A primeira temporada estreou em Portugal a 20 de Outubro de 1987 e continuou a animar as noites das terças-feiras até a 29 de Março de 1988.
"Diário de Lisboa" [1987-10-20]
Regressou ao convívio dos espectadores portugueses semanalmente ás quartas-feiras à tarde, entre 4 de Julho de 1990 e 12 de Setembro de 1990. Em finais de 1992 andou diariamente pelo ecrã da RTP2 ao final da tarde. Em 1994 regressa à RTP-1 antes do "Caderno Diário" e "Ana Raio e Zé Trovão".
No entanto, pouco mais me recordo da série do que o genérico e os seus protagonistas Crockett (Don Johnson) e Tubbs (Phillipe Michael Thomas), os polícias (em disfarce, supostamente) mais estilosos da TV, com belas fatiotas e a conduzirem grandes bombas sobre rodas, apreendidas a traficantes de droga, claro que o salário de polícia não daria para andar a espatifar tanto carro em dispendiosos tiroteios. Apesar de os plots dos episódios parecerem tirados das manchetes dos crimes do dia, consta que os agentes que perseguem traficantes não têm um dia a dia tão glamoroso como Crocket e Tubbs. E recordo pouco dos seus 122 episódios (em 5 temporadas, exibidas entre Setembro de 1984 e Janeiro de 1990, na sua tournée inicial no canal NBC) porque cá por casa creio que se mudava para a RTP2 para ver alguma outra coisa (ainda tenho que descobrir). Talvez também por isso sempre tenha tido algum desinteresse e aversão a filmes e séries que lidam com máfia e tráfico de droga (estou olhando para ti, "O Polvo"...). Mas isso não impede que actualmente esteja a tentar completar a colecção de calendários de bolso. A série foi concebida por Anthony Yerkovich, mas o produtor executivo Michael Mann (realizador e argumentista de séries de TV e cinema) foi essencial para estabelecer a direcção que a série tomaria.
Outro elemento importante para o sucesso de Acção em Miami foi a banda sonora, recheada de canções de êxito, e claro, de temas instrumentais originais, criados em sintetizador, como por exemplo, o do genérico, a mais famosa música do compositor checo Jan Hammer:
Além de transformar Don Johnson num sex symbol, toda a estética (e moda) da série marcou a década de 80. Foi decidido por exemplo, que para manter todo o tom de cores pastel não seriam filmadas as cores vermelhas e castanhas, "mandamento sagrado" que foi respeitado nas primeiras temporadas.
Voltando ao departamento musical, além do recurso a muita música contemporânea para ilustrar as sequências quase videoclip dos episódios outro tema incidental de Jan Hammer se destacou, o “Crockett’s Theme”:
Recordo este tema numa daquelas compilações de covers manhosas de bandas sonoras que saíram em CD nos anos 90. Existe uma enciclopédia online, mantida por fãs, que lista as dezenas de canções por temporada: "Miami Vice - Season 1 Music".
"Sonny" Crocket é o polícia durão, mas de bom coração, que depois de uma lesão arruinar a sua carreira no futebol americano, e servir no Vietname, entra para a polícia e mais tarde para o departamento de agentes infiltrados. E foi durante uma missão para capturar um perigoso senhor da droga que se encontrou com o seu futuro parceiro, Ricardo Tubbs, um agente à paisana de Nova Iorque, em busca de vingança pelo assassinato do irmão. O aprumo de Tubbs contrasta com a personalidade e estilo mais informal de Crocket.
Além da dupla protagonista, Edward James Olmos ("Blade Runner") desempenhou o papel do Tenente Castillo, o austero chefe do departamento; e Saundra Santiago foi a destemida detective Gina Calabrese. A minha teoria que ela inspirou a revista para adultos mais famosa de Portugal caiu por terra porque a revista "Gina - Histórias Sexy Internacionais" precedeu a série em uma década... Mas Crocket partilhou com Gina algumas "Histórias Sexy Internacionais", depois do mesmo se divorciar, claro. Também foram presença frequente ao longo da série a colega da detective Gina, Trudy Joplin (Olivia Brown), e dois detectives: Stan Switek (Michael Talbott), Larry Zito (John Diehl). A Wikipedia tem uma extensa lista de todos os artistas convidados que se passearam pelo ecrã: "Guest appearances".
Gradualmente as regras de cores da primeira temporada foi sendo ocasionalmente mandada às urtigas, e as temporadas finais, com audiências a descer - incapazes de competir num novo horário com o mega-êxito Dallas - viram aumentar "a escuridão" das cores, mas principalmente dos temas e das cenas, mais violentas, que não caíram bem com os fãs. Depois de um retrocesso a meio do caminho na temporada 4, a temporada final ainda ficou mais violenta e com menor humor.
Em 2006 “Miami Vice” virou filme (realizado por Michael Mann), completando o círculo, visto que “Acção em Miami” primeiro foi concebido como um filme e depois convertido para um episódio piloto chamado “Gold Coast”. Planeio aproveitar as repetições na RTP Memória para actualizar o meu conhecimento de “Acção em Miami”.
