sábado, 20 de dezembro de 2014

Band Aid "Do They Know It's Christmas" (1984)

por Paulo Neto

Hoje em dia, temas musicais gravados por um colectivo de conhecidos nomes da música em nome de uma nobre causa é algo que já se tornou lugar-comum. Esse conceito foi de certa forma criado e posto em prática pela primeira vez em 1984 quando tudo o que era estrela da música britânica se reuniu sob o nome Band Aid para gravar "Do They Know It's Christmas" e fazer história.


Reza a lenda que Bob Geldoff, movido por um documentário da BBC sobre a terrível vaga de fome que assolava a Etiópia, teve a ideia de angariar dinheiro para ajudar aqueles atingidos pelo flagelo através da música. Juntamente com Midge Ure dos Ultravox, Geldoff compôs o tema e aproveitando um espaço na BBC Radio originalmente destinado para promover um novo disco da sua banda Boomtown Rats, anunciou a gravação da canção por alguns dos maiores artistas britânicos e irlandeses da altura, o que rapidamente suscitou a atenção dos media. 


Foi portanto sob o intenso olhar da comunicação social que as estrelas se reuniram no dia 25 de Novembro de 1984 no estúdios Sarm West em Londres para gravar o tema. Os versos foram cantados por esta ordem: Paul Young, Boy George, George Michael, Simon Le Bon (Duran Duran), Sting, Tony Hadley (Spandau Ballet), Bono Vox, Paul Weller, Glenn Gregory (Heaven 17) e Marilyn (um artista andrógino em voga na altura que apareceu ser convidado). Entre as vozes do coro final, contam-se nomes como Holly Johnson (Frankie Goes To Hollywood), Bananarama, Francis Rossi (Status Quo), Jody Watley (Shalamar), Kool & The Gang e Phil Collins (que também toca bateria).


Ainda hoje, o tema mantém-se como um clássico de Natal e dos anos 80 com dois momentos que para mim são deveras arrepiantes: Bono Vox a cantar emotivamente "Well tonight thank God is them, instead of you!" e o solo de sintetizador que precede o apotéotico coro final.

O sucesso não se fez esperar e o single entrou directamente para o primeiro lugar do top britânico e tornou-se no single mais vendido de sempre no Reino Unido até então (apenas ultrapassado em 1997 com a famosa regravação de "Candle In The Wind" de Elton John dedicada à Princesa Diana). Aliás o top 3 britânico do Natal de 1984 é o mais histórico de sempre com "Last Christmas" dos Wham! no n.º 2 (ainda hoje a canção mais vendida de sempre no Reino Unido que não chegou ao n.º 1) e "We All Stand Together" de Paul McCartney. Além disso, no Natal do ano seguinte houve uma re-edição do tema que fez aumentar as vendas por 3 milhões no Reino Unido e 12 milhões em todo o mundo.

O sucesso da Band Aid originou não só o mítico megaconcerto Live Aid em Londres e Filadélfia a 13 de Julho de 1985 mas também uma vaga de temas all star. Praticamente cada país do mundo ocidental teve o seu Band Aid, destacando-se o igualmente célebre "We Are The World" dos USA 4 Africa e o nosso "Abraço a Moçambique". Outros exemplos são "Tears Are Not Enough" (Canadá), "Cantaré, Cantarás" (Espanha e América Latina), "Ethiopie" (França), "Sammen For Livet" (Noruega) e "Za Million Godina" (Jugoslávia). 

"Do They Know It's Christmas" teve até ao momento mais três regravações. A primeira aconteceu em 1989, sob o nome Band Aid II, produzida pela mítica troika de produtores Stock, Aitken & Waterman integrando nomes como Kylie Minogue, Jason Donovan, Cliff Richard, Chris Rea, Bros., Lisa Stansfield, Wet Wet Wet e (novamente) Bananarama. 



Já no século XXI, o tema foi regravado em 2004 para apoio a refugiados da guerra do Darfur no Sudão e em 2014 no apoio ao combate do vírus Ébola na Guiné, Libéria e Serra Leoa.









sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Triunfo - Sortido Tradição (1995)

O Natal aproxima-se a passos largos, e o que não falta nas mesas festivas - pelo menos para as minhas bandas - são este género de caixas de um sortido de bolachas e/ou chocolates; tanto na Véspera de Natal àdisposição dos convivas, como no dia seguinte, porque também é um presente agradável de receber. E convém partilhar o conteúdo, não se vá arruinar a dieta! O reclame refere-se ao "Sortido Tradição", da marca de bolachas "Triunfo". As minhas favoritas são as de chocolate, quanto mais, melhor! O anjinho do anúncio, guarda a sua caixa e com ar pensativo, inquere: "Bolachas ou bombons?"
"As mais deliciosas bolachas com imenso chocolate.
Tantas e tão variadas delícias numa nova embalagem ainda mais requintada que, será no mínimo egoísta, não as oferecer neste Natal"

Um close-up da caixa:

O logo da "Triunfo" com o slogan "Devore este nome".


