A série está disponível na íntegra no YouTube, mas creio que com uma nova dobragem de Eládio Clímaco.
1.º episódio
6.º episódio
Último episódio
A série está disponível na íntegra no YouTube, mas creio que com uma nova dobragem de Eládio Clímaco.
1.º episódio
6.º episódio
Último episódio
No "Puzzle Parque" há também a gata Pintas e o cão Frosques, que junto das crianças portam-se como os bichos que são, mas que conversam como humanos quando estão sozinhos, e os Pintamantas, os zeladores do parque, cada um da sua cor, que falam num idioma imperceptível mas que percebem o que as crianças lhes dizem. Em alguns episódios, surge uma sétima criança, Kyle O'Connor, um rapazinho de raízes irlandesas que se desloca em cadeira de rodas.
Outra presença importante é a do Weebus, um supercomputador com o qual as crianças consultam para comunicar com pessoas no exterior do parque e colocam perguntas que querem ver respondidas, geralmente sobre clips com depoimentos de crianças reais sobre o tema em questão no respetivo episódio.
Para os petizes dos anos 80, além dos espaços infanto-juvenis da RTP, também era possível ver desenhos animados quando a RTP precisava de encher chouriços na programação. O exemplo mais célebre de uma série animada usada para esse fim era "Wacky Races", mas outras séries foram utilizadas para esse efeito, como "Luno, O Cavalo Branco".
No original "Luno, The White Stallion", a série era dos estúdios Terrytoons, dos quais a criação mais famosa era o "Mighty Mouse" (ou o "Super Rato", como se chegou a ser denominado por cá), e que tiveram outras desenhos animados que serviram para tapar um outro buraco na programação da RTP, como "The Astronut", "Dinky Duck", "Deputy Dawg" ou "Heckle & Jeckle".
"Luno, O Cavalo Branco" contava as aventuras de um rapazinho chamado Tim que tinha o poder de transformar o seu cavalo de brinquedo, o titular Luno, num cavalo alado real e falante que o leva para lugares distantes onde ambos vivem várias aventuras, por vezes inspiradas em clássicos da literatura como "Moby Dick" e "O Ladrão de Bagdade". Para a transformação de Luno, Tim dizia a frase: "Oh winged horse of marble white, take me on a magic flight!" ("Ó cavalo alado de marfim branco, leva-me num voo mágico!") Eu achava piada à reação meia assustada do Tim durante a transformação, como se ele tivesse sempre medo de que algo corresse mal e em vez de um cavalo alado, aparecesse, sei lá, uma mula sem cabeça!
Ao todo foram feitos dezassete episódios de cerca de seis minutos de "Luno, O Cavalo Branco" entre 1963 e 1965: seis deles originalmente concebidos para passar nos cinemas e as outras onze para serem incluídas nas séries antológicas da Terrytoons na televisão americana da altura. Bob McFadden era a voz de Luno, enquanto a voz do Tim era inicialmente de Norma MacMillan (que também era a voz original do Gasparzinho) e depois de Dayton Allen.
A maioria dos episódios está disponível no YouTube. Eis aqui quatro deles:
"Trouble In Baghdad"
"The Missing Genie"
"King Rounder"
Com o Natal mesmo à porta, recordamos hoje uma série animada bem adequada a esta época. No seu original "Mori no Tonto-Tachi", "Noeli" foi uma série animada japonesa de 1984 de 23 episódios. A série passou duas vezes na RTP1, a primeira entre Novembro de 1987 e Abril de 1988 aos Sábados de manhã no espaço "Juventude & Família" e a segunda diariamente durante as férias de Natal entre 15 de Dezembro de 1990 e 6 de Janeiro de 1991.
