segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Singer (1985)

Este anúncio é quase um mini-catálogo das "Ofertas Imbatíveis Singer", desde máquinas de costura, remendos, a TVs, frigoríficos, fogões, aparelhagens e panelas de pressão.


Publicidade retirada da revista Crónica Feminina nº 1482, de 18 de Abril de 1985.

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domingo, 16 de dezembro de 2012

Sozinho em Casa (1990) e Sozinho Em Casa 2 (1992)

por Paulo Neto

Enquanto em tempos passados, um dos rostos inevitáveis do Natal era Julie Andrews, pois rara era a quadra natalícia em que não desse na televisão o "Música no Coração" e/ou a "Mary Poppins", a partir dos anos 90, Natal não é Natal quando um dos nossos canais de televisão não passe o "Sozinho em Casa", seja o primeiro filme ou a sequela. Às vezes penso que há um decreto-lei que obriga a que a cada mês de Dezembro, tenha de aparecer o rosto pueril de Macaulay Culkin nos nossos ecrãs.


De tantas vezes que deu na televisão, a história já é amplamente conhecida. A numerosa família McCallister prepara-se para passar o Natal em Paris. Devido a uma falha de energia, os despertadores não tocam e entre a correria para chegar a tempo e uma série de equívocos, todos esquecem do pequeno Kevin (Macaulay Culkin) que ficou a dormir no sótão. Quando o petiz vê-se sozinho em casa, a princípio fica eufórico pois tinha-se desentendido com os seus familiares e deste modo, fica livre para fazer o que quiser. Mas as coisas complicam-se quando Kevin descobre que dois ladrões, Harry (Joe Pesci) e Marv (Daniel Stern), conhecidos como os Bandidos Molhados, planeiam assaltar a sua casa. Então, o miúdo decide defender a casa, colocando diversas armadilhas. Pelo meio, vai descobrindo que afinal sente saudades da sua família e que o tenebroso vizinho conhecido como o Homem da Pá de Neve é afinal um velhote simpático.
O filme contém várias cenas ficaram para a história, como aquela em que Kevin experimenta pela vez o ardor de um after-shave, mas claro que o momento alto é a sequência onde os ladrões, ao descobrirem que Kevin está sozinho em casa, decidem assaltar a casa e acabam por cair em todas as hilariantes armadilhas que o miúdo montou: o maçarico na porta, a maçaneta a ferver, as escadas com cola, o armário de ferramentas a cair pelas escadas abaixo e por aí fora. Essa sequência ainda hoje em dia continua a arrancar risos a muita gente. Lembro-me que sempre que o meu pai via o filme, era certo e sabido, que ia ouvi-lo a rir ao ver a série de humilhações dos bandidos.




O sucesso de "Sozinho em Casa" foi tal que se tornou a comédia mais rentável de sempre da história do cinema. Estreados nos Estados Unidos no Natal de 1990, nem o tema natalício impediu que o êxito se prolongasse bem depois da quadra. Deste modo, o realizador Chris Colombus foi elevado a realizador de primeira linha e Macaulay Culkin tornou-se a principal estrela infantil da sua geração. E o miúdo mais invejado do seu tempo, pois aos dez anos vivia a vida de superestrela, enquanto o resto da miudagem vivia a simples vida de miúdo. Só anos mais tarde é que veio à tona que essa vida de mega-mini-celebridade teve um lado negro (do qual felizmente Culkin parece ter recuperado). Mas enquanto não sabíamos de tal, lá íamos vendo com agrado os filmes dele, como "O Meu Primeiro Beijo" e "Pai, Filho e Sarilho".


Em 1992, estreou a sequela "Sozinho em Casa 2: Perdido em Nova Iorque" onde se mexeu pouco na fórmula ganhadora. No Natal seguinte, Kevin volta a desencontrar-se com a família e acaba por ir para a Nova Iorque em vez de Miami. Volta a fazer amizade com uma personagem aparentemente assustadora, desta vez uma senhora sem-abrigo que vive rodeada de pombos e vê-se num novo confronto com os recém-evadidos Bandidos Molhados, sendo estes de novo humilhados noutra sequência cómica de armadilhas, desta vez numa casa em obras. Se por acaso num Natal não der o primeiro filme, dá de certeza esta  sequela. A franchise estendeu-se a mais dois filmes, já sem Macaulay Culkin, e está prevista na América uma nova sequela, desta vez em telefilme, este Natal. 

