terça-feira, 18 de setembro de 2012

Manimal (1983)


Cancelada ao fim de apenas oito episódios, a série norte-americana de aventura e fantasia  "Manimal" era protagonizada pelo actor britânico Simon MacCorkindale (como o doutor   Jonathan Chase) e Melody Anderson (que encarnou Dale Arden no filme "Flash Gordon" de 1980, aqui como a detective Brooke Mackenzie). Jonathan Chase é um professor de "Ciências do comportamento animal", que auxilia as autoridades como consultor para ajudar a resolver crimes, e que tem a habilidade de se transformar em diferentes animais. Durante a curta duração da série, foram exibidas apenas três transformações de humano em: falcão, pantera-negra e serpente. Offscreen transformou-se noutras ocasiões em periquito, gato, tubarão, golfinho, cavalo, urso pardo e  até em vaca. Os óbvios pontos altos dos episódios eram essas transformações, através dos efeitos especiais concebidos pelo premiado Stan Winston. Além de Brooke, só o seu amigo Ty Earl (Michael D. Roberts, e Glynn Turman no episódio piloto ) sabia dos poderes de Chase.

A transformação em pantera negra:

A série foi criada por Glen A. Larson e Donald R. Boyle. Glen A. Larson - que também produziu - já tinha dado ao mundo da televisão séries como "Galactica", "Buck Rogers" e "O Justiceiro", entre muitas mais. A banda sonora esteve a cargo de Alan Silvestri, que pouco depois iria compor os temas da trilogia "Regresso ao Futuro", "Predador", etc.

O video seguinte, além do genérico inicial, explica a origem dos poderes do protagonista, narrado por William Conrad:


Pouco mais me recordo da série que do genérico e as transformações, mas o cancelamento prematuro deveu-se às baixas audiências, visto que foi exibida no mesmo horário que o colosso "Dallas" da CBS. Curiosamente, na altura teve mais sucesso fora dos EUA, mas tornou-se uma série de culto e ainda é  bastante recordada.

Em 1998, o professor Chase teve uma aparição especial na série "Night Man" ( também de Glen A. Larson, que creio que foi exibida na TVI), aliando-se ao herói Night Man para parar o Jack O Estripador. Um curiosidade bastante famosa foi o facto de uma cena ter sido filmada simultaneamente de dois ângulos diferentes, uma para o "Manimal" e a outra para o "Automan", outra criação de Glen A. Larson, filmada na mesma altura, e que também teve um breve tempo de vida útil...

A transformação em serpente:

A transformação em falcão:

Soube-se em Setembro de 2012 que Sony Pictures Animation adquiriu os direitos para cinema, tencionando adaptar a série a um filme que mistura imagem real e efeitos por computador. [Fonte]


Nuno Mark já cromou a série:


T-Ball Acrobatic Team



 Publicidade ao brinquedo "T-Ball Acrobatic Team", da Concentra. Este "T-Ball - o saltitão que bate bem da bola" lembra uma bizarra fusão entre um pogo stick e uma pogo ball, e basicamente servia para... saltar:




Duas versões actuais deste género de brinquedo, uma grande bola de borracha, com uma base para os pés e um poste com manípulos:


Na Internet consegui encontrar pouca informação sobre estas T-Ball, mas em sites de patentes, há indicações que a marca "T-Ball Acrobatic Team" terá sido registada em 1996 (pedido ainda em 1994) pela MONDO S.P.A.. Em Portugal foi distribuída pela Concentra.

Um reclame francês da T-Ball Acrobatic Team, de 1995:

O anúncio foi publicado nas páginas de uma revista de banda desenhada e faz parte da grande colecção croma que a Ana Trindade  tem em exposição no Facebook.

Mais cromos da Ana Trindade: "Enciclopédia de Cromos - Ana Trindade"

Mais vídeos da Enciclopédia de Cromos: "Vimeo - Canal Enciclopédia de Cromos"


Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos". Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".