A série passa-se na Lapónia, numa pequena comunidade liderada pelo titular Noeli, um simpático velhinho de barbas brancas que todos os anos por altura do Natal sai pelo mundo para distribuir presentes para todas as crianças. (Sim, trata-se do Pai Natal!). Nessa povoação, vivem também os Tontos, que trabalham nas mais diversas funções para preparar a saída anual de Noeli: existem os fabricantes de brinquedos, os guardadores de renas, os lenhadores, os moleiros… A série acompanhava a vida nesse povoado desde o início do Inverno até à chegada da Primavera.
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| Em cima: Elisa, João, Carina, Ana Em baixo: Hugo, Mário, Mafalda, Paulo |
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| Noeli, Maria, Emílio, Helga, Elias |
"As Aventuras dos Ursinhos Gummi" ("The Adventures of the Gummi Bears") é uma série animada produzida pela Walt Disney que 65 episódios (a maioria deles com duas histórias independentes), repartidos por seis temporadas, originalmente exibidos entre 1985 e 1991. Aliás foi uma das primeiras produções da Disney destinadas ao pequeno ecrã.
Em Portugal, lembro-me de a série ter sido exibida na versão legendada dentro do espaço do "Clubes Amigos Disney" e tenho uma vaga ideia de que depois também passou em outros espaços infanto-juvenis da RTP, mas não tenho a certeza.
A série passa-se no imaginário reino medieval de Dunwyn, governado pelo Rei Gregor, um monarca justo e benevolente, que prepara a sua filha, a Princesa Calla, para ser sua sucessora. O reino vive em paz e prosperidade mas uma ameaça começa a surgir na pessoa do Duque Igthorn, um cavaleiro exilado por traição a Rei. Igthorn planeia usurpar o torno e governar tiranicamente o reino, com a ajuda do seu exército de ogres.
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| Cubbi, Sunni, Gruffi, Zummi, Tummi e Grammi |
| Cavin e Calla |
Existem dois jovens humanos que descobrem a existência dos Gummi e rapidamente se tornam amigos deles: Cavin, um rapaz que vive no palácio onde trabalha como escudeiro de um dos cavaleiros de maior confiança do Rei, e a própria Princesa Calla, cuja descoberta lhe dá asas para escapar à monotonia dos seus deveres reais e viver o seu desejo de aventuras. Cavin e Calla travam uma amizade especial com Cubbi e Sunni respectivamente.
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| Toadie e Igthorn |
Por outro lado, o malvado Igthorn também descobre que ainda existem Gummi a viver na floresta e além de tomar o poder de Dunwyn, passa a ter como principal objetivo capturar os Gummi para que eles lhe revelem a fórmula da sua poção mágica, visto que ela também faz efeito nos humanos (embora de forma mais limitada). Felizmente, não só os Gummi e seus aliados se fazem sempre valer da sua inteligência e destreza, como os ogres ao serviço do Duque não primam nada pela esperteza. O ogre mais próximo de Igthorn e o vice-líder não oficial do exército é Toadwart. Toadie, como o Duque lhe chama, é o mais pequeno dos ogres mas é também o mais inteligente porque é o único que sabe ler e escrever. Toadie está sempre a bajular o Duque, mesmo se este compraz em maltratá-lo, e secretamente também anseia por ganhar mais poder. Lembro-me que num dos episódios, Toadie lidera os ogres numa revolta interna com Igthorn mas como depois ele ainda se torna mais autoritário que o Duque, os outros revoltam-se contra ele e trazem Igthorn de volta. Outra vilã que surge ocasionalmente em busca de obter a magia dos Gummi é Lady Bane, uma feiticeira malvada (com uma aparência semelhante à Rainha Má da Branca de Neve).
A série teve edições em VHS e DVD e está actualmente disponível no catálogo do Disney+.
"As Aventuras do Pequeno Koala" foi uma série japonesa de animação produzida em 1984 pelo estúdio Tohokushinsha Films e exibida em Portugal na RTP1 em 1991 às segundas-feiras no espaço "Brinca, Brincando" em 26 episódios, cada um com duas histórias.
