domingo, 17 de agosto de 2014

Adventures on Kythera (1991-1992)


"Adventures on Kythera", literalmente "Aventuras em Kythera", foi uma série australiana, dedicada ao público mais jovem.
A "Kythera" (Citera) do título, é a rochosa ilha grega onde decorre as aventuras de um grupo de crianças. O genérico começa com imagens e acordes que todos associamos ás aldeias típicas da Grécia à beira-mar para saltar logo para ritmos electrónicos e uma montagem frenética de cenas de perseguições, corridas e mergulhos no mar. Pelas imagens parece ser uma mistura de "Verão Azul" com "Os Cinco". No Youtube estão disponíveis vários episódios. Nesta época já me interessava por história, arqueologia, e ainda por cima combinado com aventura eu deveria adorar isto. No entanto, não me recordo desta série, provavelmente porque nesta época do ano já estaria a passar os fins de semana na ilha e portanto longe da televisão, para minha grande angústia... A produção decorreu entre 1988 e 1989, mas só foi exibida pela primeira vez em 1991. As cinco crianças exploravam a  ilha em busca de aventuras, tais como o plano para roubar um valioso ícone local, resgatar um  arquelogista raptado, resolver o roubo de antiguidades do museu, uma expedição de mergulho que é complicada por explosões ilegais, e num episódio até se perdem em cavernas.

O genérico inicial:

Curiosamente, o genérico acima é diferente do que está no inicio dos episódios no Youtube (pelos menos os que vi rapidamente):

Em Portugal a exibição de "Adventures on Kythera" começou em 14 de Abril de 1991, em substituição de neozelandesa "As Crianças da Montanha" (na rubrica juvenil de Domingo de manhã "Canal Jovem") e espremida entre os "Harlem Globetrotters" e "Os Jovens Tarta-Heróis"; e estendeu-se até 26 de Maio do mesmo ano, o que segundo as minhas contas representam apenas 7 dos 13 episódios com 26 minutos produzidos. Substituida (na RTP) pela animação "A Pedra dos sonhos".

O elenco principal:
Tik - Rebekah Elmaloglou ("Neighbours", "Mad Max III", "Home and Away")
Zenton - Zenton Chorny ("Deadly Chase")
Molly - Amelia Frid ("Neighbours")
Spike - Garry Perazzo ("Super Esquadra", "Neighbours")
Johnny - George Lekkas
Vincent (o tio da Molly) - Richard Aspel ("Prisoner", "Super Esquadra", "Neighbours")
Philippas - Tassos Ioannides ("In To Deep") que também foi um dos produtores e o compositor da banda sonora.


Surpreendentemente, não parecem ter a tradicional figura do "gordinho" como comic relief. Fiquei curioso para ver alguns dos episódios que estão online no Youtube, e quem sabe talvez depois actualize o artigo com mais detalhes.

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sábado, 16 de agosto de 2014

O Professor Turbo Lento (1988)


As minhas memórias televisivas dos anos 80 são na sua maioria nebulosas ou fragmentadas, apesar da grande importância da televisão na minha infância, visto que sempre preferi ficar em frente ao ecrã a seguir as aventuras do Ulisses 31, por exemplo, do que ir jogar à bola para a rua. E uma dessas memórias incompletas é a do robot XPTO (primo afastado do C-3PO?), que me recordava apenas de nome, e do seu peculiar aspecto. Redescobri hoje a série a que pertencia: "O Professor Turbo Lento". Decerto que a série contribuiu para o meu interesse - e não talento, infelizmente - para engenhocas e ciência. Sou bom a desmontar coisas, mas montá-las de novo correctamente já é outra história...

"O Professor Turbo Lento" (ou "O Professor Turbolento") foi exibido em 1988 aos Domingos no programa matinal "Juventude e Família". A data de estreia - não confirmada - terá sido a 30 de Outubro de 1988.

Sobre esta série infantil, o site oficial da RTP tem a dizer: 
"Com autoria de António Semedo (que também interpreta, juntamente com Cristina Oliveira, Rui de Sá e João Rodrigo), (...) "O Professor Turbo Lento" conta-nos as aventuras de um cientista que, auxiliado pela Calpúnea e pelo XPTO, faz loucas experiências científicas. Para além do lado cómico, a série tem também fortes preocupações didácticas, já que procura ensinar os princípios básicos da ciência às crianças."

O inventor de bigode farfalhudo - o professor "turbolento" do trocadilho do título - é o Professor Pardelhas [interpretado por António Semedo, segundo o IMDB creditado como Tó Semedo (decerto reconhecem a voz do actor de imensos desenhos animados da nossa juventude: Topo Gigio, Dragon Ball, Bia a Pequena Feiticeira, Sailor Moon, Cavaleiros do Zodíaco, por exemplo) que também foi o autor desta série] e o robot XPTO (Rui de Sá, o Egas da Rua Sésamo, O Conde Patrácula, etc) o seu braço direito, que com o seu corpo "metálico" e característico funil na cabeça que parece ter fugido do elenco do Feiticeiro de Oz.

Graças ao "Desenhos Animados" e ao seu canal de Youtube, é possivel contemplar o genérico da série, e ver rapidamente os seus protagonistas:
Foi deste mesmo video que retirei a base da ilustração do topo do post.
No mesmo canal está ainda disponível um excerto de um episódio, que demonstra uma experiência sobre "indicadores químicos de ácidos e de bases", e que inclui outro personagem, o vizinho com cara de garrafão Sr. Jeremias: "O Professor Turbolento" - Excerto.