Publicidade retirada da revista Maria Nº 893, da semana de 20 a 26 Dezembro de 1995.

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Bom-Bokas



Existe ainda nos nossos dias, em várias marcas, tamanhos e sabores, mas parece que nenhuma se compara a este clássico doce da Imperial dos anos 80: "Bom-Bokas".


Uma simples capinha de chocolate, numa base de bolacha e recheio fofinho, as "Bom-Bokas" foram colocadas no mercado em 1978 - mais antigas que ootros êxitos da Imperial como as Pintarolas (1980) e as Fantasias de Natal (1981) - e um sucesso junto do público, até ao desaparecimento pelo declínio das vendas.


Recordem este lendário anúncio, via Youtube do Mistério Juvenil, mais um dos sinais da proximidade - não do Apocalipse, mas - do Natal, aqui, ou no Daily Motion da EnciclopédiaTV:

Encontramos o Pai Natal a ler as tradicionais cartas escritas pelos meninos que se portaram bem. No entanto, todos parecem pedir o mesmo presente: Bom-Bokas. O prazo para a Noite de Natal é curto, e São Nicolau  apressa-se a ir à mercearia mais perto. Encontra a porta fechada, mas o dono ainda está no estabelecimento. Batendo na janela, o Pai Natal pede Bom-Bokas, ao que o senhor de bigode responde, apontando um par de caixas da cobiçada guloseima: "Só há estas. São para mim!", deixando o Pai Natal desolado (e que provavelmente se vingou desse senhor deixando-lhe um presente desagradável na chaminé...) e milhares de crianças que não receberam as suas caixas de Bom-Bokas.


Moral da história: "Não deixe para o fim os seus presentes Bom-Bokas".
Como bónus, uma reclame de 1997 da Citröen que parodia este clássico:




Outro anúncio do doce:

Este recorre a umas rimas, entoadas por uma senhora no cabeleireiro, um senhor com mais pêlo no bigode que na cabeça e ainda um rapaz e uma rapariga:
"Por cima chocolate
Por baixo bolachinha
Por dentro é um recheio
Huuum! Que coisa doce tão fofinha!
"


O cenário do próximo reclame é um concurso de danças de salão:


O par com o número 1 faz várias aproximações á mesa com Bom-Bokas, até que o dançarino consegue agarrar uma que, acto contínuo, esborracha na cara da avantajada parceira.


Os jurados acharam graça e exibem as tabuletas com "Bom-Bokas" em vez de pontuação.
Momento ainda para uma agressão gratuíta a um dos jurados.



O seguinte será provavelmente - além do do Pai Natal - o mais recordado, uma invasão de um café por uma avalanche de clientes que correm ao som de uma versão cómica da abertura do Guilherme Tell de Rossini: "Bom-Bokas de morango... é bestial!"




 Não confundir com a girlsband "Bombocas". Encontrei online uma petição a exibir o regresso das "Bom-bokas" originais: "Queremos as bombokas de volta". De momento, conseguiu 2 assinaturas.
Além das versões "genéricas" não sei se ainda é possível* conseguir a versão da "Dan Cake", os "Yô-Yôs", que provavelmente foi a que mais consumi na infância, em caixas de plástico transparente. Não me recordo destas caixas de cartão da Imperial. Online encontramos muitos internautas com saudades das bombocas da Imperial e da Dan Cake, e enojados com as de outras marcas. Será o efeito da nostalgia ou seriam mesmo assim tão boas como nos lembramos?

* Encontrei relatos de pessoas que em 2006 ainda alegavam comprar as da Dan Cake. Irei proceder a mais investigações.

O blog "Brinquedos de Infância" tem um curioso autocolante das Bom-Bokas de morango:





Naturalmente, o Nuno Markl dedicou-lhes um programa em 2009:

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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

A Pequena Sereia (1989)

por Paulo Neto

Nos anos 80, a Disney passava por uma crise já que desde há vários anos que as suas longas-metragens animadas não conheciam o esperado sucesso junto do público e da crítica mas em 1989, um filme conquistou tudo e todos, inaugurando uma nova era dourada da Disney que se estendeu para o resto da década: "A Pequena Sereia".


