domingo, 22 de julho de 2012

Eles São Notícia - Fevereiro 1991

As seguintes páginas foram retiradas da revista "Maria" nº 640, da semana de  13 a 19 de Fevereiro de 1991.
A rubrica chamava-se "Eles São Noticia":
As noticias em destaque são, nesta primeira página:
  • "Tom Jones põe termo a rumores" sobre uma cirurgia plástica.
  • "007 em qautro gerações", relata a tentativa de reunir os quatro James Bond, Sean Connery, Roger Moore, George Lazemby e Timothy Dalton, supostamente todos agentes que já tiveram o código 007. Tem piada que ainda hoje em dia se fala desta teoria de o 007 ser um código "herdado" por vários agentes em diferentes épocas. Até ao momento este filme não foi desenvolvido ("007 - Aventura no Centro de Dia"?).
  • "Desfile de Crianças Mascaradas", o Carnaval do TIL (Teatro Infantil de Lisboa), com a representação da peça "O Sabor dos Sonhos".

Como curiosidade, na coluna do lado esquerdo da página, uma listagem das histórias da revista "Nova Gente" dessa semana: além das noticias dos artistas e realeza, uma reportagem sobre o possível fim do Mundo: "Guerra do Golfo: Humanidade vai acabar onde começou?". E além do "Vampiros e monstros: bela história do cinema fantástico", decerto um apurado trabalho jornalistico intitulado "Elvis Presley: o rei do rock está vivo?".
Na segunda página da rubrica:
  • "Donald Trump: Feliz aos amores, infeliz nos negócios!" O título refere-se à felicidade que demonstrava desde que se separou da mulher e enquanto preparava o casamento com a amante Marla Maples. Os "negócios" são as fracas vendas do seu livro "How to Survive At The Top". Nota: Trump casou-se em 1993 com Marla Maples, e divorciaram-se em 1999. Voltou a casar em 2005 com uma modelo.
  • "Carmen Dolores: 50 Anos de Carreira!" A conhecida actriz Carmen Dolores comemorou em 1991, 50 anos de carreira no teatro e cinema.
  • "Paula Guedes Non Dixit". A revista corrige um erro de uma noticia anterior e acrescenta que a actriz Paula Guedes estava a ensaiar para a peça "Amigos", no Teatro Maria Matos.

A página ainda inclui no topo, um Aditamento ao Governo Civil de Lisboa, que esclarece que apesar do concurso "Maria dá Automóveis" a revista não ia aumentar de preço.

A próxima, e última página da rubrica:
  • "Rainha Noor da Jordânia triste com a guerra" a monarca estava preocupada com a entrada do seu país na Guerra do Golfo.
  • "Miss França tem apenas 15 anos!". Stephanie Schopp, que com 1,75m de altura era "a mais jovem Miss França de todos os tempos". Estranhamente. não encontrei referência alguma a esta jovem em sites relacionados com a Miss France. Outro concurso paralelo de misses? Não faço ideia!
  • "Kim Appleby: Primeiro LP a solo" de Kim Appleby, do duo "Mel & Kim", que lançou o álbum homónimo, promovido em 1990 pelo single "Don't Worry".
  • "Omar Sharif: Feminismo não, obrigado!" O actor egípcio culpava o feminismo por as mulheres já não dependerem dos homens.

Caros leitores, o que acharam destas noticias de 1991? Comentem aqui no blog ou na página de Facebook da Enciclopédia de Cromos!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

José Hermano Saraiva


Figura incontornável da televisão, comunicador com um estilo inconfundível, além dos programas que protagonizou, foi historiador e Ministro da Educação e embaixador no tempo da outra senhora. Faleceu aos 92 anos, a 20 de Julho de 2012, na sua casa em Palmela. Nasceu a 3 de Outubro de 1919, em Leiria. Durante décadas esteve presente nos ecrãs portugueses, visitando locais históricos e partilhando essa mesma história com gerações de espectadores, num estilo amado por uns e odiado por outros.

