segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O Justiceiro (1982-1986)

Knight Rider / O Justiceiro (1982-1986)


Uma das mais míticas séries que já passaram pelas televisões portuguesas: ‘O Justiceiro’ (‘Super-Máquina’ no Brasil, 'Knight Rider' no original) fez recentemente 30 anos desde a sua primeira emissão nos EUA, a 26 de Setembro de 1982, no canal NBC. Michael Knight (David Hasselhoff ), um homem numa guerra contra o crime e a injustiça, com a ajuda de uma pequena equipa e do seu fantástico carro K.I.T.T. (acrónimo de Knight Industries Two Thousand), uma máquina sofisticada com inteligência artificial e a voz do actor William Daniels.


A série foi um sucesso mundial e ainda é das mais recordadas hoje em dia. Michael Long era um policia que apesar de sobreviver a um tiroteio fica desfigurado. Salvo pelo milionário Wilton Knight (Richard Basehart, que também narrava o genérico) e com um novo rosto, Long assume a sua nova identidade de Michael Knight e tenta lutar contra o crime e realizar o sonho de Wilton Knight de que "um homem pode fazer a diferença". Mas apesar de o herói solitário trabalhar no campo com o seu "cavalo mecânico", contava também com o apoio da FLAG - Foundation for Law And Governement e de uma equipa liderada por Devon Miles (Edward Mulhare). A Dr. Bonnie Barstow (Patricia McPherson), além da chefe técnica de K.I.T.T., era um interesse amoroso de Michael. Na segunda temporada Bonnie foi substituída por April (Rebecca Holden), mas a pedido dos fãs e dos colegas, regressou às suas funções na terceira e quarta temporadas.



Era obrigatório assistir aos episódios, que reunia toda a família em redor do televisor para ver na RTP1 as aventuras do engatatão Michael Knight, quase secundário perante o grande trunfo da série: a personagem K.I.T.T., o fascinante carro falante,  o Pontiac Firebird Trans Am modificado mais veloz da TV e capaz de grande acrobacias com direito a replay. Muitos dos pontos altos eram precisamente o momento em que era activado o Turbo Boost que permitia ao K.I.T.T. saltar muito alto. (Veja aqui um video de quase 10 minutos com a maioria dos Turbo Boost durante a série: "Turbo Boost Tribute")

Tal como no tempo do MacGyver, lembro-me da ansiedade que sentia ao voltar da praia ao Domingo à tarde, aflito para chegar a tempo do inicio do episódio da semana.
Como eu adorava ver o K.I.T.T. "transformar-se" para usar a principal novidade da ultima temporada: o Super Pursuit Mode:



Não me recordo de ter merchandising oficial do Justiceiro, decerto tive cromos e outras coisas do género, mas um dos meus brinquedos favoritos de sempre foi um grande K.I.T.T. a pilhas (creio que não oficial) oferecido no Natal, que se transformava num robot, uma fantástica combinação do Knight Rider e dos Transformers! Há anos que procuro na Internet por fotos ou informação sobre este brinquedo, mas sem sucesso. Ainda nos anos 80, aconteceu na minha terra uma exposição com uma réplica de um K.I.T.T.. Lembro-me que fui ver um dia depois de sair das aulas na escola primária, atravessando um descampado até ao local (uma casa que vende mobiliário), com bastante afluência de visitantes e acho que torci o nariz ao deparar-me com algumas diferenças entre o carro à minha frente e o "carro verdadeiro" que via na TV. Raios partam os putos, nunca estão satisfeitos! Infelizmente, não tirei nenhuma foto com o carro, como vi várias pessoas fazer: a posarem para a foto ao volante do K.I.T.T. e sentindo-se um pouco como o Michael Knight.

Anos mais tarde, "O Justiceiro" passou na TVI, em versão "dublada" no Brasil. Fui incapaz de rever muitos episódios com as vozes substituídas, mas ficou para a história da TV a frase que Michael Knight gritava para o comunicador no relógio: "Kitchi, vem mi buscá!".


