sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Buck Rogers (1979-81)







O herói Buck Rogers nasceu nas páginas das novelas pulp em 1928, cinco décadas antes da série de finais dos anos 70. Em 1929 passou para a banda desenhada com tal sucesso que surgiram muitos imitadores desse estilo de aventura e exploração espacial, como o famoso "Flash Gordon". O seu criador foi Philip Nowlan que provavelmente não imaginava que quase um século depois ainda subsistissem várias adaptações do seu herói em meios tão diversos como a rádio, os filmes em folhetins, videojogos ou séries de televisão, além das formas impressas, é claro.

Nos anos 50 já tinha existido uma série, mas a maioria das pessoas vivas recorda é claro a que hoje nos ocupa, estreada no dia 20 de Setembro de 1979 até Abril de 1981, ao longo de duas temporadas.
A sonda carregando o corpo congelado de Buck Rogers só aterrou em Portugal, a 10 de Março de 1984, na RTP-1, ás 18h dos Sábados. Pelo menos foi a data mais recuada de que encontrei registos, até ao momento. E a meio do ano já andava em exibição os episódios da segunda temporada. As emissões prolongaram-se até o final de 1984, até 17 de Novembro. Na semana seguinte, as aventuras de Buck Rogers deram lugar ás aventuras do "Automan - O Homem Automático" e o seu carro que fazia curvas de 90 graus (no ar na RTP até Fevereiro de 1985 tempo suficiente para emitir os 12 episódios desta série cancelada prematuramente).
Tal como produtos como "Galactica", "Buck Rogers In The 25Th Century" - ambos produzidos por Glen A. Larson ("O Justiceiro", "Automan", "Magnum P.I", "Manimal", etc) - foi desenvolvido para aproveitar o filão aberto por "A Guerra das Estrelas" em 1977. E tal como "Galactica", "Buck Rogers" testou a aceitação do conceito nas salas de cinema primeiro e depois no formato de episódios semanais, neste caso um total de 37 episódios. 

O filme "Buck Rogers no Século 25" (segundo o IMDB teve estreia em Portugal a 12 de Outubro de 1979) foi editado, com cenas suavizadas, outras cortadas e também acrescentadas para o transformar nos primeiros episódios da série. O plot é simples: numa missão espacial no futurista ano 1987, o astronauta capitão William Rogers, "Buck" para os amigos, sofre um acidente que o deixa inanimado por 500 anos. Buck é reanimado em 2491 e tem que se adaptar à vida com os humanos sobreviventes de um cataclismo nuclear, que além de reconstruir o planeta são ameaçados por extraterrestres hostis. 

Entre os vilões destaca-se a bela Princesa Ardala (Pamela Hensley), apostada em conquistar a Terra e o mulherengo Buck Rogers interpretado pelo galã Gil Gerald (conhecido basicamente pelo desempenho de...Buck Rogers. E pouco mais). 

A companheira de aventuras e possível interesse amoroso ficou a cargo da modelo Erin Gray, como a coronel Wilma Deering.



E o que recordo melhor da série que devo ter visto muito novo é o irritante sideckick "Twiki" o robot amigo/criado dos defensores do planeta. Pelo menos nas minhas memórias é irritante, como uma versão criança do C3-PO ou o Alpha 5 dos Power Rangers. Sinceramente não faço ideia, nunca mais revi os episódios desde que os vi lá para inícios dos anos 80 na RTP. E consegui recentemente confirmar, a minha sensação que entre nós a grafia do título da série era "Buck Rogers no Século XXV".


A segunda temporada trouxe uma grande mudança de estilo mais perto da "Star Trek" - em busca de antigas colónias da Terra a bordo da nave Searcher - entre outras que contribuíram para o cancelamento em 1981. 



Consegui localizar no "Diário de Lisboa" a crítica de Jorge Leitão Ramos ao filme:



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