sábado, 20 de junho de 2015

Tubarão (1975)


Além de deixar os espectadores com um medo insuportável de ir à praia, piorar a fama dos tubarões e de apresentar ao Mundo o talento do então jovem realizador Steven Spielberg, o "Tubarão" ("Jaws" no original) inaugurou a época dos blockbusters. Claro que sempre existiram grandes êxitos e épicos de bilheteira, mas Tubarão e o primeiro Star Wars em 1977 levaram as bilheteiras a outro nível. A Wiki define blockbuster como um fenómeno cultural, entretenimento rápido mas que permanece com os espectadores. Exemplo disso é que passadas 4 décadas da estreia de "Tubarão", várias cenas, citações e a banda sonora são parte da cultura pop.
A minha homenagem ao icónico poster.


O filme estreou nos EUA a 20 de Junho de 1975, mas curiosamente, só chegou a Portugal quase 2 anos depois, no inicio de Abril de 1977*. No entanto, a página do IMBD indica a estreia no nosso país a 25 de Março de 1977, mas os seguintes recortes de imprensa desmentem essa data. No nosso país vizinho, a estreia foi em finais de 1975. Hoje em dia, tanta dilatação de tempo entre a premiere a estreia em Portugal está reservada quase exclusivamente para fracassos de bilheteira. Foi uma situação estranha, um tão grande êxito internacional demorar tanto para chegar às nossas costas. Terão as bobines vindo a nado?
*NOTA: Segundo informação do leitor João Mestre a estreia nacional foi a 25 Março de 1977.

"Diário de Lisboa - 1 de Abril de 1977" - Crítica de Jorge Leitão Ramos

"Diário de Lisboa - 9 de Abril de 1977"

"Diário de Lisboa - 1 de Abril de 1977"



Como anunciado na imagem acima, "Não aconselhado a menores de 13 anos", "O Tubarão" é um dos filmes de terror mais famosos e tem um plot simples (mas com bastante nas entrelinhas): o serial killer é um gigantesco tubarão branco (Carcharodon carcharias). Mas ao contrário do senso comum e da opinião do sheriff  Brody (Roy Scheider , de "Blue Thunder", "2010", "SeaQuest DSV") o mayor da resort de Verão Amity Island decide manter as praias abertas ao público, para facturar com o feriado de 4 de Julho. Mas como os ataques não param, a "época de caça" é aberta e Brody recruta o oceanógrafo Matt Hooper (Richard Dreyfuss, de "Encontros Imediatos do Terceiro Grau") e Quint (Roberto Shaw, de "007 - Ordem Para Matar", "A Golpada", "O Abismo"), um pescador profissional de tubarões para pararem o predador de vez.
O material que deu origem à película foi o romance homónimo, o bestseller "Jaws" (1974), da autoria de Peter Benchley (também responsável pelo guião). Li há alguns anos, além das óbvias diferenças entre escrever um livro e adaptá-lo ao ecrã, o tom é bastante distinto, mais deprimente, nem recordo se cheguei a acabá-lo. 

O trailer da época:

Um trailer remontado por um fã, ao estilo actual, para assinalar o 40º Aniversário em 2015:


A icónica banda sonora, criada por John Williams - o premiado compositor que inspirou as gerações seguintes de artistas da música para cinema e televisão - é minimalista, mas inquietante. Junto com as imagens conseguiu criar um grande feito de antecipação e suspense. Uma das curiosidades mais famosas do filme é que o constante mal funcionamento do principal tubarão mecânico - apelidado de Bruce, se não me engano - obrigou a filmar de modo a mostrar o mínimo possível do "animal"; o que deu origem a várias cenas do ponto-de-vista do tubarão muito eficazes. É impossível alguém (a não que estivesse enterrado na areia nos últimos 40 anos) ouvir os simples acordes do "tema do tubarão" - tã-tã - (tocados numa tuba; e usado e homenageado até à exaustão num sem fim de filmes e séries), não sinta a presença ameaçadora de um tubarão prestes a arrastar-nos para as profundezas. 
O filme, além da vitória nos Óscares de Melhor Banda Sonora, Montagem e Som, foi premiado e nomeado para várias categorias dos BAFTA, Globos de Ouro (não os da SIC), WGA, Grammys, etc.
Como sabido, só tive leitor de VHS no final dos anos 90, e não sendo nascido na altura da estreia, só conhecia o "Tubarão" da televisão. Recordo de ver uma vez numa pequena TV a preto e branco, daquelas a bateria para levar de férias, numa noite de verão no escurinho da salinha de estar na casa da ilha e apanhar um cagaço gigantesco durante uma cena subaquática [aqui]. Que susto apanhei nessa noite! Curiosamente, a minha mãe diz que é essa mesma cena a que melhor se recorda, de quando viu o "Les Dents de la mer" em 1976 num cinema de Marsella. Invejo que viu este num ecrã gigante!