Trailer do primeiro filme:


Melhores momentos da sequência das armadilhas:



Trailer do segundo filme:

       

Coquete (1985)

"Coquete", "uma maneira diferente de vestir bem".


Publicidade retirada da revista Crónica Feminina nº 1482, de 18 de Abril de 1985.

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sábado, 15 de dezembro de 2012

Mãos de Fada e Beleza (1985)

Anúncio a duas revistas da Agência Portuguesa de Revistas: "Mãos de Fada" e "Beleza", a primeira sobre crochet, bordados, pontos de cruz, etc; e a segunda sobre estética, cosmética, naturismo e macrobiótica com o  slogan "a beleza não nasce...cria-se".


Publicidade retirada da revista Crónica Feminina nº 1482, de 18 de Abril de 1985.

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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Bijou Inc (1985)

Ganhar 30 contos (em 1985) por mês, sem necessidade de habilitações, sem inscrições, livre de compromissos? Estas eram as propostas da "Bijou Inc", para fazer vá-se lá saber o quê. Alguém sabe mais detalhes do que seria esta "actividade fácil e sem preocupações"?


Publicidade retirada da revista Crónica Feminina nº 1482, de 18 de Abril de 1985.

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O Rei Leão (1994)

por Paulo Neto

Durante boa parte da minha vida de estudante, Dezembro era o mês mais aguardado. 
A começar, tinha logo dois feriados a 1 e 8 de Dezembro, respectivamente o Dia da Restauração da Indepêndencia e o Dia da Imaculada Conceição (e antigo Dia da Mãe), que resultava no curioso facto de durante duas semanas seguidas, o mesmo dia da semana fosse feriado e não houvesse aulas. Por isso eu (como seguramente muitos outros miúdos) ficava chateado quando havia um ano em que o 1 e o 8 de Dezembro calhavam em dois sábados ou domingos.
Depois porque Dezembro era a recta final do 1.º período. Claro que era uma altura carregada de testes de avaliação em todas as disciplinas, mas depois disso, havia farra no horizonte. Na primária, havia uma festa na escola, onde cada turma cantava um cantiga de Natal, fazia um teatrinho qualquer ou recitavam poesia. (A minha actuação preferida? Na 1.ª Classe, onde fui um "O" numa poema dramatizado sobre as vogais, com direito a simulação automóvel: "O O vai no pópó!") A partir do 2.º ciclo, havia geralmente numa das últimas aulas, geralmente de Português, uma troca de prendas e lanche partilhado. (Para um e outro, usava sempre os mesmos recursos: um baralho de cartas e uma torta Dan Cake). E por fim, chegavam as férias e era uma sucessão do momentos arrebatadores: a euforia do primeiro dia sem aulas, as programações televisivas da quadra, o Natal e a Passagem de Ano. E quando se dava por isso, aquelas duas semanas tinham passado em menos de um fósforo e era tempo de ressacar das festas e começar o 2.º período.
Não sei dizer qual foi o melhor Natal da minha vida, mas sei qual foi o meu melhor início de Férias de Natal de sempre. Foi em 1994, na primeira segunda-feira de férias, quando eu e o meu irmão fomos ao cinema ver "O Rei Leão".




Na altura, a Disney vivia uma época dourada com vários filmes animados que faziam história, começando com "A Pequena Sereia" e continuando com "A Bela e o Monstro" e "Aladino". A expectativa era elevada face a "O Rei Leão", pois era o primeiro filme da Disney com apenas personagens animais, sem nenhuma figura humana e a banda sonora era assinada por Elton John e Tim Rice. Mas em Portugal, a principal expectativa residia no facto deste ser o primeiro filme da Disney dobrado em português de Portugal, pois até então todos os filmes da Disney eram dobrados em brasileiro. Sim, era muito giro ouvir a Pequena Sereia a cantar "hoje eu tenho uma porção de coisas lindas nessa coleção" mas já era tempo de que as personagens Disney falassem como nós, e não no português cantado e cheio de gerúndios das telenovelas.  O certo é que as expectativas foram mais que superadas e "O Rei Leão" ganhou lugar de honra no universo Disney.



