quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Colectânea N.º 1 (1995)

por Paulo Neto

Entre os "Jackpots" e "Polystars" dos anos 80 e a actual série NOW, nos anos 90 a principal série de colectâneas de êxitos musicais em Portugal foi sem dúvida a série "Número 1" que durou entre 1991 e 1996 e que reunia grande parte dos hits da altura num só disco, daí que fossem sempre campeãs de vendas. Em termos de compilações, só mesmo as inúmeras colectâneas de dance-music da Vidisco faziam-lhes frente. A série também era popularmente conhecida como "Fido Dido" porque era hábito que a simpática mascote da 7Up ilustrasse a capa de muitos dos volumes da série, se bem que não de todos. Inclusivamente, recordo-me que a edição do Natal de 1994 tinha antes o célebre Sonic na capa. A série, que constituía uma pareceria entre algumas das maiores editoras discográficas da altura (Sony Music, BMG, EMI-Valentim de Carvalho), editava dois volumes por ano, um no Verão e outro no sempre apetecível período natalício.

Eu tive alguns volumes dessa série. Um dos mais populares foi aquele editado no Verão de 1995, um daqueles em que Fido Dido abrilhantou a capa e que recebi de presente dos meus pais por ter concluído o 9.º ano.





Este volume continha dois CD, cada qual com catorze faixas e reunia muitos daqueles que tinham sido os maiores hits desse ano de 1995. Quantas dessas músicas ainda se recordam.

