segunda-feira, 16 de abril de 2012

Gold - Meias lycra (1992)



Página retirada da revista "Nova Gente" nº 846 - Dezembro de 1992.

domingo, 15 de abril de 2012

Porto Barros (1992)

Vinho do Porto, "Porto Barros"

Clique na foto para a aumentar.

Página retirada da revista "Nova Gente" nº 846 - Dezembro de 1992.

sábado, 14 de abril de 2012

Breakfast Club, The (1985)


Depois do excelente texto sobre o mítico "Água na Boca", o  Paulo Neto enviou para a "Enciclopédia" mais uma contribuição, sobre um filme também mítico (que confesso, ainda não vi) : 


"Existem alguns filmes que, mesmo gritando “Anos 80” por todos os poros, são intemporais. No sub-género dos filmes para adolescentes, um desses casos é o “The Breakfast Club”, ou no título português, simplesmente “O Clube”.

A permissa deste filme de 1985 de John Hughes é bastante simples: cinco adolescentes que mal se conhecem são obrigados, pelos mais variados motivos, a passar um sábado de castigo na escola. São eles Bender (Judd Hirsch), o marginal que nunca recua perante uma transgressão e não se faz rogado em enfrentar Dick Vernon (Paul Gleason), o enfastiado professor que os tem de vigiar nesse sábado; Claire (Molly Ringwald,  esse ícone eighties),  a menina popular e fútil; Brian (Anthony Michael Hall), o geek estudioso; Andrew (Emilio Estevez), o desportista; e Allison (Ally Sheedy), a miúda esquisitóide, que ao início nem sequer fala durante a primeira meia-hora do filme.
Ao princípio, como é óbvio, eles não se dão bem. Mas à medida que o dia avança, após muita conversa, alguma dança, uma corrida pelos corredores da escola e uns quantos charros, os cinco chegam à conclusão que têm muito mais em comum do que poderiam pensar e tornam-se amigos. E descobrem que por detrás de cada um dos estereótipos que eles tentam manter na vida escolar, estão as inseguranças e as pressões a que estão sujeitos. Claire sofre por ser utilizada como joguete na separação dos pais e tem problemas de intimidade; Brian acha que a sua vida ficou arruinada por ter tirado uma nota medíocre a Trabalhos Manuais que lhe estraga a média perfeita; Andrew é constantemente pressionado pelo pai para ser o melhor e pelos colegas para praticar bullying e assim não dar parte de fraco; Allison é ignorada por toda a gente, incluindo os pais, por isso age de forma errática para chamar a atenção; e Bender é vítima de maus-tratos por parte do pai. Pois é, ser adolescente é sempre lixado! No final, até surgem dois casalinhos improváveis: Claire com Bender e Andrew com Allison.
Mesmo com a forte hipótese que na segunda-feira seguinte, todos os eles voltem às suas máscaras e finjam que nunca se conheceram, o plano final de Bender de punho erguido, enquanto toca “Don’t you forget about me” dos Simple Minds, fica a ideia que aquele sábado foi um dia importante para todos.

Com outras roupas e outra banda sonora, não será difícil imaginar uma história como esta nos dias de hoje. E aí reside a intemporalidade de “The Breakfast Club”, porque o tema permanece actual: a dificuldade de ser adolescente. As pressões, as inseguranças, os estereótipos e a necessidade de projetar uma imagem (que muitas vezes não corresponde à realidade) continuam a ser as mesmas, com a agravante das novas tecnologias serem agora usadas como arma. Tudo isso pode ser bem sufocante para um adolescente. E no fundo, todos nós temos um pouco de marginal, marrão, princesa, desportista e caso perdido.