Ao longo do filme, acompanhamos com emoção a evolução de Simba de leãozinho espevitado, que pensa que ser rei é fazer o que lhe apetece, a leão adulto pronto a assumir as suas responsabilidades. Vemos Nala passar de companheira de brincadeira de Simba a parceira ideal para rainha. Choramos a morte do seu sábio pai Mufasa e odiamos o maligno e maquiavélico Scar. Rimos com a adorável cumplicidade do javali Pumba e da suricata Timon enquanto cantamos "Hakuna Matuta" com eles. Também rimo-nos com os desastres das pérfidas mas hilariantes hienas: a astuta Shenzi, o desastrado Banzai e o indecifrável Ed. E "Can you feel love tonight" de Elton John entrou nas nossas jukeboxes mentais para nunca mais sair.




A dobragem portuguesa era imaculada graças ao talento de nomes como Carlos Freixo (Simba adulto), Cláudia Cadima (Nala adulta), António Marques (Mufasa), André Maia (Timon), José Raposo (Pumba), Rogério Samora (Scar), Cucha Carvalheiro (Shenzi), Adriano Luz (Banzai), Fernando Luís (Rafiki e Zazu) e Sara Feio (Nala criança). Abriu-se deste modo caminho para que as dobragens no nosso português fosse prática comum e desde então, a qualidade das nossas dobragens é amplamente reconhecida internacionalmente.

Se o filme em si já era uma experiência arrebatadora, melhor ainda foi vê-lo na primeira semana de férias de Natal. E calculo que para o meu irmão foi algo estratosférico, pois ele estava então na 1.ª Classe e estas eram as suas primeiras Férias de Natal. Ainda hoje, de vez em quando, recordamos esse dia com muita ternura. Memórias dessas são de valor inestimável.

Trailer português do VHS:


"Hakuna Matata":







quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O Natal dos Hospitais

por Paulo Neto

Com mais ou menos cortes financeiros ditados pela crise, eis o país mais uma vez entretido com as milhentas  tradições de Natal: as árvores, as prendas, a comida, as festas e por aí fora. E em breve, vamos ter na televisão outro símbolo da quadra: as maratonas televisivas onde desfilam os cantores da nossa praça.


Estes programas existem em todos os canais, mas sem dúvida que o líder incontestado continua a ser "O Natal dos Hospitais" da RTP. É como o Festival da Eurovisão: afirmamos taxativamente que está hoje em dia a léguas submarinas da importância e relevância de outrora, mas gostamos de saber que ainda existe e se der a ocasião, ficamos a ver. SIC e TVI já clonaram o formato de diversas formas, quer por simples copy/paste ("Há Festa No Hospital"), quer com algumas alterações ("O Natal das Prisões"), mas ainda reina a opinião geral que o da RTP é que é.

Aliás o evento data de antes da televisão em Portugal, tendo sido realizado pela primeira vez em 1944 pelo jornal "Diário de Notícias", inspirado pela obra da poetisa algarvia Lutgarda Guimarães (1873-1935) que, marcada pela morte prematura de uma filha, visitava todos os Natais as crianças hospitalizadas no Dona Estefânia oferecendo-lhes presentes e dedicando-lhes textos, para minorar a tristeza de passarem sozinhas a quadra natalícia, num evento chamado "Natal das Crianças dos Hospitais" e que durou dez anos.
A primeira transmissão televisiva foi em 1958, apresentado por Henrique Mendes e a primeira actuação foi da actriz Beatriz Costa. A partir de 1961 e até ao início do século XXI, também era transmitido em simultâneo pela Emissora Nacional/RDP.