Leitores: viram no cinema ou TV? E ficaram com medo de ir à praia?

Actualização: Um dos posters nacionais, enviado pelo leitor João Mestre:


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sexta-feira, 19 de junho de 2015

"Boys (Summertime Love)" Sabrina (1987)

por Paulo Neto

Sabrina é um substantivo que evoca vários conceitos. Os sapatos rasos popularizados por Audrey Hepburn no filme de 1954 com esse nome, o antigo electrodoméstico para limpar alcatifas que alguns de nós ainda vimos em casa das nossas avós, a série juvenil da viragem do século com Melissa Joan Hart no papel principal, uma das colecções famosa editora de romances cor de rosa Harlequin, o stagename sob o qual a cantora Maria Teresa Vila-Lobos representou Portugal na Eurovisão em 2007...

No entanto, para aqueles que cresceram nos anos 80, o mais provável será que o nome Sabrina evoque a imagem da cantora italiana Sabrina Salerno que deixou a sua marca indelével na memória colectiva dos anos 80, com todos os seus argumentos (especialmente dois deles).


Norma Sabrina Salerno nasceu em Génova a 15 de Março de 1968. Depois de ter ganho um concurso de beleza na sua região de Liguria, iniciou uma carreira de manequim e em 1984, já dava o ar da sua graça na televisão italiana. Em mais um de tantos casos em que agentes discográficos indagaram "Ena, esta miúda é muito gira, será que sabe cantar? Se sim, toca a oferecer-lhe um contrato!", em 1985 enveredou pela carreira musical, lançando o seu single "Sexy Girl", que fez sucesso em Itália e na Alemanha. Tendo Sabrina a voz, o look e a predisposição de cantar em inglês, ficou bem claro para a sua editora que ela tinha o potencial para ser uma artista internacional. O resto foi história.

Lançado em Maio de 1987, "Boys (Summertime Love)" foi o primeiro single do seu álbum de estreia (originalmente intitulado "Sabrina") e sua batida italo-dance dançável e letra estival tornaram-no num dos hinos desse Verão um pouco por toda a Europa (N.º 1 em França e na Suíça, top 5 em quase todos os países da Europa ocidental). Mas claro está, o principal ingrediente para o sucesso foi o videoclip que perdurou na memória de todos aqueles viveram nesse tempo. (Reza a lenda que muitos rapazes tiveram pela primeira vez uma certa reacção anatómica ao verem o videoclip).


Ao ponto de ser difícil evocar os anos 80 sem recordar a imagem de Sabrina em alegre diversão numa piscina, envergando um biquini branco cuja parte de cima parecia gritar "Socorro, não consigo conter todo este peito!", pelo que volta e meia via-se Sabrina puxar a dita peça para cima. Certamente um estado de aflição que apenas as tangas de Kim Kardashian devem ter experimentado de forma semelhante... Mas apesar de todo o destaque dado a toda a acção do biquini branco de Sabrina, o videoclip continha mais duas imagens que ficaram na minha memória: a do empregado a entrar todo vestido piscina adentro para servir um cocktail a Sabrina e a de um figurante, entre avanços e recuos, a dar um caricato salto da prancha. O vídeo foi originalmente filmado como um segmento para um programa italiano de variedades, mas após uns retoques e adição de certos elementos para desviar um pouco a atenção da principal atracção do vídeo, foi utilizado como o videoclip principal. 
E claro, ficou também para a eternidade a famosa cantilena: "Boys, boys, boys, as mamas da Sabrina, boys, boys, boys, parecem gelatina."