O impacto de “The Breakfast Club” tem sido vasto, influenciando outros filmes e peças e uma inevitável dose de paródias. Por exemplo, o videoclip de “Dancing Queen” dos A Teens, que até conta com a participação de Paul Gleason a reprisar o seu papel (não seria a única vez). Mas nem todas as adaptações têm sido pacíficas. Há uns anos, a peça “(O)Pressão” da autoria do actor Diogo Morgado suscitou polémica por causa das várias semelhanças com “The Breakfast Club”.  E em 2005, por altura do 20.º aniversário do filme, a MTV atribuiu um prémio de excelência.

E por onde anda este Clube hoje em dia? Todos continuam activos na representação, mas longe do fulgor dos outros tempos. Ally Sheedy venceu a sua adição a comprimidos (que ajudou a compôr um dos seus papéis mais aclamados nos anos 90 como uma fotógrafa toxicodependente no filme “High Art”) e participou em séries como “CSI” e “Kyle XY”. Judd Nelson fez de patrão (e objecto de desejo) de Brooke Shields em “Suddenly Susan”. Anthony Michael Hall deixou de tentar afastar-se da imagem de geek que representou em vários filmes e fez de Bill Gates num telefilme e também entrou em “O Cavaleiro das Trevas”. Emilio Estevez optou por uma carreira mais discreta enquanto viu o seu irmão Charlie Sheen tornar-se mais famoso (e sobretudo mais infame). Molly Ringwald, no auge da sua fama, deu-se ao luxo de recusar os papéis principais em “Ghost – Espírito do Amor” e “Pretty Woman”, e a sua carreira acabou por tomar rumos mais discretos. Num acto de auto-paródia, fez um cameo no “Oh, Não! Outro Filme de Adolescentes!”. Onde Paul Gleason volta a fazer de Mr. Vernon."

O meu grande obrigado ao  Paulo Neto por mais esta bela adição à Enciclopédia!

Seara, creme para barrar (1992)


Publicidade ao creme para barrar "Seara" Girassol Light.



Página retirada da revista "Nova Gente" nº 846 - Dezembro de 1992.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Agua na Boca

Excelente texto do Paulo Neto sobre o concurso erótico-maroto "Água na Boca" (Colpo Grosso), que animava as noites de sábado na SIC no inicio dos anos 90:


"A 6 de Outubro de 1992, fazia-se história em Portugal. Com o seu hino interpretado por Dulce Pontes, Nucha, Tó Leal e Gustavo Simões e o seu logotipo colorido, a SIC, propriedade de Francisco Pinto Balsemão, iniciava a era da televisão privada em Portugal. Terminava assim o longo monopólio da RTP, quando o único zapping possível era entre dois canais e ás vezes nem isso. Aliás, foi a partir dessa época que se deu o boom das televisões com telecomando. Bem vistas as coisas, excepto para quem tinha parabólica (e mais tarde TV Cabo), mudar de canal tendo só dois canais com telecomando parecia um acto de preguiça extrema, podendo muito bem levantar-se do sofá e carregar nos botões, já com quatro canais um telecomando revelava maior utilidade.

No começo a SIC voou baixinho. Como tudo o que é novo cá, primeiro estranha-se, depois entranha-se com mais ou menos rapidez. Mas tal como “A Amiga Olga” no advento da TVI, um programa do início da SIC capturou logo a imaginação do povo portuga. Era um concurso cujo formato que desde 1989 tinha vários franchisings em vários países europeus e no Brasil. No Brasil era “Cocktail”, na Alemanha era “Tutti Frutti” (também acessível via parabólica), em Espanha era “Ay que Calor!”. Na SIC passava a versão italiana de título original “Il Colpo Grosso”, mas que em Portugal será sempre recordado pelo nome de “Água na boca”.

A permissa do programa? Maminhas! Nove anos depois do célebre episódio rocambolesco da transmissão do filme “Pato Com Laranja”, onde um plano de maminhas desnudadas causou enorme controvérsia, com a chegada da SIC, veio um programa onde vários pares de maminhas se punham alergamente à mostra por sessão, a um horário não tão tardio como isso.