A série foi produzida no mesmo ano em que a Austrália doou alguns koalas ao Japão, o que levou a um interesse do público japonês por estes animais. Por coincidência, em 1991, o ano em que a série foi exibida na RTP, o Jardim Zoológico de Lisboa recebeu uma família de koalas vinda da Austrália. (Foi também nesse ano de 1991 que eu visitei o Jardim Zoológico pela primeira vez.)
A dobragem portuguesa foi dirigida por Jorge Melo e o tema do genérico foi interpretado por Rosa Quiroga (que também era a voz da Menina Luísa):
Apesar do alto dos onze anos que tinha na altura, eu já achar a série um bocado infantil demais para mim, os bonecos era tão engraçados, sobretudo os pinguins, que eu costumava ficar a ver.
Um dos primeiros cromos aqui da Enciclopédia foi o da série animada "David, O Gnomo", obviamente devido ao nome comum à personagem titular e ao criador do blogue, David José Martins. Mas só recentemente abriu-se uma porta na minha mente que me fez recordar que existiu uma série infantil que passou na RTP nos anos 80 em que o nome da personagem titular é o mesmo daquele que vos escreve estas linhas. E não, não é "O Carteiro Paulo", da qual só me lembro de passar na televisão já no século XXI (embora aparentemente também tenha dado em 1990).
Falo sim de "Paulo, o Duende". (Já agora, qual é a diferença entre um duende e um gnomo?). Tratava-se de uma série de marionetes holandesa que passou na RTP em 1988. Na verdade, houve duas séries com essa personagem produzidas nos Países Baixos, a primeira nos anos 60 (1967-1968) com bonecos feitos pelo criador da personagem, Jean Dulieu, que também fez todas as vozes. Mas suponho que a série que passou em Portugal foi a que foi produzida nos anos 70 (1974-75), com bonecos feitos pelos irmãos Slabbers, e que lembro de já achar datada para 1988.
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| Jean Dulieu |
Como foi referido, a personagem titular, no original "Paulus, de boskabouter", foi criada por Jean Dulieu, pseudónimo de Jan van Oort (1921-2006). Começou em 1946 como tira de banda desenhada num jornal e depois em revistas de BD, e também teve uma série radiofónica entre 1955 e 1964, com Dulieu a fazer as vozes de todas as personagens, excepto a de uma princesa, que era a da sua filha Dorinde. Nos anos 70, as histórias do duende também foram publicadas em livros infantis, algo que foi recuperado a partir de 2003. A última tira de BD saiu em 1984.
A personagem titular é um duende que zela pela tranquilidade num bosque onde é amigo de todos os animais que lá habitam e que é sempre chamado quando existe alguma siatuação para resolver, geralmente causada pela sua némesis, a bruxa Eucalipta. Entre os seus amigos animais contam-se o texugo Gregório e o corvo Santana, mas a personagem que eu lembro de mais gostar era a do mocho Ubu, que falava sempre num tom dramático. Quando um episódio terminava num cliffhanger, era costume Ubu aparecer a dizer solenemente "Continua no próximo episódio!"
A dobragem para a RTP esteve a cargo a quatro actores sediados no Porto, habitués nesta função: Jorge Paupério, Rosa Quiroga, Jorge Mota e Rui Oliveira.
E eis a canção do genérico:
Já conheces Paulo, o duende
Que vive num lindo bosque
Onde as horas já são tantas
Que até tem as barbas brancas
E livros todos diferentes
Cada dia vai contar
Histórias para sonhar
E atenção que lá vem ele...
Na hora certa (Na hora certa)
Para te embalar (Para te embalar)
Uma nova aventura (Anda já!)