CD 1
1. Back For Good - Take That: O CD 1 começava com um dos maiores hits da pioneira boyband britânica Take That, o seu único grande êxito nos Estados Unidos e um dos marcos na baladaria dos anos 90. Mas a partir daí as coisas entraram em curva descendente, com a saída de Robbie Williams do grupo e os restantes membros a prolongarem as actividades do grupo até ao ínicio de 1996. Como é sabido, Robbie Williams viria a ter uma fulgurante carreira a solo e os outros membros concretizaram um inesperadamente bem-sucedido regresso em 2006 que se prolonga até hoje, que até incluíu a participação de Williams num dos álbuns.  
2. Think Twice - Céline Dion: A diva canadiana era até então conhecida sobretudo por ter vencido o Festival da Eurovisão de 1988 pela Suíça e por ter cantado o tema do filme da Disney "A Bela e O Monstro", mas foi em 1995 que Céline Dion seria definitivamente catapultada para estrelato global com "Think Twice", que fez disparar as vendas do álbum "The Colour Of My Love", editado originalmente em 1993. Além de ter sido amplamente utilizado nos programas de cantorias da altura, o videoclip onde Dion, enrolada apenas num lençol, tentava resolver os seus problemas amorosos com um artista de esculturas de gelo ficou na memória. 
3. The Conquest Of Paradise - Vangelis: Este tema composto pelo compositor de "Momentos de Glória" e "Blade Runner" para o filme "1492 - A Conquista", um dos dois filmes sobre a descoberta da América por Cristóvão Colombo que saíram no ano de 1992, teve um inesperado ressurgimento anos mais tarde. Tudo começou na Alemanha, quando o pugilista germânico Henry Maske passou a utilizar o tema para a sua entrada na arena antes dos seus combates. O renovado interesse do público pelo tema espalhou-se da Alemanha para outros países europeus, Portugal incluído. Aliás, seria também utilizado na campanha do PS para as eleições legislativas de 1995 e ainda há quem se refira à faixa como "a música do Guterres".   
4. Non C'é - Laura Pausini: Como já escrevi há alguns anos, em meados dos anos 90, assistia-se em Portugal a um renovado interesse pela música italiana que coroou Eros Ramazzotti e Laura Pausini como o rei e a rainha do top nacional. Editado no seu país em 1993, o álbum de estreia da italiana só chegaria a Portugal no final de 1994, mas não se perdeu nada pela demora, com canções como o avassalador "La Solitudine" e este "Non C'é" a dominarem as rádios nacionais.     
5. Here Comes The Hotstepper - Ini Kamoze: o jamaicano Ini Kamoze viu-se com um inesperado hit global devido à inclusão do seu tema "Here Comes The Hotstepper" ter sido incluído no filme "Prêt-À-Porter" de Robert Altman, que se debruçava sobre os bastidores do mundo da moda e que tinha um elenco luxuosíssimo (Sofia Loren, Marcello Mastroianni, Kim Basinger, Julia Roberts e é so para começar) e vários cameos de conhecidos estilistas e manequins. Não se tardou a que a vida imitasse a arte e este tema também fosse utilizado em desfiles de moda. Os célebres "na na na na" foram originalmente usados no tema de 1963 "Land Of 1000 Dances".
6. No More "I Love You"s - Annie Lennox: Depois do sucesso do seu primeiro álbum a solo "Diva" (1992), a cantora escocesa, famosa por ser a metade feminina dos Eurythmics, lançava um novo álbum a solo "Medusa", constituído por integralmente por covers de canções. O primeiro single foi este "No More «I Love You» 's", originalmente gravado em 1986 pelos The Lover Speaks, mas a versão de Lennox foi bem mais sucedida, tendo mesmo ganho um Grammy. Célebre também é o videoclip em que Lennox se fazia acompanhar por quatro bailarinas travestis.  
7. She's A River - Simple Minds: A banda de "Don't You Forget About Me" continuava então bem activa  mas este "She's A River", do álbum "Good News From The Next World", acabou por ser o seu último grande hit. No entanto, os Simple Minds continuam a tocar um pouco por todo o mundo e a editar discos, com o seu último álbum, "Big Music" a sair em 2014. 
8. Independent Love Song - Scarlet: As Scarlet eram duo pop/rock britânico composto por Cheryl Parker e Jo Youle que em 1995 tiveram direito aos seus quinze minutos de fama onde foram uma "two hit wonder" graças ao fortíssimo refrão deste "Independent Love Song" e o single seguinte "I Wanna Be Free". O duo separar-se-ia em 1996 após o fracasso dos singles subsequentes e do segundo álbum.  
9. Whoops Now - Janet Jackson: O álbum de 1993 "janet." foi um marco na carreira de Janet Jackson, não só por ser um dos seus comercialmente mais bem sucedidos, como por marcar a fase onde a irmã de Janet Jackson roumpeu com a imagem conservadora que tinha até então, abordando francamente temáticas sexuais. Este "Whoops Now", um tema alegremente despretensioso com algumas influências Motown, foi a última gota a ser espremida do respectivo opus. 
10. I've Got A Little Something For You - MN8: Outro grupo britânico que em 1995 viveu os seus minutos de glória. Misto de boyband e grupo hip hop/r&b, os MN8 gozaram de algum sucesso na Europa nesse ano, sobretudo com este mesmíssimo tema. Porém nos anos seguintes, o sucesso não teve continuidade e o grupo dissolveu-se em 1999. 
11. Vulnerable - Roxette: os suecos Roxette sempre tiveram queda para a baladaria e esta, incluída no álbum "Crash! Boom! Bang!", tem a particularidade ser das poucas cantadas pela parcela masculina do duo, Per Gessle, em vez dos habituais chilreios de Marie Fredriksson.  
12. Be My Lover - La Bouche: os La Bouche, duo americano radicado na Alemanha composto por Melanie Thornton e Lane McCray, já tinham tido um hit em 1994 com "Sweet Dreams" mas seria o single seguinte "Be My Lover" que se tornaria um clássico dance-pop da década de 90 (quem nunca trauteou o "la la la ri la la la..." inicial?). O duo conheceu sucesso por mais algum tempo na Alemanha. Melanie Thornton iniciou depois uma carreira a solo em terras alemãs bruscamente interrompida quando morreu num desastre aéreo em 2001. Lane McCray ainda actua ocasionalmente sob o nome La Bouche com outras parceiras.    
13. Mariana - Diva: O grupo de Natália Casanova já tinha deixado a sua marca com o clássico de 1989 "Amor Errante". O segundo álbum finalmente surgiu em 1995 e o tema principal foi este "Mariana", dedicado à filha de Natália Casanova. 
14. In Existence - Beautiful World: Já falei sobre este tema cantado em swahili neste tópico