Actualização: No RTP Arquivos é possível assistir online a 11 episódios de "Turbolento" [link].


Noutros créditos, a realização esteve a cargo de Fernando Midões, e a produção de Maria Otília Ribeiro, e a indicação de João Rodrigo (Caixa Alta, Os Malucos do Riso) e Cristina Oliveira (Origens, Palavras Cruzadas, Aqui Há Fantasmas, etc) no elenco, esta última como Calpúnea (ou Calpúrnia), o alvo do amor do Professor Pardelhas.

Em assunto relacionado, durante a minha passagem pela universidade, era recorrente o uso da "Empresa XPTO" nos exercícios e testes, que sempre me fazia recordar o robot...

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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O Dia da Independência (1996)


Quando escrevo este texto prepara-se a estreia da primeira sequela para 2016, vinte anos depois da estreia deste original, o famoso "O Dia da Independência" ("Independence Day" ou "ID4"). Quando o fui ver ao cinema, estava já perto do final da adolescência e o meu interese por cinema era bem recente, fui á sala com objectivo de ver coisas irem pelo ar. E não fui desiludido, bem pelo contrário. Um filme divertido, uma amálgama/homenagem a décadas de ficção cientifica, desde os clássicos e chungaria do sci-fi no cinema, livros e BD, aos cards do Mars Attacks. A sinopse é simples: invasão alienígena. Os nossos protagonistas: o Príncipe de Bel-Air foi à tropa, A Mosca Que veio do Parque Jurássico, O Capitão Lone Starr, outros secundários e um cão à prova de fogo. E todos juntos vão esmurrar ETs, infectar computadores alienígenas com um Apple Macintosh Powerbook 5300, participar numa gigantesca batalha aérea e vingar-se dos anos de raptos e sondas anais.

A visão das naves quilométricas a rumarem à superficie do planeta e a lentamente emergirem das nuvens explodiu as minhas sinapses. Naves de 25 quilómetros pairam sobre os pontos mais turisticos do planeta? Pois os extraterrestres têm direito a apreciar a paisagem do planeta que estão prestes a dominar, depois de uma viagem longa sem pausas para a casa de banho. A grande falha dos ETs foi não terem o antí-virus actualizado. Talvez na sequela tenham mais cuidado.
Ainda fico com os pelos eriçados ao ver esta cena!
Excelente trabalho de (grandes) miniaturas detalhadas e pirotecnia em geral, ainda uma delicia de contemplar nos dias de hoje, mesmo aqueles CGI já um pouco manhosos para os olhos de espectadores do século XXI. 
"Olha bem filho: naves gigantescas em chamas com milhões de ETS comunistas a bordo! Hoje foi um bom dia."
 Em termos de banda sonora, o compositor David Arnold não criou um tema tão memorável quanto o do anterior êxito "Stargate", mas algo com maior escala, em ressonância com a descomunal dimensão do filme realizado por Roland Emmerich, produzido por Dean Devlin e escrito por ambos.
Apesar do clichés que se amontoam e da vertente "patriótica" - que um "não-americano" pode apreciar ironicamente - o resultado final é um blockbuster com alma e carisma. Revejo sempre que passa na TV.



Tomem lá o trailer, para o caso de viveram hà décadas debaixo de uma rocha sem TV:



Já agora, ouçam a minha participação no Podcast VHS dedicado ao "Independence Day":

http://cine31.blogspot.com/2014/04/vhs-podcast-do-dia-da-independencia.html


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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Bekunis (1983)

Anúncio quase idêntico a um da mesma marca que já publicámos há algum tempo (aqui), no entanto tenho a impressão, que o que neste reclame de 1983 o era uma foto, no de 1985 uma ilustração; e a ilustração de 1985 é aqui uma foto. Comparem: "Bekunis - Chá 0 e 4 (1985)".
Destaco aliás o facto da marca "Bekunis" manter virtualmente as mesmas embalagens desde então: "Google Images - Bekunis"

Publicidade retirada da revista "Nova Gente" nº 336, de 23 de Fevereiro de 1983.


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domingo, 10 de agosto de 2014

Dicionário Michaelis e Dicionários Tecnicos (1983)

Novo "Michaelis" Dicionário Ilustrado (4 volumes)  e "Dicionários Técnicos" (6 volumes: Ecologia, Biologiam Psicologia, Geologia e Mineralogia, Física e Matemática), com custo de - respectivamente - 4295$00 e 3400$00. Clique sobre a foto para aumentar a imagem e ler mais detalhes.

Publicidade retirada da revista "Nova Gente" nº 336, de 23 de Fevereiro de 1983.


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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Lubritex (1983)


Mais um anúncio "Lubritex", o mais antigo até ao momento. Os outros, de 1988, pode ver consultar nos seguintes links:
Este anúncio é o menos abstracto, incluindo uma ilustração e detalhes técnicos de um automóvel Opel Kadett 1200.

Publicidade retirada da revista "Nova Gente" nº 336, de 23 de Fevereiro de 1983.


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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Farandol L'Oreal (1983)

"Farandol", coloração L'Oréal.

Publicidade retirada da revista "Nova Gente" nº 336, de 23 de Fevereiro de 1983.


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