Gosto muito quando existe uma grande história por detrás de um grande hit, e é o caso de "Torn", o single que revelou a australiana Natalie Imbruglia em 1997, um sólido clássico "nineties" que ainda se hoje se ouve nas rádios. Mas vamos então por partes:
Parte 1: "Torn" foi composto em 1993 por Scott Cutler e Anne Preven da banda americana Ednaswap em parceria com o produtor inglês Phil Thornalley, anteriormente conhecido pela sua colaboração com os The Cure, produzindo o álbum de 1982 "Pornography" e chegando a integrar brevemente a formação da banda como baixista. A canção foi tentativamente pensada para um álbum a solo de Preven.
Ednaswap
Parte 2: Por entre os meandros insondáveis da circulação de demos por entre companhias discográficas, a canção acabou por chegar até à cantora dinamarquesa Lis Sorensen, que acabaria por ser a primeira a gravá-la, adaptando-a para a língua dinamarquesa com o título "Braendt" ("ardida") ainda nesse ano de 1993.
Parte 3 - Os Ednaswap acabaram mesmo por gravar "Torn" para o seu álbum homónimo de 1995 tendo sucessivamente regravado novas versões para EPs editados em 1996 e 1997 e para um lado B de um single de 1998.
Parte 4 - Em 1996, a cantora norueguesa Trine Rein regravou a canção em inglês, tendo obtido algum sucesso nos países nórdicos. Cheguei a ver o videoclip no canal Sol Música da TV Cabo.
Parte 5 - Natalie Jane Imbruglia nasceu a 4 de Fevereiro de 1975 em Sydney, filha de pai siciliano.
Tal como a sua compatriota Kylie Minogue uns anos antes, Natalie Imbruglia gozara de grande popularidade na telenovela australiana "Neighbours" (a sua personagem, Beth Brennan, era apenas para entrar em meia-dúzia de episódios mas acabou por ficar dois anos) mas sentiu que o próximo passo da sua carreira passava pelas cantigas. Em 1994, deixou a telenovela e mudou-se para Londres. Em 1996 assinou contrato com a BMG após enviar uma demo com quatro canções, incluindo uma versão de "Torn".
A versão de Imbruglia, igualmente produzida por Phil Thornalley e com Katrina Leskanich da banda Katrina & The Waves ("Walking On Sunshine") no coro, foi editada em single em Outubro de 1997 e entrou directamente para o n.º 2 do top britânico, acabando por vender mais de um milhão de cópias no Reino Unido. Entre finais de 1997 e princípios de 1998, o single atingiria o n.º1 em Bélgica-Flandres, Canadá, Dinamarca, Espanha e Suécia e foi nomeado para o Grammy de melhor interpretação pop feminina, tornando-se de longe a versão mais popular da canção. Também devo dizer que a versão de Imbruglia é também a minha preferida, graças à sua interpretação emotiva com uns laivos certeiros de sensualidade e negrume, mas sem ser tão dramática como a de Trine Rein ou tão agressiva como a dos Ednaswap.
Na altura, houve uma mini-controvérsia quando se soube que a versão de Natalie Imbruglia não era a original, chegando mesmo a falar-se em plágio (os tablóides britânicos chamaram "Torn-gate"), mas a própria não demorou a relembrar que nunca tinha escondido que se tratava de uma versão e que em momento algum dissera que a tinha escrito.
Outro dos grandes factores para o sucesso de "Torn" na versão de Natalie Imbruglia foi sem dúvida o videoclip realizado por Alison McLean, gravado a partir de apenas um ângulo. Nele, Natalie Imbruglia interage com o actor e bailarino Jeremy Sheffield (que por exemplo, foi um dos bailarinos do videoclip de "I Want To Break Free" dos Queen) naquele que parece ser a cena romântica filmada num apartamento e o vídeo vai alternando entre cenas gravadas e momentos entre filmagens. Para ajudar à espontaneidade do conceito, a realizadora nunca disse aos dois quando é que a câmara estava ligada. É notória a química entre Imbruglia e Sheffield, fazendo com que a cena do beijo entre ambos seja uma das mais belas cenas do género ne um videoclip. Por fim, ao som do lendário solo de guitarra no final da canção, existe outra icónica cena de Natalie a dançar enquanto o cenário está a ser desmontado.
Parte 6 - Desde então, "Torn" já foi versionado muitas vezes, em vários estilos e línguas. Pretendo destacar a versão em português do Brasil "Amor É Ilusão" editada em 2005 pela girlband Rouge.
Na senda de "Torn", o álbum de estreia de Natalie Imbruglia "Left Of The Middle" acabou por vender sete milhões de cópias no mundo inteiro, sendo ainda o álbum de estreia mais vendido de sempre de uma cantora australiana e produziu mais três hits "Big Mistake", "Wishing I Was There" e "Smoke". No auge da sua fama, Natalie Imbruglia chegou a namorar com Lenny Kravitz e David Schwimmer.
