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quinta-feira, 29 de março de 2018

Top 5 Canções de Kim Wilde

por Paulo Neto

É bom saber que existem vários cantores que fizeram sucesso nos anos 80 não foram tragados pelo vortex da obscuridade e que, mesmo longe do auge do sua fama, continuam a ter uma carreira bem activa na música, editando discos e dando concertos um pouco por todo o mundo, para gáudio nostálgico dos mais velhos e para a descoberta dos mais novos.




Um desses casos é o de Kim Wilde, que aliás acaba de editar um novo álbum "Here Come The Aliens", o seu primeiro em cinco anos. Nascida Kim Smith a 18 de Novembro de 1960, adoptou o apelido artístico do seu pai, o cantor Marty Wilde quando iniciou a carreira em 1980, tornando-se a artista feminina britânica que mais discos vendeu nessa década. Ao longo de quase quatro décadas de carreira, Wilde vendeu mais de 10 milhões de álbuns e 20 milhões de singles em todo o mundo. Desde 1998, em simultâneo com a música, Kim Wilde tem tido uma carreira paralela na jardinagem, tendo editado alguns livros sobre jardinagem e arquitectura paisagística.
Apesar de não fazer parte da santíssima trindade das minhas cantoras preferidas durante os "meus" anos 80 (Madonna, Tina Turner e Belinda Carlisle), era uma das cantoras que mais eu gostava de ouvir nessa altura, sobretudo por causa das canções que figuram no 1.º e 2.º lugar desta lista. E sem dúvida que Kim Wilde era uma das cantoras mais atraentes dos anos 80, não recusando umas esporádicas mostras de sensualidade sem porém cair na agressividade de Madonna ou na pespinice de Samantha Fox. 
Como é hábito, houve várias canções que tiveram de ficar de fora desta lista e eu queria referia seis menções honrosas: Chequered Love (1981), The Second Time (1984), Say You Really Want Me (1987), Never Trust A Stranger (1988), Love Is Holy (1992) e Breakin' Away (1995).



#5 Cambodia (1981)
Escrita pelo seu pai Marty Wilde e o seu irmão Ricky, "Cambodia" foi o primeiro single de Kim extraído do seu segundo álbum "Select", marcando uma mudança de sonoridade face aos sons "new wave" do seu álbum de estreia.
Aludindo à Operação Menu, onde o Cambodja foi bombardeado pelas forças norte-americanas durante a Guerra do Vietname, através do ponto de vista da esposa de um soldado da força aérea, "Cambodia" conjuga um instrumental synth-pop com alguma percussão oriental. A parte mais famosa é sem dúvida o solo de sintetitzador que parece emitir um cântico asiático.
Apesar de se ter ficado pelo n.º 12 do top britânico "Cambodia" teve particular sucesso na Europa Continental, tendo mesmo chegado ao n.º1 na Suécia e na Suíça.
Consta que em 2009, quando Kim Wilde actuou no Pavilhão Atlântico num festival de antigas estrelas dos anos 80 (onde também estiveram nomes como Belinda Carlisle, Rick Astley e Nik Kershaw), ela comoveu-se quando a assistência entoou em uníssono os "oooh" do coro. 





#4 If I Can't Have You (1993)
Esta é a única canção do meu top 5 de Kim Wilde que foi lançada na década de 90 e um das duas na lista que são covers. No entanto, em ambos os casos, eu na altura não conhecia as versões originais pelo que foram estas covers de Kim Wilde o meu primeiro contacto com essas canções.
"If I Can't Have You" foi uma das canções compostas pelos Bee Gees para o filme "Febre de Sábado À Noite" e embora estes tenham gravado uma versão própria para o lado B de "Stayin' Alive", a versão que foi incluída no filme foi aquela interpretada por Yvonne Elliman (famosamente a Maria Madalena do filme "Jesus Cristo Superstar") que foi n.º 1 nos Estados Unidos.
A versão de Kim Wilde, condimentada com uma batida house, foi um dos dois temas inéditos do seu álbum best of, "The Singles Collection 1981-1993", e foi o seu último single a chegar ao top 20 britânico. Destaque para o videoclip que segue a arreigada storyline "mulher sozinha num apartamento dá em maluca com tanta solidão e desata a partir tudo".