 

O single seguinte foi "Hot Girl" que apesar de não ter tido tanto sucesso como "Boys", mais uma vez deixou a sua marca, pelo menos em Espanha. Isto porque durante uma performance no programa de passagem de ano de 1987 para 1988 da TVE, no meio de um rodopio coreográfico, o top de Sabrina foi incapaz de cumprir a sua função.



Mas aquele que será porventura o segundo maior hit de Sabrina é "All Of Me (Boy Oh Boy)", o primeiro single do seu segundo álbum de 1988 (com o também originalíssimo título de "Super Sabrina"), da autoria da mais requisitada equipa de compositores/produtores da altura os britânicos, os Stock, Aitken & Waterman. O tema foi particularmente bem sucedido na Finlândia, onde chegou ao n.º 2 do top local e assegurou que Sabrina não fosse uma one-hit wonder.

A partir daí, a carreira de Sabrina cingiu-se sobretudo ao seu país, com um ou outra sucesso fora de portas. Em 1996, esteve em Portugal para promover o álbum da altura "Maschio Dove Sei", tendo actuado em programas como "Parabéns" e "Big Show SIC". Além disso, aqui em Portugal, ainda temos bem presente a sua inesperada aparição no programa dos Gato Fedorento para o réveillon de 2007/2008, onde cantou o seu hit de assinatura e mostrou que, quase com 40 anos, ela ainda estava aí para as curvas. 



  

Sabrina em 2010
Actualmente, Sabrina continua bastante activa, actuando em eventos relacionados com os anos 80 um pouco por toda a Europa, participando em programas de televisão e editando ocasionalmente um ou outro single. Por exemplo em 2010, gravou uma versão do hit dos Blondie "Call Me" em dueto com a igualmente icónica Samantha Fox. Felizmente que esta colaboração entre as duas não aconteceu nos anos 80, senão muitos rapazes não teriam resistido a tamanho ataque de alvoroço hormonal.


  


ACTUALIZAÇÃO: O nosso seguidor Nuno Feijó referiu na página da Enciclopédia de Cromos a existência de um jogo de ZX Spectrum que tinha Sabrina como personagem central. O título é "Sabrina Walkthrough".








 

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Batman Forever - Figuras e veículos (1995)

Para assinalar a semana em que se comemora - discretamente, porque as pessoas de bem não admitem que se divertiram - o 20º Aniversário da estreia norte-americana de "Batman Forever", que só chegaria a Portugal em Agosto com o título "Batman para Sempre"; fui vasculhar no arquivo fotográfico em casa e encontrei este anúncio à linha de brinquedos lançados pela Hasbro ("Transformers", "G.I. Joe") com o filme de Joel Schumacher.
Vejamos então as figuras e veículos desta colecção de 1995, que incluía o obrigatório Batmobile, o Batplane e as versões mini de Val Kilmer e Chris O'Donnell, respectivamente Batman e Robin:


"Depois de veres o filme "Batman Forever" no cinema, as aventuras continuam em tua casa. Com esta fantástica colecção de figuras e veículos de "Batman Forever", terás tudo o que precisas para recriar o espectacular ambiente de Gotham City. "Batman Forever" é diversão para sempre. Começa já a tua aventura."

Quem teve e brincou com estes?

Publicidade fotografada e editada por Enciclopédia de Cromos, retirada da revista que adaptou o filme em banda desenhada "Batman Para Sempre" (1995), da Editora Abril.

