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sábado, 14 de abril de 2012
Seara, creme para barrar (1992)
Publicidade ao creme para barrar "Seara" Girassol Light.
Página retirada da revista "Nova Gente" nº 846 - Dezembro de 1992.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Agua na Boca
Excelente texto do Paulo Neto sobre o concurso erótico-maroto "Água na Boca" (Colpo Grosso), que animava as noites de sábado na SIC no inicio dos anos 90:
O texto do Paulo Neto já tinha sido abordado no cromo sobre o Colpo Grosso:
No Sapo é possível aceder a vários (bastantes) vídeos dos momentos que todos os espectadores aguardavam: o striptease! SAPO - Colpo Grosso
Muito obrigado ao Paulo Neto pelo magnifico texto! Aproveito para dizer aos leitores que podem contribuir com sugestões, ou mesmo textos da vossa autoria, para aumentar a Enciclopédia de Cromos! Basta mencionar no Facebook da Enciclopédia ou para o meu e-mail cine31@gmail.com!
"A 6 de Outubro de 1992, fazia-se história em Portugal. Com o seu hino interpretado por Dulce Pontes, Nucha, Tó Leal e Gustavo Simões e o seu logotipo colorido, a SIC, propriedade de Francisco Pinto Balsemão, iniciava a era da televisão privada em Portugal. Terminava assim o longo monopólio da RTP, quando o único zapping possível era entre dois canais e ás vezes nem isso. Aliás, foi a partir dessa época que se deu o boom das televisões com telecomando. Bem vistas as coisas, excepto para quem tinha parabólica (e mais tarde TV Cabo), mudar de canal tendo só dois canais com telecomando parecia um acto de preguiça extrema, podendo muito bem levantar-se do sofá e carregar nos botões, já com quatro canais um telecomando revelava maior utilidade.
No começo a SIC voou baixinho. Como tudo o que é novo cá, primeiro estranha-se, depois entranha-se com mais ou menos rapidez. Mas tal como “A Amiga Olga” no advento da TVI, um programa do início da SIC capturou logo a imaginação do povo portuga. Era um concurso cujo formato que desde 1989 tinha vários franchisings em vários países europeus e no Brasil. No Brasil era “Cocktail”, na Alemanha era “Tutti Frutti” (também acessível via parabólica), em Espanha era “Ay que Calor!”. Na SIC passava a versão italiana de título original “Il Colpo Grosso”, mas que em Portugal será sempre recordado pelo nome de “Água na boca”.
A permissa do programa? Maminhas! Nove anos depois do célebre episódio rocambolesco da transmissão do filme “Pato Com Laranja”, onde um plano de maminhas desnudadas causou enorme controvérsia, com a chegada da SIC, veio um programa onde vários pares de maminhas se punham alergamente à mostra por sessão, a um horário não tão tardio como isso.
O concurso era apresentado pelo comediante Umberto Smaila, um senhor que parecia um primo italiano do Pedro Barroso, secundado por uma moçoila de origem britânica chamada Amy. Não me lembro o apelido dela, mas o que ninguém esqueceu sobre Amy é que o tamanho dos seus peitos era equiparável à soma dos de Pamela Anderson e Samantha Fox juntos! Bem, talvez seja um exagero, pelo menos não eram seios tão grotescos como os de uma senhora já desaparecida que dava pelo nome de Lolo Ferrari, mas eram, digamos, bem impressionantes! Mas, por acaso, embora ela estivesse sempre vestida com vestes reduzidas e amplos decotes, não me recordo se alguma vez Amy mostrou os seus seios em toda a sua dimensão no programa. Mas não faltava quem o fizesse. A começar pelas assistentes, as raparigas Chin-Chin, cada uma representado uma fruta (morango, cereja, limão, tangerina, ananás, kiwi e mirtilo). Quem não se lembra do hino delas? Digamos que as Chin-Chin eram como que o elo perdido entre as Spice Girls e os Milli Vanilli, já que era bem claro que não eram elas que cantavam o seu tema.
Até porque eram de várias nacionalidades e o italiano delas devia estar limitado a meia dúzia de palavras. Pelo menos duas palavras elas sabiam, como se explicará adiante. Mas isso pouco importava, eram todas belas e esculturais, e como representavam cada uma um fruto, não era de admirar que ouvissem piropos como “Eh, fruta da boa” ou “Eu descascava-te toda”. E cada um dos telespectadores assíduos tinha a sua preferida. A minha era a da cereja, que estou em crer que se chamava Angélique.