CD 2
1. Scatman (New Radio Edit) - Scatman John: Um dos êxitos que marcaram o ano de 1995 veio da proveniência mais inesperada. O épico euro-dance composto dos contorcionismos vocais de um músico jazz de 50 anos, cuja letra falava de como lidava com a sua gaguez, foi um êxito mundial e o Scatman John Larkin chegou a actuar em Portugal no programa da RTP "Zona Mais", apresentado por Carlos Cruz. O single seguinte "Scatman's World" e o álbum do mesmo nome ainda tiveram algum sucesso mas o disco seguinte passou quase despercebido. Infelizmente Larkin faleceu em 1999. A versão do tema incluída na compilação não era aquela que é a mais conhecida, mas uma nova remistura.
2. Nadar (SDL Hip Hop Remix) - Black Company: O primeiro grande hit do hip hop nacional já foi falado neste tópico. Tal como no tema anterior, não é a versão original que foi incluída neste CD mas sim uma remistura.
3. Cotton-Eye Joe - Rednex: Outro clássico do ano de 1995. Os suecos Rednex descobriram a pólvora ao misturar country com euro-dance. O resultado era um pouco como misturar vinho com Coca-Cola, mas inesperadamente entranhava-se mais do que se estranhava. Seguiram-se alguns hits de sonoridade semelhante mas em Portugal, além deste "Cotton Eye Joe", o grupo é mais lembrado também pela balada "Wish You Were Here". Os Rednex continuam ainda no activo e são particularmente populares na Roménia, onde até já tentaram ir ao Festival da Eurovisão por aquele país. 
4. Holding On To You - Terence Trent D'Arby: Como se pode ver no alinhamento desta compilação, existiam na altura várias estrelas dos anos 80 em busca de mais alguns fogachos de fama em meados da década seguinte. Era o caso de Terence Trent D'Arby (ou como dizia o meu tio, o Terence da Arábia), autor de hits como "Sign Your Name" e "Wishing Well". Para o seu álbum de 1995 "Vibrator", D'Arby surpreendeu com uma radical mudança de look, trocando as suas famosas tranças por um corte a pente 2 regado com água oxigenada. Já a sua voz continuava em grande forma. Embora longe da glória de outrora, Terence Trent D'Arby continua activo na música e até tem as suas tranças de volta, mas desde 2001 que responde pelo nome de Sananda Maitreya.  
5. Unchained Melody - Robson & Jerome: "Unchained Melody" é uma das canções mais gravadas de sempre com mais de 500 versões em diferentes línguas. Foi originalmente gravada em 1955 por Todd Duncan para "Unchained", um filme pouco conhecido de temática prisional. A versão mais famosa é sem dúvida aquela gravada em 1965 pelos Righteous Brothers, popularizada pelo filme "Ghost- Espírito do Amor". Em 1995, o célebre produtor Simon Cowell, ainda longe de se imaginar o rei dos júris de talent shows, convenceu dois actores ingleses Robson Greene e Jerome Flynn a gravarem uma versão do tema. A versão acabou por ser o single mais vendido de 1995 no Reino Unido e permanece como um dos mais vendidos de sempre naquele país. Robson e Jerome iniciaram então uma breve carreira como popstars interpretando clássicos dos anos 50 e 60 até voltarem à representação. Jerome Flynn é actualmente conhecido pelo seu papel de Bronn em "Game Of Thrones".  
6. Stay - Eternal: Formadas em 1993, as Eternal foram um resposta britânica aos grupos r&b americanos da altura como as En Vogue e as SWV. Este "Stay" foi o seu primeiro single mas só em 1995 é que chegou ao éter nacional, quando até uma delas, Louise Nurding, já tinha deixado o grupo com uma carreira a solo fisgada. Os restantes membros (Kelle Bryan e as irmãs Easther e Vernie Bennett) continuaram mais uns anos como trio, tendo em 1997 conseguido o seu maior hit com "I Wanna Be The Only One". O grupo terminou em 2000, quando já só integrava as irmãs Bennett, mas estas e Kelle Bryan têm feito algumas actuações esporádicas desde 2013.    