O seu segundo álbum "White Lillies Island" foi editado em 2001 mas em quatro anos, o hype à sua volta já se tinha esfumado e passou algo despercebido, apesar de alguns bons singles com "Wrong Impression". A minha canção preferida de Natalie Imbruglia pós-sucesso global é "Shiver" do seu terceiro álbum "Counting Down The Days" de 2005. Ainda assim, ela continua activa na sua carreira musical: o seu último álbum é "Male" (2014) e como o nome indica, é um álbum de versões de canções originalmente interpretadas por homens, incluindo temas de Daft Punk, Damien Rice, Cat Stevens, The Cure, Neil Young e Tom Petty.
Entre discos, Natalie Imbruglia continuou a ter prestações na representação, nomeadamente no filme "Johnny English" com Rowan "Mr. Bean" Atkinson. Em 2013, tornou-se oficialmente cidadã britânica.
Volto a mergulhar nas memórias desse bastião da minha cultura cinéfila que foi a "Sessão Da Noite" da RTP1 (o espaço de cinema das sextas-feiras à noite entre 1990 e 1993) para recordar aqui mais um filme que vi nesse espaço televisivo.
"Debaixo De Olho" (no original, "Stakeout") é um filme de 1987 realizado por John Badham e trata-se de um policial com recorte de comédia, protagonizado por Richard Dryefuss e Emilio Estevez.
Quando o perigoso criminoso Richard Montgomery (Aidan Quinn) escapa da prisão com a ajuda do seu primo Caylor Reese (Ian Tracey), a polícia de Seattle acredita que ele acabará por contactar a sua ex-namorada Maria McGuire (Madeleine Stowe). Como tal, montam uma missão de vigilância à casa dela a partir do prédio em frente. Os detectives Bill Reimers (Estevez) e Chris Lecce (Dreyfuss), que acaba de ser abandonado pela esposa, estão incumbidos da vigilância durante a noite.
Montgomery telefona a Maria mas a linha é cortada por Lecce que para se aproximar dela e entrar em sua casa, faz-se passar por funcionário da companhia dos telefones. Mas as coisas depressa se complicam quando Lecce e Maria acabam por se envolver. Não só a polícia passa a desconfiar que ele possa ser um aliado de Montgomery como o próprio malfeitor pretende deitar a mão a um meio milhão dólares escondidos no sofá em casa de Maria, com quem pretende fugir para o Canadá...
Com uma hábil mescla de acção e comédia, "Debaixo D'Olho" foi um dos êxitos-surpresa do ano de 1987, sendo o oitavo filme mais rentável desse ano na América. A minha cena preferida é uma na parte inicial quando a personagem de Richard Dreyfuss, ao tentar capturar um bandido, cai num corredor rolante cheio de peixe.
Do elenco, destaque ainda para Forest Whitaker no papel de um dos polícias encarregados da vigilância durante o dia. E como não podia deixar de ser, a banda sonora inclui temas de vários nomes musicais dos anos 80 como Mr. Mister, Steve Winwood, Miami Sound Machine e Pointer Sisters. Este foi o filme que revelou Madeleine Stowe, que até então tinha feito sobretudo de televisão, e que a tornou brevemente numa actriz de nomeada nos anos seguintes ("O Último dos Moicanos", "Short Cuts", "12 Macacos"). Aidan Quinn conheceu a sua futura esposa Elizabeth Bracco nas rodagens deste filme, em que Bracco teve um papel secundário como uma empregada de bar. Os dois estão casados há mais de trinta anos. A trama foi adaptada em 1989 para um filme indiano.
Em 1993, saiu a sequela "Debaixo De Olho 2" novamente realizado por John Badham, e com Estevez e Dreyfuss a recuperarem os seus papéis, desta vez acompanhados por Rosie O'Donnell. Apesar de não ser creditada, Madeleine Stowe também aparece como Maria McGuire na sequela.
Este ano pela primeira vez, o Festival da Eurovisão vai-se realizar em Portugal, e para comemorar nos próximos meses, vamos recordar nada menos que três edições passadas do certame.
Desta vez, recuamos trinta anos até 1988 para o 33.º Festival da Eurovisão que teve lugar em Dublin, em virtude da terceira vitória da Irlanda no ano transacto. No dia 30 de Abril de 1988, Pat Kenny e Michelle Rocca apresentaram o evento no RDS Simmonscout Pavillion.
Pat Kenny e Michelle Rocca
21 países competiram, sendo que Chipre não participou porque veio-se a descobrir a canção seleccionada "Thimame", interpretada por Yannis Dimitrou, já tinha participado na pré-seleccão daquele país em 1984, quebrando pois as regras da Eurovisão. A canção cipriota já estava sorteada para ser a segunda a actuar e chegou a ser incluída num disco com todas as canções concorrentes editado na Noruega.