Actualmente, "O Natal dos Hospitais" é transmitido na primeira quinzena de Dezembro durante todo o dia e intercalado entre Lisboa e Porto. Mas na minha infância, lembro-me que dava já em tempo de Férias de Natal (algures entre os dias 18 e 21), começava após o Jornal da Tarde e primeiro havia um bloco de actuações nos Açores e na Madeira, um bloco mais extenso no Porto no Hospital de São João e a parte principal em Lisboa, num dos hospitais da capital. Para mim, havia dois momentos altos em cada "Natal dos Hospitais": o bloco infanto-juvenil onde actuavam os Ministars, os Onda Choc e outras estrelas de palmo e meio; e a recta final com a chegada de Herman José para mais uma vez roubar o espectáculo com piadas e uma canção e depois a terminar, o Coro de Santo Amaro de Oeiras, geralmente a cantar o "A Todos Um Bom Natal". Pelo meio passavam pelo palco quase todos os cantores conhecidos da nossa praça, dos mais credenciados aos nomes principais do nacional-cançonetismo, que mais tarde seria designado como música pimba e as principais caras da RTP também surgiam por lá com três funções: deixar a sua mensagem de Natal, apresentar os artistas em palco e sortear televisores Philips (durante vários anos o principal patrocinador do evento) para hospitais pelo país fora.



No YouTube, podemos assistir a vários vídeos de "O Natal dos Hospitais" nos anos 80, graças a canais como Lusitania TV, Toxic Portugal e MundoLego. Eis alguns excertos que seleccionei:





Guida, que fez parte dos Ministars, tentava em 1988 uma carreira a solo, da qual só há registo deste tema "Olá Olá". Gosto sobretudo do primeiro verso: "Toma lá, um banho de água fria!"



Ainda em 1988, Armando Gama e Valentina Torres (ainda pré-XXL) semeando o espírito natalício graças ao tema "Sonho de Natal", ambos com casacos com mega-enchumaços de ombros.



Continuamos em 1988 com o grupo infantil, os Meninos de Oiro que gostam de cantar em "coiro" e do qual faz parte "uma coisa pequenina mas que não desafiiiiiiina!"



Também em 1988, o grupo juvenil Bando Pardais, que na altura tentava desafiar o domínio binómico dos Ministars e dos Onda Choc. Assim que ouvi este tema, "Espero o Amor", descobri que sabia o refrão!




Mega tesourinho! Em 1989, Pedro Abrunhosa sem óculos!




 Domingos Machado no seu célebre avatar travéstico Belle Dominique  dando um pé de sambo. 




Um dos momentos mais aguardados: a chegada do Herman José! Aqui em 1987, terminou a actuação cantando o mítico "Vamos Lá, Cambada!"

No site da RTP Memória, é possível ver online a edição de "O Natal dos Hospitais" de 1981:

A Caderneta de Cromos dedicou três cromos ao "Natal dos Hospitais":
Cromo n.º 44 (24.12.2009) "Feliz Natal": http://podcastmcr.clix.pt/rcomercial/cdc_edicao2_24_12_2009.mp3
Cromo n.º 469 (24.12.2009) "Natal dos Hospitais":
Cromo n.º 854 (19.12.2011): "Natal dos Hospitais":













domingo, 9 de dezembro de 2012

Barriga de Aluguer (1990-91)