7. Whatever - Oasis: 1995 foi o ano do surgimento da britpop, com várias bandas rock britânicas a florescerem que nem cogumelos, criando novas sonoridades. A liderar o movimento estavam os Oasis que deixaram a sua marca logo no primeiro álbum "Definitely Maybe" de 1994. Antes de oficialmente lançarem o segundo álbum, "(What's The Story) Morning Glory", que seria um dos álbuns que marcaram a década de 90, os irmãos Gallagher e companhia editaram o tema inédito "Whatever", que com seis minutos e vinte segundos, era o tema mais longo da compilação. O tema foi utilizado em 2012 para a campanha dos 125 anos da Coca-Cola.
8. Perfume - Entre-Aspas: A banda algarvia tinha-se feito notar com o seu álbum de estreia de 1992 "Entre S.F.F.", nomeadamente com os temas "Visita" que foi o tema da série da RTP "A Esfera Ki" e sobretudo o contagiante "Criatura Da Noite". Agora para os Entre Aspas, era tempo para promoverem o segundo álbum "Lollipop" do qual este "Perfume" foi o tema que se destacou. Mal sabiam que anos depois, iriam colher uma pequena flor.     
9. Undecided (Deep Radio Mix) - Youssou N'Dour: O David Martins já falou aqui do esplendoroso "7 Seconds", dueto entre Youssou N'Dour e Neneh Cherry. Na onda do sucesso do tema, o álbum de  N'Dour "The Guide" mereceu alguma atenção junto do público, destacando-se este "Undecided". A versão mais conhecida é aquela produzida pelos Deep Forest, conhecido projecto de world-music, e como em equipa que ganha não se mexe, também contava a participação de Neneh Cherry a fazer coro.   
10. Open Your Heart - M-People: Desde 1991 que os M-People vinham assinando vários temas bem-dispostos, numa mescla de pop, dance, soul e jazz, tudo polvilhado pela poderosa voz de Heather Small. Este tema não será dos maiores hits da banda, como "Moving On Up" e "Search For The Hero" mas é bem ilustrativo do seu repertório. Apesar de não terem editado mais nenhum álbum de originais desde 1997 e de uma carreira a solo de Heather Small desde 2000, os M-People ainda continuam semi-activos e ainda actuam esporadicamente.   
11. Bubbling Hot - Pato Banton: Nascido em Birmingham sob o nome Patrick Murray, o artista reaggae Pato Banton iniciou a sua carreira em 1982 mas o seu ponto alto foi em 1994 quando a sua versão de "Baby Come Back" dos Equals chegou ao 1.º lugar do top britânico. Este "Bubbling Hot" foi um dos singles subsequentes.    
12. The First The Last Eternity (Till The End) - Snap feat. Summer: Ao terceiro álbum "Welcome To Tomorrow", já ficava claro que os tempos de hits esmagadores como "The Power" e "Rhythm Is A Dancer" já estavam para trás, mas o colectivo alemão Snap! ainda conseguiu fazer-se notar com este novo disco, sobretudo devido à faixa-título e este tema. Os Snap! ainda continuam activos mas só têm conseguido alguma notoriedade com novas versões dos seus antigos hits. (Por exemplo três versões de "Rhythm Is A Dancer" editadas em 1996, 2003 e 2008).  
13. Gente Comme Noi - Spagna: a cantora italiana Ivana Spagna conheceu algum sucesso internacional em 1987 com os hits "Easy Lady" e "Call Me", em cujos videoclips passeava a sua estratosférica cabeleira loura. Mas desde então que a sua carreira tem-se restringido ao seu país natal. Porém em 1995, o seu tema "Gente Comme Noi" com o qual conseguiu o terceiro lugar no Festival da San Remo desse ano, teve alguma rodagem nas rádios portuguesas.   
14. Tell Me When - Human League: Para terminar mais uma banda dos anos 80 que ainda procurava queimar alguns cartuchos na década seguinte. A saber, os Human League, autores de clássicos eighties como "Don't You Want Me", "Human" ou "(Keep Feeling) Fascination". Os Human League tiveram um breve regresso à forma com o álbum "Octopus", do qual este "Tell Me When" foi o single principal, que até inspirou a redescoberta dos seus hits anteriores num subsequente álbum best of e uma nova versão de "Don't You Want Me".  

