segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Boomy - Gelado da Olá


Acho bastante inteligente promover um produto numa revista de banda desenhada, com uma banda desenhada do produto! Neste caso, "Boomy", o gelado com três sabores diferentes. Tal como no reclame de TV, um grupo de jovens aventura-se numa terra fantástica (Boomylândia na TV, Ilha dos SuperBoomys na BD) em que os gelados crescem nas árvores. Mas não podem ser apanhados à mão, mas sim com pauzinhos de gelado! é assim que os jovens fazem, só para terem o gelado de três sabores roubado pela criatura azul que dá nome ao produto, vendido no inicio dos anos 90. O que chamava mais a atenção no Boomy eram as três frutas com sabores diferentes espetadas no pau: laranja, limão e morango.

Reclame português ao gelado:


Actualização: o mesmo video, mas no canal Mistério Juvenil: "Gelado Boomy da Olá".
Podem ver também a versão espanhola: "Boomy - Frigo".
O blog "Desenhos Animados" tem outra banda desenhada do Boomy: "Reclames Olá".

O Boomy num catálogo da HB Ice Cream, a 'versão'  britânica da Olá:


O anúncio faz parte da grande colecção croma que a Ana Trindade  tem em exposição no Facebook.

Mais cromos da Ana Trindade: "Enciclopédia de Cromos - Ana Trindade"

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domingo, 14 de outubro de 2012

Popsi - Gelado da Olá




Metade chocolate, metade banana, imagino que este "Popsi" seria uma delicia! digo "imagino" porque não me recordo de ter provado este gelado da "Olá". Consultei a minha enciclopédia caseira (a minha mãe) que me confirmou o mesmo. Este anúncio foi retirado de uma revista de banda desenhada dos anos 80.
A mascote do gelado era um palhaço, e a slogan: "É de Ficar Abananado!".

E cá está o "Popsy", novidade em 1984, no Catálogo dos Gelados Olá, com o preço de 17$00:
Catálogo: "Viagens Ao Passado"

No ano seguinte, no fundo do Catálogo dos Gelados Olá de 1985, já com o preço de 25$00:
Catálogo: "Viagens Ao Passado"

O anúncio faz parte da grande colecção croma que a Ana Trindade  tem em exposição no Facebook.
Actualização: Nova imagem no topo, retirada da revista Pato Donald Nº 111, de 1985. 
Uploader original desconhecido. Imagem Editada e Recuperada por Enciclopédia de Cromos.

Mais cromos da Ana Trindade: "Enciclopédia de Cromos - Ana Trindade"

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Linguaphone (1988)


Anúncio aos cursos de línguas "Linguaphone" em cassete audio ou disco. Além dos tradicionais Inglês, Francês e Alemão incluia outas linguas menos vulgares: Gaulês, Zulo, Hindi, Gronelandês, etc.

Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 202 (Tomo XXXIV) de Fevereiro de 1988.

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Glassex - Multi Usos (1988)

Outro produto Glassex, desta vez o Multi Usos Glassex Perfumado, à venda com "bisnaga" e recargas com aplicador. "Limpeza brilhante. Super economia" era o slogan.



Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 202 (Tomo XXXIV) de Fevereiro de 1988.

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sábado, 13 de outubro de 2012

Glassex - Tira Gorduras (1988)


Anúncio ao tira gorduras "Glassex", para tirar todas as gorduras da cozinha.
No pormenor, mais detalhes da embalagem e a informação da existência de recargas com aplicador.



Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 202 (Tomo XXXIV) de Fevereiro de 1988.