O programa tinha um cenário a fazer lembrar um navio de cruzeiro e os jogos assemelhavam-se aos dos típicos jogos de casino, como o “vinte e um” e a “slot machine”. Havia dois concorrentes: um homem e uma mulher. Para angariarem mais dinheiro para apostarem nos jogos, havia dois recursos. Um deles era mandar despir as “estrelas internacionais” que vinham de vários pontos da Europa, sendo que cada peça que estas meninas tiravam significava mais crédito na conta dos concorrentes. O outro era os próprios concorrentes darem o corpo ao manifesto e subirem um palco para eles próprios despirem-se e depois continuarem o resto do jogo em roupão. Nos casos mais extremos, elas ficavam de mamas ao léu e em cuecas e eles num maillot tipo fato de banho nos anos 20. Sim, pode-se falar de tratamento desigual, mas como a maioria da audiência era masculina, não deviam haver muitas vozes a insugirem-se contra isso. Eu cheguei a ver senhores de uma certa idade como concorrentes e a terem de relutante e literalmente baixarem as calças em palco. Já as concorrentes eram sempre mulheres ainda relativamente jovens, se bem que algumas não tinham propriamente as formas esculturais das Chin-Chin.
E estas participavam activamente nos jogos mais famosos. Um deles era pura e simplesmente adivinhar qual delas albergava debaixo de soutien um estrela dourada autocolante a cobrir o mamilo (em vez do habitual autocolante do fruto correspondente). O outro era o jogo do “Quente e frio” e a dinâmica era semelhante ao do célebre concurso “Jogo de Cartas” da RTP. Mas em vez de adivinhar se a carta seguinte era para cima ou para baixa, os concorrentes tinham que descobrir se na carta seguinte uma moçoila aparecia com mais ou menos roupa, dizendo “frio” ou “quente”, conforme o caso. Ou melhor, diziam em italiano, “fredo” ou “caldo”. Atrás deles, as Chin-Chin davam os seus palpites para influenciar e/ou confundir, com umas a dizer em coro “Fredo!” e outras “Caldo!”. Pelo menos essas palavras em italiano, elas sabiam.
O último jogo era o da roleta e em caso da vitória, não só o concorrente levava o prémio final (que julgo que era um cruzeiro a sério) como o espectador tinha um bónus. Além das Chin-Chin e das estrelas internacionais, havia uma super-estrela que no final do programa atrevia-se a ir onde as outras não se atreviam, ou seja fazia um strip-tease integral. Nada de muito vulgar, limitava-se a tirar a tanga que todo o outro mulherio mantinha como barreira final.
“Água na boca” dava aos sábados à noite, depois da meia-noite. Nos serões de televisão ao sábado, o “Parabéns” do Herman José reinava supremo. (O Herman, como não podia deixar de ser, chegou a parodiar o “Água na boca”, dizendo que representava o fruto marmelo). Mas não eram os poucos que logo no início da SIC, trocavam a expectativa de saber se os concorrentes do Parabéns ganhariam o prémio final para apreciar o festim de maminhas, qual salada de frutas.
Mesmo na altura, vistas bem as coisas, o programa não tinha mais nada de emocionante e a maioria das piadas do Umberto Smaila perdiam-se na tradução. Mas com tanta animação e cor como o hino e o logotipo da SIC, o canal de Balsemão dava os seus primeiros passos rumo à forma como marcou o panorama audiovisual português para o resto dos anos 90. Era como se de repente, tivesse aparecido mais um novo sabor de Sugus."
O texto do Paulo Neto já tinha sido abordado no cromo sobre o Colpo Grosso:
No Sapo é possível aceder a vários (bastantes) vídeos dos momentos que todos os espectadores aguardavam: o striptease! SAPO - Colpo Grosso
Muito obrigado ao Paulo Neto pelo magnifico texto! Aproveito para dizer aos leitores que podem contribuir com sugestões, ou mesmo textos da vossa autoria, para aumentar a Enciclopédia de Cromos! Basta mencionar no Facebook da Enciclopédia ou para o meu e-mail cine31@gmail.com!
Chicco (1992)
Publicidade aos brinquedos "Chicco, onde há um bebé".