Playlist das 28 canções:


Fanta (1983)


Num cromo recente revimos a publicidade à chegada dos refrigerantes Coca-Cola e Sprite na versão em lata. Do mesmo grupo Coca-Cola foi lançada uns meses depois, em 1983, outro refrigerante, também enlatado: Fanta, cuja publicidade podem ver na imagem acima. A lata, a escorrer frescura entre laranjas é sobrevoada por um pequeno avião pilotado por um palhaço com a mensagem "Fanta chegou!".
Apesar de só ter chegado a Portugal em 1983, a origem da bebida remonta a 1941, quando na Alemanha do Terceiro Reich se criou esse novo refrigerante devido à dificuldade de obter ingredientes para a confecção da Coca-Cola.

Publicidade retirada da revista Pato Donald Nº 58, de 1983. 


Uploader original desconhecido. Imagem Editada e Recuperada por Enciclopédia de Cromos.

Caro leitor, pode falar connosco nos comentários do artigo, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"Visite-nos também no "Tumblr - Enciclopédia de Cromos".

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Croquete e Batatinha - Palhaços à Solta (1982)


Nunca tive medo de palhaços - "coulrofobia" se quisermos ser snobs - mas, sempre os achei...bizarros à falta de melhor palavra. Visto que fui ao circo apenas uma, ou duas vezes enquanto criança, os palhaços que me deixaram essa impressão incómoda foram os da tv. E a foto deste anúncio não contribui para diminuir essa sensação, pelo contrário:


A Wikipédia indica que o programa "Palhaços á solta" é de 1980, na RTP (obviamente), e neste reclame de 1982 anuncia-se a chegada desse "grande êxito da tv agora em LP e Cassete". As músicas foram compostas por Carlos Alberto Vidal, o eterno Avô Cantigas (o seu alter-ego desde 1982, pelo menos).

Foto: MistérioJuvenil

Foto: MistérioJuvenil

Como visível nas fotos acima, da frente e verso do LP, por detrás da maquilhagem de palhaços, dois portuguesissimos Antónios: António Assunção e António Branco, respectivamente Croquete e Batatinha. A dupla trabalhou em vários programas na RTP, o já mencionado "Palhaços à solta" ou "Circoflé", até à sua separação por "incompatibilidades". Ambos continuaram carreiras a solo, e o palhaço Batatinha é hoje conhecido por outro tipo de "incompatibilidades" com o colega Companhia (Paulo Guilherme). Aliás, formou-se toda uma lenda urbana, que ninguém consegue provar - ou desprovar - de pessoas que juram ter assistido a agressões entre a dupla "Batatinha e Companhia" no Batatoon (o que merece outro cromo a solo) antes da emissão de 15 de Março de 2002 ser bruscamente interrompida.

No site oficial do Croquete é possível ouvir o LP "Palhaços à solta" na íntegra, além de outra discografia do artista.
"Palhaços à solta"

No Youtube um vídeo mostra excertos do programa, incluindo o tema "Um bombeiro e Um Amigo": 


Publicidade retirada da revista Pato Donald Nº 22, de 1982. 

Uploader original desconhecido. Imagem Editada e Recuperada por Enciclopédia de Cromos.

Caro leitor, pode falar connosco nos comentários do artigo, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"Visite-nos também no "Tumblr - Enciclopédia de Cromos".

domingo, 2 de agosto de 2015

Top 15 Genéricos de Desenhos Animados - Parte 3


E estamos de volta para mais uma dose de genéricos, aberturas, introduções, etc!

Recorde os primeiros:

(Nos títulos das séries, acima dos vídeos, um link para o respectivo cromo na Enciclopédia de Cromos).

