O meu amor de infância, sim era uma série para meninas, mas eu senti uma verdadeira atracção física pelo sexo feminino com esta Gigi (a versão mais antiga de Magical Princess Minky Momo de 1982). Via sempre a cena de transformação com um ligeiro formigueiro no "sitio" o que é espantoso pois estava na fase anti-meninas em 85... mas já sabia do que gostava... quase erótico para mim nessa altura, recomendo que vejam ou revejam. ♥
Lançado em 1984, “People Are People”, foi o 10º single da banda britânica Depeche Mode.
O tema, descrito pela Wikipedia como um hino anti-preconceito foi o seu primeiro grande êxito nos EUA, e até aos dias de hoje tem sido alvo de vários covers e versões (mais detalhes aqui).
Esta música voltou a estar no meu radar ao surgir recentemente no anúncio a uma marca conhecida de automóveis (aqui)*.
O lado B do single tinha o tema “In Your Memory” (aqui), e foi incluído no álbum ”Some Great Reward”, o primeiro grande êxito comercial dos Depeche Mode.
Gosto bastante do aspecto "futurista" desta capa de um álbum do Reino Unido de 1986 que inclui a canção:
Certo dia em 1981, numa loja de discos e instrumentos, Neil Tennant e Chris Lowe encontraram-se por acaso. Desse encontro nasceria uma dos mais influentes parcerias da música pop dos últimos trinta anos, que continua até hoje (o mais recente álbum é de 2012), embora sem o êxito que conheceu nos anos 80 e 90, mas que continua fazer boa música. Eis o tributo a um dos meus grupos preferidos, os Pet Shop Boys.
Dada a extensão e produtividade da sua carreira, o tributo terá duas partes sendo que a primeira será dedicado aos seus êxitos dos anos 80.
"West End Girls" foi o primeiro hit do duo. Originalmente gravado em 1984 e produzido pelo reputado Bobby Orlando, obteve algum sucesso moderado. Mas foi com uma regravação de 1985 que se tornou um hit internacional, tendo sido n.º 1 no Reino Unido, Estados Unidos, Noruega e Nova Zelândia. Inspirado no poema "The Wasteland" de T.S. Elliott, é tido como a canção-assinatura do grupo, havendo mesmo na Suécia uma banda de tributo aos Pet Shop Boys denominada precisamente "West End Girls". O duo cantou esta canção na cerimónia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 (tendo sido também uma das canções utilizadas durante os desfiles dos atletas na cerimónia de abertura).
"Opportunities" é uma das canções dos PSB mais recordadas na América, muito por culpa do refrão "I've got the brains, you've got the looks, let's make lots of money" que soava a um reflexo do boom económico e da classe yuppie. Um dos primeiros exemplos da ironia bastante presente nas letras das canções do duo.
"Suburbia" continua a ser a melhor canção de sempre com uma introdução com cães a ladrar. O single final do álbum de estreia do grupo, "Please", foi inspirado pelo filme "Suburbia" de 1984 e alguns casos reais de violência suburbana.
"It's a sin" foi o primeiro single do álbum "Actually" e é um dos temas mais populares do grupo. Apesar de adorar a canção, lembro-me do vídeo meter-me bastante medo e repulsa, nomeadamente as personagens que representavam os sete pecados mortais. Ainda hoje repugnam-me as javardices da actriz que fez do pecado da Gula. (E sim, a actriz que representa o pecado da Soberba é mesmo a Geena Davis).
"What have I done to deserve this" foi uma colaboração com a antiga estrela dos anos 60, Dusty Springfield, um ídolo de infância de Neil Tennant. Este dueto causou um renovado interesse do público na carreira de Springfield, cujo o álbum de regresso de 1990, "Reputation" teve duas canções escritas pelos PSB.
Reza a lenda que "Heart" foi escrito para ser gravado por Madonna. Mas segundo Neil Tennant, não tiveram coragem para enviar o tema à rainha da pop tal era o medo de uma possível rejeição e decidiram gravar a canção eles mesmos. O vídeo foi filmado na Eslovénia e conta com a participação de Ian McKellen no papel de um vampiro.
