segunda-feira, 8 de abril de 2013

Margaret Tatcher, a Dama de Ferro

Margaret Thatcher (1925-2013)

Em Maio de 2012 o PTJornal recordava a data em que Margaret Tatcher, a Dama de Ferro, subiu ao poder:


"Margaret Thatcher foi eleita a 4 de maio de 1979, tornando-se na primeira mulher eleita chefe do governo em Inglaterra, cargo que ocupou até 1990. A firmeza da sua ação levou a que fosse apelidada de ‘Dama de Ferro’." in PTJornal
Leia o texto completo:
"4 de maio, Margaret Thatcher torna-se na primeira mulher a liderar o governo britânico"

Margaret Hilda Thatcher (Lincolnshire, 13 de Outubro de 1925 - Londres, 08 de Abril de 2013) é uma política britânica, primeira-ministra de 1979 a 1990. Nas eleições gerais de 1959 no Reino Unido ela foi eleita parlamentar pela região de Finchley. Edward Heath nomeou Thatcher secretária do Departamento de Educação e Habilidades em seu governo de 1970. Em 1975 ela foi eleita líder do Partido Conservador, sendo a primeira mulher a liderar um dos principais partidos do Reino Unido, e em 1979 ela se tornou a primeira mulher a ser primeira-ministra do Reino Unido. Suas políticas económicas foram centradas na desregulamentação do setor financeiro, na flexibilização do mercado de trabalho e na privatização das empresas estatais. Sua popularidade esteve baixa em meio à recessão económica iniciada com a Crise do petróleo de 1979; no entanto, uma rápida recuperação económica, além da vitória britânica na Guerra das Malvinas, fizeram ressurgir o apoio necessário para sua reeleição em 1983.
Devido ao fato de Thatcher ter sobrevivido a uma tentativa de assassinato em 1984, de sua dura oposição aos sindicatos e de sua forte crítica à União Soviética, foi apelidada de "Dama de Ferro" (Iron Lady). Thatcher foi reeleita para um terceiro mandato em 1987, mas sua impopular visão crítica à criação da União Europeia lhe fez perder apoio em seu partido, renunciando aos cargos de primeira-ministra e líder do partido em 1990. Adaptado da Wikipedia

Uma rápida biografia da controversa política:

Em 2011 estreou o filme "Iron Lady", com Meryl Streep no papel de Tatcher:


Margareth Tatcher faleceu a 04 de Abril de 2013, como consequência de um acidente vascular cerebral, conforme noticia o jornal Público [Morreu Margareth Tatcher].

Saiba mais: Cultural_depictions_of_Margaret_Thatcher

sábado, 6 de abril de 2013

U Can't Touch This - MC Hammer


Este êxito mundial do inicio da década de 90, além de ter celebrizado o autor, introduziu as expressões "U Can't Touch This" e "Hammer time" na cultura pop, além de inúmeras paródias e versões. Eu não serei o tipo mais indicado para falar de hip-hop, rap, ou whatever, mas decidi fazer o post depois de usar o título da canção para fazer uma piadola no Facebook [aqui]. É este o legado do artista MC Martelo, Hammer para os amigos? Segundo a amiga Wikipédia, esta canção está simultaneamente na lista de "100 Maiores Canções de Hip Hop" e "100 Piores Canções de Todos os Tempos". Decidam-se!

O tema foi o single mais bem sucedido do álbum "Please Hammer, Don't Hurt 'Em", o terceiro do rapper californiano Stanley Kirk Burrell, mais conhecido por M.C. Hammer, Hammer, Hammertime ou King Hammer.




"U Can't Touch This" usa um sample do tema "Super Freak" (1981 - ouvir aqui) de Rick James. Obviamente, Rick James processou Hammer. Um acordo extra-judicial foi estabelecido e Rick James foi creditado como co-compositor e passou a ter direito a parte das vendas. Provavelmente já ouviram o mesmo riff no mais recente "Wassup" de Da Muttz (video). "U Can't Touch This" é - goste-se ou não -daqueles temas orelhudos, que marca uma época, quer pela música ou pelas coreografias ( e belas vestimentas) no videoclip de promoção, da autoria do realizador inglês Rupert Wainwright. A canção garantiu a Hammer dois Grammys em 1991: Best R&B Song e Best Rap Solo Performance.