Paulo, poh lá lá
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| Red, Wembley, Mokey, Gobo, Boober e um Doozer |
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| Os Doozers |
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| Os Gorgs |
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| Marjory |
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| Doc e Sprocket |
A outra saída de Fraggle Rock é um túnel que dá para a casa de um ser humano, o inventor Doc (interpretado pelo actor Gerry Parkes) que vive com o seu cão (muppet) Sprocket. É nesta casa que Gobo se aventura para recolher os postais enviados pelo seu tio Travelling Matt. O Sprocket tenta em vão avisar o dono da existência dos Fraggles chegando mesmo até ir parar algumas vezes ao rochedo dos Fraggles e a aprender a dizer Gobo. Só nos últimos episódios é que o Doc descobre que os Fraggles são reais e fica amigo deles. Em Portugal, a série foi exibida com o núcleo original do Doc e Sprocket, mas em países como Reino Unido, França e Alemanha, esse núcleo foi adaptado com um actor local a fazer de Doc (em alguns casos com outras profissões como faroleiro ou padeiro) e o seu próprio Sprocket (que na versão francesa chamava-se Croquette).
Além da série com fantoches, em 1987 houve uma série animada de uma temporada (que foi exibida na RTP2 nos anos 90 sob o títulos "Os Fraggles"). Em 2007, a série original foi editada em DVD com dobragem em português. Existe também uma série spin-off com os Doozers e no início deste ano, foi lançada na Apple TV um reboot chamado "Fraggle Rock: Back To The Rock", em que desta vez existe uma mulher Doc, interpretada por Lilli Cooper e com muitas das vozes da série original.
Posto isto, vamos lá cantar: "Dance your cares away, worry is for another day, let the music play, down in Fraggle Rock!"
Genérico de abertura:
Genérico em português (edição DVD):
"Ovide E Os Amigos" é uma série animada de coprodução belga e canadiana (título original francês "La Bande À Ovide"), com 67 episódios de cerca de 13 minutos, originalmente exibidos no Canadá entre 1987 e 1988. Se não estou em erro, a série estreou em Portugal em 1990 no "Brinca, Brincando" na versão francesa com legendas em português, sendo mais tarde reexibida na RTP2 com uma dobragem em português, sob o título "Ovide E Companhia". (Para este texto vou utilizar os nomes da personagens na versão em francês.)
A série conta as aventuras de um grupo de animas de uma pequena ilha-atol algures no Oceano Pacífico, não muito longe da Austrália. O titular Ovide é um ornitorrinco azul e o líder não-oficial da ilha. Geralmente é ele que tem a solução para os problemas que surgem em cada episódio e costuma trazer consigo uma mala com uma televisão incorporada onde ele e o grupo de amigos assistem à programação. Os amigos mais próximos de Ovide são Ventribous, um ornitorrinco amarelo e hábil cozinheiro, Polo, um lagarto vermelho responsável pela limpeza da ilha e sempre em conflito com um bicho-da-madeira que faz buracos em tudo o que é sítio, e Wouaoua, um tucano branco sempre pronto pregar alguma partida. A única habitante feminina na ilha é Mira, uma canguru fêmea, que chegou à ilha e demorou a simpatizar com os outros animais, mas que depressa foi integrada. Mira é especialista em medicina herbal e em lançar o boomerang e, pelo que se vê no episódio sobre o Dia dos Namorados, todo os outros habitantes da ilha tem um crush secreto por ela.
O antagonista é Py, uma cobra piton, que como não podia deixar de ser, é mau como as cobras e que tem bastante inveja de Ovide, pelo que passa a vida a elaborar planos para tomar o poder da ilha, que inevitavelmente saem sempre furados. Até porque o seu cúmplice Zozo, um tucano cinzento, não prima pela inteligência. Mas apesar disso, Zozo até nem é mau tipo, alinhando com Py mais por amizade a este do que por maldade, e por isso não costuma sofrer grandes consequências. Lembro-me de um episódio em que Py aparentemente consegue que Ovide e os outros saiam da ilha e uma ornitorrinco-fêmea jornalista vem fazer-lhe entrevista à qual ele conta versões muito adulteradas e auto-enaltecidas de acontecimentos em episódios anteriores, mas no final tudo não passou de um sonho dele.
