quinta-feira, 19 de abril de 2012

Leite Selecção (1992)

Leite "Selecção" nas variedades magro, meio gordo e gordo.

No resto do anúncio, uma promoção a oferecer viagens, no estrangeiro e em pousadas de Portugal:
Clique na foto para a aumentar.

Página retirada da revista "Nova Gente" nº 846 - Dezembro de 1992.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Walkie-talkie

A contra-parte "profissional" do Walkie-talkie foi desenvolvida durante a Segunda Guerra Mundial, mas estes eram os objectos perfeitos para as "guerras" de quintal da geração croma. Existem um sem fim de modelos acessíveis ao consumidor comum, uns mais brinquedos, outros mais a sério. Os meus e da minha irmã eram de verde escuro, tipo "tropa" ou "combate". Era divertido enviar mensagens em código morse, e tentar descobrir o limite do alcance dos emissores/receptores que permitiam falar à distância!
Um bom exemplo de walkie-talkie que serviu para vivermos aventuras no campo, na praia, no nosso quintal e arredores:


Fotos: Ana Trindade.
As fotos são da Ana Trindade, a possuidora de um grande espólio de coisas cromas. Recomendo que visitem este álbum com dezenas de objectos fantásticos:  "A minha Caderneta de Cromos - Brinquedos".

Já houve um cromo da Caderneta dedicado a este fantástico objecto:

 

Mais cromos da Ana Trindade: "Enciclopédia de Cromos - Ana Trindade"

Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos". Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".
 
 
 

Barcos com gelado

Estes barcos são daquelas pequenas coisas que recordo com grande carinho da minha infância:
Foto: Ana Trindade
Eram vendidos recheados de gelado, e depois do gelado comido ficavam prontos para horas de brincadeira!  Ideal para brincar na água com bonecos a bordo! Infelizmente nenhum dos meus sobreviveu até hoje. Desconheço a marca, se algum leitor se recordar, escreva nos comentários.

A foto é da Ana Trindade, a possuidora de um grande espólio de coisas cromas. Recomendo que visitem este álbum dezenas de objectos fantásticos:  "A minha Caderneta de Cromos - Brinquedos".

Mais cromos da Ana Trindade: "Enciclopédia de Cromos - Ana Trindade"

Como sempre, o leitor pode partilhar experiências, corrigir informações, ou deixar sugestões aqui nos comentários, ou no Facebook da Enciclopédia: "Enciclopédia de Cromos". Visite também o Tumblr: "Enciclopédia de Cromos - Tumblr".

Radion à mão (1992)

Publicidade ao detergente de roupa para lavar à mão: Radion.
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Página retirada da revista "Nova Gente" nº 846 - Dezembro de 1992.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Horóscopo 1993 (1992)

Livros Horóscopo, as "previsões" dos doze signos para 1993:
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Página retirada da revista "Nova Gente" nº 846 - Dezembro de 1992.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Gold - Meias lycra (1992)



Página retirada da revista "Nova Gente" nº 846 - Dezembro de 1992.

domingo, 15 de abril de 2012

Porto Barros (1992)

Vinho do Porto, "Porto Barros"

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Página retirada da revista "Nova Gente" nº 846 - Dezembro de 1992.

sábado, 14 de abril de 2012

Breakfast Club, The (1985)


Depois do excelente texto sobre o mítico "Água na Boca", o  Paulo Neto enviou para a "Enciclopédia" mais uma contribuição, sobre um filme também mítico (que confesso, ainda não vi) : 


"Existem alguns filmes que, mesmo gritando “Anos 80” por todos os poros, são intemporais. No sub-género dos filmes para adolescentes, um desses casos é o “The Breakfast Club”, ou no título português, simplesmente “O Clube”.