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sábado, 13 de junho de 2015

Chuva Na Areia (1985)

por Paulo Neto

Na semana passada, o actor Nuno Melo faleceu aos 55 anos, vítima de cancro. Para trás deixou mais de trinta anos de carreira no cinema, teatro e televisão. No pequeno ecrã desempenhou uma mão-cheia de personagens memoráveis como o ingénuo Joaquim em "Alentejo Sem Lei", o ambíguo porteiro Alverca em "Casino Royal", o filho Alberto em "Camilo & Filho" e até impressionou no outro lado do Atlântico como o taxista Constantino na telenovela brasileira "Senhora do Destino". Porém, a sua personagem mais marcante em televisão será porventura o Caniço da telenovela "Chuva Na Areia", sobretudo pelo seu fim trágico que chocou o país nos idos de 1985.




"Chuva Na Areia" continua a ser um caso bastante atípico de entre todas as telenovelas produzidas no nosso país. Primeiro, porque nem sequer foi definida e promovida como uma telenovela mas sim como um "teleromance", sobretudo por vontade do autor, Luís de Sttau Monteiro, já que era uma adaptação de um romance inacabado da sua autoria, de título "Agarra o Verão, Guida, Agarra o Verão!". Segundo, porque teve somente 85 episódios, exibidos na RTP entre 7 de Janeiro e 3 de Maio de 1985. Terceiro, porque foi a primeira telenovela portuguesa de época, com a sua acção a decorrer nos anos 60 (se não estou em erro, apenas a telenovela "Anjo Meu", exibida na TVI em 2011, é a única outra telenovela portuguesa em que acção passava-se essencialmente numa época anterior à actualidade) . Quarto, porque a narrativa rompia em vários aspectos com aquela existente nas outras telenovelas portuguesas até então ("Vila Faia" e "Origens"). 
"Chuva Na Areia" foi também uma das raras telenovelas produzidas integralmente pela RTP sem recurso a outra produtora, tendo mesmo construído em Tróia uma cidade cenográfica para as filmagens.





A acção da telenovela decorre num verão algures na década de 60, na fictícia aldeia piscatória de Vila Nova da Galé. Embora o Estado Novo ainda exerça toda a sua autoridade, Portugal começa a ser promovido como um atractivo destino turístico para os europeus e como tal, a população da aldeia assiste entre a apreensão e a expectativa, à chegada de turistas estrangeiros e às intenções de progresso por parte das autoridades que passará pela construção de sofisticados complexos hoteleiros. Paralelamente, existe uma trama de contrabando e os dramas pessoais de várias personagens. Não havendo um protagonista evidente, a trama focava-se sobretudo em quatro personagens: Guida (Natália Luiza), a protagonista do romance, uma jovem que estuda em Lisboa e vem passar férias à sua aldeia natal e deixa-se encantar pelos ventos de liberdade trazidos pelos turistas estrangeiros, chegando a envolver-se com um francês; Nunes (José Viana), o pai de Guida e dono da pensão local, preocupado tanto com as desventuras da filha como pela ameaça da construção de um hotel de luxo lhe arruinar o negócio; o tenente Ferreira (Rui Mendes), o pacato chefe de polícia que não se entende com a sua ambiciosa e enfastiada esposa Odete (Alina Vaz), que não suporta viver em Vila Nova de Galé e que acaba por trair o marido com Vilela (Henrique Viana), vendedor de terrenos para construção; e Caniço, rapaz pobre e desajustado que além estar envolvido nas manobras de contrabando, prostitui-se para mulheres e homens, como a americana Mabel (Maria Dulce) e o alemão neo-nazi Herr Neuber (Carlos Wallenstein), caminhando a passos largos para um cruel destino que nem o amor de Ana do Mar (Filipa Cabaço) consegue travar. 



Entre outras personagens destacam-se o casal Helena (Mariana Ruy Monteiro) e António Fontes (Virgílio Teixeira), veraneantes de longa data em Vila Nova da Galé; Leopoldo (Rui Luís) o dono da taberna onde se reúne a quadrilha contrabandista liderada por Peralta (Mário Segredas) que, farto dos constante desrespeito dos clientes, finalmente impõe-se à força; Mimoso (Rogério Paulo), cujo filho é perseguido pela PIDE; Malaquias (Luís Pinhão) que desespera com o pacto de silêncio com que a mulher Tiazinha (Maria Cristina) lhe vota após uma discussão e que durará até à morte desta; Augusta (Manuela Maria), esposa de Nunes e mãe de Guida; e Esteves (Armando Cortez) que não permite que a sua mulher Amélia (Mariana Vilar) saia à rua mas que não esconde o seu affair com a espanhola Paloma (Manuela Carona), que lhe vai trazer consequências dolorosas. Do elenco também fizeram parte nomes como Adelaide João, António Lopes Ribeiro, António Rama, Carlos Daniel, Carlos César, Curado Ribeiro, Eduardo Viana, Filomena Gonçalves, Laura Soveral, Luísa Barbosa e Manuel Cavaco.