#3 Kids In America (1981)
Impressionado pela voz de Kim numa demo do seu irmão Ricky (e pela sua beleza), o produtor e dono da editora RAK Records Mickie Most, revelou interesse em trabalhar com ela. O clã Wilde agarrou a oportunidade, deitou mãos à obra e nesse mesmo dia, compuseram "Kids In America" na sala de estar da casa da família com um sintetizador WASP. Most gostou da canção e deu os retoques finais na mistura e em Janeiro de 1981, a canção foi o primeiro single de Kim Wilde, então com 20 anos, e o sucesso não se fez esperar, chegando ao n.º2 do top britânico e n.º1 na Finlândia e na África do Sul e até ao top 30 nos Estados Unidos, numa altura onde ainda era relativamente raro cantores britânicos terem sucesso imediato. O tema foi incluído no filme "Reckless - Jovens Sem Rumo" com Aidan Quinn e Daryl Hannah e no jogo "Grand Theft Auto: Vice City".
"Kids In America" já foi versionado imensas vezes por nomes como The Muffs (cuja versão foi incluída no filme "Clueless"), Bloodhound Gang, Dave Grohl, Jonas Brothers e Electric Six, além de que a própria Kim Wilde regravou o tema em 1994 para um álbum de remisturas e em 2006. 





#2 You Keep Me Hangin' On (1986)

"Kids In America" pode ser a canção mais emblemática de Kim Wilde, mas  a sua versão de "You Keep Me Hangin' On" é capaz de ser o seu maior sucesso comercial, tendo sido n.º 1 nos Estados Unidos e na Austrália, n.º 2 no Reino Unido, Suíça e Irlanda. 
Originalmente gravado pelas Supremes em 1966, a versão de Wilde de  "You Keep Me Hangin' On" foi a primeira amostra do seu quinto álbum "Another Step". Kim e o seu irmão Ricky Wilde não estavam muito familiarizados com o original, pelo que decidiram tratar esta cover como se fosse uma música nova. 
E de facto, ao converter o clássico da Motown num poderoso tema Hi-NRG quase parece uma canção diferente, mas sem contudo perder a força, até porque a interpretação de Kim Wilde reflecte bem o espírito da letra que fala sobre uma paixão que não há meio de atar ou desatar. O respectivo videoclip que mostra Kim num cenário escuro no meio de um vendaval com uma silhueta masculina ao fundo reforça ainda mais essa atmosfera instável. 

   



#1 You Came (1988)
Depois de "Kids In America" e "You Keep Me Hangin' On", poucos discordarão que a terceira canção mais famosa de Kim Wilde é "You Came" do seu sexto álbum "Close", editado enquanto abria a parte europeia da digressão "Bad" de Michael Jackson no Verão de 1988 (o videoclip mostra aliás imagens dos bastidores digressão). No entanto para mim, é indubitavelmente a minha canção n.º1 de Kim Wilde.

"You Came" (não, nada de fazer trocadilhos sexuais com o título!) é para mim daquelas canções que me trazem um sorriso logo às primeiras notas, daquelas canções que fazem o sol brilhar mais e o céu ficar mais azul e trinta anos mais tarde, ainda adoro ouvir tanto como na altura. 
Aliás lembro-me que comprei uma colectânea de músicas dos anos 80 só por ter esta canção incluída bem como meia-dúzia de outras que eu queria ter no leitor de mp3 como por exemplo "Together In Electric Dreams". 

"You Came" foi mais outro grande hit internacional para Kim Wilde, nomeadamente chegando ao n.º 1 na Dinamarca. Em 2006, Kim Wilde gravou uma nova versão com uns arranjos mais rock para o álbum "Never Say Never" que continha várias regravações dos seus êxitos e essa nova versão teve algum sucesso em países como a Alemanha. 



