (1965) terá passado (pelo menos) em 1992, na RTP2, dobrada em português.

Genérico:






Publicado originalmente no Minicromo: 
http://enciclopediadecromos.tumblr.com/post/32405816586/sinbad-jr-sinbad-jr-and-his-magic-belt-pelo

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

As Aventuras de Pinóquio


“As Aventuras de Pinóquio / Saban’s Adventures of Pinocchio”
Originalmente uma adaptação nipónica mais sombria (que o hábito em animações exibidas no ocidente) do livro clássico de Carlo Collodi, com o título Mokku of the Oak Tree/ Mokku Woody the Oak Tree (樫の木モック Kashi no Ki Mokku), sendo Mokku o nome japonês da trágica figura do Pinóquio, o boneco de madeira vivo. A série, com momentos muito sádicos e brutais, foi emitida em 1972 no Japão. Em 1989, alguns episódios foram editados juntos e dobrados em inglês para criar um filme The Adventures of Pinocchio, lançado no mercado de vídeo.

Mais tarde, a companhia americana Saban dobrou a série em inglês, emitindo-a nos Estados Unidos em 1992 com o nome Saban’s Adventures of Pinocchio.

Alguns anos depois, a versão EUA foi exibida na SIC, como parte do espaço infantil/juvenil Buéréré, com este genérico (o video inclui alguns minutos de um episódio, com a dobragem portuguesa):



Como curiosidade, o genérico inicial da versão japonesa:


Badaró (1933-2008)

por Paulo Neto

O panorama artístico português é tão reduzido que, volta e meia, Portugal vê-se a importar alguns artistas do Brasil. Por exemplo, na música, os casos mais célebres são os de Mara Abrantes, Simara e Iran Costa. E no humor, não houve brasileiro mais português que Manlio Hedair Badaró, que nasceu em São Paulo em 1933 mas que chamou lar ao nosso país desde 1957, quando veio a Portugal com o grupo de comédia "Fogo no Pandeiro".


Badaró acabaria por se radicar em Portugal e durante mais de duas décadas, foi presença assídua na rádio, televisão e teatro, tendo inclusivamente actuado nas então colónias da Guiné Bissau e Moçambique.

A minha primeira memória de Badaró foi em "Badarosíssimo", programa de comédia que tinha a honra de abrilhantar as noites de sábado da RTP1 em 1985 (actualmente em exibição na RTP Memória). Tratava-se de um programa de sketches, onde o assunto mais recorrente era a situação do nosso país (que, surprise, surprise, estava em crise). O elenco incluía também nomes sonantes como Fernanda Borsatti, Henriqueta Maia, Luís Mascarenhas, Carlos Quintas e um ainda jovem (e com muitos quilos a menos) Fernando Mendes. Cada episódio começava e terminava com uma rábula que juntava todo o elenco a dançar em palco, interrompendo-se para um dos actores contar uma curta piada.

  

Entre os sketches mais recorrentes, destaque para a coscuvilheira amiga da pinga, interpretada por Henriqueta Maia, que a cada golinho de tintol proferia a frase: "Não sei como há homens que gostam disto!", para o tema musical "Ó Abreu, dá cá o meu", que tinha uma variação diferente em cada episódio e que se tornou um bordão incontornável do nosso léxico popular e outro tema, o "Maestro da Charanga" onde encarnava um chefe de uma banda de bombeiros. Eis alguns excertos do programa neste vídeo (seguido de uma entrevista de 2006, onde Badaró fala abertamente dos seus diversos problemas de saúde com que debatia).




Em 1988, Badaró tornou-se de novo um herói da pequenada ao apresentar o programa "O Grande Pagode" no mítico espaço infantil da RTP dos fins-de-semana, co-apresentado por uma novíssima Ana Malhoa. Em "O Grande Pagode", Badaró recuperou a sua personagem mais mítica, o chinesinho Limpópó e ao famoso bordão "Eu ispirico e você só comprica!", juntou-se o "Tem tautau ou tem festinha?" que era como  Limpópó perguntava à assistência num segmento de perguntas e respostas se os participantes tinham respondido certo ou errado à pergunta. Infelizmente não há registos deste programa na net, mas eu lembro-me bem dele, inclusivamente de algumas canções do programa como "Ei, ei, ei, a Criança é um Rei!"



No entanto, depois de "O Grande Pagode", só muito esporadicamente Badaró apareceu na televisão, tendo feito o resto da carreira em espectáculos ao vivo um pouco por todo o país. Curiosamente, os seus dois momentos mais notórios nos anos 90 foram ambos como recording artist. Em 1994, fez uma versão dance-pop do tema de pagode "A Barata", originalmente gravado pelos Só Pra Contrariar.


E mais bizarro ainda, em 1997 gravou uma versão do tema do "Dragon Ball Z"!





Badaró faleceu a 1 de Novembro de 2008, aos 75 anos de idade, vítima de cancro de estômago.











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