Claro está que a cena pela qual "Chuva Na Areia" ficou na memória foi aquela em que Caniço deambulava desvairado e ensanguentado pela praia rumo à sua morte depois de ter cortado o seu próprio sexo, num acesso de vergonha pelos seus comportamentos. Na altura eu só tinha cinco anos e não tinha idade para perceber bem a trama da novela, mas recordo-me bem dessa cena ainda que só mais tarde é que percebi o motivo daquele sangue todo. E foi daqueles casos em que no dia seguinte, não se falava de outra coisa. Além das alusões à mutilação genital e a ligações homossexuais, "Chuva Na Areia" também teve outras particularidade muito à frente para época como cenas em topless na praia e o recurso a palavrões. Por exemplo, Odete referia-se a Vila Nova de Galé como "esta merda de terra" e Peralta comparava o vinho da taberna de Leopoldo a "mijo de burra".

A telenovela terminava fazendo jus ao título com Guida a correr para a praia enquanto começa a chover na areia, assinalando o fim do Verão. 



"Chuva Na Areia" foi reposta pela RTP em 1989 no horário da tarde e já foi reexibida diversas vezes na RTP Memória. Na altura da sua primeira exibição, foi publicada uma revista sobre a telenovela e o disco da sua banda sonora, com temas instrumentais e canções interpretadas por Carlos do Carmo, Teresa Silva Carvalho, Lena D'Água, Fernando Girão e Vicente da Câmara.




Genérico(1):



Excerto:


1.º episódio




Agradecimento ao site Brinca Brincando por muita da informação reunida para este texto. Gostaria também de sugerir este excelente artigo sobre a personagem do Caniço da autoria de Ricardo Martins Pereira para o site NewInTown.

NOTA:
(1) - Genérico realizado por Carlos Barradas ("Arco Íris", "Jáquitá", "Histórias Fantásticas") que também deu à geração croma o assustador genérico do "Tempo dos Mais Novos".

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Bem-Vindos Ao Jurassic Park - Livro Ilustrado (1993)


Como forma de assinalar o dia 11 de Junho (de 1993) como o 22º Aniversário do lançamento de um dos meus filmes favoritos, "Parque Jurássico" ("Jurassic Park"), resolvi digitalizar e editar este livro ilustrado que condensou em 24 páginas os pontos mais importantes do argumento do filme para os leitores mais jovens, e a acompanhar o texto em letras grandes, fotos de cenas do filme.

Todas as páginas:


Foi editado em Portugal pela Editorial Notícias em 1993 e foi traduzido do original da autoria de Mike Teitelbaum, que por sua vez adaptou o "argumento para o filme, de Michael Crichton e David Koepp. Baseado no romance de Michael Crichton.". A tradução do original "Welcome to Jurassic Park" esteve a cargo de Maria Isabel Ogeia.

A Capa:


Exemplos de outras páginas:



Podem fazer download gratuito no link seguinte, e lê-lo num computador ou tablet com um vulgar programa para ler banda desenhada:




Relacionado com o "Jurassic Park" na Enciclopédia de Cromos:

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segunda-feira, 8 de junho de 2015