Outros habitantes da ilha são três coalas, Ko (com headphones), Ah (com óculos de sol) e La (muito atreito a soluços) quase sempre vistos sentados lado a lado num ramo de um árvore e Aie, uma preguiça que não faz mais do que ficar pendurada numa árvore e exclamar "Ai, ai, ai!".
Não exactamente uma residente da ilha mas uma presença constante é a ornitorrinco fêmea de cabelo cor-de-rosa, uma espécie de locutora de continuidade de uma televisão que anda pela ilha e que surge em determinados pontos em frente a uma personagem (sobretudo Ovide, mas também às vezes Py), geralmente dando-lhe informações úteis para a situação em que se encontram. Num dos episódios, ela avisa o ilhéus que aquele dia é sexta-feira dia 13, o que causa alguns percalços, mas no fim surge a advertir que se enganou ao ver o calendário do ano anterior e afinal era sexta-feira 14.
"Ovide E Os Amigos" era uma série despretensiosa e agradável de ver. Uma das minhas coisas favoritas era o tema do genérico com sonoridades tropicais e ao qual a adaptação da dobragem portuguesa conseguiu ser fiel.
por Paulo Neto
Em "Os Marretinhas", nós víamos o Cocas, a Miss Piggy, o Gonzo, o Fozzie, o Rowlf, o Animal e o Scooter em versão infantil, bem como Skeeter, uma personagem inédita que era a irmã gémea do Scooter. Aqui eles são crianças numa creche, ao cuidado de uma humana a quem eles se referem apenas como Nanny e da qual nunca vemos a cara (na maior parte dos episódios só se viam os sapatos e as meias às riscas).
Mas mesmo criancinhas, estes Marretinhas tinham as mesmas características dos seus equivalentes adultos: o Cocas é o líder introspectivo, a Piggy é a diva temperamental enamorada do Cocas, o Gonzo mete-se em esquemas mirabolantes, o Fozzie continua a ser um comediante incompreendido, o Rowlf é inseparável do seu piano, o Scooter gosta de engenhocas e o Animal comporta-se de forma… animalesca. Já a Skeeter, ao contrário do irmão, gosta mais de actividade física. Em alguns episódios, também apareciam versões infantis do Dr. Bunsen Honeydew e do Beaker. Outros Marretas também surgiram nas últimas temporadas como Janice e os Statler & Waldorf.
Em cada episódio, os Marretinhas deixavam-se levar pela imaginação e viviam várias aventuras sem nunca sair da série, geralmente só voltando à realidade quando a Nanny aparecia para ver como estavam as coisas. Também era comum eles recriarem filmes e histórias conhecidos como "A Guerra Das Estrelas" e o "O Feiticeiro De Oz" e a série frequentemente incluía excertos de filmes e séries e um momento musical em cada episódio.
A série teve um total de 107 episódios e em 2018 teve uma reboot com animação em CGI.
Genérico de abertura:
Excerto:
Há dias lembrei-me desta série que não parece ser muito recordada hoje em dia, mas que eu me lembro de achar piada. "Os Smoggies" era uma série animada de 52 episódios de produção franco-canadiana e o seu tema principal era a protecção do ambiente. Em Portugal, passou na RTP entre 1991 e 1992 no espaço "A Hora Do Lecas".
Apesar de darem título à série, os Smoggies eram os vilões, um grupo de gananciosos caçadores de tesouros em confronto com os Suntots, os pequenos e simpáticos habitantes da Ilha do Coral, que utilizam energias não poluentes no seu dia-a-dia e que defendem a ilha dos constantes ataques poluidores dos Smoggies. (Talvez para se evidenciar o facto que, apesar do título, os Smoggies serem os vilões e que não se devia torcer por eles, nos Estados Unidos, a série foi exibida com o título "Stop The Smoggies!")