Pandy (1988)

 Novidade em 1988, o iogurte magro para beber "Pandy", da empresa de lacticínio Ancora ("a paixão da Qualidade").
A catchfrase: "é uma Pandyga!" (perceberam o trocadilho? a reunião de criativos para o anúncio deve ter sido uma "pandyga")

Os três aromas disponíveis, da esquerda para a direita: Frutos Silvestres, Frutos Tropicais e Morango:

Eu tenho um trauma com este género de iogurtes líquidos, que eram vendidos em copinhos. Tive a "sorte" de no primeiro dia de aulas no 5º ano (em 1989) ter a minha mochila encharcada em iogurte líquido, cortesia de um colega de me esborrachou a mochila com o iogurte lá dentro. Bons tempos!


Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 207 (Tomo XXXV) de Agosto de 1988.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

OKICOM-E (1988)

Centrais telefónicas e telefones OKICOM-E, "fabricado pela OKI, líder mundial e fabricante nº 1 no Japão." e autorizados "oficialmente pelos CTT/TLP.

Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 207 (Tomo XXXV) de Agosto de 1988.

sábado, 15 de setembro de 2012

Isto Só Vídeo (1992-1998)

por Paulo Neto

Em 1992, a ideia de que as pessoas poderiam filmar coisas a partir dos telemóveis era para além de futurista. (Aliás a mera ideia de que qualquer um podia ter um telemóvel e comprá-lo como quem compra, sei lá, um relógio já seria estratosférica para essa altura).


Mas já em 1992, à boleia da massificação dos videogravadores nos lares portugueses, as câmaras de filmar também começavam a tornar-se também um objecto comum para as famílias portuguesas. No seu advento, eram bastante grandes e pesadas e uma pessoa filmava como quem carrega um tijolo ao ombro. Era o caso da câmara de filmar lá em minha casa, que o meu pai adquiriu no início dos anos 90 por motivos de trabalho, mas que depressa também serviu para documentar os acontecimentos familiares: o baptizado do meu irmão, os passeios em família e por aí fora.
E tal como nós, várias famílias portuguesas rendiam-se às delícias dos home videos para registar numa cassete de vídeo tudo e mais alguma coisa. Outros terão mesmo aderido secreta e entusiasticamente a um outro certo subgénero de vídeos caseiros de foro sexual. 
Enquanto as câmaras filmavam, era frequente que as mesmas captassem algum momento inesperado: a avó que cai da cadeira durante um serão de sardinhada, a noiva que tropeça à saída da igreja, a criança que puxa o rabo ao gato, o jovem que se espalha ao comprido ao fazer um cavalinho de bicicleta, o bolo de aniversário que aterra na cara do aniversariante, a bailarina do espectáculo da colectividade local que resvala para fora do palco, o cão que anda às voltas tentando apanhar a cauda...Enfim momentos que garantiam risota colectiva no momento do visionamento.



Foi então que em 1992, surgiu um programa que fez com que os portugueses tivessem sempre vontade de pôr a câmara a funcionar, na esperança de conseguir apanhar um desses momentos divertidos. Falo obviamente do "Isto Só Vídeo", apresentado por Virgílio Castelo e que dava na RTP nas noites de terça-feira. O formato do programa já existia há algum tempo no estrangeiro, começando no Japão em 1986, depois nos Estados Unidos com o "America's Funniest Home Videos" em 1989, alastrando-se rapidamente a vários outros países. Aqueles que apanhavam a TVE já conheciam o equivalente espanhol "Videos de Primera". Portugal não perdeu pela demora e o sucesso foi imediato também aqui.