True Lies - A Verdade da Mentira (1994)

por Paulo Neto

Depois de terem trabalhado juntos nos dois primeiros tomos da saga "O Extreminador Implacável", Arnold Schwarzenegger e o realizador James Cameron voltaram a unir esforços em 1994, desta vez para um blockbuster de acção com uns toques de comédia, "True Lies - A Verdade da Mentira", uma adaptação livre do filme francês de 1991 "La Totale!". Esta reunião entre os dois trazia água no bico: Schwarzie vinha do flop (para os padrões "schwarzeneggerianos" de então) "O Último Grande Herói" e pretendia voltar ao seu estatuto de rei do box office, enquanto Cameron contava com o sucesso do filme para a aprovação e financiamento do seu projecto seguinte, um modesto filme que dava pelo nome de "Titanic". O certo é que esta reunião entre os dois resultou, mas em grande parte devido a um inesperado trunfo, na pessoa de Jamie Lee Curtis.



Harry Tasker (Schwarzenegger) é um agente secreto que trabalha para uma unidade anti-terrorista conhecida como Omega Sector. Juntamente com os seus colegas Gib (Tom Arnold) e Faisal (Grant Heslov), Harry investiga uma nova e perigosa organização terrorista palestiniana liderada por Salim Abu Aziz (Art Malik), suspeita de ter adquirido armas nucleares. Para tal, ele aproxima-se de Juno Skinner (Tia Carrere), uma atraente marchande de arte de quem a Omega desconfia estar ligada a Aziz.





Porém, Harry esconde esta sua vida de agente de secreto da sua esposa Helen (Jamie Lee Curtis) e da sua filha Dana (Eliza Dushku), que julgam que ele trabalha para uma empresa de informática (que funciona como fachada para o Omega Sector) e ressentem-se das suas constantes ausências devido ao trabalho. Farta das ausências do marido e ansiosa por mais emoção na sua vida, Helen começa a ir na conversa de um homem misterioso, Simon (Bill Paxton), que na verdade é apenas um vendedor de automóveis que costuma fingir que é um agente secreto para engatar mulheres. Ao saber disso, Harry usa os recursos da Omega num plano para afastar Simon e conferir um pouco de aventura à vida de Helen e assim revigorar o casamento de ambos. Como tal, ele e os colegas organizam uma falsa missão para Helen em que ela terá de seduzir um negociante de armas num quarto de hotel. Mas é então que Helen e Harry, que esperava por ela no quarto, são capturados pelos homens de Aziz. 




Ao mesmo tempo que se vê obrigado a esclarecer a sua vida dupla diante de Helen, Harry confirma a ligação entre Aziz e Juno na compra de armas nucleares e entra numa corrida contra o tempo para evitar um ataque terrorista em Miami, sobretudo quando descobre Aziz raptou Dana…



O êxito de "True Lies" reforçou o estatuto de Schwarzenegger como o rei dos blockbusters, mas o desempenho de Jamie Lee Curtis acabou por ser o mais marcante do filme, com a actriz a receber o Globo de Ouro para Melhor Actriz em Comédia ou Musical. Por exemplo, para mim a cena mais marcante é a da dança sexy de Jamie Lee Curtis durante a falsa missão da sua personagem, não apenas porque demonstrava que Curtis estava em excelente forma na altura mas sobretudo por um inesperado acontecimento que fez salas de cinema inteiras romper de riso.



Desde a sua estreia, tem-se falado volta e meia numa possível sequela do filme ou numa adaptação televisiva, mas por diversos motivos (como a eleição de Schwarzenegger como governador da Califórnia e o facto de que os ataques do 11 de Setembro tornaram o tema do terrorismo num assunto muito mais sensível), as intenções não têm saído do papel. 


quinta-feira, 4 de junho de 2015

Anúncios a tintas (1986-1992)

por Paulo Neto

Uma vez que algures por este país haverá sempre a necessidade de alguém pegar num pincel, rolo ou trincha e aplicar uma demão de tinta numa parede, num soalho ou noutra coisa qualquer, faz todo o sentido que a publicidade a marcas de tinta continue a existir em toda a força. No entanto, parece-me que pelo menos em televisão, a publicidade a tintas já não é tão proeminente, nem tão criativa como o foi entre a segunda metade dos anos 80 e o início dos anos 90, período que nos deixou uma mão cheia de anúncios memoráveis, dos quais vou analisar cinco. Será porque foi por neste período que se iniciou a maior renovação de sempre do parque habitacional em Portugal? Seja como for, vamos lá analisar.


