segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Moto-Kit (1980)


"Moto-Kit", colecção de miniaturas de motas da Tito. Lembro-me de montar estas motas como se fosse ontem! Foi com grande alegria que revi estes adoráveis modelos de plástico - e eu nunca fui fanático de motas - no blog "O Sotão da Avó":

Foto: Blog "O Sotão da Avó".

Pesquisando um pouco mais, aprendi que a colecção era constituída por 12 motos de competição diferentes, fabricados pela Tito, e distribuídas pela Disvenda como parte de uma colecção da caderneta de 100 cromos com o nome "Matrículas-Automóveis".

Motos já montadas:

Vejam os modelos em mais detalhe no blog "Paraíso Artificial: Moto Kit" e no "Show Toys: Motos Monocromáticas...", dois blogs que valem a pena visitar!

 A face da carteirinha onde vinham os cromos e as motas:

Foto: "Paraíso Artificial: Moto Kit"


O verso da carteirinha, com os 12 modelos para coleccionar: 

Foto: "Paraíso Artificial: Moto Kit"

Curiosamente, no topo do verso da carteirinha tem a seguinte inscrição: "Ingredientes: açúcar  glucose, goma base e aromas. Corado artificialmente +-4g(cada)". Será que também trazia pastilhas elásticas no pacotinho?

Foto: "Show Toys: Motos Monocromáticas..."
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Enciclopédia Geográfica (1988)


"Enciclopédia Geográfica", das Selecções do Reader's Digest, um calhamaço de 750 páginas  e 250 ilustrações a cores, com informações sobre 178 países (desactualizado hoje em dia!), tudo por menos de 5 contos. Além de se poder habilitar aos prémios do "Grande Concurso Verão 88", ganhava com a encomenda uma "calculadora computorizada" - em forma de computador - com relógio com alarme e apara-lápis!

Detalhe da calculadora/relógio:

Detalhes sobre o livro e cupão de encomenda:

Detalhe do cupão de encomenda:


Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 207 (Tomo XXXV) de Julho de 1988.

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Sanyo Quattro (1988)


"Sanyo Quattro", isso mesmo, com dois "t". Pode clicar sobre a imagem para ler sobre as novidades técnicas deste televisor.

Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 207 (Tomo XXXV) de Julho de 1988.

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sábado, 26 de janeiro de 2013

Toys "R" Us - Férias de Verão

Tenho pouco a acrescentar sobre este anúncio ou o próprio Toys "R" Us, porque só adulto visitei uma das lojas, a do Colombo. A página mostra alguns brinquedos para o tempo de praia nas férias de Verão.



O anúncio faz parte da grande colecção croma que a Ana Trindade  tem em exposição no Facebook.

Mais cromos da Ana Trindade: "Enciclopédia de Cromos - Ana Trindade"

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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Fiat Regata (1988)


Anúncio inspirado pelos tradicionais baralhos de cartas, estas duas páginas exibem os modelos do sedan médio FIAT REGATA: 70, 70S, 100Si.e.; WEEKEND 70, WEEKEND 100Si.e. e o WEEKEND TURBO Diesel.

Dois reclames estrangeiros a Fiat Regata, dos anos 80:






Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 207 (Tomo XXXV) de Julho de 1988.

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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Marina, Marina (1992-93) e Ora Bolas, Marina (1993-95)

por Paulo Neto

O humor, particularmente em Portugal, parece ser um universo quase exclusivamente masculino. Enquanto a lista de homens que fazem e fizeram rir a nação é bem extensa, o humor nacional, pelo menos a meu ver e na vertente televisiva, só teve até agora quatro leading ladies: Ivone Silva, Ana Bola, Maria Rueff e Marina Mota.


Depois de ter sido uma menina-prodígio do fado e de brilhar no teatro, Marina Mota viria a tornar-se nos anos 90 presença regular na televisão. Claro que antes Marina já tinha várias presenças no pequeno ecrã, em programas como "Canto Alegre" (1989), em rábulas dos programas "A Quinta do Dois" e "1, 2, 3" ao lado do então marido Carlos Cunha sob as personagens do Zé da Viúva e Maria da Conceição e no Festival da Canção de 1989, onde o seu tema "Partir de mim" ficou em segundo lugar, apenas batido pelo "Conquistador" dos Da Vinci.


Mas foi em 1992, com a sitcom "Marina, Marina" (que passava às sextas-feiras à noite na RTP) que Marina Mota se estreou como protagonista em televisão. A série era uma adaptação do lendário "I Love Lucy", que é considerada como a mãe de todas as sitcoms, adaptando-o para a realidade portuguesa da primeira metade dos anos 90. Juvenal "Juju" Loureiro (Carlos Cunha) é um ex-emigrante em França que conquistou sucesso como cançonetista, tornando-se proprietário de uma casa de espectáculos, o Ça Va. A esposa de Juju, Marina (Marina Mota), convencida que é dotada de mais talento artístico do aquele que realmente tem, também ambiciona entrar no mundo do espectáculo, algo que o marido tenta sempre evitar, consciente da tendência de Marina para o desastre. Em cada episódio, víamos Marina a meter-se em diversas encrencas, para entrar no meio artístico ou por outro motivo qualquer, normalmente arrastando consigo Juju ou o casal vizinho, Alfredo e Beta Pires (os malogrados Henrique Viana e Raquel Maria).