O programa era gravado no extinto Teatro Vasco Santana, perante uma audiência (normalmente composta por comitivas de escola e de colectividades locais) que visionava os vídeos sob os comentários cómicos de Virgílio Castelo e efeitos sonoros bem ilustrativos. Entre as exibições dos vídeos, havia vários planos de membros da assistência a rirem-se a bandeiras despregadas. Além dos vídeos estrangeiros de um pouco por todo o mundo, sobretudo oriundo dos Estados Unidos, Alemanha e Japão, havia naturalmente blocos com vídeos portugueses. E a cada semana era eleito o melhor vídeo pela produção, que dava direito a um prémio. Entre os prémios que recordo serem atribuídos estavam câmaras de vídeo, vales das lojas Singer e um leitor de CD interactivo, uma espécie de esboço dos leitores de DVD. Outra das rubricas mais populares era um bloco de vídeos ao som de uma canção portuguesa. (Eis aqui um exemplo ao som de "O Postal dos Correios" dos Rio Grande) 
E a partir de então, era ver os portugueses de câmara ao ombro (felizmente que estas iam tornando-se cada vez mais pequenas e leves), em busca de captar um momento digno de enviar para o "Isto Só Vídeo" e quiçá ganhar o prémio semanal.



Virgílio Castelo apresentou o programa até 1996. Depois chegou a haver uma temporada do programa, exibida entre 1997 e 1998, apresentada por Rute Marques, sem assistência e com vozes-off a ilustrarem os vídeos. 
Já neste século, têm sido vários os programas do mesmo género que passaram na SIC e na TVI ("Olhó Vídeo", "Tá a Gravar", "K7 Pirata", "Gosto Disto", "Vídeo Pop") mas nenhum recuperou a mística do "Isto Só Vídeo". Até porque hoje, graças ao YouTube e quejandos, o mundo inteiro pode agora visionar aquele jantar de família em que a dentadura do avô caiu para dentro da terrina do cozido à portuguesa...

Genérico:





Excerto do programa em 1993 com Virgílio Castelo






Programa inteiro (1992): 





    

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Miss Universo (1990-1999)

por Paulo Neto

Top 6 Miss Universo 1994

Nos anos 90, os concursos de misses ainda atraíam algum público em Portugal mas, quiçá pelo facto das nossas candidatas nunca se destacarem nos certames internacionais como Miss Universo, Miss Mundo ou Miss Europa, o interesse era cada vez mais escasso. Isto apesar de algumas das nossas representantes  chamarem-se Carla Caldeira e Marisa Cruz. Mas a mais célebre eleição da Miss Portugal da década foi em 1997, devido a uma gaffe de Humberto Bernardo que anunciou erradamente a eventual vencedora, Icília Berenguel, como 2.ª Dama de Honor. (Momento imortalizado neste tesourinho deprimente do Gato Fedorento).
Em compensação, nos concursos internacionais de modelos, Portugal ia dando cartas, como provam o top 10 de Bárbara Elias em 1992 no Elite Model Look, e sobretudo a vitória de Diana Pereira no Supermodel Of The World de 1997, com apenas 14 anos!

As três finalistas de 1996

Ainda assim, Miss Universo continuou a ser o concurso de beleza mais popular em todo o mundo. Em 1996, o famoso multimilionário Donald Trump adquiriu o concurso. Diz-se que Trump o fizera como presente para a sua esposa na altura, Marla Maples, mas depressa ele percebeu o potencial do certame e contratou uma nova equipa de profissionais que conseguiu revitalizar a imagem do concurso quando já se notavam sinais de declínio.

Ronda do desfile em fato-de-banho em 1997

Durante a década de 90, a eleição processava-se com a eleição de dez semifinalistas, as quais desfilariam em fato de banho (os biquínis foram introduzidos nesta década) e em vestido de noite e passariam por uma entrevista dos apresentadores. Depois, seis candidatas eram escolhidas para a fase seguinte onde respondiam a perguntas do júri. Por fim, três finalistas eram eleitas e de entre eles, anunciava-se a vencedora e as duas damas de honor. Este formato durou, com uma ou outra alteração, até 2000.

Posto isto, quais foram as eleitas as mulheres mais belas do mundo de 1990 a 1999?