A RTE, a televisão irlandesa, levou a cabo uma produção moderna com um grande palco e um quadro de votações computorizado exibido em dois grandes videowalls. O grupo rock irlandês Hothouse Flowers foi a actuação do intervalo. Antes de cada actuação, foram emitidas imagens dos diferentes cantores concorrentes a explorar vários sítios da Irlanda. Margarida Mercês de Melo fez os comentários para a RTP e Maria Margarida Gaspar foi a porta-voz dos votos do júri português.
Como habitualmente, iremos recordas as canções participantes em ordem inversa à classificação.
Wilfried (Áustria)
Alguém tem de sempre ficar em último lugar e nesse ano a lanterna vermelha acabou por ir à Áustriaque não recebeu qualquer ponto. Wilfried Scheutz cantou "Lisa Mona Lisa", onde comparava a sua amada à mulher do quadro mais famoso do mundo devido à sua aura de mistério. Porém não conseguiu convencer os europeus. Activo na música desde 1973, este foi o mais notório ponto da carreira de Wilfried, que faleceu de cancro em 2017.
Boulevard (Finlândia)
Três pontos de Israel salvaram a Finlândia de se juntar à Áustria na amargura do último lugar. O grupo Boulevard tinha acompanhado a cantora Vicky Rosti na participação finlandesa do ano anterior e agora queriam provar o seu próprio valor com a canção "Nauravat silmät muistetaan" ("lembrando uns olhos risonhos"). Os Boulevard terminaram em 1994.
Reynaert (Bélgica)
Portugal e Bélgica repartiram o 18.º lugar com cinco pontos. Joseph Reynaerts ou simplesmente Reynaert foi o representante belga com a canção "Laissez briller le soleil", mas o brilho só chegou até França, o único país a pontuar a Bélgica. Actualmente Reynaert é o director do Centro Cultural de Soumagne.
Dora (Portugal)
Dois anos depois, Dora voltava a representar Portugal na Eurovisão. Desta vez, em vez do lendário look arrojado com que se apresentou para cantar "Não Sejas Mau P'ra Mim", ela apresentou-se com um look mais elegante para cantar "Voltarei", canção escrita por José Niza e José Calvário, dupla autora de duas das mais míticas canções portuguesas eurovisivas: "A Festa da Vida" e "E Depois Do Adeus". Dora foi acompanhada nos coros por cinco cantores estrangeiros, ao que constava habituados a fazer coro para artistas internacionais como Sade Adu, mas a prestação ao vivo não resultou da melhor maneira. Além disso, a versão de "Voltarei" apresentada em directo era algo diferente daquela que os portugueses conheciam do videoclip de apresentação. Feitas as contas, Portugal obteve somente 4 pontos de Espanha e 1 da Grécia.
Pouco tempo depois, Dora mudou-se para o Brasil onde ficaria vários anos, tendo voltado a Portugal no início deste século. Desde então, tem continuado activa nas lides musicais, de espectáculos no Casino Estoril à participação em "Na Tua Cara Não Me É Estranha". Em 2017, integrou o júri do Festival da Canção.
Afroditi Frida (Grécia)
A Grécia ficou em 17.º lugar com 10 pontos. Interpretada por Afroditi Frida, o título da canção grega não deixava dúvidas quanto ao tema "Clown", que falava através do ponto de vista de um palhaço que tem de ser positivo mesmo quando não tem vontade de ser. Afroditi apresentou-se em palco com três cantores de coro e, claro, uma palhaça sapateadora chamada Amanda. Foi uma actuação algo bizarra e ao que parece, na final nacional grega o júri terá declarado que nenhuma das canções a concurso tinham qualidade para representar o país. Se isto foi o menos mau que havia, nem imagino o resto.
Beat-Hoven (Islândia)
A Islândia foi o primeiro país a actuar, tendo ficado em 16.º lugar com 20 pontos. Stefan Hilmarsson e Sverrir Stormsker actuaram sob o nome de Beat-Hoven com o tema "Þú Og þeir " ("tu e eles"), alternativamente intitulado "Sokrates". Na canção, Stefan e Sverrir enumeram alguns dos seus ídolos como Debussy, Tchaikovsky, Beethoven, Sigmund Freud, John Wayne, Mark Twain, Michael Caine, sem esquecer notáveis islandeses como o poeta Einar Bendiktsson, o malogrado primeiro-ministro Gunnar Thoddsen e até o campeão de "World Strongest Man" Jon Pall Simarsson. Porém o refrão é reservado para Sócrates (o filósofo grego, claro está) a quem chamam de "o Hércules da alma". Stefan voltaria a participar na Eurovisão em 1991, desta vez formando dupla com Eyfi Kristjansson.
MFÖ (Turquia)
O trio MFÖ (simbolizando as iniciais dos nomes dos seus membros, Mazjar, Fuat e Özkan), voltavam a representar a Turquia no Festival após terem-no feito em 1985. Desta vez levaram um tema pop dançável com sonoridades bem turcas, "Sufi". Ficaram em 15.º lugar, um lugar abaixo do que tinham conseguido três anos antes, mas com mais um ponto (37) do que os obtidos em 1985. Os MFÖ continuam activos no seu país.