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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Hits de "world music/new age" dos anos 90

por Paulo Neto

Em meados dos anos 80, houve um interesse sem precedentes na música étnica que se fazia um pouco por todo o mundo, criando um movimento daquilo a que se convencionou chamar world music ou new age. Um dos factores para o crescimento desse movimento residia numa resposta à constante uniformização e industrialização da música popular, buscando sonoridades mais genuínas. Porém, foi ainda nos anos 80 que se descobriu que, com a produção certa e um travo de pop, uma canção cantada numa língua obscura poderia ser um êxito global. Os casos mais marcantes foram "Yeke Yeke" do malinês Mory Konté e "Im Nin' Alu" da israelita (já tragicamente falecida) Ofra Haza.
Chegados à década seguinte, vimos vários casos de hits internacionais que misturavam pop com sonoridades invulgares, por vezes cantados em línguas pouco conhecidas. Analisemos seis exemplos marcantes.

Deep Forest é um projecto de dois produtores franceses, Michael Sanchez e Eric Mouquet. O tema mais conhecido do colectivo, "Sweet Lullaby", data de 1992. A parte vocal é um cântico Baegu intitulado "Rorogwela", oriundo das Ilhas Salomão. Esse registo foi gravado em 1970 por um etnomusicólogo alemão e a voz que se ouve é atribuído a Afunakwa, oriunda da ilha de Malaita, que terá falecido em 1997 ou 1998. 
 Mas julgando pela letra, esta canção de embalar é tudo menos doce, já que é sobre um pequeno órfão a ser confortado pelo irmão mais velho após a morte dos pais deles. Ainda assim, o tom encantatório da parte vocal aliado ao som de panpipes provou ser uma combinação eficaz, e o tema conquistou os tops um pouco por todo o mundo. Existem dois videoclips: um com uma mãe africana e o seu filho a caminharem por um extenso areal de dunas e outro realizado por Tarsem Singh, mostra uma menina a passear pelo mundo no seu triciclo para acabar embalada nos braços da sua mãe.
   

Os Deep Forest continuam no activo, com o último álbum editado de 2008. A sua música foi utilizada por filmes como "Prêt-A-Porter" e "Estranhos Prazeres" e colaboraram com artistas como Peter Gabriel, Jon Anderson, Cesária Évora, Youssou N'Dour, Ana Torroja e Josh Groban. Em 1995, venceram o Grammy para Melhor Álbum de World Music com o álbum "Bohéme". 


Os Enigma são um dos projectos mais conhecidos deste tipo de música. Mentorizado pelo romeno-germânico Michael Cretu (durante longos anos casado com a popstar Sandra), já em 1991, tinham tido um êxito à escala mundial com "Sadness Part 1" que misturava batidas dançáveis com cânticos monacais. (Aliás,  foi também nos anos 90 que coros de monges gregorianos tornaram-se campeões de vendas!) No álbum seguinte dos Enigma em 1994, o grande destaque foi para o tema "Return to Innocence". O célebre cântico que domina a canção é um sample de "Jubilant Drinking Song", um cântico aborígene da ilha de Taiwan. Igualmente célebre é o videoclip onde se vê a vida de um homem a andar para trás.

Michael Cretu utilizou o sample, acreditando que se tratava de um cântico de origem popular, e por isso sem direitos de autor. Só que afinal o trecho estava atribuído a dois músicos taiwaneses aborígenes, Kuo Ying-Nan e Kuo Hsiu-Chu, que processaram Cretu em 1998. Acabaram por chegar a um acordo pecuniário fora do tribunal e os dois Kuo desde então são creditados pelo tema e têm direito a uma parte dos royalties. E como é sabido, os Enigma ainda seguem no activo.

Também de 1994, o álbum "In Existence" do projecto Beautiful World, liderado pelo inglês Phil Sawyer, músico e produtor envolvido em vários grupos rock nos anos 60, que desde os anos 80 produzia música para documentários e anúncios publicitários. Portugal foi um dos países onde o álbum teve mais sucesso, chegando a disco de ouro, destacando-se a faixa-título, cantada em swahili.


O projecto Beautiful World editou mais três álbuns, o mais recente em 2007.