por Paulo Neto

Pela primeira vez, vou falar de uma telenovela que não vi. E não vi porque até ao Natal de 1992, em minha casa não havia RTP2. Apesar dos meus constantes protestos, os meus pais nunca se preocuparam muito com isso. Não sei se era por não saberem como sintonizar o segundo canal, se achavam que estávamos bem aviados só com a RTP 1 ou se por entre as azáfamas dos respectivos trabalhos e de criar dois filhos, pura e simplesmente nunca conseguiram ter a dose de pachorra necessária para tal. Seja como for, vivi a minha infância praticamente limitada a um só canal de televisão. O que eu conseguia ver da RTP 2 foi em casa alheia. Lembro-me de ir a casa de vizinhos ver as provas dos Jogos Olímpicos de Barcelona, de acompanhar os primeiros programas da SIC em casa da minha avó e de lamentar a minha santa ignorância quando na escola falavam de séries que davam no Canal 2 como por exemplo, o "Manimal". E como é óbvio, a era em que em Portugal apanhava-se livremente a televisão espanhola passou-me quase completamente ao lado.
Foi preciso esperar até ao Natal de 1992, quando o meu Pai presenteou a família com uma antena parabólica, para ter por fim a RTP 2 e a SIC, já que os senhores que vieram instalá-la também aproveitaram para por fim pôr as televisões lá em casa a dar uso à banda UHF. E só tivemos TVI quase um ano depois, já depois de termos mudado de casa, porque eu resolvi dar uma olhadela às instruções e sintonizar o canal que na sua génese era também conhecido como "a Quatro" para podermos usufruir da companhia de "A Amiga Olga" e da restante programação. 



Tudo isto para falar sobre a telenovela "Barriga de Aluguer" (ou "aluguel" no original), da autoria de Glória Perez que foi exibida no Brasil entre 1990 e 1991 e em Portugal em 1992, na RTP 2, durante um espaço deste canal, que tal como no Canal 1, exibia telenovelas de segunda a sexta em horário nobre na primeira metade dos anos 90. Nesse espaço também foram exibidas, por exemplo, o "Pantanal" e "Deus Nos Acuda", uma espécie de sequela da popular novela "A Rainha da Sucata".



Como o próprio indica, a telenovela abordava o polémico tema da maternidade de substituição. Ana (Cássia Kiss) é uma famosa jogadora de voleibol que vive um casamento feliz com Zeca (Victor Fasano), excepto por um detalhe: ela não pode ter filhos. Esgotadas as tentativas de tratamentos de fertilidade, o casal decide optar por recorrer a uma mãe de aluguer. A escolhida é Clara (Cláudia Abreu), uma jovem humilde que trabalha como recepcionista de dia e bailarina de boîte à noite. 
Inicialmente, Clara vê a cedência do seu útero por 20 mil dólares como um simples negócio, que lhe poderá aliviar os problemas financeiros. Mas à medida que a gravidez vai avançando, ela vai ficando cada vez mais absorvida pelo seu sentimento maternal e após um parto complicado que a deixa estéril, acaba por recusar dar o recém-nascido.


Segue-se então uma intensa disputa legal entre Ana e Clara pela guarda do menino. A primeira argumenta que o óvulo é dela e o esperma do seu marido e a segunda que gerou o bebé dentro dela e o deu à luz. Pelo meio, as duas sofrem duros revés. Ana sofre consequências a nível pessoal e profissional e a sua imagem pública fica arrasada. Clara acaba por ser expulsa pelo seu pai Ezequiel (Leonardo Villar), um homem doente e muito religioso e é obrigada a viver com Yara (Lady Francisco), uma ex-prostituta. Clara viverá ainda um triângulo amoroso com João (Humberto Martins), um rude camionista e Tadeu (Jairo Mattos), um jovem idealista. 

O elenco contava ainda com nomes conhecidos como Beatriz Segall, Vera Holtz, Paulo César Grande, Eri Johnson, Wolf Maya, Mário Lago e Tereza Seiblitz.



Tal como no Brasil, a exibição da telenovela em Portugal levou a vários debates sobre as questões éticas da maternidade de substituição, inclusivamente se esta prática, ilegal em Portugal, devia ser despenalizada. No final da telenovela, Ana e Clara acabam por desistir do processo jurídico e decidem encontrar, fora dos tribunais, uma forma de criar em conjunto o filho que uma germinou e a outra gerou. 
A autora Glória Perez viria a recuperar duas personagens, os doutores Álvaro Baronni (Adriano Reys) e Penelope Brown (Beatriz Segall) para a telenovela "O Clone". 

O genérico de abertura mostrava um corpo nu de uma grávida, ao som de "Aguenta Coração" de José Augusto, que no final abria as pernas e o ecrã era invadido por um feixe de luz, numa alegoria ao parto.

Genérico:



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