Maxi & Chris Garden (Alemanha)
A Alemanha foi representado pelo duo de mãe e filha, Maxi e Chris Garden, cada uma no seu piano a cantar em uníssono "Lied fur einen Freund" ("canção para um amigo"). Maxi tinha na altura apenas 13 anos, sendo uma das mais jovens participantes de sempre na Eurovisão. A canção alemã ficou em 14.º lugar com 48 pontos. Maxi Garden é actualmente actriz de musicais, actuando na Alemanha e Áustria sob o seu verdadeiro nome Meike Gärtner e também tem formação como pintora.
Luca Barbarossa (Itália)
A Itália ficou em 12.º lugar com 52 pontos. Nesse ano foi representada por Luca Barbarossa com o tema "Vivo (Ti scrivo)". Curiosamente, foi a primeira de apenas duas canções italianas eurovisivas que não receberam quaisquer pontos de Portugal até hoje. Activo desde o início dos anos 80, Barbarossa continua a ter uma carreira musical de grande sucesso em Itália. Em 1992, venceu o Festival de San Remo.
Tommy Körberg (Suécia)
Com a mesma posição e os mesmos pontos ficou a Suécia. Tommy Körberg regressava ao Festival da Eurovisão depois de já ter representado o seu país no então já distante ano de 1969. Em Dublin, cantou a balada "Stad i Ljus" ("cidade de luz", mas eu sei que apetecia que fosse um tributo sueco ao estádio do Benfica), acompanhado do trompetista Urban Agnas.
La Década Prodigiosa (Espanha)
A Espanha ficou em 11.º lugar, representada por um grupo que então fazia sucesso no país vizinho, La Década Prodigiosa. A canção chamava-se "La chica que yo quiero", acrescentando depois o subtítulo "Made in Spain" e era um tributo à mulher espanhola. O tema era orelhudo e bem eighties e conseguiu 58 pontos. Com uma formação sempre renovada, o projecto La Década Prodigiosa continua até hoje (o último disco é de 2015).
Gérard Lenorman (França)
A canção da França chamava-se "Chanteur de charme" e quem melhor para cantar que um dito cujo? Gérard Lenorman fazia carreira como cantor romântico desde 1969 e a canção era um tributo semi-subversivo aos temas que cantava, cheios de clichés e histórias inventadas, mas que no fundo de vez em quando sabem bem ouvir. Graças aos 12 pontos da Jugoslávia, o último país a votar, a França alcançou o 10.º lugar com 64 pontos.
Gerard Joling (Holanda)
Em nono lugar com 70 pontos ficou a Holanda, representada por um dos seus cantores mais populares Gerard Joling e o tema "Shangri-La". Uma das cantoras do coro, Justine Pelmelay, seria a representante holandesa no Festival do ano seguinte. Em 1989, Gerard Joling obteve um sucesso internacional com "No More Boleros" e tem sido desde então bastante activo na música e na televisão holandesa. Em 2009, esteve para regressar à Eurovisão como membro do grupo De Toppers, mas acabou por não ir ao ter partido o braço a esquiar. Joling tem uma estátua de cera no Museu Madame Tussaud's de Amesterdão, que eu já visitei.
Jump The Gun (Irlanda)
A Irlanda, o país anfitrião, fez-se representar pelo grupo Jump The Gun e o tema "Take Him Home", que apelava ao auxílio dos mais desfavorecidos. A canção irlandesa agradou especialmente ao júri de Espanha que lhe atribuiu 12 pontos, somando no total 79 pontos e o oitavo lugar.
Yardena Arazi (Israel)
Yardena Arazi, a representante de Israel, era já uma veterana destas andanças, pois não só já tinha representado o seu país em 1976 como parte do grupo ChocolateMentaMusik como foi uma das apresentadoras do Festival da Eurovisão de 1979 realizado em Jerusalém. O seu tema "Ben Adam" ("ser humano") tinha influências balcânicas, começando num ritmo lento mas terminando com o refrão acelerado. Reza a lenda que Arazi, conhecida pelas suas superstições, consultou uma astróloga antes da sua participação que lhe disse que iria a ganhar a canção que iria actuar em nono lugar. Israel era o país que tinha sido sorteado para ser o nono a actuar mas com a desistência de Chipre, acabou por ser o oitavo país a actuar, ficando no 7.º lugar com 85 pontos. Mas a astróloga estava certa: ganhou de facto o país cuja canção foi a nona a actuar.