Foto: Público

"Começou a sua carreira como professor, acrescentando depois ao seu currículo a advocacia. Entrada depois na política durante o Estado Novo, tendo em 1957 sido deputado à Assembleia Nacional e procurador às cortes. Ainda antes do 25 de Abril assumiu os cargos de procurador à Câmara Corporativa e ministro da Educação, entre 1968 e 1970, cargo no qual foi substituído por Veiga Simão após a crise académica de 1969. Em 1972 passaria a a ser o embaixador de Portugal em Brasília.

Depois do cargo diplomático, José Hermano Saraiva iniciou uma colaboração com a RTP em 1971 que se manteve até hoje. Primeiro com “Horizontes da Memória”, depois com “Gente de Paz”, “O Tempo e a Alma”, “Histórias que o Tempo Apagou” e “A Alma e a Gente”.

Um dos seus livros mais conhecidos é a “História concisa de Portugal”, já na 25.ª edição, com um total de cerca de 180 mil exemplares vendidos. Editado pela primeira vez em 1978, este título foi já traduzido em espanhol, italiano, alemão, búlgaro e chinês." in Público


O humorista Herman José, numa das suas caricaturas mais famosas, imitou o apresentador, aqui num video recente:



Entretanto, o professor ganhou cromo na Caderneta de Nuno Markl:

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Coussin Electronic (1969)

"Coussin Electronic" e "Electronic Pencil". Já décadas atrás se prometia  cura milagrosa para perder peso, celulite e depilação definitiva. Clique na foto para aumentar e ler os detalhes dos aparelhos.
Supostamente, além do "Coussin Electronic" eliminar "gorduras e celulite ou enrijar carnes flácidas e qualquer parte do corpo. as ondas de vibração electromagnéticas dos <<Cousin Electronic>> têm efeitos sedativos para alívio de dores e mau-estar provocados por: bicos de papagaio; reumático, ciática, lumbago, varizes, cãimbras e cansaço muscular", além disso teria acção terapêutica e activaria a circulação sanguínea. 
Pesquisando na Internet não encontrei nenhuma referência a este aparelho, nem como funcionaria, apesar de "coussin" ser francês para "almofada" ou "amortecer".
Ainda segundo esta publicidade o "Electronic Pencil" eliminaria os pelos para "toda a vida".

Anúncio retirado da revista "Modas e Bordados - Vida Feminina" nº 2992, de 11/06/1969.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Texlene-Trevira (1969)

Reclame aos tecidos Texlene-Trevira, que também vendia junto aos tecidos os moldes para confeccionar modelos, que "são chiques e internacionais". Acho que hoje usa-se pouco a palavra "chique" na publicidade :)


Anúncio retirado da revista "Modas e Bordados - Vida Feminina" nº 2992, de 11/06/1969.

Misha, a mascote dos Jogos Olímpicos de 1980

por Paulo Neto

Um dos meus primeiros peluches foi o urso Misha. Está bem que era na verdade uma imitação tosca comprada na feira mas não era por isso que foi menos adorado ao longo dos meus primeiros anos de vida.


Nunca antes como jamais depois, um evento desportivo foi tão marcado pela sua mascote oficial. (Creio que apenas o Gil da Expo 98, já saindo do âmbito desportivo, é o único exemplo mais próximo.) Mas quando o ilustrador Viktor Chizikov desenhou o simpático urso castanho com um cinto com os anéis olímpicos, vencendo em 1977 o concurso para a mascote oficial dos Jogos Olímpicos de 1980 em Moscovo, estaria decerto longe de imaginar o impacto que a sua criação iria ter na cultura popular e no coração da criançada dos anos 80. Eu iria mais longe ao afirmar que o sucesso da figura do Misha conseguiu atenuar a pálida imagem desses Jogos Olímpicos, que foram marcados irremediavelmente pelo boicote de vários países. 

A invasão da União Soviética ao Afeganistão em 1979 levou a que o presidente americano Jimmy Carter ameaçasse com um boicote aos Jogos de Moscovo. Perante a recusa soviética de retirar as tropas de território afegão, os Estados Unidos não marcaram presença na capital soviética, tendo sido acompanhados no protesto por mais de sessenta países, incluindo Canadá, Japão, Noruega, República Federal da Alemanha, Argentina, Coreia do Sul, Tailândia, Quénia, Marrocos, Egipto e Filipinas. Alguns destes países competiram mais tarde no Liberty Bell Classic em Filadélfia, uma competição alternativa que teve lugar uns dias antes dos Jogos oficiais.


