sexta-feira, 17 de novembro de 2017

A Morte do Super-Homem (1993)


17 de Novembro de 1993. Uma das raras datas em História Ficcional que transborda para o Mundo real. Neste caso até teve honras de figurar em noticiários e imprensa não especializada na 9ª arte: "A Morte do Super-Homem". Nesse dia a editora DC Comics lançou a revista "Superman" Nº 75, o culminar do arco iniciado em Dezembro de 1992 na edição "Superman: The Man Of Steel" Nº 18, que apresentou aos leitores a criatura que iria ser o carrasco do Último Filho de Krypton: o monstruoso "Doomsday", baptizado em "português" como "Apocalypse".
Além das revistas do Homem de Aço, as consequências do seu desaparecimento refletiram-se em diversos outros títulos, e até contribuiram para tornar um dos heróis fundadores da Liga da Justiça num temível vilão.
A sinopse é simples: um misterioso ser escapa de um subterrâneo e começa a espalhar destruição e mortes no caminho para Metropolis. Os heróis da Liga da Justiça são rapida e brutalmente derrotados e só o Super-Homem consegue fazer frente á criatura que está cada vez mais forte.


Num golpe final, junto ao Planeta Diário e na frente de Lois Lane, Jimmy Olsen o Homem de Aço derrota Doomday mas não resiste aos ferimentos e perde a vida.


Conta-se que originalmente o destaque seria o casamento de Lois Lane e Clark Kent, mas que a história foi adiada para sair na mesma época que o casal iria atar o nó na série "Lois & Clark". Na lista de criadores desde evento inédito até á epoca encontramos os nomes Mike Carlin, Dan Jurgens, Roger Stern, Louise Simonson, Jerry Ordway e Karl Kesel.
Como vemos nesta reportagem da época, a morte do Super-Homem não foi uma surpresa para quem acompanhava as suas aventuras na banda desenhada.

Curiosamente, a morte do Super-homem é comparada á morte do J.R. em "Dallas", que por influência da reacção negativa do público foi "ressuscitado". 
Outros segmento de noticias, que inclui declarações da "noiva" do herói caído:


Tenho a memória de também ter visto a notícia num dos telejornais da RTP ou SIC, apesar de já ter lido antes num jornal ou revista. Imagino que para os leitores mais novos ou mais envolvidos a morte deste idolo terá sido um trauma como anos antes foram as mortes de Chanquete e do David O Gnomo...Podia ser lido como uma lição de vida, que nada dura para sempre, nem o poderoso Super-Homem, o primeiro super-herói e uma das figuras mais reconhecidas mundialmente. Podia fazer refletir sobre a mortalidade do ser humano. Pelos menos durante uns meses, até o Super regressar com uma guedelha e um fato preto, e confirmar que na banda desenhada nínguém fica morto muito tempo...tirando o Tio Ben, Gwen Stacy e o Capitão Marvel.
Claro que depois da "morte", houve o funeral, a viagem pelo outro-mundo, o aparecimento de 4 super-homens e obviamente o regresso do verdadeiro.
Vamos ver as capas das edições portuguesas:
"A Morte do Super-Homem".
 "Funeral para um amigo"
 "Super-Homem Além da Morte"
 "O Regresso do Super-Homem"

Devido ao habitual atraso entre as revistas publicadas nos Estados Unidos e as edições brasileiras da Editora Abril e o atraso entre a sua edição em Portugal, só em 1995 tivemos a possibilidade de ler a história em português deste lado do Atlântico, que foi agrupada em vários volumes. No final dos anos 90 até comprei a novelização, um grande calhamaço que encontrei no El Corte Ingles de Madrid, em espanhol, obviamente.
Todas as imagens deste artigo foram retiradas das revistas da minha colecção pessoal. O estado delas até não é grande coisa, devido á grande quantidade de vezes que reli este verdadeiro evento da banda desenhada.