Srebrna Krila (Jugoslávia)
A Jugoslávia foi o país que fechou o desfile das canções e fê-lo em alta, com o animado tema "Mangup" ("malandro") interpretado pelo grupo croata Srebrna Krila ("asas prateadas"). O grupo tinha sido formado em 1978 tendo como vocalista Vlado Kalember, o representante jugoslavo de 1984. Porém, em 1988 a vocalista era Lidija Asanovic que cantava sobre um tal "malandro" que não reparava nela...No fim das votações, a Jugoslávia foi sexta com 87 pontos. Lidija Asanovic deixou a banda no ano seguinte mas com diversos vocalistas, os Srebrna Krila continuaram até 2000 tendo regressado em 2012.
No ano seguinte, pela terceira vez consecutiva, este país levou um grupo pop-rock croata com vocalista feminina e o resultado e à terceira seria de vez...
Karolin Kruger (Noruega)
A jovem Karoline Krueger de 18 anos foi a representante da Noruega cantando "For var jord" ("pela nossa Terra") ao piano, obtendo o 5.º lugar com 88 pontos. A autora da letra era Anita Skorgan, uma das mais populares cantoras norueguesas e representante do país na Eurovisão em 1977, 1979, 1982 e 1983. Karoline Krueger continua activa na música e em 2013, obteve particular sucesso no seu país com um disco e uma série de concertos de Natal com o seu marido Sigvart Dagsland, que era um dos membros do coro nesta actuação.
Lara Fabian (Luxemburgo)
O Luxemburgo foi representado por uma cantora belga, filha de mãe italiana e que viria mais tarde a obter também nacionalidade canadiana. Essa cantora era nada menos que Lara Fabian, que obteria grande sucesso internacional a partir de finais dos anos 90, mas que na altura com 18 anos, dava os seus primeiros passos na sua carreira. Em Dublin, Lara cantou "Croire", uma sentida balada, que valeu ao grão-ducado o quarto lugar com 90 pontos (12 pontos de Finlândia, Irlanda e Suíça). Hoje em dia, Lara Fabian tem já uma longa e bem-sucedida carreira. Em Portugal, o seu primeiro álbum em inglês foi n.º 1 do top nacional em 2001, sobretudo por causa do tema "Love By Grace", incluído na telenovela brasileira "Laços de Família".
Hot Eyes (Dinamarca)
O duo Hot Eyes, formado por Kirsten Sigaard e Soren Bundgaard, representava a Dinamarca pela terceira vez, depois de 1984 e 1985. Tal como em 1984, Kirsten actuou grávida mas se quatro anos antes o seu estado de graça passou despercebido em palco, em 1988 ela actuou ostentando o seu estado avançado de gravidez, havendo até alguns receios que ela pudesse mesmo dar à luz naquele dia (viria a fazê-lo três semanas mais tarde). O tema chamava-se "Ka' du se hva' jeg sa?" ("não vês que foi o que eu te disse?") e não se pense que a gravidez de Kirsten roubou todas as atenções, pois a bailarina Cita de Friis rodopiou por todo o palco com uma falsa guitarra ao longo da canção, efectuando um gag final em que simulou atirar a guitarra para a orquestra atingindo o maestro Henrik Krogsgaard. No final, o duo obteve o seu melhor resultado da sua trilogia de participações, com o 3.º lugar e 92 pontos.
Mas a luta pela vitória fez-se desde logo entre o Reino Unido e a Suíça que disputaram taco-a-taco. A Suíça foi liderando ao princípio mas ao fim de dois terços de votações, a liderança passou para as cores britânicas e parecia que a velha Albion iria obter o seu quinto triunfo. Faltando apenas os votos jugoslavos, o Reino Unido ainda ia na frente com 136, mais cinco que a Suíça. Mas a Jugoslávia não deu quaisquer pontos à canção britânica e deu seis pontos à Suíça, que permitiu conquistar o ceptro por apenas um ponto.
Scott Fitzgerald (Reino Unido)
O escocês William McPhail, mais conhecido pelo seu stagename Scott Fitzgerald, conhecera algum sucesso nos anos 70 durante a era do glam-rock, tendo-se destacado sobretudo pelo tema de 1978 "If I Had Words" em dueto com Yvonne Keeley. A sua participação na Eurovisão em 1988 pelo Reino Unido foi um breve renascer da carreira, com o tema "Go", uma emotiva balada que aludia ao provérbio "gato escaldado de água fria tem medo", pois Fitzgerald cantava sobre o reencontro com uma paixão antiga da qual levou muito tempo a recuperar e por isso, pede que ela se vá embora antes que haja mais estragos.
Céline Dion (Suíça)
33 anos após ter ganho a edição inaugural do Festival da Eurovisão em 1956, a Suíça conseguia por fim a sua segunda vitória no certame na voz de uma jovem canadiana de vinte anos de seu nome Céline Dion. Sim, a diva baladeira que viria a fazer furor nos anos 90 com hits esmagadores como "Think Twice" e "My Heart Will Go On" representou as cores helvéticas em 1988 e é a par dos ABBA um dos nomes mais ilustres da galeria de vencedores da Eurovisão. (Durante algum tempo, eu cheguei a pensar que ela era mesmo suíça). Na altura, Céline era já bastante conhecida nos países francófonos mas este foi o seu primeiro grande triunfo à escala europeia. Em Dublin, interpretou o tema "Ne partez pas sans moi" ("não partam sem mim") e se o seu conjunto branco de saia e casaco com que se apresentou em palco foi bastante criticado, a sua voz e interpretação selaram o triunfo.