Eu estive quase, quase, quase a incluir também esta canção na minha lista, mas achei que não era elegível não só porque Kim Wilde é a artista convidada como também porque basicamente esta é sobretudo uma canção de Nena. A colaboração entre estes dois ícones dos eighties, "Any Place, Anywhere, Anytime", editada em 2003, é uma regravação de "Irgendwie, Irgendwo, Irgendwann", a canção mais famosa de Nena, à parte aquela dos balões vermelhos. Mas fica a menção e o vídeo:



"Pop Don't Stop" (novo single 2018)




terça-feira, 13 de maio de 2014

Top 5 Beldades das Marés Vivas

por Paulo Neto



Não há dúvida que "Marés Vivas" (1989-1999) é uma das séries que definiu a década de 90. Apesar de ser recheada de empolgantes cenas de acção e mistério, não haverá muita contestação se se afirmar que o principal atractivo da série era o facto de ser uma série cheia de gente bonita, com pouca roupa num cenário de praia. Foi das séries mais vistas em todo o mundo no seu auge, e Portugal não foi excepção, conquistando logo o público primeiro na RTP e depois na TVI, que costumava programar a sua exibição a cada Verão antes do seu bloco noticiário das 20 horas. Eu fui acompanhando a série a espaços e claro que não fiquei indiferente à generosíssima quantidade de beldades que passaram pela série. Embora as louras fossem a grande maioria, devo dizer que neste meu top 5, quem ganham são as morenas 3 a 2. Antes de avançar, convém referir algumas das beldades que ficaram de fora: Shawn Weatherly (uma ex-Miss Universo), Kelly Packard (que também vimos em "California Dreams"), Geena Lee Nolin, Donna D'Errico, Nicole Eggert, Marliece Andrada e a famosíssima Carmen Electra. Posto isto, vamos ao top 5.

#5 Stacy Lee Kamano (Kekoa Tanaka)



Eu estive quase a colocar nesta posição Traci Bingham que na sétima temporada veio colmatar a lacuna de beldades afro-americanas na série, mas no final acabei por optar por uma havaiana que se destacou na spin-off "Baywatch Hawai". Stacy Kamano foi Kekoa Tanaka, que vivia um amor proibido com J.D. Darius (Michael Bergman) uma personagem intermitente da série original que tinha assumido o protagonismo nesta spin-off. O principal obstáculo ao romance entre J.D. e Kekoa era o pai desta, um rico empresário japonês, que nem morto queria que a sua filha casasse com alguém que não fosse asiático nem rico. E quem era esse pai tirano? Ninguém menos que Pat Morita, o lendário Mr. Miyagi! De ascendência japonesa, polaca e alemã, Stacy Kamano apresentou dois concursos desportivos e desde 2007 faz parte do elenco da soap opera "The Bold And The Beautiful", que nos anos 90 foi exibida na RTP dobrada em brasileiro com o título "Malha de Intrigas". 

#4 Alexandra Paul (Tenente Stephanie Holden)



Embora não fosse nada de deitar fora, esta era a salva-vidas que se destacava mais pelo cérebro do que pelos atributos físicos. Alexandra Paul era a tenente Stephanie Holden, astuta e com grande capacidade de liderança que tinha como ponto fraco Mitch Buchanon (David Hasselhoff), com quem tivera um caso mal-resolvido no passado. A sua personagem faleceu na sétima temporada com uma descarga eléctrica quando um raio atinge o mar. Antes de "Marés Vivas", Alexandra Paul era sobretudo conhecida pelo filme "Christine-O Carro Assassino" (1983) no papel da rapariga por quem o dito veículo fica cheio de ciúmes. Paul continua bastante activa na representação, integrando inúmeros telefilmes e filmes série B. No telefilme de reunião da série "Baywatch: Hawaiian Ending" (2003), interpretou uma sósia de Stephanie. 