Vitória para a Noruega em 1990, graças a Mona Grudt, oriunda da cidade de Hell (que quer dizer "sorte" em noruegês). Durante o seu reinado, Mona entrou num episódio de "Star Trek - The Next Generation". Actualmente, é editora de uma revista de casamentos e vai fazendo algumas aparições regulares na televisão. Por exemplo, foi segunda na versão norueguesa do "Dança Comigo" e apresentou uma temporada de "Norway's Next Top Model".



A mexicana Lupita Jones seria a vencedora em 1991, tendo dominado facilmente a competição. Desde 1994, é ela a directora da organização de Nuestra Belleza Mexico, o certame que elege as representantes mexicanas para os principais concursos internacionais. O seu esforço deu finalmente frutos em 2010 quando outra mexicana, Ximena Navarrete, foi coroada Miss Universo.


Vitória bastante inesperada em 1992 para a Miss Namíbia Michelle McLean, pois todos previam que a vitória fosse disputada entre Índia, Colômbia e Venezuela. Michelle tornou-se a segunda africana a ser coroada Miss Universo, catorze anos depois da sul-africana Margaret Gardiner. Em 2009, apresentou o concurso de Miss Mundo desse ano na África do Sul.


Porto Rico alcançou a sua terceira coroa em 1993, graças a Dayanara Torres. O certame, que teve lugar no México, foi marcado por muitas vaias do público que não se conformou com a exclusão da candidata da casa do top 10. Viveu os cinco anos seguintes ao seu reinado nas Filipinas, onde coroou a sua sucessora e entrou em vários filmes, programas de televisão e anúncios publicitários. Dayanara foi casada com o cantor Marc Anthony, de quem teve dois filhos, e ela própria teve uma breve carreira musical.


1994 confirmou a Índia como a nova potência dos concursos de misses, com o triunfo de Sushmita Sen. E se foi difícil para Sushmita alcançar a coroa de Miss Universo, não foi nada menos fácil conquistar o título do seu país, pois ficou empatada com outra candidata no primeiro lugar e só venceu com uma pergunta de desempate. E quem era a outra candidata? Apenas Aishwarya Ray, que viria a vencer a Miss Mundo no mesmo ano e que tornar-se-ia uma das maiores estrelas de cinema de Bollywood de sempre. Sushmita também alcançou grande sucesso como actriz. Entre 2009 e 2012, foi a directora do concurso que elegia a representante indiana para a Miss Universo. De referir ainda que a primeira dama de honor, a colombiana Carolina Gomez, esteve em Portugal nesse mesmo ano para coroar a Miss Praia Nova Gente de 1994.


Em 1995, a americana Chelsi Smith tornou-se a segunda Miss Universo negra (a primeira tinha sido a tobaguenha Janelle Comissiong em 1977). Desde então, Chelsi tem tido uma carreira activa na televisão como actriz e apresentadora. Também deu uma perninha como cantora, ao gravar uma canção para a banda sonora do filme "A Coisa Mais Doce". De referir ainda a primeira dama de honor, a indiana Manpreet Brar, que ficou para a história como a miss que mais impressionou pelo seu cérebro do que pela sua beleza.


A mega-potência Venezuela viria a produzir mais uma Miss Universo em 1996 com Alicia Machado, que viria a ser a vencedora mais controversa da década. Não pela vitória em si, que foi indiscutível em toda a linha, mas porque logo a seguir engordou demasiado, ao ponto de a organização ter considerado retirar-lhe o título e houve até rumores de que estaria grávida. Alicia submeteu-se a uma dieta rigorosa e manteve o título. Foi protagonista de algumas telenovelas no seu país, como "Samantha", que passou na RTP. Actualmente, Alicia vive e faz carreira no México e em 2006 pousou para a Playboy local. Em 2005, participou na versão espanhola da "Quinta das Celebridades".