Além da série original concebida por Glen A. Larson (Battlestar Galactica, Manimal), e que durou 4 temporadas, num total de 90 episódios; foram desenvolvidos mais tarde três tele-filmes [Knight Rider 2000 (1991), Knight Rider 2010 (1994) e Knight Rider (2008)] e duas séries que duraram pouco tempo: Team Knight Rider (1997) e Knight Rider ( 2008 - com o filho do Michael Knight a tomar as rédeas o volante do carismático automóvel falante, que nesta versão do século XXI está mais artilhado que nunca).

Algo que vem logo à cabeça quando se fala no K.I.T.T. é o scanner vermelho na frente da viatura, herança directa dos Cylons da série Galactica, também criada por  Glen A. Larson. Outro dos mais icónicos elementos da série é o tema inicial (ouvir), de Stu Phillips. Como curiosidade, reparem na semelhança entre os acordes do tema de Knight Rider com os de "March and Procession of Bacchus ", do século XIX.


Genéricos:

Genérico inicial da Primeira Temporada:
Genérico inicial da Segunda Temporada:
[ou aqui]
Genérico inicial da Terceira Temporada:
Genérico inicial da Quarta Temporada:

Ou aqui, reunidos com melhor qualidade de imagem: " Knight Rider Intros Collection".

Comparem aqui com esta pérola, a malta do Leste diverte-se. E os franceses também.
Um dos grandes momentos da série foi a aparição do gémeo malvado do K.I.T.T., ou melhor  o seu protótipo defeituoso: K.A.R.R., no episódio 9 da 1ª temporada, com a voz de Peter Cullen (o Optimus Prime dos Transformers). Depois da aparente destruição da viatura maligna, este volta noutro episódio da 3ª temporada, com aspecto e voz diferente (Paul Frees). K.A.R.R. volta a surgir apenas na série de 2008, novamente com a voz de Peter Cullen, e ainda mais letal.

Capa de um jogo para NES, de 1989:

Claro que no tempo da Caderneta de Cromos, Nuno Markl dedicou um dos seus cromos à serie:
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domingo, 13 de janeiro de 2013

Café Nicola (1985)

Sempre que ouço a palavra Nicola, lembro-me sempre daquela famosa história do poeta Bocage:
 “Eu sou Bocage
Venho do Café Nicola
Vou p’ro outro mundo
Se disparas a pistola”.
Pois é precisamente Bocage que ilustra esta embalagens de café em grão "Nicola", acima representada em duas variedades: "Lote Especial" e "Lote Bocage". O anúncio apregoa ainda que estas novas ( em 1985) embalagens vinham com uma "válvula de garantia de aroma".
E com este reclame encerro as publicidades extraídas da Crónica Feminina de Abril de 1985. Mas ainda tenho mais algumas revistas para por no scanner, por isso, esperem por mais material brevemente!

Actualização: agradeço ao leitor Helder, por nos comentários ter colocado um link que me possibilitou conseguir o video do mítico reclame do Café Nicola, com o actor Manuel Cavaco a incorporar o famoso poeta Bocage. Veja o video:



Publicidade retirada da revista Crónica Feminina nº 1482, de 18 de Abril de 1985.

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Margarina Iza (1985)


Aqui em casa sempre me lembro de se usar 'Planta' para barrar o pão, por isso não será de estranhar que não me recorde desta margarina "Iza", novidade em 1985, "feita com óleos vegetais". Os slogans: "O sabor para melhor" e "barra bem, sabe bem". Desconheço se a senhora na imagem também se chamaria Iza :)

Pormenor da embalagem:




Publicidade retirada da revista Crónica Feminina nº 1482, de 18 de Abril de 1985.

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sábado, 12 de janeiro de 2013

"It's raining men" Weather Girls (1982)

por Paulo Neto

Assim de repente a ideia de choverem pessoas parece algo de dantesco, mas o conto da Mãe Natureza ter decidido arranjar o céu e fazer chover homens para que cada mulher encontrasse a sua cara-metade acabou por resultar no hino imprescindível em cada ladies night que se preze.