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| Emma, Clarence e Polluto |
Os Smoggies, que vivem no altamente poluidor barco movido a carvão, o SS Stinky Poo são três: Emma, a vaidosa e malvada líder obcecada com o seu aspecto e com medo de envelhecer; Clarence, o capitão do barco e marido pau-mandado de Emma por quem é totalmente embeiçado; e Polluto, que apesar de pouco inteligente (e de sabe-se lá como, comer carvão e petróleo) bem lá no fundo até nem é mau tipo. Polluto tem um pássaro de estimação, Ralph Robin, que anda sempre em cima da cabeça dele e cujos piares só ele entende.
De entre os Suntots, dois têm principal destaque: a Princesa Lila que costuma liderar os seus súbditos nas acções para neutralizar os ataques poluidores dos Smoggies, e Speed (na legendagem portuguesa teve o nome de Rápido), um corajoso Suntot de cabelo azul, com a capacidade de nadar com rapidez, que é o principal aliado da Princesa. Outros Suntots incluem Chip, o engenhocas da ilha, Little, o mais pequeno dos Suntots, Miss Doctor, a médica/veterinária da ilha e Uncle Boom, o mais velho dos Suntots e autoproclamado presidente da Câmara de Suntot Town, que adora fazer discursos formais.
| Speed e a Princesa Lila |
Um dos principais motivos do confronto entre os Suntots e os Smoggies é devido ao Coral Mágico, que Emma acredita ter o poder de a tornar eternamente jovem e que quer encontrar a todo o custo, embora a Princesa Lila tente em vão convencer-lhe que tal não existe e não passa de uma lenda.
Como já referi, em Portugal a série passou na versão em inglês com legendas em português. O tema da série na versão anglófona era da autoria de Joe Raposo (1937-1989), compositor americano lusodescendente, sobretudo conhecido por ter composto o tema da "Rua Sésamo".
Alguns episódios:
por Paulo Neto
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| Daria em (e com) "Beavis & Butt-Head" |
Tirando as características da protagonista e as origens texanas da família, a série não reteve nenhuma referência a "Beavis & Butt-Head". Como tal, vemos Daria a viver em Lawndale, uma comunidade de classe média-alta algures no Nordeste americano, com a sua família. Os seus pais Helen e Jake foram outrora hippies mas agora são obcecados pela sua carreira (ela é advogada, ele é consultor de empresas) e pelo estatuto social e a sua irmã mais nova Quinn (quando vi pela primeira vez a série, o nome dela soava-me a Gwen) mais obcecada com roupas, popularidade e namoros do que com responsabilidades e acha que a sua cara laroca é suficiente para conseguir o que quer. Embora Helen e Jake fiquem frequentemente exasperados com o sarcasmo e pessimismo da primogénita ("eu não tenho baixa auto-estima, tenho baixa estima por toda a gente"), a falta de aplicação aos estudos e às responsabilidades da mais nova deixa-os ainda mais em palpos de aranha.
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| Jake, Quinn, Daria, Helen |
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| Jane e Trent |
No liceu de Lawndale, enquanto Gwen rapidamente torna-se popular, Daria destoa completamente daquele meio escolar banhado em superficialidades e contradições que ela nunca se faz rogada em apontar. E embora tenha boas notas, não cai nas boas graças dos professores, quer por não gostarem de ela ser respondona, quer por não saberem lidar com alguém assim. Porém, Daria trava logo amizade com uma colega, Jane Lane, que partilha o humor sardónico e o espírito crítico, se bem que Jane seja um pouco mais positiva e sociável. As duas também gostam de comer pizza e ver o programa de televisão "Sick, Sad World".