A permissa deste filme de 1985 de John Hughes é bastante simples: cinco adolescentes que mal se conhecem são obrigados, pelos mais variados motivos, a passar um sábado de castigo na escola. São eles Bender (Judd Hirsch), o marginal que nunca recua perante uma transgressão e não se faz rogado em enfrentar Dick Vernon (Paul Gleason), o enfastiado professor que os tem de vigiar nesse sábado; Claire (Molly Ringwald,  esse ícone eighties),  a menina popular e fútil; Brian (Anthony Michael Hall), o geek estudioso; Andrew (Emilio Estevez), o desportista; e Allison (Ally Sheedy), a miúda esquisitóide, que ao início nem sequer fala durante a primeira meia-hora do filme.
Ao princípio, como é óbvio, eles não se dão bem. Mas à medida que o dia avança, após muita conversa, alguma dança, uma corrida pelos corredores da escola e uns quantos charros, os cinco chegam à conclusão que têm muito mais em comum do que poderiam pensar e tornam-se amigos. E descobrem que por detrás de cada um dos estereótipos que eles tentam manter na vida escolar, estão as inseguranças e as pressões a que estão sujeitos. Claire sofre por ser utilizada como joguete na separação dos pais e tem problemas de intimidade; Brian acha que a sua vida ficou arruinada por ter tirado uma nota medíocre a Trabalhos Manuais que lhe estraga a média perfeita; Andrew é constantemente pressionado pelo pai para ser o melhor e pelos colegas para praticar bullying e assim não dar parte de fraco; Allison é ignorada por toda a gente, incluindo os pais, por isso age de forma errática para chamar a atenção; e Bender é vítima de maus-tratos por parte do pai. Pois é, ser adolescente é sempre lixado! No final, até surgem dois casalinhos improváveis: Claire com Bender e Andrew com Allison.
Mesmo com a forte hipótese que na segunda-feira seguinte, todos os eles voltem às suas máscaras e finjam que nunca se conheceram, o plano final de Bender de punho erguido, enquanto toca “Don’t you forget about me” dos Simple Minds, fica a ideia que aquele sábado foi um dia importante para todos.

Com outras roupas e outra banda sonora, não será difícil imaginar uma história como esta nos dias de hoje. E aí reside a intemporalidade de “The Breakfast Club”, porque o tema permanece actual: a dificuldade de ser adolescente. As pressões, as inseguranças, os estereótipos e a necessidade de projetar uma imagem (que muitas vezes não corresponde à realidade) continuam a ser as mesmas, com a agravante das novas tecnologias serem agora usadas como arma. Tudo isso pode ser bem sufocante para um adolescente. E no fundo, todos nós temos um pouco de marginal, marrão, princesa, desportista e caso perdido.

O impacto de “The Breakfast Club” tem sido vasto, influenciando outros filmes e peças e uma inevitável dose de paródias. Por exemplo, o videoclip de “Dancing Queen” dos A Teens, que até conta com a participação de Paul Gleason a reprisar o seu papel (não seria a única vez). Mas nem todas as adaptações têm sido pacíficas. Há uns anos, a peça “(O)Pressão” da autoria do actor Diogo Morgado suscitou polémica por causa das várias semelhanças com “The Breakfast Club”.  E em 2005, por altura do 20.º aniversário do filme, a MTV atribuiu um prémio de excelência.

E por onde anda este Clube hoje em dia? Todos continuam activos na representação, mas longe do fulgor dos outros tempos. Ally Sheedy venceu a sua adição a comprimidos (que ajudou a compôr um dos seus papéis mais aclamados nos anos 90 como uma fotógrafa toxicodependente no filme “High Art”) e participou em séries como “CSI” e “Kyle XY”. Judd Nelson fez de patrão (e objecto de desejo) de Brooke Shields em “Suddenly Susan”. Anthony Michael Hall deixou de tentar afastar-se da imagem de geek que representou em vários filmes e fez de Bill Gates num telefilme e também entrou em “O Cavaleiro das Trevas”. Emilio Estevez optou por uma carreira mais discreta enquanto viu o seu irmão Charlie Sheen tornar-se mais famoso (e sobretudo mais infame). Molly Ringwald, no auge da sua fama, deu-se ao luxo de recusar os papéis principais em “Ghost – Espírito do Amor” e “Pretty Woman”, e a sua carreira acabou por tomar rumos mais discretos. Num acto de auto-paródia, fez um cameo no “Oh, Não! Outro Filme de Adolescentes!”. Onde Paul Gleason volta a fazer de Mr. Vernon."

O meu grande obrigado ao  Paulo Neto por mais esta bela adição à Enciclopédia!
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