Uma das derivações mais espalhadas na Internet é o meme "Halt! Hammerzeit!":

E claro que não podia escapar à paródia de "Weird Al" Yankovich"I Can't Watch This" (video).

Na "Caderneta de Cromos" de Nuno Markl de 14 de Maio de 2010: "MC Hammer [Ouvir/Download Podcast Mp3]"

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terça-feira, 2 de abril de 2013

David O Gnomo Nº 4 - "O Bebé Troll"

David O Gnomo Nº 4  - "O Bebé Troll" (Edições Latinas) é uma revista de banda desenhada com 31 páginas, de finais dos anos 80. Já o tinha mencionado na Enciclopédia antes (aqui), mas como hoje é o Dia do Livro Infantil*, e não faço discriminação entre livros de prosa ou de banda desenhada, partilho de modo integral esta aventura de David, O Gnomo, um dos ídolos de toda uma geração croma:


Adaptação em banda desenhada do 4º episódio da clássica série "David O Gnomo", cuja maior curiosidade acontece na página 7, em que surge uma jovem gnoma em topless. Sim, leu bem, em topless! A prova:



Depois de ouvir no dia 24 de Janeiro de 2012 o cromo da "Caderneta de Cromos" de Nuno Markl sobre o "David O Gnomo" [cromo 895 - download], enviei para o Facebook da Caderneta a curiosa foto que imediatamente despertou o interesse do próprio Markl, que a referiu no inicio do "Cromo 897 - Memórias Musicais", para meu grande contentamento! 
Entretanto fiz o scan completo da revista, que disponibilizo abaixo:

Para aumentar e ler, clique sobre as miniaturas das páginas:





domingo, 31 de março de 2013

Alta Voltagem (1996-97)


Cá está, um daqueles programas enterrados na memória dos anos cromos. E a causa deste "desenterrar" foi o próprio autor e apresentador do programa, num texto no seu Facebook. O seu nome é Rui Unas, e o programa o "Alta Voltagem" da RTP1. No texto (aqui) o próprio convida os internautas a fazer pouco da sua inexperiência de então, no seu primeiro trabalho como apresentador. 
Portanto aqui fica a introdução da primeira emissão, e o genérico de "Alta Voltagem":


Aqui temos Unas sem barba e numa "perspectiva jovem, feita por jovens, para jovens", em que fala sobre a linguagem e o estilo jovem (sim, jovem), informal e espontâneo do programa:


O tema inicial e a banda sonora do programa é da autoria do músico José Carlos Matos.
Um excerto de 10 minutos de um programa, que inclui actuação ao vivo, entrevista numa piscina a Rui Duarte da banda de metal Ramp:




E do canal oficial do próprio Unas, uma reportagem de 1996 sobre uma novidade da altura, pelo menos para a maioria da população:


Apesar de na altura eu também ser jovem, não acompanhava com fervor (mas assistia) os programas com música na TV ou temáticas para os jovens, preferindo gravar cassetes das músicas que passavam na rádio, pirataria old school, ou ler sobre esses assuntos. Por isso não tenho mais recordações concretas deste "Alta Voltagem", mas ficou-me a ideia que foi algo diferente do panorama da altura, e isso é sempre de louvar!

No Facebook há uma página"Eu sou do tempo Alta Voltagem". Ainda só tem 19 "Gostos", vão  e cliquem!

Vejam a lista das faixas do duplo CD "Alta Voltagem" (MCA Music Entertainment, Lda): "Vários - Alta Voltagem", que incluía sucesso como Fire Water Burn (Bloodhound Gang), Se A Vida É (Pet Shop Boys)Don't Speak (No Doubt), etc e vários temas de bandas portuguesas como os Xutos & Pontapés, Moonspell, Blasted Mechanism, Entre Aspas, etc.
Verso do CD (Foto do blog "Under Review")

ACTUALIZAÇÃO:

Excertos do programa

"Noites Ritual"


Entrevista a General D


Reportagem no Chapitô



Todos os episódios do "Alta Voltagem" estão disponíveis no portal de Arquivos da RTP.