Este arco foi adaptado no filme animado "Superman: Doomsday" (2007) e em imagem real nos filmes "Batman V Superman" (2016) e "Liga da Justiça" (2017).
Recomendo um artigo de 2014 com uma entrevista ao escritor e desenhador de "Superman nº 75": Dan Jurgens: "Throwback Thursdays: Dan Jurgens Remembers The Death Of Superman | ComicBook.Com", um nome importante desta e das fases seguintes da história do Super-Homem. E também aconselho este artigo de 2016: "Superman Died 24 Years Ago Today".
Infelizmente, quase 11 anos depois, o verdadeiro Super-Homem morreu na vida real, com o falecimento do actor Christopher Reeve que deu vida ao Homem de Aço em quatro filmes.

sábado, 11 de novembro de 2017

Sugus (1931- )

por Paulo Neto

Nem todas as nossas memórias de infância, sobretudo a nível alimentar, desapareceram. Muitas das guloseimas que tanto nos adoçaram a vida continuam à venda: chocolates, gelados, pastilhas, caramelos, etc. Só que tal como nós, e como tudo na vida, também essas coisas evoluíram com os tempos.



Por exemplo, há dias e ao fim de vários anos, comprei uma embalagem de Sugus. O sabor desses famosos caramelos quadrados continuava assaz delicioso mas havia diferenças em relação aos meus tempos de petiz alegre consumidor de Sugus e isso levou-me a diversas reflexões:


Reflexão 1: A começar pela dita embalagem que trazia Sugus de vários sabores. O que eu daria em petiz para uma embalagem rectangular contendo vários sabores de Sugus pois nesse tempo, eu e os demais garotos estavam limitados às embalagens de Sugus que continham dez caramelos de um único sabor (embalagens essas que continuam a existir actualmente). Havia de facto embalagens de Sugus com vários sabores mas vinham numa embalagem tipo saco de plástico e só me recordo de os meus pais comprarem-me essa embalagem maiorzinha muito esporadicamente e devido a uma ocasião especial, como um aniversário meu ou do meu irmão. 

Reflexão 2: Porém a principal diferença que notei na embalagem actual de Sugus face às da antigamente é que os Sugus actuais já não têm a envolvência extra de um papel branco, bastando desembrulhar o típico papel de colorido. Quando é que os Sugus terão deixado de serem envolvidos no famoso papel branco? E por que razão? Terá sido um motivo de cariz ecológico, numa altura em que a redução e a reciclagem do papel passaram a estar na ordem do dia? 
Sim, porque o papel extra branco que envolvia os Sugus era em si mesmo uma instituição, recordando ao petiz que o seu consumo não devia ser feito de forma leviana. Com um pouco de sorte, calhava-nos uma embalagem onde o papel branco era facilmente removido e o caramelo era prontamente degustado. Com bastante frequência porém, a remoção do papel branco requeria mais atenção, a fim de evitar que restos do papel branco continuassem colados ao caramelo, sobretudo quando este estava todo melado e peganhento do calor. E quem nunca, no meio da frustração, ingeriu um Sugu(?) com um restinho do papel branco que atire a primeira pedra.


Reflexão 3: O singular de Sugus é mesmo Sugu (com U no fim, é bom de ver) ou será daquelas palavras cujo singular e plural são os mesmos, tal como por exemplo pires? Recordo-me de dizer "Dá-me um Sugu" com a sensação que estava a incorrer em algum incumprimento gramatical.


Reflexão 4: No episódio da Caderneta de Cromos consagrado aos Sugus, o Nuno Markl afirmava que o sabor mais popular dos ditos eram os de hortelã-pimenta. Ora sucede que eu nunca me lembro de em criança ter visto Sugus de tal sabor, pelo que a ter existido o sabor de hortelã-pimenta, terá certamente sido esporadicamente algures nos anos 70. 
Nos meus tempos de criança dos anos 80, havia somente seis sabores de Sugus: morango (invólucro vermelho), laranja (cor-de-laranja), limão (azul), banana (amarelo), pêssego (cor-de-laranja claro) e ananás (verde). Por vezes, certas embalagens tinham invólucros brancos com as letras do logótipo da cor correspondente ao sabor. 


