quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Tico e Teco Comando Salvador / Chip ‘n Dale Rescue Rangers (1989-1990)


"Tico e Teco Comando Salvador", é o nome tuga da animação norte-americana "Chip ‘n Dale Recue Rangers" que esteve no ar entre 1989 e 1990. No Brasil ficou conhecida por "Tico e Teco e os Defensores da Lei". Apesar da estreia em 1989, no ano anterior foi exibido um episódio especial para promoção. E a estreia oficial foi feita na forma de um filme de duas horas - "Rescue Rangers: To The Rescue", que mais tarde foi repartido em cinco episódios.


Nunca fui grande fã dos filmes Disney, mas as séries animadas orientadas para a aventura já se me apresentavam mais interessantes. No meu top estão os “Duck Tales”, e a seguir este “Chip ‘n Dale Recue Rangers”.

Os já conhecidos esquilos Tico e Teco, que durante décadas se passearam em pelota pelos ecrãs e páginas Disney, passam a vestir-se de Indiana Jones e Thomas Magnum (Magnum P.I.), respectivamente (como podem ver nas fotos acima) e abrem uma agência de detectives para combater o crime.

O principal vilão é o mafioso Fat Cat (foto acima), porém outros gangsters e até um inventor maléfico vão dificultar a vida a Tico (Chip, o elemento sério e responsável do grupo - com a voz da actriz Tress MacNeille, a responsável de muitas vozes nos Simpsons, Futurama, etc) e Teco (Dale, o irmão irresponsável, divertido e louco por doces - com a voz de Corey Burton, que podem reconhecer como Spike Witwicky na série dos Transformers Em Acção, entre outros).

Mas os dois manos têm ajuda: o rato amante de queijo Monterey Jack (nas primeiras 3 temporadas teve a voz do eterno Optimus Prime: Peter Cullen; e nas restantes de Jim Cummings), a mosca Zipper (novamente Corey Burton, a voz de Dale) e a genial inventora Gadget Hackwrench (Tress MacNeille, a mesma voz de Chip), uma ratinha que vai ser disputada pelos dois irmãos ao longo das três temporadas e um total de 65 episódios. Além dessas relações inter-espécies, apenas pelo visionamento do genérico inicial constatamos a ocorrência de violência doméstica entre os dois irmãos, além do ocasional travestismo.



O Genérico inicial:


Não é uma série tão reconhecida pelo grande público, no entanto, uma das personagens - Gadget Hackwrench - até gerou um culto, sim, um culto religioso, na Rússia. Não consigo confirmar a veracidade da notícia, mas, porque não? Decidam por vós próprios:  "Russian Nerds have started a cult arround Gadget Hackwrench Decidam por vós próp""Гаечка is love" .





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May - Crackies (1981)

Como vimos anteriormente, a marca de guloseimas "May", além de caramelos e chupetas, vendia também pastilhas elásticas, como estas "Crack Mint" apelidadas de "Crackies". A mascote permanece a criança sardenta de cabelos encaracolados e um olho fechado.

 Detalhe da embalagem, com sabor clássico peppermint.
O blog Santa Nostalgia recorda que décadas antes as pastilhas elásticas, ou chicletes/chicles "May" eram acompanhadas de colecções de cromos, da Agência Portuguesa de Revistas. ["Chicles MAY: O chicle da juventude"]


Publicidade retirada da revista Almanaque do Patinhas Nº 20, de 1981.
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Saturday Night - Whigfield (1994)



Devia publicar isto num sábado à noite, mas, what the hell, o blog é intemporal! Portanto aqui está mais uma música que foi um sucesso quando eu e o leitor eramos mais novos, num ano que "A Lista de Schindler" ganhou 7 Óscares, Kurt Cobain foi "encontrado morto", Mandela ganhou as eleições e acabou o Apartheid , e o cometa Comet Shoemaker–Levy 9 chocou com Jupíter.

Capa do single na Europa.

A canção, com o "original" nome de "Saturday Night" foi o maior hit da dinamarquesa Whigfield (aka Sannie Charlotte Carlson, ‘antiga’ modelo). Como habitual no género, a letra retrata com profundidade "Dee Dee na na na". Ok, é sobre festa e sexo casual. 


O que interessa: um video sugestivo com a própria Whigfield recém saída do banho envolta numa toalha a preparar-se para a saída nocturna, uma batida saltitante, mais um êxito dos anos 90, este tema de Eurodance não é dos meus favoritos, mas faz parte da memória musical da década, e vale a pena escutar outra vez!