Top 15 Genéricos de Desenhos Animados - Parte 3


Shagma e os Mundos Misteriosos


A abrir a lista mais um belíssimo genérico em francês. A série, mais infantil que o Ulisses 31 ou as Misteriosas Cidades de Ouro, não envelheceu tão bem como essas, mas a abertura continua magnifica. Os meus olhos já estão a suar outra vez...

The Jetsons

Sempre preferi os Jetsons aos Flintstones, pelo elemento sci-fi, tão charmoso no design retro-futurista.

Esquadrão Águia


AHHHH é mau ou bom? Este também vai estar na lista de TOP 15 Maus genéricos. "Esquadrão Água.. Ahhh!" Para compensar esses "Ahh!", uma voz grossa e máscula no final anuncia o título do programa, para quem ainda não se tinha apercebido.



David O Gnomo


Tradicionalmente, a lição de moral costumava ficar para o final dos desenhos animados, mas esta tinha logo no inicio! Entre nós, foi em português sobre a canção de fundo em espanhol.


Bia, a pequena feiticeira


Mais uma indicada para as miúdas, mas que eu via também. Alerta momento pervertido por volta dos minuto 1!


Danger Mouse


Minimalista mas dinâmica. E explosiva! Era assim a abertura dos James Bond dos ratos!


Conde Patrácula


O separador do Thames é provavelmente das coisas que mais os portugueses associam ao Reino Unido, e depois de um prólogo digno de um filme de terror, segue-se amostras da patetice desta série divertida.


Inspector Gadget

Gosto mais da versão francesa tal como passou na RTP, como Inspector Engenhocas.


Chip N' Dale Rescue Rangers

Vale mais pela canção!


Spider-Man


A melhor série do Homem-Aranha, ponto. A acompanhar, um genérico cheio de energia, "guitarrada" e voz de Joe Perry dos Aerosmith..

Ferdy


Tal como na altura, não percebo peva de alemão, mas este simples abertura era contagiosa.


Conan Rapaz do Futuro


Esta alegre canção em japonês sobre...não faço ideia, aumentava o contraste com o lúgrebe prólogo sobre a destruição da Terra.


Batman The Animated Series

O que há a dizer sobre a melhor versão do Batman, além de que esta abertura é uma obra-prima perfeita? Curiosamente é uma versão mais estilizada e melhorada do curto episódio piloto usado para promover a ideia da série. Podem ver aqui.




Superman 



Depois do Homem-Morcego, a outra metade da dupla "Melhores do Mundo", o Super-Homem na série de curta-duração do final dos anos 80, muito inspirada nos filmes com Christopher Reeve e da recente reformulação do universo da BD da DC Comics. Não recordo se a vi na TV portuguesa ou espanhola...



Lone Ranger


A série dos anos 80, companheira da do Zorro e Tarzan da Filmation. Estou convencido que quaisquer imagens com a abertura da ópera Guilherme Tell ficam excitantes e dinâmicas, até caracóis a dormirem.



Recorde os primeiros:


Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".


sábado, 1 de agosto de 2015

Concurso BD Danone (1991)



Este "Concurso BD Danone", de 1991, com o tema "As Aventuras do Cobi Danone nos Jogos Olímpicos", sendo que o evento em causa era os "Jogos Olímpicos de Verão de Barcelona" de 1992.
No anúncio quem explica aos jovens leitores, na primeira pessoa, os objectivos e regulamentos do Concurso é a própria mascote dos Jogos, o Cobi. Se a mascote parece um caricatura do estereótipo asiático, são apenas os vossos olhos, visto que a Wikipédia indica que Cobi "é um Pastor Catalão em estilo cubista inspirado na interpretação de Picasso da obra Las Meninas, de Velázquez."
Os prémios incluíam uma viagem à Disneylândia (a Eurodisney só abriu oficialmente em Abril do ano seguinte, mesmo a tempo do vencedor ir visitá-la) ou aos Jogos Olímpicos de Barcelona (Julho e Agosto de 1992) "e ainda computadores e bicicletas.".

Detalhe das embalagens dos diferentes sabores:


Ananás, Pêssego, Baunilha, Limão, Coco, Tutti-Frutti, Framboesa e Kiwi, Morango e Banana.