Para terminar, um tesourinho: o programa chegou a ter também uma rubrica para descobrir novos manequins e entre os candidatos, estavam umas bem jovens Sílvia Alberto de 15 anos... e Cristina Ferreira herself com 19 anos!



segunda-feira, 25 de março de 2013

DuckTales (1987-1990)


Ao contrário de 98% das pessoas que conheço não passei a infância a devorar filmes da Disney. Não ia ao cinema, não tinha leitor de VHS, só via alguns que passavam na TV, e só comecei a ler BD da Disney relativamente tarde. MAS havia uma série animada de que era um ávido devorador: Duck Tales! Woo-oo!
É não é? A música do genérico* ainda está cravada na vossa mente! Pelo menos na minha está.


"DuckTales" no original, "Pato Aventuras" em Portugal e "Duck Tales, Os Caçadores de Aventuras" no Brasil. Foi criada por Jymn Magon e Carl Barks, o criador do Tio Patinhas (Uncle Scrooge) em 1947.
Precisamente o que mais me atraia era a vertente aventura, na altura em que eu consumia quantidades industriais de banda desenhada, e livros policiais, de mistério, fantástico e sci-fi.

Os protagonistas eram o Tio Patinhas - o pato mais rico do Mundo - e os seus sobrinhos-netos Huginho (Huey), Zezinho (Dewey) e Luisinho (Louie), vestidos de vermelho, azul e verde, respectivamente. Outros personagens recorrentes eram o pelicano Capitão Boeing (Launchpad McQuack, o desastrado piloto de avião), o inventor Professor Pardal (Gyro Gearloose), o mordomo Leopoldo (Duckworth), a Madame Patilda (Mrs. Bentina Beakley), a ama dos patinhos e a avó de Patrícia (Webby Vanderquack), a jovem amiga de Huginho, Zezinho e Luisinho, que também os acompanha nas aventuras. Os vilões de serviço são Flintheart Glomgold (o segundo pato mais rico do Mundo e eterno rival do Tio Patinhas ), a Maga Patalógica (Magica De Spell), os Irmãos Metralha (The Beagle Boys) e o Mancha Negra (The Phantom Blot). Estes e mais personagens estavam constantemente envolvidos em buscas de objectos lendários, viagens a locais exóticos, competições,  e até viagens no tempo.

A Wikipedia refere que os argumentos dos episódios, entre originais e adaptações das BDs do próprio Barks, em boa parte eram baseados em histórias clássicas, lendas, além de bastantes referências a personagens históricas  e de ficção e a cultura pop.
As aventuras do Tio Patinhas e companhia, com um orçamento superior à maioria das séries animadas da época, duraram 100 episódios ao longo de 4 temporadas, além do filme "DuckTales the Movie: Treasure of the Lost Lamp" (DuckTales O Filme - O Tesouro da Lâmpada Perdida), que fez pouco mais dinheiro que o orçamento e causou que arquivassem os planos dos outros filmes previstos. A série foi a mais bem sucedida da Disney e passou em Portugal pela primeira vez em 1988, e repetiu novamente em 1991. Desde o inicio do século XXI já repetiu várias vezes em diversos canais.



Além de banda desenhada (em Portugal tivemos das edições brasileiras da Abril) e merchandising variado, para aproveitar o êxito da série foram lançados 3 videojogos: Duck Tales (1989), Duck Tales: The Quest for Gold (1990) e Duck Tales 2 (1993).

O jogo original para o NES foi recentemente remasterizado e será comercializado no final de 2013: "DuckTales Nintendo Game..."
DuckTales deu ainda origem ao spin-off "Darkwing Duck", mas isso fica para outro cromo!

Actualização: Em 2017, por altura do 30º aniversário da estreia da série original, uma nova série dos "Duck Tales" vai surgir nos pequenos ecrãs, com o regresso do mesmo elenco de personagens, mais o Pato Donald. ["Hello Giggles"].

* Tema escrito por Mark Mueller e cantado por Jeff Pescetto.

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sexta-feira, 22 de março de 2013

Master System II (1992)

A fantástica consola de jogos da SEGA, a Master System II (a minha primeira consola oficial) irá decerto ter direito a um cromo mais detalhado no futuro, mas por enquanto, deixo aqui este anúncio de 1992, em página dupla.
Clique nas fotos para aumentar:

Os dois packs disponíveis, o BASIC a 16.295$ e o SONIC PACK a 21.295$.