Nota:
O atento leitor Peter Gunn fez-me notar que não mencionei um aspecto interessante: as acusações de lipsyncing, isto é, a loura Whigfield estaria apenas a fazer playback das músicas gravadas por outra cantora; como disse o Markl, uma "Milli Vanilada". A teoria mais popular é que a voz na realidade pertence a Annerley Gordon,  aka, Ann Lee que podem reconhecer do êxito "2 Times" [video]. As dúvidas continuam até aos dias de hoje, mas a minha pesquisa indica que esse fenómeno era muito comum em certas produtoras musicais, com o mesmo artista a produzir com diversas identidades e quando necessário representado por um modelo mais esteticamente agradável. 
Ao rever (re-ouvir?) recentemente o cromo reparei que Nuno Markl também menciona o tema que em 1999 juntou Whigfield aos portugueses Santa Maria "Happy Maravilha (feat. Whigfield)".

Como sempre, recomendo a audição da Caderneta de Cromos correspondente:



Texto original: "Enciclopédia de Cromos - Minicromo - Saturday Night".

Capa do single na Alemanha.


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May - Chikytas (1980)


Não me recordo da marca "May" (pastilhas elásticas, caramelos) mas creio que ainda me lembro de ver á venda estas "chupetas de leite" (ou equivalentes) com o nom de guerre "Chikytas".

Publicidade retirada da revista Almanaque do Patinhas Nº 2, de 1980.
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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Irmãos Coragem (1995)

por Paulo Neto

Em 1995, a Rede Globo comemorava trinta anos de emissões e por entre as celebrações da efeméride, contou-se um remake de "Irmãos Coragem", telenovela originalmente exibida em 1970 no Brasil. A nova versão também pretendia homenagear o 70.º aniversário do nascimento da autora da versão original, Janete Clair, a famosa teledramaturga falecida em 1983, cujos trabalhos mais conhecidos em Portugal foram as telenovelas "O Astro" e "Pai Herói". A autoria da remake esteve a cargo de Dias Gomes e teve 155 capítulos.  




Os Irmãos Coragem do título são João (Marcos Palmeira), Duda (Marcos Winter) e Jerónimo (Ilya São Paulo). Na cidade fictícia de Coroado que vive sobretudo da extracção de pedras preciosas, o cruel coronel Pedro Barros (Cláudio Marzo) governa a povoação e o negócio do garimpo com mão de ferro, sendo implacável com aqueles que o ousam desafiar. A família Coragem, que além dos três irmãos é composta pelos seus pais Sebastião (Orlando Vieira) e Sinhana (Laura Cardoso) e por Potira (Dira Paes), uma índia que foi criada com eles, também vive do mesmo negócio nas terras que são da sua propriedade, utilizando métodos menos nocivos para a Natureza. Quando João Coragem, o irmão mais velho, encontra um diamante gigante, torna-se o principal alvo de Pedro Barros, que já há muito cobiçava as terras dos Coragem, que crê serem mais ricas que as suas.

Lara Barros e João Coragem 


Apesar do seu exterior rude e casmurro, João Coragem é um homem justo e honesto. O diamante que ele encontra acaba por ser o símbolo de uma revolta popular contra a tirania do Coronel, da qual ele e os seus irmãos serão os protagonistas. Além disso, João vive um romance proibido com Lara (Letícia Sabatella), a filha do Coronel. Como se ódio deste não fosse suficiente, existe outro problema na relação de ambos: devido a traumas de infância, Lara sofre de tripla personalidade. Enquanto Lara é tímida e recatada, Diana é sensual e aguerrida e Márcia é um meio-termo entre as duas. Apesar de fascinado pelas três personalidades da rapariga (e das três se apaixonarem por ele), João prefere quando Lara é ela própria e tenta ajudá-la a descobrir os motivos e um tratamento para o seu distúrbio.  

Duda  e Ritinha 


Duda, o irmão do meio, é futebolista no Rio de Janeiro e vive os primeiros momentos de fama no Flamengo. Quando regressa a Coroado, é recebido com honras de estrela. O regresso de Duda é particularmente aguardado por Ritinha (Gabriela Duarte), que nunca esqueceu o romance que viveram na infância. Duda aceita retomar o romance, mas quando Ritinha engravida, hesita em assumir as responsabilidades, até porque ele também mantinha uma relação casual com a exuberante Paula (Rita Guedes) no Rio de Janeiro. 

Potira  e Jerónimo 

Jerónimo, o irmão mais novo, envolve-se politicamente na revolta contra Pedro Barros, integrando as forças da oposição. As suas ambições levam-no a casar com Lídia (Isabela Garcia), filha do deputado Siqueira (Jonas Bloch), mas acaba por concluir que o seu grande amor sempre foi Potira, a sua irmã de criação. 