#3 Erika Eleniak (Shauni McClain)


Erika Eleniak foi a loira-mor da era pré-Pamela Anderson. A sua personagem, Shauni McClain, começa como uma salva-vidas rookie que se deixava abater pelo sua inexperiência mas aos poucos vai ganhando confiança e tornando-se cada vez melhor no seu trabalho. Shauni manteve uma ligação amorosa algo atribulada com o colega Eddie Kramer (Billy Warlock) com quem acaba por casar no início da terceira temporada. 
Lembram-se daquela cena do "E.T." em que os miúdos, incentivados pelo Elliott, libertam as rãs que estavam prestes a ser dissecadas e no meio do caos, o Elliott beija uma bonita loirinha? Essa loirinha era Erika Eleniak. Também participou nos filmes "Força em Alerta" (1992) com Steven Seagal e "The Beverly Hillbillies" (1993) e pousou para a Playboy em 1989. Eleniak continua activa na representação em telefilmes e filmes directos para vídeo, além de algumas esporádicas aparições em séries como "Donas de Casa Desesperadas". 

#2 Yasmine Bleeth (Caroline Holden)


Yasmine chegou à série na quarta temporada para interpretar Caroline Holden, a caprichosa irmã de Stephanie. Tal como Shauni, gradualmente Caroline vai amadurecendo o seu carácter por entre os ossos do ofício. Pelo meio, teve um romance com Logan Fowler (Jaason Simons). Yasmine Bleeth chegou à série vinda da soap opera "One Life To Live". Depois de problemas com a justiça devido a posse de cocaína em 2001, o susto levou Bleeth a largar definitivamente o vício e a retirar-se da vida artística em 2003. Antes disso, fez parte do elenco da série "Nash Bridges" entre 1998 e 2000 e entrou no filme "BASEketball" (1999) dos criadores de South Park.  

#1 Pamela Anderson (Casey-Jean "C.J." Parker)


Mas mesmo no meio de tantas belezas que a série revelou, a n.º 1 deste top não podia ser outra senão Pamela Anderson (que ao longo da série também foi creditada como Pamela Denise Anderson, Pamela Anderson-Lee e até Pamela Lee). Depois de algum sucesso local no Canadá, Pamela foi a Playmate de Fevereiro de 1990 da Playboy e o resto foi história. A sua estreia na televisão foi num pequeno papel na série "Obras Em Casa", mas foi quando David Hasselhoff lhe ofereceu um papel para a terceira temporada de "Marés Vivas" que se tornou um ícone do pequeno ecrã. Anderson encarnou a salva-vidas hippie-new age C.J. Parker que nunca dizia que não a uma missão mais arriscada. Tal como na vida real, foram muitos os homens que se renderam aos seus encantos, nomeadamente os colegas Matt Brody (David Charvet) e Cody Madison (David Chokachi). Fora da série, foi aquilo que sabe: o casamento-relâmpago com Tommy Lee em 1994, o filme pioneiro das sextapes de celebridades, o constante retira-e-volta-a-pôr dos seus implantes de silicone, o filme "Barbed Wire - Bela e Periogosa" e a série "V.I.P.", namoros com Kid Rock, Kelly Slater (que também chegou a entrar na série), Markus Schkenberg e Richard Salomon. Embora ainda faça algumas aparições no cinema e na televisão, Pamela tem-se dedicado mais ultimamente a causas como a PETA e a luta contra a SIDA.

E aqui está o meu top 5 das beldades. Como seria o vosso? Já agora, um repto para as seguidoras femininas da "Enciclopédia de Cromos" para indicarem o vosso top 5 dos rapazes de "Marés Vivas". Recordo-me que na altura, entre as minhas colegas, os mais populares eram os morenos Billy Warlock e David Charvet. Mas será que outras que preferiam os louros Jaason Simons e David Chokachi? Terá havido mesmo aquelas que terão fantasiado com o David Hasselhoff em calções de banho ou com o bigode do Michael "Newmie" Newman? Fica lançado o desafio.             
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