Grande variedade de jogos!
Detalhes das páginas:



Página retirada da revista "Nova Gente" nº 846 - Dezembro de 1992.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Joel Branco "Uma Árvore, Um Amigo" (1984)

por Paulo Neto

Hoje é 21 de Março, o Dia Mundial da Floresta também conhecido como o Dia da Árvore. Lembro-me de que quando estava na escola primária, o Dia da Árvore era um dos dias mais aguardados pela petizada, quanto mais não fosse por ser um dia que interrompia a habitual rotina de aulas. Geralmente as escolas um pouco por todo o país programavam algo como uma visita a um bosque ou plantar algo nos canteiros da escola ou em terrenos das imediações. Lembro-me que numa dessas actividades, no meu 4.º ano, foi uma das raras ocasiões em que peguei num sacho.

Ao que pude apurar, a criação deste dia é atribuída a John Stirling Morton. Em 1872, este americano do estado do Nebraska conseguiu induzia a população a consagrar um dia no ano à plantação ordenada de diversas árvores para resolver o problema de escassez de material lenhoso. A iniciativa depressa se estendeu a outros países. A primeira Festa da Árvore em 1907 em Portugal foi celebrada no Seixal, tendo-se tornado uma iniciativa nacional em 1913. Em 1972 o dia 21 de Março, geralmente o primeiro dia de Primavera no Hemisfério Norte, foi designado como o Dia Mundial da Floresta. (Nos países do Hemisfério Sul, como o Brasil, celebra-se a 21 de Setembro.)

Em 1984, as comemorações do Dia Mundial da Floresta desse ano ficaram marcados por uma campanha de sensibilização com o patrocínio da Nesquik, contando com a aparição do Cangurik, a mascote da altura. Vários produtos foram distribuídos na altura, como livros de banda desenhada e jogos didáticos, como o da Quinta do Cangurik.


Mas o maior legado dessa campanha (que foi importante para sensibilizar a petizada da minha geração para as questões ecológicas) foi uma canção que marcou a minha infância e a de muitos daqueles que foram crianças nos anos 80. Infelizmente hoje em dia essa canção é pouco recordada e julgo que merecia estar no Panteão de músicas infantis nacionais ao lado de títulos imortais como "Eu Vi Um Sapo" e "O Areias". Falo obviamente de "Uma Árvore, Um Amigo", composta pelo génio prolífico que era Carlos Paião e interpretada por Joel Branco.




Este tema terá sido o momento de maior glória da carreira Joel Branco, apesar da sua longa carreira como actor e de algum sucesso como recording artist, com temas como "Algodão Doce", "Olho Vivo e Zé de Olhão" (com Herman José) e uma das duas versões de "Rita, Rita Limão" presentes no Festival da Canção de 1977. Lembro-me de quando Joel Branco interpretou uma personagem obscura e mal encarada na telenovela "A Grande Aposta" (1996), tive dificuldade em acreditar que aquele actor era o mesmo senhor simpático que aparecera anos antes na televisão a cantar sobre as árvores. Actualmente Joel Branco pode ser visto na série "Sinais de Vida" da RTP.

"Uma árvore, um amigo" tornou-se a banda sonora de todos os Dias da Árvore dos anos 80 e era uma daquelas canções que coros espontaneamente formados podiam desatar a cantar nos recreios da escola. Lembro-me até de que quando nas aulas se falava em árvores, costumava haver alguém da turma a afirmar "uma árvore é um amigo!"

O disco tinha como Lado B o tema "Piquenique, Piquenique" e como se indicava na capa do disco, tinha como oferta um puzzle didático:





    



terça-feira, 19 de março de 2013

Pet Shop Boys (2.ª parte - Anos 90)

por Paulo Neto




Eis-nos chegados à segunda parte do cromo sobre os Pet Shop Boys, um dos projectos mais inovadores e duradouros da música pop. Esta parte analisará os seus maiores êxitos da década de 90, com algumas referências ao seus repertório do século XXI.