 "Marina, Marina" foi um programa que me marcou imenso na altura e ainda hoje recordo-me de vários episódios. Um em que Marina tem de repetir vários takes de um anúncio a Vitaprotovegamidomina, um produto pseudo-medicinal (e altamente alcoólico), outro em que para entrar num espectáculo de comédia, Marina contrata um palhaço (Virgílio Castelo) e vê-se a ensaiar um sketch cómico-psicótico, outro em que Marina e Juju vêem-se algemados sem chave à vista ou ainda um em que Marina e Beta tentam sabotar a transmissão de um jogo de futebol para que os maridos lhe dêem atenção e acabam por ser confundidas por duas criminosas procuradas pela polícia. Tinha alguns desses episódios gravados numa cassete de vídeo que eu e o meu irmão vimos imensas vezes e repetíamos algumas deixas mais cómicas. Com um registo fiel ao de Lucille Ball mas ao mesmo tempo bem pessoal, Marina Mota fez rir Portugal e consolidou-se como uma estrela da televisão.


O passo seguinte foi dado na SIC em 1993, com "Ora Bolas, Marina" onde além de Marina Mota, Carlos Cunha e Raquel Maria, faziam também parte do elenco principal Natalina José e Fernando Ferrão. Tratava-se de um programa de sketches que podiam ir de dramatizações de anedotas populares (num estilo percursor dos "Malucos do Riso") a encenações de números do teatro de revista. Entre as rábulas mais recorrentes estavam: os terríveis Bitucha e Cunhinha sempre a pôr a professora Alzira de cabeça em água; as conversas do outro mundo entre as defuntas Adosinda, Arlete e Capitolina, três almas penadas de um cemitério; as canções do grupo rock Us-Batná-Vó versionando temas conhecidos com letras de crítica social; e a minha preferida: a maluca que telefonava para todo o lado e que reclamava ferozmente de tudo e mais alguma coisa, ao ponto de se esquecer que era ela que tinha telefonado e ficar ofendida por "lhe terem ligado a incomodá-la". Tudo enquanto repetia o bordão "Estou farta de gente maluca até à peruca!".



Os terríveis Bituxa e Cunhinha


A desinibida vocalista dos Us-Batna-Vó


"Ora Bolas, Marina" teve três temporadas, exibidas na SIC entre 1993 e 1995, às terças-feiras à noite.


Com João Baião em "Era Uma Vez" numa versão mais adulta do conto do "Alfaiate Mata-Sete"

Marina Mota continuou a ser presença regular no pequeno ecrã televisiva nos dez anos seguintes em programas como "Marina Dona Revista", "Era Uma Vez" (onde se reproduziam versões não muito infantis de contos infantis), "Um Sarilho Chamado Marina" (uma nova adaptação de "I Love Lucy") e (já na TVI) "Bora Lá, Marina". Também produziu séries como "Barba e Cabelo", "Cuidado com o Fantasma" e "As Pupilas do Senhor Doutor".



Tal como falar em Lucille Ball é falar do seu marido Desi Arnaz, também é impossível lembrar Marina Mota sem falar de Carlos Cunha. Antes de "Marina, Marina", Carlos Cunha era talvez mais conhecido do grande público (por exemplo, no programa "Ponto & Vírgula" de Ivone Silva e como o já referido Zé da Viúva e o seu bordão "Esta carola não pára!") mas não teve problemas em delegar o protagonismo à sua esposa.
E como se não bastasse já tanto paralelismo, tal como Lucy e Desi, Marina e Carlos mantiveram uma boa relação pessoal e uma longa colaboração profissional após a separação, anunciada em 1996, que na altura foi recebida com alguma tristeza, já que eram um dos casais mais queridos pelos portugueses.

Nos últimos anos, Marina Mota tem preferido apostar essencialmente no teatro, aparecendo na televisão esporadicamente como na telenovela "Fascínios". É precisamente na próxima telenovela da TVI, "Destinos Cruzados" que vamos voltar a vê-la no pequeno ecrã.

Genérico de "Ora Bolas, Marina" (quem não se lembra da canção "Estas bolas são redondas"?)





Sketch "Bituxa e Cunhinha":



Sketch "As Defuntas":



Us-Batná-Vó:


Episódios de "Marina, Marina":












Xupitos - Barritas de Sumo para Congelar


Não tenho a certeza do ano deste anúncio aos "Xupitos" (sim, com X), entre os finais dos anos 70 e inicio dos 80, mas serve de recordação que os famosos Granizados Fá não estavam sozinhos no nicho de mercado "barritas de sumo para congelar".
O anúncio é bem simples, e além do logótipo e de uma ilustração de vários frutos (que imagino fossem as variedades de sabores dos Xupitos), da informação "com Vitamina C" (para descansar os pais), tinha um desenho de um rapaz com uma barrinha na boca e vários balões na mão, enquanto é observado por uma rapariga também de ar feliz, por um rapaz mais novo de ar intrigado e também por um cão com ar guloso. Ficamos sem saber se o míudo partilhou ou não com os amiguinhos...vamos acreditar que sim!
Se pesquisarem por "xupitos" no Google, vão encontrar muitas imagens de espanhóis a sorver não barrinhas de gelo mas shots de bebidas alcoólicas. Será que o vicio nasceu com estas inocentes barras de gelo para chupar?
A única referência aos Xupitos que encontrei online foi este autocolante promocional:



O anúncio faz parte da grande colecção croma que a Ana Trindade  tem em exposição no Facebook.

Mais cromos da Ana Trindade: "Enciclopédia de Cromos - Ana Trindade"

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Nivea Solar (1988)


Um reclame clássico - que tenho a certeza grande parte da população masculina da altura se lembrará - aos produtos da linha "Nivea Solar": Óleo Tropical, Leite Solar e After Sun Lotion.

Como complemento, um anúncio espanhol do ano seguinte:




Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 207 (Tomo XXXV) de Julho de 1988.

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