Os principais aliados de Pedro Barros são o corrupto delegado Falcão (Jackson Antunes), que também está interessado em Lara, e Juca Cipó (Murilo Benício), o esbirro-mor do Coronel, que sofre de problemas mentais que o levam a agir ora como um animal raivoso ora quase como uma criança. Mais tarde vem-se a descobrir que Juca é um filho ilegítimo de Pedro Barros e que também ele é apaixonado por Potira, motivo principal pelo qual ele odeia os Coragem. Já outro capanga, Lourenço (Reinaldo Gonzaga), é o amante secreto de Estela (Eliane Giardini), a leviana mulher do Coronel.   

A remake teve vários piscares de olho à versão original. Cláudio Marzo tinha sido o Duda na versão original. O papel de Ritinha, interpretado por Gabriela Duarte, tinha sido originalmente interpretado pela sua mãe Regina Duarte, enquanto o do garimpeiro Braz Canoeiro, foi interpretado em 1970 por Milton Gonçalves e em 1995 pelo filho deste, Maurício Gonçalves. E alguns actores da versão original fizeram pequenos cameos no remake como foi o caso de Cláudio Cavalcanti (Jerónimo) e Lúcia Alves (Potira).

1.º disco da banda sonora com Marcos Winter na capa
2.º disco da banda sonora com Ilya São Paulo na capa

Se a nova versão de "Irmãos Coragem" teve apenas um sucesso moderado no Brasil, onde foi exibido no horário das seis horas e sofreu com as comparações com o original, o êxito foi maior em Portugal, sobretudo por ter sido exibida no horário nobre da SIC e porque o nosso país desconhecia a versão original. Foram também elogiados o desempenho do elenco e a trama cheia de acção, por vezes assemelhando-se à de um western americano. A SIC não se poupou a esforços para promover a telenovela: na semana de estreia em Portugal, enviou a sua maior estrela da altura, Catarina Furtado, para fazer reportagens sobre os bastidores da telenovela e dois dos actores, Gabriela Duarte e Murilo Benício (que na altura eram namorados) vieram a Portugal participar em vários programas da SIC.

Genérico:




Excerto de um capítulo:


Chamada de elenco






 

UCAL (1980)


Da marca UCAL, sinceramente não me recordava de iogurtes (para mim, UCAL é sinónimo de leite com chocolate) mas já os tinha visto anteriormente numa publicidade do inicio dos anos 90 [aqui], mas diferentes dos que hoje nos ocupa, naquele que é provavelmente o anúncio mais didáctico que já encontrei. Para compensar a avalanche de texto "Pequena história do iogurte" sobre a origem do dito produto lácteo, a prosa é acompanhada de cinco ilustrações das montanhas e camponeses halterofilistas da Bulgária, uma farmácia e sala de aula.


Detalhe da embalagem de iogurte com frutas:

Slogan: "Quem exige qualidade...compra UCAL."

Publicidade retirada da revista Almanaque do Patinhas Nº 2, de 1980.
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Corn Flakes Nacional (1980)

Reclame aos cereais de pequeno almoço "Corn Flakes", que trocou a foto em grupo da familia em redor da mesa do ano anterior ["Corn Flakes Nacional" (1979)] por um míudo a engolir colheradas dos Corn Flakes envergando uma t-shirt da marca (elemento presente já na publicidade do ano anterior).



Publicidade retirada da revista Almanaque do Patinhas Nº 6, de 1980.
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Stôra, como é que se diz Sumol em inglês? (1984)

A pedido de muitas famílias, depois dos anúncios dos "cães chamado Alex" dissecados (os reclames, não os canídeos) pelo Paulo Neto, vamos recordar um anúncio que muitos dos nossos leitores guardam na memória: "Stôra, como é que se diz Sumol em inglês?", um esforço da Sumol nos anos 80 para conquistar o público mais jovem, capitalizando nas paixonetas dos alunos por professores.

E a professora (de inglês) em questão é uma beldade loura como podem ver abaixo, ao som de uma romântica versão de As Time Goes By:

Vídeo oriundo do espólio do "Mistério Juvenil":




É portanto um clássico anúncio da Sumol, recordado com carinho por muitos espectadores décadas depois de ter passado nos ecrãs nacionais. Hoje em dia a professora provavelmente seria presa, apesar de ser só a fantasia do aluno, que levou a professora aos copos. Copos de Sumol, é claro. Haja respeito!
Mas, passado tanto tempo o mistério não foi resolvido: como se  diz Sumol em inglês? ;) 


Actualização:
Esta campanha publicitária não se limitou à televisão, como atesta este anúncio retirado de uma das revistas de banda desenhada da Ana Trindade:




Mais cromos da Ana Trindade: "Enciclopédia de Cromos - Ana Trindade".



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