sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Concurso Sumos Compal (1985)


Publicidade ao "Concurso Sumos Compal" de 1985.
O próprio anúncio já incluía uma das letras a recortar - também das embalagens dos sumos - para participar no Concurso.
Os prémios, além dos milhares de puzzles, incluíam "dezenas de computadores e bicicletas", mais concretamente 50 computadores "Timex Spectrum 48K" e 50 Bicicletas "Órbita". Tinha impressão que os computadores pessoais da Timex eram clones dos Spectrum da Sinclair, foi olhar na Wikipedia que a Timex e a Sinclair fizeram uma parceria para lançarem juntos novas máquinas baseadas nos anteriores da Sinclair que já eram produzidos pela Timex, incluindo a Timex Portugal, mas talvez algum leitor mais conhecedor possa esclarecer, porque na ilustração realmente parece um ZX Spectrum tradicional...

E claro não podia faltar o slogan: "Compal é mesmo natural".

Imagem Digitalizada da revista "As Melhores Histórias" Nº 7 (9 Agosto 1985) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Mickey Story - Caderneta de Cromos (1985)


Publicidade à caderneta de cromos da Panini "Mickey Story", a História do Rato Mickey. A colecção era composta de 360 cromos autocolantes e cada carteirinha de 6 cromos custava 15$00.


Imagem Digitalizada da revista "As Melhores Histórias" Nº 7 (9 Agosto 1985) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Pateta & Companhia (1985)

Publicidade de 1985 à revista mensal "Pateta & Companhia", com 64 páginas e 90$00 de preço de capa.


Imagem Digitalizada da revista "As Melhores Histórias" Nº 7 (9 Agosto 1985) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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Quem Manda Sou Eu! (1991)

por Paulo Neto

Como já referi algumas vezes, o início dos anos 90 foi muito fértil em termos de ficção televisiva nacional com a RTP a exibir várias séries de diversos géneros e formatos. A série de que eu vou falar hoje também pertence a esse período e lembro-me de segui-la com regularidade quando foi exibida na RTP1 aos sábados à tarde e uma recente reexibição na RTP Memória ajudou a avivar memórias. Pelo que me recordava da série, o que eu mais gostava era da química entre o quarteto protagonista. 



"Quem Manda Sou Eu" tinha várias particularidades que a fazia distinguir das outras séries: a sua estrutura e dinâmica era semelhante às das sitcoms americanas, tinha como centro da trama uma família em que os pais eram divorciados (algo ainda raro de se ver em televisão na altura) e os seus dois jovens protagonistas eram os filhos de Tozé Martinho, que era o produtor. Os textos eram da autoria de Manuel Arouca e a direcção de actores esteve a cargo de Armando Cortez. Segundo Tozé Martinho, este projecto foi inicialmente feito para a prateleira da RTP, mas após a apresentação dos sete primeiros episódios, a RTP comprou logo o projecto e encomendou os seis episódios restantes. Os 13 episódios foram exibidos originalmente entre 2 de Fevereiro e 27 de Abril de 1991.



Mas vamos à história: Inês (Rita Martinho) é uma adolescente muito precoce e inteligente cuja maturidade leva-a por vezes a ser ela a mandar na família quando a situação é crítica (daí o título), ao passo que o seu irmão Duarte (António Martinho) é um cábula preguiçoso e boémio. No entanto, os dois irmãos têm uma grande cumplicidade e costumam unir forças. Isto porque ambos mantêm a esperança que os seus pais Salvador (Vítor de Sousa) e Joana (Guida Maria) voltem a casar de novo. O que não é fácil pois os dois se separaram de comum acordo e estão convictos em seguir em frente com a vida e em só lidar um com outro no que diz respeito aos filhos. Publicitário bem-sucedido, Salvador quer aproveitar a sua nova vida de solteiro para sair com mulheres mais novas e Joana, apesar da sua vida desregrada e de estar sempre a mudar de emprego, também vai tendo os seus namorados. Só que Inês e Duarte não estão pelos ajustes e fazem tudo para afastar os pretendentes dos pais. Por vezes esses planos passam pelos dois irmãos vestirem-se de espiões ou detectives para achar algum podre naqueles e aquelas que andam com os pais. E muitas vezes, sai o tiro pela culatra com resultados hilariantes.



Ao longo dos treze episódios, a série contou também com participações de nomes como Armando Cortez, Manuela Maria, Julie Sargent, José Raposo, Maria João Abreu, Igor Sampaio, Carlos Areia, Maria João Lucas, Sofia Sá da Bandeira, Peter Michael e João Baião.

Tanto Rita como António Martinho tinham feito pequenas participações em projectos anteriores do pai, como "Palavras Cruzadas", "Os Homens da Segurança" ou "Ricardina e Marta", mas apesar de protagonizarem esta série, já na altura os dois referiam que não pretendiam levar avante uma carreira na representação. Rita Martinho só voltou a ser vista na série "Catavento" e em dois episódios da série de adaptação dos livros da colecção "Uma Aventura" (uma das autoras, Ana Maria Magalhães, é a sua tia). Já António Martinho passou para o lado de lá das câmaras, tendo sido operador de câmara e mais tarde realizador em várias séries e telenovelas. 