O filme, realizado por Ron Clements e John Musker, adaptava o famoso conto de Hans Christian Andersen e marcava o regresso da Disney à adaptação de contos de fadas (o último tinha sido "A Bela Adormecida" em 1959) e ao uso da música como elemento-chave.



Ariel é uma bela e rebelde sereia, fascinada pelos seres humanos e que adora coleccionar objectos que eles deixam no mar, o que a faz sonhar em como seria ser humana. Ariel faz-se sempre se acompanhar pelo seu fiel amigo Flounder/Linguado e gosta também de ouvir as histórias da gaivota Scuttle/Sabidão que lhe transmite informações (erradas) sobre os objectos que ela encontra. Porém, o pai de Ariel, o Rei Tritão, é totalmente contra o contacto entre seres marinhos e humanos e ordena ao caranguejo Sebastião, o músico da corte, que espie a sua filha.
Certa noite, Ariel apaixona-se pelo Príncipe Eric e quando uma tempestade atinge o barco onde este seguia, ela salva-o, levando-o para terra. Porém, Tritão acaba por confrontá-la por ter desobedecido às suas ordens e os dois têm uma violenta discussão.
É então que Úrsula, a Bruxa do Mar, que esteve sempre atenta a estes acontecimentos, aproveita a fragilidade de Ariel para lhe convencer a fazer um acordo: ela tornar-lhe-à humana e terá três dias para fazer o Príncipe apaixonar-se por ela e beijá-la, dando em troca a sua voz. Senão o conseguir, voltará a ser sereia e ficará à mercê de Úrsula.
Pressionada, Ariel aceita o acordo e torna-se humana. É encontrada pelo Príncipe Eric que a acolhe no castelo. Apesar de não a reconhecer como aquela que o salvou pois ela agora não tem voz, Eric encanta-se com Ariel e os dois quase se beijam. Para garantir que será bem sucedida, Úrsula assume uma forma humana de uma rapariga chamada Vanessa enfeitiçando o príncipe.
No dia seguinte, Ariel e os seus amigos conseguem desmascará-la mas não conseguem impedir que Ariel volte a ser sereia e estar nas mãos de Úrsula. O Rei Tritão encontra-as e oferece-se para trocar de lugar com a filha. Ariel e Eric terão que enfrentar uma agora gigantesca e poderosíssima Úrsula.
Mas ao contrário do conto original de Andersen que terminava com a morte da sereia, o filme tem o inevitável happy ending à moda de Disney, com a morte da bruxa e com o casamento de Eric e de uma novamente humana Ariel.

Como só a partir de "O Rei Leão" em 1994 é que os filmes da Disney passaram a ter dobragens em português de Portugal, "A Pequena Sereia" passou pela primeira em vez no nosso país com dobragem em brasileiro - onde se destacava a actriz Zézé Motta na voz de Úrsula. É essa a dobragem que ficou no imaginário da uma geração, incluindo para mim e para o meu irmão visto que era essa versão a da cassete VHS do filme que tínhamos em casa e que vimos incontáveis vezes. Ao ponto que não consigo imaginar a Pequena Sereia e o Rei Tritão a falarem outra língua que não em brasileiro ("Já tenho dezesseis anos, não sou mais criança!""E se esse é o único jeito...que assim seja!") e ainda me lembro de um garfo ser referido pelo Sabidão como uma "brubuzumba"! E claro está, quando me recordo das canções do filme, é no português do país-irmão:

"Hoje eu tenho uma porção de coisas lindas nessa colecção..."




"Corações infelizes, precisam de mim..."





"Aqui no mar, aqui no mar, ninguém nos segue nem nos persegue para nos fritar..."




"O rapaz não vai, não vai beijar a moça!"




Em 1997, houve uma re-edição nos cinemas do filme, desta vez já com dobragens no nosso português, com as vozes de Diogo Infante, Mila Belo, Cucha Carvalheiro, Pedro Pinheiro e Paulo Oom, entre outros.

O sucesso de "A Pequena Sereia" reconciliou a Disney com o público e a crítica e deu início a uma nova era dourada onde pontificaram outros títulos como "A Bela e o Monstro", "Aladino", "O Rei Leão", "Pocahontas" e "Mulan". O filme ganhou dois Óscares para Melhor Banda Sonora (da autoria de Alan Menken e Howard Ashman) e Melhor Canção para "Under The Sea" ("Aqui No Mar") .