 

Os Pet Shop Boys abrem os anos 90 com o álbum "Behaviour", que forneceu duas faixas que depressa se tornaram favoritas dos fãs. Provando mais uma vez a sua inovação, o duo lançou um mash-up numa altura onde nem sequer existia esse termo e mais de uma década antes da fusão de dois temas conhecidos se tornasse algo comum e popularizado. "Where The Streets Have No Name (Can't Take My Eyes Off Of You)" misturava o célebre hit dos U2 com o tema de 1967 de Frankie Valli (embora a faixa seja sobretudo influenciada pela versão disco de 1981 dos Boys Town Gang). Segundo Neil Tennant, o plano inicial era fazer uma versão dançável do tema dos U2 mas ele descobriu algumas semelhanças com a melodia de "Can't Take My Eyes Off Of You" e o duo decidiu misturar as duas canções. Consta que inicialmente os U2 não gostaram lá muito da versão, mas entretanto entenderam-se.

  


Também de "Behaviour" foi retirado "Being Boring", aquela que será provavelmente a minha canção preferida dos Pet Shop Boys. Neil Tennant himself também é categórico em afirmar que é uma das melhores musicas que ele e Chris  Lowe fizeram. Embora a inspiração seja algo triste (um amigo de infância de Tennant que morreu de SIDA), é uma daquelas canções que parecem tornar tudo mais colorido e reconfortante. E creio que poucas canções sabem tão bem serem ouvidas em dias de grande calor, tal a sua frescura perpétua. E ainda hoje, quando vejo o videoclip, só tenho vontade de saltar lá para dentro e juntar-me àquela farra.


 

Em 1991, os PSB editam o seu primeiro álbum best of, "Discography", onde a par de todos os seus êxitos, foram incluídos dois temas inéditos, incluindo este "Was It Worth It?", um tema poderoso e altamente dançável, com um certo travo do revivalismo do disco-sound que se observou na década de 90.

 

Em 1993, os PSB somam um dos seus mais conhecidos hits com "Go West". Originalmente gravado em 1979 pelos Village People, a versão dos Pet Shop Boys é de longe a mais popular. A mescla de techno-pop com coros masculinos a lembrar os cânticos soviéticos (aliás o vídeo explora bastante a iconografia da U.R.S.S.) resultou na perfeições e não tardou a que desde então o tema tenha sido trauteado a plenos pulmões por multidões em vários sítios como estádios de futebol e celebrações estudantis. "Go West" vinha do álbum "Very", sem dúvida a fase mais croma do duo, pelo menos a julgar pelas roupas que usavam nos vídeos para os singles deste álbum. (Vide "Can You Forgive Her?" e "I Wouldn't Normally Do This Kind Of Thing")


 

1996, álbum "Bilingual", mais um grande hit para os PSB. Do álbum, que tinha assumidas influências latino-americanas, destacou-se "Se A Vida É (That's The Way Life Is)". Como o título indica, incluía umas quantas palavras em português e foi uma das canções que marcou o Verão desse ano e ainda hoje sabe muito bem ouvir na época estival. O vídeo (onde aparece uma então pouco conhecida Eva Mendes) é outro que também dá vontade de saltar lá para dentro. (Este álbum também incluía "Red Letter Day" que parece ser uma sequela de "Go West")


 

Os Pet Shop Boys fecham a década com o álbum "Nightlife" de 1999, do qual foi extraído aquele que é o último grande êxito do duo, "New York City Boy", um tema contagiante e claramente influenciado pelo disco-sound do refrão com vozes tipo Village People ao videoclip que recria toda a mística do lendário Studio 54. Neste álbum, Tennant e Lowe adoptaram mais uma imagem bizarra, como é visível neste videoclip mas sobretudo no do outro single "I Don't Know What You Want But I Can't Give It Anymore".

Embora sem reproduzir o sucesso massivo dos anos 80 e 90, os Pet Shop Boys continuaram altamente produtivos no século XXI tendo editado mais quatro álbuns de originais, dois álbuns best of e dois discos de remisturas. Um novo álbum já está na calha ainda para este ano, o primeiro fora da sua editora de sempre, a Parlophone. Também têm colaborado intensamente com outros artistas como Robbie Williams e remisturando temas de Madonna, Yoko Ono, Rammstein e Lady Gaga

Em jeito, de despedida fica o tema "Miracles" de 2003, um dos temas inéditos do álbum best of "PopArt", cujo vídeo foi filmado na Gare do Oriente em Lisboa e nas imediações do Parque das Nações, com os votos para que Neil Tennant e Chris Lowe continuem a fazer excelente música durantes muitos e bons anos.

   
   

Nota: Podem ver a primeira parte do artigo aqui:  Pet Shop Boys (1.ª parte - Anos 80).
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