Com tantos cânticos vindos de sítios recônditos a tornarem-se hits internacionais, era uma questão de tempo até haver algum êxito com cantares índios nativo-americanos. E lá surgiu em 1995, pelo comando do colectivo alemão Sacred Spirit. "Yeha-Noha" era cantado no idioma Navajo pelo ancião Jake Kee Chee. A letra fala sobre uma lenda em que os animais diurnos e nocturnos disputavam um jogo em que quem encontrasse uma bola, ganharia o direito a haver dia ou noite permanente. O single foi n.º 1 em França.

O projecto Sacred Spirit também continua no activo mas desde 2003 que trocou os cantos índios pelas remisturas e adaptações de temas jazz e blues.

O hino do Natal de 1995 foi "Nirvana" do projecto espanhol Elbosco. O vídeo foi filmado na Índia, embora o tema seja cantado em inglês e latim, sendo o refrão cantado pelo jovem coro da Escolanía del Real Monasterio of San Lorenzo, por rapazes de 9 a 14 anos. O álbum "Angelus" foi n.º 1 em Espanha e Portugal. 



O projecto produziu mais um álbum "Virginal", de 1997.

A nossa viagem termina em 1998 (se bem que a edição original seja de 1996), com o colectivo francês Era, comandado pelo Eric Levi, e o famoso "Ameno" a fazer furor no nosso país. O álbum chegou ao n.º 1 do top e foi disco de platina. Mais uma vez, o público deixou-se seduzir por cantos pseudo-monacais em pseudo-latim. Este remix dançável também ajudou ao sucesso.

 


O projecto Era continua bem activo, tendo editado em 2010 o seu oitavo álbum. 












  





Faca de Sobrevivência Ranbos (1988)

Muito admirador do Rambo de Stallone deve ter adquirido esta (e do género) "famosa faca de sobrevivência de que todo o mundo fala": Ranbos (sim, 'Ranbos', não 'Rambos'), a faca de mato que podia ser muito útil para campismo, dar cabo do canastro a vietnamitas e soviéticos, sobreviver numa ilha deserta ou combater a invasão extraterrestres comunistas da 5ª dimensão. Ok, se calhar para campismo... porque até é mais  em equipada que a versão do filme. Por menos de 3 contos!
Nunca precisei de sobreviver na cruel natureza, mas sempre me fascinou a ideia de uma faca com bússola e uma série de tralha escondida dentro do punho: serra de fio, linha, chumbos e anzóis para pescar, agulhas de cozer. E a bainha para a faca ainda trazia uma pedra de afiar. Quando via este anúncio em revista ficava sempre a imaginar que outras coisas seriam possíveis de esconder dentro do punho: um mapa do tesouro? Fósforos?

Um video da faca, feito por uma criança (coisas que combinam tão bem, crianças e facas):

No video não parece tão afiada como na foto...

Réplica da faca criada para o filme "Rambo - A Fúria do Herói" (1982):


Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 202 (Tomo XXXIV) de Fevereiro de 1988.

Se algum dos leitores teve uma experiência interessante com uma faca destas, pode contar-nos tudo aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos"

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Dartacão - figuras monocromáticas

Duas figuras e plástico monocromático do Dartacão (o protagonista da série animada "Dartacão e os Moscãoteiros"), do inicio dos anos 80, mas que adquiri em 2011. Recordo-me bem que tive iguais na infância, que entretanto se perderam. Este par é branco, mas existem em várias outras cores. Já não me recordava, porque na altura que foram postos à venda eu era muito novo, mas tinha a impressão que eram daqueles bonecos que vinham como brinde em bolos de chocolate como o Cake Bar, mas segundo a minha pesquisa, eles eram vendidos em carteirinhas com o boneco, 1 autocolante redondo e 1 pastilha elástica. 

Cá está, um close-up dos meus Dartacãos (Dartacães?):
Foto: Cine31 Collector's Edition

Podem ( e devem!) ver uma série de fotos com mais personagens nos blogues "Vmminarte Monocromáticos" e Geração Heidi.

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