Além disso, vários países competiram com delegações desfalcadas e sob a bandeira olímpica em vez da bandeira nacional. Foi o caso de Portugal, que teve uma delegação de 18 elementos, que passou por Moscovo muito discretamente. Como tal, as nações da Europa de Leste e os seus aliados como Cuba, dominaram a seu bel-prazer. Por exemplo, mais de metade de todas medalhas de ouro em disputas foram ganhas pela União Soviética e pela Alemanha de Leste. E apesar de vários resultados marcantes, como o de Vladimir Salnikov ter-se tornado o primeiro homem a nadar os 1500m livres em menos de quinze minutos ou a surpreendente vitória do Zimbabwe no primeiro torneio olímpico de hóquei em campo feminino, a opinião geral era de um duro golpe quer no valor das competições devido à ausência dos países que boicotaram quer no conceito globalizante e conciliador dos Jogos Olímpicos. 

Porém, a simpática figura do Misha e o sucesso do seu merchandising conseguiram deixar uma memória positiva duradoura aos Jogos de Moscovo, ao ponto de hoje em dia serem tão ou mais lembrados pela mascote do que pelo boicote e os outros problemas. Desde então, a mascote oficial passou a ter um lugar muito mais importante em grandes eventos, desportivos e não só. Posteriormente, surgiram outras mascotes míticas como o Naranjito (Mundial de Futebol de 1982 em Espanha), Sam (Jogos Olímpicos de 1984 em Los Angeles),  Pique (Mundial de Futebol de 1986 no México), Cobi (Jogos Olímpicos de 1992 em Barcelona) e, evidentemente, os nossos Gil da Expo 98 e Kinas do Euro 2004. O toque final foi dado na cerimónia de encerramento quando surgiu uma lágrima no rosto do Misha, naquela que se tornaria a imagem mais icónica desses jogos.


Os produtos com a figura do Misha foram dos bonecos de peluche e PVC às canecas e pins. Houve também em Portugal uma colecção de cadernos editada pela Ambar que tinham na capa o Misha a executar cada um dos desportos que faziam parte do programa olímpico. Descobri e adquiri alguns exemplares dessa colecção numa papelaria em Coimbra e hoje arrependo-me não ter comprado toda a colecção. E na Festa do Avante ainda se vendem T-shirts do Misha.



Misha também teve uma série animada, produzida pela Nippon Animation (apesar do Japão ter boicotado os jogos), que eu recordo-me de ter visto na RTP no início dos anos 90 às quartas-feiras à tarde. (Desconheço se já tinha sido exibida antes). Nela, acompanhámos as aventuras de Misha, da sua amiga Natasha, dos seus pais e de toda a sua pandilha num aprazível cenário montanhoso, crê-se que algures na Rússia.    

Genérico de abertura:


Genérico final (canção da Natasha):



Cromo de Nuno Markl sobre o Misha: Cromo n.º 383 (20.10.2010)

  

terça-feira, 17 de julho de 2012

Triumph (1969)


Reclame à clássica marca de roupa interior feminina "Triumph". Clique na foto para a aumentar.

Anúncio retirado da revista "Modas e Bordados - Vida Feminina" nº 2992, de 11/06/1969.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Saltratos Rodel (1969)

"Saltratos Rodel (sais sàbiamente doseados e muito eficazes)" para aliviar os pés doridos.

Anúncio retirado da revista "Modas e Bordados - Vida Feminina" nº 2992, de 11/06/1969.

domingo, 15 de julho de 2012

Cabeleiras (1969)


Anúncio a cabeleiras, tanto de cabelo humano (desde 750$00) e sintético (350$00). Enviada à cobrança.

Anúncio retirado da revista "Modas e Bordados - Vida Feminina" nº 2992, de 11/06/1969.
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