Algum dos nossos leitores ganhou algum destes prémios, ou lembra-se de concorrer?

Publicidade retirada da revista Pato Donald Nº 263, de 1991. 


Uploader original desconhecido. Imagem Editada e Recuperada por Enciclopédia de Cromos.

Caro leitor, pode falar connosco nos comentários do artigo, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"Visite-nos também no "Tumblr - Enciclopédia de Cromos".

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Coca-Cola e Sprite em latas (1982)


Pois é criançada, nem sempre as nossas bebidas favoritas - ou não, neste caso, prefiro muito mais o Sumol -  vieram em latas. Este anúncio de 1982 anuncia essa novidade: "Agora em lata Coca-Cola e Sprite, uma forma de beber internacional. Fáceis de abrir, fáceis de transportar e ainda mais fáceis de refrescar. Latas, que cómodas são!".

Publicidade retirada da revista Pato Donald Nº 39, de 1982. 


Uploader original desconhecido. Imagem Editada e Recuperada por Enciclopédia de Cromos.

Caro leitor, pode falar connosco nos comentários do artigo, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"Visite-nos também no "Tumblr - Enciclopédia de Cromos".

terça-feira, 28 de julho de 2015

Os Flintstones (1994)

por Paulo Neto

No Verão de 1994, um dos filmes mais aguardados da temporada foi a adaptação para filme da mítica série animada "Os Flintstones" que há mais de trinta anos divertia várias gerações. A ideia da criação de carne, osso e pedra a todo o universo pré-histórico de Bedrock e às suas inesquecíveis personagens suscitou curiosidade junto do público e quando finalmente o filme estreou, miúdos e graúdos acorreram para ver. Foi o que aconteceu no meu caso em que a ida ao cinema para ver "Os Flintstones" foi toda uma experiência familiar: fomos eu, o meu irmão, a minha mãe, duas tias e dois primos. Para o meu irmão e os meus primos, então entre os cinco e os seis anos, foi a primeira ida ao cinema a sério. 




O filme foi dirigido por Brian Levant e tinha John Goodman no papel de Fred, Elizabeth Perkins como Wilma, Rick Moranis como Barney e Rosie O'Donnell. Ao contrário da série, a Pebbles (Elaine e Melanie Silver) já era mais crescidinha e o Bam-Bam (Hlynur e Marinó Sigurdsson) é um rapaz selvagem criado por mastodontes que é adoptado pelos Rubbles no início do filme. 




Na história do filme, Fred Flintstone vê-se a subir na vida ao ser promovido na pedreira onde trabalha. Mal sabe ele que é tudo uma maquinação do maquiavélico Cliff Vandercave (Kyle MacLachlan) e da sua bela cúmplice Sharon Stone (Halle Berry) que pretendem dar um desfalque na empresa, incriminando-o por isso. Além disso, devido à promoção de Fred e despedimento de Barney, a amizade entre os Flintstones e os Rubbles fica seriamente ameaçada. Mas claro que no fim, tudo acaba em bem.






O filme foi também o último trabalho cinematográfico de Elizabeth Taylor, no papel de Pearl Slaghoople, a antipática sogra de Fred e contou com cameos de nomes como Michael Richards, Jean Vander Pyl (a voz original de Wilma), Jay Leno, Sam Raimi, Chris Rock e os criadores da série William Hanna e Joe Barbera. Os B-52's (para a ocasião renomeados BC-52) também actuaram no filme além de terem interpretado uma versão do conhecido tema da série.

A promoção do filme foi rodeada de várias manobras de marketing. Por exemplo em Portugal, os espectadores foram convidados a irem vestidos de forma pré-histórica para a estreia do filme em Lisboa e a TVI promoveu um concurso telefónico (com o famoso indicativo 0670) em que o prémio principal era uma réplica do Flintmobil usado no filme.