O concurso era apresentado pelo comediante Umberto Smaila, um senhor que parecia um primo italiano do Pedro Barroso, secundado por uma moçoila de origem britânica chamada Amy. Não me lembro o apelido dela, mas o que ninguém esqueceu sobre Amy é que o tamanho dos seus peitos era equiparável à soma dos de Pamela Anderson e Samantha Fox juntos! Bem, talvez seja um exagero, pelo menos não eram seios tão grotescos como os de uma senhora já desaparecida que dava pelo nome de Lolo Ferrari, mas eram, digamos, bem impressionantes! Mas, por acaso, embora ela estivesse sempre vestida com vestes reduzidas e amplos decotes, não me recordo se alguma vez Amy mostrou os seus seios em toda a sua dimensão no programa. Mas não faltava quem o fizesse. A começar pelas assistentes, as raparigas Chin-Chin, cada uma representado uma fruta (morango, cereja, limão, tangerina, ananás, kiwi e mirtilo). Quem não se lembra do hino delas? Digamos que as Chin-Chin eram como que o elo perdido entre as Spice Girls e os Milli Vanilli, já que era bem claro que não eram elas que cantavam o seu tema.
Até porque eram de várias nacionalidades e o italiano delas devia estar limitado a meia dúzia de palavras. Pelo menos duas palavras elas sabiam, como se explicará adiante. Mas isso pouco importava, eram todas belas e esculturais, e como representavam cada uma um fruto, não era de admirar que ouvissem piropos como “Eh, fruta da boa” ou “Eu descascava-te toda”. E cada um dos telespectadores assíduos tinha a sua preferida. A minha era a da cereja, que estou em crer que se chamava Angélique.



O programa tinha um cenário a fazer lembrar um navio de cruzeiro e os jogos assemelhavam-se aos dos típicos jogos de casino, como o “vinte e um” e a “slot machine”. Havia dois concorrentes: um homem e uma mulher. Para angariarem mais dinheiro para apostarem nos jogos, havia dois recursos. Um deles era mandar despir as “estrelas internacionais” que vinham de vários pontos da Europa, sendo que cada peça que estas meninas tiravam significava mais crédito na conta dos concorrentes. O outro era os próprios concorrentes darem o corpo ao manifesto e subirem um palco para eles próprios despirem-se e depois continuarem o resto do jogo em roupão. Nos casos mais extremos, elas ficavam de mamas ao léu e em cuecas e eles num maillot tipo fato de banho nos anos 20. Sim, pode-se falar de tratamento desigual, mas como a maioria da audiência era masculina, não deviam haver muitas vozes a insugirem-se contra isso. Eu cheguei a ver senhores de uma certa idade como concorrentes e a terem de relutante e literalmente baixarem as calças em palco. Já as concorrentes eram sempre mulheres ainda relativamente jovens, se bem que algumas não tinham propriamente as formas esculturais das Chin-Chin.


E estas participavam activamente nos jogos mais famosos. Um deles era pura e simplesmente adivinhar qual delas albergava debaixo de soutien um estrela dourada autocolante a cobrir o mamilo (em vez do habitual autocolante do fruto correspondente). O outro era o jogo do “Quente e frio” e a dinâmica era semelhante ao do célebre concurso “Jogo de Cartas” da RTP. Mas em vez de adivinhar se a carta seguinte era para cima ou para baixa, os concorrentes tinham que descobrir se na carta seguinte uma moçoila aparecia com mais ou menos roupa, dizendo “frio” ou “quente”, conforme o caso. Ou melhor, diziam em italiano, “fredo” ou “caldo”. Atrás deles, as Chin-Chin davam os seus palpites para influenciar e/ou confundir, com umas a dizer em coro “Fredo!” e outras “Caldo!”. Pelo menos essas palavras em italiano, elas sabiam.
O último jogo era o da roleta e em caso da vitória, não só o concorrente levava o prémio final (que julgo que era um cruzeiro a sério) como o espectador tinha um bónus. Além das Chin-Chin e das estrelas internacionais, havia uma super-estrela que no final do programa atrevia-se a ir onde as outras não se atreviam, ou seja fazia um strip-tease integral. Nada de muito vulgar, limitava-se a tirar a tanga que todo o outro mulherio mantinha como barreira final.