A coroa voltaria aos Estados Unidos em 1997, graças à havaiana Brook Lee. Então com 26 anos, Brook detém o recorde da mais velha Miss Universo a ser coroada (a idade limite máxima é de 27). Essencial para o seu triunfo foi a pergunta final. Quiçá em solidariedade com a sua antecessora Alicia Machado, quando questionada sobre o que ela faria se durante um dia ela pudesse fazer o que quisesse sem limitações nem consequências, Brook respondeu: "Comia de tudo a dobrar!". 


Segunda vitória para Trinidad & Tobago em 1998, o país que gerou a primeira Miss Universo negra. Wendy Fitzwilliam seguiu os passos da sua compatriota Janelle Comissiong e voltou a trazer a coroa para a nação caribenha. Após o seu reino, Wendy continuou envolvida em várias acções humanitárias, tendo sido nomeada Embaixadora da Cruz Vermelha para a juventude. Tem um programa de rádio com o seu nome e escreveu um livro onde relatou a sua experiência como mãe.


1999 foi um ano de várias surpresas. Pelo segundo ano consecutivo, foi coroada uma Miss Universo negra. O Botswana participava pela primeira vez e não é que acabaria logo por ganhar com a sua candidata Mpule Kwelagobe? O que significava que pela primeira vez, ganhava uma candidata africana negra (as outras duas Miss Universo africanas eram caucasianas). Mpule tem desde então sido uma proeminente activista de causas humanitárias e foi nomeada Embaixadora da Boa Vontade pela ONU. De referir ainda que apenas pela segunda vez na história do certame, a Miss Estados Unidos ficou fora das semifinalistas e que pela primeira vez, Portugal não saiu de mãos a abanar pois Marisa Ferreira foi eleita Miss Simpatia.


Grenos (1988)

Anúncio a materiais de construção representados pela "Grenos", incluindo torneiras "Mamoli", acessórios "Inda" e cerâmica "Dolomite".

Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 207 (Tomo XXXV) de Agosto de 1988.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Que Família!/Full House (1987-1995)

por Paulo Neto

Nos anos 80, o cinema e a televisão arranjou terreno fértil para momentos de humor na redefinição do papel dos géneros na sociedade, nomeadamente no caso de homens que passavam a ser donos de casa. Por exemplo na série "Chefe...Mas Pouco", que já abordámos aqui. No cinema, o caso mais célebre foi "Três Homens e um Bebé". Mas entre 1987 e 1995, uma série levou a situação de homens a fazerem a lida da casa e tomarem conta de crianças a um novo nível.
A série teve o título em português de "Que Família!" mas é igualmente conhecida pelo título original "Full House". Estreou na RTP no início dos anos 90, e recordo-me sobretudo de ser exibida aos Domingos à tarde.

  

A série narrava as aventuras de três homens adultos a educarem três meninas. Vendo-se de repente, viúvo e com três filhas para criar (uma delas recém-nascida), o jornalista desportivo Danny Tanner (Bob Saget) recorre ao seu cunhado Jesse Katsoupolis (John Stamos), um aspirante a estrela de rock e ao seu melhor amigo Joey Gladstone (Dave Coulier), um cartoonista comediante de stand-up, para o ajudar a tomar conta das três filhas: Donna Jo, que todos tratam por D.J. (Candace Cameron), Stephanie (Jodie Sweetin) e Michelle (Mary Kate e Ashley Olsen). Os seis vivem todos juntos numa casa em São Francisco e grande parte do humor da série vinha das atrapalhações dos três homens ao lidar com as meninas como, por exemplo, mudar as fraldas de Michelle, tratar da varicela de Stephanie ou ter conversar com D.J. sobre "aquela altura do mês".