A adaptação cinematográfica de "Os Flintstones" foi um sucesso de bilheteira, mas o certo é que o filme valia essencialmente por toda a espectacular recriação do universo animado original (que até chegou ao ponto de reproduzir o genérico inicial e final) e pelo desempenho de John Goodman como Fred, já que foi arrasado pela crítica pela história que lidava com temas pouco familiares a crianças como branqueamento de dinheiro e intrigas empresariais e por algumas interpretações, sobretudo a de Rosie O'Donnell para o papel de Betty. Aliás O'Donnell ganharia o Razzie de Pior Atriz Secundária, tendo também sido atribuído ao filme o prémio de Pior Argumento que foi creditado às 34 (!) pessoas que estiveram envolvidas em todas as versões do guião.

Em 2000, foi lançada a prequela "Os Flintstones: Viva Rock Vegas", mas não repetiu o sucesso do filme antecessor.  

Trailer:


BC-52 "Meet The Flintstones"

 
  
  

sábado, 25 de julho de 2015

Lena D'Água "Dou-te Um Doce" (1986)

por Paulo Neto

Já falei aqui anteriormente de Lena D'Água, a propósito do seu single de 1981 "Vígaro Cá, Vígaro Lá" que fazia parte da colecção de discos dos meus pais. Hoje como estamos em plena época estival, proponho recuar até ao Verão de 1986, onde uma das canções que fizeram a banda sonora desse período foi "Dou-Te Um Doce" de Lena D'Água, que ainda hoje permanece como um dos maiores êxitos da cantora (creio que apenas "Sempre Que O Amor Me Quiser" será tão celebrado) bem como uma das mais perfeitas canções veraneantes feitas em Portugal.



O tema fazia parte do álbum de 1986 "Terra Prometida", o primeiro longa-duração de Lena D'Água como artista a solo de facto após um álbum com os Salada de Frutas e dois com a banda Atlântida. O álbum foi produzido pelo renomeado produtor inglês Robin Geoffrey Campbell (que trabalhou com os Queen, Elton John, Chris De Burgh, Carly Simon e Leonard Cohen, entre outros) e Luís Pedro Fonseca. O álbum abria com "Tudo Bem", um dos meus temas preferidos de sempre de Lena D'Água e incluía "Estou Contigo" e o lúgubre "Beco", cujo videoclip a preto e branco foi utilizado na RTP para uma campanha anti-droga.



Mas sem dúvida que o grande sucesso de "Terra Prometida" foi a faixa que iniciava o Lado B, "Dou-Te Um Doce". Com a voz de Lena a soar etérea sobre os ritmos tropicais e a letra a fazer sonhar com praia e romance, o tema parecia ser feito para ouvir na praia ou no refúgio de uma sombra. E logo Portugal trauteava:

Do côco faço uma batida
Da areia faço a minha cama
Gosto de me dar à vida
Sempre que o Sol me chama

Adoro estar ao pé do mar
Quando te tenho ao meu lado
Dou-te um doce
Em troca de um beijo salgado
(Na na na na na na...)
Dou-te um doce
Em troca de um beijo salgado
(Na na na na na na...)

Vou na onda que me enrola
Como um manto de água fresca
Ouço ao longe uma viola
Bebo o dia que me resta

Fica mais quente o Verão
Quando te tenho ao meu lado
Dou-te um doce
Em troca de um beijo salgado
(Na na na na na na...)
Dou-te um doce
Em troca de um beijo salgado
(Na na na na na na...)




Para a história ficou também o videoclip filmado nas Azenhas Do Mar, com Lena D'Água a cantar à volta de uma piscina, com os músicos da banda a rondá-la, vestidos como não podia deixar de ser com camisas havaianas e chapéus de palha. Havia ainda a aparição do irmão de Lena, Rui Águas, um dos futebolistas nacionais mais populares dos anos 80 que obviamente surgia dando toques numa bola. O videoclip também fez história ao ser o primeiro de um artista nacional a ser exibido no programa "Countdown" da Europa TV.

Actuação no programa "Deixem Passar A Música"



Actuação no "Não Se Esqueça Da Escova De Dentes":



Versão gravada com os Rock & Roll Station (2013):


Recomendo também a audição desta emissão da série de podcast "Brandos Costumes" onde Lena D'Água conversa sobre a sua carreira e como é a sua vida hoje em dia, vivendo numa aldeia perto do Bombarral.    


    

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...