Céline Dion com os autores da sua canção:
Atila Sereftug e Nella Marinetti
(Nos comentários para a RTP, Margarida Mercês de Melo referia que Dion "apesar de não ser bonita, tem muita força interior. Tem boa voz e algo que de certa forma nos faz recordar Piaf."). No documentário "Behind The Music" que a VH1 lhe dedicou, Dion e o seu marido René Angelil confessaram que foi nessa noite em Dublin, após os festejos da vitória, que deram o seu primeiro beijo e que a relação de ambos passou a algo mais que a de agente/mentor e artista/pupila.
Mesmo longe do auge da sua carreira, Céline Dion continua a actuar e mantém uma legião de fãs por todo o mundo.
"A Volta ao Mundo com Willy Fog", a adaptação com animais antropomórficos do livro de Jules Verne "A Volta ao Mundo em 80 dias" é um daqueles desenhos animados clássicos incontornáveis para quem cresceu nos anos 80 (e que também tem sido redescoberto pelas novas gerações, em menor grau, obviamente). O sucesso da série - produzida pela espanhola BRB Internacional S.A. (Dartacão) e realizada pela japonesa Nippon Animation - obrigou á sua multiplicação por todo o tipo de produtos possíveis e imaginado. E esta colecção juntou 2 dos produtos obrigatórios para séries de sucesso: pequenos bonecos e autocolantes.
Estes bonecos são monocromáticos, isto é, são feitos de um plástico todo da mesma cor e era habitual o mesmo personagem surgir em várias cores. As fotos com que ilustro o post são do Luís Abreu, que adianta uma pequena curiosidade sobre esta colecção da Disvenda: "a caixa dizia que a colecção era de 20 bonecos mas na realidade, diferentes, só saíram 16."
Infelizmente não tenho comigo para fotografar os dois únicos bonecos desta colecção que tenho, a Princesa Romy e o vilão com o bastão que não recordo o nome.
A caixa indicava "Colecção de 20 bonecos e 50 autocolantes".
Cada saqueta, ou carteirinha, custava 10 escudos.
E falando em autocolantes, existiu uma caderneta de cromos com uma colecção de maior dimensão. Mas isso fica para outra volta...
Obrigado ao Luís Abreu pelas fotos da sua grande colecção!
Publicado pela primeira vez em 1908, "Anne Of Green Gables", a obra da escritora canadiana Lucy Maud Montgomery é um dos maiores clássicos da literatura juvenil do Canadá. Foi o primeiro de uma série de oito livros dedicado à vida da sua protagonista Anne Shirley dos 11 anos até à meia-idade. No entanto, foi sempre uma obra pouco divulgada em Portugal. Segundo o site "Brinca Brincando" (ao qual uma vez mais é dirigido um agradecimento pelas informações e algumas imagens fornecidas para este texto), só existia uma tradução portuguesa de 1972 sob o título "Anne e A Sua Aldeia" e as outras traduções são bastante recentes de 2014 pela Civilização com o título "Anne dos Cabelos Ruivos" e em 2017 pela Relógio D'Água intitulada "Anne das Empenas Verdes".
Lucy Maud Montgomery
No entanto, entre finais dos anos 80 e princípios dos anos 90, a RTP deu a conhecer a obra aos portugueses através de duas adaptações. Em 1988, numa mini-série de quatro episódios com o título de "As Aventuras de Ana" e em 1990, na série animada japonesa "Ana dos Cabelos Ruivos". Ambas as séries compreendem a história do primeiro livro, que acompanha a protagonista dos 11 aos 16 anos. Eis a história com os nomes das personagens da adaptação portuguesa da série animada em parêntesis.
Marilla e Matthew Cuthbert (Marília e Matias Vicente) são dois irmãos solteiros e já de uma certa idade, donos de uma quinta na Ilha do Príncipe Eduardo chamada Green Gables (Frontão Verde), que decidem tomar a guarda de um rapaz de um orfanato que os possa ajudar no trabalho da quinta. Mas ao contrário do rapaz que esperavam por parte da Mrs. Spencer (Sra. Francisca), quem chega é Anne Shirley (Ana Silvestre), uma menina sonhadora e imaginativa que conquista logo o habitualmente tímido Matthew, que é particularmente avesso a lidar com mulheres à parte a irmã. E apesar do mal-entendido, a austera Marilla acaba também por se deixar afeiçoar pela rapariga, sobretudo quando esta lhe conta da sua vida dura devido à sua orfandade. Os irmãos acabam por ver em Anne a filha que nunca tiveram e Ana tem pela primeira vez na vida um lugar a quem pode chamar de lar.