O meu ranking de sabores de Sugus era o seguinte: 1.º Limão, 2.º Morango, 3.º Banana, 4.º Laranja, 5.º Pêssego, 6.º Ananás. Os Sugus de limão eram os meus preferidos mas infelizmente eram os que eram mais raros de se encontrar à vendas nas lojas e cafés, pelo que na maioria das vezes, tinha de optar pelo second best sabor a morango. Já os de ananás (e o Markl também referiu isto) eram os menos favoritos para mim e para quase toda a gente. Numa festa em que houvesse vários sabores de Sugus à disposição, era certo e sabido que os Sugus de ananás seriam os últimos a serem comidos. E ao contrário dos de limão, as embalagens de Sugus de ananás eram das mais recorrentes nas lojas e cafés.

Só foi já em adulto que eu passei a ver embalagens de Sugus com sabor a menta, bem como outros novos sabores que eventualmente sugiram  como melão, framboesa ou cereja.



Reflexão 5: Quando foram criados os Sugus? Uma pesquisa pela internet revelou que foram criados pela companhia chocolateira suíça Suchard (sim, a do Suchard Express) em 1931, pertencendo desde 2005 ao grupo Wrigley. O nome vem da palavra "suge" que nas línguas escandinavas quer dizer "chupar" (ou, melhor dizendo, "sugar"). Terão chegado a Portugal em finais dos anos 60 e são actualmente distribuídos no nosso país pelo grupo Mars Portugal. Continuam também a ser comercializados com sucesso em vários países da Europa, América Latina e Ásia. Desde 2008 que os Sugus são considerado património culinário suíço. 

Na Enciclopédia de Cromos, o David Martins já recordou aqui alguns cartazes publicitários, como este de 1981:

Ou este de 1987, promovendo um passatempo onde se podia ganhar um robot que falava!


Quanto a anúncios de televisão, recordo-me sobretudo deste de 1990, envolvendo uma simpática menina de óculos, uma árvore muito especial...e a lei da gravidade.

 




    

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Learn-To-Drive Speedracer


Depois de anos de pesquisa online julguei ter conseguido identificar um dos meus mais queridos brinquedos de infância, um "simulador de condução": Tec Toy Driver Junior. Alguns anos já tinha encontrado fotos do Turbo da Tomy, mas não era exactamente como o desta  marca, e vi por acaso fotos do Turbo da Tec Toy e ao ver o anúncio brasileiro [vídeo]  foi revelada a versão para os mais pequenos: Video Driver Junior. Parecidissimo ao que tive, comecei o rascunho do artigo, ainda no inicio da Enciclopédia de Cromos, mas guardei-o até encontrar imagens do mesmo modelo com que brinquei tantos anos. E agora, também por acaso, consegui encontrar: "Learn To Drive Dashboard Speed Racer".

Video de brinquedo a funcionar. Já não me recordava que era tão barulhento!



É muito semelhante ao modelo vendido pela Tec Toy, tirando alguns pormenores como os faróis dianteiro e os autocolantes. Na imagem seguinte, á esquerda o Video Driver Junior e á esquerda o Learn-to-Drive Speedracer.

Muitas horas passei agarrado a este brinquedo a imaginar que conduzia o K.I.T.T. ou uma nave espacial,e  adorava puxar a alavanca até ao final dar "o turbo" ou accionar a hyperdrive rumos a brincadeiras noutra galáxia! Gostava de saber de outros leitores que também tenham tido este belo brinquedo!

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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Carrie (1976)






Um dos meus filmes de terror favoritos: "Carrie". Estreado em 3 de Novembro de 1976, foi a primeira e é  a mais famosa das adaptações de um romance de Stephen King, neste caso, o homónimo "Carrie" de 1974.



Carrie é uma rapariga tímida e solitária, vitima de bulling na escola às mãos de colegas cruéis e dominada pela sua mãe insana e fanática religiosa. Entretanto, Carrie descobre que quando passa por situações emocionais, activa o seu poder de telecinese (mover objectos com a mente). Apesar de constantemente maltratada na escola, e contra a vontade da mãe, Carrie aceita ir ao Baile de Finalistas com um jovem bonito e popular, sem saber que será vitima de uma armadilha. E toda a escola está prestes a ter uma surpresa desagradável....