Outros alunos de Lawndale da turma de Daria e Jane são: Brittany Taylor, a típica cheerleader loura burra, que namora com Kevin Thompson, o quarterback da equipa de futebol americano que é ainda mais burro que ela; Charles "Upchuck" Ruttheimer, o chato insuportável que se mete com todas as raparigas; o casal Jodie Landon e Michael Jordan "Mack" MacKenzie, dois dos poucos alunos negros no liceu, ela aluna do quadro de honra, ele capitão da equipa de futebol americano; e Andrea, a rapariga gótica. Jodie era uma das minhas personagens preferidas porque embora estivesse integrada no sistema escolar e da comunidade, ela não se fazia rogada em apontar as injustiças à sua volta, ou sobretudo o facto de ela ser tratada como uma quota de minoria numa comunidade maioritariamente caucasiana. Por vezes, Jodie chegava mesmo a lembrar Daria que esta podia-se dar ao luxo de confrontar o establishment à sua volta sem sofrer grandes represálias porque ela era branca e economicamente privilegiada. (Foi anunciado recentemente que Jodie terá a sua própria série, com Tracee Ellis-Ross a dar-lhe voz.)
Enquanto isso Quinn integra o Clube da Moda com três das raparigas mais populares da escola, priorizando as tendências da moda a tudo o resto: Sandy Griffin, a presidente do clube que nutre uma inveja velada por Quinn, Stacy Rowe, a mais simpática e próxima de Quinn, e Tiffany Blum-Deckler, a asiática meio apática que fala num tom de voz baixa. Entre os vários pretendentes de Quinn, existem três rapazes sempre atrás dela e a quem ela só liga quando lhe convém: Joey, Jeffy e Jamie, este último alvo de um gag recorrente das outras personagens confundirem sempre o nome dele. Na escola, Quinn faz tudo para que ninguém saiba que Daria é sua irmã e como tal as outras raparigas do Clube Da Moda costumam referir-se a Daria como "a prima da Quinn".
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| Da esquerda para a direita: Ms. Li, Brittany, Kevin, Jodie, Daria, Jane, Mack, Upchuck, Andrea e Mr. DeMartino |
Entre os professores há a directora Angela Li, obcecada em angariar dinheiro para a escola (e às vezes para ela), nem que seja por esquemas pouco lícitos; Janet Barch, a professora de Economia, que nutre um ódio geral pelo sexo masculino desde que o seu ex-marido fugiu com a amante; Timothy O'Neill, o professor de Inglês, hipersensível, inseguro e com dificuldade em fixar os nomes dos alunos; Claire DeFoe, a professora de Artes, que encoraja o talento de Jane; e Anthony DeMartino, o professor de História, atreito a vários ataques de fúria (nomeadamente devido à burrice dos alunos) que faz o seu olho sair da órbita.
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| Daria e Tom |
A partir da quarta temporada, surge uma nova personagem importante, Tom Sloane que se torna o namorado de Daria. O início da relação é algo atribulado porque Tom tinha antes namorado brevemente com Jane, o que causou tensão entre as duas amigas. Embora pertença a uma das famílias mais ricas e poderosas de Lawndale e por vezes seja algo presunçoso por causa desses privilégios, Tom partilha a mesma mentalidade sagaz e sarcástica de Daria, embora seja mais sociável. O namoro com Tom vai fazer com que Daria repense as suas atitudes e se confronte com as suas inseguranças e traumas passados (que moldaram a sua personalidade). No final de "Is It College Yet?", Tom e Daria decidem terminar amigavelmente a relação para se focarem no novo capítulo das suas vidas na universidade.
No geral, gosto bastante de tudo em "Daria": os traços da animação (sobretudo no desenho das personagens), do humor mordaz, de como a maioria das personagens foi passando de meros estereótipos a caracteres bem delineados e desenvolvidos e do trabalho dos voice actors. Outro pormenor muito engraçado era durante os créditos finais aparecerem desenhos das personagens da série assumindo outro tipo de personalidade. (Por exemplo, Daria como a rainha Isabel I, Jane como Cleópatra, Quinn como uma freira, Jake como Keith Flint dos Prodigy, Trent como um gangster...)
Algumas curiosidades:
Além da série, que teve edições em VHS e DVD, "Daria" também gerou dois livros e dois programas de software para computador. Alguns serviços de GPS disponibilizam a voz de Daria como guia.
Genérico