sábado, 2 de março de 2013

Festa (1988)

Uma festa invulgar decerto, mas o anúncio aos produtos "Festa" destaca a frase junto à ilustração de uma bela paisagem rural "A festa da higiene para toda a família". Além disso, são visiveis as embalagens do desodorizante, tanto em stick como em latas de spray, nas variedades Alfazema,  Flores e Ervas. 
Só tenho a acrescentar que têm ar de ambientador ou insecticida....


Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 207 (Tomo XXXV) de Julho de 1988.

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sexta-feira, 1 de março de 2013

Campo D'Ouro - Óleo de Soja (1988)

Não, a rapariga do anúncio ao óleo de soja "Campo D'Ouro" não tem um microfone bluetooth na orelha. Visto o reclame ser de 1988 creio que é somente um brinco mais artístico  Se não acreditam, cliquem na foto para a ver melhor,


Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 207 (Tomo XXXV) de Julho de 1988.

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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A Família Robinson (1981)

por Paulo Neto

Eis uma das minhas séries animadas preferidas da minha infância, que dava aos sábados de manhã no mítico espaço infanto-juvenil "Juventude e Família", conduzido pelo Lecas. Produzida em 1981 por Yoshio Kuroda, "A Família Robinson" foi exibida em Portugal em 1988 e tratava-se de uma adaptação livro do clássico de literatura de aventuras "Swiss Robinson Family" de Johann David Wyss (1812). A principal diferença entre a série e a obra era a protagonista da série, Flora, inexistente no livro. No livro, a família tinha quatro filhos (todos rapazes) e na série, eram três. Era pelo ponto de vista de Flora e a sua narração em voz-off que acompanhávamos as aventuras da sua família algures numa ilha deserta do Pacífico.  


A família Robinson, composta pelo pai o Dr. Ernesto, a mãe Ana e os filhos Francisco, Flora e Jaime vive em Berna, a capital da Suíça. Um dia, Ernesto decide responder ao apelo de um amigo australiano que lhe fala da falta de médicos naquele país e mudar-se com a família para a Austrália. Enquanto Flora fica bastante entusiasmada com a vida num lugar do mundo bem diferente, Francisco, que sonha ser compositor,  preferia ficar na Suíça e só no último momento é que decide acompanhar a família.


Durante a viagem, o navio onde a família segue é assolado por um grande temporal e os Robinson vêem-se sozinhos à deriva, uma vez que os outros passageiros foram arrastados pelas ondas ou partiram nos barcos salva-vidas. Quando a tempestade acalma, descobrem que estão perto de uma ilha deserta e constroem uma jangada para lá chegarem. 
Durante mais de um ano, a família vai aprendendo a viver sozinha no meio da natureza selvagem, vivendo aventuras e enfrentando alguns perigos, como uns lobos de ar muito assustador que volta e meia atormentavam os Robinson. Ernesto aproveita para ensinar os seus conhecimentos aos filhos, Ana continua a exercer o seu típico papel de esposa e mãe prendada (embora se assuste muito com os animais da ilha), Francisco transforma-se de rapaz tímido a homem maduro e corajoso e Flora e Jaime vão descobrindo com entusiasmo tudo o que a ilha tem para lhes oferecer. Um exótico mas ternurento bichinho a quem Flora dá o nome de Mecre (de "mecredi", quarta-feira em francês, o dia da semana em que o encontra) torna-se a mascote da família.





Com o avançar da série, os Robinson descobrem que não estão sozinhos na ilha, pois lá também vivem o irascível Capitão Morton e Tom Tom, um rapaz aborígene. Apesar de gostarem de viver na ilha, a família apercebe-se que não é um lugar seguro devido à sua actividade vulcânica e que o lugar deles é na civilização, e com a ajuda do Capitão, planeiam uma viagem rumo à Austrália.
  

Lembro-me de ter acompanhado esta série, que me ficou na memória apesar de nunca ter sido reposta (acho eu). Eu adorava a Flora e o seu espírito alegre e temerário e como era novo demais para me lembrar do "Marco", o Mecre para mim era mais mítico que o macaquinho Amédio. A série teve também uma caderneta de cromos (distribuída pelo grupo Impala). A excelente dobragem portuguesa contava com nomes como Cristina Carvalhal, Carmen Santos, Francisco Pestana, Luísa Salgueiro, Teresa Sobral, João Lourenço e Canto e Castro.

Genérico:



Excertos:










Cristal Color - Garnier (1988)

Reclame a tinta para o cabelo "Cristal Color" dos laboratórios Garnier, que incluía um "teste" para identificar o seu "lado sedutor". Podem clicar sobre a imagem abaixo para ler todo o texto:




Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 207 (Tomo XXXV) de Julho de 1988.

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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Caneta-Carimbo (1988)

 Na primeira imagem, o detalhe desta curiosa caneta-carimbo, da marca Heri, que permitia carimbar sem almofada, aparentemente uma grande inovação tecnológica. Não sou especialista no mundo dos carimbos, mas não me recordo de ver destes por ai...
Abaixo, o anúncio completo:
"O carimbo do futuro, sempre no seu bolso".


Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 207 (Tomo XXXV) de Julho de 1988.

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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Titanic (1997)

por Paulo Neto

O passar do tempo parece não ter sido muito benévolo para "Titanic", ao ponto de agora parecer ser um pet hate de muitos cinéfilos e de poucos admitirem que gostam do filme. Eu próprio tenho o receio de que se voltar a rever o filme, vou ficar muito desiludido e prefiro guardar a magia de quando o vi no cinema. 
Mas quando o épico filme de James Cameron estreou nos cinemas em 1997, deu-se provavelmente o maior ataque de histeria colectiva por um filme, pelo menos que eu assisti (o fenómeno de "Avatar" passou-me um pouco ao lado). Lembro-me de que não se falava outra coisa na escola, ouvia relatos de gente que ia ver repetidas vezes ao cinema e tudo o que fosse relacionado com o filme e com o barco itself era amplamente dissecado e capitalizado.     