Página retirada da revista "Nova Gente" nº 846 - Dezembro de 1992.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Caderneta de Cromos Nº 1000
Como ainda ontem referi no mural do Facebook da "Caderneta de Cromos", o programa de Nuno Markl e companhia é o mais perto possível de uma máquina do tempo para recuar ao passado, aos melhores momentos da nossa infância, recordar pequenos fragmentos de memórias e sensações guardadas no fundo da nossa "criança interior". Por isso tudo e muito mais, desejo uns grandes PARABÉNS ao Nuno Markl e equipa por alcançarem o mítico programa número 1000! E que venham muitos mais para a grande inspiração deste blog! :D
- [Caderneta de Cromos 1000 - Ouvir/Download do Podcast]
- [Caderneta de Cromos 999.1 - Ouvir/Download do Podcast]
- [Caderneta de Cromos 1000.1 - Ouvir/Download do Podcast]
- Download do desenho em alta qualidade: Cromo 1000 [tamanho 2732x2200 pixels]
Além do bolo, dos mini-mil-folhas e do Cromo 999.1 escrito pela Marta Robinson Pereira e lido em directo pela Ruby Kruss, Nuno Markl foi presenteado com um quadro que além da minha ilustração inclui a letra especial para a música do Tom Sawyer (escrita por Luís Rodrigues) mas dedicada ao Cromo-Mor: Nuno Markl, que foi cantada em directo e parcialmente a capella pelos fãs, no cromo 1000.1!. Bom trabalho equipa liderada pela Fã nº1 Mónica Albuquerque!
| Nuno Markl coloca o quadro oferecido pelos fãs na mesa de trabalho! |
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| Foto da Mónica Albuquerque. |
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| Foto Rádio Comercial. |
Pionner - Mini Hi-Fi (1992)
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Lipton - Venha tomar chá a Londres (1992)
Publicidade aos chás Lipton, concurso "Venha tomar chá a Londres" (1992) que ofereceu 100 viagens à capital inglesa.
Página retirada da revista "Nova Gente" nº 846 - Dezembro de 1992.
Página retirada da revista "Nova Gente" nº 846 - Dezembro de 1992.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Luís Manuel
A Wikipedia é telegráfica ao descrever este artista: "Luís Manuel é um cantor português. Nascido no Algarve, esteve no estrangeiro tendo regressado recentemente.". O Portal Pimba descreve-o como o "Pai do Electro-Musica Popular Alternativa". Pela lista de músicas vintage de Luís Manuel é possível dizer que ele foi a encarnação tuga do duo Modern Talking. Senão, vejamos:
Alguns dias atrás, no mural do Facebook da Caderneta de Cromos, um leitor adicionou a canção "Chamo-me Luís", a versão portuguesa do êxito dos Modern Talking "Brother Louie".
"Chamo-me Luís" (1986):
Não reconheci o cantor, mas o leitor da Enciclopédia Jorge C. Cruz indicou-me o link da Wikipedia onde descobri os sucessos cantados por Luís Manuel: Luis_Manuel_cantor
"Encontro na Praia" (1985) versão de "You´re my heart, you´re my soul" dos Modern Talking:
"Eu e tu, tu e eu" (1985) versão de "You can win if you want" dos Modern Talking:
"Discoteca" versão de "You're a woman, I'm a man" dos Bad Boys Blue:
"Querido Querido Amor" (1986) versão de "Cheri Cheri Lady" dos Modern Talking:
Destaco o pormenor dos coros que acompanham a voz principal.
No Youtube é possível ouvir bastantes dessas músicas: MSFunchal - "Luís Manuel".
Este blog "Musica Portuguesa Gratis - Luis.Manuel" tem mais alguns videos recentes do cantor, que inclui este medley:
Também vale a pena ler o texto do "Portal Pimba".
Segundo o que apurei da minha extenuante pesquisa pela Net, Nuno Markl já abordou o tema "Chamo-me Luís" num programa antigo, provavelmente no " Laboratolarilolela".
Update: depois de uma extenuante pesquisa pelo meu computador encontrei no meio do pó a edição do "Laboratolarilolela" em que Nuno Markl analisa a obra deste cantor.
Poder ouvir no Tumblr do Enciclopédia de Cromos o mp3: Enciclopédia de cromos - tumblr: laboratolarilolela-luis-manuel.
Segundo o que apurei da minha extenuante pesquisa pela Net, Nuno Markl já abordou o tema "Chamo-me Luís" num programa antigo, provavelmente no " Laboratolarilolela".
Update: depois de uma extenuante pesquisa pelo meu computador encontrei no meio do pó a edição do "Laboratolarilolela" em que Nuno Markl analisa a obra deste cantor.
Poder ouvir no Tumblr do Enciclopédia de Cromos o mp3: Enciclopédia de cromos - tumblr: laboratolarilolela-luis-manuel.
sábado, 7 de abril de 2012
Escola de Cozinha (1992)
"Escola de Cozinha", mais de 2.000 receitas, em 14 volumes, pelo preço total de 74.750$00 ou em 25 mensalidade de 2.990$00. Apresentado pelo Chefe Michel, em "colaboração com os mais prestigiados especialistas do mundo da cozinha".
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