"Always on my mind" tem imensas versões (originalmente gravada em 1972 por Brenda Lee) mas duas versões perduram na memória colectiva, a de Elvis Presley e a dos Pet Shop Boys. A versão do PSB foi originalmente interpretada durante um tributo ao 10.º aniversário da morte de Presley e posteriormente gravada para o álbum "Introspective". É uma das canções utilizadas na longa-metragem musical do duo, "IT Couldn't Happen Here".
Por fim, temos "Domino Dancing" que com as suas sonoridades pop latinas, foi uma das músicas que refrescaram o Verão de 1988. O videoclip filmado em Porto Rico é um dos mais famosos do grupo, contando a história de dois rapazes seduzidos por uma bela ninfeta. Devido à cena final de luta na praia entre os dois protagonistas, a revista Rolling Stone como um dos vídeos mais homoeróticos de sempre.
O tema teve um novo fogacho de popularidade em Portugal no início dos anos 90, devido à sua utilização na telenovela brasileira "O Salvador da Pátria".
Para além do seu repertório, o duo desde sempre também compôs e produziu para outros artistas. Foi o caso de "I'm Not Scared", um hit europeu em 1988 para a banda Eighth Wonder, liderada pela actriz Patsy Kensit, que vimos em filmes como "Absolutamente Principiantes" e "Arma Mortifera 2".
Os Pet Shop Boys também produziram o álbum "Results" de Liza Minnelli (1989), destacando-se este "Losing My Mind", escrito por Stephen Sondheim.
A segunda parte deste artigo, a ser publicada brevemente, falará dos êxitos dos Pet Shop Boys nos anos 90.
Nota: Já podem encontrá-lo disponível em: Pet Shop Boys (2.º parte - anos 90)
Conforme o David vaticinou no artigo que ele escreveu sobre os 20 anos da TVI, a Enciclopédia aborda hoje a telenovela "Xica da Silva", que foi como o primeiro sinal que a estação de Queluz de Baixo estava decidida a deixar para trás o epíteto de "Canal de Igreja" dos seus primórdios.
Produzida pela extinta Rede Manchete, a telenovela foi exibida tanto no Brasil como em Portugal entre 1996 e 1997. A telenovela ficou na memória pelas cenas de erotismo e violência frequentemente exibidas ao longo dos 231 episódios da trama. Também fez história por ser a primeira telenovela brasileira a ter uma protagonista negra, Taís Araújo.
Inspirada em factos verídicos, a novela narrava a vida de Xica da Silva (Taís Araújo) uma bela e ousada escrava do século XVIII. A jovem sofre às mãos do seu dono, Cabral (Carlos Alberto) e da filha deste, Violante (Drica Moraes). A sua sorte muda quando o novo contratador real das minas de diamantes, o garboso João Fernandes (Victor Wagner) chega à cidade e fica fascinado pela escrava, apesar de estar noivo de Violante. Para provar o seu amor, assim que consegue comprar Xica, João dá-lhe a carta de alforria. Livre, Xica começa a viver vida de rainha ao lado do contratador e torna-se a mulher mais influente da região. Apesar da população não se conformar em ver uma ex-escrava com tanto poder, muitas personagens acabavam por recorrer a Xica quando têm algum problema. Xica vai ajudando aqueles que ela julga merecerem o seu auxílio e castigando cruelmente aqueles que ousam afrontá-la. A sua principal opositora é Violante que, inconformada por ter perdido o seu noivo para Xica, fará tudo para destruí-la.
De entre as restantes personagens há a destacar:
- Zé Maria (Guilherme Piva), que mal disfarça a sua homossexualidade, daí ser conhecido como "Zé Mulher". Bondoso e simpático, torna-se um dos melhores amigos de Xica e vive um confuso e divertido triângulo amoroso com Olívia (Giovanna Antonelli) com quem é forçado a casar e o escravo Paulo (Déo Garcez).