Uma ideia da loucura que foi, só na minha cidade. Só havia então uma única sala de cinema e era bastante raro que um filme ficasse mais de uma semana em cartaz, e já tinha sido um grande feito quando o "Jurassic Park" ficou três semanas. Pois bem, "Titanic" ficou em cartaz no Estúdio Alfa de Torres Novas sete semanas, seis delas consecutivas. Até a minha ida para ver o filme foi épica: cheguei ao cinema no domingo da primeira semana de exibição duas horas antes das bilheteiras abrirem e dei com um papel a dizer que já não havia bilhetes para aquele dia e só havia quatro bilhetes da primeira fila para segunda-feira e para quatro filas na terça. Depois de eu chegar, não tardou a formar-se uma grande fila na bilheteira, e quando já estava convencido que só iria ver o filme dali a dois dias, a senhora da bilheteira diz que havia uma desistência para a matiné de domingo! Claro que essa vaga foi logo para mim.


A história toda a gente conhece: em 1996, uma equipa de investigadores busca um precioso diamante, o "Heart of the Ocean", nos destroços do Titanic e descobre um quadro de uma jovem nua com a jóia. Rose Dawson (Gloria Stuart), uma idosa centenária, afirma ser a jovem do retrato e relata em flashback a sua história de como sobreviveu ao naufrágio do Titanic em 1912.   




Nesse tempo, era Rose Dewitt-Bukater (Kate Winslet), uma jovem aristocrata inglesa que estava noiva de Cal Hockley (Billy Zane), um abastado herdeiro americano. Desagradada com a arrogância e tacanhez do noivo e pressionada pela sua mãe Ruth (Frances Fisher), que pretende manter a todo o custo o estatuto social, pois o seu falecido marido deixou-as à beira da penúria, Rose lamenta a sua sorte e considera atirar-se do navio, sendo salva por Jack Dawson (Leonardo Di Caprio), um jovem à deriva na vida que conseguiu a passagem para o Titanic num jogo de póquer. Mesmo contra a forte oposição de Cal e Ruth, Jack e Rose apaixonam-se e pretendem desembarcar juntos até que o barco é atingido por um iceberg e os dois vêem-se numa frenética luta pela sobrevivência perante o iminente naufrágio.




Várias cenas ficaram para a história: Jack na proa a gritar "I'm the king of the world!", a desenhar Rose nua, Rose de braços estendidos na proa, a consumação do amor entre o casal no banco de trás de um carro, Rose de machado na mão a libertar um Jack algemado pelo vil capanga de Cal de irónico nome Lovejoy (David Warner), um Jack já morto de hipotermia a sumir nas profundezas do mar e a Rose velhinha a atirar o famigerado diamante, que esteve sempre na sua posse, ao mar.





Lembro-me também de ter criado empatia com duas outras personagens: Molly Brown (Kathy Bates) uma divertida e desbocada nova rica que é apenas tolerada pelos outros passageiros da primeira classe pelo seu dinheiro e Fabrizio Rossi (Danny Nucci), o comparsa italiano de Jack, de quem tive imensa pena de não ter sobrevivido. Não, não chorei a ver o filme, mas vontade não me faltou. E a julgar pela quantidade de fungos e assoos que ouvia e olhos vermelhos que vi à saída, devo ter sido dos poucos que não choraram. Aliás, foi  o primeiro filme que muitos homens de barba rija não tiveram vergonha admitir que os fez chorar!

Com um então nunca visto orçamento de 200 milhões de dólares, era o filme mais caro até então e ao longo de todo o processo, pairou sempre a sombra de um possível desastre de proporções titâncas. Titânico foi sim o sucesso, tornando-se o maior êxito de bilheteira até então, apenas suplantado em 2009 pelo seguinte opus de James Cameron, "Avatar". Leonardo Di Caprio e Kate Winslet  foram elevados a superestrelas e voltariam a formar par romântico em "Revolutionary Road". O filme igualou o recorde de Óscares (onze) e nomeações (catorze, onde faltou estranhamente a de melhor actor para DiCaprio). E a banda sonora de James Horner também foi campeã de vendas, apesar de ser quase instrumental, excepção feita ao célebre tema "My Heart Will Go On" interpretado por Celine Dion. Apesar de já recheada de hits, tornou-se o maior sucesso da canadiana.






Tenho receio de me desapontar se voltar a ver o "Titanic", afinal o mundo mudou tanto desde então e já há muito que a minha inocência de então se diluiu. Mas seja como for, nada me tirará as memórias da magia de que foi ter ido vê-lo ao cinema em princípios de 1998, um dos anos mais marcantes da minha vida, e como o filme evoca um período feliz da minha existência. 

Trailer (1997):


Trailer da versão 3D (2012):






Nivea Body Lotion e Body Milk (1988)


Anúncio que se estende por duas páginas: Nivea Body Lotion e Nivea Body Milk, clique sobre a imagem para  a aumentar.

Detalhes das embalagens:



Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 207 (Tomo XXXV) de Julho de 1988.

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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Sagres (1988)

Um dos anúncios de aparência mais refrescante de todos os tempos: "Sagres", felizmente sem o cheiro a urina cerveja.


Publicidade retirada da revista Selecções do Reader's Digest Nº 207 (Tomo XXXV) de Julho de 1988.

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