Não me recordo se o vi pela primeira vez na televisão ou em VHS, mas foi um filme que me marcou imediatamente. A empatia com a frágil e estranha Carrie é rápida, que além de ser hostilizada na escola pela sua timidez e aparência - um tema universal - e também sofre abusos às mãos de uma progenitora obcecada com o pecado. No inicio do filme quando Carrie tem o período pela primeira vez julga que está a morrer, graças à sua (des)educação sexual, imposta pela mãe. Ao mesmo tempo, essa nova (e tardia) fase da vida da jovem marca o despertar dos seus poderes (tal como os X-men e os outros mutantes do universo Marvel, uma clara referência ás mudanças dos jovens ao entrarem na puberdade) e uma hipótese de mudar o seu status quo no ambiente escolar, materializada na forma do baile de finalistas, um ritual de passagem à idade adulta. Mas neste filme, a  rejeição dos pares será retaliada com violência e morte, um paralelo com situações que vimos mais tarde na vida real, como por exemplo no tiroteio de Columbine. Mas, metáforas à parte, é um grande filme, bem realizado por Brian De Palma ("Missão Impossível", "Testemunha de um Crime", "Vestida para Matar"), e além das brutais cenas em que Carrie usa os seus poderes, destaco ainda o recurso ao split screen, uma sugestiva sequência de créditos em slow-motion pelo balneário feminino (um plano sequência, que se tornou imagem de marca do realizador), e a bela banda sonora composta por Pino Donaggio. Nota para o carismático elenco, de que se sobressaem Sissy Spacek (como a sofrida protagonista) e Piper Laurie, a alucinada mãe de Carrie.

Carrie, estreou em Portugal em 1981, no Fantasporto. Em 1999, uma sequela "The Rage: Carrie 2" foi um fracasso de crítica e bilheteira. Eu fui dos que vi em DVD... meu rico dinheirinho. Três anos depois foi feito um remake na forma de um telefilme, "Carrie", que supostamente seria um episódio piloto para uma série, que nunca arrancou, devido às baixas audiências. E em 2013a história foi novamente recontada em...adivinharam..."Carrie" (2013). Quando escrevo estas linhas ainda não vi, mas ouvi dizer que tem certas passagens mais fiéis ao livro, que acredito terem sido cortadas por falta de orçamento para o nível de destruição descrito. E acreditem, ou não, um musical até foi levado á cena na Broadway nos anos 80: "Carrie". 



Um texto sobre o filme, na altura que esteve nas salas de cinema:
"Diário de Lisboa" [30-07-1977]

E quando passou na RTP-1, em 1989, na rubrica "Cinema da Meia Noite":
"Diário de Lisboa" [24-02-1989]

Texto original: "Carrie" [1976] no Cine31.

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domingo, 5 de novembro de 2017

Sassá Mutema - O Salvador da Pátria (1989)

por Paulo Neto




Esta foi a primeira telenovela brasileira a ser exibida em Portugal ("Sassá Mutema") sob um título diferente daquele que tinha sido usado no Brasil ("O Salvador da Pátria"), uma particularidade que só muito raramente voltou a acontecer (assim de repente só me lembro de "Pátria Minha"/"Vidas Cruzadas" ou "Salvé Jorge"/"A Guerreira"). Da autoria de Lauro César Muniz, "Sassá Mutema" foi exibida no Brasil em 1989 e em Portugal em 1991. Em 1994, a SIC reexibiu a telenovela com o título original no genérico mas utilizando os dois títulos na promoção: "Sassá Mutema - O Salvador da Pátria". Curiosamente, esta foi a novela que precedeu a exibição de "Tieta" no Brasil e que sucedeu à mesma em Portugal. 

A telenovela era marcada por uma forte intriga política, a que não era estranho o facto de na altura o Brasil estar a passar por grandes transformações nesse âmbito, sobretudo com a corrida para as primeiras eleições presidenciais diretas do país. Aliás houve quem tenha visto na personagem principal vários paralelismos com o candidato Lula da Silva. Porém acho que o maior marco da telenovela em Portugal foi o atípico par romântico principal. 

