sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Pocahontas (1995)

por Paulo Neto

A Disney viveu uma nova era dourada das suas produções animadas, a chamada "Disney Renaissance" que se iniciou em 1989 com "A Pequena Sereia" e que se concorda ter terminado em 1999 com "Tarzan". Durante esse período, os estúdios Disney produziram uma obra animada em cada ano e à medida que os títulos iam se sucedendo com grande sucesso, havia anualmente altas expectativas sobre como iria ser a próxima longa metragem animada. Se nos Estados Unidos, esses filmes estreavam habitualmente no Verão, em Portugal os mesmos só chegavam cá em plena época natalícia e por isso eram mais um ingrediente a trazer mais alegria aos Natais portugueses dos anos 90, inclusive os meus, já que era costume ir ver esses filmes com o meu irmão durante as sempre ansiadas férias. Como já descrevi antes, esta nossa tradição começou em 1994, com "O Rei Leão" que vivemos com particular emoção. Por isso, era óbvio repetirmos a experiência no ano seguinte com "Pocahontas".



O filme, realizado por Mike Gabriel e Eric Goldberg, era inspirada pela história da colonização da América, narrando um encontro ficcionado entre a célebre nativa Pocahontas e o explorador inglês John Smith. Em 1607, um navio de colonos ingleses chega para fundar Jamestown. Entre eles está o Capitão John Smith. A expedição é liderada pelo pérfido John Ratcliffe, que pretende apoderar-se do ouro que acreditar existir naquelas terras para ascender na corte britânica. Entretanto, a nativa Pocahontas hesita em seguir o conselho do seu pai, o chefe Powhatan, de casar-se com o guerreiro Kocoum, que ela considera sério demais. Acompanhada pelos seus fiéis amigos animais, o beija-flor Flit e o guaxinim Meeko, Pocahontas procura de conselho junto da Avó Willow, uma árvore que também é uma criatura mística. Pouco depois, ela encontra John Smith e surge uma atração mútua entre ambos e um fascínio pelo mundo do outro.
As coisas complicam-se quando os dois são surpreendidos por Kocoum e por Thomas, um jovem colono, que desencadeiam uma série de acontecimentos trágicos e conduzem a um iminente conflito sangrento entre índios e colonos que Pocahontas terá de evitar.



Na versão original, o filme contou com as vozes de Irene Bedard (Pocahontas), Mel Gibson (John Smith), David Ogden Stiers (Ratcliffe), Christian Bale (Thomas) e Linda Hunt (Avó Willow), A versão portuguesa (foi o segundo filme Disney com dobragem em português de Portugal) tinhas as vozes de Manuela Couto, Miguel Ângelo, António Marques, Carlos Freixo, Fernando Luís e Anna Paula, respectivamente como Pocahontas, John Smith, Ratcliffe, Thomas, Chefe Powhatan e Avó Willow, sendo que uma então pouco conhecida Susana Félix era a voz da protagonista nas canções.    

Apesar de não ter tido as estrondosas receitas de "O Rei Leão", "Pocahontas" foi mais um sucesso dessa era Renaissance da Disney, apesar de ter recebido algumas críticas quanto à fragilidade da narrativa, o tratamento dos nativo-americanos e as inexactidões históricas. Por exemplo a verdadeira Pocahontas teria apenas 10 ou 11 em 1607. Tal como os outros filmes anteriores da era Renaissance, o filme também triunfou nas categorias musicais dos Óscares, ganhando a estatueta para melhor partitura, da autoria de Alan Menken, e melhor canção para "Colours Of The Wind", interpretada originalmente no filme por Judy Kuhn e numa versão pop por Vanessa Williams. Daniela Mercury gravou também uma versão do tema em português que foi incluído nos créditos finais das versões brasileira e portuguesa do filme.  



Mas ainda assim, apesar de não ter arrebatamento de "O Rei Leão", também gostei de "Pocahontas". Achei particularmente divertidas as cenas em que Meeko azucrinava Percy, o cão de estimação de Ratcliffe. E ainda hoje, para mim não restam dúvidas que a Pocahontas é a princesa Disney mais sexy.          


Susana Félix "As Cores Que O Vento Tem (Colours Of The Wind")


Trailer VHS Portugal


Trailer cinematográfica original


Vanessa Williams "Colours of the wind"



  

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3 comentários:

  1. Um filme que marcou a minha infância. Lembro-me perfeitamente de ver o filme ainda em VHS, e trata-se de um filme que consegue enervar os telespectadores ao ponto de sentirem raiva, pena ou ódio dos bonecos. Só a Disney consegue ter essa magia fantástica. Feliz Natal!

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