“Água na boca” dava aos sábados à noite, depois da meia-noite. Nos serões de televisão ao sábado, o “Parabéns” do Herman José reinava supremo. (O Herman, como não podia deixar de ser, chegou a parodiar o “Água na boca”, dizendo que representava o fruto marmelo). Mas não eram os poucos que logo no início da SIC, trocavam a expectativa de saber se os concorrentes do Parabéns ganhariam o prémio final para apreciar o festim de maminhas, qual salada de frutas.



Mesmo na altura, vistas bem as coisas, o programa não tinha mais nada de emocionante e a maioria das piadas do Umberto Smaila perdiam-se na tradução. Mas com tanta animação e cor como o hino e o logotipo da SIC, o canal de Balsemão dava os seus primeiros passos rumo à forma como marcou o panorama audiovisual português para o resto dos anos 90. Era como se de repente, tivesse aparecido mais um novo sabor de Sugus."


O texto do Paulo Neto já tinha sido abordado no cromo sobre o Colpo Grosso:
No Sapo é possível aceder a vários (bastantes) vídeos dos momentos que todos os espectadores aguardavam: o stripteaseSAPO - Colpo Grosso


Muito obrigado ao Paulo Neto pelo magnifico texto! Aproveito para dizer aos leitores que podem contribuir com sugestões, ou mesmo textos da vossa autoria, para aumentar a Enciclopédia de Cromos! Basta mencionar no Facebook da Enciclopédia ou para o meu e-mail cine31@gmail.com!

Chicco (1992)

Publicidade aos brinquedos "Chicco, onde há um bebé".





Página retirada da revista "Nova Gente" nº 846 - Dezembro de 1992.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Caderneta de Cromos Nº 1000


Como ainda ontem referi no mural do Facebook da "Caderneta de Cromos", o programa de Nuno Markl e companhia é o mais perto possível de uma máquina do tempo para recuar ao passado, aos melhores momentos da nossa infância, recordar pequenos fragmentos de memórias e sensações guardadas no fundo da nossa "criança interior". Por isso tudo e muito mais, desejo uns grandes PARABÉNS ao Nuno Markl e equipa por alcançarem o mítico programa número 1000! E que venham muitos mais para a grande inspiração deste blog! :D
O meu fanart criado para assinalar a comemoração do "Cromo 1000 da Caderneta de Cromos":

E foi parte das surpresas oferecida ao próprio Markl pelo grupo de fãs Número 1 da Caderneta:
Além do bolo, dos mini-mil-folhas e do Cromo 999.1 escrito pela Marta Robinson Pereira e lido em directo pela Ruby Kruss, Nuno Markl foi presenteado com um quadro que além da minha ilustração inclui a letra especial para a música do Tom Sawyer (escrita por Luís Rodrigues) mas dedicada ao Cromo-Mor: Nuno Markl, que foi cantada em directo e parcialmente a capella pelos fãs, no cromo 1000.1!. Bom trabalho equipa liderada pela Fã nº1 Mónica Albuquerque!
Nuno Markl coloca o quadro oferecido pelos fãs na mesa de trabalho!


Foto da Mónica Albuquerque.
Foto Rádio Comercial.

Pionner - Mini Hi-Fi (1992)

Pionner - Mini Hi-Fi (1992)


Com amplificador, CD, gravador de cassetes, colunas e um processador de campo sonoro.
O jovem do anúncio parece que vai comer a sapatilha, mas está só a simular um microfone...

Detalhe do equipamento.


Página retirada da revista "Nova Gente" nº 846 - Dezembro de 1992.

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