Sassá (Lima Duarte) e Clotilde (Maitê Proença)


Na fictícia Ouro Verde, região algures no interior do Brasil, Salvador da Silva, mais conhecido como Sassá Mutema (Lima Duarte), é um simples e humilde assalariado rural que se vê arrastado para uma rede de tramas e conspirações. Severo Toledo Blanco (Francisco Cuoco), dono de uma próspera plantação de laranjais, é o homem mais poderoso da região, casado com Gilda (Suzana Vieira), uma mulher calculista, que devido às suas ambições fecha os olhos às diversas infidelidades do marido. Para desviar as atenções do seu relacionamento com Marlene (Tássia Camargo), Severo decide propor um casamento de fachada desta com Sassá, a que os dois relutantemente aceitam. Porém o plano chega ao conhecimento de Juca Pirama (Luiz Gustavo), um radialista incendiário e socialista, que denuncia publicamente o caso. 

Severo (Francisco Cuoco) e Gilda (Suzana Vieira)



Juca Pirama (Luiz Gustavo)



No entanto, Marlene e Juca são encontrados mortos com aparentes sinais de envolvimento sexual entre ambos e Sassá é incriminado como suspeito de um crime passional. Sassá tenta provar a sua inocência com a ajuda de Clotilde (Maitê Proença), uma pedagoga envolvida num programa de alfabetização dos trabalhadores de Ouro Verde, por quem o bóia-fria nutre uma paixão platónica. 
Mas quando se descobre que Juca Pirama, que se fazia passar por moralista e justiceiro, estava envolvido em negócios sujos, Sassá ganha popularidade junto da população e acaba por ser eleito prefeito de Tangará, uma das principais cidades da região. Abandonada por Severo, que entretanto se apaixonou por Bárbara (Lúcia Veríssimo), a neta de um dos correligionários do seu partido, Gilda decide aproximar-se de Sassá e influenciá-lo conforme os seus intentos. 
Mas quando parecia que Sassá se tinha deixado corromper pelo poder e afastado daqueles que o inicialmente o apoiaram, o seu amor por Clotilde fá-lo reganhar a consciência e agir em prol do povo, denunciando uma rede de narcotraficantes que pretendia sediar-se em Ouro Verde. No final, Sassá obtém a felicidade junto de Clotilde, enquanto Gilda e Severo não têm outro remédio senão reatar o casamento, até porque vem-se a saber que Bárbara era a cabecilha da organização criminosa.        


A principal trama secundária de "Sassá Mutema" é a de João Matos (José Wilker), piloto de aviões e irmão de Juca Pirama, que é acusado injustamente de tráfico de drogas. Para fugir à Polícia e descobrir quem foi que o tramou, João assume a identidade de Miro Ferraz e acaba por se envolver com Marina Sintra (Betty Faria), uma rica fazendeira e a principal opositora política de Severo. Também recordo a personagem do engenheiro Paulo Silveira (Marcos Paulo), um sedutor e bon vivant que se envolve com várias mulheres ao longo da trama como Clotilde, Ângela (Lucinha Lins), a esposa de João, e as filhas de Marina, Camila (Mayara Magri) e Alice (Suzy Rêgo).

Bárbara (Lúcia Veríssimo) e Severo (Francisco Cuoco)
Marina (Betty Faria) e João (José Wilker)
Ângela (Lucinha Lins)


Do elenco fizeram ainda parte nomes como Maurício Mattar, Thales Pan Chancon, Flávio Migliaccio, Cecil Thiré, Gracindo Júnior, Aldine MullerCláudio Correa e Castro, António Calloni, Eduardo Galvão e Cláudio Cavalcanti

Ao que parece, a telenovela devia terminar com Sassá como Presidente do Brasil, mas devido aos cenários políticos e para evitar comparações e acusações de favorecimentos, a trama desviou-se da ascensão sociopolítica do protagonista para passar a centrar-se sobretudo na luta contra uma rede de narcotráfico e crime organizado. 
Mas sem dúvida que o grande trunfo da novela foi o magistral desempenho de Lima Duarte no papel principal. O seu Sassá cativou os telespectadores no Brasil, sobretudo com os seus trejeitos e expressões como "Ieu?" e até o seu romance com Clotilde, apesar das diferenças sociais e de idade, encantou o público. 