Apesar de adorar viver em Frontão Verde, a adaptação de Anne à sua nova casa nem sempre é fácil e por vezes a jovem passa por situações complicadas. Por exemplo, quando se indigna com os comentários da senhora Rachel Lynde (Raquel Lima), a mexeriqueira da vila, as troças de outras crianças na escola, em especial o intratável Gilbert Blythe (Gilberto Brás), as descomposturas do mal-encarado professor Sr. Filipe (Mr. Phillips) e alguns desastres nas lidas da cozinha.
Mas também faz grandes amigos, sobretudo Diana Barry (Diana Barros). Porém, a amizade de ambas fica em risco quando sem querer, Anne serve vinho a Diana, julgando ser sumo de cereja, deixando Diana embriagada, o que leva a Mrs. Barry (Ana Barros) a impedir que as duas amigas se vejam, achando que Ana é uma má influência para a filha. Mas quando Anne ajuda a curar Minnie May (Minnie Maia), a irmã mais nova de Diana, tudo se resolve.
Um dos meus episódios preferidos em ambas as séries é aquele em que Anne, farta de ser troçada pelos seus cabelos ruivos, decide pintá-los de preto mas o produto que usa acaba por tingi-los de verde e como tal, ela passa a usar cabelo curto.
Aos poucos, Anne vai crescendo apoiada pelo carinho dos Cuthbert e dando largas à sua imaginação, sonhando em ser escritora. Os seus sonhos são apoiados pela sua nova professora Muriel Stacy (Natália Ribeiro) e ela vai prosperando nos estudos, ingressando no Colégio Real, onde acaba por ganhar uma bolsa de estudos pelos excelentes resultados do seu exame. Mas quando acontecimentos trágicos se abatem sobre Green Gables, Anne vê mais uma vez o rumo da sua vida a mudar. Inesperadamente, será através de Gilbert que ela poderá construir novos planos...
Como se pode ver, para a adaptação portuguesa da série animada, optou-se por aportuguesar os nomes das personagens, uma opção que acabou por perder um traço recorrente na obra, o de Anne insistir que o seu nome seja pronunciado e escrito com um E no fim.
A série animada japonesa é de 1979, de título original "Akage no An" produzido pelos estúdios Nippon Animation. A RTP adquiriu a versão alemã, e os genéricos da adaptação portuguesa são dessa versão (inclusivamente aparece o título alemão "Anne mit den rotten Haaren". Os 50 episódios foram exibidos na RTP 2 no espaço "Recreio do 2" entre 2 de Abril de 1990 e 11 de Março de 1991. Mais tarde, a série foi reexibida durante o "Agora Escolha". Em 2007, a planeta Agostini editou a série em DVD.
A dobragem portuguesa contou com as vozes de Emília Silvestre (Ana), Rosa Quiroga (Marília), Jorge Mota (Matias e Gilberto), Isabel Alves (Raquel), Paula Seabra (Diana) e, entre outros, Jorge Paupério como o narrador. O tema do genérico foi interpretado por Maria Luís França. Lembram-se da letra?
Ana (Ana), Ana (Ana)
Cresce devagarinho, constrói o teu caminho
Com sonhos sem idade
Enche o teu coração de amor e fantasia
Vais ter no dia-a-dia
Horas felizes e medos
Ana, Ana
Vamos ser amigas
Ana, Ana
Amigas mas de verdade
Cresce devagarinho, constrói o teu caminho
Com sonhos sem idade
Ana, Ana
Vamos ser amigas
A propriedade Green Grable na realidade
Antes da série animada, a RTP tinha exibido em 1988, às quintas-feiras à noite na RTP1, a mini-série de imagem real, "Anne Of Green Gables", com o título "As Aventuras de Ana" (apesar da legendagem manter o nome original Anne). Exibida em Portugal num formato de mini-série de quatro episódios, esta produção canadiana de 1985 escrita e realizada por Kevin Sullivan era originalmente um telefilme de duas partes. Megan Follows desempenhou o papel principal num elenco com Colleen Dewhurst (Marilla), Richard Farnsworth (Matthew), Patricia Hamilton (Rachel), Schuyler Grant (Diana) e Jonathan Cromble (Gilbert). Esse telefilme bateu recordes de audiência no Canadá e levou a um boom turístico na Ilha do Príncipe Eduardo, para visitar os locais onde decorreram as filmagens e a verdadeira propriedade de Green Gables (que foi sempre propriedade de familiares da autora Lucy Maud Montgomery). Recordo-me que em (acho eu) 1993, a RTP exibiu a mini-série de continuação, "Anne Of Avonlea" de 1987, novamente protagonizada por Megan Follows.
Em 2009, por comemoração do 30.º aniversário da série animada e do centenário da obra original, a Nippon Annimation adaptou a prequela autorizada "Before Green Gables", escrita por Budge Wilson e editada em 2008.
Em 2016, a Netflix produziu uma nova adaptação do livro numa mini-série simplesmente intitulada "Anne".