"It's Raining Men" foi escrito por Paul Jabara (vencedor de um Óscar para Melhor Canção em 1978 com "The Last Dance" de Donna Summer) e Paul Shaffer, o líder da banda do programa de David Letterman. Depois de ter sido recusado por Donna Summer, Diana Ross, Cher e Barbra Streisand, o tema acabou por ser gravado por Martha Wash e Izora Rhodes, sob o nome de Weather Girls.



As duas cantoras já há muito que colaboravam juntas, primeiro como cantoras de coro para a andrógina estrela do disco-sound Sylvester, depois formando o duo Two Tons O'Fun (aludindo ao facto de serem ambas duas senhoras bem cheiinhas), tendo tido alguns hits menores em 1980. O duo gravou a canção em 1982, mas foi com uma re-edição em 1984 que o tema tornou-se um sucesso global, tendo sido chegado ao primeiro lugar do top australiano e ao n.º 2 do top britânico. O tema tornou-se então um dos maiores clássicos do Hi-NRG (o género que faz a transição entre o disco-sound e a dance music na primeira metade dos anos 80). Além da letra relatando o referido fenómeno metereológico e do impressionante desempenho vocal de Wash e Rhodes, um andrajoso mas divertido videoclip (que ainda hoje passa amiúde no VH1) ajudou ao sucesso do tema.



Sob o nome Weather Girls, as duas intérpretes gravaram um álbum, "Success" mas em 1985, cada uma seguiu o seu caminho, mas não foi o fim. Martha Wash viria a mostrar todo o seu talento vocal em vários temas de dança dos anos 90. O mais famoso foi aquele que gerou mais controvérsia. Foi ela que deu voz ao famoso verso "Everybody dance now!" do tema "Gonna Make You Sweat" dos C&C Music Factory, que foi um hit global em 1990.



Porém, Martha Wash viria a processar o grupo por terem posto uma modelo magrinha, Zelma Davis, a fazer playback no videoclip das partes cantadas por ela. Wash viria a ganhar o processo mas acabou por colaborar de novo com os C&C Music Factory (desta vez aparecendo ela mesma no videoclip).

Martha Wash também cantou em diversos hits produzidos por Todd Terry, o DJ que se tornou famoso pela célebre remistura de "Missing" dos Everything But The Girl, como é o caso deste "Something Going On" em dueto com Jocelyn Brown, outra diva da house music.



Em 1998, Wash regravou uma nova versão de "It's Raining Men" com o célebre travesti Ru'Paul e continua com uma carreira bastante activa, onde ainda canta o tema que a tornou famosa.




E claro está em 2001, a versão da ex-Spice Girl Geri Halliwell para a banda sonora do filme "O Diário de Bridget Jones" apresentou "It's Raining Men" a uma nova geração. A cover de Halliwell foi n.º 1 em dez países, mas os ataques do 11 de Setembro (marcados, entre tantas outras coisas, por imagens de pessoas que se atiraram das Torres Gémeas) levou a uma censura do tema nas rádios americanos, impedindo o êxito nos Estados Unidos.


E quanto a Izora Rhodes? Após o fim da dupla, mudou-se para a Alemanha e por lá continuou a actuar sob o nome de Weather Girls em parceria com a sua filha Dynelle, tendo mesmo tentado em uma participação no Festival da Eurovisão em 2002 na pré-selecção alemã. Após o falecimento de Izora Rhodes de ataque cardíaco em 2004, são agora as suas duas filhas Dynelle e Ingrid que actuam como Weather Girls por essa Europa fora.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Albúm de Rendas (1985)

Não será tão entusiasmante como um álbum de cromos, mas cá está o anúncio ao "Albúm de Rendas", da Agência Portuguesa de Revistas. Por apenas 50$00, o leitor/leitora tinha direito a naperons, entermeios (o quer que isso seja!), quadrados e tiras de crochet, rosetas para colchas, etc, etc. (o 'etc' duplo já estava no anúncio, não fui eu que inventei!)


Publicidade retirada da revista Crónica Feminina nº 1482, de 18 de Abril de 1985.

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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Querido John (1989-1992)

por Paulo Neto

"Querido John" foi uma sitcom que passou na RTP no início dos anos 90. Eu costumava acompanhar a série porque dava às sextas-feiras à noite depois da mítico espaço de cinema "Sessão da Noite". "Dear John" no original, a série era uma adaptação americana de uma série britânica do mesmo nome.