Tal foi a popularidade de Sassá Mutema que, conforme recorda o site "Brinca Brincando", Lima Duarte veio a Portugal desempenhar a personagem para uma campanha de regresso às aulas do Continente.


Porém o bordão mais famoso da telenovela era aquele que Juca Pirama proferia estrondosamente no início das suas crónicas radiofónicas: "Meninos, eu vi!". Tanto a expressão como o nome da personagem provinham de um poema de Gonçalves Dias.



Da banda sonora, destaque para o tema do genérico "Amarra o Teu Arado a Uma Estrela" de Gilberto Gil, "Deus Te Proteja de Mim" de Wando que ilustrava as cenas de amor entre João e Marina (e que seria depois versionado por Nuno da Câmara Pereira), "Bem Que Se Quis" de Marisa Monte, tema associado à personagem de Bárbara, e dois hits internacionais dos anos 80 que voltaram a tocar nas rádios portuguesas aquando da exibição da telenovela: "One Moment In Time" de Whitney Houston e "Domino Dancing" dos Pet Shop Boys.    

Genérico:


sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Revista Tio Patinhas (1987)

Publicidade de finais dos anos 80 á revista mensal de histórias em quadradinhos do "Tio Patinhas", o pato milionário mais forreta do Mundo. Segundo a base de dados "Comics BD Portugal" a revista esteve em negócio entre 1985 e 2006.
Com o Tio Patinhas em pose de maestro o anúncio faz uma descrição do modus operandi de Patinhas: "Sempre que tu abres esta revista o Tio Patinhas fecha um negócio. E aí começam as gargalhadas! Ás vezes são as minas de diamantes, outras são os poços de petróleo, depois a rede de hóteis, as centenas de Fábricas e, o que é mais engraçado, há sempre o Pato Donald a trabalhar a um escudo por hora. É um esbanjamento!"
Não sei como esta rectórica super-capitalista do Tio Patinhas resistiu ao 25 de Abril e ao PREC. 


Imagem Digitalizada da revista "Mickey" Nº 114 (Dezembro 1987 ou Janeiro 1988) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Revista Pato Donald (1987)

Publicidade á revista de banda desenhada "Pato Donald", protagonizada pelo próprio... Pato Donald. Esta revista foi publicada ao longo de várias fases entre 1981 e 1992, segundo a base de dados "Comics BD Portugal".
"Todo o dia é dia de ler a revista do Pato Donald". "O 'Quac' mais engraçado do mundo."
O sobrinho Huguinho acrescenta: "Os quadradinhos da revista do Pato Donald são tão engraçados, tão divertidos, que uma coisa é certa: dá vontade de ler todos os dias."



Imagem Digitalizada da revista "Mickey" Nº 114 (Dezembro 1987 ou Janeiro 1988) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Joi (1987)

Apesar de gostar de publicidade desde tenra idade, só há poucos anos comecei a coleccionar os ditos anúncios. E um recorrente nas revistas Disney dos anos 80 é os reclames aos sumos de fruta sem gás "Joi". Existem vários no mesmo estilo com algumas pequenas variações, conforme o sabor do sumo em destaque.
Sobre o fundo vermelho, uma palhinha divide a página em duas secções, numa o logotipo "Joi" e os sabores disponíveis: laranja, maça e maracujá. A outra metade inclui reproduções das garrafas e pacotes de cartão. Por baixo um aviso pouco legível: "Nova embalagem".

As embalagens, com maior detalhe:

Relacionado: "Joi Laranja (1981) Publicidade".

Imagem Digitalizada da revista "Mickey" Nº 114 (Dezembro 1987 ou Janeiro 1988) e Editada por Enciclopédia de Cromos.

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