Danny é fanático de limpeza e normalmente é ele que tem de ser o mais autoritário com as filhas, o que faz com que estas achem mais piada aos pais alternativos Jesse e Joey. É especialmente protector com Michelle e tende-lhe dar mais mimo e atenção do que tinha dado às outras duas filhas. Mais tarde passa a ser apresentador de um talk show matinal. 
Jesse não tinha nenhuma experiência em cuidar de crianças mas assim que passa a viver com o cunhado e as sobrinhas, foi gradualmente aprendendo, a bem ou a mal. Tem o sonho de um dia a sua banda fique famosa e passa a maioria da série a tentar encontrar um rumo para a sua vida. No final da série, já tem a sua própria família, onde faz valer a experiência adquirida com as sobrinhas. É particularmente obcecado com o seu cabelo. 
Joey é adorado pelas meninas Tanner pois tem um lado infantil muito vivo devido à sua paixão por cartoons e pelas piadas que gosta de fazer, mas quando é preciso sabe dar-lhes bons conselhos.
Com 10 anos no início, a série acompanha D.J. na entrada da adolescência, cujos problemas causam embaraço aos seus três "pais". Embora seja frequente andar às turras com as irmãs, preocupa-se muito com elas, ao ponto de querer ser uma figura materna para elas.
Stephanie, a filha do meio, é a mais espevitada e intrometidas das três. Gosta muito de espiar D.J. e de pregar partidas aos três "papás". À medida que vai crescendo, vai adquirindo mais maturidade e passando por situações adversas. "How rude!" é a sua frase de marca.
À medida que Michelle foi crescendo, foi tendo cada vez mais destaque na série, devido à popularidade das gémeas Olsen. Apesar de ser sobreprotegida por Danny e particularmente próxima de Jesse, não é uma criança mimada, revelando-se extrovertida e comunicativa.



Duas personagens femininas também viriam adquirir protagonismo na série: Becky Donaldson (Lori Loughlin), a parceira de Danny no talk show e Kimmy Gibbler (Andrea Barber), a melhor amiga de D.J. Becky é uma moça certinha que, num caso de extremos opostos, apaixona-se por Jesse. Becky e Jesse acabam por casar e ter dois filhos gémeos. Com a convivência com os Tanners, também ela torna-se uma referência importante na educação de D.J., Stephanie e Michelle.
Kimmy é coscuvilheira, compradora compulsiva e não muito abençoada pela inteligência, o que faz com que a maioria dos Tanners (sobretudo Jesse e Stephanie) não a suporte, mas D.J. não se importa com isso e mantém com ela uma amizade duradoira.
Destaque ainda para Steve Hale (Scott Weinger), o mais regular dos namorados de D.J. ao longo da série.

A principal razão pela qual duas gémeas foram usadas para o mesmo papel vem das leis do trabalho infantil do estado da Califórnia que limita o número de horas em que uma criança pode trabalhar, nomeadamente na área da representação. Por isso, é costume em Hollywood utilizar-se gémeos para os papéis de bebés no cinema e na televisão: excedendo o tempo previsto na lei com um dos gémeos, é possível continuar a filmar com o outro. Foi o que se sucedeu com Ashley e Mary Kate Olsen, que tinham apenas nove meses quando começaram a filmar na série. Por vezes, as duas apareciam em cena ao mesmo tempo como num episódio onde Jesse tem uma alucinação em que vê duas Michelles. (Já agora, refira-se que apesar de serem muito parecidas, Mary Kate e Ashley Olsen não são gémeas idênticas.)

Actualmente todo o elenco de "Que Família" continua activo na televisão. Por exemplo, Bob Saget apresenta há largos anos a versão americana do "Isto Só Vídeo" e faz a voz off de "Foi Assim Que Aconteceu" e John Stamos brilhou em "Serviço de Urgência" e "Glee" (e o seu cabelo também!). E claro está, a ascensão das gémeas Olsen de prodígios infantis (além da série, fizeram vários telefilmes, alguns deles produzidos por elas mesmas!) a ícones fashion é sobejamente documentada.
Os actores têm feito questão de afirmar que se sentiam como que formando uma verdadeira família nas filmagens e ainda hoje mantêm boas relações de amizade. E por exemplo, foi Dave Coulier que apresentou Candace Cameron ao seu actual marido, o jogador de hóquei no gelo russo Valery Bure.




  
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