- Ursúla (Rita Ribeiro), sobrinha do padre Aguiar (José Steinberg), tida como uma moça virtuosa, conhecida até como a "Santinha", mas que na verdade é obcecada por sexo, falando frequentemente da "serpente" dos homens. Sem nunca manchar a reputação, vive um tórrido romance com Xavier (Matheus Petinatti).
- Martim (Murilo Rosa) e Das Dores (Carla Regina) formaram um dos principais pares românticos, como dois apaixonados de famílias rivais.
- Outro par romântico era vivido entre Micaela (Teresa Sequerra) e Luiz Felipe (Fernando Eiras), que viviam um amor proibido pois eram madrasta e enteado.
- Havia também uma família portuguesa, os Pereira, composta por actores portugueses. Teodoro (António Marques) era o patriarca, Guiomar (Lídia Franco) era a sua mulher (que tinha chiliques quando via um escravo em tronco nú) e Joaquina (Rosa Castro André) e Graça (Anabela Teixeira) as suas filhas. Ambas eram apaixonadas por Felix (Jayme Periard) que apesar de amar Graça, vê-se obrigado por tradição a casar com Joaquina. Mais tarde, descobre-se que os Pereira eram judeus que tinham fugido para o Brasil para escapar à Inquisição, dando a oportunidade de Félix e Graça fugirem juntos.
- O português Gonçalo Dinis também entrou na telenovela, como o soldado Macário.
- Do elenco ainda fizeram parte nomes como Adriane Galisteu, Myriam Pires, Ângela Leal, Dalton Vigh e Alexandre Lipiani (que viria a falecer num acidente de viação duas semanas antes do fim das filmagens). Zézé Motta, que tinha feito de Xica numa adaptação cinematográfica em 1976, fez de Maria da Silva, mãe de Xica.
Como foi dito, a novela não se poupou em cenas de violência e sexo. Houve várias cenas de tortura, violação e assassinato. Também houve várias cenas ousadas que ficaram na retina, como uma bruxa que gostava de deixar cair cera quente em cima dos seios ou um grupo de noviças possessas que atacam sexualmente os homens da região, e muitas actrizes do elenco surgiram de maminhas ao léu. Curiosamente, Taís Araújo só o pode fazer assim que completou 18 anos de idade, quando já tinham sido gravados cinquenta capítulos. Ah! E até houve espaço para uma participação especial de Cicciolinaherself, no papel de uma charlatã que se fazia passar por princesa genovesa.
O último episódio teve cenas filmadas em Lisboa, onde João Fernandes casa com Violante (abandonando-a logo de seguida) para salvar Xica.
A telenovela tornou Taís de Araújo uma estrela, tendo sido prontamente requisitada para os quadros da poderosa Rede Globo, onde também seria a primeira protagonista negra de algumas novelas da estação, como "Da Cor do Pecado" e "Viver a Vida".
Esta é a ultima publicidade das Selecções de Julho de 1988. Terminamos esta fase com um anúncio a um tipo de emprego que ainda é comum ver nos dias de hoje, o recrutamento de revendedoras "Avon".
Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 207 (Tomo XXXV) de Julho de 1988. Caro leitor, pode falar connosco nos comentários do artigo, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos". Visite-nos também no "Tumblr - Enciclopédia de Cromos".
Já tínhamos visto um publicidade da "CIE" ( "uma marca portuguesa de projecção mundial") na Enciclopédia (ver aqui), mas o anúncio acima precede-a por um mês. Curiosamente, ambas as publicidades têm pernas femininas em grande destaque.
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O produto mais marcante da Moulinex - para mim - foi o famosa picadora 1,2,3, adorava ver aquilo picar carne e outros alimentos. Mas como o anúncio acima ilustra também tinham por exemplo, micro ondas, o que na altura devia parecer algo da ficção cientifica.
Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 207 (Tomo XXXV) de Julho de 1988. Caro leitor, pode falar connosco nos comentários do artigo, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos". Visite-nos também no "Tumblr - Enciclopédia de Cromos".
Um produto omni-presente na publicidade dos ano cromos, o deo-cologne "8x4". Na foto uma rapariga vestida com o que parece ser um repolho.
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