O site "Brinca Brincando" (de onde são retiradas estas imagens) refere também maneira curiosa como a produção ocultava as marcas comerciais.





Os 13 episódios da série estão disponíveis no Dailymotion. Eis alguns deles:


Episódio 1


Episódio 2
 

 Episódio 8
 

 Episódio 12
 


A série também se encontra disponível na íntegra na RTP Arquivos: https://arquivos.rtp.pt/programas/quem-manda-sou-eu/

domingo, 3 de setembro de 2017

Gelados Dá Cá - Colecção Disney (1985)

Nos primórdios da Enciclopédia recordei os "Gelados Tá Tá", uma das marcas que vendia gelados dentro de bolas de plástico. Hoje publico esta publicidade dos "Gelados Dá Cá" ("Dá Cá", "Tá Tá", como o ovo e a galinha, qual nasceu primeiro? Tenho as minhas suspeitas.) que encontrei no meu arquivo de revistas:
Décadas antes de o Dr. Hannibal Lecter fazer algo semelhante, já a petizada portuguesa se deliciava a devorar gelado da cavidade cranial das suas personagens preferidas. Segundo as ilustrações do anúncio - que até inclui as instruções para desfrutar destes gelados, que também davam para brincar e coleccionar - os modelos existentes eram o Tio Patinhas, o Mickey, o Pateta, a Margarida e o Donald.
E além desta colecção de personagens Disney a que tirar a tampa, a mais famosa dos Gelados Dá Cá será o conjunto de mosqueteiros de "Dartacão e os Moscãoteiros". Uma foto que encontrei na Internet há algum tempo:
Curiosamente, a figura de cartola é a cabeça do Pato Donald com o chapéu do Tio Patinhas!
Espero um dia encontrar a publicidade a estes gelados do Dartacão.

Imagem Digitalizada da revista "As Melhores Histórias" Nº 7 (9 Agosto 1985) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

A morte da Princesa Diana (1997)



Há alguns meses o Paulo Neto falou do acidente que em 31 de Agosto de 1997 vitimou a Princesa Diana como o "acontecimento desse ano que mais abalou o mundo". E sou obrigado a concordar.
Recuando ao ano de 1981, o casamento do Príncipe Carlos e Diana Spencer trouxe um pouco do mundo dos contos de fadas para o mundo real, uma cerimónia transmitida a cores por satélite para cerca de 1000 milhões de espectadores [vídeo], numa década escura com a ameaça da guerra fria. Mas o conto de fadas da bela jovem que casou com o príncipe durou pouco. Apesar de nos primeiros anos publicamente tudo parecer bem, os boatos de complicações e traições encontraram o caminho das páginas dos tablóides. E em 1992 o casal separou-se oficialmente.
Como o acidente foi num Domingo eu soube provavelmente pela rádio, na ilha onde a família estava durante as férias grandes. 
Na época fez-me muita impressão e pena tudo a que os filhos da ex-princesa foram sujeitos no meio do circo mediático.


Era muito novo para recordar o casamento mas ao longo dos anos vi certamente as imagens, mas imagino que a minha primeira lembrança a sério de Diana seja não dos sucessivos casos e escândalos (relatados desde finais dos anos 80 pela imprensa sensacionalista no Reino Unido e que eram ecoados na imprensa nacional, principalmente nas publicações "cor de rosa" que as senhoras da família compravam, e compram) mas pelo fascínio que a carinhosamente apelidada Lady Di exercia no "povo", das cerimónias onde fazia presença, a sua figura sempre elegante, no seus envolvimento com causas humanitárias e o seu activismo contra os flagelos da SIDA, das minas terrestres, etc.


Depois do casamento mais famoso do século - que deu frutos na forma dos Príncipes Harry e William - veio o divórcio mais famoso. Mas, ao contrário do que seria de esperar, toda a atenção e especulação em torno de Diana, ainda Princesa de Gales, não diminuiu depois do divórcio consumado, continuando a alimentar uma indústria que vive de boatos, escândalos, supostos amantes antes e depois do casamento. E nem na morte as teorias da conspiração pararam. Lembro-me bem das horas de transmissões em directo na televisão com os destroços do carro onde seguia Diana.


Além da Princesa também faleceram no desastre o seu namorado Dodi Al-Fayed (o  empresário egípcio herdeiro dos famosos Harrods) e o condutor Henri Paul (que estaria ao volante sob efeito de álcool e anti-depressivos). O único sobrevivente foi o guarda-costas de Fayed, Trevor Rees-Jones que apesar do cinto de segurança lhe ter salvo a vida, não impediu graves ferimentos na cabeça.


Oficialmente, além da negligência do condutor também foram indicados como causa do acidente os sete papparazis que perseguiam de moto o carro até ao mesmo embater brutalmente num dos pilares de suporte do túnel da Ponte de L'Alma, em Paris. Até hoje, a classe dos papparazis nunca mais foram vistos do que como abutres capazes de tudo para uma foto.