Posteriormente, o filme deu origem a uma série animada (1992-94) cuja acção se desenrola antes do acontecimento do filme e mais dois filmes comercializados em vídeo. Em 2007, surgiu também um musical da Broadway.



segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Festival RTP da Canção 2001 - Inscrições (2000)


Na primeira metade do ano 2000, o canal público de televisão exibiu o seguinte vídeo com as instruções para inscrever concorrentes ao Festival RTP da Canção 2001.



Descrição do vídeo:
"O Festival RTP da Canção 2001 vai começar.
Prepare o seu talento porque agora é assim:
As 10 canções que irão estar na grande Final de Março do ano que vem serão apuradas a partir de 5 eliminatórias realizadas mensalmente em diferentes capitais de distrito.
18 distritos no continente e ainda as regiões autónomas dos Açores e da Madeira estarão unidos num grande espectáculo de cantigas.
Os originais e  as suas maquetas deverão ser enviadas para a sede da RTP, Aveida 5 de Outubro 197, 9º Piso, 1050-054 Lisboa, de 12 de Junho a 12 de Julho de 2000.
O Festival da Canção perto de si como nunca esteve."
Por curiosidade, o vencedor desta trigésima sétima edição foi o grupo MTM - segundo o duo Marco Quelhas e Tony Jackson - as iniciais de "Marco, Tony e Música"), com o tema "Só sei ser feliz assim".
Tive que procurar no Youtube porque não me recordava da música:


Em Copenhaga, a canção alcançou um belíssimo 17º lugar (em 23).
Novamente, obrigado ao Pedro Cinemaxunga pelo envio dos ficheiros de vídeo!

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domingo, 14 de dezembro de 2014

Slurps (1997)


Quero começar por agradecer a inestimável colaboração do Pedro Cinemaxunga, que forneceu os ficheiros de videos, digitalizados a partir do seu acervo pessoal. E os primeiros videos que coloquei online são os deste "Slurps", uma mini-série animada da autoria do catalão Sergi Càmara, constituida por pequenissimos sketches, mais concretamente 208, com a duração de 15 segundos cada.

Frequentemente, Slurps - a minhoca protagonista - é vitima de bullying ou dos mais diversos infortúnios, fazendo recordar a violência e sadismo presente em animações como as do Piú-píu ou do Bip Bip, por exemplo. Além da minhoca Slurps, outros animais participavam nas curtas: Taylor, o joaninha com aspecto mais badass da história, o pachorrento caracol Raz ou a mosca Bezz.
in "SergiCamaraFilms"
A animação é minimalista, mas eficaz. Em Portugal e Espanha, e imagino que nos outros paises que a exibiram, grupos destes sketches eram exibidos para o efeito cientificamente denominado por "encher-chouriços", ou seja, para tapar buracos na programação.

"Slurps" RTP (2000) Parte 1:

"Slurps" RTP (2000) Parte 2:


Algumas imagens:








Artigo do jornal "La Vanguardia" sobre o sucesso da série no estrangeiro e posterior exibição na tv catalã.
in "La Vanguardia" [25/11/2001]
O canal de Youtube do próprio Sergi Càmara dizponibiliza 8 minutos da série de curtas: "Slurps".
Outro site apresenta um video com mais de 48 minutos de duraçã: "Slurps".

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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Natal dos Hospitais (parte 3)

por Paulo Neto



Hoje a RTP transmite mais uma edição dessa instituição que é o "Natal dos Hospitais", uma iniciativa do jornal "Diário de Notícias" iniciada há setenta anos e que tem transmissão televisiva desde 1958. A Enciclopédia de Cromos já dedicou ao certame dois artigos (ver aqui o de 2012 e o de 2013) e pretende continuar a tradição este ano. Porém, ao contrário de outros anos, não tem surgido na internet novo material sobre actuações em edições dos anos 80 e 90. Contudo, depois de esgravatar mais fundo, acabou por encontrar mais alguns cromos. Vamos então recordar:



Recuamos até 1981 e é António Sala himself que nos oferece este cromo através do seu canal do YouTube. Nesta altura, a sua carreira musical incidia como membro do sexteto vocal Maranata, que também incluía a sua esposa Elisabete. O grupo é sobretudo conhecido pela sua versão em português de "Hallelujah", a canção vencedora do Festival da Eurovisão de 1979, mas aqui apostam numa onda entre o country e o disco cantando "Blue Jeans". Escreve António Sala na caixa de informação: " Visto a esta distância no tempo, cabelos, casacos, calças, óculos e os penteados dão vontade de rir. Mas na altura...era muito giro. Não sei não?!!!"