  
E começamos logo com um dos anúncios mais míticos, datado de 1986. A Robbialac seria porventura a marca mais atenta ao poder da publicidade televisiva, pelo que foi aquela que deixou mais anúncios para a memória colectiva. Como por exemplo este  da gama Tartaruga. Ao som de uma musiquinha tipo filme western, um homem de viola contava a história do amigo Costa que, surdo às recomendações, pinta a casa com uma qualquer ranhosice de tinta. Até que por fim, o Costa aceita o conselho cantado do amigo cantadeiro "Amigo, Tartaruga é a tinta!" e no final os dois juntam-se para cantar em uníssono e darem um passinhos de dança.



Também de 1986 e com chancela da Robbialac, o anúncio Stucomat deixou a sua marca não apenas na música como também visualmente. Liderados pelo capitão de macacão branco, um exército de pintores vestidos com macacões azuis, vermelhos e amarelos dirigem-se em passo militar para a missão de pintarem um prédio enquanto entoam a cantilena "Stucomat é uma grande tinta/ Stucomat é Robbialac/É tinta muito em conta para qualquer um/ É tinta com a qualidade Robbialac/Toda a gente pinta com Stucomat/ Stucomat é Robbialac" até terminarem todos a acenar com os rolos nas janelas do prédio.



Mas pensando bem, este regime militarizado dos pintores deste anúncio teria a sua razão de ser. Até porque neste anúncio de 1990, para a gama Rep da Robbialac, o protagonista é um pintor que se revela um verdadeiro ás do combate ao crime ao defender-se somente com a ajuda das suas tintas e dos seus utensílios de um bando de gangsters (daqueles mesmo saídos de um filme dos anos 40) armados até aos dentes. Foi neste anúncio que eu ouvi pela primeira vez a palavra "opaca".


No ano de 1987, a marca Dyrup comemorava 40 anos em Portugal. Para a efeméride, foi feito um anúncio minimalista mas nem por isso menos marcante, com um colorido arlequim a rodopiar por entre latas de tintas e no fim ouvindo-se uma voz operática a trautear "Dyrup, dyrup, dyru-dyru-pee".


De entre os anúncios das tintas CIN, recordo sobretudo este de 1992, referente à gama Colormix. Um anúncio bem colorido em estilo cena de filme musical enaltecia a variedade cromática desta gama. E quem não se lembra do início do jingle? "Só lilases, são quarenta/De amarelos outro tanto/Eu cá prefiro os azuis/Eu vou bem mais pelo branco!" (Ou seria "blanco" como parece que se ouve?)

Existe mais algum anúncio a tintas dos anos 80 e 90 que vos tenha ficado na memória? Se sim, é só dizê-lo nos comentários ou na página do Facebook.

Um agradecimento especial aos canais do YouTube LustaniaTV, Mistério Juvenilmaterdnaxela, Memórias em VHS e 1980s90stv pelo upload destes anúncios.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Desenhos Animados dos anos 70 e 80 regressam em novas séries



Nos últimos anos muitos dos nossos desenhos animados favoritos dos anos 70 e 80 foram ressuscitados em novas séries, que re-imaginam ou continuam a história original, muitas delas em animação por computador (CGI). 
Este novo vídeo da EnciclopédiaTV fez um apanhado das estreias em TV mais recentes. (As séries animadas e de imagem real adaptadas ao cinema ficam para outro vídeo)
Reparem como as animações em CGI com humanos ainda parecem...bizarros. O uncanny valey ainda não foi ultrapassado!

Actualização:
Entretanto, num assunto relacionado, foi anunciado um filme a partir das séries de 1981 e 1990 do "Dartacão e os Três Moscãoteiros". Detalhes: Annecy: BRB, Mili Unsheath ‘Dogtanian’.


Deixem nos comentários, no vídeo ou no Facebook a vossa opinião. Que séries esqueci de incluir no vídeo? Talvez se faça uma parte 2!

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