Conforme é descrito no genérico, John Lacey (Judd Hirsch) é um pacato professor de liceu de Nova Iorque que um dia chega a casa e encontra uma carta escrita pela sua mulher Wendy (Carlene Watkins) a anunciar que o deixou pelo melhor amigo.


John fica tão destroçado com o abrupto desmoronar daquele que ele julgava ser um casamento feliz, mais ainda quando a ex-mulher fica com tudo no processo de divórcio, incluindo a aprazível casa nos subúrbios e a custódia do filho de ambos. Agora a viver num apartamento em Queens, John tenta refazer a vida. Ainda afectado pelo divórcio, vê num jornal um anúncio do One-2-One Club, um grupo de terapia para recém-divorciados que se reúne semanalmente e decide dar uma tentativa, em busca de apoio. Porém o que encontra não é bem aquilo que ele pensava, já que o grupo é composto por personagens bem insólitas.



A minha favorita era Louise Mercer (Jane Carr), a líder do grupo, uma espevitada britânica, também ela divorciada. Devido à sua não muito secreta obsessão por sexo, tornou-se célebre o seu bordão "Is there any...sexual problem?", uma pergunta que ela fazia amiúde e às vezes de forma inusitada.

Igualmente cómico e insólito era Kirk Morris (Jere Burns), um sujeito egocêntrico e conquistador barato, sempre alguma tramóia em mente. Com o avançar da série, descobre-se que ele começou a cultivar essa personalidade quando a sua ex-mulher trocou-o por outra mulher.

A elegante e simpática Kate McCarron (Isabella Hoffman) é a única pessoa do clube com quem John simpatiza logo, pois é a única que parece normal e também passou por um processo divórcio semelhante ao dele. A princípio, Kate parecia ser um novo interesse amoroso para John, mas a relação de ambos acaba por ser apenas de amizade.

Do clube fazem ainda parte Margie Philbert (Billie Bird), uma divertida e atrevida idosa e Ralph Drang (Harry Groener), um sensível e neurótico caixeiro de metro, abandonado logo a seguir ao casamento por uma emigrante do Leste da Europa. (Num episódio, os dois voltam-se a casar e ela volta a deixá-lo!).
A partir da segunda temporada, o clube ganha mais dois membros: Mary Beth Sutton (Susan Walters) uma beleza sulista algo desmiolada e Tom (Tom Willett), um pretendente de Mrs. Philbert.

Apesar de tudo, John dá consigo a integrar-se perfeitamente no clube e instala-se um espírito de entreajuda entre os membros do clube para ultrapassar os efeitos dos seus divórcios e outros problemas que surgem no caminho, frequentemente com resultados hilariantes. Com um bom filme e a seguir esta série, tínhamos um bom início de fim-de-semana no início dos anos 90.

"Querido John" teve quatro temporadas entre 1989 e 1992 e foi da autoria de John Sullivan e Bob Ellison. O tema do genérico era interpretado por Wendy Talbot.

Genérico:






quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Pequenos Anúncios (1985)

Um mega-post com dezenas de  mini-anúncios agrupados em 11 páginas de "Pequenos Anúncios", que incluem desde os habituais reclames de bruxarias, chás suspeitos e orações, além do "Especial Noivas", também da Agência Portuguesa de Revistas. 

Clique sobre as fotos para as aumentar e ler melhor:














Publicidade retirada da revista Crónica Feminina nº 1482, de 18 de Abril de 1985.

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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Curso por correspondência CIT (1985)

Os cursos CIT estavam disponíveis em áreas como a Contabilidade, Informática  Inglês, Corte e Confecção, Puericultura e Desenho Técnico.



Publicidade retirada da revista Crónica Feminina nº 1482, de 18 de Abril de 1985.

Actualização: outros anúncios a cursos CIT na Enciclopédia:
"Cursos de Electrónica CIT (1988)"
"CIT Ensino à Distância (1984)"
"Curso por correspondência CIT (1985) ".


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