Ainda em 1981, o saudoso Carlos Paião com "Ga-Gago" um dos temas mais divertidos do seu genial repertório.


BETAMAX Marco Paulo Natal dos Hospitais 1985 por LUSITANIATV

Reparo agora que nos dois artigos anteriores, nunca houve uma menção ao rei Marco Paulo, sem dúvida um dos artistas cuja actuação era das mais aguardadas em cada edição. Colmatando essa lacuna, aqui o temos em 1985 em toda a sua glória vintage, cantando "Se Deus quiser". E como bom cavalheiro que é, termina a sua atenção com beijo na mão da apresentadora Alice Cruz.


Nos anos 80, Adelaide Ferreira passeou penteados estratosféricos. Como é o caso daquele que usou durante a sua actuação na edição de 1986 enquanto cantou "Coqueirando", o mais estival dos seus hits. É vê-la a percorrer o palco, também ela interagindo com Alice Cruz, bem como com diversos elementos da assistência, incluindo um paciente acamado.


Em miúdo, um dos meus momentos preferidos era o bloco das actuações dos grupos infantis como os Ministars e os Onda Choc. Eis aqui estes últimos em 1987 com a sua famosa versão de "La Bamba", onde se fala de gambas, cacilheiros, graxa, muchachas e da Ria de Aveiro.


Ainda em 1987, Paulo Gonzo ainda de bem farta cabeleira numa cover de "Stay", o love theme da famosa mini-série italiana "Cinderela 80".



Batem leve, levemente, como quem chama por mim. Será chuva? Será gente? Gente não é certamente e chuva não bate assim. Fui ver: era o Avô Cantigas no "Natal dos Hospitais" de 1988 a musicar o célebre poema "Balada da Neve" de Augusto Gil.





Ainda em 1988, silêncio que se vai cantar o Fado de Coimbra. A Toada Coimbrã interpreta "Trova de um Amor Perdido.



Agora um mega-tesourinho. Em 2002, o cantor Alex entrou no imaginário nacional com o seu hit "Mister Gay" e o anúncio de casamento com o seu namorado de então, oito anos antes da legislação portuguesa o permitir. Mas cinco anos antes, Alex já deixava um prenúncio do que estava para vir quando actuou com um apessoado quarteto de bailarinos para cantar "Ida e volta baby", uma versão de "Love Really Hurts Without You" de Billy Ocean.





Para terminar, só o podíamos fazer da forma como acabava o Natal dos Hospitais nos seus anos dourados com Herman José dando um ar da sua imensa graça (1990) encarnando o mítico José Estebes e acompanhado por Ana Bola e Vítor de Sousa, e o Coro de Santo Amaro de Oeiras, cantando "A Todos Um Bom Natal" (1989). Que é igualmente o que a Enciclopédia de Cromos deseja a todos os seus leitores e fãs do Facebook.

O Ás do Espaço (1965-1966)


"O Ás do Espaço" é a adaptação para anime do manga "Uchū Ace" ("Space Ace") publicado por Tatsuo Yoshida entre 1964 e 1966. Por seu lado, a versão animada começou logo a ser emitida em 1965, aidna durante a publicação do manga (3 capas na imagem do topo), acontecimento ainda comum do Japão. No Brasil, também foi emitido com o nome "Ás do Espaço".

Consegui confirmar que passou nos ecrãs nacionais em 1990 por altura do Natal, na RTP2 dentro da rubrica "Agarra o 2", num Sábado à hora de almoço. Mas aparentemente terá sido uma exibição esporádica, apesar de estar indicado como o 13º episódio. Falando nisso, a série - realizada por Hiroshi Sasagawa -  foi composta de 52 episódios. Outros detalhes técnicos: "A.N.N. - Space Ace".

Genéricos de Abertura de "O Ás do Espaço":


Mais uma variação do mito do Super-Homem, um alienígena bondoso chega à Terra para defender o planeta dos invasores de más intensões, com a ajuda de um anel voador que serve de transporte e arma. Até o olho menos atento reparará nas semelhanças visuais entre este "Ás do Espaço" e o "Astro Boy" (manga de 1952 a 1968, e a primeira versão de anime de 1963) de Osamu Tezuka, o "Walt Disney" japonês. Apesar disso, Yoshida está por trás de outros êxitos como "Speed Racer" ("Mach Go Go Go"), "Gatchman" (que passou em Portugal como "Esquadrão Águia", uma das versões americanas da franquia) ou "Casshan" (que deu origem ao interessante filme de imagem real "Casshern").






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