Reportagens da SIC e TVI:






Mas o mau gosto e exploração da morte não se limitou à imprensa tablóide e à mainstream, como comprova esta reportagem sobre o aproveitamento do acidente numa campanha do representante da Volvo em Macau:





Outra forma que o desaparecimento da Princesa do Povo marcou o globo foi o monumental êxito da versão de "Candle in the Wind" que o amigo de Diana, Elton John cantou no funeral, em 6 de Setembro de 1997. A canção foi retocada a partir do tema que homenageava Marilyn Monroe.
"Candle in the Wind 1997":



Ao vivo nas cerimónias fúnebres:


E duas décadas passadas da morte de Diana, a sua vida ainda continua a vender livros, jornais e revistas, como prova mais um dos artigos recuperados recentemente, neste caso de promoção a uma biografia lançada em 2007, apostado em desmontar a imagem de ingénua e vítima da Princesa. Sábado - "O lado mais negro da princesa Diana".

A foto no topo do artigo foi gentilmente cedida por Bruno Duarte, do Grand Temple e Cine31.



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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Disney Especialíssimo (1991)


Com o mesmo número de páginas do "Show Disney", o "Disney Especialíssimo" saia em meses intercalados com o mesmo "Show Disney", pela módica quantia de 700$00. Gosto do slogan "É de partir o côco a rir!".

Imagem Digitalizada da revista "Edição Extra" Nº 23 (24/09/1991) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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terça-feira, 29 de agosto de 2017

O 5º Elemento (1997)


"O 5º Elemento" (ou "O Quinto Elemento". "Le Cinquiéme Element", "The Fifht Element"), filme francês mas falado em inglês e com estrelas internacionais estreou no pais natal em Maio de 1997 e em Portugal a 29 de Agosto de 1997.
O Trailer:


Este filme de ficção cientifica de finais dos anos 90 é dos meus favoritos do género. Realizado por Luc Besson, é um assumido pastiche de inúmeras obras (que Besson começou a construir em 1975, quando ainda era adolescente) mas com um cunho visual próprio, marcado muito pelos estilos de Jean Giraud (Moebius) e Jean Claude Mezieres (um dos criadores de "Valerian", adaptado ao cinema em 2017 por Luc Besson) e o guarda roupa de famoso estilista de alta-costura Jean Paul Gaultier.

Creio que foi uns meses antes de ir ao cinema assistir a "O 5º Elemento" vi numa cassete VHS que comprei numa feira de velharias o primeiro sucesso de Besson, "Vertigem Azul" (1988) antes dos mais conhecidos "Nikita - Dura de Matar" (1990) e "Leon: O Profissional" (1994).

O século XXIII, onde a maioria do filme decorre, é tecnológico e sujo, mas apesar de toda a poluição abunda a cor e diversidade, e o argumento não tem medo de recorrer ao humor. A sinopse é simples, no futuro surge no espaço um antigo Mal percorre o sistema solar rumo ao planeta Terra. Os Mondoshawans, os bizarros guardiões dos cinco elementos essenciais para derrotar essa monstruosidade são atacados pelos guerreiros Mangalores e mais tarde a única sobrevivente é reconstruída por cientistas terráqueos.


Desorientada, a poderosa Leeloo (Milla Jovovich, "Regresso à Lagoa Azul") foge das instalações em Nova Iorque onde renasceu e envergando pouco mais que umas ligaduras brancas salta de um arranha-céus para o táxi aéreo de Korben Dallas (Bruce Willis, "Assalto ao Arranha Céus", "Modelo e Detective"). 

Depois da confusão inicial Korben conduz LeeLoo a Cornelius (Ian Holm, "Alien, O Oitavo Passageiro") o padre que é o contacto dos Mondoshawans na Terra.


Leeloo revela que ela é o quinto elemento e que as pedras contendo os outros elementos estão a bordo de um luxuoso cruzeiro espacial. Korben é instruído pelo seu antigo superior militar para viajar disfarçado e recuperar as pedras. 

Claro que o plano não corre bem e vai ser uma corrida contra o tempo e as forças do pérfido (e divertido) Jean-Baptiste Emanuel Zorg (Gary Oldman, "Dracula", "Perdidos no Espaço") e dos Mangalores, para impedir que o Mal triunfe. 

Outra das referências - ou coincidências - é que tal como no desenho animado "Capitão Planeta" (1990-96) aos quatro elementos tradicionais junta-se outro, no Capitão Planeta o "Coração" e no "Quinto Elemento" o "Amor".
Durante um segundo ainda esperei ver sair da união dos cinco elementos o próprio Capitão Planeta....


E claro, o Jar-Jar Binks do filme, o irritante animador Ruby Rhod (um ainda desconhecido Chris Tucker). Pronto, ao principio estranha-se, mas depois entranha-se. Salvo seja.


Resumindo, um fita bem divertida, muito imaginativa, com cenários e designs invulgares, excitantes cenas de acção, actores super-carismáticos e à vontade com toda a loucura futurista, uma bela banda sonora a cargo de Eric Serra (colaborador habitual de Besson).



E aquela cena da ópera-espacial-alienígena, magnifica! Daqueles filmes que revejo sempre que passa na TV.

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